quarta-feira, outubro 21, 2009

Universidade dos Açores assina protocolo com pousadas de juventude


A cerimónia de abertura do protocolo terá lugar amanhã na universidade.
Irá realizar-se amanhã, dia 21 de Outubro, pelas 10h30, no Salão Nobre da Reitoria do campus de Ponta Delgada, a cerimónia de assinatura do Protocolo de Cooperação entre a Universidade dos Açores e a Pousadas de Juventude dos Açores (PJA).Este protocolo terá como principal objectivo a oferta de condições especiais de estadia e aluguer de salas, para os docentes e estudantes da Universidade dos Açores, nas Pousadas de Juventude açorianas. Estarão presentes na cerimónia o Magnifico Reitor da Universidade dos Açores, o Senhor Secretário Regional da Presidência, o Senhor Director Regional da Juventude e os representantes do Conselho de Administração da Pousadas de Juventude dos Açores, SA. O evento estará aberto a todos os interessados.

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sábado, setembro 26, 2009

A Universidade dos Açores recebeu este ano novecentos alunos novos, distribuídos pelso seus vinte e sete cursos.
As boas vindas aos caloiros foram dadas na Quarta-feira, numa cerimónia que contou com a presença do Reitor, Avelino Meneses.
Reportagem vídeo:Filipa Simas, Telejornal.

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quinta-feira, setembro 24, 2009

Antigo presidente da Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores foi homenageado

O antigo presidente da Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores foi homenageado ontem em cerimónia pública no âmbito da abertura do ano lectivo 2009/2010
Miguel Gomes, que tem como sucessor Norberto Messias, fez balanço positivo dos oitos anos do processo de gestão afirmando que “valeu a pena”.
Já Avelino Meneses teceu elogios ao trabalho desenvolvido pelo cessante presidente. Habilitação e competência foram as palavras expressas pelo reitor da Universidade dos Açores.
Em relação ao novo ano lectivo, o reitor da Universidade dos Açores referiu as dificuldades que a Escola Superior de Enfermagem de AH actualmente enfrenta de preenchimento de vagas, considerando uma situação “impensável há poucos anos”.
No final da cerimónia foram entregues flores aos cerca de 44 novos alunos do curso de Enfermagem e aos 27 mestrandos que iniciaram ontem o Mestrado em Gerontologia Social.
(in Rádio Atlântida)

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quinta-feira, setembro 03, 2009

Alunos com nova opção: fazer o curso a tempo parcial

Os alunos universitários têm ao seu dispor um novo regime de frequência dos cursos: o Regime de Estudos a Tempo Parcial.
A Universidade dos Açores, assim como todos os estabelecimentos de Ensino Superior do país", dá agora a possibilidade aos estudantes de se inscreverem em parte do plano de estudos previsto para o ano que frequentam, beneficiando ainda de uma redução do valor da propina.
Segundo o regulamento em vigor, a inscrição no regime de tempo parcial deverá ser feita, em cada ano lectivo, no acto de inscrição, e até ao limite máximo de 36 créditos ECTS. Sendo que, nos ciclos de estudos conducentes aos graus de mestre e de doutor, a inscrição em regime de tempo parcial está condicionada à continuidade da edição de cada ciclo de estudos, dependendo de parecer favorável dos responsáveis pelo respectivo ciclo.
É estabelecido ainda no regulamento que a mudança de tempo integral para tempo parcial e vice-versa apenas pode ter lugar no acto de inscrição de cada ano lectivo e que a propina devida aos estudantes em regime de tempo parcial é calculada, em oitenta por cento do valor da propina fixado para a frequência do ciclo de estudos, no ano lectivo a que se reporta a inscrição.
Para Fernando Moreira, da Associação Académica, o novo regime traz benefícios a alunos finalistas que tenham poucas cadeiras para completar. Mas o representante dos alunos da Universidade dos Açores gostaria que o novo regime fosse mais além, contemplando os alunos que apenas tenham uma ou duas cadeiras por fazer com uma redução da propina superior a 50 por cento.
Na opinião do presidente da Associação Académica, os alunos que se estão a inscrever no primeiro ou segundo ano do curso não traz vantagens, nomeadamente em relação ao regime de estudante-trabalhador. Pois, lembra Fernando Moreira, no regime de trabalhador-estudante, o aluno tem um regime de faltas completamente diferente e beneficia de outras regalias para a realização das frequências e exames (podem acordar com o professor uma data mais conveniente e têm uma época de recurso no início do ano lectivo, para duas ou três cadeiras).
O reitor da Universidade dos Açores, Avelino Meneses, esclarece que o Regime de Estudos a Tempo Parcial surge de uma nova realidade: "nas universidades não entram hoje em dia, tão só os estudantes procedentes do Ensino Secundário. Cada vez mais, nos dias de hoje, a Universidade é um espaço de requalificação de activos, frequentado por adultos em processo de aprendizagem ao longo da vida, para os quais nem sempre é fácil conciliar a realização de um curso com o exercício de uma profissão". Ora, na sua opinião, este regime é mais uma opção ao dispor dos estudantes que tenham necessidade de compatibilizar o exercício da profissão e dos estudos - com o benefício extra da redução de propinas.
O reitor prevê que "haja movimentos no contingente estudantil, que alunos que estão neste momento em tempo integral acabem por optar pelo regime de tempo parcial e prevejo que alunos que até agora ficaram de fora porque não tinham a perspectiva de fazer o curso por inteiro, venham inscrever-se na Universidade dos Açores para completar os seus cursos".
O representante dos estudantes da Universidade dos Açores critica o facto da Associação de Estudantes não ter sido ouvida no processo de elaboração do regulamento do novo regime. A esta crítica, o reitor explicou que o novo regime "decorre de uma decisão do Ministério e vai ser aplicado em todas as instituições de Ensino Superior do país".
(in Paula Gouveia - Açoriano Oriental)

