domingo, maio 31, 2009

Aptidão agropecuária reduzida até 2070

Nas comemorações do Dia Mundial da Energia, Tomaz Dentinho, Brito de Azevedo e João Luís Gaspar trocaram ideias sobre alterações climáticas na Região.
As alterações do clima poderão implicar uma mudança de sector de subsistência, na economia da ilha Terceira. De acordo com Tomaz Dentinho, em 2070 a área de solo com apetência para a agro-pecuária será muito menor do que a actual, o que implica que os terceirenses optem por outras fontes de rendimento.As conclusões do economista são baseadas num modelo de interacção espacial, que utiliza o solo para simular o impacto das alterações climáticas na economia da ilha Terceira. Os resultados foram apresentados, ontem, no auditório da Casa das Tias, na Praia da Vitória. A conferência do professor da Universidade dos Açores foi integrada num debate sobre as “Alterações Climáticas nos Açores”, promovido pela autarquia para assinalar o Dia Mundial da Energia. O evento contou ainda com a participação do Director Regional do Ordenamento do Território e Recursos Hídricos, José Luís Gaspar, e do professor Eduardo Brito de Azevedo. Em colaboração com investigadores de outras áreas, da Universidade dos Açores, nomeadamente de Eduardo Brito de Azedo, especialista em climatologia, Tomaz Dentinho prevê que a população da ilha Terceira seja reduzida para cerca de 45 mil pessoas, em 2070. Na base destes números estão previsões climáticas, justificadas em grande parte pelos elevados valores das emissões de dióxido de carbono. Segundo Eduardo Brito de Azevedo, tem-se registado um aumento de temperaturas e uma diminuição da precipitação no verão. Cruzando dados sobre temperatura, precipitação, declive e capacidade de solo, entre outros, Tomaz Dentinho estima que área de aptidão urbana aumente consideravelmente até 2070. Contrariamente, a zona de com aptidão agro-pecuária restringe-se bastante, assim como a de aptidão hortícola que passa a ocupar uma franja mais pequena. Prevendo-se que o turismo e a exportação se mantenham iguais, a população terá de optar por outras fontes de rendimento ou de recorrer à emigração, como geralmente acontece. Por sua vez, o Director Regional do Ordenamento do Território e Recursos Hídrico alertou para o facto da redução de emissões de dióxido de carbono, nos Açores, não apresentar soluções a curto prazo, uma vez que a principal fonte de emissão de dióxido de carbono é o sector dos transportes.Para além de não existir até à data uma solução eficiente a curto prazo, para a redução da circulação de transportes rodoviários, prevê-se ainda um aumento de outros tipos de transporte, tendo em conta as necessidades específicas de um arquipélago e o facto do sector de turismo continuar a ser uma aposta forte no desenvolvimento económico da Região.
Ainda assim, João Luís Gaspar lembrou que os Açores representam apenas 3% das emissões de dióxido de carbono, emitas por Portugal. O director regional salientou ainda que entre 1990 e 2004, a Região triplicou o PIB, no entanto não triplicou a emissão de dióxido de carbono. No início da sessão, Roberto Monteiro salientou que esta iniciativa foi a introdução para a I Feira de Energias Renováveis da Praia da Vitória, que se prevê que se realize em Junho. De acordo com o presidente da Câmara Municipal, a actividade terá como objectivo a promoção de uma “mostra de soluções preconizadas pelos comerciantes locais”, assim como a “continuação do debate” iniciado no Dia Mundial da Energia. Segundo Roberto Monteiro trata-se de uma forma de promover o “diálogo em torno de sugestões relacionadas com a sustentabilidade”. O autarca apelou a um “equilíbrio entre a componente ambiental e a componente economicista”. Roberto Monteiro salientou como exemplo da preocupação do município com as questões ambientais, o investimento na recuperação do Paúl.
Plano concluído em 2010
À margem do encontro, o director regional do Ordenamento do Território e Recursos Hídricos, revelou à Lusa que o Plano de Gestão dos Recursos Hídricos dos Açores deverá estar concluído durante o próximo ano. De acordo com João Luís Gaspar, trata-se de “um conjunto de instrumentos que resultam dos planos de gestão dos recursos hídricos individuais de cada uma das ilhas, que vão ser elaborados a partir de agora em simultâneo para permitir coerência e lógica transversal no documento final”.O director regional sublinhou que a Região “vai passar a trabalhar com base num documento que realça as especificidades dos Açores”. O objectivo deste plano, segundo João Luís Gaspar, “é criar uma série de instrumentos que possam, de certa maneira, contribuir para a organização do território numa perspectiva regional e municipal”.
(in Diário Insular)

