domingo, janeiro 11, 2009

Comemorações do Aniversário da Universidade dos Açores

A Universidade dos Açores (UAç) esteve no dia 9 de Janeiro de portas abertas para todos os que se quisessem associar às comemorações do seu 33º aniversário, que começaram a meio da tarde, no anfiteatro C do campus de Ponta Delgada, com uma sessão solene presidida pelo reitor Avelino de Meneses, e onde foi lida uma oração de sapiência. O tema foi “Estudos Literários: sinais de um tempo” e esteve a cargo da professora Rosa Maria Baptista Goulart, docente do Departamento de Línguas e Literaturas Modernas. Pelas 21 horas foi a vez da Aula Magna receber o espectáculo comemorativo de aniversário, que contou com a actuação do Conservatório Regional de Ponta Delgada, com o coro Vozes ao Entardecer e com as tunas académicas. E por ser dia de aniversário a reflexão sobre o futuro da instituição impõe-se. Os indicadores, assume o reitor da UAç, são mais animadores do que nunca, não fosse este o ano em que academia contabiliza o maior número de sempre de estudantes inscritos. Mas há mais razões para o optimismo.“A qualificação dos quadros- da UAç ultrapassa já a média do conjunto das universidades públicas portuguesas. Temos 172 doutores, o que significa que 86% do corpo docente ultrapassou já o patamar essencial do doutoramento”, aponta Avelino Meneses, referindo que se tratam de “instrumentos que são entendidos como garante da continuação da qualificação das nossas gentes”. E, apesar de perspectivar um futuro risonho para a UAç, o reitor não deixa de manifestar alguma apreensão quanto ao verdadeiro calcanhar de Aquiles: o seu financiamento. Não obstante o esforço levado a cabo nos últimos anos- e com relativo êxito - no sentido de acrescer receitas e de diminuir despesas, ainda permanecem alguns aspectos que, segundo Avelino Meneses, poderiam ser alterados, e que teriam um sério impacto no equilíbrio das contas da instituição.“No caso do financiamento para investimento, o problema está praticamente solucionado, por via do apoio que o Governo dos Açores tem conferido ao programa de construção de infra-estruturas da UAç, mais concretamente a construção dos novos pólos na Terceira e no Faial”, assegura. “O problema está mesmo é na vertente do financiamento para funcionamento, e aí os nossos constrangimentos derivam essencialmente de políticas da República que não atribui às instituições de ensino superior na sua generalidade, os meios compatíveis com o serviço público que estas prestam efectivamente”, esclarece o responsável pela academia insular. E é por essa razão que Avelino Meneses reclama o fim de um financiamento “a conta-gotas”, procedimento que, nos últimos anos, mais não tem feito do que impedir a planificação a médio-prazo.“O ideal seria que o financiamento passasse a ser, no mínimo, anual. E, a par do financiamento obtido por fórmula, naturalmente uniforme entre as diferentes instituições, era bom que houvesse também a possibilidade de um financiamento contratualizado, porque assim poderia corresponder melhor às especificidades de cada instituição, e assim reduzir as assimetrias entre instituições de ensino superior de todo o país”. Sem reservas, o reitor diz mesmo que não tem sido feita justiça com a UAç. “O Governo da República teima em financiar em Portugal o ensino superior em patamares inferiores àqueles que ocorrem na generalidade dos nossos parceiros da UE, quando deveria ser precisamente o contrário, para que pudéssemos diminuir o atraso que mantemos com a Europa mais evoluída”. Aliás, no entender do antigo reitor, Vasco Garcia, não se poderá dissociar a UAç do desenvolvimento sustentável e harmónico das ilhas.“Sem a UAç, as nossas ilhas não seriam, de modo algum, aquilo que são hoje. Basta ver em todos os sectores da nossa Região autónoma as pessoas que saíram desta instituição, e que contribuem actualmente para o desenvolvimento económico, social e cultural do arquipélago”.Vasco Garcia considera ainda que “está na altura de ressuscitar alguns grandes projectos, como é a valorização da nossa acção em termos de valor económico da ecologia e do ambiente, ou estudos para fornecer às instituições do Estado instrumentos para que o nosso desenvolvimento seja cada vez melhor”.Também chamado a pronunciar-se sobre a data e sobre a “casa” que dirigiu ao longo de mais de uma década, Machado Pires não deixa de fazer votos para que a Universidade dos Açores continue a ser devidamente apoiada, tendo-se sempre em conta a importância da mesma no contexto regional mas também nacional e internacional.“Faço votos para que a UAç não seja apenas encarada como um instrumento de formação de quadros, mas sim um espaço de excelência para a reflexão nos vários domínios do saber e para a produção de ciência qualificada. Não nos podemos esquecer que, para além disso ser muito importante para a nossa identidade e desenvolvimento, é também o melhor cartão de visita num contexto internacional”.

