domingo, agosto 02, 2009

Mestrados em Gestão e Conservação da Natureza (19.ª Edição) em Engenharia do Ambiente (4.ª Edição) e em Educação Ambiental (4.ª Edição)

Serve o presente nota para informar da abertura do Curso de Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza (19.ª Edição), do Curso de Mestrado em Engenharia do Ambiente (4.ª edição) e do Curso de Mestrado em Educação Ambiental (4.ª edição).
As edições de 2009/2011 terão lugar na ilha Terceira e são organizadas pela Universidade dos Açores.
A Universidade dos Açores, através do Gabinete de Gestão e Conservação da Natureza do Departamento de Ciências Agrárias, tem vindo a organizar desde o ano 2000 edições dos Mestrados em vários pontos do país e nas diversas ilhas dos Açores, contribuindo para a formação do capital humano e para o aprofundamento de temas que dizem respeito ao desenvolvimento sustentável das ilhas.
Informa-se ainda que as inscrições decorrem até dia 5 de Setembro de 2009.
De modo a verem esclarecidas quaisquer dúvidas poderão entrar em contacto com Tomaz Dentinho ou com Elisabete Martins contactando o Gabinete de Gestão e Conservação da Natureza da Universidade dos Açores, através do contacto telefónico 295 4020 229.
Para procederem à inscrição os candidatos devem enviar o seu Currículo Vitae para elisabetemartins@uac.pt.

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Mestrado em Engenharia do Ambiente - Entrevista a Félix Rodrigues

quarta-feira, julho 08, 2009

Três cursos de mestrado no campus de Angra


Gestão e Conservação da Natureza, Engenharia do Ambiente e Educação Ambiental são os três cursos de mestrado da Universidade dos Açores com inscrições abertas. Os dois primeiros estão a cargo do Departamento de Ciências Agrárias do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores. O terceiro é da responsabilidade conjunta dos Departamentos de Ciências de Educação e de Ciências Agrárias.Os mestrados visam proporcionar aos mestrandos formação de nível aprofundado e específica nas áreas de gestão ambiental, engenharia do ambiente e educação ambiental e destinam-se a dois públicos-alvo: licenciados com o primeiro ciclo de Ensino Superior (Cursos de Bolonha) que pretendam aprofundar conhecimentos na sua área científica inicial ou numa área afim, e investigar, nas áreas científicas do ambiente e/ou educação; e licenciados, em exercício de funções nas áreas do ambiente ou educação, que pretendam aprofundar o seu conhecimento técnico/científico ou a sua prática docente, contribuindo para a qualidade e a melhoria do ensino, através de uma formação transdisciplinar.São aceites, para o total dos três cursos de mestrados, candidaturas para 20 vagas. As candidaturas decorrem de 15 deste mês a 15 de Agosto, no secretariado dos mestrados (Gabinete de Gestão e Conservação da Natureza), no Departamento de Ciências Agrárias.
Para mais informações contactar: elisabetemartins@uac.pt
(in Diário Insular)

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domingo, outubro 19, 2008

Projecto de requalificação da zona entre o porto da Praia e o Porto Martins

Surf, observação de aves, actividades náuticas e passeios à beira mar são algumas das possibilidades incluídas no projecto que recupera o antigo caminho de São Vicente.
Um grupo de arquitectos, engenheiros do Ambiente, biólogos e ambientalistas (unidos pela prática do surf) defende a transformação do antigo caminho de São Vicente (que liga o porto da Praia da Vitória à freguesia do Porto Martins da ilha Terceira) num trilho turístico, ligado às actividades náuticas. O projecto foi apresentado na terça-feira, na Casa do Povo do Cabo da Praia e contempla a recuperação desta via antiga, que liga o forte de Santa Catarina ao Pocinho do Borreiro, no Porto Martins. “Esta estrada encontra-se a poucos metros do mar. Na zona do Pocinho, ao que sabemos, há interesse do grupo Pestana [proprietário de várias unidades hoteleiras] em adquirir 25 mil metros quadrados de terreno para aí instalar um resort. Portanto, há todo um potencial turístico e de lazer associado a essa zona. O nosso projecto vai nesse sentido”, explica o arquitecto João Pires dos Santos, um dos autores do projecto a par com o arquitecto João Monjardino. O projecto contempla três intervenções que visam explorar alguns dos atractivos que a zona comporta: o surf, a observação de pássaros e os passeios à beira mar. No primeiro caso, os promotores da iniciativa defendem a construção de um recife artificial, no segundo, a recuperação da pedreira existente ao lado do parque de combustíveis; no terceiro, a recuperação de todo o caminho de São Vicente. “Essas intervenções têm objectivos particulares, mas, todas conjugadas, permitem uma intervenção mais abrangente que – em nosso entender – garante, em primeiro lugar, aos habitantes do Cabo da Praia e, depois, a todos os terceirenses e turistas uma vasta área de contacto com a natureza e com o mar. Não aproveitar estas potencialidades é um erro crasso. Já destruíram a melhor baía que a ilha tinha ao construírem um porto que, por estar mal situado, só dá despesas. Não virem as costas a este espaço que, bem aproveitado, paga o investimento e ainda dá lucro”, alega João Pires dos Santos.

