terça-feira, junho 23, 2009

Lucros de explorações agrícolas podem aumentar nos Açores

Podem aumentar o lucro de uma exploração agrícola, entre 10 a 25%, num ano. Chamam-se equipas multidisciplinares de apoio à produção leiteira, uma ideia americana que a Universidade dos Açores e a Assosciação Agrícola da Ilha Terceira procuram concretizar na Região.
Esta semana, técnicos na Universidade norte-americana de Pensilvânia estiveram no arquipélago para explicar como funcionam e que benefícios trazem essas equipas de apoio. As equipas multidisciplinares de apoio aos produtores agrícolas colocam-se no terreno como conselheiras da actividade e o apoio técnico pode ir do alimento ao gado à contabilidade da exploração ou à sua vertente jurídica.Na prática, o agricultor abre as portas da sua exploração para um diagnóstico e, depois disso, um conjunto de soluções é-lhe apresentado para melhorar a produção e maximizar os lucros.O modelo de funcionamento destas equipas norte-americanas está amplamente difundido na Pensilvânia, daí que a Universidade local esteja a apoiar a Universidade dos Açores e a Associação Agrícola da Ilha Terceira, na implementação de idêntico modelo no arquipélago.Esta semana, investigadores americanos reuniram com agricultores e técnicos em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira e também na ilha de São Miguel, para explicar o funcionamento dessas equipas: o principal atractivo da ideia é a rentabilização que oferece, como é o exemplo colhido naquele Estado norte-americano, em que cada vaca rende mais 250 dólares por ano ao agricultor.A Associação Agrícola da Ilha Terceira e a Universidaqde dos Açores lideram este projecto sem o apoio governamental, mas ambas as instituições esperam ter as equipas no terreno, muito em breve.

(in Rui Messias / Carlos Tavares Antena 1 -Açores)

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segunda-feira, junho 22, 2009

Equipas de apoio à lavoura maximizam os rendimentos

LISA HOLDEN, da Universidade da Pensilvânia, explicou a técnicos da Terceira a formulação das equipas de apoio.
Universidade dos Açores e a AAIT importam para a Terceira as equipas técnicas de apoio à produção agrícola, modelo em uso nos EUA, e que maximiza os rendimentos.
Está em curso a formação de equipas de apoio técnico aos produtores agrícolas da Terceira, no âmbito da extensão rural.Estas equipas, segundo DI apurou, vão ajudar os agricultores terceirenses a diagnosticarem as suas explorações e a encontrarem soluções para maximizar os seus lucros.“Estas equipas são requisitadas pelo próprio agricultor, em função das suas necessidades, que podem ir do alimento do gado até à contabilidade ou a questões jurídicas. No fundo, os técnicos funcionarão como uma espécie de conselho de administração. Perante os problemas, os técnicos sugerem soluções e o agricultor decide se as quer implementar ou não. nas nossas explorações perde-se muito dinheiro. Estas equipas ajudam a evitar isso”, explica Paulo Ferreira, da Universidade dos Açores.A academia e a Associação Agrícola da Terceira (AAIT) promovem este projecto, contando com a ajuda da Universidade da Pensilvânia.“Esta universidade é nossa parceira porque tem vindo a desenvolver este modelo ao longo de vários anos, com benefícios reconhecidos naquele estado norte-americano”, adianta Paulo Ferreira.Segundo os promotores, várias empresas e entidades locais mostraram interesse no projecto, caso da Unicol.O Governo Regional não aderiu oficialmente à iniciativa.
Mais lucros
Esta semana, Alan Bair e Lisa Holden, da Universidade da Pensilvânia, explicaram a agricultores e técnicos da Terceira e de São Miguel o modelo.“Para nós, este programa é muito importante para a lavoura. Aliás, a adesão dos agricultores terceirenses à reunião com os especialistas americanos prova o reconhecimento de que estas equipas lhes podem ser muito benéficas”, assume Paulo Simões, presidente da AAIT.O principal atractivo do programa é a rentabilidade que permite às explorações.“Na Pensilvânia, onde estas equipas trabalhararam, cada vaca rendeu mais 250 dólares por ano ao produtor”, adianta Paulo Ferreira.“É nossa convicção que o trabalho destas equipas cá podem aumentar os lucros anuais das nossas explorações entre dez a 25 por cento”, sublinha Paulo Simões.Ambos adiantam que a Universidade, a AAIT e a Unicol disponibilizam os seus técnicos para este projecto e que, agora, depende dos agricultores o início dos trabalhos no terreno.
(in Diário Insular)

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quarta-feira, junho 17, 2009

