sábado, maio 10, 2008

Universidade dos Açores excluída do estudo

“Nós temos condições para fazer este estudo. Se a Câmara Municipal e o Governo Regional o entregam a outra instituição é uma decisão que têm liberdade para tomar. Nós sabemos o que é que fizemos e, também, que é por causa da Universidade dos Açores (UA) que agora esta matéria está efervescente”. A afirmação é do director do Centro de Investigação e Tecnologias Agrárias dos Açores (CITA-A), em reacção ao facto da Câmara Municipal da Praia da Vitória e o Governo Regional terem entregue ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) o estudo que irá apurar os reais contornos da contaminação dos aquíferos do concelho, provocado por derrames de combustíveis de infra-estruturas associadas à Base das Lajes. João Madruga lembra que foram profissionais da UA que realizaram um estudo sobre a situação, há perto de quatro anos, encomendado pelo município praiense e que, depois, denunciaram a situação, “que começou por ser negada, mas que agora é aceite”.Contactado por DI, o representante açoriano na Comissão Bilateral Permanente de Acompanhamento do Acordo das Lajes, André Bradford afirmou que o executivo e a autarquia escolheram “o melhor que há em Portugal”. “Credibilidade, trabalho feito, qualidade e isenção na abordagem” foram os critérios seguidos, adiantou.Já o presidente da Câmara Municipal da Praia, Roberto Monteiro, apresentou argumentos semelhantes. “Tínhamos de escolher uma entidade que tivesse credibilidade não só nacional como internacional, porque este se trata de um assunto que ultrapassa a esfera do município. Afecta a relação entre dois Estados. Iremos até às últimas instâncias no caso de não cumprimento das acções correctivas, que existirão. Levaremos o assunto a várias instâncias, incluindo tribunais internacionais. Temos de ter um estudo inquestionável”.
(In Diário Insular)

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terça-feira, maio 06, 2008

Possível poluição na Base das Lajes analisada

O Governo açoriano e a Câmara Municipal da Praia da Vitória vão promover um estudo hidro-geológico para apurar se existe poluição dos solos ou contaminação de aquíferos devido aos combustíveis dos militares norte-americanos na Base das Lajes. Este estudo surge na sequência de um relatório de 2005, elaborado por uma empresa norte-americana, que detectou um "perigo potencial" de contaminação dos aquíferos junto à Base das Lajes, explicou à agência Lusa o representante do Açores na Comissão de Acompanhamento do Acordo de Cooperação e Defesa entre Portugal e os Estados Unidos.
Segundo André Bradford, o Governo Regional teve acesso a este relatório agora desclassificado que identifica locais com infiltrações de combustíveis na base aérea e junto ao seu perímetro.
Perante isso, o Governo açoriano e a autarquia da Praia da Vitória vão avançar com um estudo para apurar o verdadeiro nível de poluição e perceber como ocorreu e, caso se confirme, apurar responsabilidades, adiantou André Bradford.
Salientou, ainda, que o estudo promovido pela Região Autónoma dos Açores será elaborado por uma entidade externa credível e independente.
Destacamento norte-americano ao abrigo do Acordo de Cooperação e Defesa
Os militares norte-americanos têm um destacamento na base portuguesa das Lajes, Ilha Terceira, há várias décadas, uma presença que está prevista ao abrigo do Acordo de Cooperação e Defesa assinado entre os dois países.
André Bradford reafirmou à Lusa que as análises à água de consumo público realizadas pela Câmara Municipal da Praia da Vitória demonstram "valores absolutamente normais".
O PSD/Açores exigiu ontem do Governo Regional socialista uma "posição e uma atitude" face à eventual contaminação dos aquíferos da Ilha Terceira com combustíveis dos militares norte-americanos das Lajes.
"Importa com urgência apurar se o aquífero base da Ilha Terceira e outros ramais estão ou não contaminados com hidrocarbonetos e metais pesados", frisou Carla Bretão, porta-voz dos sociais-democratas para as questões do Ambiente.
Também ontem, o ministro do Ambiente, Nunes Correia, disponibilizou-se para apoiar o Governo Regional dos Açores no caso da eventual contaminação dos solos na Praia da Vitória.
"O problema de gestão de água é matéria do Governo Regional dos Açores mas estamos disponíveis para apoiar se necessário, nomeadamente apoio diplomático, visto que se trata da Base das Lajes", disse o ministro.
(In Expresso)

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segunda-feira, maio 05, 2008

