segunda-feira, agosto 31, 2009

ALERTA O PRESIDENTE DA ADEGA DOS BISCOITOS Faltam jovens interessados na cultura vinícola

Falta uma massa laboral nas vindimas e no processo de elaboração do vinho na ilha Terceira. O alerta parte do presidente da Adega Cooperativa dos Biscoitos (ACB). Para contrariar a situação, Alcino Meneses pretende lançar um projecto em parceria com a Escola Profissional da Praia da Vitória (EPPV) no sentido de motivar os alunos para a prática vitícola, em curso abrangente.
A partir do próximo ano lectivo irá arrancar o novo projecto da ACB em parceria com a EPPV, que visa incutir nos jovens o gosto e a dedicação para as actividades relacionadas com as vindimas. Uma iniciativa estratégica criada para garantir o futuro de uma tradição cultural que actualmente parece estar confinada aos entendidos mais velhos.
Na prática, os alunos do curso ligado ao sector agrícola vão poder conhecer e experimentar as diferentes fases por que passam a vinha e as uvas, em terreno disponível para o efeito, desde a plantação até ao copo de vinho servido à mesa.
“Temos um campo experimental de cinco mil metros quadrados junto às instalações da Adega, onde poderão ser feitos novos ensaios de castas tintas e brancas da região, não descurando as já existentes, claro, de modo a entusiasmar os mais jovens”, revela o responsável por aquela organização sedeada na freguesia dos Biscoitos, concelho da Praia da Vitória, em declarações à “a União”.
De acordo com Alcino Meneses, a ideia procura inverter o cenário actual da falta de mão-de-obra disponível na Terceira para a laboração na referida área. “É um projecto muito importante não só para a Adega, que quer-se dinâmica, mas também para a cultura vitivinícola na nossa ilha”, considera. E acrescenta: “Se nada for feito, daqui a alguns anos serão poucos os entendidos na matéria”.
Verifica-se um número crescente de vinhas abandonadas naquela zona, alerta o produtor, sublinhando que as razões apontadas vão “muito para além de um problema económico”. “Há falta de novos interessados. Esse abandono prejudica as vinhas tratadas nas áreas vizinhas, pois atrai pássaros e outros bichos, e dá um mau aspecto à paisagem demarcada, quer para turistas e visitantes quer para a comunidade local”, considera.
Turistas passam “ao lado”
Neste sentido, a maior parte dos turistas que visitam a ACB o fazem por conta própria, segundo Alcino Meneses, sendo que os autocarros de excursão, apesar da passagem obrigatória pelos Biscoitos, não têm por hábito fazer paragem junto às instalações para conhecer e provar o vinho da casa. “Temos condições para receber turistas e visitantes, inclusive grupos grandes, e as agências de viagens têm conhecimento disso”, garante.
Para afirmar a divulgação e promoção dos vinhos “Magma”, “Moledo” e “Tinchão” – as marcas em circulação da ACB –, o responsável revela que neste momento está a ser elaborado um novo panfleto informativo em bilingue português/inglês, que deverá ser distribuído dentro em breve.
Outro aspecto a ter em consideração no sentido de facilitar o contacto com turistas e visitantes, refere, é o horário de abertura, o qual será revisto depois do mês de Setembro. “Nos meses de Agosto e Setembro estamos abertos das 9 às 17 horas. As mudanças dependem da disponibilidade de ter alguém a trabalhar a tempo inteiro”, explica.
Já sobre os mecanismos de comercialização e promoção dos vinhos mencionados, o produtor responsável afirma que a questão terá mais sucesso a partir do momento em que o vinho verdelho dos Biscoitos passar a ser encarado por todos como um produto turístico da ilha Terceira. “A maioria dos cardápios dos nossos restaurantes não tem os vinhos locais representados, e quando o têm o preço praticado é muito elevado”, critica Alcino Meneses.
Das marcas de vinhos disponíveis, em termos gerais, o “Magma” (2007) – com mais de 85 por cento de verdelho, lançado há um ano –, tem mais procura pelo consumidor jovem, ainda que todas as faixas etárias o apreciem, revela o presidente. Já a população de idade mais avançada mostra preferência pelo “Moledo” (2006) – de cor mais “alourada” se comparado com o anterior –, ambos comercializados nos Açores, Madeira e continente, “com muita aceitação”, diz.

Campanha deste ano marcada pelas chuvas

Os números da campanha de 2009 apontam para 12 a 15 toneladas de verdelho e cinco a sete toneladas de castas tradicionais.
Em comparação com o ano passado, enquanto os registos do verdelho deverão manter os valores, as quantidades das castas tradicionais indicam uma possível descida de duas toneladas.
Segundo Alcino Meneses, as razões para justificar esse decréscimo relacionam-se com as más condições meteorológicas verificadas no passado mês de Junho. “As chuvas e a humidade originaram a propagação do míldio e podridão dos cachos”, precisa.
No entanto, adianta, como os fungos estabilizaram e as temperaturas quentes deverão manter-se, as previsões apontam para uma “boa colheita” a decorrer na primeira semana de Setembro.

Rede de frio em falta
Passado um ano da inauguração das novas instalações da ACB, verifica-se a necessidade de apostar numa rede de frio e numa nova cuba, revela o responsável. Alcino Meneses aguarda um possível contributo da Secretaria Regional da Agricultura e Florestas e Direcção do Desenvolvimento Agrário, entidades governamentais apoiantes, para a aquisição desta maquinaria.
“Vai aumentar ainda mais a qualidade dos vinhos e também permitir uma redução significativa dos actuais custos do consumo de água. Esperamos que para 2010 já possamos ter acesso a esse equipamento”, conclui.
Fundada em 1998, a ACB viu um ano depois o seu primeiro vinho a ser engarrafado. Actualmente conta com 55 sócios, mais 29 do que há 11 anos.
Os seus 330 m2 dividem-se em escritório, laboratório (análises feitas em colaboração com a Universidade dos Açores), secção de apoio, armazenagem e laboração de vinho e instalações sanitárias.
(in Sónia Bettencourt sonia@auniao.com - A União)

