quarta-feira, outubro 21, 2009

Provedor do Estudante


Está disponível desde o início do ano um novo apoio aos estudantes da Universidade dos Açores (UAç) através de um Provedor do Estudante, surgido na sequência da aprovação de novos estatutos da Universidade dos Açores.
João da Silva Madruga, director do Centro de Investigação em Tecnologias Agrárias dos Açores (CITA-A), em Angra do Heroísmo, foi o docente seleccionado para o cargo.
Convidado para o cargo pelo reitor da universidade, o novo provedor afirma que "uma das coisas que contou para tal foi a experiência que tenho ao longo de doze anos como coordenador institucional do programa ERASMUS", o programa de intercâmbio de estudantes na Europa.
"Como coordeno esse programa ao nível da universidade tenho que, obviamente, falar com muitos alunos, tenho que tentar perceber os seus problemas e foi provavelmente na sequência de toda essa experiência que tenho ao longo de doze anos em contacto com os alunos" que surgiu o convite do actual reitor, Avelino Meneses.
Quanto ao tipo de funções que desempenha, João Madruga esclarece que "todas as informações que o provedor dá não têm um aspecto vigorativo".
Quais são então as funções do novo provedor? "Se as reclamações dos alunos não vão ao encontro daquilo que eles pensam, muitas vezes eles pedem ajuda", sendo aqui que o provedor entra em campo. "Tento ver o que é que se passou e já consegui solucionar alguns problemas", explica o provedor. "Obviamente que outros não têm resolução, são situações em que de facto os alunos não têm razão", afirma.
João Madruga recorda que a sua função é a de "apreciar as queixas" e salienta que "não usaria a palavra queixa, usaria mais a palavra reclamação".
Existem várias maneiras dos alunos contactarem o provedor do estudante: "pode ser por email, por telemóvel, e se houver algum que queira falar pessoalmente comigo, também acontece", garante João Madruga.
Apesar de baseado na Terceira, o provedor também trabalha com o pólo de São Miguel. "Vou com muita frequência a São Miguel e posso atender a alguma situação mais complicada".
Ainda que tenha iniciado esta actividade recentemente, o provedor faz um balanço positivo até agora.
"O meu primeiro pedido foi a situação de um aluno maior de 23 anos, cuja situação estava muito complicada em termos da sua inscrição. Expus a situação ao reitor e houve um despacho favorável. Foi bom e gostei que tivesse sido assim", recorda.
Outro caso foi o de um aluno de São Miguel "que este ano concorreu para Turismo, ficou colocado no continente e perguntava se poderia vir para cá. Nesse caso, só podemos dizer que ele faça o possível para ter o melhor aproveitamento, para que no ano que vem estejamos cá para o ajudar".
Para João Madruga, no fundo, a sua função de provedor é a de "ouvir e tentar ajudar."
(in Rui Jorge Cabral / Francisco Cunha - Açoriano Oriental)

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quarta-feira, setembro 02, 2009

Alunos da universidade com apoio de provedor

Os alunos da Universidade dos Açores (UAç) contam, a partir do próximo ano lectivo, com um Provedor do Estudante, a quem podem dirigir reclamações ou solicitar apoio sobre processos de transferências, funcionamento de serviços ou bolsas de estudo.“É uma figura de apoio, que tem o poder de sugerir e aconselhar os órgãos da universidade”, afirmou João da Silva Madruga, nomeado para este cargo, recentemente criado na academia açoriana. O Provedor do Estudante da UAç frisou, no entanto, que o cargo “não tem poder deliberativo”, sendo apenas “uma figura de apoio”.“O Provedor pode, acima de tudo, ouvir os estudantes”, salientou João da Silva Madruga, que desempenha também o cargo de director do Centro de Investigação em Tecnologias Agrárias dos Açores.Nesse sentido, exemplificou com o caso de um aluno que pede transferência e se queixa por eventuais atrasos no processo.Neste caso, pode contactar o Provedor do Estudante, que enviará uma recomendação aos órgãos competentes da UAç para que o problema possa ser resolvido. A Provedoria do Estudante vai funcionar em horário normal de expediente no campus universitário de Angra do Heroísmo, na Terceira, mas todos os estudantes da UAç podem enviar as suas questões para o endereço electrónico provedor@uac.pt.A figura do Provedor do Estudante foi criada na sequência da aprovação dos novos estatutos da Universidade dos Açores, uma imposição da legislação nacional.
(in Diário Insular)

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terça-feira, agosto 25, 2009

Estudantes da Universidade dos Açores vão poder recorrer ao Provedor

segunda-feira, agosto 24, 2009

Estudantes da Universidade dos Açores vão poder recorrer ao Provedor

Reclamações sobre notas ou bolsas de estudo passam a ser feitas ao Provedor do Estudante, cargo recém-criado na Universidade dos Açores.
João Madruga, o primeiro Provedor nomeado pelo reitor, será uma espécie de mediador entre o estudante e a universidade.Terá a seu cargo 4000 alunos.

(in RTP-Açores)

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quarta-feira, agosto 12, 2009

Doutor João da Silva Madruga nomeado Provedor do Estudante da Universidade dos Açores

De acordo com os novos Estatutos, e após ouvido o Conselho Pedagógico, o Reitor da Universidade dos Açores nomeou, no passado dia 17 de Julho de 2009, 1º Provedor do Estudante daquela Instituição o Prof. Doutor João da Silva Madruga, docente do Departamento de Ciências Agrárias.
O Provedor do Estudante tem como função apreciar, sem poder de decisão, as queixas apresentadas pelos estudantes por acções ou omissões dos órgãos de governo ou de gestão da Universidade, dos docentes, dirigentes ou membros de júris, remetendo para os órgãos competentes as recomendações que houver por necessárias. A provedoria funcionará em horário normal de expediente a partir do campus de Angra do Heroísmo, podendo todos os estudantes da Universidade dos Açores dirigir as suas questões através do endereço de email criado para o efeito ( provedor@uac.pt ).
(In http://aaacaua.blogspot.com)/

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sábado, agosto 01, 2009

Universidade dos Açores com novo provedor do estudante

O titular do cargo terá como missão apreciar, sem poder de decisão, as queixas dos estudantes relativas a vários aspectos.
De acordo com os novos estatutos, e após ouvido o Conselho Pedagógico, o reitor da Universidade dos Açores nomeou o primeiro provedor do estudante daquela instituição.
A escolha recaiu em João da Silva Madruga, docente do Departamento de Ciências Agrárias, actual director do Centro de Investigação em Tecnologias Agrárias dos Açores e Coordenador Institucional do Programa Sócrates/Erasmus na Universidades dos Açores desde 1996.
Este docente desenvolve a sua actividade nos cursos de Ciências Agrárias, de Engenharia e Gestão do Ambiente (Solos, Pedologia, Fertilidade e Fertilizantes, História da Agricultura) e de Guias da Natureza (Ocupação do Solo e Evolução da Paisagem, Ecoturismo).
O provedor do estudante tem como função apreciar, sem poder de decisão, as queixas apresentadas pelos estudantes por acções ou omissões dos órgãos de governo ou de gestão da universidade, dos docentes, dirigentes ou membros de júris, remetendo para os órgãos competentes as recomendações que houver por necessárias.
A provedoria funcionará em horário normal de expediente a partir do campus de Angra do Heroísmo, podendo todos os estudantes daquele estabelecimento de ensino superior dirigir as suas questões através do endereço de email criado para o efeito (provedor@uac.pt).
(In JornalDiario)

