Natureza revelada
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Este blog é da responsabilidade do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores e pretende dar conta das actividades desenvolvidas ao longo de 2006 - Ano Internacional dos Desertos e da Desertificação, bem como das actividades realizadas na mesma área temática,ou não, nos anos posteriores.
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Francisco Vaz de Medeiros sublinhou ainda o contributo da Inspecção Regional do Ambiente (IRA) para o desenvolvimento sustentável, na medida em que, “após um primeiro contacto, as pessoas têm acordado para os problemas”, desta forma há um “efeito dissuasor, a partir de uma prevenção e de punição”, desta forma afirma que tem “regulado os mercados, de maneira a evitar a concorrência desleal”, comparando a acção da IRA com a da Inspecção Regional das Actividades Económicas.O inspector do Ambiente termina enunciando os desafios que a IRA tem pela frente, que considera serem: a diminuição do número de infracções e o aumento da consciência ambiental nas populações”, para que se “melhore a qualidade ambiental e para que haja um equilíbrio entre o crescimento económico e a qualidade ambiental”.No Dia Mundial do Ambiente, o professor da Universidade dos Açores, Félix Rodrigues, falou sobre a Educação Ambiental e sobre o Desenvolvimento Sustentável.“Estes são conceitos discutíveis, que têm se ser pensados. O primeiro passo para a educção ambiental é a sensibilização, de forma a que se discutam e se alterem atitudes”, explicou Félix Rodrigues.“A educação ambiental deve ser para todos e sempre”, porque “estamos todos preocupados com o ambiente porque o alterámos”, avança.O professor salientou a ideia que o desenvolvimento sustentável é “a fusão entre o natural e o social” e para que isso aconteça é necessário que “cada indivíduo dê o seu contributo, porque o que cada um dá tem um impacto no global”.Conclui que se devem aproveitar “as mais valias de cada elemento da sociedade” e “encontrar soluções regionais para os problemas locais, em vez de importá-las”.Outro dos professores da Universidade dos Açores que interveio no seminário foi Francisco Cota Rodrigues, que falou sobre a água subterrânea na Terceira. Após explicações sobre escoamentos, infiltrações, retenções, aquíferos basais e suspensos, bem como as vantagens e desvantagens de cada um, concluiu que no futuro se “deve aumentar a exploração dos aquíferos de base e simultaneamente explorar os aquíferos suspensos, fazendo uma mistura, de forma a obter água de melhor qualidade”.O presidente da empresa municipal Praia Ambiente, Paulo Messias, evidenciou no, seu discurso, as iniciativas da empresa, nomeadamente na área dos resíduos sólidos, “ a implementação do canal HORECA, a recolha de recicláveis junto de hotéis, restaurantes e cafés e a recolha porta a porta de materiais recicláveis no centro urbano, serviços já expandidos a áreas periféricas, que “têm tido os melhores resultados”.Paulo Messias salientou ainda o Plano de Valorização dos Óleos Alimentares Usados com a principal intenção de os transformar em bio-combustível. “As acções tomadas actualmente, para além dos efeitos imediatos, devem ter efeitos que subsistam no tempo para que aqueles que nos seguem sejam herdeiros de um planeta mais limpo ”, destacou o presidente da Praia Ambiente.Etiquetas: Cota Rodrigues, Dia Mundial do Ambiente, Educação Ambiental, Félix Rodrigues, recursos hídricos, Seminário

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Foi proposta uma mistura de águas dos furos de captação e nascentes, melhorando a qualidade organoléptica, através da diminuição do teor de cloretos e obtendo-se um nível equilibrado de fluoretos. Concluiu-se também que água proveniente de furos no concelho da Praia da Vitória, que abastecem maioritariamente a zona urbana, pode provocar cáries, enquanto a das nascentes pode criar fluorose dentária (manchas nos dentes). A mistura destes dois tipos de água, um com níveis demasiado elevados de cloretos, e outro com presença excessiva de fluoretos, pode reduzir a incidência das doenças na população.Etiquetas: Cota Rodrigues, Félix Rodrigues, Gestão Integrada da água, Qualidade da água, saúde pública