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sexta-feira, julho 24, 2009

Câmara de Angra financia Pavilhão Multi-usos

A presidente da Câmara de Angra, Andreia Cardoso, assinou hoje, com o Reitor da Universidade dos Açores, Avelino Meneses, um contrato de cooperação financeira destinado à construção de um pavilhão desportivo no Campus de Angra.A autarquia de Angra vai financiar 15 por cento do valor global da obra, estimado em 2,3 milhões de euros. Em troca os munícipes angrenses poderão usufruir destas novas instalações.Andreia Cardoso considera que “esta nova infra-estrutura reúne todas as condições para a prática desportiva e vem colmatar a carência do concelho em equipamentos desportivos de excelência”. O pavilhão desportivo do Campus de Angra da Universidade dos Açores integrará a rede de equipamentos desportivos que a autarca pretende implementar em todo o concelho “permitindo que os treinos dos escalões mais novos sejam realizados a horas adequadas” sustentou.O reitor da Universidade dos Açores frisou que a assinatura do contrato de cooperação financeira é o exemplo do que pode ser a cooperação entre o poder local e o poder universitário. Para Avelino Meneses trata-se de um marco na abertura da comunidade académica à sociedade. O reitor mostrou-se convicto que este poderá ser um passo no sentido de Angra ser cidade universitária.Para Avelino Meneses a construção do pavilhão desportivo é igualmente um incentivo à prática de estilos de vida saudável por parte dos académicos.
(In Câmara Municipal de Angra do Heroísmo)

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quinta-feira, julho 23, 2009

Universidade investe em pavilhão desportivo orçado em 2,3 milhões de euros

A Universidade dos Açores (UAç) anunciou hoje a construção de um pavilhão desportivo no Campus Universitário de Angra do Heroísmo, orçado em 2,3 milhões de euros, e comparticipado em 345 mil euros pela autarquia local. O anúncio foi feito após a assinatura de um protocolo entre a UAç e a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo que estabelece as condições de financiamento autárquico do projecto nomeadamente a atribuição das verbas em duas fases de 50 por cento do montante.A restante verba, 85% do total estimado, para a realização das obras, é financiada por fundos da União Europeia através de uma candidatura apresentada aos órgãos do governo regional dos Açores. Na ocasião a presidente da autarquia, Andreia Cardoso, disse que “existe consciência da falta de equipamentos desportivos no concelho”.Por esse facto “foi fácil assumir a parceria para a construção desta infra-estrutura” que fará parte de “uma rede que vai ser criada em todo o concelho que disponibilizarão horários de utilização compatíveis com a vida profissional dos cidadãos”.Por outro lado, acrescentou a autarca, “o pavilhão universitário será utilizado pela autarquia e pelos cidadãos do concelho num calendário e horários a acordar”. Avelino Meneses, reitor da universidade açoriana, manifestou-se satisfeito pela concretização “de uma proposta que visa valorizar os campus universitários” bem incrementar “um política que evite que a comunidade e a universidade vivam de costas voltadas”.O reitor da UAç reafirmou o seu “empenho em aprofundar a tripolaridade da academia que tem pólos distribuídos pelas ilhas de São Miguel, Terceira e Faial”.Avelino Meneses considerou ainda que “a parceria estabelecida entre a universidade, autarquia e governo regional irá trazer resultados compensadores e Angra do Heroísmo pode aspirar, e vai conseguir, ser uma cidade universitária”.O novo Campus de Angra do Heroísmo da UAç começou a ser construído no ano de 2004 tendo sido inaugurado dois anos depois o complexo pedagógico orçado em 1,5 milhões de euros”.Concluído já está, também, o edifício dos serviços académicos que contempla os serviços de Acção Social e apoio ao estudante e em construção encontra-se o edifício interdepartamental, a inaugurar no próximo ano, cujo conjunto ascende a cerca de 10 milhões de euros.

(In Diário dos Açores)

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Um quarto dos alunos da universidade dos Açores ingressam pelo regime para maiores de 23 anos

25% dos alunos que ingressam na Universidade dos Açores no próximo ano lectivo têm mais de 23 anos.

As contas são feitas pelo reitor da Universidade. E demonstram que cada vez mais alunos aproveitam o regime especial de acesso para maiores de 23 anos, para fazerem a sua licenciatura. A Universidade dos Açores recebeu 448 candidaturas no concurso especial para maiores de 23 anos.Depois dos testes, passaram 226 candidatos. Estes 226 podem candidatar-se ao próximo ano lectivo na Universidade da região. Avelino Meneses, reitor da Universidade dos Açores assegura que correspondem a um quarto dos ingressos deste ano.Muitas vezes o problema é mesmo o horário. A maioria das licenciaturas tem aulas diurnas. Os alunos com mais de 23 anos, em geral, trabalham.E por isso a Universidade dos Açores garante que está atenta ao problema da acessibilidade dos horários.

(in Ana Paula Santos / Sara Rocha - Antena 1)

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domingo, junho 28, 2009

Inauguração do edifício de Acção Social do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores