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domingo, maio 03, 2009

Andreia Cardoso elogia papel da Universidade

A presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo elogiou, ontem, o papel desempenhado pela Universidade dos Açores no desenvolvimento do concelho. Falando na abertura do “9º Encontro de Química dos Alimentos”, Andreia Cardoso afirmou entender a realização de encontros como o que se realiza até sábado como um estímulo ao turismo. “A Universidade dos Açores tem o mérito não só de ser uma entidade que inova, que cria, que habilita os nossos jovens a um futuro promissor. Tem também tido o mérito de organizar iniciativas como esta, que trazem à Terceira e a Angra pessoas talentosas e com muito conhecimento, que, com certeza, serão um veículo de divulgação daquilo que é de facto Angra do Heroísmo”, disse a autarca angrense.Além disso, a presidente da autarquia salientou o trabalho desenvolvido pela universidade na formação de recursos humanos em áreas ligadas ao turismo, como os guias da natureza.Recorde-se que, recentemente, o candidato do PSD/Açores à Câmara Municipal de Angra afirmou que é necessário um maior diálogo entre a autarquia e a Universidade dos Açores. “Acreditamos que o progresso só pode existir se o produto da Ciência e os técnicos deste centro de conhecimento participarem activamente no desenvolvimento do concelho”, defendeu António Ventura.
(in Diário Insular)

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quarta-feira, abril 29, 2009