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sábado, agosto 22, 2009

Finalistas dos cursos profissionais são poucos para a crescente procura

O Director Regional do Trabalho, Qualificação Profissional e Defesa do Consumidor aconselha empresas a repensarem estratégias de recrutamento e adaptarem-se às leis do mercado.
Há empresas nos Açores que não foram a tempo de recrutar estagiários, embora os anúncios proliferem nos jornais e não existam dados oficiais que confirmem este fenómeno que começa a ganhar alguma dimensão na Região. “São cerca de 2000 aqueles que terminam, por ano, os cursos técnico- profissionais e apenas 200 estão a fazer Estagiar T, uma vez que os restantes já foram recrutados pelas empresas onde fizeram os estágios, ao longo do curso, através das Escolas Profissionais”, explica Rui Bettencourt, ao ser confrontado com esta realidade, adiantando que até ao final deste mês ainda estão a receber candidaturas, neste sentido. “O número de estagiários de cursos profissionais situa-se na casa dos 200, no entanto, tem-se vindo a verificar uma diminuição de candidatos, porque o recrutamento começa, mesmo antes de terem terminado o curso, pelo facto das empresas já conhecerem o seu trabalho, através de pequenos estágios que decorrem ao longo do curso”, acrescenta ainda o Director Regional, mostrando estar a par da situação. Rui Bettencourt refere ainda que, “só abrimos cursos, após sabermos quais são as verdadeiras necessidades do tipo de profissionais que as empresas mais necessitam”, deixando o conselho aos empresários, que agora se encontram sem resposta deste tipo de profissionais a “contratarem esses finalistas dos cursos técnico-profissionais, uma vez que uma grande parte já nem passa pelos estágios, sendo directamente contratada, pelas escolas profissionais, através das empresas.
Tradutores para congressos ainda vêm do Continente, lembra Director Regional
Quanto aos finalistas licenciados, que somam um total de 300 por ano, nos Açores, de acordo com o Rui Bettencourt, “50 por cento demonstra vontade em seguir para Mestrado de Bolonha”. Quisemos saber o que se passa com os estagiários após concluírem a seu estágio e constatamos que “após 6 meses, em média, 87 por cento está a trabalhar”, sem contudo ser possível precisar, se o fazem na sua área de formação, esclareceu. A este respeito, ficamos a saber que não existem dados que confirmem a situação dos licenciados no mercado de trabalho açoriano, uma vez que “as empresas nos seus quadros, não são obrigadas a colocar as áreas de formação profissional”, explica o Director, acrescentando que isto só seria possível se as universidades fizessem esse acompanhamento, por um lado, e ou por outro, os licenciados respondessem aos inquéritos que lhe são enviados via correio, através da Direcção Regional Trabalho, Qualificação Profissional e Defesa do Consumidor. Relativamente aos licenciados, adiantou ainda Rui Bettencourt que “35 por cento estão em áreas que não é a sua, como é o caso de Professores e Biólogos, que estão na área do turismo, a desempenhar funções de Guias ou em empresas de Whale Watching”, sublinhando a necessidade que existe de reconversão de certas licenciaturas e alertando para o facto de, ainda ser preciso mandar vir de fora tradutores para dar resposta à necessidades dos congressos que têm lugar, por exemplo, na Universidade dos Açores.

(in Diário dos Açores)

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quarta-feira, agosto 12, 2009

Arquipélago dos Açores promove curso prático de elaboração de planos de contingência para a gripe em escolas, a 14 Agosto.

A Associação para a Promoção e Protecção da Saúde dos Açores (APPSA)vai organizar o 1.º Curso Prático de elaboração de Planos de Contingência para a Gripe em Escolas.
O curso vai começar às 9 horas do dia 14 de Agosto, na sala de reuniões do NELAG – Núcleo de Empresários de Lagoa, na vila de Lagoa, na ilha de São Miguel. A acção será ministrada por profissionais de saúde pública da APPSA.
Para o curso foram seleccionados docentes das escolas:
Escola Básica Integrada (EBI) de Arrifes (São Miguel)
Escola Secundária das Laranjeiras (São Miguel)
Escola Básica e Secundária (EBS) das Flores (Flores)
EBI Roberto Ivens (São Miguel)
EBS de S. Roque do Pico (Pico)
ES Domingos Rebelo (São Miguel)
ES de Ribeira Grande (São Miguel)
EBS de Velas (São Jorge)
Escola Profissional da Povoação (São Miguel)
EBI de Lagoa (São Miguel)
EBI de Capelas (São Miguel)
EBI de Ribeira Grande (São Miguel)
EBI de Agua de Pau (São Miguel)
Associação Açoriana de Formação Turística e Hoteleira (São Miguel)
Universidade dos Açores.
Em parceria com a Câmara Municipal da Ribeira Grande, vai realizar-se no início de Setembro uma nova edição do curso, cujas inscrições são gratuitas.
A APPSA mostra-se ainda disponível para organizar mais edições do curso noutros concelhos da Região Autónoma dos Açores.
Para saber mais, consulte:
Associação para a Promoção e Protecção da Saúde dos Açores - http://appsa.wordpress.com/
(in Portal da Saúde)

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quarta-feira, agosto 05, 2009