(In Luísa Couto / Olímpia Granada - Açoriano Oriental)

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sábado, dezembro 27, 2008

33º Aniversário da Universidade dos Açores

A Universidade dos Açores comemora o seu 33º aniversário, no próximo dia 09 de Janeiro. Este dia vai ser celebrado, em Ponta Delgada, com uma sessão solene, pelas 15h30, no anfiteatro C, presidida pelo reitor Avelino Meneses. A Oração de Sapiência está a cargo da professora Rosa Maria Baptista Goulart, sobre o tema “Estudos Literários: sinais de um tempo”. Pelas 21h00, na aula magna, terá lugar um espectáculo comemorativo, que conta com a actuação do Conservatório Regional de Ponta Delgada, com o coro “Vozes ao Entardecer” e das tunas académicas.Os eventos estão abertos a todos os interessados.

(In Diário Insular)

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quinta-feira, outubro 23, 2008

XVI Congresso Nacional de Bioquímica

Decorre na Universidade dos Açores em Ponta Delgada esta semana o XVI Congresso Nacional de Bioquímica. É a primeira vez que este Congresso da responsabilidade da Sociedade Portuguesa de Bioquímica decorre nas Regiões Autónomas. Vão participar cerca de 350 Congressistas vindos de todo o país e também do estrangeiro. Da Universidade dos Açores houve uma grande adesão de docentes e investigadores desta área e especialmente de estudantes de pós-graduação e de estudantes das licenciaturas em Ciências da Vida e da Saúde. Aliás, a organização do Congresso pelo Centro de Investigação de Recursos Naturais (CIRN) prende-se justamente com o facto do número de pessoas a trabalhar nesta área ser importante e com perspectivas de aumentar, particularmente com o esperado desenvolvimento das biotecnologias.O Congresso tem inicio na quarta - feira com uma sessão de abertura pelas catorze horas e trinta minutos na Aula Magna, para a qual estão convidadas diversas Autoridades, seguindo-se uma prelecção proferida pelo Professor George Perry, Professor de Biologia na Universidade do Texas em Santo António. O professor Perry orgulha-se de ser descendente de açorianos. Haverá mais duas prelecções, uma proferida pelo Professor Jordan Tang da Escola de Medicina da Universidade de Oklahoma nos Estados Unidos e outra pela Dra Daniela Corda, responsável pelo Laboratório de Regulação Celular e Directora para a Investigação e Desenvolvimento do Consórcio Mario Negri Sud em Santa Maria Imbaro em Itália, na Quinta - e Sexta - feiras de manhã, respectivamente. Os trabalhos prolongar-se-ão até Sexta-feira em 3 sessões paralelas, com quinze comunicações feitas por distintos investigadores convidados, cerca de 50 comunicações orais seleccionadas pela Comissão Científica e cerca de 240 apresentações em cartazes científicos, todas seguidas de períodos de debate.O Sábado será aproveitado pelos congressistas para uma visita a S. Miguel com almoço típico nas Furnas.