9º Encontro de Química dos Alimentos


O Centro de Investigação em Tecnologias Agrárias dos Açores, em associação com a Sociedade Portuguesa de Química, organiza, na Ilha Terceira, nos dias 29 de Abril a 2 de Maio, o 9.º Encontro de Química dos Alimentos.Trata-se de um encontro de grande relevância no contexto nacional, o que é bem patente pelo número superior a 120 congressistas.A Comissão Organizadora incluiu no programa uma ”Feira/Prova de Produtos Regionais”, certame que por tradição se tem realizado em todas as cidades onde os encontros anteriores têm sido organizados.A Feira/Prova terá lugar no dia 29 de Abril, nos Claustros do Museu de Angra.Local : Auditório da Universidade dos Açores -Pico da Urze- Angra do Heroísmo
Terça-feira 28/04/2009Chegada ao Hotel"Biscoitos de Honra" na Câmara Municipal de Angra do HeroísmoQuarta-feira 24/04/2009Entrega de documentação/Afixação dos painéisCerimónia de aberturaSessão I – Produção de alimentos e sustentabilidadeModerador: Jorge Justino, Instituto Politécnico de SantarémPalestra inaugural“Food Quality and Sustainability: a question of balance”Martinus A.J.S. van Boekel, Wageningen UniversityPausa para caféComunicação oral I - “Valorização dos produtos da pesca: aplicação de novas tecnologias de conservação e preparação de novos produtos”Carlos Cardoso, INRB, I.P./IPIMAR, LisboaComunicação oral II – “Sustentabilidade no sector dos óleos vegetais”Beatriz Oliveira, REQUIMTE, Serv. Bromatologia, Fac. Farm., Univ. PortoComunicação oral III – “Utilização do resíduo de café como fonte de ingredientes alimentares com actividade imunoestimuladora”Manuel A. Coimbra, QOPNA, Dep. Química, Universidade de AveiroAlmoçoSessão I (cont.) – Produção de alimentos e sustentabilidadeModerador: F. Xavier Malcata, ESB, Universidade Católica PortuguesaPlenária I – “Sustentabilidade da produção Leiteira nos Açores”José Matos, Universidade dos AçoresComunicação oral IV – “Biodiversidade do queijo do Pico. Bactérias lácticas”M. Lurdes N.E Dapkevicius, CITAA, Dep. Ciências Agrárias, Univ. AçoresComunicação oral V – “Obtenção de farinha mista, para alimentação de crianças com deficiência nutricional, a partir de banana e milho”Ana Luisa Fernando, Fac. Ciências e Tecnologia, Univ. Nova de LisboaComunicação oral VI – “Premium” Microalgae: aplicações biotecnológicas na alimentação humana”, Paula Coutinho, UDI-IPG, Inst. Politécnico da GuardaPausa para caféSessão de Posters (Temas I e II)Visita ao Museu de Angra do Heroísmo“Whale watching”Prova/Feira de produtos regionaisQuinta-feira 30/04/2009Entrega de documentação/Afixação dos painéisSessão II – Qualidade dos AlimentosModerador: Ivonne Delgadillo, Universidade de AveiroPlenária II – “Qualidade, sustentabilidade e valorização lipídica dos alimentos de origem animal”, José Mestre Prates, FMV, Univ. Técnica de LisboaComunicação oral I – “Produtos de aquacultura: efeito da composição das rações e do maneio na qualidade”, Maria Leonor Nunes, IPIMAR, LisboaComunicação oral II - “Characterization of three types of certified meat commercialized in Portugal”, Ana Cristina Monteiro, FMV, Universidade Técnica de LisboaPausa para caféComunicação oral III – “Quantification of adulterated oil samples using a triangular experimental design”, Alexandra Nunes, Dep. Química, Universidade de AveiroComunicação oral IV – “Transformações químicas das antocianinas da uva: compostos derivados das antocianinas responsáveis pela evolução da cor dos vinhos tintos”,Nuno Mateus, Dep. Química, Fac. Ciências, Universidade do PortoComunicação oral V – “Composição em ácidos orgânicos de méis provenientes de diferentes regiões”, Marina Domingos-Lopes, CITAA, Universidade dos AçoresComunicação oral VI –“ Development of a head-space solid-phase microextraction procedure for analysis of volatile composition of umbu (Spondias tuberosa Arruda Camara)”, Maria Cristina Antun Maia, Dep. Eng. Bioq., Escola de Química, Universidade Federal do Rio de JaneiroAlmoçoSessão III – Nutrição e SaúdeModerador: Amélia Rauter, Fac. Ciências, Universidade de LisboaPlenária III – “Alimentação, nutrição e saúde”, Pedro Moreira, Fac. Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do PortoComunicação oral I – “Perfil químico da Pêra Rocha e sua valorização em termos das actividades antioxidante e anticolinesterásica”, Amélia P. Rauter, Dep. Química e Bioquímica, Fac. Ciências, Universidade de LisboaComunicação oral II – “New insight into traditional Portuguese leafy vegetables as food source of compounds for human health”, Maria da Graça Dias, Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo JorgePausa para caféComunicação oral III – “Nutritional quality of turkey breast meat from conventional and organic production system”, Mário Quaresma, FMV, Universidade Técnica de LisboaComunicação oral IV – “Cyclodextrins as Food Additives and Ingredients: Nutraceutical applications”, Aida Moreira da Silva, Esc. Superior Agrária de CoimbraComunicação oral V – “Reformulação de receitas de pastelaria com incorporação de ingredientes hipocalóricos”, Cristiana Nunes, Instituto Piaget, ISEIT de AlmadaComunicação oral VI – “Azorean Hypericum foliosum Aiton as a functional food. Antioxidant and total phenolics determination in comparison with other Hypericum members”, Nuno Rainha, DCTD, Universidade dos AçoresSessão de Posters (Temas III e IV)“Whale watching”Reunião da Divisão de Química dos Alimentos da SPQJantar livreSexta-feira 31/04/2009Entrega de documentaçãoSaída para Auditório do Ramo Grande – Praia da VitóriaSessão IV – Alimentos TradicionaisModerador: Silvina Ferro Palma, ESA, Instituto Politécnico de BejaPlenária IV - “Alimentos Tradicionais Açorianos com Propriedades Funcionais”José Baptista, DCTD, Universidade dos AçoresComunicação oral I – “New trends in the establishment of vegetable metabolic patterns”, Sílvia M. Rocha, Dep. Química, Universidade de AveiroPausa para caféComunicação oral II – “Avaliação do potencial da utilização do nitrito de sódio, ácido ascórbico, sorbato de potássio e metabissulfito de sódio nos Maranhos”,João J. Salavessa, FMV, Universidade Técnica de LisboaComunicação oral III – “Envelhecimento acelerado de aguardentes vínicas na presença de fragmentos de madeira. Influência nos compostos odorantes”, Ofélia Anjos, Escola Superior Agrária de Castelo BrancoComunicação oral IV – “Composição glicosídica e actividade antioxidante de extractos de infusões de folhas de freixo (Fraxinus angustifolia)”, Vitor M.R. Martins, Instituto Politécnico de BragançaComunicação oral V – “Effects upon microstructure and texture arising from the dynamics of potential food pathogens in model cheese”, F. Xavier Malcata, Escola Superior de Biotecnologia, Universidade Católica PortuguesaAlmoço (Regional)Visitas técnicas“Whale watching”Tourada à CordaJantar livreSábado 1/05/2009Entrega de documentação/Afixação dos painéisSessão V – Segurança e ToxicologiaModerador: Maria Leonor Nunes, IPIMAR, LisboaPlenária V – “Food safety in the United States: an integrated approach”Catherine N. Cutter, Pennsylvania State UniversityComunicação oral I – “Evaluation of OTA exposure through bread consumption and urine occurrence in Coimbra population: winter 2007”, Sofia C. Duarte, Group of Bromatology, Centre of Pharmaceutical Studies, University of CoimbraComunicação oral II – “Simultaneous determination of mycotoxins zearalenone and deoxynivalenol in cereals products using QuEChERS extraction and GCxGC/MS”,José Fernandes, REQUIMTE, Serviço de Bromatologia, F.F., Universidade do PortoPausa para caféComunicação oral III – “Detection of seven genetically modified maize events in food products on the Portuguese market”, Isabel Mafra, REQUIMTE, Serviço de Bromatologia, F.F., Universidade do PortoComunicação oral IV – “Transgenes monitoring in an industrial soybean oil processing by conventional and real-time polymerase chain reaction”, Isabel Mafra, REQUIMTE, Serviço de Bromatologia, F.F., Universidade do PortoComunicação oral V – “Characterization of pediocin-like bacteriocin produced by Enterococcus faecium ST5HA isolated from smoked salmon”, Manuela Vaz-Velho, Esc. Sup. de Tecnologia e Gestão, Instituto Politécnico de Viana do CasteloComunicação oral VI – “Estudo das potenciais fontes de contaminação de dioxinas em amostras de frango, por comparação de perfis cromatográficos e rastreio alimentar”,Sandra Lucas, Instituto Nacional de Engenharia Tecnologia e InovaçãoAlmoçoSessão VI – Processamento e Tecnologias de ProduçãoModerador: José Empis, Universidade Técnica de LisboaPlenária VI – “Non conventional processing technologies for food applications”José Teixeira, Universidade do MinhoComunicação oral I – “Avaliação da vida útil de refeições “cook-chill” e “cook-freeze”: indicadores microbiológicos, físico-químicos e sensoriais”, Ana Rita Henriques, Plano Consultores Lda.Comunicação oral II – “Incorporação de biomassa de microalgas em massas alimentícias como fonte natural de ácidos gordos polinsaturados do tipo ω3”,Narcisa Bandarra, IPIMAR, LisboaPausa para caféComunicação oral III – “Gelificação de proteínas do soro do leite na presença de ácidos orgânicos fracos – um novo mecanismo de gelificação realmente “a frio”?”,José António Lopes da Silva, Departamento de Química, Universidade de AveiroComunicação oral IV – “Heterocyclic Aromatic Amines Formation in Barbecued Sardines (Sardina pilchardus) and Atlantic salmon (Salmo salar)”, Olívia Pinho, Faculdade de. Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do PortoComunicação oral V – “Efeito combinado de tratamento químico e/ou revestimento comestível e/ou atmosfera controlada na qualidade de banana fresca cortada”,Alcina Morais, Escola Superior de Biotecnologia, Universidade Católica PortuguesaComunicação oral VI – “Efeito de tratamentos de alta pressão na cinética de inactivação térmica e reactivação da peroxidase”, Jorge Saraiva, Departamentode Química da Universidade AveiroSessão de Posters (Temas V e VI)Palestra de encerramento“Development of functional foods, based on beneficial microorganisms and the bioactives they produce”, Catherine Stanton, Teagasc, IrelandSessão de EncerramentoJantar de Encerramento.

(In Professor Doutor João da Silva Madruga da Comissão Organizadora em Bagos D'Uva).

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domingo, março 01, 2009

Térmitas sem controlo devido a inércia

O investigador da Universidade dos Açores, Paulo Borges, disse ontem que as térmitas estão sem controlo nos principais centros populacionais da Região devido à inércia no se que refere à realização de acções para controlar a propagação da praga.Em declarações aos jornalistas, após a apresentação de um portal da Internet elaborado por investigadores da Universidade dos Açores sobre questões relacionadas com as térmitas, Paulo Borges referiu que as medidas tomadas pelas entidades locais e regionais na sequência dos estudos sobre a praga efectuados desde 2003 “não tiveram efeitos visíveis no que se refere ao controlo da praga”.De acordo com o investigador da Universidade dos Açores, se não forem tomadas medidas urgentes para corrigir essa situação, as térmitas vão continuar a ganhar terreno podendo em pouco tempo chegar a outras ilhas dos Açores.Foram já detectadas térmitas na Terceira, São Miguel, Faial e Santa Maria.“O que é certo é que temos um problema cada vez maior porque existe uma certa inércia no que se refere à realização de acções de controlo da praga no terreno”, afirmou.Reconhece que as acções de controlo das térmitas são “mais complexas” do que as que são efectuadas para o controlo de outras pragas como, por exemplo, o escaravelho japonês.Falando na cerimónia de lançamento do portal da Internet, o reitor da Universidade dos Açores, Avelino Meneses, destacou o trabalho científico realizado na instituição da identificação e caracterização do problema das térmitas nos Açores.O reitor da Universidade dos Açores referiu que as térmitas “são um problema grave que põem em causa o património cultural e arquitectónico dos Açores”.Segundo Avelino Meneses, “a Universidade dos Açores cumpriu a sua finalidade de produção de conhecimento que é agora disponibilizado a toda a comunidade”.