Para criar emprego: Governo quer ensinar Universidade dos Açores

As empresas açorianas têm grande dificuldade em descolar de uma situação de funcionários com baixo nível de qualificação para outra em que tem de ter ao seu serviço jovens licenciados. Mas também a Universidade dos Açores não é suficientemente flexível ao nível dados mestrados e pós-graduações para posicionar os jovens para o mundo do trabalho na Região. O resultado é o crescimento do número de licenciados no desemprego e, ao descrédito ao nível das licenciaturas. A educação nos Açores vive uma nova encruzilhada, agora ano nível do ensino superior. A densidade de licenciados na Região é a mais baixa do país e, apesar disso, o desemprego entre os licenciados está a aumentar. No arquipélago existem já 99 licenciados que não têm emprego e, face à crise económica que afecta o tecido empresarial regional, a tendência é para que este número cresça. Rui Bettencourt, director regional do Emprego e Formação Profissional, faz uma leitura favorável das estatísticas. Em Portugal, com uma população de 10 milhões de pessoas, tem 50 mil licenciados no desemprego. Os Açores, com 240 mil pessoas, representam 2,5% dos portugueses. Ora, 2,5% dos 50 mil licenciados portugueses no desemprego corresponderia a 1.250 licenciados desempregados “e temos 99”. Ou seja, prossegue, “a incidência do desemprego nos licenciados é muito menor nos Açores do que no Continente”. Dos 99 licenciados que, na Região, estão no desemprego, “apenas” 44 têm menos de 30 anos e estão, portanto, à procura do primeiro emprego. Isso significa que 54 licenciados têm “num ou outro momento do seu percurso profissional, um problema de desemprego”, explica Rui Bettencourt. Flexibilizar mestrados e pós-graduações O director regional não esconde que existe, actualmente, nos Açores, uma falta de adaptação das licenciaturas da Universidade às exigências do mercado regional. “Temos de aumentar o número de licenciados de uma forma pertinente” afirma, para depois realçar que, se não for assim, “poderá instalar-se, durante alguns anos, incompreensão em relação à necessidade de termos mais licenciados”. “Se nós não dermos resposta, em termos de pertinência no ensino superior, para as necessidades das empresas, arriscamos a que os jovens deixem de acreditar na Universidade”, alertou. “Alias”, sublinha, a sociedade açoriana e as empresas “necessitam de perceber que são necessários mais licenciados. Agora, na verdade, temos de ter cursos mais pertinentes”. Reconhecendo que a Universidade dos Açores não pode estar a mudar todos os anos de quadro docente para ter num ano, por exemplo, engenharia civil, e, no outro, engenharia mecânica; o estabelecimento de ensino superior pode criar aquilo que designa como cursos “de banda larga”. Ou seja, cursos de conhecimentos gerais como “trampolim” para uma especialização dos jovens em áreas que vão ao encontro das necessidades do mercado. Para se conseguir este objectivo, os mestrados e pós graduações “devem ser mais flexíveis” na Universidade açoriana. “Sou muito apologista da flexibilidade dos mestrados e doutoramentos e uma forte ligação com o tecido empresarial”, acentua o director regional. “Pode haver, à dimensão da nossa universidade, várias licenciaturas de base e vários mestrados evolutivos e flexíveis”, sugere, a propósito. “É por isso que entendo”, adianta, que o governo açoriano e a universidade “devem caminhar, em parceria, para promover mestrados e pós graduações de conversão de jovens licenciados, tendo como meta o alargamento do número de licenciados no quadro das empresas dos Açores”, defende. Esta aproximação é inevitável como forma de se vencer esta “encruzilhada” que, de harmonia com o próprio Rui Bettencourt, é “muito complicada”. Nos próximos anos, afirma, os Açores “têm de imaginar outras estratégias de aproximação da universidade às empresas, outras estratégias de adequação dos cursos universitários às necessidades da economia e da sociedade, através da flexibilização de pós graduações e mestrados”. “E temos de imaginar outras estratégias para convencer as empresas” de que os jovens licenciados “são uma mais-valia forte para o tecido empresarial mesmo que, à partida, não tenham uma formação imediatamente utilizável”. Rui Bettencourt dá o exemplo de um jovem licenciado em estudos europeus que entrou para uma empresa de exportação de pescado de São Miguel através do programa ‘Estagiar L’ e que, através do seu conhecimento, consegue exportar peixe para a Croácia, Itália e Espanha. “Portanto, há conhecimentos que os jovens têm e que podem ser potenciados”, afirma, a propósito. “Estamos aqui numa situação muito complicada que exige uma nova visão do futuro”, sublinha Rui Bettencourt. “Dar o salto para outro patamar” “É necessário modificar a abordagem dos recursos humanos, nomeadamente do ensino superior nos Açores. Temos de ter um momento de viragem. Já o fizemos no ensino profissional. É necessário fazê-lo no ensino superior”, palavras do director regional. Em seu entender, quando se vencer “este momento difícil” de tornar a formação superior do jovem pertinente para o mercado de trabalho e o jovem licenciado reconhecido nas empresas, “damos um salto para um outro patamar”. A par disso, há empresas que têm necessidade de licenciados em determinadas áreas. O mercado continua a ter falta de agronomistas. “Porque não fazer um mestrado nesta área?”. Há falta de técnicos em higiene e segurança no trabalho (os 28 que saíram agora da Universidade estão empregados). E “temos uma dificuldade enorme em tradução. Temos falta de profissionais intérpretes”. E em toda esta encruzilhada”, afirma o director regional do Emprego e Formação Profissional, “leva-nos a repensar o projecto profissional do jovem de modo a que haja um momento de entrada no mundo do trabalho e outro em que, continuamente, o jovem aprenda a reconverter-se, Temos vindo a trabalhar muito na formação de activos e na formação inicial de nível profissional (níveis 2 e 3). E isso faz-nos pensar no sistema de ensino superior de formação contínua. É necessário trabalhar muito a nível superior”, defende. E Rui Bettencourt aponta uma outra questão que considera “interessante”. “Os açorianos têm de estar preparados para mudar de profissão”. Em sua opinião, o contexto profissional “vai fazer-nos evoluir para outras direcções que não era aquela que tínhamos pensado à partida. Não podemos imaginar fazer como há 40 anos atrás em que alguém entrava na profissão de contabilista e permanecia na mesma ao longo de três a quatro dezenas de anos”. “É necessário ter uma crescente capacidade de adaptação. E é necessário que quem ensina (no ensino superior e não superior) dote os jovens de capacidade de adaptação porque eles vão precisar desta adaptação ao longo da sua vida profissional”, completa. Sem ‘mata-borrão’ A tendência para o aumento de desempregados entre os licenciados nos Açores, apesar de agravada pela crise, não é só circunstancial. Deriva de um factor estruturante que resulta da forma como o mercado de trabalho está estruturado. É um mercado que continua a solicitar, em grande escala, qualificações muito baixas. Apesar desta realidade, tem aumentado o número de licenciados inseridos no mundo do trabalho nos Açores. Desde logo, porque em Portugal, no geral, e nos Açores em particular, o grande empregador de licenciados é o Estado. E especificamente num sector do Estado, a educação. “Professor era o destino onde iam parar muitos licenciados. Funcionava como um verdadeiro mata-borrão”, afirma Fernando Diogo. Com a queda demográfica, com efeitos ao nível do primeiro ciclo do ensino básico, houve escolas que encerraram. Eram escolas onde os alunos “estavam mais disponíveis e havia maior insucesso escolar”, refere o sociólogo. O facto é que, nesta altura, o mercado de trabalho para os licenciados na educação “está em pleno esgotamento” e “já se fala em desemprego docente que corresponde aos professores que não conseguiram colocação”. “Há, digamos, uma saturação do mercado do trabalho por duas vias: porque há muitos licenciados e porque o número de crianças e jovens tem vindo a diminuir nos Açores apesar de a Região, sobretudo devido a São Miguel, ser a mais jovem do país”. Fernando Diogo dá outro exemplo que conhece de perto, o do instituto de Acção Social que emprega mais de 100 licenciados. Durante muito tempo não havia licenciados em serviço social nos Açores em número suficiente para preencher as vagas. Concorriam muitos licenciados do continente e alguns ficaram. A partir do momento em que o número de licenciados, sobretudo açorianos, e especialmente micaelenses, aumentou, as pessoas foram ocupando as vagas e, agora, “não há muitos lugares a abrir para novos para licenciados…”. Elevar a qualificação nas empresas Toda esta questão da qualificação “é fundamental para os Açores e para cada açoriano”, afirma Rui Bettencourt, director regional do Emprego e Formação Profissional. “Não podemos imaginar a economia dos Açores com pessoas não qualificáveis”, sustenta. Mas o facto é que dois terços da população açoriana não tem o nono ano, o que para sociólogo Fernando Diogo, “é uma situação terrível” do ponto de vista das qualificações mas que “se justifica também porque é esta qualificação que o mercado exige”. Só que, numa dimensão global, esta realidade “é mau sob o ponto de vista do desenvolvimento da Região”, completa o sociólogo. Na construção civil é reduzido o número de engenheiros e outro pessoal qualificado. A Agricultura, como é feita nos Açores, não exige grande qualificação e, nas pescas são muito poucos os licenciados. A maior parte da população activa nos Açores enquadra-se no quadro de activos altamente desqualificados. Outro sector de actividade em crescendo nos Açores é o turismo mas, salienta Fernando Diogo, “o nosso turismo (cama e mesa), enquanto gerador de muito emprego sazonal, ainda não chegou a um ponto tão sofisticado que seja um tipo de actividade que exija licenciaturas”. “Isto não quer dizer que não haja necessidade de uma qualificação crescente dentro da actividade turística”, completou. Em todo este contexto, é compreensível que três quartos dos desempregados nos Açores não tenham o sexto ano da escolaridade; que mais de metade não tenha a quarta-classe. E Rui Bettencourt, director regional do Emprego, não esconde que, de facto, “o grande drama” no desemprego nos Açores “dá-se em público que não tem nenhuma escolaridade”. “O paradoxo que existe nos Açores”, acentua o director regional, é que “ainda se tem a formatação de que para estes trabalhos não é preciso ter uma qualificação e temos de convencer os empresários de que não é assim”. E Rui Bettencourt dá um exemplo: “A decisão de um turista regressar ou não aos Açores pode depender de termos ou não um recepcionista com qualidade. A nossa recepcionista que, em alemão, inglês ou francês, receba bem e seja simpática, pode levar o turista a regressar. E para isso tem de ser reconhecida e tem que ter uma boa remuneração”. O mesmo sucede em termos de higiene alimentar. “Não se consegue pôr de pé uma certificação de qualidade se não se tiver um técnico especialista nesta área”, alerta Rui Bettencourt. “E um licenciado em comunicação social. Uma empresa que não comunica interna e externamente vai ter dificuldade”. Ou seja, prossegue o director regional, “há uma exigência de idoneidade nos Açores que as empresas têm de perceber que passa pelo nível de qualificação dos seus trabalhadores. Se não for assim, dentro de dez anos estamos com o patamar de desenvolvimento de há 20 anos atrás…”. “Tudo isso”, completa, “deve levar a um discurso de convicção e de influência para que as empresas sigam este caminho. É que não está em questão só o futuro desta ou daquela empresa. Está em causa o futuro do tecido empresarial açoriano e dos Açores”.
(in João Paz - Correio dos Açores)

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segunda-feira, junho 22, 2009

