quarta-feira, setembro 02, 2009

Artur Lima promete indemnizar moradores da Grota do Vale, caso seja eleito

O candidato do CDS-PP Açores à presidência da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, Artur Lima, assumiu que se for eleito presidente vai “acabar com os processos a decorrer em tribunal entre moradores (da Grota do Vale) e autarquia e indemnizar justamente as pessoas, vítimas de um atroz sofrimento durante a última década e pedir-lhes desculpa”. Numa conferência de imprensa realizada ontem junto à ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais) de Angra do Heroísmo, na Grota do Vale, freguesia de São Bento, o candidato centrista lamentou que “a teimosia” do anterior presidente da edilidade, Sérgio Ávila, se tenha sobreposto “à ciência”. Aliás, acrescentou, “apenas e só por teimosia da autarquia, presidida por Sérgio Ávila, a ETAR foi construída neste local, contrariando todos os pareceres científicos, concretamente de Eduardo Brito de Azevedo, actual Mandatário da lista do PS”, assim como de outros cientistas como “Félix Rodrigues, do CDS-PP, e de Adelaide Lobo, independente”. Artur Lima afirma que “sobra razão aos moradores que foram inaceitavelmente prejudicados e afectados física, psicológica e materialmente”, lembrando que hoje “ninguém compra aqui uma casa”, mas hoje “há gente que ainda vive aqui”. Por isso, o cabeça de lista, que se fez acompanhar por Graça Silveira e Alonso Miguel – outros elementos que compõem a sua lista – e por Rogério Nogueira – candidato popular à Junta de Freguesia de São Bento –, assume que não quer que o conflito judicial que opõe a Câmara aos moradores nas imediações desta ETAR seja prolongado, para além “destes 10 anos que já dura”. Para Artur Lima, “as obras públicas devem fazer-se no total respeito pelo cidadão e pelo ambiente”, sobretudo obras desta natureza e impacto, salientando que “estas obras devem servir para melhorar a qualidade de vida das pessoas e não para as prejudicar, como, infelizmente, é manifestamente o caso da ETAR de Angra do Heroísmo”. “A ETAR foi mesmo construída neste local, com as consequências que hoje se conhecem. A prepotência venceu a ciência”, lamentou o candidato do CDS-PP à Câmara Municipal angrense.


(in Diário dos Açores)

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quarta-feira, julho 29, 2009

Plano de Gestão de Recursos Hídricos pronto em 2010

O Plano de Gestão dos Recursos Hídricos dos Açores deverá estar concluído durante o próximo ano, revelou ontem, na Praia da Vitória (Terceira), o director regional do Ordenamento do Território e Recursos Hídricos, João Luís Gaspar. O “plano é um conjunto de instrumentos que resultam dos planos de gestão dos recursos hídricos individuais de cada uma das ilhas, que vão ser elaborados a partir de agora em simultâneo para permitir coerência e lógica transversal no documento final”, afirmou João Luís Gaspar à Lusa. O director regional, que falava à margem dos trabalhos do colóquio sobre 'Alterações Climáticas nos Açores', organizado pela Câmara da Praia da Vitória, disse que o documento vai permitir assegurar “o que fazer e como fazer no futuro”. Na sua perspectiva, trata-se de um diploma “importante para a região” porque aborda a questão dos riscos hidrológicos, salientando que, "até agora, a região tem estado a trabalhar com base nas directrizes da reserva ecológica nacional mas vai passar a trabalhar com base num documento que realça as especificidades dos Açores”. O que se pretende “é criar uma série de instrumentos que possam, de certa maneira, contribuir para a organização do território numa perspectiva regional e municipal". Por seu lado, Eduardo Brito Azevedo, especialista em climatologia, disse à Lusa que, para se minimizarem os impactos negativos das mudanças climáticas, são necessárias "acções de mitigação do problema e de adaptação”. Nas medidas para minimizar o impacto, o especialista defendeu uma diminuição de “todo o contributo da região para as alterações climáticas” através “da redução de emissões e maior uso de energias alternativas”. Neste contexto, Eduardo Brito Azevedo sublinhou a importância “de reduzir o número de automóveis em circulação”, nomeadamente através da criação de “uma rede alternativa em transportes públicos, com autocarros mais pequenos e movidos, se possível, a electricidade”. Nas energias alternativas, o especialista realçou a capacidade do arquipélago “nas áreas da geotermia, da energia eólicas e até, de alguma forma, na energia das ondas”.Relativamente à necessidade de adaptação para reduzir o impacto das alterações climáticas, salientou que passar por "gerir melhor, sobretudo, a água, porque as reservas hídricas vêm do clima quanto ao aprovisionamento”.“É necessário acautelar os sistemas de aquíferos para garantir a sua qualidade e quantidade, a par de um ordenamento do território definindo claramente as zonas de biodiversidade, recarga aquífera e produção agro-pecuária”, preconizou Eduardo Brito Azevedo. Roberto Monteiro assegurou que “o concelho pretende implementar um estratégia de desenvolvimento sustentado, quer na vertente económico-social, quer na vertente ambiental”.Nesse sentido, considerou que “a orientação para as energias renováveis, em contraponto com a exigência da competitividade económica, coloca um dos maiores desafios da história”.O presidente da Câmara da Praia da Vitória apelou, por isso, aos jovens, a quem chamou de “geração do equilíbrio”, para “não submeterem o ambiente e a preservação dos recursos à pressão económica”.

(In Diário dos Açores)

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quinta-feira, julho 23, 2009

Brito de Azevedo mandatário do PS por Angra do Heroísmo

Eduardo Brito de Azevedo é o escolhido por Andreia Cardoso para mandatário da sua candidatura à Câmara Municipal de Angra do Heroísmo nas próximas eleições autárquicas de Outubro.

Durante um pequeno-almoço com a comunicação social, ontem, em Angra, Andreia Cardoso justificou a escolha pelo professor da Universidade dos Açores por se tratar de uma personalidade “conhecida e reconhecida pelo trabalho de excelência que vem desenvolvendo” a que se junta a preocupação de “colocar o conhecimento cientifico ao serviço do desenvolvimento de Angra do Heroísmo, da Terceira e dos Açores”, destacou a candidata socialista.
Uma maior relação entre o pólo universitário e a autarquia foi, aliás, destacada por Andreia Cardoso como uma prioridade “evidente” para o futuro.
A criação de um parque tecnológico com a participação da Universidade dos Açores, potenciar o concelho como destino de congressos científicos, tornar Angra uma cidade universitária através de obras como a residência universitária ou a criação de zonas de lazer atractivas para os jovens, são elementos determinantes da estratégia de desenvolvimento preconizada pela actual presidente da Câmara.