PORTAL COMPLETO
Com a designação “SOS Térmitas”, o portal está alojado em http://sostermitas.angra.uac.pt/Ana Moura Arroz, docente da Universidade dos Açores e co-autora do portal da Internet destacou o facto de os utilizadores terem acesso a toda a informação que necessitam sobre as térmitas.Referiu que no portal é possível encontrar informações sobre as características das térmitas, os níveis de infestação, técnicas de extermínio, reconstrução das áreas destruídas, apoios das entidades oficiais e os contactos das empresas e entidades que podem prestar auxílio no combate à praga.A concretização do portal resulta do projecto “TERMIPAR - Envolvimento dos Cidadãos no Controlo das Térmitas Urbanas nos Açores” financiado pela direcção regional da Ciência e Tecnologia.No entanto, Ana Arroz alterou para a necessidade de serem disponibilizados meios para que o portal possa ser actualizado de modo a que possa constituir sempre uma fonte de informação para todas as pessoas que pretendem saber como devem lidar com as diferentes vertentes do problema das térmitas.


Praga que devora madeira nas ilhas há várias décadas
Conhecida nos meios científicos pelo nome de Cryptotermes brevis, a térmita de madeira seca chegou aos Açores há algumas décadas mas os primeiros casos de danos provados pelos insectos nas madeiras de habitações e mobiliário só foram reportados oficialmente em 2002.Foi nessa altura que a questão dos impactos económicos e patrimoniais relacionados a acção das térmitas foi colocada, numa fase em que a praga já ocupava diversas áreas dos centros das cidades de Angra do Heroísmo, Ponta Delgada e Horta.Desde da altura em que as entidades oficiais foram alertadas para o problema das térmitas que foram desenvolvidos diversos estudos de modo a que fosse produzido conhecimento sobre a forma como se pode enfrentar o problema das térmitas.Para além da caracterização das espécies de térmitas que existem na Região, investigadores da Universidade dos Açores têm efectuado diversos estudos em colaboração com outras instituições académicas nacionais e estrangeiras.No entanto, o desconhecimento da população sobre o real poder de destruição das térmitas e o desinteresse das entidades públicas podem fazer com que a praga seja cada vez maior e mais dificil de controlar.
(In Diário Insular)

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quarta-feira, fevereiro 25, 2009

CENTRO DE INVESTIGAÇÃO DE TECNOLOGIAS AGRÁRIAS DOS AÇORES (CITA-A)

ANO DE FUNDAÇÃO: 1991
Director: Prof.João Madruga (madruga@uac.pt)
Agricultural and Animal Science Group: Prof. Alfredo Borba (borba@uac.pt)
CMMG Group: Prof. Eduardo Brito de Azevedo (edubrito@uac.pt)
Azores Biodiversity Group: Prof. Paulo Borges (pborges@uac.pt)
Food Science and Technology Group: Prof. Célia Silva (celia@uac.pt)
Descrição de projectos de investigação de referência:O CITA-A (Centro de Investigação e Tecnologias Agrárias dos Açores) é uma unidade pluridisciplinar de investigação e prestação de serviços na área das ciências agrárias e do ambiente, subsidiada por Programas Trienais e Programáticos da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (Ministério da Ciência e da Tecnologia).Ao CITA-A são atribuídas várias funções, entre as quais o fomento da realização de investigação científica fundamental e aplicada, a organização e promoção de actividades de prestação de serviços à comunidade, assim como a realização de seminários, conferências, colóquios e outras actividades similares, congressos, semanas de estudo e outras reuniões, no âmbito das actividades de investigação desenvolvidas ou com elas relacionadas, e ainda, participar nas actividades congéneres promovidas por outras entidades.O CITA-A é integrado por docentes, investigadores, alunos e funcionários da Universidade dos Açores - Departamento de Ciências Agrárias, podendo admitir membros associados.

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domingo, fevereiro 15, 2009

Universidade dos Açores comemorou Dia do ERASMUS

O Gabinete de Relações Internacionais (GRI) da Universidade dos Açores apresentou, no âmbito do Dia ERASMUS, o Programa de Aprendizagem ao Longo da Vida (PALV).
Este programa tem o objectivo de fomentar o intercâmbio e a cooperação entre sistemas de ensino e formação, à escala europeia, convertendo-os em referência mundial quanto à sua qualidade. O princípio fundamental do Programa ERASMUS é a promoção da mobilidade, quer de estudantes, quer de docentes e não docentes. Isto, porque, segundo João Madruga, coordenador do programa, “o ERASMUS abre-te as portas da Europa”. “Contribuir para o desenvolvimento e consolidação de um espaço europeu de aprendizagem ao longo da vida e a estimular a criatividade, a competitividade e a capacidade empreendedora” são alguns dos objectivos deste programa. Para além disso, João Madruga salientou que o ERASMUS pretende promover o intercâmbio de conhecimento e de experiências, estreitar os mecanismos de cooperação entre instituições de países diferentes e proporcionar uma oportunidade de valorização pessoal e profissional. O GRI tem variadas funções, sendo as principais: coordenar e apoiar as relações e as acções de cooperação da Universidade dos Açores (UAc) para a internacionalização do ensino e da consequente mobilidade académica. De acordo com João Madruga, existem Bolsas ERASMUS que “não se destinam a cobrir a totalidade das despesas, suportando apenas a diferença do custo de vida do país de origem”. E acrescentou ainda que “estudantes com dificuldades socioeconómicas podem candidatar-se a uma bolsa complementar, sendo que no ano passado foram atribuídas três com o valor máximo de cinco mil euros”. No fim da conferência, estudantes que estão a fazer ERASMUS na UAc, relataram a experiência que estão a ter.

(In Açoriano Oriental)

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quarta-feira, janeiro 07, 2009

