terça-feira, agosto 18, 2009

Ruralidade terceirense

A ruralidade terceirense foi alvo de um estudo por parte de professores da Universidade dos Açores. " A Ruralidade em Contexto Insular: a sustentabilidade edificada ao ritmo dos afectos" deu nome à tese de mestrado de Eva Vidal, em Educação Ambiental. O trabalho centrou-se na freguesia do Raminho, uma das mais rurais da ilha, de acordo com os investigadores. Eva Vidal admite que o facto de ser professora no Raminho também pesou na escolha da freguesia, mas foram as características da população local que a chamaram à atenção. O estudo, que contou com a orientação de Félix Rodrigues, do departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores e de Cristina Palos, do departamento de Ciências da Educação, foi apresentado no 2º Congresso Lusófono de Ciência Regional, em Cabo Verde, com o nome “Desenvolvimento sustentável no mundo rural insular - Caso de estudo de uma comunidade da ilha Terceira”. O objectivo foi perceber como é que se reconfigurava a ruralidade na actualidade. Eva Vidal confessa, no entanto, que partiu de uma matriz errada quando começou a realizar o estudo. Cedo a investigadora se apercebeu que teria de a adaptar ao contexto rural insular. “A matriz de desenvolvimento que se preconizava para esta comunidade, numa fase inicial, inscrevia-se na linha de alguns modelos de análise utilizados na descrição de interpretação das transformações does espaços rurais”, revela.De acordo com a investigadora, a matriz inicial apelava a uma noção de desenvolvimento, baseada num modelo urbano, que defendia que a transformação dos meios rurais deveria ser feita segundo uma lógica de modernização, recorrendo à industrialização da agricultura e provocando a metamorfose da cultura local, por via da difusão tecnológica e dos valores urbanos. “Colocámos ênfase na dimensão económica do desenvolvimento”, explica.
OUTROS VALORESFoi no contacto com a população da freguesia, que Eva Vidal se apercebeu que para os raminhenses o desenvolvimento económico não se apresentava como uma prioridade. As crenças religiosas, o convívio inter-geracional e a preservação do ambiente são exemplos do que a população valoriza, acima dos bens materiais. Numa primeira análise, os investigadores interpretaram algumas das características do local de forma pejorativa. De acordo com a análise feita, o Raminho apresentava “ausência de emprego local, numa estrutura económica predominantemente baseada na agro-pecuária e na exploração leiteira”. A população apresentava também uma “elevada taxa de analfabetismo” e “baixos níveis de qualificação ou formação”, assim como uma “tendência demográfica recessiva”. Os investigadores registaram ainda uma “alteração da estrutura de emprego sinalizada pela importância que os sectores secundário e terciário assumem em detrimento do sector primário”. Estas características de “desvalorização dos problemas económicos e sociais locais” foram interpretadas como um sinal de “inércia, passividade, alheamento”, associados a “subdesenvolvimento e resistência à mudança”.No entanto, um conjunto de outros factores dava uma leitura contraditória da freguesia. Os habitantes defendiam, por exemplo, a “preservação do património natural, geomorfológico e cultural” e apresentavam “uma manifesta capacidade de mobilização dos movimentos associativos locais de cariz social e cultural”, assim como a “persistência de traços comunitários ancestrais, códigos de conduta e de valores marcados pela entreajuda, a união e a solidariedade inter-geracional”. Perante os dados contraditórios, os investigadores chegaram à conclusão de que era necessário adoptar um modelo que tivesse em consideração as singularidades do meio rural. “A sustentabilidade do espaço rural insular açoriano deve perspectivar-se nas dimensões temporais do presente e do futuro, em que a intervenção esteja conectada com a realidade de cada território. Devem procurar-se políticas de reconversão e não de ajustamento”, defende. Félix Rodrigues resume a constatação a uma frase. “A gente procurava uma lógica de desenvolvimento, mas eles procuravam uma lógica de envolvimento”, salienta. De acordo com o professor, a população não quer que o seu meio seja “artificializado”. O que os raminhenses querem é sentir-se mais “envolvidos” e “comprometidos” com a sua terra. SOLUÇÃOO estudo concluiu que o desenvolvimento da freguesia deve ser feito, tendo em conta a opinião dos seus moradores. “A abordagem tem de ser feita de modo informal, face a face, ombro a ombro com os habitantes, para percepcionar os sentidos e os significados que atribuem ao seu território”, defende a autora. É por isso que os raminhenses dão mais importância ao poder local. Em muitos casos, os populares sentem que existe falta de diálogo com outros decisores políticos, o que não lhes permite participar como desejam na tomada de decisões sobre a sua terra. Eva Vidal salienta também a existência de “líderes” na freguesia, pessoas admiradas e respeitadas por outras, que assumem essa posição de uma forma natural. “As orientações estratégicas comunitárias de desenvolvimento rural, através de alguns programas, introduzem possibilidades de governação inovadoras, baseadas em planos de desenvolvimento local, a partir de abordagens do tipo ‘bottom-up’, no desenvolvimento de parcerias, numa aproximação multi-sectorial, na implementação de cooperação e no desenvolvimento de redes inter-locais”, reforça.Os habitantes do Raminho têm ideias bem definidas sobre o que não querem ver implementado na sua freguesia. Para eles o desenvolvimento local não pode desestruturar as relações interpessoais