Aves e mar
O projecto do “Trilho do Sol Nascente” engloba o usufruto de três ondas naturais (entre elas a de Santa Catarina, considerada pela comunidade surfista como uma das melhores dos Açores), uma onda gerada artificialmente, um observatório de aves migratórias, várias zonas de mergulho e natação, assim como espaços verdes para piquenique, descanso ou passeio. “Dezenas de observadores de aves internacionais vêm à antiga pedreira para ver espécies raras. Essa actividade é uma mais-valia turística para a ilha e não pode ser posta de parte neste projecto”, explica Carlos Leal, Mestrando em Educação Ambiental do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, associado ao projecto, que tem realizado alguns trabalhos sobre o local. “Uma ideia interessante a englobar neste projecto seria a recuperação dos fortes que se encontram neste perímetro. Daí defender que o início do trilho seja o forte de Santa Catarina”, acrescenta João Pires dos Santos. Os promotores do projecto pretendem agora apresentá-lo à Câmara Municipal da Praia da Vitória e a outras entidades governamentais.

Recife artificial pode protegero parque de combustíveis da Praia
A fina zona de costa que separa o mar dos terrenos onde está instalado o parque de combustíveis da Praia da Vitória pode ser protegida por um recife artificial. Esta é a ideia defendida pelo grupo de arquitectos, engenheiros do Ambiente, biólogos e surfistas que, na noite de terça-feira, apresentou um projecto de recuperação e aproveitamento lúdico da zona de costa entre o porto da Praia e o Pocinho, no Porto Martins. “Em frente a essa área, que hoje corre risco de erosão devido à força das ondas, é possível criar-se uma bancada artificial que dissiparia a energia das ondas e, por um lado, protegia o parque e, pelo outro, originaria uma onda perfeita para a prática do surf”, explica Orlando Guerreiro, Mestrando em Gestão e Conservação da Natureza do Campus de Angra do Heroísmo. O engenheiro do Ambiente adianta que, actualmente, muitos biólogos e empresas no mundo dedicam-se à construção de recifes artificiais para gerar ondas “surfáveis” e que essa opção seria uma mais-valia para a zona, onde existe a onda de Santa Catarina, considerada pela comunidade surfista como uma das melhores.“É um investimento grande, mas que traria mais retorno, inclusivamente turístico, do que colocar ali uns pés de galo”, explica Orlando Guerreiro.

(In Diário Insular)

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sábado, outubro 18, 2008

Ambientalistas querem zona de lazer na Praia

Um grupo de arquitectos, engenheiros do ambiente, biólogos, surfistas e ambientalistas defende a construção de um trilho de interesse internacional entre o Porto da Praia da Vitória e a freguesia do Porto Martins.
O projecto, apresentado esta terça-feira no Cabo da Praia, engloba a recuperação da pedreira junto ao Parque de Combustíveis, espaço que dizem ser de excelência para a observação de aves.O grupo propõe a recuperação do antigo caminho de São Vicente, que dará acesso a zonas de surf, mergulho, banho e pesca.Do projecto faz parte também a construção de um recife artificial na enseada ao lado da zona de Santa Catarina, com o qual garantem ser possível proteger a zona costeira que separa o mar do Parque de Combustíveis e ao mesmo tempo criar uma onda artificial perfeita para a comunidade surfista internacional.O projecto vai ser apresentado em breve à Câmara Municipal da Praia e a outras entidades governamentais. Caso seja aprovado, o Cabo da Praia fica, de acordo com os seus autores, com uma zona de lazer única, capaz de conjugar o progresso com a natureza.
Reportagem vídeo: Rui Messias, Telejornal-RTP Açores

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sexta-feira, outubro 10, 2008