Ao serviço das pessoas

Na sua intervenção, Brito de Azevedo realçou a “sensibilidade social e humana” demonstrada por Andreia Cardoso a que se alia “ a capacidade de trabalho, de diálogo e de realização”, elogiando ainda o facto de “ não ter virado a cara a enfrentar os problemas de uma governação camarária em tempos que se sabiam difíceis”.
Para o professor universitário estas qualidades e o percurso profissional da candidata socialista são um garante que Angra do Heroísmo terá à frente dos seus destinos, caso seja eleita, uma presidente “ genuinamente ao serviço das pessoas”.
Brito de Azevedo advertiu, no entanto, que a construção de uma sociedade de sucesso “se constrói com o empenho dos cidadãos” que não devem cair nos caminhos da critica fácil, mas sim pelo “exercício da verdadeira cidadania, sem subterfúgios ou demagogias fáceis”.
O mandatário da campanha do PS referiu ainda que é tempo de reafirmar a ideologia “ sem complexos”, considerando que num cargo com poder de decisão não se pode exercer sem que a questão ideológica se coloque.

(In A União)

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sexta-feira, julho 17, 2009

Gestão Integrada dos Recursos Hídricos - Gestão e Conservação dos Recursos Hídricos e Património Florestal Natural

Maria da Conceição Rodrigues e Eduardo Brito de Azevedo apresentaram, no 2º Congresso Lusófono de Ciência Regional, realizado na Cidade da Praia, em Cabo Verde, de 6 a 11 de Julho de 2009, uma comunicação intitulada "Gestão Integrada dos Recursos Hídricos - Gestão e Conservação dos Recursos Hídricos e Património Florestal Natural".
Desenvolvido no âmbito dos projectos CLIMAAT e CLIMARCOST (INTERREG III B, MAC 2.3/A3 e 05/MAC/2.3/A1) este projecto desenhou uma metodologia de suporte ao ordenamento do território insular. Assume como objectivo fundamental a produção de um instrumento de integração e análise da relação entre os factores que regem o balanço hídrico e as diferentes alternativas de uso do solo. A metodologia foi aplicada ao Sítio de Interesse Comunitário - Serra de Sta. Barbara/Pico Alto na Ilha Terceira (Açores). O modelo conceptual assume explicitamente a diferenciação climática e a relação entre os processos de formação de nuvens de origem orográfica e os mecanismos de intercepção e armazenamento de água observados na floresta natural típica da Macaronésia. Uma análise custo/benefício realça os proveitos económicos do uso do solo para floresta natural.
(In Cabo Verde - Redes de Desenvolvimento Regional)

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quinta-feira, julho 09, 2009

Açores podem ter Centro de Alterações Climáticas

HELENA FAGUNDES, DI, NA GRACIOSA
Existem conversações entre Governo dos Estados Unidos da América (EUA) e a Universidade de Massachusetts - Dartmouth, para a criação nos Açores de um Centro de Alterações Climáticas. A revelação foi feita, ontem, na Graciosa, pela vice-cônsul dos EUA, Jeanette Rébert.“É uma ideia que está ainda ser falada, mas que tem muito interesse”, frisou, avançando que ainda não está definido em que ilha esse centro poderia ficar localizado.Rébert falava depois de uma visita à infra-estrutura do projecto ARM, ligado à medição de radiação atmosférica.
CAMP DAVID
O véu sobre o projecto de um grande centro de estudo e debate das alterações climáticas nos Açores foi levantado pelo responsável pelo Centro de Clima, Meteorologia e Mudanças Globais da Universidade dos Açores, Eduardo Brito de Azevedo, que lidera a parte portuguesa envolvida no ARM. “Este Centro de Alterações Climáticas não seria estritamente no sentido científico, de localizar equipamentos. Não é essa a principal ideia de instalar aqui nos Açores um observatório de mudanças climáticas. Esse projecto tem que ver com o simbolismo que terá instalar entre os dois continentes um fórum de discussão sobre esse tema, que é um tema universal”, afirmou.“Há uma expressão utilizada no protocolo que estabelece essa ideia, que designa esse centro como uma espécie de Camp David das Alterações Climáticas: Um sítio neutro onde toda a gente se pode reunir para tratar da questão das alterações climáticas”, revelou.Na opinião de Brito de Azevedo esse centro permitiria “aproximar os EUA e a América da Europa, numa matéria em que nem sempre estiveram de acordo”. “A meio caminho entre o continente americano e a Europa vão-se discutir questões importantíssimas para o futuro”, lançou. Entretanto, decorre na Graciosa, durante perto de dois anos, o projecto ARM, (Atmospheric Radiation Measurement), desenvolvido pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos, com a colaboração de uma equipa de cientistas portugueses, liderada pela Universidade dos Açores, e do Governo Regional. A visita à infra-estrutura inseriu-se no programa da visita do Governo Regional à Graciosa. Na ocasião, o presidente do executivo açoriano, Carlos César, afirmou existir toda a abertura para que a infra-estrutura móvel se mantenha nos Açores de forma permanente.A vice-cônsul dos EUA não coloca de parte a hipótese, mas afirma que isso dependerá “da vontade da comunidade científica”.
(in Diário Insular)

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quarta-feira, julho 08, 2009

Americanos querem estudar alterações climáticas nos Açores

O Departamento de Energia dos Estados Unidos admite a hipótese de criar nos Açores um centro de estudo das alterações climáticas.

Contactos nesse sentido já foram estabelecidos com a Universidade de Massachussets, adiantou a vice-cônsul dos Estados Unidos, Jeanette Rebert à RTP/Açores.

A ideia de criar este centro é vista com bons olhos pelo Centro de Clima e Metereologia da Universidade dos Açores.

Brito de Azevedo entende que esse projecto pode ser um ponto de encontro entre cientistas americanos e europeus.

Reportagem vídeo: Marta Silva, Jornal da Tarde.