Equipas de apoio à lavoura maximizam os rendimentos

LISA HOLDEN, da Universidade da Pensilvânia, explicou a técnicos da Terceira a formulação das equipas de apoio.
Universidade dos Açores e a AAIT importam para a Terceira as equipas técnicas de apoio à produção agrícola, modelo em uso nos EUA, e que maximiza os rendimentos.
Está em curso a formação de equipas de apoio técnico aos produtores agrícolas da Terceira, no âmbito da extensão rural.Estas equipas, segundo DI apurou, vão ajudar os agricultores terceirenses a diagnosticarem as suas explorações e a encontrarem soluções para maximizar os seus lucros.“Estas equipas são requisitadas pelo próprio agricultor, em função das suas necessidades, que podem ir do alimento do gado até à contabilidade ou a questões jurídicas. No fundo, os técnicos funcionarão como uma espécie de conselho de administração. Perante os problemas, os técnicos sugerem soluções e o agricultor decide se as quer implementar ou não. nas nossas explorações perde-se muito dinheiro. Estas equipas ajudam a evitar isso”, explica Paulo Ferreira, da Universidade dos Açores.A academia e a Associação Agrícola da Terceira (AAIT) promovem este projecto, contando com a ajuda da Universidade da Pensilvânia.“Esta universidade é nossa parceira porque tem vindo a desenvolver este modelo ao longo de vários anos, com benefícios reconhecidos naquele estado norte-americano”, adianta Paulo Ferreira.Segundo os promotores, várias empresas e entidades locais mostraram interesse no projecto, caso da Unicol.O Governo Regional não aderiu oficialmente à iniciativa.
Mais lucros
Esta semana, Alan Bair e Lisa Holden, da Universidade da Pensilvânia, explicaram a agricultores e técnicos da Terceira e de São Miguel o modelo.“Para nós, este programa é muito importante para a lavoura. Aliás, a adesão dos agricultores terceirenses à reunião com os especialistas americanos prova o reconhecimento de que estas equipas lhes podem ser muito benéficas”, assume Paulo Simões, presidente da AAIT.O principal atractivo do programa é a rentabilidade que permite às explorações.“Na Pensilvânia, onde estas equipas trabalhararam, cada vaca rendeu mais 250 dólares por ano ao produtor”, adianta Paulo Ferreira.“É nossa convicção que o trabalho destas equipas cá podem aumentar os lucros anuais das nossas explorações entre dez a 25 por cento”, sublinha Paulo Simões.Ambos adiantam que a Universidade, a AAIT e a Unicol disponibilizam os seus técnicos para este projecto e que, agora, depende dos agricultores o início dos trabalhos no terreno.
(in Diário Insular)

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quarta-feira, junho 17, 2009

Assessoria pode aumentar produção de leite

“Os agricultores estão sob uma enorme pressão, estão a perder dinheiro e só aqueles que tomarem o maior número possível de decisões correctas permanecem no meio com rentabilidade. Mas para isso, é preciso estabelecer objectivos, constituir equipas e pensar para lá das tradições”.
A afirmação é de Alan Bair, responsável pelo relacionamento com o sector dos lacticínios na Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos da América. Este especialista está nos Açores, juntamente com Lisa Holden, sua colega no departamento de Ciências Agrárias, para sensibilizar os agricultores açorianos para as vantagens da criação de equipas de assessoria à produção de leite. É esta, aliás, a sua função nos EUA: fazer a ligação entre a universidade, a indústria e os produtores. Alan Bair e Lisa Holden iniciaram esta segunda-feira um Seminário sobre Extensão Rural, destinado a profissionais da área (é esperada terça-feira a presença de agricultores no Anfiteatro B da Universidade, a partir das 10h30), primeiro em Ponta Delgada - dias 15 e 16 - e depois em Angra do Heroísmo, nos dias 17 e 18, numa organização da Universidade dos Açores, com patrocínio americano. “O veterinário vai à exploração para cuidar da saúde dos animais; o engenheiro agrónomo olha para as culturas; o contabilista para as finanças... Mas o importante é que todos se juntem para avaliar os factores que influenciam realmente a rentabilidade da exploração. O importante é olhar para a exploração como um todo e não apenas para a especialidade de cada um”, explica Alan Bair, em entrevista ao Açoriano Oriental. Mas introduzir a figura da consultoria na exploração agrícola parece, à primeira vista, algo inatingível para um sector tradicionalmente pouco escolarizado e muito habituado a depender apenas de si próprio. Contudo, nos Estados Unidos da América, as experiências da Universidade da Pensilvânia (embora a realidade americana não seja directamente comparável à açoriana), revelaram que é possível ganhar até cerca de 200 euros por vaca no fim do ano, se certas medidas de gestão da exploração forem tomadas em equipa e não apenas individualmente.
(In Açoriano Oriental)

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domingo, abril 26, 2009

FIPED II - A formação militar (Métodos e Técnicas Pedagógicas)

No âmbito do FIPED II, realizou-se no 22 de Abril – 11h00 (Auditório do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores), coordenado pelo Professor Doutor João Pedro Barreiros
uma mesa redonda/debate sobre "A Formação Militar - Métodos e Técnicas Pedagógicas" com a participação de altas patentes do exército português do RGA de Angra do Heroísmo.


1. A Instituição militar tem uma experiência pedagógica acumulada muitíssimo rica, em virtude do papel que sempre desempenhou enquanto entidade formadora e certificadora dos cidadãos;

2. Entende-se por Método Pedagógico o conjunto coerente de acções destinadas a desenvolver novas capacidades, pela aplicação coordenada de determinadas técnicas e procedimentos. Nesta definição de base está compreendida uma tríplice interacção entre o conhecimento (saber), o formador (ensino) e o formando (aprendizagem), através do recurso a métodos fundamentais, de aplicação autónoma ou conjugados entre si, em função das circunstâncias específicas, a saber:
Método Expositivo (Fases: preparação; desenvolvimento; conclusão. Técnicas: exposição oral; realização de exercícios e/ou trabalhos práticos);
Método Demonstrativo (Fases: preparação; demonstração; conclusão. Técnica: Training Within Industry, ou seja, "Formação em Exercício", pelo recurso à exemplificação prática);
Método Interrogativo (de vocação complementar dos métodos anteriores e de natureza socrática, visa sobretudo proporcionar uma discussão que permita o reforço positivo dos conhecimentos veiculados. Técnicas: indutiva; dedutiva; ensino programado);
Método Activo (Coloca o ênfase nas competências relacionais e comunicacionais, pressupondo um papel (pró)activo do formando na busca pelo conhecimento, cabendo ao formador uma autoridade de carácter eminentemente funcional. Principais técnicas: pedagogia do projecto; autoscopia; case study; brainstorming; simulação; jogo pedagógico).
Evidentemente que cada um dos 4 métodos apresenta vantagens e desvantagens, devendo a ponderação da sua escolha, isolada ou conjunta, ter em conta os instrumentos disponíveis, as técnicas a aplicar, o perfil dos formandos e os objectivos qualitativos a atingir. Sem esquecer que o formando, mais do que aquilo que lê, ouve ou vê, retém fundamentalmente a informação que voluntariamente submete à sua própria reflexão/análise crítica, na sequência de processos de participação para os quais se encontre altamente motivado.
A formação militar – A Abordagem Sistémica da Instrução (ASI)
1. A Instituição militar tem uma experiência pedagógica acumulada muitíssimo rica, em virtude do papel que sempre desempenhou enquanto entidade formadora e certificadora dos
cidadãos;
2. No que diz respeito ao Regimento de Guarnição N.º1, a formação militar adopta uma estratégia pedagógica alicerçada na chamada Abordagem Sistémica da Instrução (ASI), cujo travejamento conceptual e teórico-prático repousa nos seguintes elementos essenciais:
a) No plano global do Exército, a ASI decorre do Comando da Instrução e Doutrina do Exército Português, através da Direcção de Formação. No que ao RG1 diz respeito, aquela Abordagem é tutelada pelo Comando Operacional da Zona Militar dos Açores (ZMA) e repartida entre o RG1 e o RG2, embora sob a autoridade técnica do Comando da Instrução e Doutrina do Exército;
b) A estratégia pedagógica desenrola-se fundamentalmente em 4 grandes etapas, global e sistemicamente consideradas:
Etapa da Análise: comportando a selecção das tarefas; definição de padrões qualitativos comportamentais e operacionais; caracterização do target organizacional a atingir;
Etapa da Concepção: em que se procede à definição de objectivos; determinação dos conteúdos; selecção dos métodos e meios;
Etapa da Implementação: consiste na condução dos Cursos e das Acções de Formação propriamente ditas, na sequência e em coerência com as etapas anteriores. É a verdadeira fase da transmissão do conhecimento e dos saberes;
Etapa da Avaliação: fecha o ciclo da ASI, apurando níveis qualitativos; procede à validação interna e externa da formação; faz a aferição de eventuais alterações a introduzir em futuros ciclos formativos.
(In FIPED II)