Qualidade e sustentabilidade - Encontro de Química dos Alimentos

domingo, novembro 30, 2008

Apresentações e debates sobre a falta de água no Concelho de Angra do Heroísmo

Realizou-se, na passada Sexta-feira, integrada nas Comemorações do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores da Semana da Ciência e Tecnologia 2008, uma sessão de apresentação de dados e possíveis interpretações para a falta de água verificada neste Verão passado, no Concelho de Angra do Heroísmo, a que se seguiu um debate.
Esta actividade contou com o apoio do Centro de Investigação em Tecnologias Agrárias dos Açores, Centro do Clima, Meteorologia e Alterações Climáticas e Núcleo Regional da Associação Portuguesa de Recursos Hídricos.
A sessão, coordenada pelo Professor João Madruga, contou com a presença do Professor Álamo de Meneses, naquela que é a primeira participação pública do novel Secretário Regional do Ambiente e do Mar.
Estiveram presentes ainda a Presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, Drª Andreia Cardoso, a responsável pelos Serviços Municipalizados da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, Drª Sofia Couto, autarcas, deputados, alunos e público em geral.
O Professor Eduardo Brito de Azevedo, primeiro interveniente, após uma apresentação dos dados da precipitação dos últimos 120 anos, classificou os diferentes anos em secos, normais e húmidos. De acordo com este especialista, 2008, cai na categoria dos anos normais, com valores de precipitação acumuladas muito próximas da média. A temperatura mais elevada, poderia ter contribuído para uma aumento da evapotranspiração, todavia, o cálculo da evapotranspiração real, demonstra que essa perda é pouco significativa. Assim sendo, justificar a falta de água no Concelho de Angra do Heroísmo por este dois factores, revela-se pouco adequado.
O Professor Félix Rodrigues, apresentou de forma pictórica as anomalias da precipitação e da temperatura, relativamente às normais climatológicas, para 2008. Este investigador concorda com a análise anteriormente apresentada, referindo que até Junho de 2008, a sua interpretação coincide, no entanto, há desvios mais acentuados em Junho, Julho e Agosto que levam a colocar a hipótese de influência climática nos caudais das nascentes. No que se refere à temperatura, os valores médios mensais estiveram todo o ano acima das normais climatológicos, e apesar desse aumento das temperaturas mínima, média e máxima, não contribuir grandemente para a evapotranspiração real, contribuíu certamente para uma diminuição da precipitação oculta.
"Os nevoeiros na ilha, tem uma importância não desprezável na recarga dos aquíferos". Estes formam-se normalmente quando a diferença de temperatura do ar e do ponto de orvalho é inferior a 2,8ºC. As temperaturas elevadas nos meses de Abril, Maio, Junho e Julho, no interior da ilha, reduziram a quantidade de precipitação interceptada pela vegetação. Entendeu também que a escassez de água em Angra do Heroísmo, tem uma explicação multifactorial, relacionada com aspectos climáticos que precisam ser investigados, como por exemplo a forma como choveu, se intensamente ou chuva fraca e sua distribuição ao longo do dia, com os consumos, que apesar do consumo doméstico em 2008 ter sido ligeiramente inferior relativamente aos anos anteriores, não se sabe os gastos de água associados às grandes obras da via rápida da ilha, nem se sabe as perdas relacionadas com os sucessivos acidentes de ruptura das grandes condutas de água, que ocorreram também nas obras da via rápida. Uma análise dos sismos de 2008, tanto da sua intensidade como dos seus epicentros, não indiciam possibilidade de fractura do impermen dos aquíferos.
O Professor Francisco Cota Rodrigues, apresentou em resenha o estado actual do conhecimento hidrogeológico da ilha Terceira, nomeadamente os comportamentos da água nos estratos geológicos da ilha, os vários tipos de aquíferos existentes, suspensos e basal, os diferentes tipos de captação realizados ao longo dos séculos, como poços, poços de maré, captação de nascentes e furos de captação tanto de aquíferos suspensos como do aquífero basal.
Este investigador apresentou as áreas mais prováveis para a recarga de nascente na ilha, dando ênfase às nascentes do cabrito e do nasce-água.
Para Cota Rodrigues, a maioria das nascentes da ilha Terceira tem caudais muito baixos, tornando-se difícil a sua captação, sendo muito poucas aquelas que tem caudais elevados e que faz com que seja efectivamente eficaz, em termos económicos a sua captação.
Referiu ainda que a precipitação oculta tem grande importância na recarga de aquíferos, especialmente no Cabrito e Nasce-Água.
Os furos de captação de aquíferos suspensos deverão ser bem estudados, entendendo ser necessário que alguns captem o aquífero basal.
A Doutora Emília Novo, do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, levantou um vasto conjunto de questões que teriam que ser estudadas para dar uma resposta cabal a esse problema. Acentuou que os aquíferos pequenos, como o caso do Cabrito, são muito vulneráveis à estiagem, possuindo comportamentos imprevisíveis. Considerou que aí a precipitação oculta poderá desempenhar um papel importante na recarga e a forma como choveu tem efectivamente importância na recarga desse mesmo aquífero.
Os dados da precipitação dos últimos anos não apresentam uma tendência clara de modo a se poderem relacionar com alterações climáticas, mas, apesar disso, devem ser devidamente acompanhados porque podem indiciar tendências futuras.
A evapotranspiração real, de facto não foi incrementada até porque as plantas optimizam a "gestão das águas" abrindo e fechando os estomas para regular a perda de água. Referiu que o estudo desse fenómeno é importante no contexto das alterações climáticas.
De acordo com esta investigadora, se o Cabrito é vulneravel à estiagem, o aquífero basal é vulneravel à salinização. Tanto um tipo de exploração como outro necessita de ser monitorizado.
No que se refere à recarga artificial de aquíferos, defendeu que não se deverá avançar para essa solução porque, tal como referido por Cota Rodrigues, o tempo de permanência da água nesses aquíferos é reduzido, o que corresponde a não armazenamento eficaz. Haverá que conhecer muito bem a estrutura dos aquíferos e o seu volume para que tal solução seja eficaz.
O Engº Dinis Pereira, do Gabinete de Ecologia Vegetal do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, apresentou os principais resultados do estudo da distribuição das turfeiras de Sphagnum na ilha Terceira referindo a importância dessas turfeiras na retenção de água na ilha e na regulação de caudais de nascentes. Referiu ainda os impactos que estão associados a arroteias de zonas húmidas na disponibilidade de água na ilha.
Apresentou as principais áreas da ilha sensíveis em termos de arroteias e apresentou estimativas para a avaliação da precipitação oculta nessas zonas.
A Engª Cândida Mendes, explicou a formas como o Sphagnum, acumula água, classificou os vários tipos de turfeiras existentes na ilha e quantificou a quantidade de água que foi perdida numa arroteia realizada nas proximidades das Furnas do Enxofre. Afirmou ser possível a recuperação de zonas húmidas na Terceira e deste modo regular a disponibilidade hídrica. A água armazenada na turfeira arroteada, que exemplificou, era superior à capacidade da Lagoa artificial do Cabrito.

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sábado, novembro 08, 2008

Caracterização pedológica da cultura do chá

João da Silva Madruga, Professor no Campus de Ciências Agrárias de Angra do Heroísmo – Universidade dos Açores – e Confrade Fundador da Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos participou no seminário "Ao Encontro do Chá", evento realizado pela Confraria do Chá Porto Formoso no Teatro Micaelense na cidade de Ponta Delgada, Arquipélago dos Açores.
Da sua intervenção com o título em epígrafe publicamos hoje um resumo: A introdução da cultura do chá na ilha de S. Miguel ocorreu nos finais do século XIX como parte integrante de um processo mais alargado de diversificação de culturas agrícolas capazes de virem a constituir-se como alternativas à exportação da laranja que entretanto entrara em declínio. Os solos da ilha de S. Miguel, originários de materiais vulcânicos modernos que evoluem sob condições de clima atlântico temperado e húmido cumprem, na maioria dos casos, os critérios analíticos que permitem integrá-los na Ordem Andisol. A génese está ligada à alteração do material rico em vidro e à síntese de alofana e imogolite, podendo ainda ocorrer a formação de complexos organo-minerais. O desenvolvimento e a estabilidade destes solos estão grandemente dependentes das condições climáticas, mas a natureza dos constituintes coloidais tende a modificar-se à medida que o processo de meteorização progride no tempo, observando-se por vezes a evolução dos produtos alofânicos para formas cristalinas, mormente as haloisíticas, acompanhada do desaparecimento progressivo das características pedológicas definidas como propriedades ândicas.
Nesse trabalho, procedeu-se a uma caracterização sumária das propriedades dos solos onde tradicionalmente a cultura do chá tem sido praticada, apresentando-se alguns dados relativos às condições de fertilidade dos solos avaliada com base em análises químicas de amostras colhidas em campos de produção do Chá Porto Formoso, discutindo-se algumas das implicações agronómicas decorrentes dos resultados analíticos.
(Madruga, João; Jorge Pinheiro: João Sampaio e Lourdes Matos-Centro de Investigação em Tecnologias Agrárias dos Açores (Departamento de Ciências Agrárias – Universidade dos Açores).