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quinta-feira, junho 04, 2009

Bolsa de Iniciação à Investigação Científica (Projecto ROMA II)

Tendo em vista dar resposta ao concurso aberto para a integração de um bolseiro de iniciação à investigação científica (BIIC – Medida 03.1.6_FRCT) no âmbito da proposta do projecto “ROMA_II – Rede de Observação Meteorológica dos Açores”” sob orientação do Professor Doutor Eduardo Brito de Azevedo e apresentado oportunamente à DRC. Os eventuais interessados, para obter mais informações podem contactar o responsável pelo projecto (edubrito@uac.pt).

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domingo, maio 31, 2009

Aptidão agropecuária reduzida até 2070

Nas comemorações do Dia Mundial da Energia, Tomaz Dentinho, Brito de Azevedo e João Luís Gaspar trocaram ideias sobre alterações climáticas na Região.
As alterações do clima poderão implicar uma mudança de sector de subsistência, na economia da ilha Terceira. De acordo com Tomaz Dentinho, em 2070 a área de solo com apetência para a agro-pecuária será muito menor do que a actual, o que implica que os terceirenses optem por outras fontes de rendimento.As conclusões do economista são baseadas num modelo de interacção espacial, que utiliza o solo para simular o impacto das alterações climáticas na economia da ilha Terceira. Os resultados foram apresentados, ontem, no auditório da Casa das Tias, na Praia da Vitória. A conferência do professor da Universidade dos Açores foi integrada num debate sobre as “Alterações Climáticas nos Açores”, promovido pela autarquia para assinalar o Dia Mundial da Energia. O evento contou ainda com a participação do Director Regional do Ordenamento do Território e Recursos Hídricos, José Luís Gaspar, e do professor Eduardo Brito de Azevedo. Em colaboração com investigadores de outras áreas, da Universidade dos Açores, nomeadamente de Eduardo Brito de Azedo, especialista em climatologia, Tomaz Dentinho prevê que a população da ilha Terceira seja reduzida para cerca de 45 mil pessoas, em 2070. Na base destes números estão previsões climáticas, justificadas em grande parte pelos elevados valores das emissões de dióxido de carbono. Segundo Eduardo Brito de Azevedo, tem-se registado um aumento de temperaturas e uma diminuição da precipitação no verão. Cruzando dados sobre temperatura, precipitação, declive e capacidade de solo, entre outros, Tomaz Dentinho estima que área de aptidão urbana aumente consideravelmente até 2070. Contrariamente, a zona de com aptidão agro-pecuária restringe-se bastante, assim como a de aptidão hortícola que passa a ocupar uma franja mais pequena. Prevendo-se que o turismo e a exportação se mantenham iguais, a população terá de optar por outras fontes de rendimento ou de recorrer à emigração, como geralmente acontece. Por sua vez, o Director Regional do Ordenamento do Território e Recursos Hídrico alertou para o facto da redução de emissões de dióxido de carbono, nos Açores, não apresentar soluções a curto prazo, uma vez que a principal fonte de emissão de dióxido de carbono é o sector dos transportes.Para além de não existir até à data uma solução eficiente a curto prazo, para a redução da circulação de transportes rodoviários, prevê-se ainda um aumento de outros tipos de transporte, tendo em conta as necessidades específicas de um arquipélago e o facto do sector de turismo continuar a ser uma aposta forte no desenvolvimento económico da Região.
Ainda assim, João Luís Gaspar lembrou que os Açores representam apenas 3% das emissões de dióxido de carbono, emitas por Portugal. O director regional salientou ainda que entre 1990 e 2004, a Região triplicou o PIB, no entanto não triplicou a emissão de dióxido de carbono. No início da sessão, Roberto Monteiro salientou que esta iniciativa foi a introdução para a I Feira de Energias Renováveis da Praia da Vitória, que se prevê que se realize em Junho. De acordo com o presidente da Câmara Municipal, a actividade terá como objectivo a promoção de uma “mostra de soluções preconizadas pelos comerciantes locais”, assim como a “continuação do debate” iniciado no Dia Mundial da Energia. Segundo Roberto Monteiro trata-se de uma forma de promover o “diálogo em torno de sugestões relacionadas com a sustentabilidade”. O autarca apelou a um “equilíbrio entre a componente ambiental e a componente economicista”. Roberto Monteiro salientou como exemplo da preocupação do município com as questões ambientais, o investimento na recuperação do Paúl.
Plano concluído em 2010
À margem do encontro, o director regional do Ordenamento do Território e Recursos Hídricos, revelou à Lusa que o Plano de Gestão dos Recursos Hídricos dos Açores deverá estar concluído durante o próximo ano. De acordo com João Luís Gaspar, trata-se de “um conjunto de instrumentos que resultam dos planos de gestão dos recursos hídricos individuais de cada uma das ilhas, que vão ser elaborados a partir de agora em simultâneo para permitir coerência e lógica transversal no documento final”.O director regional sublinhou que a Região “vai passar a trabalhar com base num documento que realça as especificidades dos Açores”. O objectivo deste plano, segundo João Luís Gaspar, “é criar uma série de instrumentos que possam, de certa maneira, contribuir para a organização do território numa perspectiva regional e municipal”.
(in Diário Insular)

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sábado, maio 30, 2009

CURSO DE VERÃO da Universidade dos Açores (Campus de Angra do Heroísmo) Julho/2009

Dia 27, das 10-12 h
Biodiversidade Animal, pelo Prof. Doutor Paulo Borges.
14-16 h Caracterização da agro-pecuária Açoriana, pelo Prof. Doutor Alfredo Borba.

Dia 28, das 10-12 h
O clima e a agricultura, pelo Prof. Doutor Eduardo Brito de Azevedo.
14-16 h A história da cloneta, pelo Prof. Doutor Joaquim Moreira da Silva.

Dia 29 das 10-12 h
A agro-pecuária na economia Açoriana, pela Prof.ª Doutora Emiliana Silva.
14-16 h Agricultura biológica, pelo Prof. Doutor João Batista.

Dia 30, das 10-12 h
Os produtos tradicionais Açorianos, pela Profª. Doutora Maria da Graça Silveira.
14-16 h Bioversidade Vegetal nos Açores pela Prof.ª Rosalina Gabriel.