quinta-feira, junho 18, 2009

Universidade dos Açores de novo em apuros

A Universidade dos Açores (UA) faz parte das quatro instituições de ensino superior do país em pior situação financeira. Não existirão verbas para o pagamento de salários até ao final do ano lectivo. De acordo com notícia do jornal “Diário Económico”, a UA é uma das quatro universidades que já pediram um reforço financeiro ao Ministério do Ensino Superior.Embora não tenha dado garantias, o ministro da Ciência e Ensino Superior, Mariano Gago, garantiu estar atento à situação.Depois de receber um uma segunda carta do conselho de reitores pedindo reforço financeiro, o ministro já enviou uma missiva aos reitores das instituições com problemas financeiros, garantindo reforços para as que venham a entrar em ruptura, avança o jornal.Mariano Gago assegura ter “total disponibilidade para acompanhar a execução orçamental das instituições”, adiantando que pediu um parecer ao Gabinete de Planeamento Estratégico e Relações Internacionais (GPEARI) sobre os pedidos de reforço.Na prática, os reitores querem que o Governo disponibilize os 20 milhões de euros inscritos no orçamento de Estado, destinados à “reserva para recuperação institucional”As universidades dos Açores, Algarve, Beira Interior e Trás-os-Montes são as quatro instituições em pior situação financeira. Não foi possível obter reacção da UA até ao fecho da edição.Recorde-se que no mês passado foi noticiado que o orçamento da Universidade dos Açores para este ano foi alvo de um reforço de cerca de 1,5 milhões de euros, mas que esse valor não serviu ainda para cobrir o deficit de 2,8 milhões.Ao jornal “Açoriano Oriental”, Avelino Meneses disse que “ainda é prematuro falar nas dificuldades financeiras” pois desconhece-se a fórmula que vai ser seguida na divisão da almofada financeira de 90 milhões, aprovada em sede de Orçamento de Estado e destinada à recuperação financeira das instituições de ensino superior (com uma dotação nacional global de 40 milhões), dos projectos competitivos (mais 40 milhões) e da acção social (10 milhões)”. Foram já várias as soluções propostas para a recuperação financeira da Universidade dos Açores, incluindo por parte do Governo Regional, que, em 2008, propunha a resolução dos problemas financeiros com a integração da academia açoriana em consórcios científicos a ser criados.
(in Diário Insular)

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quarta-feira, junho 17, 2009

Seminário sobre Extensão Rural em Ponta Delgada e Angra do Heroísmo

Numa organização da Universidade dos Açores, com o patrocínio dos Doutores Sandra e Donald McCreight, decorreu, nos próximos dias 15 e 16 de Junho em Ponta Delgada, e decorrerá a 17 e 18 de Junho em Angra do Heroísmo, um Seminário sobre Extensão Rural, destinado a profissionais da área da Agricultura, que terá como oradores o Doutor Alan Bair e a Doutora Lisa Holden, professores da Universidade Estatal da Pensilvânia (EUA) e especialistas naquela área.Ambos os seminários contarão com uma sessão de abertura, presidida pelo Magnífico Reitor da Universidade dos Açores, às 10h00 dos dias 15 e 17 de Junho, no Anfiteatro B do campus de Ponta Delgada e no Anfiteatro do Complexo Pedagógico do campus Angra do Heroísmo, respectivamente.Os eventos estarão abertos a todos os interessados.
(in Universia)

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Inauguração de novo edifício do Campus de Angra da Universidade dos Açores

O Reitor da Universidade dos Açores tem a honra de vos convidar para a cerimónia de inauguração do Edifício da Acção Social e Apoio ao Aluno, que terá lugar no próximo dia 20 de Junho, pelas 17h00, no novo campus de Angra do Heroísmo.

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quinta-feira, junho 11, 2009

“Dia de Portugal devia dar ênfase ao valor do mar"

Reitor da Universidade dos Açores considera que fazia todo o sentido celebrar o Dia de Portugal no arquipélago atendendo à importância que a Região e que o mar têm na História da nação portuguesa.
Independentemente de onde e como se se celebrar o Dia de Portugal, a data deveria ser assinalada “colocando sempre a enfase na principal constância da História do país que é o mar”, defende o reitor da Universidade dos Açores (UAc). “O mar foi, fundamentalmente, aquilo que definiu o pais ao longo dos séculos”, argumenta Avelino Meneses. O reitor da academia insular invoca, por exemplo, o período da aventura marítima portuguesa. “Foi a omnipresença do mar que nos distinguiu no seio de um a peninsula ibérica muito parecida e foi o mar que nos abriu o mundo”, recorda. Episódios da História onde, sustenta Avelino Meneses, os Açores também tiveram um importante papel. “Aliás, na Idade Média, foi a necessidade de exploração do mar que motivou o conhecimento das ilhas. E nas Idades Moderna e Contemporânea, foi o desempenho relevante dos Açores nas relações transatlânticas -numa época em que o domínio dos oceanos era o meio de engrandecimento dos Estados - que sempre nos colocou como que ‘numa certa crista da onda’”. Por tudo isso, “existirão sempre várias razões para celebrar essa data aqui nos Açores”, defende o reitor da UAc.
(In Luísa Couto em Açoriano Oriental)

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segunda-feira, junho 08, 2009

Universidade dos Açores com cursos tecnológicos‏

O secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos recebeu, hoje, em audiência, o Director Geral do Ensino Superior, professor António Mourão Dias. O encontro ficou marcado pela apresentação do projecto para a implementação de cursos tecnológicos na Universidade dos Açores.
A nova dinâmica para a Universidade dos Açores prevê a abertura de cursos de especialização científica e tecnológica, fundamentais “para acompanharem o movimento científico actual e que vai permitir fundar um novo pilar na economia regional”, sublinhou José Contente. Á comitiva presente na audiência, que reuniu o Director e Sub-director Geral do Ensino Superior, o Reitor e o Administrador da Universidade dos Açores, o governante deixou um apelo. “Precisamos que a Universidade dos Açores se aproxime deste cluster científico e tecnológico que nós estamos a apoiar e precisamos, fundamentalmente, que também os docentes se reformulem e se adeqúem cada vez mais as novas funções de modo a dar respostas a novos desafios”. José Contente encara estes desafios como novas oportunidades para a economia regional, enquanto aposta e garantida de mais emprego qualificado. A propósito dos cursos de especialização tecnológica, José Contente, em declarações à comunicação social, referiu que modelo de desenvolvimento da oferta da UAç pode ser definido como “um verdadeiro politécnico dentro da Universidade dos Açores. Estes cursos tecnológicos vão dar as repostas fundamentais que, nesta nova fase, os Açores estão a trilhar”. Através do Sistema Científico e Tecnológico Regional o Governo dos Açores tem apoiado a investigação científica desenvolvida nas instituições de investigação e desenvolvimento regionais de ensino superior.
(in Canal de Notícias dos Açores)