nem as características típicas do local, como a paisagem e a tranquilidade, o ambiente e a liberdade, a harmonia e qualidade de vida ou a segurança.Félix Rodrigues salienta mesmo que muitos dos habitantes sugerem serem eles próprios a proporcionar visitas guiadas ao Raminho, serem guias turísticos de uma terra que conhecem melhor do que ninguém. Está vincada na população da freguesia a intenção de dar a conhecer a sua terra a quem passa por lá de visita. Fazem questão que os turistas guardem boas recordações do Raminho. “É necessário reforçar legitimidades, valorizar a capacidade interventiva, de mobilização e de decisão da população local, em quem reside a oportunidade de perseguir e acreditar na transformação e revitalização do seu espaço, com a vontade e as iniciativas locais, daqueles actores que melhor conhecem o seu território e o sentem como espaço de afectos. É necessário e inadiável unirem-se esforços, criarem-se compromissos com o poder público e incentivos externos para decidir a realização de projectos sustentáveis e indutores do progresso”, adianta a autora.O estudo centrou-se apenas numa freguesia do concelho de Angra, no entanto, os autores estão convencidos que tirariam conclusões semelhantes em outras freguesias rurais dos Açores, especialmente em ilhas de menor dimensão. A FREGUESIAOutrora Raminho dos Folhadais, a freguesia que serviu de base ao estudo, situa-se na costa noroeste da ilha Terceira, entre os Altares e a Serreta. O nome foi-lhe atribuído por ser uma terra fértil, mas de pequena dimensão, por oposição à fertilidade do Ramo Grande. Apesar dos transportes tornarem, hoje em dia, qualquer freguesia da Terceira próxima do centro urbano, noutros tempos, o Raminho estava isolado de Angra do Heroísmo. Foi esse isolamento que a tornou na freguesia mais rural da ilha. No entanto, o que distingue o Raminho de outras freguesias rurais é o facto de ter conseguido manter os mesmos valores e costumes ao longo dos anos. Eva Vidal salienta que hoje os raminhenses não vivem na terra por falta de opções. Fazem-no por escolha própria. Muitos dos que hoje habitam no Raminho, já passaram por cidades internacionais. A maior parte emigrou para os Estados Unidos da América. No entanto, apesar de lhes ter sido dada a hipótese de viver noutro sítio, voltaram à sua terra natal. Álamo de Oliveira é um desses habitantes. Natural do Raminho, o escritor já viveu fora da freguesia, mas optou por voltar. Vive no Raminho por escolha própria e não por obrigação. É a povo que lá vive que o cativa.“A terra tem sobretudo a sua gente, que é uma gente trabalhadora, afável, não são propriamente exploradores de intrigas, antes pelo contrário e isso quer a gente queira quer não, independentemente dos afectos que vamos criando com as pessoas, acaba por nos atrair”, revela.Álamo de Oliveira confirma que o Raminho soube trazer até aos dias de hoje as tradições de antigamente. “Já houve épocas de entusiasmos maiores, mas de qualquer maneira continuam a manter as suas tradições de forma quase exaustiva, mas ao mesmo tempo introduzindo algumas inovações, que vêm não só fazer com que essa tradição se perpetue e continue, como também vêm a melhorá-las em termos de qualidade”, salienta.“Quando eu falo em tradições estou a falar sobretudo da forma como eles ainda festejam o carnaval, há sempre um ou dois grupos a fazer bailinhos de carnaval, a maneira com ainda festejam as suas festas de verão, a maneira como realizam ainda os seus bodos…”, enumera.O escritor raminhense realça, no entanto, as capacidades intelectuais da população da freguesia. “Há outra particularidade extremamente interessante. É que o Raminho apesar de ser uma freguesia iminentemente rural, é uma freguesia com uma grande apetência cultural e intelectual. É talvez das freguesias da ilha, embora sendo pequena, que maior percentagem tem de gente formada nas áreas mais variadas das ciências e das letras”, reforça.Uma das tradições mais vincadas na sociedade do raminho é a procissão dos abalos. O evento decorre todos os anos a 31 de Maio, desde 1967, de forma a assinalar a crise sísmica decorrida nesse ano.“A procissão dos abalos mantém-se com a mesma força que tinha. Vai gente de todas as idades, crianças, jovens…Continua a ser uma procissão altamente participada. Trata-se de facto de uma promessa feita por pessoas do Raminho, há mais de 100 anos, que quer chova quer faça vento, continua a ser realizada naquele dia”, afirma Álamo de Oliveira.A procissão tem no entanto um cariz diferente das comuns manifestações religiosas da ilha. As diferenças são evidentes desde já no horário A procissão ocorre por volta das 6h00. Mas também vestuário é invulgar. Ao contrário do que é habitual, a população não se veste de forma mais requintada para celebrar o acontecimento. Vestem as roupas de trabalho, até porque mal acaba a procissão retornam às suas casas, ou em muitos casos, hoje em dia, às paragens de transportes públicos. Ninguém sai da Igreja e ninguém volta à Igreja. “Mudaram a hora inicial exactamente para que os jovens que tinham vontade de ir pudessem ir, porque aquela ruralidade que o Raminho já possuiu e já viveu está um pouco mais diluída, evidentemente. Há menos gente a trabalhar no campo, porque há muito mais gente a trabalhar fora. E portanto teve que se olhar aos horários dessas pessoas”, acentua.Esta passagem do testemunho de geração em geração ocorre de uma forma natural. A juventude mantém um diálogo aberto com os mais velhos, sem que seja necessário existir uma imposição. Para Eva Vidal, a Escola Primária do Raminho assume um papel fundamental, na continuidade desses valores.