Morreu o defensor do Ambiente: Veríssimo Borges

Veríssimo de Freitas da Silva Borges, de 60 anos, biólogo, ex-Presidente e membro do Núcleo de S. Miguel da Associação Nacional de Conservação da Natureza - QUERCUS, e empresário, faleceu anteontem de manhã no Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada. Vítima de doença prolongada, a sua morte apanhou de surpresa muita gente e quem o conhecia é unânime em afirmar que o ambientalista sempre teve o Ambiente como primeira força de trabalho. Pensava na sua terra e na defesa do património ambiental, quer seja das lagoas [foi um crítico feroz das soluções apresentadas pelos vários governos], quer seja pela separação do lixo e/ou limpeza da orla marítima. Em todas as causas ambientais, Veríssimo Borges teve sempre uma palavra a dizer, e as Portas do Mar, por exemplo, não escaparam à sua intervenção, principalmente por temer que com a subida da água do mar aquela zona seja uma das que possa conhecer as consequências e submergir, tal como Al Gore o prognostica para outros pontos do globo. Certo é que o reconhecido ambientalista, além das fronteiras das ilhas, foi um defensor acérrimo das belezas naturais deste arquipélago e uma voz persistente e insistente na defesa do Ambiente desta terra. Foi também membro dos Amigos dos Açores e do SOS-Lagoas. Querendo sempre estar na vanguarda do saber na área ambiental, Veríssimo Borges estava a fazer Mestrado em Educação Ambiental do Departamento de Ciências Agrárias/Departamento de Ciências da Educação do Campus de Angra do Heroísmo, na Universidade dos Açores, sendo colega de Teófilo Braga, dos Amigos dos Açores, que sobre a morte do ambientalista referiu no Blogue "Terra": "o movimento ambientalista dos Açores perdeu uma das suas vozes mais importantes", esperando que "outros se levantem e não se deixem silenciar pelos poderes instalados". Pedro Carteiro, da QUERCUS, por sua vez, destaca o óptimo profissional que era Veríssimo Borges. "Era um ser humano dedicado e empenhado". Recordando os tempos em que conviveu com o colega, sublinha a força de vontade e de querer do mesmo. "Só posso classificá-lo como uma excelente pessoa" afirma ao DA, acrescentando, "era uma pessoa determinada e um trabalhador incansável, com uma capacidade de trabalho indescritível". Acima de tudo, no entender de Pedro Carteiro, Veríssimo Borges foi em vida uma pessoa que acreditava no seu trabalho e que depositava muitas expectativas naqueles com quem trabalhava e com quem convivia diariamente. Também o Bloco de Esquerda, partido que o ambientalista se apresentava a estas eleições legislativas regionais, como independente, cancelou a sua campanha, por 24 horas. A coordenadora do BE /Açores, Zuraida Soares, adiantou à agência Lusa que Veríssimo Borges, "era acima de tudo um grande amigo", acrescentando que o partido decidiu suspender toda a actividade política programada para anteontem. Segundo Zuraida Soares, Veríssimo Borges estava na lista do partido como independente, com o objectivo de "contribuir para a eleição de uma representação bloquista" para o parlamento açoriano. Também Carlos César ao Diário dos Açores lamentou "a perda de um amigo". O candidato do PS às eleições regionais afirmou que conhecia Veríssimo Borges desde a infância. Como tal, o seu falecimento representa, para o líder "rosa", "em primeiro lugar, a perda de um amigo com quem partilhei muitas lutas e com quem estabeleci muitas cumplicidades". O presidente do Governo Regional, actualmente em suspensão de funções, sublinhou mesmo que Veríssimo Borges foi um militante por muitas causas, todas elas desenvolvidas com muita paixão, no sentido interventivo. No entender de Carlos César, Veríssimo Borges é alguém que faz falta nos Açores, tendo endereçado palavras de solidariedade e pesar à família do extinto. Também Berta Cabral destacou ao nosso jornal a autenticidade de Veríssimo Borges. "Tive a oportunidade de privar com Veríssimo Borges. Ele exerceu funções como representante da QUERCUS. Foi uma pessoa autêntica." De acordo com a autarca da Câmara Municipal de Ponta Delgada, em suspensão de mandato, Veríssimo Borges era "uma pessoa que defendia com toda a convicção os valores ambientais da nossa Região". Um aspecto que tinham em comum, refere Berta Cabral ao "Diário dos Açores". A agora candidata a deputada pelo PSD afirma que "sempre nos entendemos muito bem porque consideramos que é fundamental defender o nosso ambiente, que tem um valor inestimável e que é uma mais-valia enorme do ponto de vista turístico e do ponto de vista do desenvolvimento sustentável dos Açores". Berta Cabral diz mesmo que o falecido "foi um homem que morreu de pé”, e como tal presta-lhe homenagem. Nas palavras de Berta Cabral, "até à última, até quando pôde e conseguiu raciocinar e lutar, ele defendeu sempre os seus ideais". E finaliza a autarca, "presto-lhe a minha homenagem. Ele ficará para sempre na nossa memória".
(In Diário dos Açores)

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quinta-feira, outubro 09, 2008

Faleceu Veríssimo Borges

Faleceu ontem, no Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, Veríssimo Borges.
Veríssimo Borges era dirigente regional da Quercus, um cidadão defensor das questões ambientais açorianas como poucos. Também era aluno do Mestrado em Educação Ambiental do Departamento de Ciências Agrárias e Departamento de Ciências da Educação do Campus de Angra do Heroísmo.
É uma grande perda para a Região e para o Ambiente dos Açores.
Os docentes do Curso de Mestrado em Educação Ambiental apresentam desta forma as condolências à família enlutada e elogiam o trabalho de Veríssimo Borges a favor da sustentabilidade do Arquipélago dos Açores.

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terça-feira, agosto 12, 2008

Associações Ambientais nos Açores perdem influência

As associações ambientais, nos Açores, estão a perder a sua função ideológica, em parte, por causa das parcerias com o Governo.
A conclusão vem demonstrada num estudo efectuado por uma aluna do Departarmento de Ciencias Agrárias e, adianta duas razões que podem justificar o facto: em alguns casos, devido à necessidade de sobrevivência e noutros pelas novas funções de parcerias com o Governo Açoriano. Para a aluna, Fátima Silva, essas associações estão mais preocupadas com a sua própria sobrevivência e têm dificuldades em cumprir determinados propósitos, com os quais lidam quotidianamente, e estão, afirma, a perder a sua função reivindicativa, ao passarem a ser parceiras do Governo Regional. Esta é, pelo menos, um estudo de Fátima Silva, para a sua tese de Mestrado em Educação Ambiental, na Universidade dos Açores.
(In Rafael Cota / Carlos Tavares RTP-RDP Açores)

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quinta-feira, agosto 07, 2008

História Infantil sobre Energia

Esta história da energia é o resultado da criatividade da Cláudia Tavares.