Governo deve esclarecer a situação de contaminação

O PSD/Açores exigiu do Governo Regional socialista uma “posição e uma atitude” face à eventual contaminação dos aquíferos da Terceira com combustíveis dos militares norte-americanos da Base das Lajes.“Estamos perante um caso de ameaça à saúde pública e não se compreende que o presidente do Governo Regional, Carlos César, tenha desaparecido e a secretária regional do Ambiente diga que nada tem a haver com o assunto”, sublinhou a porta-voz da Comissão Política Regional dos sociais-democratas para as questões do Ambiente, Carla Bretão.
A dirigente do PSD reivindicou que “se façam análises imediatamente e se procure depois o culpado da situação”.“Importa com urgência apurar se o aquífero base da ilha Terceira e outros ramais estão ou não contaminados com hidrocarbonetos e metais pesados”, frisou. Carla Bretão preconizou uma acção “premente” destinada a “monitorizar as diferentes captações ao nível dos aquíferos e avaliar a possibilidade dos americanos procederem ao tratamento da água de consumo público na Praia da Vitória”. “De acordo com a informação que dispomos, o destacamento militar americano tem capacidade para proceder a esse tratamento que resulta numa água ultra pura”, finalizou
Contudo, o PSD espera que o governo regional identifique as fontes de poluição e os responsáveis pela eventual contaminação.
Face à dimensão do problema os sociais democratas pugnam por uma atitude de "rápida intervenção", exactamente "o inverso do que faz o governo regional" que, segundo o PSD "não pode contestar documentos e relatórios que já têm alguns anos", subsistindo a dúvida, disse Carla Bretão, de "essas informações serem ou não do conhecimento da tutela" e, em caso afirmativo, "as razões de não saber mais sobre o assunto revelam um preocupante desleixo face a uma situação que é grave", acrescentou.
A Comissão Política do PSD/Açores confirmou que “teve acesso a documentos que indiciam situações preocupantes”, exigindo que “o Estado, de acordo com as normas internacionais e nacionais, avalie o estado químico das águas e dos solos da ilha.
Os sociais democratas consideraram ainda de "ridículas as afirmações quer da secretária do Ambiente, quer do representante na comissão bilateral", já que nenhum deles, "e numa realidade em que a publicidade aos actos governamentais é tão célere", adiantou qualquer benefício ao caso, dizendo a governante que "a matéria é da responsabilidade de quem está ligado às questões da base das Lajes", e o representante que "a água não apresenta parâmetros anormais, sendo segura", citou a deputada do PSD.

Especialistas alarmados

Uma notícia divulgada quarta-feira pela Antena 1 Açores avançava que “em quatro zonas existe contaminação dos solos”, de acordo coma análise feita a diversos documentos por peritos da Universidade dos Açores e de instituições privadas.
O investigador da Universidade dos Açores, Félix Rodrigues, confirmou publicamente que tomou contacto com um estudo hidrológico de 2005, efectuado por empresas norte-americanas, cujos valores, no seu entender, “são preocupantes” em termos de contaminação dos solos. André Bradford, representante açoriano na Comissão Bilateral de Acompanhamento do Acordo entre Portugal e EUA para utilização da Base das Lajes, explicou à Lusa que “já tinham sido solicitados ao Ministério da Defesa informações sobre documentos que expliquem a localização, estado de conservação e impactos ambientais das infra-estruturas de distribuição de combustíveis na Base das Lajes”. Entretanto, a RTP Multimédia publicou ontem uma reportagem onde antigos trabalhadores da Base das Lajes confirmam, à Antena 1 Açores, que a contaminação dos solos com hidrocarbonetos, na ilha Terceira, “já era conhecida, pelo menos, desde 1995”.
Nos relatos divulgados, Ricardo Vieira, um dos operários, confirmou que muitos trabalhadores portugueses estiveram em obras enterrados em hidrocarbonetos.
"Aparecia diesel misturado com água", disse, explicando que "era solo contaminado".
A mesma fonte disse à Antena 1 “que bastava cavar cerca de dois metros para que essa mistura aparecesse”. "Havia zonas que a gente mal conseguia trabalhar por causa do cheiro de combustível".
Este antigo operário diz mesmo que participou “em testes que confirmaram enormes fugas de combustíveis”

(In A União)