(In Azores Digital)

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sexta-feira, outubro 03, 2008

Praia da Vitória vulnerável à subida do mar

A Praia da Vitória é uma das zonas litorais açorianas mais vulneráveis à subida das águas do mar, ao lado de Ponta Delgada, algumas fajãs de São Jorge e Lajes do Pico. O alerta foi lançado por Félix Rodrigues, professor do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, no âmbito de uma conferência sobre “Alterações Climáticas e o Litoral”, que teve lugar sábado, em Santa Maria.
Imagem do Google Earth (modelação 14 metros de subida do mar)
Na ocasião, o docente salientou que “o aquecimento global do planeta acarreta, de forma inequívoca, um aumento do nível médio das águas do mar, decorrente do degelo das massas de água congeladas e acumuladas sobre terra, tanto na Antárctida como na Gronelândia ou nas montanhas terrestres”.Segundo Félix Rodrigues, “nos Açores, o litoral tem sofrido pressões elevadas, notando-se alterações muito acentuadas em alguns locais das ilhas de São Miguel e Terceira e em menor grau nas restantes ilhas”. Perante este cenário, o professor universitário recomenda a implementação de “medidas locais de mitigação e adaptação à subida do nível médio da água do mar”, nomeadamente “a gestão eficaz do território, a intervenção capaz e atenta da comunidade científica e do poder local, a divulgação e discussão de diversos cenários de alterações do litoral com ênfase para o nível local, a ampliação sistemática dos conhecimentos e cultura das populações e o exercício de uma cidadania responsável e activa por parte de todos os cidadãos”.

(In Diário Insular)

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quinta-feira, junho 26, 2008

XVI Congresso Nacional de Bioquímica/XVI National Congress of Biochemistry

A Universidade dos Açores e a Sociedade Portuguesa de Bioquímica organizam, de 22 a 25 de Outubro de 2008, em Ponta Delgada, o XVI Congresso Nacional de Bioquímica.

Temas de destaque:

1 - Proteins – structure and function

2 - Comparative and Functional Genomics and Proteomics

3 - Cell Cycle and developmental biology

4 – Neurosciences

5 - Clinical Biochemistry and Mechanisms of Disease

6 - Mechanisms of Gene Expression and RNA processing

7 - Toxicology and environmental biochemistry

8 - Stress, Ageing and Cell Death

9 - Biomembranes and transport

10 - Computational biochemistry

11 - Microbial Physiology and Genetics

12 – Biotechnology

13 - Plant Biochemistry

14 – Education

(In JASFarma)

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terça-feira, junho 17, 2008

Produtores açorianos de vinho apostam na expansão

Mais de duas dezenas de produtores de vinho estão presentes no "Açores Wine Festival", a decorrer até 14 de Junho, no Teatro Micaelense, por iniciativa das empresas Angular XXL e MegaSensus.
Na mostra de vinhos, onde esteve representada cerca de uma centena de marcas, os visitantes poderam testar e descobrir o paladar de vinhos produzidos em várias regiões do país, incluindo os Açores, bem como de coktails vínicos, e participar em demonstrações de culinária com os melhores chefes em actividade em Ponta Delgada. Na sessão de abertura do evento, Francisco Silveira, da Angular XXL, sublinhou a “variedade, qualidade e quantidade de produtores presentes”. Na mesma ocasião, o secretário regional da Economia, Duarte Ponte, realçou que a iniciativa, inédita nos Açores, tem duas mais-valias. Por um lado, “os hoteleiros podem ter contacto com vinhos que desconhecem” e, por outro lado, os produtores podem aproveitar a iniciativa para “contactar com pessoas que tenham outra experiência, não só na produção, como na comercialização”. Disse Duarte Ponte que os Açores “têm produtos já de algum significado” e elogiou o trabalho “notável” que tem sido feito no Pico, mas também na Terceira, lembrando ainda que há outras ilhas com potencial na produção de vinho, nomeadamente São Miguel, Santa Maria e Graciosa - esta última em processo de recuperação. O secretário regional da Economia chamou a atenção para o facto de o vinho ser “um produto turístico. “Quem vem aos Açores quer levar um produto que seja típico”, disse Duarte Ponte que acrescentou ainda que há já operadores turísticos no estrangeiro que só trabalham as rotas dos vinhos. Afirmações corroboradas por Teresa Lima, professora do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, convidada para a palestra de abertura do evento. Segundo Teresa Lima, o enoturismo ganha cada vez mais espaço. “Há cada vez mais pessoas a quererem visitar países, tendo em conta os vinhos que produzem”, afirmou a professora. Açores à procura da expansão Manuel Serpa, da Comissão Vitivinícola Regional dos Açores, admitiu, à margem do evento, que “faltava uma iniciativa destas aqui nos Açores, pois apesar de não termos muitos vinhos, já temos vinhos de qualidade” e “estamos numa fase em que precisamos de expandir os vinhos que temos”, referiu. Segundo Manuel Serpa, a Região apostou primeiro na qualidade e no aumento de produção, agora é preciso apostar na expansão da comercialização. Como fez questão de sublinhar o responsável pela comissão que decide que vinhos estão em condições de obter a certificação,“os Açores estão em condições de mostar alta qualidade”, em especial no que se refere aos vinhos brancos. E em termos de capacidade de produção, considera que é suficiente, pois diz, “produzimos à nosa dimensão”. Na sua opinião, a certificação tem sido fundamental, “porque exige que se dêem passos que ajudam o próprio vinho”. Actualmente, estão certificados 16 vinhos dos Açores, sendo certa a obtenção da certificação, ainda este mês, de pelo menos mais um vinho. Como referiu também Margarida Gomes, da Mega Sensus, a decisão de organizar nos Açores um evento desta natureza, partiu precisamente da percepção de que “havia aqui potencial turístico”. Além disso, sublinhou a responsável, perceberam também que, por um lado, existiam “vinhos dos Açores interessantes e diferentes, ainda com pouco reconhecimento”, e por outro lado, “um grande défice de conhecimento sobre os bons vinhos nacionais”.
(In Paula Gouveia, Açoriano Oriental)