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Na altura, os especialistas justificaram a falta de água com diversos factores, como os sucessivos rebentamentos em pedreiras ou os furos geotérmicos que poderão ter aberto fissuras nos aquíferos, nomeadamente o da zona do Cabrito. Para além disso, outras situações, como falhas eléctricas nos sistemas de bombagem ou obras na via rápida entre Angra do Heroísmo e Praia da Vitória, que provocaram rupturas nas condutas, terão levado ao desequilíbrio do sistema e à necessidade de efectuar cortes no abastecimento em várias freguesias do concelho. Na mesma altura, Cota Rodrigues, investigador da Universidade dos Açores, doutorado em Hidrogeologia, surgiu a defender que a falta de água “se deveu ao prolongamento da época estival” e que, por isso, “seria pontual e não devia ser excessivamente empolada”. Na perspectiva da oposição, este problema resultou da "falta de investimento" do executivo municipal socialista, segundo o PSD, ou do "desleixo e falta de fiscalização e planeamento", na opinião do CDS/PP. Para enfrentar o problema, foi implementado um plano de cortes no abastecimento, aplicado por períodos de 24 horas alternados nas várias freguesias, tendo em vista equilibrar o abastecimento de água. A pressão política e popular, que exige respostas concretas para o problema, levou os responsáveis camarários a procurar respostas junto de Lopo Mendonça, considerado um dos principais especialistas em Portugal na área dos recursos hídricos e lençóis de água. Para este especialista, a situação resulta de factores um ano hidrológico muito seco, aliado a arroteamentos de terras junto das nascentes de água. Concluiu o especialista que os arroteamentos junto da Caldeira de Guilherme Moniz-Pico Alto “são uma prática indesejável e prejudicial ao regime de águas”. Perante estas preocupações, o secretário regional do Ambiente, Álamo Meneses, assegurou que seriam "proibidas" junto à caldeira as arroteias de terras, garantindo ainda a reposição da vegetação natural e, "tanto quanto possível", o fim das pastagens. Nesse sentido, Álamo Menezes apresentou um plano de medidas para a correcta gestão do abastecimento de água na ilha Terceira, destinado a evitar rupturas e perdas de qualidade. O plano assenta na “redução do risco de ruptura, no ordenamento do território, na protecção das origens da água e no fomento da gestão integrada dos recursos hídricos”. Para o efeito, vai-se proceder à “abertura de novos furos de captação e ao aumento da capacidade de armazenamento, através de dois novos reservatórios", estando ainda previsto o "aumento da capacidade de tratamento de água e a melhoria da qualidade da água armazenada”. Quanto à gestão integrada dos recursos hídricos da ilha, o executivo pretende efectuar a monitorização contínua das nascentes, além de construir duas novas lagoas artificiais e coordenar a captação de água entre os municípios de Angra do Heroísmo e Praia da Vitória e o Instituto Regional de Ordenamento Agrário (IROA). Álamo Meneses garantiu ainda que a Câmara de Angra do Heroísmo tem a totalidade da sua rede operacional. Etiquetas: Álamo de Meneses, Cota Rodrigues, Falta de água, Lopo Mendonça, recursos hídricos
De acordo com Félix Rodrigues, foi feita uma previsão probabilística do risco de contracção de cárie e fluorose dentária no concelho da Praia. “Concluímos que essa probabilidade está ligada ao facto de as águas dos furos terem uma baixa presença de fluoretos, enquanto as das nascentes da zona da Agualva, que abastecem também a Vila Nova, tem um teor alto em fluoretos e baixo em cloretos. A presença de fluoretos demasiado baixa provoca cáries e o elevado teor de fluoretos, fluorose dentária, isto é, manchas nos dentes”, explicou.
Os especialistas propuseram uma mistura de águas dos furos de captação e nascentes, de forma a melhorar a qualidade organoléptica, através da diminuição do teor de cloretos e obtendo-se um nível equilibrado de fluoretos.
Esta “mistura” deverá reduzir a incidência destas doenças na população do Concelho da Praia da Vitória.