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FIPED II - A Formação do professor em dois movimentos

Realizou-se no dia 22 de Abril – 11h00 (Sala 2.1 Pico da Urze - Universidade dos Açores- Angra do Heroísmo), no âmbito do FIPED II, coordenada pelo Professor Carlos Montero da Universidade de Salamanca, uma mesa redonda com o Tema: A formação do professor em dois movimentos.
Participaram o Professor Doutor Émerson de Pietri e Professora Doutora Claudia Rosa Riolfi, do Brasil.
Os participantes referiram-se aos:
• Movimentos por mudança no ensino de Língua Portuguesa no Brasil e a pesquisa como componente da formação inicial;
• Movimentos da escrita: a constituição do pesquisador.
As propostas de mudança no ensino de língua materna, no Brasil, fundamentadas na divulgação de idéias lingüísticas, e as denominadas práticas tradicionais de ensino, fundamentadas na gramática tradicional e na autoridade do livro
didático, mantêm entre si uma relação polêmica que, como procuro mostrar, apresenta, para ambas, discursivamente, um papel constitutivo. Com base na divulgação de teorias lingüísticas, sociológicas e/ou sociolingüísticas, propostas de ensino passam a fornecer, então, subsídios para demonstrar a procedência da concepção de língua/linguagem em que se fundamentam, e os problemas apresentados pela concepção de língua e de ensino que pretendem modificar. Na relação polêmica que se estabelece entre as propostas de mudança e o ensino considerado tradicional, o professor em formação é colocado no lugar de quem deve operar a transformação em suas concepções de linguagem e de ensino, e se deslocar em direção ao discurso que propõe mudanças. O objetivo, neste trabalho, é discutir questões relacionadas à formação inicial do professor de língua materna nas condições apresentadas acima, porém considerando situações em que, à apropriação de conhecimentos teóricos, vem somar-se a realização de atividades de pesquisa-ação, pelo professor em formação, em contexto de ensino.

(In FIPED II)

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quarta-feira, abril 22, 2009

Conferência: Ciência e Preconceito

23 de Abril de 2009 – 9h00 - Auditório do Pico da Urze-Angra do Heroísmo
Título da Conferência (em painel): Ciência e Preconceito
Autores: Maria Lúcia Pessoa Sampaio1 & João Pedro Barreiros2
Instituições: Universidade do Estado do Rio Grande do Norte/CAMEAM/Depto de Educação/PPGL/GEPPE – Brasil1 e Universidade dos Açores, Depto. Ciências Agrárias e ImarAçores/Angra do Heroísmo, Portugal2
Moderador: Professor Doutor Luís Soto
Resumo
O acto científico, muitas vezes, esbarra ou entra em conflito, legal ou outros, com preconceitos de várias ordens, sejam elas morais, éticas, pessoais, dentre outros, o que vem justificar a nossa pretensão de debater sobre Ciência e Preconceito, a partir da visão de dois profissionais, advindos de áreas distintas como Pedagogia e Biologia. Do ponto de vista do Biólogo, a discussão abrange aspectos actuais de conflito preconceituoso e ético na esfera de um processo de globalização também descrito como "politicamente correcto", do qual pelo menos três pontos estarão em discussão: a) tauromaquia; b) caça terrestre e submarina e c) espécies emblemáticas e conservação. Outro aspecto a debater parte de uma generalização/banalização de termos que induz em erro.
Para tal, questões como: i) aquecimento e /ou mudanças globais; ii) ecologia versus ecologismo/ambientalismo e iii) biodiversidade e riqueza de espécies. Do ponto de vista do Pedagogo, a discusão sobre Ciência e Preconceito será abordada mediante dilemas e perspectivas de várias ordens que vai desde a construção do próprio conceito de Ciência, envolvendo a complexa relação entre professor-pesquisador, a ética na pesquisa, a formação e a prática docente e seus desdobramentos para a investigação. Aspectos dessa natureza repercurtem diretamente em movimento como o FIPED, em função do alto preconceito ainda existente com a área humanística, tendo-se como consequência o ínfimo investimento em Ciência voltada para os cursos de formação de professores (graduação). Acreditamos que o debate acerca dos posicionamentos dessas idéias se constituem temas actuais a confrontar num evento com as características do II FIPED.

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domingo, fevereiro 15, 2009

APAVTForm e Galileo certificam agentes de viagem nos Açores

A Galileo Portugal – sistema de distribuição global (GDS) pertencente à Travelport –, em colaboração com a APAVTForm e com o Observatório Regional de Turismo dos Açores, acaba de lançar um programa de formação dirigido aos agentes de viagem açorianos. As entidades esperam certificar até dia 21 de Fevereiro – data de término da acção – aproximadamente 200 formandos.
Os cursos, leccionados nas ilhas S. Miguel e Terceira, permitem dotar os agentes de viagem de conhecimentos essenciais para a utilização do GDS Galileo – líder de mercado em Portugal – e de competências no cálculo de tarifas aéreas. O objectivo é o de aumentar a produtividade, permitindo o manuseamento e operacionalidade do sistema Galileo.
Os alunos que finalizarem com sucesso a formação serão certificados, recebendo o diploma APAVTForm e o Passaporte Galileo, elementos fundamentais na procura de emprego no sector. No final do ano, a APAVTForm – acreditada pela Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho – emite às agências de viagem associadas o correspondente mapa anual de formação certificada, tendo em conta a legislação em vigor.
À disposição dos agentes de viagem açorianos estão cinco cursos: Curso Básico de Reservas, Curso Básico de Emissões, Funcionalidades Avançadas, Reemissões e Reembolsos, bem como Construção de Tarifas. A duração de cada um é de 16 horas, com a excepção do curso de “Funcionalidades Avançadas” que ronda as oito horas.
Formação é essencial no sector turístico açoriano
“Apesar de a Galileo Portugal já ministrar cursos nos Açores desde 1992, inclusive em instituições de ensino relevantes como a Universidade dos Açores, esta é a primeira vez que é conferida formação no âmbito da parceria Galileo/APAVTForm”, refere António Loureiro, director geral da Galileo Portugal e da Galileo Brasil. “A aposta na qualificação dos quadros das agências é fundamental para o desenvolvimento do sector turístico e as potencialidades dos Açores, enquanto mercado em clara expansão, realçam esta necessidade. No mês de Março, será a Madeira a acolher os cursos Galileo”, acrescenta o responsável.
Carlos Santos, Presidente do Observatório Regional do Turismo (ORT) dos Açores, partilha da opinião de António Loureiro: “Qualquer destino turístico, incluindo os Açores, só consegue ser competitivo no mercado turístico mundial se adoptar duas estratégias complementares: a inovação tecnológica, acompanhada da qualificação dos recursos humanos. Só assim é que os destinos conseguem apostar na diferenciação com base em produtos de elevado rácio qualidade/preço, superior ao dos destinos concorrentes.” O Presidente do ORT acrescenta ainda: “A parceria com a Galileo e com a APAVTForm surge integrada na política de parcerias do Observatório Regional do Turismo com entidades competentes e experientes a nível nacional, explorando sinergias portadoras de valor acrescentado para todas as partes.”
A APAVTForm – entidade que tem vindo a ministrar formação nos Açores desde 2007, abrangendo cursos das áreas de Gestão e de TIC’s – enaltece a importância desta parceria com a Galileo Portugal e o ORT. “O objectivo é o de oferecer uma formação profissional que contribua efectivamente para a melhoria do desempenho dos profissionais do turismo, aprofundando e desenvolvendo competências já detidas e estreitamente associadas às respectivas funções. Estamos certos que, com o apoio local do Observatório Regional de Turismo dos Açores, conseguiremos reunir condições de excelência para melhor contribuir para a qualificação dos profissionais do sector”, refere Pedro Moita, director-geral da APAVTForm.