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sábado, maio 03, 2008

Governo Regional pede explicações à Defesa sobre contaminação nas Lajes

O Governo Regional dos Açores solicitou oficialmente ao Ministério da Defesa informações sobre documentos que expliquem a localização, estado de conservação e impactos ambientais das infra-estruturas de distribuição de combustíveis na Base das Lajes.
André Bradford, representante açoriano na Comissão Bilateral de Acompanhamento do Acordo entre Portugal e EUA para utilização da Base das Lajes, disse à agência Lusa que "não tem conhecimento de qualquer contaminação da água de consumo público na ilha Terceira".
André Bradford reagia a uma notícia da RDP/Açores que avançava que "em quatro zonas existe contaminação dos solos" de acordo com a análise feita a diversos documentos por peritos da Universidade dos Açores e de instituições privadas".
"A contaminação dos solos é elevada com hidrocarbonetos e metais pesados" avança a notícia que dá conta de "perigo para a saúde humana".
Um investigador do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, Félix Rodrigues confirmou à Lusa que tomou contacto com um estudo hidrológico de 2005, efectuado por empresas norte-americanas, cujos valores, no seu entender, "são preocupantes" em termos de contaminação dos solos. Diz mesmo que em alguns casos "dramaticamente preocupantes".
De acordo com a informação daquela estação de rádio "o mais grave é a contaminação do aquífero base da Ilha Terceira de onde é extraída a água para consumo humano que está contaminada com hidrocarbonetos em suspensão com 26 centímetros de altura".
Segundo André Bradford "as autarquias de Angra do Heroísmo e Praia da Vitória (os dois concelhos da ilha Terceira) garantiram que as análises à água de consumo público são realizadas periodicamente e encontram-se com qualidade até superior à de outras ilhas", adiantou.
Também o vice-presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, Paulo Messias, negou, em declarações à Lusa, que "exista qualquer contaminação da água para abastecimento público".
"As análises confirmam exactamente o contrário", frisou o vereador, ainda que admita "existir uma pluma de combustível na primeira parte do aquífero que não tem ligação ao abastecimento público".
Mas, garantiu, "vamos fazer um estudo para apurar em que direcção a pluma se dirige".
Paulo Messias revelou que a preocupação da autarquia vai para o facto de "os americanos efectuarem furos para captação posterior de água, sem qualquer controlo da autarquia".
Por seu turno o presidente da autarquia de Angra do Heroísmo, José Pedro Cardoso, escusou-se a comentar a notícia adiantando que "a qualidade da água do concelho está bem e recomenda-se".
"As mais recentes análises revelam que não existe qualquer poluição nem de hidrocarbonetos, nem metais pesados ou qualquer outro", especificou.
"Não pagam a água que consomem e os seus furos podem originar a salinização da água de consumo no concelho", disse.
JAS.
(In Lusa)

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quinta-feira, abril 17, 2008

Pluma de combustíveis no Aquífero das Lajes

O representante dos Açores na Comissão Bilateral de Acompanhamento do Acordo das Lajes recusa envolver-se na resolução do problema da mancha de combustível que estará a afectar o nível mais superficial do aquífero das Lajes até que sejam apresentadas provas concretas quer de que essa “pluma de combustível” de facto afecta o aquífero, como de que essa poluição se deve a tanques de combustível pertencentes aos Estados Unidos da América, anteriormente existentes no Posto Um.A posição de André Bradford surge depois da denúncia por parte do professor da Universidade dos Açores, Cota Rodrigues, que defende um estudo urgente do problema, para que se determinem os contornos exactos da situação.Em declarações a DI, Bradford defende que Cota Rodrigues deve apresentar as provas que tem à secretaria regional do Ambiente, pois só assim o organismo pode actuar. “Toda a gente se esquece de mencionar que Cota Rodrigues é também responsável pela Praia Ambiente, a empresa que gere a água que se consome na Praia da Vitória. Se este responsável tem provas concretas de que esta mancha de poluição existe, deve apresentá-las de imediato, para que o organismo responsável pelo Ambiente possa actuar”, fundamenta. “Quem faz a monitorização da água que é consumida são as câmaras municipais, ou, nesta caso, a empresa municipal Praia Ambiente. Se esta entidade detectar algo fora dos parâmetros normais, deve pedir a intervenção da secretaria regional do Ambiente, o que não aconteceu. Só agora, face às notícias que têm vindo a ser veiculadas, este organismo oficiou o professor Cota Rodrigues, para ele disponibilize toda a informação de que dispõe. Até agora, parece que não existem análises que comprovem nada do que este veio a público dizer. Se existirem essas provas, a secretaria fará uma contra-análise e multará o culpado”, adianta.Quanto a quem é o culpado da possível contaminação do nível superficial do aquífero das Lajes, André Bradford lembra que nem isso está provado e recusa-se a avançar se, uma vez confirmado que a poluição foi originada pelos tanques de combustível norte-americanos, se irá envolver no processo. “Não equaciono qualquer hipótese de momento”, afirma.Outro aspecto que Bradford considera necessário ressalvar é de que a água actualmente a ser consumida não apresenta parâmetros anormais, sendo segura. “É preciso evitar alarmismos, porque estamos a falar de algo que preocupa e assusta facilmente as pessoas”. Como já foi veiculado por DI, a mancha de poluição só estará a afectar o nível mais superficial do aquífero, de onde não é captada água para consumo.PROVAS... Contactado por DI, Cota Rodrigues, doutorado em hidro-geologia da Terceira, contrapõe que as provas de que a contaminação existe são claras: “Sempre que se fazem escavações no local, surge solo contaminado com combustível e também água misturada com combustível”.Já quanto a não ter informado directamente a secretaria regional do Ambiente, Cota Rodrigues lembra que o assunto é do domínio público desde a década de 90 e que já foi tratado em vários jornais regionais, incluindo pela imprensa de São Miguel, mas garante que, face a ter sido oficiado, se encontra já a enviar toda a informação disponível às entidades responsáveis. Acrescenta também que a mancha de poluição tem, provavelmente, uma carga pontual, sendo possível determinar que o derrame foi feito naquela zona exacta. VERDADEIRO PROBLEMACota Rodrigues defende ainda que o verdadeiro problema que deve causar preocupação é a exploração exagerada de vários furos por parte dos norte-americanos, que estará a provocar a salinização da água do concelho. André Bradford recorda que está em curso um processo de licenciamento, mas não avança datas para a sua conclusão.

(In Diário Insular)

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