(in Diário Insular)
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Segundo Cota Rodrigues, presidente executivo da Praia Ambiente, um dos dois novos furos será aberto na Fonte do Bastardo e o outro na zona das Fajãs, nas imediações do Campo de Golfe da ilha. Neste caso, segundo a mesma fonte, a captação nesta zona permitirá a obtenção de água com melhor qualidade físico-química, para juntar à água captada em outros furos na área da Praia da Vitória. No caso do furo da Fonte do Bastardo, este visa garantir maior capacidade de resposta ao consumo nas freguesias da Fonte do Bastardo, Porto Martins e Cabo da Praia, que, actualmente, são abastecidas parcialmente pelo sistema de abastecimento de Angra. A Praia Ambiente vai também reactivar um outro furo na Fonte do Bastardo.“Este, em conjunto com o outro, vai permitir reforçar o abastecimento, tendo em vista o previsível aumento do consumo da zona industrial”, explicou Cota Rodrigues. Até ao final do mês, será assinado o contrato com o Laboratório Nacional de Engenharia Civil, que vai apurar a extensão da contaminação dos solos por combustíveis derramados de instalações norte-americanas na Praia da Vitória. Etiquetas: Cota Rodrigues, Falta de água, Poluição, protocolo
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Quanto ao facto da câmara nunca ter vendido água às forças americanos nas Lajes, Paulo Messias explicou que “provavelmente” nunca houve água disponível com abundância para poder vender à base. Situação que, segundo o autarca, com os caudais actuais, ainda é impossível”. A informação foi dada aos jornalistas num encontro em que a Praia Ambiente anunciou que este ano pretende melhorar significativamente a quantidade e a qualidade da água no concelho. Com um plano de investimentos superior a dois milhões de euros, esta empresa municipal pretende “aperfeiçoar o sistema de desinfecção e tratamento de água captada e abrir novos furos”. O reforço dos caudais disponibilizados para as freguesias abastecidas pelo sistema Ribeirinha/Cabo Praia (que fornece água às freguesias de Porto Martins, Fonte do Bastardo e Cabo da Praia) é uma prioridade.No ano transacto algumas destas localidades foram prejudicadas com o plano de cortes de água implementado pelo concelho de Angra. A autarquia praiense pretende agora resolver o problema com a realização de um furo no início da freguesia da Fonte do Bastardo e a ligação à rede de outro que existe no Pico da Favas. Nos Biscoitos também estão previstos investimentos.A Praia Ambiente vai ligar à rede um furo existente, na zona alta da freguesia, para reforçar os caudais que servem a localidade e as freguesias de Altares e Raminho. “Esta captação intercepta uma aquífero suspenso, bastante produtivo e com água de boa qualidade”, revelou Paulo Messias.Para melhorar a qualidade de água no centro da cidade da Praia da Vitória, que é captada em furos e (alguns meses) em pequenas nascentes da Casa da Ribeira, a empresa municipal vai canalizar água das nascentes da Ribeira da Agualva.De acordo com os responsáveis pela Praia Ambiente a mistura da água da Agualva no sistema da Praia vai “melhorar significativamente a qualidade da água captada nos furos (à qual estão associados fenómenos de intrusão marinha).A Praia Ambiente divulgou ainda que vai proceder, em parceria com a Universidade dos Açores, à abertura de um furo para identificação de aquíferos nas Fajãs (junto ao Clube do Golfe). “Suspeita-se que existe água de qualidade naquela zona”, explicaram.LNEC na Praia em Abril O Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) deverá começar o estudo sobre a eventual contaminação dos solos e aquíferos da Terceira na primeira semana de Abril.Paulo Messias, responsável pela Praia Ambiente, revelou ontem que este Laboratório será a única entidade responsável por este estudo para evitar especulações e diminuir a morosidade dos concursos públicos parcelares em tarefas, que numa fase inicial, estavam definidas como sendo da responsabilidade da autarquia.O vereador garantiu que a inclusão destes pormenores no acordo com o LNEC, bem como a inserção de algumas tarefas solicitadas pelo governo e a aprovação do Plano e Orçamento da Região (que permite o financiamento previsto no contrato ARAAL) foram as causas do atraso na assinatura do contrato com o LNEC. “Estas questões já estão ultrapassadas”, disse.Paulo Messias assegura que a água para consumo na Praia da Vitória tem sido monitorizada com rigor e regularidade e, por isso, pode afiançar que não há qualquer suspeita de contaminação. Contudo, o estudo é fundamental para perceber se no futuro existe, ou não, perigo de contaminação