(In Central de Informação)

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Universidade dos Açores comemorou Dia do ERASMUS

O Gabinete de Relações Internacionais (GRI) da Universidade dos Açores apresentou, no âmbito do Dia ERASMUS, o Programa de Aprendizagem ao Longo da Vida (PALV).
Este programa tem o objectivo de fomentar o intercâmbio e a cooperação entre sistemas de ensino e formação, à escala europeia, convertendo-os em referência mundial quanto à sua qualidade. O princípio fundamental do Programa ERASMUS é a promoção da mobilidade, quer de estudantes, quer de docentes e não docentes. Isto, porque, segundo João Madruga, coordenador do programa, “o ERASMUS abre-te as portas da Europa”. “Contribuir para o desenvolvimento e consolidação de um espaço europeu de aprendizagem ao longo da vida e a estimular a criatividade, a competitividade e a capacidade empreendedora” são alguns dos objectivos deste programa. Para além disso, João Madruga salientou que o ERASMUS pretende promover o intercâmbio de conhecimento e de experiências, estreitar os mecanismos de cooperação entre instituições de países diferentes e proporcionar uma oportunidade de valorização pessoal e profissional. O GRI tem variadas funções, sendo as principais: coordenar e apoiar as relações e as acções de cooperação da Universidade dos Açores (UAc) para a internacionalização do ensino e da consequente mobilidade académica. De acordo com João Madruga, existem Bolsas ERASMUS que “não se destinam a cobrir a totalidade das despesas, suportando apenas a diferença do custo de vida do país de origem”. E acrescentou ainda que “estudantes com dificuldades socioeconómicas podem candidatar-se a uma bolsa complementar, sendo que no ano passado foram atribuídas três com o valor máximo de cinco mil euros”. No fim da conferência, estudantes que estão a fazer ERASMUS na UAc, relataram a experiência que estão a ter.

(In Açoriano Oriental)

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segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Internet pode mitigar a solidão dos idosos

CLARA GASPAR E CARLOS LEAL, Doutoranda e Mestrando no Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores: “Tivemos o cuidado de garantir que os participantes iniciam a formação com muito pouca ou nenhuma experiência”.

Que objectivos têm em mente ao organizar um curso de iniciação à informática destinado sobretudo a pessoas com mais de 50 anos?
O acesso generalizado a computadores e à internet é muito recente em Portugal. Enquanto o público mais jovem se adaptou facilmente às novas tecnologias e foram criados programas para ensinar e incentivar os jovens a utilizá-las, não foram dadas muitas oportunidades a outras faixas etárias para acompanhar esse desenvolvimento. Com esta iniciativa, pretende-se contribuir para a aproximação do público sénior às novas tecnologias, oferecer novas valências que poderão ser úteis no seu quotidiano, promover o espaço de acesso gratuito à internet (CINET) do CCAH, e fomentar neste escalão etário o interesse pela Ciência e Tecnologia e a participação nas actividades do Centro.
As cinco semanas do vosso curso não serão insuficientes para que gente que não nasceu nem viveu com os computadores possa ter um apoio minimamente útil?
O curso está limitado a 12 participantes, correspondendo ao número de computadores disponíveis, o que possibilita uma aprendizagem individual e prática, passo a passo. Contará com dois formadores, o que permite um acompanhamento ainda mais personalizado. Trata-se de um curso de iniciação, e tivemos o cuidado de garantir que os participantes iniciam a formação com muito pouca ou nenhuma experiência. Para além do mais, durante e após o curso, os participantes serão incentivados a utilizar o espaço livremente para treinarem com o apoio de um dos formadores. Este é, aliás, um dos nossos objectivos: atrair público de todas as faixas etárias ao CCAH, onde podem aprender Ciência e Tecnologia de forma didáctica, interactiva e divertida.
A infoexclusão entre a população com mais idade pode ser encarada como um factor de limitação ao exercício pleno da cidadania?
Há cada vez mais serviços disponíveis na internet, evitando muita burocracia e filas de espera. A participação em fóruns de discussão, o acesso a legislação e o envio de documentos por via electrónica, por exemplo, permitem ao cidadão sentir-se mais facilmente integrado e activo na sociedade. Contudo, julgamos que continua a ser possível o exercício da cidadania de forma mais tradicional. O que pretendemos é, de certa forma, contribuir para que algum público sénior possa alargar o conjunto de ferramentas ao seu dispor para um exercício mais rápido da cidadania.
Poderá um computador constituir, para um idoso, um instrumento capaz de mitigar uma eventual vida de solidão?
Pensamos que sim. A internet oferece, hoje em dia, múltiplas formas de comunicação à distância e interacção entre as pessoas, seja através de fóruns, comentários em blogs, correio electrónico, ou mesmo em tempo real, com suporte de som e imagem. Estas potencialidades são uma importante componente, que acreditamos que será um ponto alto neste curso e uma mais-valia para mitigar o isolamento. O próprio curso pretende também incentivar o convívio entre os participantes. Além disso, existe uma enorme variedade de informação interessante para cada um dos formandos na internet, o que contribuirá para a ocupação do tempo.
(in Diário Insular)

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quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Workshop (WS) sobre Astronomia nas Escolas: Descobre o Teu Universo!

Trata-se de um workshop com o objectivo de apoiar docentes dos ensinos básicos e secundário no auxílio a actividades de Astronomia nas Escolas. Esta iniciativa integra-se no projecto chave (cornerstone project) da UAI denominado .Galileo Teacher Training Program.
A participação nestes WS é gratuita podendo a Comissão Nacional apoiar a deslocação e estadia dos professores. Os professores interessados neste apoio deverão enviar enviar o respectivo pedido por mail para aia2009@mat.uc.pt. Este Curso de Formação aguarda certificação pelo Conselho Cientifico Pedagogico da Formação Continua (1 credito). A entidade formadora certificada é a Agência nacional Ciência Viva.

PARA RESIDENTES NOS AÇORES

Para os WS nos Açores, por favor contactar o Professor Doutor João Miguel Ferreia, responsável pelo AIA2009 na Região Autónoma do Açores miguelf@uac.pt.

Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o JavaScript terá de estar activado para que possa visualizar o endereço de email será então informado como deve proceder para realizar a sua inscrição.