Dia 31, das 10-12h
A vida nas profundezas da Terceira, pelo Prof. Doutor Félix Rodrigues.
14-16h Hidrogeologia dos Açores, pelo Prof. Doutor Cota Rodrigues.

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Majoração dos apoios à Universidade dos Açores

O candidato açoriano na lista do PS ao Parlamento Europeu (PE) defende a majoração dos apoios atribuídos aos projectos de investigação da Universidade dos Açores no âmbito do VII Quadro Comunitário de Apoio à Ciência e Investigação.Luís Paulo Alves, que falava aos jornalistas ontem à tarde, no final de uma visita ao Observatório do Ambiente, em Angra do Heroísmo, argumenta que essa majoração permitirá à Academia combater as dificuldades financeiras que atravessa.“Esta proposta de majoração tem que ser feita. A Universidade dos Açores tem vindo a afirmar-se na investigação das alterações climáticas, da climatologia e no estudo dos oceanos e, como tal, é uma oportunidade que não pode ser descurada”, adianta. O socialista adianta que o novo quadro comunitário de apoios à Ciência e Investigação é muito generoso e deve ser aproveitado ao máximo.
Atenção transatlântica
Além disso, Luís Paulo Alves - que conversou com os professores Alfredo Borba, pró-reitor da Universidade dos Açores, e com Eduardo Brito de Azevedo, do CLIMAAT e especialista em climatologia, ambos ligados ao Observatório do Ambiente - alega que há interesse de várias universidades norte-americanas que já manifestaram interesse em instalar nos Açores um centro transatlântico de estudo das alterações climáticas.“Isto prova que a nossa posição geográfica é uma mais-valia em termos científico. E, assim, é fundamental apoiarmos esta vertente”, alega Luís Paulo Alves, que sublinha que a Academia insular tem vindo a consolidar-se como um centro de excelência no estudo das alterações do clima e do oceano (neste caso, através do Departamento de Oceanografia e Pescas, localizado na cidade da Horta, Faial). Na quarta-feira, o socialista, no Pico, defendeu uma maior atenção da Política Marítima Europeia às oportunidades de desenvolvimento que o Mar proporciona aos Açores e à fronteira marítima e Atlântica que o arquipélago confere à União Europeia. “Os Açores são a primeira linha de combate ao tráfico de droga por via marítima. Isso trás também uma responsabilidade que terá de ser assumida pela União Europeia”, argumenta Luís Paulo Alves, que, ontem, visitou também o porto de São Mateus e jantou com militantes terceirenses.

(in Diário Insular)

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quarta-feira, maio 27, 2009

Dia Mundial da Energia

De forma a comemorar o Dia Mundial da Energia, no dia 29 de Maio (Sexta-Feira) irá decorrer no Auditório da Casa das Tias (Praia da Vitória) uma conferência intitulada “Alterações Climáticas nos Açores”, tendo como convidados:


o Professor Doutor João Luís Gaspar – Director Regional do Ordenamento do Território e Recursos Hídricos;
o Professor Doutor Eduardo Brito de Azevedo – Docente do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores;
o Professor Doutor Tomaz Ponce Dentinho – Docente do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores;
o Professor Doutor José Cabral Vieira – Director Regional da Energia.
A sessão de abertura inicia-se às 09:30 e estará a cargo do Presidente da Câmara Municipal Dr. Roberto Monteiro.

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domingo, maio 10, 2009

Bóia Ondógrafo será reposta possivelmente em Junho.

Desde o mês de Janeiro que a Bóia Ondógrafo da ilha Graciosa soltou-se da amarração, ficando esta ilha e os homens do mar sem este importante registo online.
Segundo Eduardo Brito, professor da Universidade dos Açores e responsável pelo projecto Climat, espera-se que a colocação da bóia no seu respectivo lugar, aconteça, o mais tardar, antes do fim de Junho, para que continue a exercer a sua função que é enviar dados sobre a agitação marítima.
Na Graciosa vai ainda ser montada uma estação meteorológica com dados em tempo real e ainda colocada mais uma câmara para transmissão de imagem em tempo real do Porto Comercial.
Eduardo Brito salientou que os equipamentos já estão na Graciosa há algum tempo, e estão apenas a aguardar a vinda do técnico para a sua montagem.
(in Jornal da Rádio Graciosa)

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sexta-feira, abril 24, 2009

Açores pode ser observatório do clima

BRITO DE AZEVEDO: “(…) penso que uma estrutura com vocação internacional nos Açores, mas também ao serviço das necessidades específicas da região, faz sentido”.
Estão em curso a negociações para a regionalização do Instituto de Meteorologia (IM). Concorda?
Regionalização?
Não sei. Decididamente não, se for para pagarmos nós e decidirem outros, à distância. Parece-me antes que temos todos a ganhar se, através de uma parceria forte, gerida com proximidade, cada um de nós, a partir da sua vocação, da sua esfera de actuação e do seu papel institucional (sem “tiques” de prepotência centralista), possa contribuir com as respectivas capacidades para, a par da resolução dos problemas locais, recuperar para os Açores a principal referência portuguesa no que diz respeito às questões climáticas.
Prefere o aprofundamento de parcerias?
Quero em primeiro lugar esclarecer que só me pronuncio em relação às componentes climatologia e meteorologia, pelo que as mesmas questões mas referentes à geofísica, outra das competências do IM, devem ser avaliadas por outras pessoas. As metodologias utilizadas na caracterização do clima (presente e futuro), bem como aquelas relacionadas com a previsão do estado do tempo, baseiam-se em aproximações a diferentes escalas e com complementaridade científica, técnica e de meios. É por isso que sou favorável a uma política de valor acrescentado e de parcerias. Naturalmente entre instituições internacionais, nacionais e regionais. E não se pense desde já que, quando me refiro a questões de escala ou de valor, caberá às regiões, como a dos Açores, uma menor importância em qualquer das duas componentes. Até porque a “oportunidade” geográfica é um grande trunfo nestas matérias. Neste enquadramento há no entanto que garantir a coesão de objectivos e a definição de prioridades, normalmente decorrentes de circunstâncias geográficas e de necessidades específicas. É assim que surgem os núcleos especializados nos diferentes domínios da climatologia e da meteorologia (climatologia de montanha nos Alpes, meteorologia tropical no Golfo do México, etc.).
A posição geográfica do arquipélago garante-lhe, no fundo, um papel de observatório. Não será?
No caso dos Açores é óbvia a vocação para a climatologia e meteorologia atlânticas, zona onde ocorrem importantes fenómenos que influenciam o clima e o estado do tempo de vasta zona do hemisfério norte (e onde o clima futuro será em grande parte ditado!), bem como, naturalmente, a necessidade de metodologias mais adequadas à dimensão das ilhas e ao seu enquadramento marítimo. São inúmeras as aproximações internacionais às potencialidades do arquipélago nestes domínios. Exemplo disso é o crescente interesse da comunidade científica internacional pela nossa posição, traduzido recentemente pela montagem de importantes estruturas nas ilhas, a partir das quais serão estudados mecanismos da interacção oceano/atmosfera, factor decisivo para a melhoria dos modelos meteorológicos e climáticos do futuro. É neste contexto que penso que uma estrutura com vocação internacional nos Açores, mas também ao serviço das necessidades específicas da região, faz sentido. Se não for o IM a ter esta visão estratégica, alguém terá de ter.