dos aquíferos.O principal objectivo do estudo é a avaliação ambiental da qualidade dos recursos hídricos subterrâneos, onde existam captações, “que estejam a ser ou possam vir a ser afectadas por situações de poluição associadas às infra-estruturas da Base das Lajes”. Incluindo instalações militares fora do perímetro da militar.A equipa responsável por este estudo propõe a execução de 14 furos de ensaio (dois por perímetro) e de sete sondagens de amostragem (uma por perímetro).O LNEC, na proposta apresentada, definiu como perímetros: “ Areeiro, Pico Celeiro; Vale Farto; Canada da Saúde; Juncal; Fontinhas e nascente da Caldeiras das Lajes”. Contudo o Laboratório admite alterações das localizações em função dos dados “que venham a ser obtidos nas campanhas de campo”. Este estudo, intitulado “análise e parecer sobre a situação ambiental nas áreas de captação dos furos de abastecimento do concelho da Praia da Vitória”, deverá estar concluído num prazo de 9 meses.Etiquetas: aquífero, Base das Lajes, Câmara Municipal, Cota Rodrigues, Poluição
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A sua condensação produzirá inundações, nos períodos mais frios, e secas, nos períodos mais quentes.Análises isotópicas da água da chuva dos Açores fazem concluir que a chuva que aqui chega tem origem em ambientes quentes marítimos, ou seja, dependente da corrente do Golfo. Alterações nessa corrente têm implicações na precipitação e no ciclo hidrológico açoriano.Cota Rodrigues, após uma sucinta explicação da hidrogeologia da Terceira, referiu que a qualidade da água captada para consumo está muito dependente do tipo de aquífero: suspenso ou basal. A importância do coberto vegetal para a recarga dos aquíferos nas ilhas açorianas, foi outro dos pontos falados.Ambos os investigadores apontam a necessidade de um correcto ordenamento do território, para garantir a sustentabilidade dos recursos hídricos insulares, e uma aposta forte nas energias alternativas como contributo da região para o combate às alterações climáticas globais.“Tentámos explicar os efeitos locais e globais do ciclo hidrológico”, conclui Félix Rodrigues.Etiquetas: Alterações climáticas globais, ciclos naturais, Conferência, Cota Rodrigues, divulgação científica, Falta de água, Félix Rodrigues, Hidrogeologia, Praia da Vitória

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O túnel artificial está localizado por debaixo de uma estrada.No entanto, o especialista em recursos hídricos fez questão de frisar que as suas convicções não assentam “em registos sísmicos” mas na análise dos dados disponíveisReferiu, ainda, que as arroteias que estão a ser efectuadas na Caldeira Guilherme Moniz estão a ter um impacto negativo na retenção e infiltração de água nos aquíferos.Quanto à diminuição dos caudais, assegura que o facto de se ter registado menos 50 por cento de precipitação entre Agosto e Dezembro do ano passado pode ser o motivo porque há escassez de água nas nascentes.Etiquetas: aquífero, Cota Rodrigues, Falta de água
Recorde-se que a 26 de Novembro do ano passado o presidente da câmara praiense afirmava esperar ter, em Dezembro, as condições para adjudicar ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) o estudo sobre a eventual contaminação de solos e aquíferos do concelho. Na altura, a câmara municipal aguardava a aprovação do orçamento necessário, ao que se seguiria a assinatura do contrato que daria ao município os meios para adjudicar o estudo ao LNEC. Só depois seria feita a adjudicação.Roberto Monteiro adiantava que, apesar dos atrasos na adjudicação, a demora seria compensada. “Tudo está reunido para que, até ao final de 2009, se conheçam os resultados”, concluiu.Mais de meio milhão de euros, cerca de 180 mil para o trabalho do LNEC e mais 350 mil para processos que o laboratório de engenharia contratará com outras empresas, é quanto se prevê que custe o estudo.Contactado por DI, o professor da Universidade dos Açores, Cota Rodrigues, que esteve na origem da denúncia da eventual contaminação, recusou comentar os atrasos no arranque do estudo do LNEC, afirmando que o seu dever está cumprido e que resta agora às autoridades responsáveis conduzirem bem o processo.Na origem desta eventual contaminação de solos e aquíferos estará o facto de os norte-americanos estacionados na Base das Lajes terem depositado no solo da ilha Terceira, entre os anos cinquenta e meados dos anos noventa do século passado, lamas compostas por hidrocarbonetos, metais pesados e água, que resultam da lavagem dos tanques de combustível, do Tank Farm.Etiquetas: aquífero, Base das Lajes, Cota Rodrigues, LNEC, Poluição