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sexta-feira, maio 29, 2009

A caminho da Europa!

O CDS-PP escolheu a ilha das Flores, a parte mais ocidental da Europa, para iniciar a sua caminhada até Bruxelas. Em conferência de imprensa na Ponta da Fajã Grande, Emiliana Silva referiu “a Europa começa aqui na Fajã Grande das Flores, nos Açores e não no Cabo da Roca. Queremos com esta visita simbolizar que a ilha das Flores está no mapa Europeu”.
Emiliana Silva frisou que “queremos ainda, que as Flores e os Açores tenham quem os represente efectivamente no Parlamento Europeu”.
Na longa viagem ao coração da Europa a candidata do CDS-PP conta com a ajuda de todos os açorianos, “pois os açorianos sabem que podem contar comigo”.
A candidata do CDS-PP elegeu como temas principais da sua campanha a coesão territorial, os transportes, a diversidade agrícola e ambiental, e ainda as comunicações “que são tão necessárias a esta ilha e aos Açores”.
A professora universitária sendo eleita pretende “defender veementemente os açorianos e os produtos tradicionais açorianos (leite, queijo, carne, pescado, chá, ananás, mel, maracujá, vinhos, entre tantos outros)”.
Fazendo um balanço dos dias da pré-campanha eleitoral, Emiliana Silva referiu a visita ao Pólo da Terra-chã da Universidade dos Açores, “porque o CDS-PP atribui alta importância ao ensino e investigação de excelência da Universidade e que é reconhecida não só a nível Europeu mas mundial”, exemplificando que “há excelência nas áreas de nutrição, reprodução animal, ambiente - alterações climáticas, biotecnologia, biodiversidade entre outras”. Visitou ainda a Escola Profissional da Praia da Vitória, “um exemplo regional, nacional e europeu a ser seguido, porque o CDS-PP valoriza o ensino aplicado à sociedade como fundamental para o seu desenvolvimento. Constatámos que esta escola tira partido dos projectos europeus, que permitem a troca de experiências e mobilidade dos alunos”.
Emiliana Silva compromete-se a “defender na Europa, a criação de uma rede de ensino e investigação de Universidades de Periferia da União Europeia, suportados com fundos europeus”.
Ainda na pré-campanha a candidata do CDS-PP visitou uma fábrica de chá, “mostra que o CDS PP apoia também as pequenas empresas e valoriza o que é nosso, defendendo o que é genuíno e único no mundo. Defenderemos a mais valia dos produtos açorianos, promovendo a valorização pela sua identidade. A valorização dos produtos açorianos começa em casa, e as Instituições Regionais e Nacionais têm por obrigação a promoção deste produtos”. Emiliana Silva lançou o desafio “Porque não servir chá Gorreana ou Porto Formoso, a bordo da SATA?”. Para a professora “a identidade dos produtos regionais, leva-nos à defesa da intergovernamentalidade dos países da Europa, contra o modelo federal, pois ao fazê-lo estamos a defender a Autonomia dos Açores, pela qual temos lutado tanto”, concluindo “queremos ser europeus, sem deixar de ser açorianos!”.