Região Autónoma dos Açores/ Terceira 28,29 e 30 de Outubro 2009 Módulo I - Miguel Ferreira

Módulo II –Carlos Santos

Módulo III -Rosa Doran

Região Autónoma dos Açores/ S. Miguel - Observatório Astronómico de Santana - Ribeira Grande 2 a 4 de Novembro 2009

Módulo I – Rosa Doran

Módulo II –Carlos Santos

Módulo III -Rosa Doran

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terça-feira, janeiro 27, 2009

AO LONGO DE 2009, Açores na órbita do Ano Internacional da Astronomia

Humberta Augusto

Os Açores vão integrar as comemorações do Ano Internacional da Astronomia com diversas iniciativas, entre as quais, a exposição “Da Terra para o Universo” que pretende percorrer todos os municípios do arquipélago com fotografias de grande formato exibidas em espaços públicos.
À semelhança de mais de uma centena de locais distribuídos por todo o mundo, os Açores vão assinalar o Ano Internacional da Astronomia com um vasto programa de actividades a decorrer ao longo deste ano.
A iniciativa, da responsabilidade da União Astronómica Internacional (IAU) e da UNESCO que marca a passagem dos 400 anos das descobertas do cientista Galileu, está a ser organizada pela delegação regional dos Açores para o Ano Internacional da Astronomia, chefiada por Miguel Ferreira, astrónomo profissional. Para tal o delegado regional conta com diversas parcerias como as que tem encetado com a Universidade dos Açores e com os Centro de Ciências de Angra do Heroísmo e da Ribeira Grande, para além das que forem estabelecidas com autarquias, escolas, associações, etc.
Projectar o arquipélago a nível internacional como dinamizador de eventos de divulgação científica e despertar o interesse do público açoriano para a ciência e para a astronomia em particular está entre os principais propósitos do projecto.
De igual forma, a celebração da efeméride quer mostrar que as ilhas são um bom local de observação astronómica e incentivar o público açoriano a participar em observações regulares.

Fotos do universo a partir da terra

Uma das mais emblemáticas iniciativas reside na exposição itinerante denominada “Da Terra para o Universo”, de âmbito internacional, cujas fotografias de grande dimensão têm como objectivo percorrer os 19 concelhos açorianos.
“Temos tido boa receptividade”, disse à “a União”, o delegado regional, que explicou ter enviado no início do mês cartas de apresentação a todos as edilidades a dar conhecimento do propósito.
A exposição, a ser implementada em locais públicos de acesso livre e de grande afluência, estará patente entre Março e Dezembro de 2009, em regime de itinerância, tendo sido montada uma tela, a título experimental, à entrada do pólo universitário de Angra de Heroísmo da Universidade dos Açores, na Terra Chã.
As imagens da exposição, tiradas por satélites, provenientes de astrónomos profissionais de planetas, nebulosas e outros fenómenos, são “de grande beleza”, conta Miguel Ferreira e pretendem cativar e informar um público não especializado.
Por outro lado, a exposição quer dar a conhecer trabalhos de astrónomos amadores locais, pretendendo-se incluir no lote de 25 fotografias, uma ou duas telas, de igual dimensão, de fotografias tiradas por astrónomos amadores nos Açores. Uma forma, disse, de encorajar a observação e a fotografia astronómica na região.
Para a produção desta exposição, é fundamental, o estabelecimento de parcerias com as câmaras municipais do arquipélago para assegurar o interesse em receber a exposição, conceder autorização para utilização dos espaços públicos para montagem da exposição e garantir o apoio logístico em cada autarquia para divulgação local, recepção, montagem, supervisão, desmontagem e reenvio da exposição.
Associada à exposição estará a realização de uma Semana da Astronomia que pretende dar maior projecção à temática concentrando diversas actividades num curto espaço de tempo, com diversas palestras, sessões de observação e actividades ligadas a esta ciência.

Agenda astronómica

Ainda no rol de actividades previstas, está um curso de formação de três dias sobre astronomia dirigido a professores do ensino básico e secundário para a realização de actividades de astronomia nas escolas, em Outubro de 2009.
A exposição/concurso: “Astronomia e arte” pretende cativar nos jovens o gosto pela ciência numa perspectiva artística em geral, e pela astronomia em particular, através da arte nas escolas. O mesmo propósito tem a mini-exposição: “O Universo da Astronomia” que quer incentivar as actividades dos clubes de astronomia das escolas através de uma exposição acompanhada de material multimédia e com actividades apropriadas à idade escolar

(In A União)

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sábado, janeiro 10, 2009

Cooperativa Bio-Azórica

Fomentar a produção biológica e facilitar os processos de certificação aos empresários açorianos que investem neste sector é um dos principais objectivos da cooperativa BioAzórica que promove o curso “Controle de qualidade em modo de produção biológica MPB”.
A formação, ministrada pela SGS, decorre nos dias 22 e 23 de Janeiro, em Angra do Heroísmo e apesar de direccionada a técnicos, está aberta a empresários e aos produtores da região que actualmente totalizam 31 explorações biológicas certificadas.
Os números oficiais, recolhidos junto da Direcção Regional do Desenvolvimento Agrário, apontam para a existência de 31 produtores biológicos com certificação (treze em São Miguel, dez na Terceira e 8 em São Jorge), ocupando 100 hectares no território açoriano.
Comparando com dados de 2006, que apontavam para a existência de 15 explorações certificadas nas ilhas (9 em São Miguel, 3 na Terceira e 3 em São Jorge), o crescimento duplicou, porém, as entidades promotoras da agricultura biológica acreditam que este número possa ser maior.

Em declarações à “União”, Marcela Sobral, colaboradora da BioAzórica e aluna de Mestrado em Educação Ambiental da Universidade dos Açores, afirma que a cooperativa que promove, dias 22 e 23 deste mês, em Angra, o curso “Controle de qualidade em modo de produção biológica MPB”, refere que “na realidade existem mais produções biológica do que as que estão certificadas”.
Ajudar os produtores no processo legal de certificação dos seus investimentos é o principal objectivo da formação, bem como a compreensão dos processos de controlo para a obtenção dessa certificação e dos critérios que são avaliados para a garantia de qualidade da produção.
Ao longo do verão de 2008, a cooperativa realizou um levantamento sobre as práticas agrícolas locais, deslocando-se a cinco ilhas do grupo central, para avaliar as especificidades e potencialidades da agricultura biológica nessas ilhas.
O investimento em acções de formação para a certificação desses produtos relevou-se uma necessidade levantada pelos próprios produtores.
A “falta de informação”, aponta, acaba por ser um dos entraves.
“Queremos incentivar o processo de certificação, não só pelo carácter legal, mas no sentido de incentivar os produtores nas suas explorações e garantir a qualidade dos bens ao consumidor”, explicou a mestranda em educação ambiental da Universidade dos Açores.
Culturas “holísticas”
De acordo com a FAO (Food and Agriculture Organization), a definição de agricultura biológica traduz-se num “sistema de produção holístico, que promove e melhora a saúde do ecossistema agrícola, ao fomentar a biodiversidade, os ciclos biológicos e a actividade biológica do solo”.
Ou seja, trata-se de uma produção que privilegia o uso de boas práticas de gestão da exploração agrícola, em lugar do recurso a factores de produção externos, conseguido, “através do uso de métodos culturais, biológicos e mecânicos em detrimento da utilização de materiais sintéticos.”
Aumentar o número de produtores biológicos é, pois, uma das principais metas da cooperativa BioAzórica nos Açores, com base na sustentabilidade económica e ambiental deste mercado no arquipélago.
Criar sustentabilidade e valor acrescentado
Segundo a BioAzórica, o crescimento dos produtos biológicos vai acabar por trazer valor acrescentado quer aos produtores, quer aos consumidores.
“Todos têm a ganhar a médio/longo prazo”, aponta a colaboradora da cooperativa.
A formação, de 16 horas, informa, é dirigida a técnicos do sector, mas está aberta à população em geral.
O Grupo SGS (Société Générale de Surveillance S.A), entidade formadora do curso que será ministrado na DRDA e cujas inscrições já se encontram abertas, é uma das maiores organizações mundial no domínio da inspecção, verificação, análise e certificação.
Nos Açores, a entidade certificadora com maior implantação é a SOCERT - PORTUGAL - Certificação Ecológica, Lda.
Bioazórica com banca no mercado de Angra
A cooperativa BioAzórica detém actualmente 20 sócios, e apesar de ter sido criada em 2001, só no início de 2008 desenvolveu com regularidade as suas actividades.
Actualmentem um dos espaços mais visíveis da sua acção está na banca com produtos biológicos que ocupam no Mercado Municipal de Angra do Heroísmo.
“Temos à venda os produtos biológicos que os nossos agricultores produzem e criamos vantagens para os nossos associados na aquisição dos mesmos”.
Marcela Sobral explica que a cooperativa é composta por produtores e por consumidores.
Além de um serviço de entrega à porta desses produtos, a cooperativa tem acordado parcerias para a venda dos seus produtos em mercados e estabelecimentos de venda locais, bem como em restaurantes.
(In A União)

