terça-feira, junho 02, 2009

Aprender em saídas de campo é possível: Relatos de uma experiência em Santa Maria

Autores: Natália Abreu; Francisco Sousa e Francisco Cota Rodrigues
As questões relacionadas com a educação ambiental e com a educação para o desenvolvimento sustentável surgem como mote para o incremento de práticas pedagógicas inovadoras nas mais diversas áreas curriculares, incluindo as Ciências Naturais. Das várias metodologias a empregar na promoção de aprendizagens relacionadas com o património natural e com o desenvolvimento sustentável, a saída de campo constitui-se como uma estratégia que rompe com a didáctica expositiva e contribui para a compreensão destas temáticas, além de promover a mudança de valores, atitudes e responsabilidades dos alunos em relação ao Ambiente.
Esta comunicação é centrada numa forma de abordar a problemática das saídas de campo, recentemente experimentada na Escola Básica e Secundária de Santa Maria. Discutiremos as vantagens e desvantagens da abordagem realizada à luz do modelo adoptado. De seguida, reflectiremos sobre os efeitos da implementação desta metodologia no estudo da geodiversidade da ilha de Santa Maria, envolvendo uma amostra constituída por 27 alunos da referida escola. Os resultados obtidos revelaram que a implementação da saída de campo pode enriquecer os conhecimentos científicos dos alunos, ajudá-los a consolidar o conceito de desenvolvimento sustentável e a desempenhar um papel investigativo, centrado em realidades concretas e locais, levando-os a conceptualizações globalizantes. A saída de campo aparece como uma ferramenta ao dispor dos educadores que potencia acções de Educação Ambiental, através das quais se ambiciona sensibilizar os alunos a conhecer e compreender as diversas temáticas, levando-os ao envolvimento, responsabilização e participação individual e colectiva na solução de problemas ambientais, fomentando o exercício de uma cidadania activa.

(In Encontro de Inovação Educacional)

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quinta-feira, julho 03, 2008

Potencial Didáctico e Pedagógico da Geodiversidade Mariense na Conceptualização do desenvolvimento Sustentável

Vários autores defendem que a Educação para o Desenvolvimento Sustentável se enquadra na Educação Ambiental. Estas formas de educação pretendem essencialmente levar à mudança de consciências e atitudes; processo este imprescindível na construção de novas formas de desenvolvimento, alternativas aos modelos mais clássicos, que hoje se apresentam claramente em ruptura. Neste âmbito surge a defesa em prol das saídas de campo, como forma de incutir nos alunos os propósitos anteriormente referidos.
Esta tese de Mestrado em Educação Ambiental intitulada de "Potencial Didáctico e Pedagógico da Geodiversidade Mariense na Conceptualização do desenvolvimento Sustentável" realizada por Natália Barbosa de Abreu, orientada pelos Professores Francisco Cota Rodrigues do Departamento de Ciências Agrárias e Francisco José Rodrigues de Sousa do Departamento de Ciências da Educação da Universidade dos Açores pretendeu demonstrar o potencial didáctico e pedagógico da geodiversidade Mariense, considerando as competências essenciais do Currículo Regional e as concepções e práticas que os docentes do Ensino Básico têm acerca do ensino/aprendizagem das Ciências Naturais.
Caracterizaram-se sítios de interesse para o estudo da Geodiversidade Mariense, recorrendo ao estudo da cartografia, à realização de saídas de campo e pesquisas bibliográficas. Esse património possui diversos valores: intrínseco, cultural, estético, ecológico, funcional, social, económico, científico e educacional.
"Entende-se que a paisagem física não é apenas a flora e fauna é também, e sobretudo a do suporte geológico que a condiciona."
As políticas de Conservação da Natureza, normalmente, estão circunscritas à protecção e conservação da biodiversidade, revogando os factores abióticos (geodiversidade) para um plano inferior de protecção, daí a urgência em integrar estratégias de conservação tanto da biodiversidade como da geodiversidade.
Na presente tese, elaborou-se um percurso interpretativo que saindo do Cais/Marina de Vila do Porto, passando pelo Miradouro da Pedra Rija, Poço da Pedreira, Miradouro do Espigão, Miradouro da Vigia da Baleia e Miradouro da Macela, levava os alunos a apreender conceitos de geologia e a valorizar a geodiversidade da ilha de Santa Maria. Os resultados obtidos, de âmbito pedagógico, permitem afirmar que os alunos da turma experimental apresentam evoluções notórias relativamente às concepções subjacentes a conceito de "desenvolvimento sustentável" relativamente aqueles que não foram submetidos a este percurso de interpretativo.

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