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quinta-feira, julho 31, 2008

Alunos do Mestrado em Educação Ambiental pedem protecção do Areal de Santa Bárbara

Em Dia da Conservação da Natureza, os alunos do Mestrado em Educação Ambiental do Campus de Angra do Heroísmo (Edição de Ponta Delgada) pediram a classificação do areal de Santa Bárbara, na Ribeira Grande. A ideia é garantir um estatuto de protecção especial para uma zona que, nos meses de verão, é frequentada por milhares de banhistas. Santa Bárbara tem muito mais que uma praia. A zona é frequentada por milhares de banhistas. E muitos mais este ano, depois das obras de beneficiação das estruturas de apoio.Mas Luís Noronha, o responsável pela ecoteca da Ribeira Grande, pede que olhem ao resto.Para a sua fauna, para a flora e até para o património construído pelo homem. Tudo isto faz do areal de Santa Bárbara na Ribeira Grande um local único, e que pode precisar de protecção, defende este responsável.

(In RDP-RTP Açores)

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terça-feira, julho 29, 2008

ONGA açorianas consideram possuir pouca influência...

As ONGA (organizações não Governamentais) dos Açores consideram possuir pouca influência, porque "a economia açoriana é regulada, maioritariamente, por investimentos públicos", conclui um estudo de mestrado da Universidade dos Açores.
A tese de Mestrado em Educação Ambiental de Fátima Lina, orientada pelos Professores Paulo Borges e Ana Cristina Palos dos Departamentos de Ciências Agrárias e Ciências da Educação da Universidade dos Açores, analisou cinco associações ambientalistas açorianas com estatuto de organizações não governamentais de ambiente (ONGA)O estudo realça que apesar da sua importante contribuição para a mediação ambiental, as ONGA açorianas deparam-se com algumas fragilidades em termos estruturais e conjunturais que se prendem com o número reduzido de associados, o regime de voluntariado, a canalização de verbas, a inexistência de recursos materiais e humanos e o sistema de lideranças.Segundo a tese, os espaços inter-relacionais das ONGA com o poder político têm sido pautados por uma progressiva cooptação (sistema de organização pela qual uma associação qualquer de pessoas nomeia internamente os seus próprios membros, sem dependência de critérios externos), em que as acções radicais de reivindicação parecem ser substituídas por acções institucionais.Este facto relaciona-se, segundo as ONGA, com a reorganização do aparelho administrativo do Estado, com a necessidade de desenvolvimento de projectos comuns e/ou com contrapartidas financeiras. Neste quadro, realça o estudo, "as intervenções das ONGA sobre este poder tem-se vindo a caracterizar pelo abrandamento nas reivindicações e aposta na construção de consensos (participação em comissões, conselhos regionais…)".Relativamente ao poder económico, o trabalho revela que as ONGA consideram possuir pouca influência, porque a economia açoriana é regulada, maioritariamente, por investimentos públicos e apontam como prioritário o exercício do papel regulador do Estado sobre as empresas dos Açores. "É referido que existe uma discrepância de interesses de ambas as partes que constrange a relação. Enquanto que as ONGA entendem o poder económico como potenciador do desenvolvimento sustentável, este vislumbra-as como potenciais obstrutores à sua actividade", afirma Fátima Lina no seu estudo.A pesquisa demonstra que o espaço de mediação entre as ONGA e a população pode decorrer da capacidade manifestada pelas ONGA na captação da comunicação social como sustentáculo da formação da opinião pública. Neste aspecto, toma particular relevância a televisão, a qual "parece pouco receptiva à divulgação das actividades das organizações". "Pode significar que os empreendimentos das ONGA são pouco expressivos em termos de relevância informativa ou a televisão possui outros interesses aos quais precisa atender. Por isso, as ONGA recorrem mais aos jornais, à Internet e à publicação de obras, possibilitando-lhes a divulgação de informação de índole ambiental", acrescenta.Por fim, a investigação mostra que as ONGA consideram a participação pública açoriana "débil". Apesar da sua contribuição para a mediação ambiental, as ONGA açorianas deparam-se com algumas fragilidades em termos estruturais e conjunturais que se prendem com o número reduzido de associados, o regime de voluntariado, a canalização de verbas, a inexistência de recursos materiais e humanos e o sistema de lideranças."(..) Os cidadãos não têm a consciência da dimensão dos problemas ambientais existentes ou que se sentem de algum modo representados pelas ONGA. Por outro lado percebem que possuem pouca influência na alteração das políticas em matéria de ambiente ou não possuem tempo para disponibilizar atenção a estas questões a não ser que estas os afectem directamente e interfiram com o seu quotidiano, conclui o estudo referindo que "perante este quadro é possível aludir que as ONGA, como entidades de representação social, precisam de reflectir sobre os papéis que vêm assumindo no espaço público, quer como formadores da opinião pública nas questões ambientais, quer como actores de pressão na defesa do ambiente".
(In Canal de Notícias dos Açores)