Declarações dia 26 de Maio de 2009.

O primeiro dia de campanha foi dedicado às energias renováveis. Em declarações à imprensa Emiliana Silva referiu “um dos pontos da agenda europeia, e nossa preocupação, são as alterações climáticas, dado que as regiões insulares são mais sensíveis a estas. Sabemos que as alterações climáticas são provocadas pelas emissões de dióxido de carbono e de metano, entre outras, e que contribuem para o aquecimento do Planeta”.
Para a candidata do CDS-PP “temos de mitigar os efeitos existentes na Europa e só podemos contribuir para uma Europa menos poluente, utilizando energias mais limpas, menos poluidoras. Temos que fazer os trabalhos de casa, temos de nos antecipar com medidas que defendam os Açores, como será o caso das emissões de metano, que nos Açores são originadas pelos bovinos”.
Para este efeito, Emiliana Silva defenderá, na Europa, o uso de energias renováveis (eólica, hídrica das marés, geotérmica, solar e também o uso de hidrogénio), “diminuindo não só as emissões de dióxido de carbono e consequente aquecimento do Planeta, mas também diminuindo a nossa dependência externa do petróleo”.
Emiliana Silva referiu que “sabemos, hoje, que é possível produzir electricidade apenas com energias renováveis. Há que explorar esta nova forma de produção energética e contribuir para um ambiente mais limpo, de modo a preservar a beleza, equilíbrio e biodiversidade natural da ilha das Flores e de todos os Açores”.
A candidata do CDS-PP concluiu dizendo “podemos e devemos utilizar a ilha das Flores (porque não o grupo Ocidental?), região ultra-periférica, como um exemplo para toda a Europa, ao optarmos e investirmos em energias renováveis (eólica e hídrica) e diminuirmos a nossa dependência energética do exterior, sobretudo do petróleo”.
(in RDP Açores)

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segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Estimate minimal request of N for microbial growth using in vitro gas production technique

Realizaram-se no dia 30 de Janeiro, pelas 15 horas, no Instituto Politécnico de Castelo Branco, as provas de Mestrado em Produção Animal do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, requeridas pelo licenciado Sérgio Oliveira Dias Souto Freire.
As provas foram avaliadas por um Júri presidido (por designação do Reitor) pelo Doutor Alfredo Emílio Silveira de Borba, professor catedrático da Universidade dos Açores, sendo vogais os Doutores Miguel António Machado Rodrigues, professor associado da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, e António Manuel Moitinho Nogueira Rodrigues, professor adjunto da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco. As provas constaram da discussão pública, com crítica e defesa, de uma dissertação intitulada Estimate minimal request of N for microbial growth using in vitro gas production technique.

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terça-feira, novembro 25, 2008

Crise ambiental e alterações climáticas globais

Realizou-se ontem, 24 de Novembro, Dia Nacional da Cultura Científica, na Escola Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade, uma pequena palestra sobre "Crise ambiental e Alterações Climáticas Globais" proferida pelo Professor Félix Rodrigues na turma do 9ºH.
Nessa palestra, organizada pela Professora Clarina Rodrigues, foi dada ênfase às emissões de gases com efeito de estufa, que destabilizam o clima.
Nos Açores, em média, cada casa açoriana emite cerca de 1,34 toneladas de dióxido de carbono por ano. Se associarmos as emissões de metano e óxido nitroso produzidos pela agro-pecuária e pelo menos uma viagem familiar de férias por ano fora da região, cada família açoriana emitirá em média 15 toneladas de dióxido de carbono equivalente por ano. Nesse contexto, o papel de cada um de nós no aquecimento global é próximo do verificado nos países industrializados.