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sábado, junho 14, 2008

Festival de Vinhos dos Açores



Mais de cem vinhos portugueses estão presentes no festival que decorre no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada.

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quarta-feira, junho 04, 2008

Aula de Campo de Sistemas Ecológicos - Mestrado em Educação Ambiental

quinta-feira, abril 17, 2008

Governo apoio Congresso de Zootecnia

O Governo dos Açores é o principal patrocinador do XVII Congresso Nacional de Zootecnia, que decorre de hoje até sábado na Universidade dos Açores, em Ponta Delgada.
Organizado pela Delegação das Regiões Autónomas da Associação Portuguesa de Engenharia Zootécnica, o evento, que se inicia às 9:30 no Anfiteatro C, tem por tema central o “Desenvolvimento Sustentável das Regiões”. Durantes os seus trabalhos, serão debatidas matérias como a nutrição e alimentação animal, reprodução, genética e melhoramento animal, tecnologia alimentar e valorização dos produtos regionais. Integrado no programa do Congresso, decorre nas instalações da Associação Agrícola de São Miguel, uma mesa redonda subordinada ao tema “Lacticínios: Os desafios do Futuro” , aberta a todos os produtores interessados, e visitas a diferentes explorações pecuárias da ilha.“O Papel do Engenheiro Zootécnico numa Sociedade em Mudança” constitui o tema a debater no Dia Nacional do Engenheiro Zootécnico, que se comemora no sábado e pela primeira vez nos Açores, estando as cerimónias oficiais agendadas para as 11:30 horas, no Cine Teatro Valformoso, nas Furnas.O Congresso conta com a presença de especialistas nacionais e estrangeiros provenientes da Holanda e do Brasil.Na sessão solene de encerramento, serão homenageados os engenheiros que perfazem 20 anos de licenciatura.Do evento fará parte um programa social destinado aos congressistas e acompanhantes, que permitirá divulgar os usos e costumes das gentes dos Açores.
(In Canal de Notícias dos Açores)

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sexta-feira, fevereiro 22, 2008

XVII Congresso Nacional de Zootecnia


A Comissão Organizadora do XVII Congresso Nacional de Zootecnia, a decorrer na ilha de S. Miguel entre 16 e 19 de Abril de 2008, ultima contactos com os conferencistas de modo a poder apresentar a breve trecho um Programa definitivo.
Entretanto será editado um folheto sobre este Congresso que será distribuído gratuitamente a todos os associados da Associação Portuguesa de Engenharia Zootécnica.
Constituem a Comissão de Honra do Congresso
-Presidente do Governo dos Açores
-Secretário Regional da Agricultura e Florestas
-Magnífico Reitor da Universidade dos Açores
-Presidente da Associação Agrícola de São Miguel.