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sábado, junho 06, 2009

Universidade deve ter atenção especial de Bruxelas

A candidata açoriana na lista do PSD ao Parlamento Europeu defende a “discriminação positiva” das universidades das regiões ultraperiféricas, nomeadamente a Universidade dos Açores. Maria do Céu Patrão Neves, que, ontem, reuniu com o Reitor da Academia insular, diz que estas entidades têm de merecer a mesma atenção que Bruxelas dá às regiões onde elas estão situadas.“Vou defender, com toda a determinação, a criação de um estatuto para as universidades que se situam em espaços ultraperiféricos, para que beneficiem, também, das mesmas compensações e discriminação positiva de que as próprias regiões ultraperiféricas beneficiam”, afirmou a social-democrata, após o encontro com Avelino Meneses. A candidata sublinha que a integração da Universidade dos Açores num estatuto especial atribuído por Bruxelas permitiria resolver parcialmente os problemas financeiros que a afectam.“Este estatuto pode ter impacto positivo na gestão da universidade, nomeadamente financiando a construção de edifícios, o fornecimento de equipamentos, a formação de quadros e a promoção de projectos de investigação”, explicou.Maria do Céu Patrão Neves aproveitou ainda a ocasião para criticar o Governo da República de descurar o financiamento da Universidade dos Açores, que, pela sua posição geográfica e pela tripolaridade (a divisão de infra-estruturas e pessoal docente e não docente em três ilhas), comporta custos acrescidos.“As universidades portuguesas têm um financiamento médio substancialmente inferior às universidades europeias. O PSD colocou no seu contrato com os portugueses o empenho para estabelecer o mesmo patamar de financiamento”, sublinhou.No penúltimo dia de campanha, Patrão Neves visitou ainda estufas de ananás em Ponta Delgada, onde defendeu a necessidade de se “melhorar os incentivos à produção”.“Não podemos perder este produto tradicional, que é um cartão de visita dos Açores a nível internacional”, considerou.

(In Diário Insular)

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sexta-feira, junho 05, 2009

Ex-reitor diz que Bolonha “desceu nível” do ensino

O ex-reitor da Universidade dos Açores (UAc), Vasco Garcia, considera que o Processo de Bolonha a que aderiu a academia regional representa uma “descida de nível” do ensino superior em Portugal e na Europa.
A Declaração de Bolonha, também conhecida como Processo de Bolonha, constitui um documento assinado conjuntamente há dez anos pelos ministros da Educação de 29 países europeus, precisamente naquela cidade italiana.
Pretendeu marcar uma mudança no que diz respeito às políticas ligadas ao ensino superior dos países envolvidos, procurando estabelecer uma Área Europeia de Ensino Superior a partir do compromisso dos países signatários (Portugal é um deles) em promover reformas dos seus sistemas de ensino.
Na prática, Bolonha veio encurtar o período das licenciaturas de quatro para três anos, adequando e concentrando os programas curriculares às necessidades das empresas. Mas, no balanço feito por Vasco Garcia, as mudanças que ocorreram não melhoraram o sistema. Bem pelo contrário, degradaram-no ao ponto de ter baixado a fasquia da “exigência e qualidade” e até da flexibilidade. O que Bolonha chama de licenciatura de três anos, o ex-reitor da Universidade açoriana diz não passar do antigo bacharelato português de três anos. “Em Portugal há o hábito de se chamar doutor aos licenciados.
Os licenciados obviamente não são doutores: o doutor é quem tem o grau de doutoramento. E vai-se chamar agora doutor a quem, no fundo, tem um antigo bacharelato de 3 anos? Bom, acho isso uma espécie de terceiro-mundialização do ensino superior e, portanto, não posso estar de acordo”, frisou ao Açoriano Oriental, para deixar claro também que “não se devia ter acabado com o grau de bacharel, que seriam os tais 3 anos, em vez de se passar a dar aos antigos bacharéis o grau de licenciado”.
Vasco Garcia entende que Bolonha, a pretexto da tentativa de unificação do sistema de ensino superior na Europa, acabou por esbater a fronteira entre o ensino profissional e o universitário, o qual deveria ser “muitíssimo mais baseado na investigação científica e na procura de soluções originais para a sociedade. Sou contra, sempre fui e vou continuar a ser”.
Na sua perspectiva, a Declaração de Bolonha não é uma boa solução para melhorar o sector e gorou a oportunidade de harmonizar o sistema universitário entre os dois grandes blocos de ensino e investigação no mundo, que são a América do Norte (EUA e Canadá) e a Europa. Nesse sentido, o antigo reitor da UAc afirma-se como um defensor do modelo norte-americano. “Nos EUA ninguém sai com uma licenciatura sem ter, no mínimo, quatro anos de escolaridade universitária. Quem tiver menos do que isso obtém uma coisa mais ou menos equivalente ao nosso antigo bacharelato”, sublinha. Por tudo isto, a cotação internacional do ensino superior nos EUA ultrapassa a da União Europeia.
(Paulo Faustino In Açoriano Oriental)

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segunda-feira, junho 01, 2009