(in DI-Revista)

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terça-feira, agosto 11, 2009

Investigation of novel microbial diversity and nitrogen cycling in lava tubes of Terceira, Azores, Portugal

Foi apresentado no 94th ESA Annual Meeting, em Albuquerque, New Mexico, o trabalho de:
Jennifer J.M. Hathaway1, Diana E. Northup1, and Maria de Lurdes N.E. Dapkevicius2. (1) University of New Mexico, (2) University of the Azores, Terceira.


The subterranean world of caves supports a diverse community of organisms, despite the lack of solar radiation and often low availability of nutrients. Lava tubes, one type of type of caves, are common in volcanic terrain worldwide, yet are understudied compared to their more famous limestone cave counterparts. The walls and ceiling of lava tubes are often covered in colorful microbial mats, however little is known about which organisms are present and what ecological roles they fulfill. One such ecological role could be cycling nitrogen within the cave systems. The oxidation of nitrogen provides energy for some types of microorganisms, and the microbial fixation of nitrogen makes nitrogen bioavailable. Study of the organisms responsible for N transformation in soil and aquatic habitats, continue to yield new discoveries. These analyses have not been conducted in subterranean habitats where N limitation is a major constraint on biological production. Understanding how the bacteria in lava tubes are able to obtain this scarce, critical element from a nitrogen-poor environment would provide greater insight into the ecological dynamics of lava tubes. Molecular methods were used to determine the diversity of species present in 11 Azorean lava tubes, and to determine if these bacteria are capable of participating in nitrogen cycling. Samples represented a range of colors of microbial mats, different precipitation and land use regimes above the lava tubes, and different aged lava flows.
Results/Conclusions
Twelve phyla have been identified using 16S rDNA analyses from the lava tubes, including Nitrospirae (nitrite oxidizers), Actinobacteria, Proteobacteria (four divisions), Bacteriodetes, Planctomycetes, Gemmatimonadetes, Verrucomicrobia, Chloroflexi, Firmicutes, OP10, and TM7. Ammonia oxidation is suggested to occur in 8 of the 11 caves study, base on the presence of the amoA gene. Nitrogen fixation is also suggested to occur in several caves. These results indicate microbial participation in nitrogen cycling in the lava tube ecosystem. We observed small differences in community composition among differently colored microbial mats, but no strong trend in community composition by color was found. Overall, lava tube microbial communities were revealed to contain significant diversity. These results will be used as the basis of a community analyses to compare the community structure in terms of abiotic factors such as soil and water chemistry as well as land use above the lava tubes.

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segunda-feira, julho 27, 2009

Eficiência das Pescas na Terceira- Entrevista de Fabíola Gil

Fabíola Gil (Universidade dos Açores) sobre um estudo que tem como principal objectivo avaliar a eficiência das pescas na ilha Terceira e nas ilhas das Flores e Corvo, a par de um trabalho mais alargado de caracterização da sócio-economia das comunidades piscatórias destas ilhas com o objectivo final de determinar a sustentabilidade da actividade

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quarta-feira, julho 22, 2009

Entrevista de Vasco Silva sobre gestão da água em bacias hidrográficas com utilização agrícola

segunda-feira, julho 20, 2009

Açorianos promovem debate em Cabo Verde

A percepção da população da ilha Terceira sobre as alterações climáticas foi um dos temas apresentados no Congresso de Ciência Regional, em Cabo Verde.
Cerca de 60 autores da Universidade dos Açores reuniram-se em Cabo Verde num encontro que conjugou o 2º Congresso Lusófono de Ciência Regional, o 1º Congresso de Ciência Regional de Cabo Verde, o 15º Congresso da Associação Portuguesa de Desenvolvimento Regional e o 3º Congresso de Gestão e Conservação da Natureza.
O evento, realizado na Cidade da Praia, Ilha Santiago, contou com a presença de cerca de 250 congressistas. O Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores foi um dos que registou mais participação. No total foram apresentados doze estudos sobre variadas temáticas.
Percepção de risco das Alterações Climáticas Globais em ilhas - A percepção dos Terceirenses no Arquipélago dos Açores, Portugal foi um dos trabalhos apresentados por Félix Rodrigues, Manuela Figueiredo e Luísa Lima.
O estudo realizado com base num inquérito a 250 habitantes da ilha Terceira foi tese de mestrado de Manuela Figueiredo. As conclusões do estudo demonstraram que apesar de terem ideias concretas sobre determinados fenómenos, as pessoas nem sempre conseguem fazer uma ligação entre eles.
De acordo com Félix Rodrigues, um dos factos comprovados com o estudo prende-se com a importância que a população da ilha atribui à problemática. “As alterações climáticas globais não são a principal prioridade das pessoas”, revela.
Em primeiro lugar surge o terrorismo, seguido da SIDA e da fome. Só em quarto lugar aparecem as preocupações climáticas. Os dados provam ainda que é a comunicação social que marca a agenda de preocupações da população.
Segundo o professor da Universidade dos Açores, a população mostrou ainda utilizar mecanismos de protecção do próprio indivíduo, uma vez que tendem a pensar que o problema só atingirá primeiro países longínquos.
Os investigadores defendem, portanto, uma estratégia de promoção adequada e feita por cientistas, dado que os inquiridos atribuíram mais credibilidade aos cientistas do que a políticos, por exemplo.
Para combater a má informação, os especialistas acreditam ser necessário utilizar uma linguagem mais apropriada, assim como desmistificar algumas confusões. A título de exemplo, Félix Rodrigues salienta a confusão feita entre os conceitos de buraco do ozono e aquecimento global.