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domingo, julho 27, 2008

Dia nacional de conservação da natureza

A 28 de Julho, há 60 anos, foi fundada a Liga para a Protecção da Natureza. Neste dia comemorou-se, desde há 10 anos, o Dia Nacional da Conservação da Natureza, com o objectivo de chamar a atenção dos cidadãos para a importância da mesma.
A zona do Bandejo, na Ribeira Seca da Ribeira Grande, possui recursos naturais que foram explorados até há pouco anos, nomeadamente para a extracção de inertes. O projecto "Onda de Mudança" juntou diversas instituições numa acção comum para a valorização social, económica e ambiental daquela zona. O processo de valorização vai continuar e os "Amigos dos Açores" na data em que se pretende salientar a Conservação da Natureza, vão associar-se numa acção de promoção do Património Geológico, da biodiversidade e da riqueza paisagística e histórica daquela zona. Através do Projecto de Intervenção Ambiental do Mestrado em Educação Ambiental da Universidade dos Açores e da Ecoteca da Ribeira Grande, têm mobilizado sobretudo as organizações juvenis, as organizações sóciais e a população da zona, para uma concentração que será realizada a partir das 9h30. O Projecto "Onda de Mudança" teve origem no trabalho de um grupo de mestrandos de Educação Ambiental do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores e as acções articuladas mantêm mobilizados os parceiros – Câmara Municipal da Ribeira Grande, Junta de Freguesia da Ribeira Seca, Instituto de Acção Social, Centro de Apoio Social e Acolhimento e a sua valência – Centro de Desenvolvimento e Inclusão Juvenil – Escolha Certa, além da Ecoteca da Ribeira Grande, que tem o apoio da SRAM e é gerida pelos Amigos dos Açores.