(In Diário Insular)

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sexta-feira, março 27, 2009

Museu de Angra inaugura exposição

Foi ontem inaugurada pelas 20h30, nas instalações do Museu de Angra, a exposição “José Agostinho e a Meteorologia”.
Esta consiste na mostra de instrumentos antigos, do Observatório Meteorológico de Angra, estando patente na Sala de Oportunidades, até ao próximo dia sete de Junho. A exposição, realizada em parceria com a Delegação dos Açores do Instituto de Meteorologia, ocorre no âmbito da celebração do Dia Internacional da Meteorologia (23 de Março), evocando a memória do Tenente-Coronel José Agostinho (1888–1978), uma figura proeminente na área. Na ocasião, decorrerá também um painel de conferências com a participação de Conceição Tavares (Centro Inter-universitário de História das Ciências e da Tecnologia), Diamantino Henriques (Instituto de Meteorologia) e Eduardo Brito de Azevedo (Universidade dos Açores). Além de algumas peças do espólio desta figura cimeira da Ciência nos Açores no século XX, pertencentes ao acervo da instituição, está também exposto um interessante conjunto de instrumentos antigos utilizados no Observatório Meteorológico José Agostinho, da Terceira, que o Instituto de Meteorologia constituiu em depósito no Museu de Angra. São, no essencial, instrumentos que ilustram a História da Ciência nos Açores, com especial destaque para o nefoscópio José Agostinho (aparelho inventado e construído por José Agostinho, destinado à observação da velocidade e direcção das nuvens). A exposição representa também, mais um avanço nos trabalhos inerentes à estruturação da recém-criada Colecção de Ciência e Técnica, no âmbito do espólio do Museu de Angra do Heroísmo.

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quinta-feira, março 26, 2009

A torre meteorológica

Esta torre encontrava-se danificada desde o sismo de 1 de Janeiro de 1980. Na foto, dias antes de ser demolida. O professor da Universidade dos Açores, Departamento de Ciências Agrárias de Angra do Heroísmo e especialista em meteorologia, Eduardo Brito de Azevedo referiu na altura à comunicação social açoriana: “Está-se a demolir, ou pelo menos a não considerar, uma parte substancial da nossa cultura, que também é a nossa cultura científica” e acrescentou: “Quando começaram os voos relacionados com a presença americana e inglesa nos Açores foi necessário fazer-se aerosondagens, com balões sonda. Essas aerosondagens começaram por ser feitas exactamente no Observatório José Agostinho, nessa mesma torre”. Já nos referimos ao Posto Metereológico de Angra do Heroísmo aqui
(In Bagos D'Uva)

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quarta-feira, março 25, 2009

Posto Meteorológico de Angra do Heroísmo

Foi criado em 1862, a instância do Dr. José Augusto Nogueira Sampaio e só começou a funcionar no 1.º de Outubro de 1864. Foi colocado primitivamente no Convento de São Francisco (antigo Liceu Nacional de Angra do Heroísmo, actual Museu) e compunha-se de dois andares, terminando por um terraço que lhe servia de tecto.Em 1881 foi mudado para a torre sineira da Igreja do Colégio, a 42 metros acima do nível do mar (ver na foto), para onde se subia pela sineira, por uma escada helicoidal a qual ia terminar numa pequena casa de madeira, de forma rectangular. Dentro desta casa estavam os seguintes instrumentos: Um barómetro de Adie, Um barómetro anedóide, Um barógrafo, Um termómetro de máxima, Um dito de mínima, Um psicrómetro e Um ozonómetro.
Do lado de fora da casa encontrava-se, num dos ângulos da torre, um pequeno mastro munido de cata-vento e por uma pequena escada de ferro se subia para o terraço que servia de tecto à casa de madeira, onde estavam os seguintes instrumentos:
Um anemómetro de Robinson ao centro.
Um udómetro num dos ângulos do gradeamento.
Por debaixo da escada e exposto ao ar, mas ao abrigo das chuvas, estava um evapórometro Piche que foi colocado em Dezembro de 1900, sendo até ali as observações feitas com um evapórometro ordinário. O posto meteorológico foi o 1º construído nos Açores e as suas observações foram sempre apreciadas no estrangeiro sobretudo nos observatórios meteorológicos de Paris, Londres e Utrcht (Apontamentos de Álvaro de Castro Meneses).
Já nos referimos, em 2008, ao Dia Mundial da Meteorologia aqui. Amanhã, pelas 20h30, terá lugar no Museu de Angra do Heroísmo, na Sala de Oportunidades, a inauguração de uma exposição rotulada “José Agostinho- Meteorologia”- Instrumentos Antigos do Observatório Meteorológico de Angra.
Conferencistas:Conceição Tavares(Centro Interuniversitário de História das Ciências e da Tecnologia).
Diamantino Henriques (Instituto de Meteorologia).
Eduardo Brito (Departamento de Ciências Agrárias de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores).
(In Bagos D'Uva)

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terça-feira, março 24, 2009

NO MUSEU DE ANGRA -José Agostinho e a Meteorologia

O Museu de Angra do Heroísmo inaugura, terça-feira, a exposição “José Agostinho e a Meteorologia. Instrumentos antigos do Observatório Meteorológico de Angra”.
Realizada em parceria com a Delegação dos Açores do Instituto de Meteorologia, a mostra, patente ao público até dia 7 de Junho na Sala de Oportunidades, ocorre a propósito da celebração do Dia Internacional da Meteorologia (23 de Março) e evoca a memória do tenente-coronel José Agostinho (n. 01.03.1888 – f. 27.07.1978).