TRABALHO DE MARIA HELENA GUIMARÃES DISTINGUIDO

Prémio Bartolomeu da APDR atribuído a investigadora da Uaç.
Maria Helena Guimarães, do Gabinete de Conservação e Gestão da Natureza do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, venceu o prémio “Bartolomeu”, da Associação Portuguesa de Desenvolvimento Regional (APDR).
O trabalho de Maria Helena Guimarães intitulava-se “O uso da metodologia-Q para obter intervenientes – Discursos sobre o desenvolvimento futuro da zona da Costa da Ria Formosa, no sul de Portugal”.
O Prémio “Bartolomeu” é atribuído a cientistas com menos de 33, que apresentem um trabalho individual em sessões do Congresso da APDR.
O prémio é atribuído pela apreciação de um júri constituído pelo director da Revista Portuguesa de Estudos Regionais e mais dois cientistas por ele nomeados. A Coerência conceptual, a relevância para a ciência regional e o impacto no desenvolvimento regional foram os critérios de apreciação.
O trabalho a concurso utilizava uma nova metodologia com significado estatístico que permitia identificar critérios para uma estratégia efectiva e eficaz de conservação do sistema lagunar da Ria Formosa, no Algarve. Os diferentes grupos sociais, com interesses na área, têm diferentes perspectivas e desejos de conservação para o lugar.
A análise levada a cabo pela autora permitiu identificar esses discursos e as distintas perspectivas a serem integradas na gestão e conservação do sistema lagunar em análise e com possibilidades de aplicação a outros domínios.
(in Diário Insular)

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sábado, julho 18, 2009

Etnobotânica e Desenvolvimento sustentável - Recordar o Passado para Sustentar o Futuro

Félix Rodrigues, Marco Botelho, Cristina Mendonça, Ana Vilela e Maria Angeles Mendiola apresentaram, no 2º Congresso Lusófono de Ciência Regional, realizado na Cidade da Praia, em Cabo Verde, de 6 a 11 de Julho de 2009, uma comunicação intitulada "Etnobotânica e Desenvolvimento sustentável - Recordar o Passado para Sustentar o Futuro".

A etnobotânica é a ciência que ligada à botânica e antropologia estuda as interacções entre os indivíduos e as plantas, em sistemas dinâmicos. Estuda as aplicações e os usos tradicionais das plantas pelo ser humano. É uma ciência multidisciplinar que envolve indivíduos de vários extractos sociais, desde o simples agricultor aos botânicos, antropólogos, médicos, engenheiros, e físicos entre outros.
É a transdisciplinaridade desta área que poderá levar a redefinir e a reequacionar conceitos de crescimento e desenvolvimento que se quer sustentável.
Nesse trabalho apresentaram-se e discutiramm-se as utilidades dadas às plantas em três ilhas do Arquipélago dos Açores: São Jorge, São Miguel e Terceira.
(In Cabo Verde-Redes de Desenvolvimento Regional)

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Percepção de risco das Alterações Climáticas Globais em ilhas

Félix Rodrigues, Manuela Figueiredo e Luísa Lima apresentaram, no 2º Congresso Lusófono de Ciência Regional, realizado na Cidade da Praia, em Cabo Verde, de 6 a 11 de Julho de 2009, uma comunicação intitulada "Percepção de risco das Alterações Climáticas Globais em ilhas - A percepçãodos Terceirenses no Arquipélago dos Açores, Portugal".
Sendo as Alterações Climáticas Globais uma temática actual, onde as preocupações científicas, políticas e dos cidadãos são crescentes, torna-se pertinente o estudo sobre o que as pessoas pensam, o que sabem, que opinião têm acerca dos riscos das alterações climáticas, podendo os resultados deste estudo ser úteis na decisão e na implementação de medidas de mitigação e adaptação.
Neste trabalho apresentam-se as principais conclusões de um estudo sobre percepção das alterações climáticas globais levado a cabo na ilha Terceira no Arquipélago dos Açores.
Com base nos resultados obtidos propõem-se estratégias educativas e comunicativas, de modo a facilitarem a implementação de medidas mitigadoras das alterações climáticas globais, em termos da ilha e, se possível, dos Açores.