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sexta-feira, julho 25, 2008

Participação Social e Práticas Ambientais

Foi apresentada e defendida no Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores a tese de Educação Ambiental, de Fátima Lina, sobre a temática da participação social e práticas ambientais. Essa tese foi orientada pela Professora Cistina Palos, do Departamento de Ciências da Educação e pelo Professor Paulo Borges do Departamento de Ciências Agrárias, ambos da Universidade dos Açores.
As questões ambientais têm vindo a dominar os discursos públicos, desde os anos sessenta e a ocupar a agenda política mundial na busca de um modelo de desenvolvimento humano ecologicamente sustentável. Nos Açores, os problemas ambientais remontam ao período do povoamento, no séc. XV, na sequência das actividades desenvolvidas pelas populações para garantir a sua sobrevivência. A resolução destes problemas apela à implementação de um novo tipo de desenvolvimento que implica a co-responsabilização de diversos actores sociais (população, comunidade científica, poder económico, mediadores da informação, movimentos sociais e decisores políticos) na construção de uma nova racionalidade ecológica. A adesão a este novo paradigma parece difícil de se incorporar e a prova disso encontra-se na emergência de actores, a partir da sociedade civil, na defesa do ambiente açoriano, as denominadas associações ambientalistas.
A presente investigação incidiu aprofundadamente sobre cinco associações ambientalistas açorianas com estatuto de organizações não governamentais de ambiente (ONGA). São organizações que se demarcam do espaço ocupado pelo poder instituído, sem fins lucrativos, que reivindicam um espaço de influência suportado no seu estatuto de representação do interesse público nas questões relativas ao ambiente. Estas estruturas proliferam na região por volta dos finais dos anos 90, beneficiando de enquadramentos legais vigentes, que lhes concedem o estatuto de parceiro social com direito a participar na definição da política e linhas de orientação legislativa em matéria de ambiente. Neste contexto, as ONGA vêem-se afectas a um quadro de responsabilidades cívicas que integra uma variedade de propósitos e parceiros. Para além de estarem atentas aos diferentes actores sociais com maior interferência nas questões ambientais, assumem, eventualmente, a responsabilidade na formação e informação ambiental dos cidadãos, tendo em vista o desenvolvimento da cidadania ambiental.
Esta investigação teve como finalidade contribuir para o entendimento das posições assumidas pelas ONGA açorianas no palco do ambiente, no qual se movem com direitos e obrigações compartidos, jogados sob um pesado manto de responsabilidades e atritos, do qual não se exclui a sua própria organização interna. Almejou evidenciar os propósitos que estiveram na base da sua institucionalização, bem como os processos de funcionamento que lhes são imputáveis. Procurou explicitar as perspectivas das ONGA sobre ambiente e os esquemas de intervenção adoptados, tendo em vista a formação da opinião pública na promoção de sensibilidade e consciência ambiental. Pretendeu identificar as relações que as ONGA estabelecem com o poder económico e com o poder político regional e local e a sua contribuição nos processos concernentes à formulação dos quadros legais em matéria de ambiente. Intentou ainda perceber os eventuais espaços de mediação e/ou confluência existentes entre as ONGA a comunidade científica e a comunicação social, bem como os possíveis benefícios que capitalizam na mobilização desses recursos.
Os resultados demonstram que apesar da sua importante contribuição para a mediação ambiental, as ONGA açorianas deparam-se com algumas fragilidades em termos estruturais e conjunturais que se prendem com o número reduzido de associados, o regime de voluntariado, a canalização de verbas, a inexistência de recursos materiais e humanos e o sistema de lideranças. As relações que estabelecem entre si são positivas, sustentadas na confiança, na cordialidade, na cooperação e no bom entendimento táctico e/ou estratégico na afirmação das suas posições relativas à defesa do ambiente.
As principais áreas que privilegiam nas suas intervenções relacionam-se com a geodiversidade (espeleologia e geologia), o ordenamento do território a questão marítima e os resíduos. No âmbito da Educação Ambiental, as ONGA contemplam públicos específicos (escolas, grupos de reinserção…) e heterogéneos (população em geral). As acções de Educação Ambiental que organizam são, quase sempre, por solicitação externa e abrangem uma diversidade de temáticas, cujas estratégias se adequam ao público destinatário.
Os espaços inter-relacionais das ONGA com o poder político têm sido pautados por uma progressiva cooptação, em que as acções radicais de reivindicação parecem ser substituídas por acções institucionais. Este facto relaciona-se, segundo as ONGA, com a reorganização do aparelho administrativo do Estado, com a necessidade de desenvolvimento de projectos comuns e/ou com contrapartidas financeiras. Neste sentido, as intervenções das ONGA sobre este poder tem-se vindo a caracterizar pelo abrandamento nas reivindicações e aposta na construção de consensos (participação em comissões, conselhos regionais…).
Relativamente ao poder económico, as ONGA consideram possuir pouca influência, porque a economia açoriana é regulada, maioritariamente, por investimentos públicos e apontam como prioritário o exercício do papel regulador do Estado sobre as empresas dos Açores. É referido que existe uma discrepância de interesses de ambas as partes que constrange a relação. Enquanto que as ONGA entendem o poder económico como potenciador do desenvolvimento sustentável, este vislumbra-as como potenciais obstrutores à sua actividade.
O espaço de mediação entre as ONGA e a população pode decorrer da capacidade manifestada pelas ONGA na captação da comunicação social como sustentáculo da formação da opinião pública. Neste aspecto, toma particular relevância a televisão, a qual parece pouco receptiva à divulgação das actividades das organizações. Pode significar que os empreendimentos das ONGA são pouco expressivos em termos de relevância informativa ou a televisão possui outros interesses aos quais precisa atender. Por isso, as ONGA recorrem mais aos jornais, à Internet e à publicação de obras, possibilitando-lhes a divulgação de informação de índole ambiental.
A mobilização do conhecimento científico parece ser um procedimento adoptado em todas as ONGA com intuito de intervirem com qualidade e sustentabilidade quer junto à população, quer junto ao Governo. Verifica-se que quase todas as ONGA possuem elementos da comunidade científica integrados na sua associação e quem não os possui tem facilidade em os mobilizar a partir da universidade dos Açores.
Por fim, a investigação mostra que as ONGA consideram a participação pública açoriana débil e apontam várias razões para essa ocorrência. Referem que os cidadãos não têm a consciência da dimensão dos problemas ambientais existentes ou que se sentem de algum modo representados pelas ONGA. Por outro lado percebem que possuem pouca influência na alteração das políticas em matéria de ambiente ou não possuem tempo para disponibilizar atenção a estas questões a não ser que estas os afectem directamente e interfiram com o seu quotidiano.
Perante este quadro é possível aludir que as ONGA, como entidades de representação social, precisam de reflectir sobre os papéis que vêm assumindo no espaço público, quer como formadores da opinião pública nas questões ambientais, quer como actores de pressão na defesa do ambiente.

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sexta-feira, julho 18, 2008

Acção de sensibilização

Decorreu no dia 16 de Junho, uma acção de sensibilização sobre recolha selectiva de resíduos sólidos urbanos dirigida à população do Bandejo na Ribeira Grande, no âmbito do Projecto de Intervenção Ambiental do Mestrado em Educção Ambiental da Universidade dos Açores. A actividade decorrereu em estreita colaboração com a Ecoteca da Ribeira Grande e nela também participaram as técnicas do projecto "Crescer".

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terça-feira, julho 15, 2008

onda de mudança continua

O projecto Onda de Mudança continua a apoiar as entidades envolvidas. No dia 15 e 16 irá com os jovens do OTL que estão na Ecoteca da Ribeira Grande, apoiar as técnicas do Instituto de Acção Social em contactos com os moradores - o tema é separação de resíduos. No período de 19 a 29 vai estar com um grupo do Continente (20 jovens e 5 monitores) que vêm aos Açores para realizar actividades igualmente nestes dois bairros. Os responsáveis do projecto e o CDIJ tentarão"agregá-los"- normalmente acções isoladas e desgarradas têm efeitos contrários. No dia 28, Dia da Conservação da Natureza, pretender-se-á chamar a atenção para a "Conservação" do local - Bandejo. A perspectiva da Conservação neste caso é justificável.

