Universitários aderem cada vez mais ao Erasmus

FALTA DE VERBAS
De acordo com Esperança Alves, “há uma grande procura” dos alunos. A responsável do Gabinete de Erasmus adianta que no ano-lectivo transacto receberam mais de 90 pré-candidaturas, no entanto não foi possível aprová-las todas. “Não há financiamento para todos e muitos alunos não têm oportunidade de ir sem bolsa”, explica. Os alunos da Universidade dos Açores procuram diferentes países. França, Lituânia, Roménia, Reino Unido, Espanha, Itália, Polónia e Eslováquia são alguns dos mais solicitados. Para Esperança Alves, o aumento do número de acordos bilaterais tem contribuído para o crescimento da procura. É exemplo disso o caso da Turquia, para onde se têm deslocado vários estudantes dos Açores.
MAIS ACOLHIMENTOS
PROGRAMA ERASMUS MOBILIZA ALUNOS DESDE 1987
Em 22 anos intercâmbio alcança mais de 2 milhões de estudantes
De acordo com dados da Comissão Europeia, em 2007/2008 o programa Erasmus permitiu que mais de 162 000 estudantes europeus e 27 000 docentes pudessem estudar ou leccionar num país estrangeiro. Estima-se que até meados de 2009, o programa ultrapasse a fasquia dos 2 milhões de estudantes.Pela primeira vez, o Erasmus ajudou também um total de 20 000 estudantes a realizar estágios em empresas e organismos de outros países e deu hipótese a quase 5 000 docentes efectuar formação no estrangeiro. A nível global, os intercâmbios de estudantes no âmbito do Erasmus para estudar e estagiar no estrangeiro aumentaram 5,2% comparativamente ao ano lectivo de 2006/2007, tendo a mobilidade só para estudos registado uma subida de 2,1%. O nível do subsídio mensal para os estudantes também aumentou para mais de 250 euros por mês, em média.Os países com mais estudantes no Erasmus em percentagem da sua população estudantil são o Liechtenstein (6,43%), a Áustria (1,77%), a República Checa (1,54%) e a Espanha (1,41%).Com a entrada da Croácia e da antiga República Jugoslava da Macedónia no programa em 2009, o número de países participantes passou para 33. Criado em 1987, o Erasmus é um programa de apoio inter-universitário de mobilidade de estudantes e docentes do Ensino Superior, entre estados membros da União Europeia e estados associados, que inclui a estadia noutro país por um período de tempo de três, seis ou 12 meses.
Etiquetas: Alunos, Intercâmbio, Programa Erasmus
Para além disso, João Madruga salientou que o ERASMUS pretende promover o intercâmbio de conhecimento e de experiências, estreitar os mecanismos de cooperação entre instituições de países diferentes e proporcionar uma oportunidade de valorização pessoal e profissional. O GRI tem variadas funções, sendo as principais: coordenar e apoiar as relações e as acções de cooperação da Universidade dos Açores (UAc) para a internacionalização do ensino e da consequente mobilidade académica. De acordo com João Madruga, existem Bolsas ERASMUS que “não se destinam a cobrir a totalidade das despesas, suportando apenas a diferença do custo de vida do país de origem”. E acrescentou ainda que “estudantes com dificuldades socioeconómicas podem candidatar-se a uma bolsa complementar, sendo que no ano passado foram atribuídas três com o valor máximo de cinco mil euros”. No fim da conferência, estudantes que estão a fazer ERASMUS na UAc, relataram a experiência que estão a ter.
No entanto, sabendo que por vezes é difícil o pessoal de uma Instituição ausentar-se por uma semana, estadias mais curtas no estrangeiro são permitidas, desde que devidamente justificadas. Para que este período de mobilidade possa ter efeito, é necessário haver um acordo prévio entre ambas as instituições.De acordo com respectivas áreas profissionais, as funcionárias em questão tiveram formação no Gabinete de Assessoria e Planeamento e no Centro de Empreendedorismo.Por se tratar de uma nova modalidade, ainda desconhecida para a maioria dos funcionários, prevê-se que, a partir de agora, haja mais interesse em estabelecer contactos com outras Instituições, com vista à assinatura de novos acordos bilaterais. Neste momento, a Universidade dos Açores já estabeleceu acordos com as Universidades de Panteion (Grécia), Szeged (Hungria), Sakarya (Turquia) e com três Universidades espanholas: Múrcia, Miguel Hernandez de Helche e Santiago de Compostela.