Insígnias honoríficas entregues no Dia dos Açores

A sessão solene do Dia dos Açores, que decorreu ontem à tarde em Toronto, no Canadá, ficou marcada pela entrega de 35 insígnias honoríficas açorianas, cuja atribuição foi aprovada pelo Parlamento açoriano no passado dia 14. Entre os distinguidos por este "reconhecimento público" contaram-se, este ano, 28 personalidade e sete pessoas colectivas, que receberam insígnias autonómicas de Valor (1), de Reconhecimento (8), de Mérito (23) e de Dedicação (3). Fernando Menezes, que foi presidente do Parlamento nas duas anteriores legislaturas, recebeu a Insígnia Autonómica de Valor, enquanto a Insígnia Autonómica de Reconhecimento distinguiu os antigos reitores da Universidade dos Açores Machado Pires e Vasco Garcia, os ex-ministros e ex-eurodeputados Medeiros Ferreira e Costa Neves e ainda os políticos de ascendência açoriana Mário Silva, deputado no Canadá, e congressistas californianos Dennis Cardoza, Devin Nunes e Jim Costa. Com a Insígnia Autonómica de Mérito Cívico foram contempladas as Casas dos Açores de Winnipeg, de Ontário e do Quebeque, todas no Canadá, a Banda de Música da Zona Militar dos Açores e o Fayal Sport Club, que este ano celebrou 100 anos de existência. A mesma insígnia foi também atribuída ao escritor João de Melo, ao antigo hoquista internacional Jorge Vicente, ao padre José Lima do Amaral Mendonça, ex-Vigário Geral da Diocese de Angra, e, a título póstumo, ao padre Eugénio Coelho Rita, que paroquiou durante mais de 40 anos na ilha do Corvo, e a Maria Liónia Pereira, a primeira mulher a ser eleita presidente de câmara nos Açores. A Insígnia Autonómica de Mérito Profissional distinguiu, por sua vez, António Manuel da Silva Melo, o maestro da Orquestra Regional "Lira Açoriana", e ainda os docentes universitários Elvino Silveira de Sousa e José Carlos Moniz Teixeira, radicados no Canadá, e Frank Fontes Sousa, Irene Maria Ferreira Blayer, José Francisco Rodrigues Costa e Onésimo Teotónio Pereira de Almeida, que leccionam nos Estados Unidos. Com a Insígnia Autonómica de Mérito Industrial, Comercial e Agrícola, os Açores reconheceram, este ano, os empresários Carlos Pacheco, fundador da maior central de produção para abastecimento da Dunkin Donuts nos Estados Unidos, e David Nicodemos Tavares, presidente da empresa canadiana GlobeStar Systems, as conserveiras Cofaco-Açores e Sociedade Corretora e, a título póstumo, Gilberto Mariano da Silva, ligado aos barcos e às lanchas do Pico, e Francisco Pessanha, fundador da fábrica de conservas da Cofaco na Madalena. Conceição Castro Ramos, especialista em Educação, José Carreiro de Almeida, antigo Delegado Escolar de Ponta Delgada, e Luís Brito de Azevedo, especialista em Saúde Pública, receberam no domingo a Insígnia Autonómica de Dedicação. Para o Parlamento açoriano, a atribuição da insígnia honorífica traduz o "reconhecimento público para com os cidadãos ou instituições que, ao longo dos anos, contribuíram de forma expressiva para consolidar a identidade histórica, cultural e politica do povo açoriano". Com a sua atribuição, a Assembleia Legislativa Regional pretende também, de forma simbólica, "estimular a continuidade e emergência de feitos, méritos e virtudes com especial relevo na construção do nosso patrim6nio insular".As insígnias honoríficas açorianas foram instituídas pelo Decreto Legislativo Regional n.º 36/2002/A, de 28 de Novembro, com o objectivo de prestar homenagem a pessoas singulares ou colectivas que, em múltiplas vertentes da sua actuação e em actos com os mais diversos enquadramentos, se hajam distinguido em beneficio da comunidade e na valorização dos Açores.

(in GACS)

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sexta-feira, maio 29, 2009

Na Sardenha : Vasco Garcia fala do percurso da UA

Na qualidade de ex-Reitor da Universidade dos Açores e de Catedrático em Ecologia Aplicada, Vasco Garcia participou, entre os dias 15 e 16 de Maio, no Encontro de Jovens Empresários de Cagliari (Sardenha), organizado pela CONFINDUSTRIA - Associação Industrial Italiana (Sardenha Meridional), tendo apresentado uma comunicação intitulada "Economical Ecology: the Azorean case", onde descreveu a evolução dos estudos ecológicos nos Açores desde a fundação da UAç, com a criação, em 1976, do Laboratório de Ecologia Aplicada. Focando os casos em que reuniu dados sobre o valor económico de alguns desses estudos (whale-watching, priôlo, p.ex.), deu uma perspectiva do futuro dessas avaliações e do seu valor para uma cooperação entre diferentes entidades insulares (Universidades, Agências de Investimento, Associações Comerciais e Industriais, etc.). A iniciativa, que contou com participantes de vários países e regiões, incluindo Malta, Martinica e Baleares (Menorca), mereceu o maior destaque nos órgãos de comunicação social sardos, comprovando o seu sucesso. Os resultados do Encontro e da Mesa Redonda que se seguiu serão enviados à próxima reunião do G8 pelo seu Grupo Juventude (G8 Youth- Giovani Imprenditori). No âmbito do Convénio estabelecido no Programa Sócrates ERASMUS (2008-2009) entre a Universidade de Zaragoza (Espanha) e a Universidade dos Açores, decorrerá de 8 a 13 de Junho no campus de Ponta Delgada, um Curso aberto subordinado aos temas: “I - Métodos de identificação de minerais e rochas macroscopica e microscopicamente e II- Tectónica e Magmatismo. ". Os coordenadores do referido curso serão, respectivamente, Marceliano Lago San José (Departamento de Ciencias de la Tierra, da Universidade de Zaragoza) e Zilda França (Departamento de Geociências, da Universidade dos Açores).