Na ocasião, decorre também um painel de conferências com a participação de Conceição Tavares, do Centro Interuniversitário de História das Ciências e da Tecnologia, Diamantino Henriques, do Instituto de Meteorologia, e Eduardo Brito de Azevedo, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores.
Além de algumas peças do espólio desta figura cimeira da Ciência nos Açores no século XX, pertencentes ao acervo do Museu de Angra, estará também exposto um interessante conjunto de instrumentos antigos utilizados no Observatório Meteorológico José Agostinho, na Terceira, que o Instituto de Meteorologia constituiu em depósito no museu terceirense.
No essencial, são instrumentos que ilustram a História da Ciência nos Açores, com especial destaque para o “nefoscópio José Agostinho”, um aparelho inventado e construído por aquele cientista terceirense, destinado à observação da velocidade e direcção das nuvens).
A mostra servirá, também, como oportunidade para lembrar que o primeiro posto de observação meteorológico instalado na ilha Terceira se situou numa torre, entretanto já desaparecida, no antigo Convento de S. Francisco – justamente no edifício que alberga actualmente o Museu de Angra do Heroísmo – pela mão de José Augusto Nogueira Sampaio, nos anos 80 do século XIX, antes ainda de ter passado para a igreja do Colégio dos Jesuítas e, posteriormente, por acção do tenente-coronel José Agostinho, para o Observatório Meteorológico, em Santa Luzia, na zona norte da cidade de Angra do Heroísmo.
Representa, ainda, um novo avanço nos trabalhos inerentes à estruturação da recém-criada Colecção de Ciência e Técnica, no âmbito do espólio do Museu de Angra do Heroísmo.
(in A União)

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sábado, março 07, 2009

Estação do ARM Project já está a ser instalada na Graciosa

A Ilha Graciosa é um dos três locais do Mundo escolhidos para instalação de estação do ARM Project. A sua instalação decorre na zona do aeroporto, no Barro Vermelho, tratando-se de uma estação climatológica internacional para o estudo do clima, integrada no Projecto ARM. A iniciativa enquadra-se no Programa Atmospheric Radiation Measurement (ARM), implementado pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos da América em 1990 com o objectivo de estudar o impacto das radiações e das nuvens nos modelos climáticos. O ARM inclui uma componente essencialmente dirigida para a investigação e outra para a área das infra-estruturas permitindo a obtenção de dados e o acesso a tecnologias de grande interesse para a comunidade científica especializada na concepção e desenvolvimento de modelos climáticos às escalas global e regional. Eduardo Brito, professor da Universidade dos Açores em Angra do Heroísmo, afirma que os Açores e particularmente a ilha Graciosa são, pela sua localização no meio do Atlântico, um lugar privilegiado para determinados tipos de observações, nomeadamente climáticas. Os parceiros científicos a considerar neste projecto, que conta com a colaboração de inúmeras instituições internacionais, são a Universidade dos Açores, através do Centro de Climatologia, Meteorologia e Mudanças Globais e o Instituto de Meteorologia. Segundo nos informou, a estação estará na Graciosa durante dois anos, tempo em que permanecerão na ilha 2 técnicos. Os equipamentos já começaram a chegar à ilha para serem montados, devendo começar em Abril a actividade desta estação. A ilha Graciosa foi escolhida por ser a mais plana de todas as ilhas dos Açores, sendo por isso ideal para a colocação deste tipo de estações, que necessitam de um espaço o mais livre possível geograficamente. A partir de Abril dados sobre a atmosfera no meio do Atlântico são transmitidos para todo o Mundo, ficando assim aberta uma porta internacional para um conjunto de acções até nunca realizados e que vão levar ao melhoramento dos modelos de previsão do estado do tempo. A colocação desta estação de observação climática na Graciosa segue-se à decisão da instalação, também nesta ilha, da estação internacional do CTBTO, destinada a monitorizar a realização de ensaios nucleares. Equipamentos científicos que conferem à Ilha Graciosa um dos lugares extraordinária importância cientifica a nível mundial.

(In Jornal da Rádio Graciosa)

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quarta-feira, fevereiro 25, 2009

CENTRO DE INVESTIGAÇÃO DE TECNOLOGIAS AGRÁRIAS DOS AÇORES (CITA-A)

ANO DE FUNDAÇÃO: 1991
Director: Prof.João Madruga (madruga@uac.pt)
Agricultural and Animal Science Group: Prof. Alfredo Borba (borba@uac.pt)
CMMG Group: Prof. Eduardo Brito de Azevedo (edubrito@uac.pt)
Azores Biodiversity Group: Prof. Paulo Borges (pborges@uac.pt)
Food Science and Technology Group: Prof. Célia Silva (celia@uac.pt)
Descrição de projectos de investigação de referência:O CITA-A (Centro de Investigação e Tecnologias Agrárias dos Açores) é uma unidade pluridisciplinar de investigação e prestação de serviços na área das ciências agrárias e do ambiente, subsidiada por Programas Trienais e Programáticos da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (Ministério da Ciência e da Tecnologia).Ao CITA-A são atribuídas várias funções, entre as quais o fomento da realização de investigação científica fundamental e aplicada, a organização e promoção de actividades de prestação de serviços à comunidade, assim como a realização de seminários, conferências, colóquios e outras actividades similares, congressos, semanas de estudo e outras reuniões, no âmbito das actividades de investigação desenvolvidas ou com elas relacionadas, e ainda, participar nas actividades congéneres promovidas por outras entidades.O CITA-A é integrado por docentes, investigadores, alunos e funcionários da Universidade dos Açores - Departamento de Ciências Agrárias, podendo admitir membros associados.