(In Bagos D'Uva)

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sexta-feira, novembro 07, 2008

Ao encontro do chá

A Confraria do Chá Porto Formoso realizou no passado 18 de Outubro de 2008, na ilha de S. Miguel -Açores, um Seminário intitulado “Ao Encontro do Chá”. O evento, teve lugar no Teatro Micaelense.

Programa do evento

15H00 Abertura Solene do Encontro

15H15 Caracterização Pedagógica das Plantações de Chá Porto Formoso -Prof. Dr. João da Silva Madruga, do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores.

15H30 A caracterização Climática das Plantações de Chá Porto Formoso - Prof. Dr. Eduardo Frito de Azevedo, do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores e da Engenheira Conceição Rodrigues.

15H45 Momento Musical – Mozart.com

16H00 A química do Chá - Prof. Dr. João Baptista, da Universidade dos Açores.

16H15 O chá e a saúde - Dr. João Anselmo.

16H30 Tea break / exposição fotográfica Sentir o Chá.

17H00 Plantações de Chá em S. Miguel - Dr. José de Almeida e Mello

17H15 O Chá na Literatura - Dr. Urbano Bettencourt.

17H30 O Chá Maluco - Grupo de Teatro “Vamos fazer de Conta”.

18h00 Jantar Livre

21h30 O Segredo do Chá - Companhia “SançArte”.

Saudamos o Eng.º José António Pacheco, Confrade – Feitor da Confraria, por mais esta iniciativa com um “chá de Setembro”...dos Biscoitos da ilha Terceira.

(In Bagos D'Uva)

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sexta-feira, outubro 31, 2008

Programa Erasmus Mundus 2009-2013

Informa-se que no passado dia 21 de Outubro foi aprovada, pelo Parlamento Europeu, a decisão que estabelece o Programa ERASMUS MUNDUS 2009-2013, com base num acordo alcançado com o Conselho.
As principais novidades, em relação ao anterior Programa são a extensão a doutoramento, a existência apoios financeiros para os estudantes europeus, melhor integração das instituições de ensino superior de países terceiros, incorporação das janelas de cooperação externa e o envolvimento de empresas e centros de investigação.
Ø Nota de imprensa do Parlamento Europeu: http://webmail.uac.pt/exchweb/bin/redir.asp?URL=http://www.europarl.europa.eu/news/expert/infopress_page/038-40050-294-10-43-906-20081020IPR40049-20-10-2008-2008-false/default_pt.htm
Ø Decisão aprovada pelo PE: http://webmail.uac.pt/exchweb/bin/redir.asp?URL=http://www.europarl.europa.eu/sce/data/amend_motions_texts/doc/P6_AMA%25282008%25290294%2528117-117%2529_PT.doc
Ø Destaque da Comissão Europeia: http://webmail.uac.pt/exchweb/bin/redir.asp?URL=http://ec.europa.eu/education/news/news1012_en.htm
Para mais informações com relação ao Programa Erasmus Mundus na Universidade dos Açores deverão contactar o Coordenador Institucional para o Programa de Aprendizagem ao Longo da Vida – Erasmus, Prof. Doutor João da Silva Madruga, através do seu e-mail: madruga@uac.pt.

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terça-feira, outubro 28, 2008

Aromas e cultura

Saber mais sobre as origens do chá, a sua história nos Açores, a sua química, o solo e o clima que lhe são favoráveis, os seus efeitos na saúde humana e a sua presença na literatura portuguesa e alguns momentos de teatro, foram as sugestões da Confraria do Porto Formoso, que num gesto inédito e digno de nota organizou um Seminário de Chá. Evento, onde os presentes puderam ainda deliciar-se com esta iguaria de origem oriental acompanhada de vários doces e salgados, entre eles os famosos ‘scones’ como manda a tradição do ‘chá das cinco’.
Saber mais sobre as origens do chá, a sua história nos Açores, a sua química, o solo e o clima que lhe são favoráveis, os seus efeitos na saúde humana e a sua presença na literatura portuguesa e alguns momentos de teatro, foram as sugestões da Confraria do Porto Formoso, que num gesto inédito e digno de nota organizou um Seminário de Chá.