Seminário sobre Extensão Rural em Ponta Delgada e Angra do Heroísmo

Numa organização da Universidade dos Açores, com o patrocínio dos Doutores Sandra e Donald McCreight, decorreu, nos próximos dias 15 e 16 de Junho em Ponta Delgada, e decorrerá a 17 e 18 de Junho em Angra do Heroísmo, um Seminário sobre Extensão Rural, destinado a profissionais da área da Agricultura, que terá como oradores o Doutor Alan Bair e a Doutora Lisa Holden, professores da Universidade Estatal da Pensilvânia (EUA) e especialistas naquela área.Ambos os seminários contarão com uma sessão de abertura, presidida pelo Magnífico Reitor da Universidade dos Açores, às 10h00 dos dias 15 e 17 de Junho, no Anfiteatro B do campus de Ponta Delgada e no Anfiteatro do Complexo Pedagógico do campus Angra do Heroísmo, respectivamente.Os eventos estarão abertos a todos os interessados.
(in Universia)

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Assessoria pode aumentar produção de leite

“Os agricultores estão sob uma enorme pressão, estão a perder dinheiro e só aqueles que tomarem o maior número possível de decisões correctas permanecem no meio com rentabilidade. Mas para isso, é preciso estabelecer objectivos, constituir equipas e pensar para lá das tradições”.
A afirmação é de Alan Bair, responsável pelo relacionamento com o sector dos lacticínios na Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos da América. Este especialista está nos Açores, juntamente com Lisa Holden, sua colega no departamento de Ciências Agrárias, para sensibilizar os agricultores açorianos para as vantagens da criação de equipas de assessoria à produção de leite. É esta, aliás, a sua função nos EUA: fazer a ligação entre a universidade, a indústria e os produtores. Alan Bair e Lisa Holden iniciaram esta segunda-feira um Seminário sobre Extensão Rural, destinado a profissionais da área (é esperada terça-feira a presença de agricultores no Anfiteatro B da Universidade, a partir das 10h30), primeiro em Ponta Delgada - dias 15 e 16 - e depois em Angra do Heroísmo, nos dias 17 e 18, numa organização da Universidade dos Açores, com patrocínio americano. “O veterinário vai à exploração para cuidar da saúde dos animais; o engenheiro agrónomo olha para as culturas; o contabilista para as finanças... Mas o importante é que todos se juntem para avaliar os factores que influenciam realmente a rentabilidade da exploração. O importante é olhar para a exploração como um todo e não apenas para a especialidade de cada um”, explica Alan Bair, em entrevista ao Açoriano Oriental. Mas introduzir a figura da consultoria na exploração agrícola parece, à primeira vista, algo inatingível para um sector tradicionalmente pouco escolarizado e muito habituado a depender apenas de si próprio. Contudo, nos Estados Unidos da América, as experiências da Universidade da Pensilvânia (embora a realidade americana não seja directamente comparável à açoriana), revelaram que é possível ganhar até cerca de 200 euros por vaca no fim do ano, se certas medidas de gestão da exploração forem tomadas em equipa e não apenas individualmente.
(In Açoriano Oriental)

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sábado, junho 21, 2008

Extensão Rural deverá ser feita pela Universidade

O Líder Parlamentar do CDS-PP Açores, Artur Lima, apelou esta quinta-feira, no Parlamento Açoriano, a que se faça um “debate alargado sobre o futuro da Agricultura açoriana” que “envolva todos os partidos políticos, o Governo, os representantes dos agricultores e lavradores e os parceiros sociais, como a Universidade dos Açores” para que se perspective o caminho a seguir “naquele que é o pilar da economia açoriana”. O deputado do CDS-PP falava no âmbito da discussão de um pacote legislativo sobre o sector agrícola onde se debatiam as bases gerais do desenvolvimento rural, o regime jurídico de ordenamento agrário, incentivos à compra de terras agrícolas, uso e arrendamento de baldios, reserva agrícola regional e arrendamento rural. Artur Lima apelou então para que, para além da introdução de melhorias no sector com a aprovação dos diplomas que estiveram em debate, se faça “um debate que leva à definição de que futuro se pretende para a agricultura açoriana numa altura em que estão a preparar-se profundas alterações na Política Comum Comunitária e com o fim das quotas leiteiras no horizonte”. Criticando outras forças políticas que “se mostraram disponíveis apenas para chegaram a acordos com o PS, o CDS-PP defende a agricultura, privilegia a agricultura e está preocupado com as alterações que vão surgir no sector no âmbito das políticas comunitárias”, pelo que o democrata-cristão defende a realização de “um debate que envolva todas as partes interessadas”.Por outro lado, Artur Lima lamentou que os diplomas votados “não” contemplassem “a retoma da extensão rural” que, no entender dos populares, “deve ser feita em parceria com a Universidade dos Açores que tem excelentes técnicos nesta matéria”. A juntar a isto, o líder e deputado centrista defende “mais e melhor formação profissional para os agricultores, formações de qualidade, rigor e eficiência para que se possamos caminhar no sentido da excelência dos nossos agricultores e das suas produções”.Concretizando, Lima frisou que “não basta darem-se umas formações às oito da noite que depois não têm consequência. É preciso apostar na formação profissional e, à posteriori, ir ao terreno verificar se as práticas agrícolas estão a ser aplicadas, pois poder-se-ia também avançar para a criação de incentivos direccionados aos produtores que aplicassem a teoria leccionada nas formações”.

(In PicoAzores.com)

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