(In Cabo Verde - Redes de Desenvolvimento Regional)

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Contributo para a conservação da espécie Azorina vidalii (Wats.) Feer

Glória Monteiro e Eduardo Dias apresentaram, no 2º Congresso Lusófono de Ciência Regional, realizado na Cidade da Praia, em Cabo Verde, de 6 a 11 de Julho de 2009, uma comunicação intitulada "Contributo para a conservação da espécie Azorina vidalii (Wats.) Feer".
Azorina vidalii, espécie alvo deste estudo, trata-se de um género monoespecífico da família Campanulaceae, considerada em perigo crítico pelos critérios da IUCN (2001), protegida pela Convenção de Berna (revisão de 2002) – Anexo I e pela da Directiva dos Habitats DL 49/2005 de 24 de Fevereiro – Anexo II sendo considerada espécie prioritária.
O objectivo geral deste estudo é contribuir para a integração da conservação desta espécie no desenvolvimento local, utilizando como instrumento o conhecimento das suas populações. Efectuou-se durante este estudo uma avaliação da distribuição, da ecologia e da biologia das populações existentes na ilha Terceira (de acordo com estudos do GEVA, existente em oito das nove ilhas).
Numa primeira fase foi efectuada uma análise da informação histórica existente acerca da distribuição desta espécie nas ilhas seguida de uma confirmação das mesmas efectuando uma caracterização das áreas onde foram confirmadas as populações nomeadamente em termos climáticos, localização de linhas de água e análises de solos.
Para os estudos demográficos e foram realizados mais de 70 círculos, com o objectivo de nestes assinalar dados relativos à a classe de idade, ao número dos espécimes situados a partir de uma fonte de dispersão, bem como analisar ameaças existentes.
Continuadamente procedeu-se ao estudo da biologia desta espécie assinalando aspectos relevantes na germinação das suas sementes. Os dados obtidos demonstram a existência de 3 grandes populações na ilha são nas Quatro Ribeiras, Porto Martins e Monte Brasil.
A maior das populações em termos de área é a referente ao Porto Martins. No que se refere à demografia, as populações do Monte Brasil são as que apresentam maiores números de plântulas, demonstrando que em termos potenciais é a população que mais pode crescer. Em termos de ameaças a esta espécie pode-se realçar a presença de espécies invasoras tais como o Carpobrotus edulis, a presença de lixos e a pressão urbana para construção de infra-estruturas e presença de zonas balneares.
Trata-se então de uma espécie rara com populações tendencialmente alteradas mas em relativo bom estado de conservação. A sua resiliência estará dependente da criação de um plano para a espécie em estudo, integrado nas POOC (Plano de Ordenamento da Orla Costeira) e no PDM (Plano Director Municipal) é, uma vez que grande parte das suas populações encontra-se fora de áreas protegidas e das áreas da Rede Natura 2000.
Duma forma geral os POOC tomam em consideração a protecção e integridade biofísica do espaço, com a valorização dos recursos existentes e a conservação dos valores ambientais e paisagísticos. Assim por norma deveria integrar propostas e medidas de conservação para esta a espécie endémica. A conservação desta espécie deve ser uma prioridade das políticas conservações regionais, já que esta constitui um género endémico da flora vascular dos Açores.

(In Cabo Verde - Redes de Desenvolvimento Regional)

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Entrevista de Félix Rodrigues sobre desenvolvimento sustentavel no mundo rural insular

Análise da procura de educação em Portugal. Uma abordagem Custo-Benefício

Elisabete Martins, João Fernandes e Tomaz Dentinho apresentaram, no 2º Congresso Lusófono de Ciência Regional, realizado na Cidade da Praia, em Cabo Verde, de 6 a 11 de Julho de 2009, uma comunicação intitulada "Análise da procura de educação em Portugal. Uma abordagem Custo-Benefício".

Segundo a teoria do capital humano a educação é um investimento e tem associado uma determinada rendibilidade. Neste artigo abordou-se a avaliação da educação enquanto investimento individual. Tal como qualquer investimento, a educação envolve custos para o indivíduo que é posteriormente compensado com um salário mais elevado, traduzindo-se esta relação numa taxa interna de rendibilidade (TIR) individual.
O objectivo deste artigo consistiu em efectuar uma revisão de aspectos teóricos e metodologias no domínio da rentabilidade da educação. Em simultâneo, caracterizou-se o panorama educativo e o retorno financeiro da educação na população portuguesa, através da análise dos dados recolhidos num inquérito de âmbito nacional.

(In Cabo Verde - Redes de Desenvolvimento Regional)

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sexta-feira, julho 17, 2009

Desenvolvimento sustentável no mundo rural insular - Caso de estudo de uma comunidade da ilha Terceira, Açores, Portugal.

Félix Rodrigues, Eva Vidal e Cristina Palos apresentaram, no 2º Congresso Lusófono de Ciência Regional, realizado na Cidade da Praia, em Cabo Verde, de 6 a 11 de Julho de 2009, uma comunicação intitulada "Desenvolvimento sustentável no mundo rural insular - Caso de estudo de uma comunidade da ilha Terceira, Açores, Portugal".

Neste trabalho, apresentaram-se as perspectivas e percepções sobre desenvolvimento sustentável de uma pequena freguesia da ilha Terceira, Açores, Portugal.
A evidência empírica deste estudo fundamenta os aspectos particulares da freguesia: a identidade colectiva, o sentido de pertença ao lugar, a cooperação, a comunicação, as actividades colectivas, a permanência da população, os aspectos ambientais, e faz sobressair, a ausência do equilíbrio da estrutura etária, da formação permanente, da manutenção de serviços e equipamentos, da viabilidade económica e das oportunidades de emprego, entre outras.
O (des)envolvimento sustentável da freguesia rural estudada é possível, assim como também é possível encontrar um sentido de futuro, mas qualquer intervenção local para ser aceite e legitimada pela comunidade terá que ser, um processo, predominantemente de natureza informal.