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quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Uma turfeira de esperança

O ciclo da água esteve à beira de ser interrompido na Terceira. Leis visionárias que ficaram por cumprir; análises erradas e erros de previsão; uma ideia maligna de desenvolvimento – são causas da destruição do principal sistema natural de armazenamento de água da ilha. Um plano para recuperar o ciclo da água aposta na capacidade de regeneração da natureza entregue a si própria. Todas as esperanças têm agora um nome: chamam-se turfeiras.
Em Agosto de 1977, a então Assembleia Regional dos Açores aprovava a primeira legislação no tempo autonómico sobre a protecção de ribeiras, lagoas e nascentes de água e respectivas bacias hidrográficas. Um documento inovador para a altura, sobretudo em Portugal, mas também ao nível internacional, conforme reconhece o secretário regional do Ambiente, Álamo Meneses, especialista académico na área. Cerca de 31 anos depois, em Janeiro de 2008, a secretário do Ambiente declara o falhanço do aparelho normativo açoriano de protecção dos recursos hídricos e das sucessivas políticas regionais para o sector (ou ausência delas), ao reconhecer que o colapso na produção, captação e distribuição de água na ilha Terceira só pode ser evitado através do regresso à natureza na única zona fiável de produção hídrica, que é constituída pelo complexo Caldeira Guilherme Moniz/Maciço do Pico Alto, sujeito a arroteias (desde 1976 e até ao presente) e consequente destruição da vegetação endémica, em particular as turfeiras, responsáveis pelo armazenamento natural de água e que praticamente desapareceram em vastas extensões da zona.A comunidade científica ligada à Universidade dos Açores na Terceira vinha denunciando a degradação das condições naturais de armazenamento de água desde há vários anos, aparentemente sem ser ouvida. Até que no Verão passado a água faltou nas torneiras dos consumidores do concelho de Angra do Heroísmo, relançando o debate sobre as causas da escassez. Ficou claro no debate que, entre muitas causas – incluindo erros de previsão e de gestão e até diminuição da pluviosidade -, a principal estava na destruição do tecido vegetal natural na zona de recarga dos aquíferos principais (Caldeira Guilherme Moniz/Maciço do Pico Alto). Ou seja, os cientistas da Universidade dos Açores tinham razão.Álamo Meneses não só veio dar razão aos cientistas da Terra-Chã/Pico da Urze, como agiu no sentido por eles já várias vezes preconizado, ao anunciar o início de um vasto plano de recuperação das condições de recarga natural dos aquíferos, confirmando ser essa a única solução sustentável para garantir o abastecimento de água à ilha Terceira. O plano teve de imediato o apoio, expresso à nossa reportagem, de cientistas como Cota Rodrigues, Félix Rodrigues, Eduardo Brito de Azevedo e Eduardo Dias, os mesmos que desde há vários anos vinham analisando a situação e apontando caminhos até agora não trilhados.Mas o apoio unânime não quer dizer que a medida seja a solução garantida só por si. Eduardo Dias, por exemplo, chama a atenção para o facto de a desarborização em altitude poder influenciar de forma significativa a capacidade de armazenamento de água, mesmo depois de as turfeiras recuperarem. É que as árvores em altitude são auxiliares indispensáveis à precipitação significativa de água nas turfeiras. Quer isto dizer que pode-se chegar a um ponto em que as turfeiras tenham recuperado, mas não estejam a receber água suficiente. É por isso que Eduardo Dias chama a atenção para a necessidade de rearborizar zonas de altitude que comprovadamente interfiram no processo de precipitação na zona Caldeira Guilherme Moniz/Maciço do Pico Alto.
Colapso do sistema
O complexo Caldeira Guilherme Moniz/Maciço do Pico Alto, situado no centro da Terceira, é a zona principal e mais fiável de produção de água na ilha Terceira. A parte Oeste da ilha é demasiado jovem para produzir água em quantidade e qualidade aceitáveis e a zona da Praia da Vitória, sendo embora antiga, está demasiado fissurada para permitir aproveitamentos significativos de água. Esta análise é partilhada por Álamo Meneses, que neste caso presta declarações enquanto especialista académico, e Cota Rodrigues, especialista em hidráulica.O complexo alimenta três grandes fontes e cerca de uma dezena de outras fontes de menor dimensão, que, em conjunto, garantem a parte de leão do abastecimento de água à ilha Terceira canalizado sem ser a partir de furos. Para mais, trata-se de água que as análises comprovam ser de boa qualidade, ao contrário da água dos furos que se alimentam no aquífero-base (o principal aquífero da ilha, que está em contacto com o mar), sempre sujeita a processos de salinização (mistura entre água doce e água do mar) e susceptível de depositar a poluição que se gera à superfície, em particular os metais pesados, conforme chamam a atenção os especialistas e o próprio secretário Álamo Meneses. A pressão sobre a água da Caldeira Guilherme Moniz/Maciço do Pico Alto tem várias origens. Desde logo, segundo dados citados por Álamo Meneses, o consumo de água por habitante subiu na Terceira, nos últimos trinta anos, de 100 litros por dia para mais de um metro cúbico, ou seja, subiu mais de dez vezes. Também subiu significativamente o consumo de água pela lavoura. Para além do consumo próprio dos animais, novas regras de higiene e salubridade nas explorações induziram consumos ainda mal calculados. Por outro lado, a pluviosidade tem descido. Dados dos últimos sete meses de 2008 (Centro de Estudos do Clima, Meteorologia e Mudanças Globais da Universidade dos Açores) indicam descidas, em Angra do Heroísmo, Cabrito e Pico da Bagacina, superiores a sessenta por cento à média dos anos 1970/99. A subida do consumo e a descida da pluviosidade - que dados difusos, que não conseguimos confirmar com rigor, remontam há cerca de dois anos, pelo menos no interior da ilha - precipitaram a escassez de água devido às arroteias e à destruição do coberto vegetal na Caldeira Guilherme Moniz/Maciço do Pico Alto. O ciclo da água foi quebrado nessa zona, conforme explica Cota Rodrigues. A precipitação, independentemente da quantidade, passou a infiltrar-se com rapidez e a água a sair também com rapidez nas nascentes. Perdeu-se o ciclo lento, garantido pelas turfeiras, que armazenavam água no Inverno e continuavam a infiltração para os aquíferos durante a Primavera e o Verão. Conforme explica Álamo Meneses, quanto mais chovesse no Inverno, maiores seriam os caudais nas nascentes nessa estação. Mas, em qualquer caso, as nascentes desceriam sempre para níveis críticos na época de menos chuvas. Conforme reconhece o secretário, a escassez de chuva pode ter precipitado a situação, mas o colapso do sistema era uma questão de tempo, mesmo que chovesse em abundância.