(in Correio dos Açores)

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sexta-feira, maio 15, 2009

Parlamento Açoriano atribui insígnia autonómica de Reconhecimento a ex-reitores da Universidade dos Açores

A Assembleia Legislativa dos Açores vai atribuir a Insígnia Autonómica de Valor, a mais alta distinção, ao ex-presidente do parlamento, Fernando Menezes, que renunciou ao mandato de deputado por divergências com o partido que o elegeu. Fernando Menezes, que exerceu a actividade parlamentar durante 20 anos, oito dos quais na qualidade de presidente da Assembleia Legislativa, renunciou ao mandato de deputado para que foi eleito em Outubro de 2008, depois de saber que não seria ele o candidato do PS à presidência do parlamento. A atribuição das insígnias honoríficas, que visam destacar o papel desenvolvido por personalidades e instituições açorianas, terá lugar a 1 Junho, nas cerimónias do Dia da Região, que este ano se celebra em Toronto, no Canadá. O parlamento açoriano decidiu ainda atribuir a Insígnia Autonómica de Reconhecimento a Machado Pires e Vasco Garcia, antigos reitores da Universidade dos Açores, Costa Neves, ex-líder do PSD/Açores, e a Medeiros Ferreira, ex-deputado à Assembleia da República, entre outras personalidades. Nas cerimónias do Dia da Região serão também atribuídas insígnias autonómicas de Mérito Cívico a vários cidadãos açorianos que se distinguiram e ainda a instituições como a Banda de Música da Zona Militar dos Açores, as Casas dos Açores de Winnipeg, Ontário e Quebeque e o Fayal Sport Club, que acaba de comemorar 100 anos de existência. Serão também homenageados pelo parlamento com a insígnia de Mérito Profissional vários empresários, enquanto a insígnia de Mérito Industrial será atribuída às empresas Cofaco Açores e Sociedade Correctora, Lda.

(in Correio do Minho)

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terça-feira, maio 12, 2009

Avelino Meneses: A Universidade deve chegar a mais ilhas


“Sou visto como o reitor da tripolaridade, tenho-me debatido para que os novos “campus” de Angra e da Horta venham a atingir a excelência das instalações, mas eu gosto de encarar a UA como instituição multipolar” - Avelino Meneses.
Correio dos Açores – A Universidade dos Açores é, sem dúvida, uma das grandes conquistas da Autonomia dos Açores. O seu futuro está assegurado?
Avelino Meneses (Reitor) – A Universidade dos Açores foi, como disse, uma das principais conquistas autonómicas. Ao longo dos seus 33 anos de existência, nestas últimas 3 décadas, foi um dos principais agentes de transfiguração, para muito melhor, da face dos Açores.
O futuro continuará a ser de sucesso, fundamentalmente pelo seguinte: Porque nunca como hoje, a UA dispôs de tantos meios, materiais, e sobretudo humanos, para cumprir a sua missão principal que é a de indutora de desenvolvimento, na sua circunstância mais imediata, que é o arquipélago dos Açores.
Nunca tivemos tantos quadros qualificados como os que temos hoje, fruto de uma política de formação ao longo de 3 décadas, e também da juventude dos próprios quadros, que foi cumprindo as suas etapas no percurso académico.
A UA nunca dispôs de tantos estudantes como os que tem hoje. Eu cheguei à reitoria da UA no ano lectivo de 2003/2004, e na altura, não conseguíamos ultrapassar o patamar dos 3.000 alunos. Hoje, em 2008/2009, a UA chegou, em matéria de contingente estudantil, a um número histórico: temos mais de 4.000 estudantes. Este é o resultado de um crescimento verificado nos últimos 3 anos, a que não é alheio a introdução de nova legislação que possibilita o acesso ao ensino superior dos denominados maiores de 23 anos, que têm agora a oportunidade de almejar algo que não conseguiram fazer num passado mais distante.
Este crescimento decorre também da expansão dos Segundos Ciclos, vulgo Mestrados, que têm trazido á UA um público relativamente diferente, um pouco mais velho, que procura uma complementaridade profissional, uma especialização científica e um aprofundar dos seus conhecimentos, e também um público mais novo, que desenvolve resultados e conhecimentos obtidos na licenciatura.

No entanto, continua a transmitir-se uma imagem de que a Universidade dos Açores está em crise. É uma crise orçamental ou de carácter funcional?
O que faz passar a imagem de crise da Universidade são, curiosamente, problemas financeiros, como houve há 2, 3 anos atrás afectavam sobretudo a UA. Isto deve-se ao facto de esta Universidade ser a mais peculiar das Universidades portuguesas: É aquela que mais depende do carácter da sua geografia, que assume a sua insularidade, que está também ainda dividida por 3 pólos separados pelo mar, e esta orgânica universitária, que é a única que se coaduna com o carácter da nossa história e com o sentido da nossa geografia, acarreta sobre custos porque temos de duplicar, triplicar, recursos humanos e financeiros. Isso fez, com que, nos últimos anos, surgissem algumas dificuldades financeiras decorrentes da estagnação e abaixamento dos “plafonds”, anualmente, atribuídos pelo Ministério.
Mas curiosamente, os problemas financeiros, hoje em dia, no sistema do ensino superior, não são só apenas da UA, são desta, mas também de um outro grupo de Universidades, infelizmente, cada vez maior. E isso acontece porque, nos últimos 20/30 anos, verificou-se uma grande massificação no ensino superior público, que não se fez acompanhar do correspondente envelope financeiro que o movimento exigiria. E nestas circunstâncias, começamos a encontrar situações de sub-financiamento. Por outro lado, temos no nosso sistema de ensino, e também no sistema de ensino superior, o propósito de atingir os patamares de desenvolvimento da Europa mais evoluída, na qual agora estamos integrados. Mas curiosamente, em matéria de percentagem de investimento no ensino superior, estamos com percentagens inferiores às da generalidade dos Países da Comunidade Europeia. Isso também dificulta muito o nosso desejo de atingir os patamares que, efectivamente, pretendemos. A junção destes dados todos e, fundamentalmente, a política restritiva que agora poderá agravar-se pela crise que passamos, tem feito com que as Instituições de Ensino Superior tenham gasto os parcos saldos que tinham acumulado, e que estejam a viver agora, fundamentalmente, dos orçamentos de funcionamento, anualmente atribuídos pelo Ministério, que obviamente cria situações de grande precariedade.
Agora, gostaria apenas de rematar isto: problemas financeiros na UA, como houve no ano passado e se resolveram, como houveram há 2 e 3 anos e se resolveram, como haverão este ano e se hão-de também resolver, não significam portanto crise institucional, porque, e para regressar ao início, nunca a Instituição dispôs de tantos quadros qualificados e estudantes como hoje tem.