(In Cabo Verde - Redes de Desenvolvimento Regional)

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Gestão Integrada dos Recursos Hídricos - Gestão e Conservação dos Recursos Hídricos e Património Florestal Natural

Maria da Conceição Rodrigues e Eduardo Brito de Azevedo apresentaram, no 2º Congresso Lusófono de Ciência Regional, realizado na Cidade da Praia, em Cabo Verde, de 6 a 11 de Julho de 2009, uma comunicação intitulada "Gestão Integrada dos Recursos Hídricos - Gestão e Conservação dos Recursos Hídricos e Património Florestal Natural".
Desenvolvido no âmbito dos projectos CLIMAAT e CLIMARCOST (INTERREG III B, MAC 2.3/A3 e 05/MAC/2.3/A1) este projecto desenhou uma metodologia de suporte ao ordenamento do território insular. Assume como objectivo fundamental a produção de um instrumento de integração e análise da relação entre os factores que regem o balanço hídrico e as diferentes alternativas de uso do solo. A metodologia foi aplicada ao Sítio de Interesse Comunitário - Serra de Sta. Barbara/Pico Alto na Ilha Terceira (Açores). O modelo conceptual assume explicitamente a diferenciação climática e a relação entre os processos de formação de nuvens de origem orográfica e os mecanismos de intercepção e armazenamento de água observados na floresta natural típica da Macaronésia. Uma análise custo/benefício realça os proveitos económicos do uso do solo para floresta natural.
(In Cabo Verde - Redes de Desenvolvimento Regional)

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Educação Ambiental e desenvolvimento regional – A adolescência e a cultura da vinha

Maria Teresa Lima, L. Silva e João Neves apresentaram, no 2º Congresso Lusófono de Ciência Regional, realizado na Cidade da Praia, em Cabo Verde, de 6 a 11 de Julho de 2009, uma comunicação intitulada "Educação Ambiental e desenvolvimento regional – A adolescência e a cultura da vinha".

A produção da casta de Verdelho nos Biscoitos (Terceira) está muito diminuída devido às transformações populacionais das últimas décadas. Mais ou menos 85% da área de vinha está abandonada. A parte que é cultivada depende das gerações mais antigas, pois, a mão-de-obra jovem e adolescente praticamente não existe. De facto, adolescentes, jovens e quase todos os adultos menos idosos, não se interessam pela cultura da vinha. Mas há um valor a conservar e sendo possível a recuperar. Neste sentido, a Universidade dos Açores em pareceria com a Escola Básica Integrada dos Biscoitos, através do Centro de Investigação de Tecnologias Agrárias dos Açores (CITAA), e ainda com o apoio da Secretaria Regional da Agricultura e Florestas, lançaram um projecto com vista a salvar estes valores. Ele está a decorrer naquela Escola e em trabalhos de campo em vinha, com a finalidade de sensibilizar crianças e adolescentes para esta cultura.

(In Cabo Verde - Redes de Desenvolvimento Regional)

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Uma Abordagem Multicritério à Gestão de Resíduos Sólidos na Ilha Terceira.

Bela Dutra e Emiliana Silva, apresentaram, no 2º Congresso Lusófono de Ciência Regional, realizado na Cidade da Praia, em Cabo Verde, de 6 a 11 de Julho de 2009, uma comunicação intitulada "Uma Abordagem Multicritério à Gestão de Resíduos Sólidos na Ilha Terceira".

Neste trabalho a metodologia consiste na utilização dos modelos de apoio à tomada de decisão para a localização de um aterro de inertes em ilhas, nomeadamente da gestão ambiental da ilha Terceira (Açores, Portugal). A resolução recorreu à análise de seis alternativas-espaço através do método da análise multicritério, mais especificamente da técnica SMART (Simple Multicriteria-Atribute Rating Tecnique) com o auxílio de uma escala percentual.
São avaliados critérios económicos, ambientais e funcionais compostos por vários atributos (ou características). É o Agente de Decisão (AD) o responsável pelas ponderações percentuais (ou valor original), permitindo a hierarquização das alternativas-espaços (Direct Rating), através do cálculo do padrão peso normalizado. Os resultados da fronteira eficiente definem as alternativas-espaço dentro da solução óptima, excluindo as restantes localizações. A análise de sensibilidade indica que é a alternativa SS_02 a localização da Ilha Terceira com maior potencial para a instalação de um aterro de inertes.

(In Cabo Verde - Redes de Desenvolvimento Regional)

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quinta-feira, julho 16, 2009

Maria Helena Guimarães vence prémio Bartolomeu da Associação Portuguesa de Desenvolvimento Regional

Foi vencedora do Prémio Bartolomeu, durante o 15º Congresso da Associação Portuguesa de Desenvolvimento Regional, de 6 a 11 de Julho de 2009, na Universidade Piaget na cidade da Praia, Cabo Verde, o trabalho de Maria Helena Guimarães, do Gabinete de Conservação e Gestão da Natureza do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, com o título: The use of Q-methodology to obtain stakeholder Discourses on the future development of Ria Formosa Coastal zone, south of Portugal.
O Prémio Bartolomeu é atribuído a cientistas com menos de 33 anos no dia 15 de Julho de cada ano, que apresentem um trabalho individual em sessões do Congresso da APDR. O prémio é atribuído pela apreciação de um júri constituído pelo director da Revista Portuguesa de Estudos Regionais e mais dois cientistas por ele nomeados. Os critérios de apreciação são: a coerência conceptual, a relevância para a ciência regional e o impacto no desenvolvimento regional.