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quinta-feira, setembro 04, 2008

Climatologia promove intercâmbio científico

Quem o diz é Paulo Fialho, investigador do Centro de Climatologia, Meteorologia e Mudanças Climáticas do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores. Paulo Fialho falava no âmbito da atribuição, por parte do Governo Regional, de cerca de 27 mil euros, para a manutenção, nos próximos três anos, dos observatórios científicos da Montanha do Pico e da Serreta, compromisso assumido para a manutenção básica da estação de observação internacional Pico-Nare. João Luís Gaspar, director regional da Ciência Tecnologia, foi o responsável pela divulgação deste apoio por parte do Executivo regional. Acrescentou ainda Paulo Fialho que “a possibilidade de manter operacional os observatórios permite o desenvolvimento de investigação relacionada com a atmosfera do Atlântico Norte e vai estimular o intercâmbio e a colaboração científica dentro da Universidade dos Açores e entre esta e outras instituições.” Com este programa de monitorização permanente, prossegue o investigador, poderão ser estudados os efeitos das variações nas políticas de emissão intercontinentais, em particular as que têm origem no continente norte-americano. A atribuição do financiamento, de acordo com João Luís Gaspar, resulta de um protocolo estabelecido entre o Governo dos Açores e a eléctrica regional EDA, num montante de 180 mil euros, que viabilizou a extensão do ramal de energia entre a Casa de Apoio à Montanha da ilha do Pico e o local onde se encontra o gerador que alimenta o Observatório Pico-Nare. O director regional da Ciência e Tecnologia afirmou ainda que o financiamento se destina a despesas com o consumo de energia e comunicações de dados.

(In Azores Global)

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quinta-feira, novembro 15, 2007

Emissões de CO2 nos Açores em 2007

Os dados actuais referentes às emissões de dióxido de carbono equivalente da Região Açores, foram apresentados pelo Director Regional do Ordenamento do Território e dos Recursos Hídricos, José Virgílio Cruz, ontem, durante o seminário “Alterações Climáticas – Impactos para os Açores”, que decorreu em Ponta Delgada, promovido pela Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada. Por se tratarem de dados relativos a um estudo que ainda não foi apresentado, José Virgilio Cruz explicou que os números ainda não estão completamente validados. Contudo, os números mostram que se passou, em 1990, de 1410 quilotoneladas de CO2 equivalentes para 2242 quilotoneladas em 2004, o que se traduz em cerca de dois por cento do que é produzido na totalidade do território nacional. Segundo o director Regional do Ordenamento do Território e dos Recursos Hídricos “se assumíssemos o valor de referência de Quioto, veríamos que estamos 20 por cento acima dos 39 por cento que nos caberia ao nível Açores”. No entanto, referiu que é preciso “contemporizar” os valores atendendo a que no mesmo intervalo de tempo o PIB regional cresceu 72 por cento, a produção de energia 69 por cento e o valor acrescentado bruto dos transportes e da agricultura. Félix Rodrigues, docente do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores abordou os impactos sócio-económicos e ambientais das alterações climáticas e a sua repercussão na economia regional. Segundo disse, devido à dependência do exterior da nossa Região, onde as importações por via marítima assumem importância, se aumentarem os ciclones e outras manifestações climatéricas resultantes das alterações nos níveis de CO2 atmosféricos globais poderá conduzir a uma diminuição do tráfego marítimo. Por outro lado, Félix Rodrigues referiu, ainda, que a ocupação da orla marítima, onde se concentram 80 por cento dos açorianos e a sua vulnerabilidade a uma eventual subida do nível médio da água do mar, no futuro, terão reflexos a nível social e económico.
De acordo com Félix Rodrigues, os dados apresentados publicamente o ano passado pela Universidade dos Açores, sem qualquer financiamento do Governo Regional para este estudo, são quase coincidentes com os agora revelados pelo estudo encomendado à Universidade do Minho pelo Governo Regional.
O Dr. Diamantino Henriques, do Instituto de Meteorologia, abordou os processos físicos associados ao aquecimento global, efeito de estufa, efeitos radiativos e emissões de carbono.
(In Diário Insular)

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