A “Batalha de Bolonha”

As alterações no ensino universitário decorrentes do “Tratado de Bolonha”, visaram exclusivamente facilitar o acesso ao ensino superior, ou aproximar as universidades às novas realidades do mundo laboral?
É um processo iniciado em 1999 que vai culminar no próximo ano de 2010 com a criação de um espaço europeu de ensino superior que visa uma uniformização de procedimentos desde as periferias insulares, até às maiores centralidades europeias. Bolonha, traduziu-se, na prática, no encurtamento dos planos de estudo ao nível das licenciaturas mas é fundamentalmente um processo que pretende colocar o estudante no centro do sistema do ensino superior. Pretende ultrapassar o ensino dito tradicional, mais magistral, por um outro ensino em que a ênfase seja dada na aprendizagem, um outro ensino que confira competências, que seja desenvolvido num contacto mais contínuo do estudante com a investigação, através de uma participação mais activa do mesmo no seu processo estudantil.
Bolonha, sob o ponto de vista técnico, é um processo encerrado na UA, pois todos os cursos estão adequados às normas impostas pelo Ministério. A “Batalha de Bolonha”, só a médio prazo se saberá se está ganha, como esperamos, ou se eventualmente estará perdida, como não queremos. Porquê? Porque Bolonha implica uma revolução pedagógica e uma alteração nas mentalidades dos docentes ao transmitirem os conteúdos e aí, os estudantes não estão em vantagem porque estão mecanizados na cópia de apontamentos. Bolonha, exige um ensino de maior proximidade, e como tal, mais investimento, mais recursos e poderemos não reunir todos os meios que permitam este ensino de proximidade. Mas este é um problema dos Açores e também um problema geral.

Universidade e Politécnico

No inicio do “Processo Bolonha”, chegou a recear-se que a tendência da UA era a de perder a sua essência universitária e transformar-se numa estrutura mais próxima do chamado ensino politécnico. Concorda com esta afirmação?
Não creio, embora nos Açores, pela pequena dimensão do Arquipélago, haja soluções que aqui se justificam e que externamente, nem sempre são implementadas. Estou a reportar-me, nomeadamente, à relação entre o universitário e o politécnico. Temos uma Universidade nos Açores onde as Escolas Superiores de Enfermagem, foram integradas na UA. Quer isso significar, que neste momento, a UA é uma Instituição que possui no seu seio ensino universitário e ensino de carácter politécnico. Inclusivamente, acho que deveríamos acrescer a nossa oferta ao nível do ensino politécnico, e foi por isso que o Senado Universitário, no ano de 2005, aprovou a constituição das Escolas Superiores de Tecnologia e Administração de Angra do Heroísmo e de Ponta Delgada para que, no domínio do Politécnico, pudéssemos ultrapassar a área da Saúde, que é coberta pelas Escolas de Enfermagem. Infelizmente, a proposta ainda não obteve a conveniente homologação Ministerial, mas creio que este é o caminho inevitável, porque numa Região tão pequena como os Açores, sobretudo a partir do momento em que o ensino politécnico é integrado na Universidade, não se justifica de todo que haja uma instituição universitária, e ao lado, uma Instituição Politécnica, que depois vão disputar o mesmo público, os mesmos recursos, agravando as suas dificuldades conjunturais. Entendo, sim, é que o Politécnico e o Universitário, embora sejam dois ensinos diferenciados, e devam continuar efectivamente a sê-lo, são dois ensinos que podem conviver perfeitamente sob o mesmo tecto, aproveitando até alguns recursos comuns, numa Região tão pequena como é a nossa.

Em termos científicos, o que é que a UA tem feito no sentido de formar gente que tenha lugar num mercado de trabalho, cada vez com menos oportunidades, mais competitivo e concorrencial?
Um curso Universitário tem que ser, antes de mais, um projecto de qualidade científica e pedagógica. Nós, na UA, temos pugnado para que os nossos cursos sejam, simultaneamente, soluções de qualidade e respostas a exigências comunitárias. Agora, também não podemos esquecer que a realidade do advento do séc.XXI é diferente da realidade de meados do séc.XX. Hoje. um curso não é, de forma alguma, uma solução de vida. Um estudante não pode, jamais, ir para uma Universidade, tirar qualquer curso, do primeiro ou segundo Ciclo, com o intuito de, depois, se acomodar a uma qualquer ocupação profissional para a vida toda.
Hoje, um curso universitário é, fundamentalmente, um instrumento de construção de uma carreira, e nessa construção, o próprio diplomado deve ter um papel fulcral. Isto não desvaloriza a importância da formação, que continua a ser necessária da mesma forma, pois cria condições para que os jovens melhor se defendam no futuro.
Já lá vai o tempo em que, em matéria de emprego, imperava a força da administração pública. Hoje, a dinamização económica e social é também motivada pelo maior ou menor dinamismo do sector privado.
Uma formação é útil à saída de uma Universidade mas, ao fim de alguns anos, esta desactualiza-se, exigindo uma especialização e um retorno à Universidade. Por isso, costumo dizer que o estudante de hoje vai ter que interiorizar a ideia que terá de ser, de certa forma, um estudante para sempre. Por isso, as Universidades têm que estar preparadas para receber estes alunos mais tarde, com outra idade, exigências, maturidade e a carecer de outra formação.
De um modo geral, estamos hoje como estávamos há 30 anos atrás: A formação universitária é fundamental para afirmação do indivíduo na sociedade. A diferença é que, hoje, deixou de haver uma acomodação profissional, passando a existir uma inquietação permanente. Essa realidade, acontece nos Açores e em todo o mundo.