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terça-feira, janeiro 29, 2008

Contrato de recuperação financeira da Universidade dos Açores não implica despedimentos

O plano proposto pelo Ministério do Ensino Superior para saneamento financeiro e económico da instituição não vai implicar despedimentos entre os funcionários e docentes de carreira, garantiu hoje o reitor da Universidade dos Açores.
"Na sequência de conversas com o secretário de Estado do Ensino Superior, está arredada a possibilidade do despedimento de docentes e de funcionários de carreira", disse Avelino Meneses aos jornalistas.
O reitor da academia açoreana falava, em Ponta Delgada, após uma audiência com o presidente do Governo Regional, numa altura em que a UAç está a negociar com o ministério um contrato para a sua recuperação económica e financeira.

Recentemente, o ministério do Ensino Superior apresentou à Universidade dos Açores um contrato de saneamento económico e financeiro para que, num prazo máximo de três anos, atinja o equilíbrio entre as receitas e as despesas.
Segundo Avelino Meneses, a celebração de um acordo deste tipo, que deverá ficar estabelecido durante o primeiro trimestre deste ano, vai implicar uma "maior contenção" por parte do único estabelecimento de Ensino Superior do arquipélago.
De acordo com o reitor, o financiamento público à universidade para investimentos está "resolvido", uma vez que estão a ser construídos novos pólos nas ilhas do Faial e da Terceira.
O problema está na questão das verbas para o funcionamento da academia, explicou Avelino Meneses, para quem o processo negocial com a tutela - Governo da República - vai contar com a participação do Governo Regional.
Após o encontro, o presidente do Governo Regional manifestou-se contra a transferência da tutela da UAç para a região, como forma de ultrapassar os problemas de financiamento, uma proposta que chegou a ser avançada pelo PSD/Açores.
"Não creio que seja uma boa solução para a UAç, por ser redutora em termos institucionais, culturais e da sua integração em espaços mais vastos comunicacionais e de gestão", disse Carlos César.
Esta solução é "caseira e de pouca ambição", salientou Carlos César, alegando não ser certo que o "Orçamento Regional sozinho possa fazer mais do que o Orçamento de Estado" mais as verbas regionais já atribuídas à instituição.
Carlos César anunciou, ainda, que um grupo informal de contacto entre os dois governos e a universidade vai "acompanhar em detalhe e frequência" a gestão e estruturação da despesa da academia.
Com cerca de três mil alunos, a UAç está dividida pelas ilhas de São Miguel, Terceira e Faial, uma estrutura que implica maiores custos.
(In Lusa)

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quinta-feira, janeiro 24, 2008