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sábado, julho 12, 2008

Material didáctico para "Educar para a Energia"

O Projecto de Intervenção Ambiental "Educar para a Energia", desenvolvido no âmbito do Mestrado em Educação Ambiental, disponibiliza a partir de agora, a todos os interessados, materiais didácticos editados ou criados no âmbito do Projecto "Educar para a Energia", no seu blog. Para tal basta clicar nos Documentos (ao lado) que estão disponíveis.

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terça-feira, julho 08, 2008

A exposição a mercúrio na óptica dos profissionais de saúde

Foi apresentada e defendida, no Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, a tese de Mestrado em Educação Ambiental de Patrícia Isabel Teixeira Vargas, orientada pela Professora Ana Moura Arroz e Professor Félix Rodrigues dos Departamentos de Ciências da Educação e Ciências Agrárias da Universidade dos Açores".
A tese intitulada "Riscos ocupacionais no Hospital de Santo Espírito (Ilha Terceira): a exposição a mercúrio na óptica dos profissionais" enquadra-se na óptica da Governance do risco.
O mercúrio tem graves impactos a nível da saúde e do ambiente pelo que a prevenção da poluição por este contaminante se reveste de extrema importância. As instituições de saúde representam potenciais fontes de mercúrio devido a eventuais ineficiêcias na gestão de equipamentos e produtos que possuem este metal na sua composição.

Com este estudo pretendeu-se apreender as representações dos profissionais de uma instituição de saúde sobre os riscos associados à exposição a mercúrio e perceber de que modo os conhecimentos sobre o seu ciclo de vida condicionam as suas práticas. O compro metimento individual destes profissionais na redução do risco de exposição a mercúrio quer por alteração das suas práticas pessoais ou laborais no dia-a-dia, quer pela procura de informação sobre a temática, pode também fornecer pistas relevantes sobre o modo como lidam não só com a exposição a este poluente mas também com outros riscos ocupacionais, o que é util à própria gestão de riscos eventualmente liderada pelas administrações de instituições de saúde.

Possívelmente, as exigência legais introduzidas ao longo deste estudo, relativamente à gestão do mercúrio em meio hospitalar relacionar-se-ão com o facto da exposição ocupacional a mercúrio, não consituir, em termos gerais, uma preocupação para os profissionais de saúde estudados, tornando ainda desnecesserário a implementação de um plano de mitigação no Hospital de Santo Espírito.
A sensibilização dos profissionais de saúde relativamente a esta problemática poderá passar por uma comunicação de rico mais activa e eficaz que, de acordo com o perfil dos interlocutores mais credibilizados pelos inquiridos, poderá ser promovida utilizando como veículos de informação preferenciais peritos ou investigadores.

Para os profissionais de saúde do Hospital de Santo Espírito, a exposição ocupacional a mercúrio não é uma preocupação, o que poderá estar associado à crença de que a maioria das suas fontes de emissão já foi eleminada e daquelas que ainda existem, como pilhas ou lâmpadas fluorescentes, estão sujeitas a um processo de gestão adequado. Por outro lado, riscos associados ao contacto com sangue ou outros fluídos contaminados, stress ou posturas incorrextas de trabalho trazem grandes preocupações a esses profissionais de saúde, evidenciando-se nos resultados a necessidade de agilizar estratégias de mediaçã entre administração e profissionais de saúde, de forma a aumentar a eficácia e envolvimento dos diferentes parceiros na gestão desse tipo de riscos na instituição.
(In Diário Insular)

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segunda-feira, julho 07, 2008