Universidade Multipolar

A repartição tripartida do funcionamento da UA, foi a forma encontrada de dar dimensão regional à sua própria função formativa? Ou é uma questão meramente de interesse político?
Em matéria de organização, o lema da Universidade dos Açores, é: “A construção da Unidade no respeito pela Diversidade”, e só assim nos coadunamos com o carácter do nosso arquipélago.
A UA, tem a sua sede em Ponta Delgada, que é a sua reitoria, todavia, são os Pólos que asseguram a sua diversidade. É uma Universidade tripolar que melhor pode garantir um melhor desenvolvimento regional de equilíbrio. Porém, ao contrário do que se pensa, não gosto muito do termo tripolaridade. Eu sei que sou visto como o reitor da tripolaridade, tenho-me debatido para que os novos “campus” de Angra do Heroísmo e da Horta venham a atingir a excelência das instalações já verificadas em P.Delgada, mas eu gosto de encarar a UA como uma Universidade multipolar, ou seja, uma Universidade que tenha uma sede, que esteja dividida por outras ilhas, e que chegue cada vez a mais ilhas e outros lugares, sem a necessidade de construir novas infra-estruturas. Isso consegue-se através do apoio do poder local, que já temos tido, e da utilização das novas tecnologias que possibilitam, fazer experiências de sucesso ao nível do ensino à distância, que se justifica numa região tão descontinuada como a nossa.

Numa altura de grande contenção orçamental, a UA está a investir em novas instalações nas Ilha Terceira e no Faial. São investimentos de carácter estruturante e prioritário?
Costumo dizer que as instalações não são a essência das instituições e a prova está na própria UA que, com instalações mais precárias, conseguiu mesmo assim, ao longo de 3 décadas, a transfiguração para melhor, da face das ilhas.
Mas também reconheço que a disponibilização de instalações modernas, funcionais, propiciam e estimulam o trabalho colectivo, é um chamamento para o ingresso de mais estudantes e, por isso, estamos empenhados em dotar a UA com instalações condignas.
Quando assumi as funções de Reitor, a UA vivia numa situação de profunda desigualdade, ou seja, tinha e tem em P.Delgada um “campus” amplo, novo, capaz de suportar qualquer política de desenvolvimento. No entanto, tinha na Horta e em Angra do Heroísmo uma situação completamente inversa. Nestas circunstâncias, o nosso esforço foi no sentido de criar instalações para que em Angra e na Horta houvesse condições de dignidade para se conseguir manter as exigências de trabalho. Neste capítulo, a minha satisfação é grande. Inauguramos na Terceira, em finais de 2006, no novo campo do Pico da Urze o primeiro edifício chamado “Complexo Pedagógico”. Antes do Verão, inauguraremos um segundo edifício, de acção social e de apoio ao estudante e ao mesmo tempo, está a ser construído o maior edifício da Universidade na Terceira chamado “Interdepartamental”. Ainda em Angra, em pareceria com a Câmara, pensamos lançar este ano o processo de construção de um novo Pavilhão Gimnodesportivo e mais tarde, tentaremos também construir um novo Edifício para a Escola Superior de Enfermagem, agora integrada na Universidade dos Açores. Portanto, o novo “Campus” da ilha Terceira, é uma realidade.
Em relação ao Faial, passa-se algo de semelhante. Desde Março de 2007, está em processo de conversão a sede do departamento de Oceanografia e Pescas, o velho hospital de Walter de Bensaúde, uma obra que nós queremos inaugurar no princípio do próximo ano lectivo. Posto isso, a UA ficará com instalações suficientes para potenciar e solidificar o seu projecto de desenvolvimento.

Ainda faltam dois anos para terminar o seu mandato. Por imperativos legais, r não se pode recandidatar. Sei, que nos bastidores, se começam a sentir algumas movimentações. Qual a sua posição sobre esta matéria?
Sou reitor da Universidade dos Açores há 6 anos, o período de vida máximo de um reitor são 8 anos, estou já no meu segundo mandato e, portanto, não me posso recandidatar.
Como é sabido, as Universidades estão num processo de profunda alteração, com a implementação do denominado Novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior. Foram alterados e publicados novos estatutos, está em curso um processo de eleição de novos órgãos. Eu só tenho, nesta conjuntura, e porque já estou no meu segundo mandato, dois caminhos: Ou chego à conclusão que, neste momento, há uma alteração enorme de paradigma que me obriga a sair, e terei que sair para não mais voltar, ou então, de acordo com aquilo que a lei e os estatutos permitem, cumprirei o meu mandato até ao fim, na sequência da minha reeleição em 2007. Sobre as movimentações a que se refere, é natural que elas se comecem a sentir, mas como acabei de explicar, não terão da minha parte qualquer envolvimento.

Como gostaria de ser recordado como Reitor da Universidade dos Açores?
É uma pergunta de resposta difícil. Tenho-me esforçado para que a UA faça cada vez mais jus ao seu próprio nome, ou seja, uma Universidade para o Arquipélago todo e deste para os mundos envolventes. As Universidades têm a obrigação de universalizar o conhecimento, mesmo quando esse se reporta à mais pequena dimensão. O dotar a Terceira e o Faial de infra-estruturas capazes, foi um projecto que acalentei desde o início e é um projecto que estou já a antever concretizado. Mas a acção deste reitorado, não se cingiu a isso, mas, não estamos aqui a fazer um balanço da minha acção como reitor. Poderá este ser um tema, para uma segunda entrevista.
(in Correio dos Açores)

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domingo, maio 10, 2009

Água em risco nos Açores- Entrevista a Cota Rodrigues e queima das fitas em São Miguel