Evento, onde os presentes puderam ainda deliciar-se com esta iguaria de origem oriental acompanhada de vários doces e salgados, entre eles os famosos ‘scones’ como manda a tradição do ‘chá das cinco’.José Pacheco, responsável pela Confraria de Chá do Porto Formoso, lembra que a Camellia Sinensis surgiu há 150 milhões de anos, entre o noroeste da China e o sul da Índia, tendo o hábito de beber chá “mais de 3000 anos”, sublinha. E hoje, “o chá é a bebida mais bebida em todo o mundo”.A “7 de Abril de 1878”, revela, chegaram a S. Miguel dois chineses para “ensinar” aos locais o cultivo do chá, o que levou a uma história de “mais de 100 anos” do chá nos Açores.Citando um chinês, José Pacheco salienta que “apreciar o chá só é possível num ambiente de amizade, lazer e sociabilidade”.João Madruga, investigador e docente da Universidade dos Açores, afirma que o desenvolvimento e estabilidade dos solos micaelenses encontram-se “altamente dependentes” das condições climáticas. Eduardo Brito de Azevedo, do Centro do Clima, Meteorologia e Mudanças Globais da Universidade dos Açores, salienta não haver bebida mais “evocativa” do clima, do que o chá. O clima, por sua vez, é a razão “diferenciadora” do ambiente e recursos regionais e parte “intrínseca da nossa sociedade”.Caracterizado por “chuvas abundantes e regulares” ao longo do ano e por um regime de ventos “vigorosos” que rondam as ilhas, acompanhando o evoluir dos padrões de circulação atmosférica à escala da bacia do Atlântico Norte, o clima da Região apresenta uma sazonalidade “medianamente” marcada, que se reflecte nos seus elementos.“A conjugação das características climáticas das ilhas dos Açores com a diversidade de tipos de Oslo e de relevo conduzem a aptidões culturais distintas, que vão desde as culturas típicas dos climas subtropicais até culturas características dos climas temperados”- evidencia, avançando que neste quadro as características climáticas de S Miguel revelaram-se, desde meados do séc. XIX, “propícias” à cultura da planta do chá. Mesmo assim, a “diversidade” climática existente ao longo das vertentes da ilha manifesta-se sobre o “volume e qualidade” das colheitas.Além disso, “a evolução das condições de altitude favorece” de certa forma uma “melhoria da qualidade”e a distribuição regular da precipitação conjugada, com “elevados teores da humidade do ar”, são factores benéficos à “elasticidade e delicadeza dos rebentos desta planta. Aspectos estes que no seu todo são “reconhecidos” como sinónimos de um produto de qualidade “superior".José Baptista, membro do Departamento de Ciências Tecnológicas e Desenvolvimento da Universidade dos Açores, começa por dizer que a própria dieta mediterrânica é rica em “antioxidantes naturais”, o que reduz a incidência das patologias do foro cardiovascular. Estes antioxidantes contêm elementos, justifica, capazes de “travar” a acção dos radicais livres, “retardando” o progresso das doenças típicas das sociedades industrializadas ocidentais.O investigador conta também ter trazido para os Açores chás de várias partes do mundo, para os comparar com o chá regional, isto de modo a “inibir a enzima do cancro”. O composto com mais “capacidade” inibitória eram os folineflóis, que se encontram no chá regional em “maior” quantidade.’Aproveita ainda para dizer que tem sido grande o interesse em “identificar” as propriedades terapêuticas e estudar os efeitos fisiológicos do Camellia Sinensis. Daí terem desenvolvido uma metodologia para “separar e quantificar” os componentes do chá, de modo a estudar a sua “estabilidade” a diferentes temperaturas e comparar os seus teores com os dos chás de outras partes do mundo. Aliás,“Desde os tempos mais remotos que se afirma que beber chá promove relaxamento”- enfatiza, acrescentando que a L-teanina é o aminoácido responsável por esta sensação, pois reduz o “stress mental e físico”. Elemento que o chá dois Açores apresenta em “maiores” quantidades.João Anselmo, nutricionista, começa por revelar que o consumo de chá diário ‘per capita’ é actualmente de “120 ml”, sendo maioritariamente de chá preto (76 a 78%) na Europa, América do Norte e Norte de África, contra 20 22% para o chá verde.O chá, enfatiza, previne a morte por doenças “coronárias, trombose, enfarto do miocárdio e reduz a tensão arterial”. Além disso, é rico em termos de saúde oral, pois tem “muito flúor e fortalece o esmalte” dentário; “inibe” o crescimento de bactérias da cárie e “diminui” os açúcares na cavidade oral.Urbano Bettencourt, escritor e docente da Universidade dos Açores, lembra que o chá regional foi já várias vezes abordado e elogiado na literatura portuguesa, nomeadamente em obras de Eça de Queirós (1845-1900), como é o caso d’ “A ilustre casa de Ramirez”, um romance realista da terceira fase do escritor nascido na Póvoa do Varzim, que fala no chá verde. O próprio Antero de Quental deixou um documento datado de 1888, onde refere que o chá preto teria “mais venda que o preto”.“A china fica ao lado” (1968) e “Angustia em Pequim” (1984), ambas de Maria Ondina Braga, são outros exemplos de obras que abordam o chá, tal como acontece com “Five o’clock tea” de Vitorino Nemésio, que defende o chá como um “elemento congregador de pessoas e desencadeador de rituais”.À margem do evento, falamos com José Pacheco, responsável pela Confraria de Chá do Porto Formoso. Esta iniciativa integra-se nos objectivos da Confraria do Chá do Porto Formoso, que são a divulgação do chá nas suas vertentes “histórica, turística, gastronómica e social”- sublinha. O evento é constituído por palestras sobre os referidos temas, mas o chá irá “elevar” o espírito também através da música clássica e do teatro.Apesar da colheita do chá nos Açores ser “sazonal”, tendo a duração de apenas “seis meses”, durante a época de produção a ilha tem condições benéficas à produção de chá e realmente produz um chá de “grande” qualidade. “O chá hoje em dia é um produto turístico”- salienta, avançando que, em 2007, a fábrica recebeu “27 mil visitantes” que tiveram a oportunidade de conhecer um pouco esta cultura agrícola, a sua “história e etnografia” e ainda saborear o produto.A Confraria do Chá do Porto Formoso nasceu em 2006, recorda, e é composta por 26 confrades, reunindo assim os estudiosos, apreciadores e amigos do chá. “Em 2008, já tivemos a nossa terceira eternização, onde se reuniram nove confrades efectivos temos também vários confrades honorários que muito nos honram”- salienta, avançando que todos os anos, no mês de Abril, a Confraria é aberta à vinda de “novos” elementos que estejam dispostos a defender, dentro do espírito do chá, uma cultura agrícola regional e típica que merece todo esse “esforço”. Estes recebem o traje da Confraria, composto por uma capa azul-escura “inspirada” no traje regional ‘capote e capelo’ e por um chapéu de feltro azul, cujo design é “baseado no tradicional chapéu de palha” da apanhadeira de chá. A insígnia, uma fita com uma medalha cunhada com o botão e primeiras folhas do rebento do chá, o “símbolo” da colheita fina e dos chás de grande qualidade, completam o traje.José de Almeida Mello, historiador, começa por abordar a história do chá nos Açores, explicando que esta remonta aos séculos XVIII e XIX, altura em que chegam as primeiras plantas, que servem de “peças ornamentais”. Ao surgir um “fungo” que cobre “grande parte dos laranjais” de S. Miguel, dá-se um “decréscimo brutal” desta produção, que tem de ser “substituída” por outra. É neste contexto que surge o chá, salienta, acrescentando que foram criadas no séc. XIX “diversas” plantações deste produto na costa Norte da ilha, mais precisamente na Ribeira Grande e em S. Vicente, além das Sete Cidades.Muitas destas plantações tiveram uma grande “produtividade” em finais da segunda metade do séc. XIX e em parte do séc. XX. Hoje, lembra, a produção de chá resume-se a duas fábricas. A da Gorreana, que data do séc. XIX e é a mais “antiga”. Fundada por Maria Hermínia Gago da Câmara, esta encontra-se actualmente na posse dos seus fundadores. A Fábrica de Chá do Porto Formoso, aparece nos anos 20 e depois é “recuperada” pelos actuais proprietários.Actualmente, o chá faz parte do “património” cultural da ilha e como tal deve ser “preservado e valorizado”, no contexto das agriculturas açorianas.Os açorianos “não” têm o hábito de tomar o ‘chá das cinco’, esclarece, avançando que fazem mais do que isso. Os açorianos tomam chá “ao longo das suas refeições”, em todos os “quadrantes” sociais. Nas freguesias rurais da ilha, revela, bebe-se ainda “muito” chá e nas classes mais favorecidas também se faz o famoso ‘chá das cinco’, que as senhoras faziam. Existem encontros de chá e há todo um “aparato social” em torno do chá. Inclusive, a cidade já dispõe de uma Casa de Chá, sendo o chá um hábito “bem enraizado” na cultura açoriana.João Anselmo, nutricionista, fala sobre “o chá na Saúde” e recorda que nos últimos tempos se tem assistido a uma “reabilitação” do seu consumo na alimentação. O homem bebe chá há “mais de 5000 anos” e actualmente já se percebe a importância do seu consumo “regular”. Este possui uma grande capacidade de “diminuir o risco de doenças cardiovasculares”, que constituem a primeira causa de “mortalidade” no mundo ocidental. “Só por isso, todo o esforço que seja feito para que se beba mais chá é bastante importante”- reconhece.Na sua opinião, qualquer chá, principalmente o regional, tem componentes que promovem o “relaxamento” e actuam como tranquilizantes, ressalva, avançando estar a falar do Camellia Sinensis.Maluquices com cháO capítulo “O chá maluco”, do conhecido clássico da literatura inglesa “Alice no Pais das Maravilhas” de Lewis Carroll, fechou a tarde de painéis neste seminário. Trata-se de um texto que faz “brincadeiras e enigmas lógicos” próprios da cultura de Inglaterra, explica Marina Vieira, do grupo “Vamos fazer de conta”. Estiveram em palco Ana Rochate; Eugénia Cabral; Justina Silva; Margarida Almeida e; Marina Vieira.O grupo “Vamos fazer de conta” iniciou a sua actividade em “Novembro de 1998”, relata, e apesar de ser preferencialmente dirigido ao público “infantil”, muitos adultos já se renderam à magia destas actrizes em palco.“Os quatro músicos de Bremmen” e mais recentemente”A galinha verde”, foram outras peças levadas ao palco por este grupo, que ao longo de uma década de existência já actuou em diversas ilhas da Região.Um chá dançanteO Seminário terminou com um espectáculo do grupo Danç’Arte intitulado “O Segredo do Chá”, ideia original de Sofia Bélchior e António Machado. Sofia Belchior, membro da referida companhia, conta que esta se encontra sedeada no teatro de S. João, em Palmela, e apresentou um ciclo relacionado com alguns ingredientes, entre eles, o chá. "Criámos este espectáculo, cuja temática tem a ver com as raízes, os rituais e a história do chá", agora pela mão da Confraria do Porto Formoso, lembra.O convite para apresentar este espectáculo em São Miguel, constituiu, sublinha, um motivo de "orgulho" para a Companhia, pois nesta vivem pessoas que convivem e sabem "muito" sobre o chá, que faz parte do seu quotidiano.Trata-se de um espectáculo de "dança contemporânea", mas cujo motivo e principal "motor da criação", foi efectivamente "tudo" o que gira à volta do chá.A actriz afirma ser um espectáculo "agradável" de se ver, que inclui uma "viagem à volta do chá", onde se passa por "várias zonas" do mundo, em termos de dança e de "ambientes". No ciclo onde este "bailado abstracto" está integrado, os actores trabalharam também o "café, chocolate, açúcar, sal e especiarias", elementos que os criadores utilizaram como "motivo de criação"."Estudamos os elementos, as suas origens, a forma como os utilizamos, os rituais que possam existir, algumas lendas e crenças"- esclarece, avançando serem elementos "muito ricos", que utilizam no seu dia-a-dia, que não conhecem e que, neste caso, representam a forma como "encontram" a dança contemporânea para a levar ao palco, para o mais "comum" dos mortais. E, alerta, "mesmo as pessoas que, muitas vezes, não estão habituadas a ver dança contemporânea, com este espectáculo conseguem chorar".
(Raquel Moreira in Divagações e Realidade)