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segunda-feira, dezembro 29, 2008

Certificação separa Açores do mercado biológico

“Os Açores são uma Região essencialmente rural, em que existem todas as condições para produzir de forma biológica, mas os agricultores ainda vêem isso como algo quase impossível. Quando se fala de certificar é ainda pior, olham sempre o processo como muito complexo e caro. Acabem por decidir que não vale a pena”. Quem o diz é Marcela Sobral, da BioAzorica, organização que promove um curso de “Controlo de qualidade em modo de produção biológico” e aluno do Mestrado em Educação Ambiental do Departamento de Ciências Agrárias e Departamento de Ciências da Educação do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores. O curso, que decorre a 22 e 23 de Janeiro, nos Serviços de Desenvolvimento Agrário, na Vinha Brava, é ministrado pela SGS, uma empresa líder mundial na área da certificação e inspecção.“O objectivo é quebrar os mitos que existem em torno da produção e certificação de produtos biológicos. É uma formação dirigida aos agricultores, mas também a técnicos, estudantes e professores, que servirão como disseminadores do conhecimento, uma vez que não podemos chegar a todos os produtores”, explica. Na opinião de Marcela Sobral a produção biológica nos Açores ainda está numa fase muito inicial. “No passado Verão estivemos nas cinco ilhas do grupo Central e fizemos um inquérito a agricultores. Percebemos que existem alguns a produzir de forma biológica, principalmente no Pico, São Jorge e Faial, bem como na Terceira, mas a maioria não está certificada. Isto é algo que deve mudar, sobretudo numa altura em que, no próprio mercado regional, são cada vez mais as pessoas que procuram produtos de maior qualidade, para si e para os seus filhos”. O enquadramento legal (nacional e comunitário) do modo de produção biológico e a metodologia de controlo de certificação são os dois temas centrais do curso com duração de 16 horas, cuja inscrição custa 45 Euros, 15 para estudantes. Entretanto, os Açores vão passar a ter entidades certificadas para aconselhamento agrícola e florestal. Associações, cooperativas agrícolas, empresas e associações florestais podem candidatar-se à obtenção de certificação para prestação dos serviços previstos pelos sistemas de aconselhamento agrícola e florestal que o Governo Regional criou para “promover o desenvolvimento sustentado do meio rural”. As regras para as entidades interessadas estão numa portaria da Secretaria Regional da Agricultura e Florestas.

(In Diário Insular)

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segunda-feira, dezembro 08, 2008

Participação no I Fórum Internacional de Pedagogia - FIPED

O Departamento de Educação do Campus Avançado “Profª. Maria Elisa de Albuquerque Maia” (CAMEAM) da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), organizou o I Fórum Internacional de Pedagogia (I FIPED), que decorreu no período de 27 a 28 de novembro de 2008, na sede do Campus Universitário (UERN) de Pau dos Ferros/RN (Brasil).
O I FIPED teve como missão ser um espaço de promoção e fortalecimento da pesquisa na graduação, possibilitando a divulgação de trabalhos de pesquisa produzidos por alunos de graduação em Pedagogia e áreas afins, de reflexão sobre políticas para a pesquisa, de divulgação e discussão de experiências de pesquisas realizadas em articulação com o ensino e com a extensão na graduação, em quaisquer disciplinas. O evento constou de conferências, palestras, mesas-redondas, grupos de trabalhos, oficinas e actividades artístico-culturais, e contou, como convidados, com a participação de graduandos, graduados e profissionais de universidades do Brasil, da Espanha, do Peru e de Portugal.
Os Professores da delegação do Departamento de Ciências da Educação, no Campus de Angra do Heroísmo, Manuel Salvador Lima e Pedro González, participaram nesse evente, nomeadamente:

MESA 4: EXPERIÊNCIAS COM NOVAS TECNOLOGIAS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES
Prof. Dr. Manuel Salvador de Lima - Univ. Açores,
MESA 7: AS PRÁTICAS EDUCATIVAS E A PEDAGOGIA FREINET: RESGATANDO TEMAS DA EDUCAÇÃO CONTEMPORÂNEA
Prof. Dr. Pedro Gonzalez - Univ. de Açores,
MESA 15: A POLÍTICA DE PESQUISA NOS CURSOS DE GRADUAÇÃO: EXPERIÊNCIAS INTERCONTINENTAIS
Coordenação: Prof. Dr. Manuel Salvador Lima - Univ. Açores/Portugal;
Prof. Dr. Pedro Francisco González - Univ. Açores/Portugal.

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segunda-feira, outubro 27, 2008

Apoio a eventos científicos

No âmbito das relações estabelecidas entre a Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa (FEUNL) e o meio empresarial, o Grupo SATA orgulha-se de ter proporcionado aos alunos dos Masters Programs daquela instituição a possibilidade de realizar um estágio e desenvolver o seu trabalho de projecto no seio das suas empresas.
Na sequência deste protocolo estabelecido entre o grupo de transporte aéreo Açoreano, Grupo SATA e a Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, António Gomes de Menezes, Presidente do Conselho de Administração e José Gamboa, Director de Handling da SATA Air Açores, integraram o Comité Académico dos Masters Programs, na qualidade de ‘professores especializados na área do trabalho de projecto’.

Importância da formação

Considerando que o intercâmbio entre empresas e instituições de ensino é benéfico e deve ser incentivado, é com especial satisfação que o Grupo SATA passou não apenas a avaliar os trabalhos de fim de curso, em áreas especializadas, como integra o conjunto de empresas que disponibilizaram os recursos necessários, à troca de experiência e conhecimentos entre meio académico e empresarial, colaborando de forma activa na definição de projectos com temáticas específicas.
No ano lectivo 2007/2008 a Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa contou com um total de dezassete trabalhos de projecto realizados através de programas de estágios em diversas empresas e instituições.
No painel de empresas e instituições que se uniram ao programa de estágios figuram grandes empresas nacionais. Podendo-se destacar a ‘ANACOM’, ‘ATRIUM’, ‘BBDO’, ‘BPI’, ‘BRANDSTORM’, ‘DELOITTE’, ‘ERSE’, ‘GALP’, ‘GEE´, ‘IAPMEI’, ‘IZY’, ‘SATA’ e ‘SONAECOM’.
De salientar ainda que a Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa foi escolhida pela ‘Community of European Business Schools and International Companies’ como a única escola portuguesa apta a oferecer um ‘Master in International Management’ (MIM) classificado como nº 2 no ranking pré experiência pelo ‘Financial Times’.

Apostas em parcerias académicas

De referir também que, no âmbito de iniciativas promovidas pelo Grupo SATA, para estreitar a sua relação com o meio académico, foram estabelecidos protocolos com a Universidade dos Açores, em Fevereiro passado, e com a Universidade da Madeira, em Abril deste ano, no sentido de apoiar a promoção de eventos de interesse académico e científico.

(In A União)

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