Projecto IBAs Marinhas da SPEA vence 1º Prémio BES Biodiversidade

O projecto de identificação de áreas marinhas importantes para as aves venceu por unanimidade o prémio Nacional BES Biodiversidade, desenvolvido pela SPEA – Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves e os seus parceiros. O diploma foi entregue na sede do Banco Espírito Santo, pelo ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, Francisco Nunes Correia, numa cerimónia presidida por Ricardo Salgado. De acordo com a SPEA, o prémio, no valor de 75 mil euros, tem como objectivo apoiar iniciativas inovadoras de investigação, conservação e gestão da diversidade biológica. O vencedor do prémio foi decidido por um júri internacional e representa um reconhecimento internacional ao trabalho, cujos resultados são pioneiros na Europa e constituem a base científica para a designação da futura rede de áreas marinhas protegidas. Ao longo dos últimos três anos a equipa de biólogos da SPEA percorreu mais de 110 mil quilómetros no mar, desde as costas continentais até os limites das plataformas marinhas dos arquipélagos dos Açores e da Madeira. No total, foram registadas mais de 150 mil aves de 70 espécies diferentes, além de muitas espécies de mamíferos marinhos e tartarugas. Paralelamente, a recolher mais de 300 viagens de aves marinhas. Desta forma, foram obtidas informações inéditas, sobre as áreas de alimentação e repouso destas aves, e a sua relação com variáveis ambientais (ex. temperatura, salinidade ou correntes marinhas) ou humanas (como as pescas e o tráfego marítimo). O Projecto IBAs Marinhas começou em 2004, com apoio do financiamento comunitário LIFE e tem uma duração de quatro anos. A SPEA coordena este projecto, contando com os parceiros ICNB, INIAP/IPIMAR, Universidade de Aveiro, DOP e IMAR dos Açores, Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores e SRARN-PNM da Madeira. A SPEA colabora também de forma muito activa com o Instituto Hidrográfico da Marinha Portuguesa. No final deste ano será publicado o primeiro inventário nacional de IBAs Marinhas (do Inglês, Important Bird Areas). Este inventário servirá de referência para a futura extensão da Rede Natura 2000 ao meio marinho em Portugal e as metodologias desenvolvidas pela SPEA e pela BirdLife International já se aplicam actualmente em países como Grécia, Malta, França ou mesmo Nova Zelândia e Argentina. Iván Ramírez, Coordenador do Projecto IBAs Marinhas afirma que “os resultados deste projecto situam o nosso país na linha de frente da investigação marinha. Portugal é o país da União Europeia com a maior Zona Económica Exclusiva e muitas das espécies de aves que cá ocorrem estão ameaçadas. Este prémio significa o reconhecimento de uma excelente equipa de profissionais da SPEA e dos parceiros deste projecto, que passaram muitas horas em embarcações, ilhas e escritórios a investigar um dos maiores tesouros de Portugal, as aves marinhas”. Segundo o ministro, Francisco Nunes Correia, para além do reconhecimento do projecto, este prémio significa um reconhecimento do trabalho da SPEA, uma das ONG’s mais relevantes em Portugal.
O projecto galardoado foi considerado pelo júri como de excepcional qualidade, tendo percorrido toda a Zona Económica Exclusiva de Portugal. Além de ser pioneiro, o principal objectivo do projecto apresentado pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves é o de contribuir para a criação das primeiras zonas da Rede Natura no alto mar do País. Mas outros dois trabalhos científicos realizados nos Açores receberam menções honrosas do júri do prémio “Biodiversidade”. Um desses trabalhos contribuiu para a identificação de áreas sensíveis para a protecção da biodiversidade de artrópodes, desenvolvido por uma equipa do Departamento de Ciências Agrárias e o outro lida com a protecção do Priôlo, ave com habitat nos concelhos do Nordeste e Povoação, em São Miguel, com o envolvimento do Departamento de Biologia da Universidade dos Açores. Estes projectos contaram desde a primeira hora com o apoio do executivo açoriano, que se regozija com o galardão atribuído à Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves e às restantes entidades premiadas.
(In Ciência PT)

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quinta-feira, janeiro 17, 2008

Térmitas desvalorizam parque habitacional

A ciência avisa que o valor do parque habitacional açoriano infestado com térmitas pode entrar em colapso nas ilhas açorianas. A proibição de venda de casas “sujas” deve ser encarada.
A desvalorização do parque imobiliário nos principais centros urbanos dos Açores é uma das principais consequências previsíveis do alegado descontrolo no combate às térmitas nas ilhas. Segundo o cientista Paulo Borges, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores - perito em insectos e principal conhecedor do fenómeno das térmitas nos Açores -, se a situação continuar como se encontra, a crise imobiliária é inevitável. A coordenação entre os vários sectores envolvidos no problema (Governo Regional, câmaras, empresas, população, investigação) é inexistente. Além disso não há legislação para resolver o problema dos resíduos sólidos (madeiras contaminadas). A própria lei de apoio aos proprietários que queiram substituir madeiras infectadas é considerada pelo cientista como “insuficiente”. Paulo Borges adianta que é necessário tomar uma medida urgente, copiada do modelo em vigor em França, no sentido de ser proibida a venda de casas infestadas com térmitas. “Dada a dimensão que se conhece do mercado imobiliário, só isso poderia ser um contributo importante para controlar a praga”, disse.