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quinta-feira, setembro 18, 2008

Universidade dos Açores abre curso de energias renováveis

Arrancou este ano com dez alunos o curso de energias renováveis no pólo de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores.
Tinham sido pedidas vinte vagas, mas o Ministério do Ensino Superior decidiu reduzir para metade o número de alunos do novo curso.
A ideia de criar este curso surgiu há dois anos a quando da realização em Angra do Congresso Internacional de Energias Renováveis.
No global, a universidade açoriana conseguiu este ano captar mais alunos do que no ano passado, o que pode ser explicado pelo facto de ter sido uma das duas universidades portuguesas que não aumentou as propinas.
Entretanto, a Universidade dos Açores terá em 2009 um orçamento superior a catorze milhões de euros, o que representa um aumento de 11%.
Mesmo assim, o reitor, Avelino Meneses, diz que é insuficiente.
Reportagem vídeo: Nuno Neves, Telejornal RTP Açores.

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quinta-feira, maio 15, 2008

Metais pesados detectados no Paúl da Praia da Vitória

O caso tem cada vez mais ramificações, o da contaminação da água e dos solos da ilha Terceira.
A investigação da Antena 1 / Açores acaba de apurar que metais pesados e hidrocarbonetos foram detectados no Paúl da Praia da Vitória, em anos já bem recentes, ou seja, em 2003.Na ocasião, os indícios foram mal valorizados e os estudos que deveriam suceder-se acabaram por não acontecer. De facto, no Paúl da Praia da Vitória, muito próximo de uma grande concentração de tanques de combustíveis norte-americanos, uma equipa da Universidade dos Açores detectou focos de contaminação nos solos e na água, como afirmou João Madruga, especialista na matéria e professor da Universidade dos Açores. Também no decorrer de 2003, a investigadora Celeste Miguel, detectou, na mesma zona, metais pesados."Se soubesse o que sei hoje ", é um exercício que João Madruga faz, para lamentar o facto dos investigadores não terem valorizado, em, 2003, o que agora parece óbvio.
Armando Mendes / Carlos Tavares

(In RDP-Açores)

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sábado, maio 10, 2008

Universidade dos Açores excluída do estudo

“Nós temos condições para fazer este estudo. Se a Câmara Municipal e o Governo Regional o entregam a outra instituição é uma decisão que têm liberdade para tomar. Nós sabemos o que é que fizemos e, também, que é por causa da Universidade dos Açores (UA) que agora esta matéria está efervescente”. A afirmação é do director do Centro de Investigação e Tecnologias Agrárias dos Açores (CITA-A), em reacção ao facto da Câmara Municipal da Praia da Vitória e o Governo Regional terem entregue ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) o estudo que irá apurar os reais contornos da contaminação dos aquíferos do concelho, provocado por derrames de combustíveis de infra-estruturas associadas à Base das Lajes. João Madruga lembra que foram profissionais da UA que realizaram um estudo sobre a situação, há perto de quatro anos, encomendado pelo município praiense e que, depois, denunciaram a situação, “que começou por ser negada, mas que agora é aceite”.Contactado por DI, o representante açoriano na Comissão Bilateral Permanente de Acompanhamento do Acordo das Lajes, André Bradford afirmou que o executivo e a autarquia escolheram “o melhor que há em Portugal”. “Credibilidade, trabalho feito, qualidade e isenção na abordagem” foram os critérios seguidos, adiantou.Já o presidente da Câmara Municipal da Praia, Roberto Monteiro, apresentou argumentos semelhantes. “Tínhamos de escolher uma entidade que tivesse credibilidade não só nacional como internacional, porque este se trata de um assunto que ultrapassa a esfera do município. Afecta a relação entre dois Estados. Iremos até às últimas instâncias no caso de não cumprimento das acções correctivas, que existirão. Levaremos o assunto a várias instâncias, incluindo tribunais internacionais. Temos de ter um estudo inquestionável”.
(In Diário Insular)

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