Resumo
The lagoon system of Ria Formosa is important for both nature conservation and economic development. Its important ecological characteristics have been reemphasized by its protection by national law since and its inclusion in international conservation instruments. In the last decades, increasing threats to the area have appeared. These threats are identified in the different management plans which include this area; however institutional complexity has delayed the development of effective solutions.
Effectiveness cannot be easily measured, since different stakeholders use different criteria as the basis of their opinion. An effective strategy for nature conservation necessarily involves using stakeholder analysis. Without these steps, policies may fail to gain sufficient political and local support to be made into rules, and even if they are, they will often lack enough support among local people to be effective. The purpose of this study is to investigate discourses concerning future management of Ria Formosa coastal zone. This article focuses on stakeholder analysis with Q methodology. The objective is to understand both the identities and desires of local stakeholders in their own terms and categories, instead of making assumptions about their problems and needs. In February 2007, we did thirty interviews among 10 different groups of stakeholders. From these interviews, 31 statements were taken as being the most common discourse. Using these statements a questionnaire was performed to 22 new individuals. Participants were asked to sort the 31 statements according to how important or not they were to them. These results were then analyzed using factor analysis.
This study revealed four distinct discourses on the future development of this area: environmental education and capacity building; fisheries and ecotourism development; bureaucracy, land planning and fisherman conditions; environmental quality, integration and organization. Theses Discourses are analyzed in detail and compared with the new action program in Ria Formosa, POLIS 2008. It concludes that the action planned in POLIS 2008 covers most of the concerns that stakeholders identified. The major conflict area identified concerns demolition actions of part of the houses existing in some of the barrier island of the lagoon system. In order to prevent conflict situation, communication and information strategies should be developed.
(In Cabo Verde - Redes de Desenvolvimento Regional)

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Análise da Eficiência Técnica da Pesca da Ilha Terceira

Gisele Toste, Fabíola Gil e Tomaz Dentinho apresentaram, no 2º Congresso Lusófono de Ciência Regional, realizado na Cidade da Praia, em Cabo Verde, de 6 a 11 de Julho de 2009, uma comunicação intitulada " Análise da Eficiência Técnica da Pesca da Ilha Terceira".
A actividade piscatória tem relevância económica para a Região Autónoma dos Açores, representando 5% do emprego e 40% das exportações. O principal alvo na pesca demersal é o goraz (Pagellus bogaraveo) devido ao seu elevado valor económico, que representou 28,57%, 39,06% e 27,18% das capturas na Ilha Terceira nos anos 2004, 2005 e 2006, respectivamente. O objectivo deste artigo é estimar a eficiência técnica da actividade piscatória, utilizando um método não paramétrico, o DEA (Data Envelopment Analysis), e índices Malmquist.
A eficiência técnica média calculada apresentou valores entre 0,525 e 0,596 a rendimentos constantes à escala (CRS) e entre 0,643 e 0,740 a rendimentos variáveis à escala (VRS), sendo a eficiência de escala de 0,805 e 0,844. O cálculo dos índices Malmquist tiveram uma ligeiríssima diminuição no geral dos seus componentes ao fim do período em análise, sendo que o índice do factor de produtividade total foi de 0,996.

(In Cabo Verde - Redes de Desenvolvimento Regional)

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Análise de Custos das Pescarias da Ilha Terceira

Gisele Toste, Fabíola Gil e Tomaz Dentinho apresentaram, no 2º Congresso Lusófono de Ciência Regional, realizado na Cidade da Praia, em Cabo Verde, de 6 a 11 de Julho de 2009, uma comunicação intitulada "Análise de Custos das Pescarias da Ilha Terceira.
Embora ocupe apenas uma pequena parte da população, a importância económica relativa da pesca no arquipélago dos Açores e na ilha Terceira tem vindo a aumentar. A frota da ilha Terceira, constituída por 118 embarcações, está dividida pelos vários portos da ilha, encontrando-se a maioria no Porto de São Mateus e no porto da Praia da Vitória.
O presente trabalho teve como objectivo analisar os custos da pesca na ilha Terceira. Para tal realizaram-se inquéritos junto dos armadores e com os dados obtidos procurou-se as funções de custo total, custo variável e custo fixo.
Concluiu-se que os custos totais dependem sobretudo do tamanho médio da tripulação, da distância percorrida e da potência do motor, que os custos fixos dependem do tamanho médio da tripulação e da potência do motor e que os custos variáveis podem ser diminuídos através da gestão de um mestre com mais experiência mas sobem com a distância percorrida.

(In Cabo Verde - Redes de Desenvolvimento Regional)

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Os investimentos das empresas brasileiras em Portugal: Dez casos de estudo em empresas de grande porte

Cristiano Cecelha, Joaquim Silva, Paulo Silveira e Tomaz Dentinho apresentaram, no 2º Congresso Lusófono de Ciência Regional, realizado na Cidade da Praia, em Cabo Verde, de 6 a 11 de Julho de 2009, uma comunicação intitulada "Os investimentos das empresas brasileiras em Portugal: Dez casos de estudo em empresas de grande porte".