Síndrome do escaravelho

Paulo Borges está convencido que o Governo Regional está a encarar as térmitas afectado pela síndrome do escaravelho. Entende o cientista que no caso do escaravelho japonês, praga introduzida na Terceira através da Base das Lajes, acabou por se provar que os pastos existentes são suficientes para as vacas e para os escaravelhos, pelo que o que poderia ser uma praga acabou por não ser um problema grave. Como deixou as coisas andar e não se deu mal, o Governo parece agora apostar no mesmo comportamento do caso das térmitas. Só que, avisa Paulo Borges, a situação é muito diferente, uma vez que as térmitas são “altamente destruidoras”. Neste momento a região não tem quadros técnicos formados no combate às térmitas, não havendo - o que é pior ainda - um plano regional com coordenação efectiva.

O que há de bom

Mas nem tudo está mal no reino das térmitas. Segundo Paulo Borges, é possível arrolar passos positivos já dados em diversos sectores. Desde logo, destaca o esforço das pessoas individuais no tratamento das habitações afectadas pela praga. Há também o mundo empresarial, que já respondeu com duas empresas vocacionadas para o combate às térmitas. Também já estão colocadas armadilhas para captura de adultos em edifícios públicos e privados. Outro facto positivo é a acumulação de conhecimento científico, apoiado pela região, sobre as térmitas desde 2002, quando o fenómeno das foi descoberto nos Açores. A criação de legislação, embora com lacunas, é apontada por Paulo Borges como outro facto positivo. Angra do Heroísmo está infestada de térmitas a mais de 50 por cento, prevendo-se que sejam idênticos os números em Ponta Delgada. Na Horta há várias casas infestadas e em Santa Maria já há duas freguesias com térmitas.S egundo Paulo Borges, com o actual nível de descontrolo, o mais provável é a praga alastras pelas ilhas.


(In Diário Insular)

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quinta-feira, novembro 15, 2007

Emissões de CO2 nos Açores em 2007

Os dados actuais referentes às emissões de dióxido de carbono equivalente da Região Açores, foram apresentados pelo Director Regional do Ordenamento do Território e dos Recursos Hídricos, José Virgílio Cruz, ontem, durante o seminário “Alterações Climáticas – Impactos para os Açores”, que decorreu em Ponta Delgada, promovido pela Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada. Por se tratarem de dados relativos a um estudo que ainda não foi apresentado, José Virgilio Cruz explicou que os números ainda não estão completamente validados. Contudo, os números mostram que se passou, em 1990, de 1410 quilotoneladas de CO2 equivalentes para 2242 quilotoneladas em 2004, o que se traduz em cerca de dois por cento do que é produzido na totalidade do território nacional. Segundo o director Regional do Ordenamento do Território e dos Recursos Hídricos “se assumíssemos o valor de referência de Quioto, veríamos que estamos 20 por cento acima dos 39 por cento que nos caberia ao nível Açores”. No entanto, referiu que é preciso “contemporizar” os valores atendendo a que no mesmo intervalo de tempo o PIB regional cresceu 72 por cento, a produção de energia 69 por cento e o valor acrescentado bruto dos transportes e da agricultura. Félix Rodrigues, docente do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores abordou os impactos sócio-económicos e ambientais das alterações climáticas e a sua repercussão na economia regional. Segundo disse, devido à dependência do exterior da nossa Região, onde as importações por via marítima assumem importância, se aumentarem os ciclones e outras manifestações climatéricas resultantes das alterações nos níveis de CO2 atmosféricos globais poderá conduzir a uma diminuição do tráfego marítimo. Por outro lado, Félix Rodrigues referiu, ainda, que a ocupação da orla marítima, onde se concentram 80 por cento dos açorianos e a sua vulnerabilidade a uma eventual subida do nível médio da água do mar, no futuro, terão reflexos a nível social e económico.
De acordo com Félix Rodrigues, os dados apresentados publicamente o ano passado pela Universidade dos Açores, sem qualquer financiamento do Governo Regional para este estudo, são quase coincidentes com os agora revelados pelo estudo encomendado à Universidade do Minho pelo Governo Regional.
O Dr. Diamantino Henriques, do Instituto de Meteorologia, abordou os processos físicos associados ao aquecimento global, efeito de estufa, efeitos radiativos e emissões de carbono.
(In Diário Insular)