Os “inocentes” do costume
As arroteias começam a ser realizadas na zona crítica de infiltração de água na segunda metade dos anos setenta do século XX, com o então Plano Pecuário dos Açores (PPA). Este plano, lembra Álamo Meneses, acabou por concretizar nos Açores um sonho antigo, já do século XIX, de arrotear e disponibilizar para a produção pecuária vastas zonas que estavam entregues à natureza e que se consideravam, à base do senso-comum da época, desaproveitadas.No entanto, o PPA avança contra a lei, uma vez que o Decreto Regional nº 12/77, de 20 de Agosto – a tal lei inovadora que se refere no início deste trabalho – já chamava a atenção para aspectos de protecção das nascentes que ainda hoje são considerados actualizados. Por exemplo, os efeitos da actividade humana na degradação da água são referidos, tal como é referida a necessidade de preservar os aquíferos. As bacias hidrográficas são consideradas zonas a proteger e são definidas áreas e medidas de protecção. A lei prevê coimas para os prevaricadores.Ao que tudo indica, a lei regional inovadora, que, aliás, permanece em vigor, não foi aplicada e o mesmo tem acontecido com todas as leis subsequentes, incluindo as directivas europeias. Eduardo Dias lembra que as turfeiras destruídas com as arroteias são protegidas por directivas comunitárias “desrespeitadas sistematicamente”. O resultado desta tábua rasa legal é a transformação do solo em pastagens. O processo que começou há trinta anos na Caldeira Guilherme Moniz continua ainda hoje, conforme a nossa reportagem observou e fotografou. Álamo Meneses entende que não é útil abrir uma caça às bruxas neste processo, mas sim “resolver o problema”. Há arroteias públicas e arroteias privadas autorizadas por organismos públicos. O mais comum foi “uma ideia de desenvolvimento sobrepor-se a outra, que hoje sabemos não ser a mais correcta”. A solução do secretário do Ambiente é aprovar, “com urgência”, legislação que concentre as autorizações para intervir em zonas que devem estar protegidas. “Assim evita-se a dispersão e uniformizam-se os critérios”, disse.No caso da Caldeira Guilherme Moniz/Maciço do Pico Alto, a solução vai passar, “onde se revelar necessário”, por intervir depois do facto consumado, o que significa que a Região deverá avançar para limitações ao uso do solo e expropriações de zonas que sejam indicadas para ficarem entregues à natureza, em nome do interesse público. E do mal feito não haverá procura de culpados.
Turfeiras recuperam depressa e bem
As turfeiras da ilha Terceira são endémicas, o que quer dizer que os estudos realizados em outras áreas podem não se adaptar às turfeiras locais. O que interessa apurar é o modo como as turfeiras recuperam quando um terreno é devolvido à natureza, para assim se tirarem conclusões sobre o tempo que é preciso esperar para que o ciclo da água normalize no complexo Caldeira Guilherme Moniz/Maciço do Pico Alto. Segundo Eduardo Dias, que tem trabalhado com as turfeiras locais, um bom exemplo pode ser recolhido na Lagoa do Negro. A zona deixou de servir de pastagem para gado há cerca de quinze anos e as turfeiras já têm hoje uma dimensão significativa. Eduardo Dias acredita que em duas décadas poderá ser possível recuperar zonas de turfeiras pré-existentes, tendo mais dúvidas sobre o tempo necessário para reintroduzir turfeiras em zonas onde hoje existem pastos suportados à base de adubação.A reportagem de DI conseguiu observar a recuperação de uma turfeira numa zona do Cabrito onde foi removido um tanque de combustíveis norte-americano há cerca de oito anos. A turfa ainda é pequena, mas já ocupa o solo duma forme significativa. Melhor recuperação evidenciam turfeiras localizadas em pastos abandonados numa zona mais alta, também no Cabrito, situação que a reportagem do DI também observou.Uma turfeira adulta retém cerca de sete litros de água por cada quilo da sua massa e drena essa água lentamente para o interior dos aquíferos sobre os quais se situa. Os especialistas afirmam que, além de ser um método natural, é o melhor método que se conhece de armazenamento de água, sendo que a drenagem acontece normalmente, sem necessidade de intervenção humana.
Soluções engenhosase erros de previsão
As crises de água não são desconhecidas na ilha Terceira. Por exemplo, a literatura refere uma crise significativa na segunda metade do século XIX e a memória colectiva ainda guarda bem viva a crise do início dos anos noventa do século XX, que antecedeu a crise agora em curso.Em cada crise o homem encontra uma solução, melhor ou pior. Na crise do início dos anos noventa do século XX a solução passou pela abertura de furos. Sabe-se hoje que a solução não foi a melhor a médio e longo prazo, sobretudo porque essa crise já anunciava o colapso do complexo Caldeira Guilherme Moniz/Maciço do Pico Alto, que, no entanto, ninguém à altura foi capaz de identificar.O próprio secretário Álamo Meneses, que, à altura, como perito da Universidade dos Açores, estudou a situação e escreveu sobre a crise, confessa hoje que também ele não foi capaz de identificar a situação. “Penso que ninguém à altura identificou o verdadeiro problema, que hoje sabemos ser de ordenamento do território”, enfatizou Meneses.Antes, no século XIX, a falta de água afectou de forma dramática a freguesia de Santa Bárbara, obrigando a população e as autoridades a serem engenhosas. A solução foi a construção de um reservatório de enormes dimensões para a altura e considerado muito dispendioso para as finanças públicas da época.Tal reservatório, inspirado nas cisternas que sempre abasteceram a zona – de fracos recursos hídricos, note-se -, cumpriu a sua missão desde a época em que foi construído até ao sismo de um de Janeiro de 1980, altura em que foi instalada uma rede domiciliária de distribuição de água.O “Reservatório de Santa Bárbara”, como é conhecido, implantado nas margens da Ribeira das Sete, na encosta da Serra de Santa Bárbara, está hoje envolvido por uma zona de lazer e é considerado uma notável construção em alvenaria de pedra, podendo ser visitado pelo público.
(In DI-Revista)

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