Nos últimos 15 anos, o Brasil passou por profundas transformações na sua economia, a ter como exemplo a estabilidade macroeconómica. Um dos efeitos deste fenómeno foi o investimento no exterior (IDE), no cenário de globalização, realizado por várias empresas brasileiras. Portugal é um dos maiores hospedeiros destas empresas. Este trabalho tem como base entrevistas realizadas in loco nas empresas de grande porte instaladas em Portugal, as quais são: OGMA/Embraer S/A, Marcopolo S/A, Odebrecht S/A, H. Stern S/A, WEG S/A, CSN/Lusosider S/A, O Boticário S/A, Rede Record S/A e Banco do Brasil S/A e Banco Itaú S/A. Sob a base das teorias do IDE, analisou-se aspectos espaciais e motivacionais de tal investimento. Conclui-se que Portugal é um país fundamental na estratégia de grande parte destas empresas, e que estas contribuem para a competitividade da economia portuguesa.

(In Cabo Verde - Redes de Desenvolvimento Regional)

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sábado, junho 27, 2009

Comunicações

Serão apresentadas no 15º Congresso da APDR, na cidade da Praia, Cabo Verde, as seguintes comunicações de investigadores e docentes do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores.
Gestão de Recursos Hídricos em Pequenas Bacias Hidrográficas com Intensificação Agrícola de Vasco Martins da Silva e Luísa Calado.
A erosão costeira como factor condicionante da sustentabilidade Gestão de Zonas Costeiras de Paulo Borges, Goreti Lameiras e Helena Calado.
Análise de Custos das Pescarias da Ilha Terceira Gestão de Zonas Costeiras de Gisele Toste, Fabíola Gil, Mário Rui Pinho e Tomaz Dentinho
Análise da Eficiência Técnica da Pesca da Ilha Terceira Gestão de Zonas Costeiras de Eusébio Marote , Fabíola Gil, Gisele Toste e Tomaz Dentinho.Uma Abordagem Multicriterio à Gestão de Resíduos Sólidos na Ilha Terceira Gestão e Conservação da Natureza de Bela Dutra e Emiliana Silva.
Contributo para a conservação da espécie Azorina Vidalii (Wats.) FEER Gestão e Conservação da Natureza de Glória Monteiro e Eduardo Dias.
Os investimentos das empresas brasileiras em Portugal: Diversos casos de estudo em empresas de grande porte Inovação e Difusão Tecnológica de Cristiano Cechella, Joaquim Ramos Silva, Paulo Ávila da Silveira e Tomaz DentinhoEducação ambiental e desenvolvimento regional. A adolescência e a cultura da vinha Agricultura e Desenvolvimento Rural de Maria Teresa Ribeiro de Lima, Lisa Silva e João Fernando Drumonde Neves.
Gestão Integrada dos Recursos Hídricos - Gestão e conservação dos recursos hídricos e património florestal natural Energia, Água e Sustentabilidade de Maria da Conceição Rodrigues e Eduardo Manuel Brito de Azevedo.
Percepções dos Terceirenses sobre alterações climáticas globais de Félix Rodrigues, Manuela Figueiredo e Luísa Lima.
Etmobotânica de São Jorge, São Miguel e Terceira: Resgatar o passado para garantir o futuro, de Félix Rodrigues, Marco Botelho, Ana Vilela, Cristina Mendonça e Maria de los Angeles Mendiola.
Desenvolvimento ao ritmo dos afectos de Félix Rodrigues, Eva Vidal e Cristina Palos.

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terça-feira, junho 02, 2009

Aprender em saídas de campo é possível: Relatos de uma experiência em Santa Maria

Autores: Natália Abreu; Francisco Sousa e Francisco Cota Rodrigues
As questões relacionadas com a educação ambiental e com a educação para o desenvolvimento sustentável surgem como mote para o incremento de práticas pedagógicas inovadoras nas mais diversas áreas curriculares, incluindo as Ciências Naturais. Das várias metodologias a empregar na promoção de aprendizagens relacionadas com o património natural e com o desenvolvimento sustentável, a saída de campo constitui-se como uma estratégia que rompe com a didáctica expositiva e contribui para a compreensão destas temáticas, além de promover a mudança de valores, atitudes e responsabilidades dos alunos em relação ao Ambiente.
Esta comunicação é centrada numa forma de abordar a problemática das saídas de campo, recentemente experimentada na Escola Básica e Secundária de Santa Maria. Discutiremos as vantagens e desvantagens da abordagem realizada à luz do modelo adoptado. De seguida, reflectiremos sobre os efeitos da implementação desta metodologia no estudo da geodiversidade da ilha de Santa Maria, envolvendo uma amostra constituída por 27 alunos da referida escola. Os resultados obtidos revelaram que a implementação da saída de campo pode enriquecer os conhecimentos científicos dos alunos, ajudá-los a consolidar o conceito de desenvolvimento sustentável e a desempenhar um papel investigativo, centrado em realidades concretas e locais, levando-os a conceptualizações globalizantes. A saída de campo aparece como uma ferramenta ao dispor dos educadores que potencia acções de Educação Ambiental, através das quais se ambiciona sensibilizar os alunos a conhecer e compreender as diversas temáticas, levando-os ao envolvimento, responsabilização e participação individual e colectiva na solução de problemas ambientais, fomentando o exercício de uma cidadania activa.

(In Encontro de Inovação Educacional)

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