Urge mudar de lentes´ na educação ambiental no jardim-de-infância, diz tese

Um estudo concluiu que cerca de um quinto dos educadores de infância evoca "a falta de informação" para não abordar temas que consideram importantes".Uma tese de Mestrado em Educação Ambiental, defendida no Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, defendeu que "urge que os educadores açorianos mudem as lentes nas suas abordagens à educação ambiental no jardim-de-infância". Na tese intitulada "Os Educadores de Infância e as temáticas ambientais desenvolvidas nos jardins-de-infância dos Açores: principais abordagens e necessidades", Cidália Maria Gorgita Pacheco verificou que a maioria das crianças açorianas deste nível de ensino estão a receber informações generalistas, sobretudo no que respeita à Observação e Registo de Fenómenos Naturais e Desequilíbrios Provocados pelo Homem. O estudo concluiu que cerca de um quinto dos educadores de infância evoca "a falta de informação para não abordar temas que consideram importantes", enquanto cerca de um terço advogam que a faixa etária das crianças com quem trabalham "não lhes permite trabalhar esses aspectos".Cidália Maria Gorgita Pacheco averiguou que são os educadores mais velhos, com mais de 35 anos de idade, os que mais abordam os aspectos ambientais e são também aqueles que dizem necessitar de menos recursos."Esta evidência vai de encontro a vários estudos que reconhecem que o docente está sujeito a mudanças associadas ao crescimento etário e profissional", disse, sublinhando que a ideia de fomentar oficinas de formação entre os Educadores dos Açores, deverá ter como alvo preferencial os educadores mais novos na carreira, pois "os dados deste estudo confirmam que quanto menos anos de serviço menor é a diversidade das abordagens, especificamente sobre o contexto regional". Segundo a tese, são os educadores provenientes da Escola do Magistério Primário e os Educadores formados no Campus de Angra do Heroísmo aqueles que mais abordagens fazem sobre os aspectos ambientais no jardim-de-infância, principalmente, no que se refere a aspectos de índole açoriana, "não acontecendo o mesmo relativamente a educadores formados noutras instituições".Cidália Pacheco apurou que apenas um décimo dos educadores de infância na região estão integrados no programa Eco-Escolas. "A integração dos educadores nesse programa acarretará uma mais valia ambiental, visto se ter verificado que existe uma influência positiva deste programa sobre as abordagens dos aspectos ambientais", realçou.De acordo com a análise, os recursos que os educadores consideram mais pertinentes são as acções de formação e materiais audiovisuais para as crianças, nomeadamente CD´s e DVD´s.A tese estudou os jardins-de-infância dos açorianos de todas as ilhas com o objectivo de descortinar quais os conhecimentos ambientais que os educadores, enquanto construtores do currículo, transmitem às crianças.Em simultâneo foram averiguadas as necessidades sentidas pelos educadores açorianos em várias temáticas e inventariados os recursos mais desejados por estes profissionais, no sentido de documentar e obter informação que possa vir a proporcionar um melhor apoio à prática da Educação Ambiental no contexto escolar. "Os Educadores de Infância e as temáticas ambientais desenvolvidas nos jardins-de-infância dos Açores: principais abordagens e necessidades" foi orientada pela Professora Rosalina Gabriel e pelo Professor Francisco Sousa dos Departamentos de Ciências Agrárias e Ciências da Educação, respectivamente, ambos da Universidade dos Açores.

(In Diário dos Açores)

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Projecto beneficia Bandejo na Ribeira Grande

domingo, julho 06, 2008

A educação Ambiental do jardim de infância nos Açores deve "mudar de lentes"

Foi defendida no Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores a tese de Mestrado em Educação Ambiental de Cidália Maria Gorgita Pacheco, orientada pela Professora Rosalina Gabriel e pelo Professor Francisco Sousa dos Departamentos de Ciências Agrárias e Ciências da Educação, respectivamente, ambos da Universidade dos Açores.
A tese intitulada “Os Educadores de Infância e as temáticas ambientais desenvolvidas nos jardins-de-infância dos Açores: principais abordagens e necessidades” estudou os jardins-de-infância dos açorianos de todas as ilhas, tentando descortinar quais os conhecimentos ambientais que os educadores, enquanto construtores do currículo, transmitem às crianças, tendo sido pesquisadas sete temáticas ambientais: 1) Mar e recursos hídricos, 2) vulcanologia e sismologia das ilhas, 3) Desequilíbrios provocados pela acção humana, 4) Preservação do Ambiente, 5) Observação e registo de fenómenos naturais, 6) Fauna e flora regional e 7) História, património e manifestações culturais. Em simultâneo foram averiguadas as necessidades sentidas pelos educadores açorianos em cada uma das temáticas referidas anteriormente e inventariados os recursos mais desejados por estes profissionais, no sentido de documentar e obter informação que possa vir a proporcionar um melhor apoio à prática da Educação Ambiental no contexto escolar.
Verificou-se que a maioria das crianças açorianas deste nível de ensino estão a receber informações generalistas, sobretudo no que respeita à Observação e Registo de Fenómenos Naturais e Desequilíbrios Provocados pelo Homem.
Cerca de um quinto dos educadores de infância evoca a falta de informação para não abordar temas que consideram importantes, enquanto cerca de um terço advogam que a faixa etária das crianças com quem trabalham não lhes permite trabalhar esses aspectos.
Os recursos que os educadores consideram mais pertinentes são as acções de formação e materiais audiovisuais para as crianças, nomeadamente CD’s e DVD’s.
Verificou-se que são os educadores mais velhos, com mais de 35 anos de idade, os que mais abordam os aspectos ambientais e são também aqueles que dizem necessitar de menos recursos. Esta evidência vai de encontro a vários estudos que reconhecem que o docente está sujeito a mudanças associadas ao crescimento etário e profissional. Assim, a ideia de fomentar oficinas de formação entre os Educadores dos Açores, deverá ter como alvo preferencial os educadores mais novos na carreira, isso porque os dados deste estudo confirmam que quanto menos anos de serviço menor é a diversidade das abordagens, especificamente sobre o contexto regional. São os educadores provenientes da Escola do Magistério Primário e os Educadores formados no Campus de Angra do Heroísmo aqueles que mais abordagens fazem sobre os aspectos ambientais no jardim-de-infância, principalmente no que se refere a aspectos de índole açoriana, não acontecendo o mesmo relativamente a educadores formados noutras instituições.
Verificou-se que somente um décimo dos educadores de infância na região é que estão integrados no programa Eco-Escolas. A integração dos educadores nesse programa acarretará uma mais valia ambiental, visto se ter verificado que existe uma influência positiva deste programa sobre as abordagens dos aspectos ambientais.
Urge que os educadores açorianos “mudem as lentes” nas suas abordagens, relativamente à educação ambiental no jardim-de-infância.

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