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terça-feira, novembro 13, 2007

Impacto das Alterações climáticas para os Açores

A Câmara do Comercio e industria de Ponta Delgada promove um Seminário subordinado ao tema “Alterações climáticas – Impactos para os Açores”.
O Euro Info Centre (EIC) da Câmara do Comércio e Industria de Ponta Delgada vai organizar no dia 14 de Novembro um seminário subordinado ao tema “Alterações Climáticas – Impactos para os Açores” que terá lugar na rua Ernesto do Canto, 13, em Ponta Ponta Delgada.Com esta iniciativa o EIC pretende proporcionar um espaço de reflexão e debate sobre questões relacionadas com o ambiente, envolvendo empresários e entidades oficiais ligados directa ou indirectamente a esta temática.António Felix Rodrigues, docente da Universidade dos Açores vai falar sobre as alterações climáticas globais: Impactos sócio-económicos ambientais. Diamantino Henrique, do Instituto de Meteorologia (Delegação de São Miguel) irá fazer a sua intervenção sobre alterações climáticas: Situação dos Açores.

(In Jornal Diário)

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sexta-feira, setembro 14, 2007

Dia sem carros - Semana da Mobilidade

A Semana Europeia da Mobilidade e o Dia Sem Carros são assinalados de 16 a 22 de Setembro em Angra do Heroísmo, com actividades lúdicas e uma conferência, anunciou ontem a Câmara Municipal.
Em conferência de imprensa, o presidente da autarquia angrense, José Pedro Cardoso, adiantou que as iniciativas visam sensibilizar a população e demonstrar que "uma localidade ultraperiférica pode contribuir para a preservação do ambiente". As comemorações "não devem ser sinónimo de uma cidade deserta, mas uma ocasião para as pessoas perceberem as vantagens de andar a pé no centro histórico", além de pretenderem sensibilizar a população "para o alargamento da cidade sem automóveis a outros períodos do ano", sublinhou o autarca.

José Pedro Cardoso admitiu, porém, que encerrar definitivamente algumas artérias da cidade ao trânsito rodoviário "é praticamente impossível", pelo facto de "a cidade não ser plana", o que dificulta a circulação pedonal, particularmente aos idosos. Nesse sentido, o autarca defendeu "um aumento gradual" da circulação dos mini-autocarros gratuitos, a funcionar desde 1999, "ano em que eram transportados, em média, 20 mil passageiros mensalmente". Actualmente, acrescentou José Pedro Cardoso, "a média mensal de passageiros é já superior a 100 mil pessoas".
As comemorações prevêem a realização de corridas de carros de ladeira, provas de atletismo, passeios pelos jardins com explicações históricas e científicas, desfiles com as bicicletas "mais originais" e de moda. Estão igualmente previstas diversas actividades musicais e lúdicas, incluindo a actuação de palhaços para as crianças das escolas, que foram convidadas a animar o centro histórico.
Na próxima segunda-feira decorre uma conferência sobre "Alterações Climáticas", proferida pelo professor universitário Eduardo Brito Azevedo, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores.

Ponta Delgada também adere à Semana Europeia da Mobilidade e assinala no domingo o "Dia Sem Carros", encerrando durante a tarde a avenida marginal à circulação automóvel.
Segundo divulgou ontem a autarquia, na Avenida Infante D. Henrique, uma das principais vias de circulação da cidade, vão ser também realizadas várias actividades, nomeadamente passeios gratuitos de carruagem e de carros de pedais.
Estão ainda previstas várias actividades lúdicas para as crianças, a par da actuação do grupo de música tradicional da Casa do Povo de Alperinha, do concelho do Fundão, adiantou a Câmara.
(In A União)

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