domingo, agosto 02, 2009

Mestrados em Gestão e Conservação da Natureza (19.ª Edição) em Engenharia do Ambiente (4.ª Edição) e em Educação Ambiental (4.ª Edição)

Serve o presente nota para informar da abertura do Curso de Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza (19.ª Edição), do Curso de Mestrado em Engenharia do Ambiente (4.ª edição) e do Curso de Mestrado em Educação Ambiental (4.ª edição).
As edições de 2009/2011 terão lugar na ilha Terceira e são organizadas pela Universidade dos Açores.
A Universidade dos Açores, através do Gabinete de Gestão e Conservação da Natureza do Departamento de Ciências Agrárias, tem vindo a organizar desde o ano 2000 edições dos Mestrados em vários pontos do país e nas diversas ilhas dos Açores, contribuindo para a formação do capital humano e para o aprofundamento de temas que dizem respeito ao desenvolvimento sustentável das ilhas.
Informa-se ainda que as inscrições decorrem até dia 5 de Setembro de 2009.
De modo a verem esclarecidas quaisquer dúvidas poderão entrar em contacto com Tomaz Dentinho ou com Elisabete Martins contactando o Gabinete de Gestão e Conservação da Natureza da Universidade dos Açores, através do contacto telefónico 295 4020 229.
Para procederem à inscrição os candidatos devem enviar o seu Currículo Vitae para elisabetemartins@uac.pt.

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Mestrado em Engenharia do Ambiente - Entrevista a Félix Rodrigues

quarta-feira, julho 08, 2009

Três cursos de mestrado no campus de Angra


Gestão e Conservação da Natureza, Engenharia do Ambiente e Educação Ambiental são os três cursos de mestrado da Universidade dos Açores com inscrições abertas. Os dois primeiros estão a cargo do Departamento de Ciências Agrárias do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores. O terceiro é da responsabilidade conjunta dos Departamentos de Ciências de Educação e de Ciências Agrárias.Os mestrados visam proporcionar aos mestrandos formação de nível aprofundado e específica nas áreas de gestão ambiental, engenharia do ambiente e educação ambiental e destinam-se a dois públicos-alvo: licenciados com o primeiro ciclo de Ensino Superior (Cursos de Bolonha) que pretendam aprofundar conhecimentos na sua área científica inicial ou numa área afim, e investigar, nas áreas científicas do ambiente e/ou educação; e licenciados, em exercício de funções nas áreas do ambiente ou educação, que pretendam aprofundar o seu conhecimento técnico/científico ou a sua prática docente, contribuindo para a qualidade e a melhoria do ensino, através de uma formação transdisciplinar.São aceites, para o total dos três cursos de mestrados, candidaturas para 20 vagas. As candidaturas decorrem de 15 deste mês a 15 de Agosto, no secretariado dos mestrados (Gabinete de Gestão e Conservação da Natureza), no Departamento de Ciências Agrárias.
Para mais informações contactar: elisabetemartins@uac.pt
(in Diário Insular)

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domingo, junho 14, 2009

Visita de Estudo dos alunos de Mestrado em Engenharia do Ambiente e Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza

Realizou-se nos dias 12 e 13 deste mês de Junho de 2009, uma visita de Estudo, centrada na ilha Terceira dos alunos de Mestrado em Engenharia do Ambiente (Campus de Angra do Heroísmo e de Campus de Ponta Delgada) e alunos do Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza.
Contando com o apoio das Engenheiras Maria do Anjo Ekstrom e Eduína Ferreira Ornelas visitou-se a Estação Elavatória do Pateo da Alfândega, em Angra do Heroísmo, a Estação de Tratamento de Águas Resíduais de Angra do Heroísmo, a Estação de Tratamento de Águas Lixiviantes do Aterro Intermunicipal da Ilha Terceira e o Aterro Intermunicipal da ilha Terceira.
Contando ainda com o apoio dos Serviços Municipalizados de Angra do Heroísmo foi visitado o sistema de captação de água do Cabrito e a Estação de Tratamento de Água.
Nessa visita foram observados alguns dos impactos ambientais produzidos pela ampliação da via rápida Vitorino de Nemésio.
Foi realizado uma visita aos furos geotérmicos da ilha Terceira, visita esta apoiada pelos técnicos da GeoTerceira. Com o apoio dos Montanheiros, realizou-se uma visita à Gruta da Malha (gruta não explorada) e à Gruta do Natal (gruta aberta ao público) de modo a perceber-se impactos da visitação humana.
Nos vários locais foram identificados alguns líquenes da flora açoriana e plantas, principalmente endémicas.
A visita de estudo terminou com a passagem na estação meteorológica e de estudo de infiltração de água no solo e escorrência superficial da Gramja Universitária da Universidade dos Açores.
A visita de estudo foi planeada e acompanhada pelos professores José Carlos Fontes e Félix Rodrigues.

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quinta-feira, abril 23, 2009

Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza e Mestrado em Engenharia do Ambiente

Enquadramento:A Universidade dos Açores vem pelo presente divulgar alguns dos módulos dos Mestrados em Gestão e Conservação da Natureza e do Mestrado em Engenharia do Ambiente, que terão lugar quer em Ponta Delgada quer em Angra do Heroísmo.
Horários:Os módulos serão leccionados em horário pós-laboral, sendo que de segunda a sexta será das 17h00 às 22h00 e ao sábado das 09h30 às 14h30.
Custos:Cada módulo tem um custo de 100 €, sendo que receberão um certificado da Universidade dos Açores, com a indicação da respectiva nota, e com validade para currículo académico.
Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza: Módulos: Análise e Ordenamento do Espaço (5 a 7 de Março, 2009) Biodiversidade (19 a 21 de Março, 2009) Sistemas de Agricultura (30, 31 de Março e 1 de Abril, 2009) Ecologia da Paisagem (13 a 15 de Abril, 2009) Organização e Gestão das Instituições (23 a 25 de Abril, 2009) Património Cultural (27 a 29 de Abril, 2009) Biotecnologia e Ambiente (11 a 13 de Maio, 2009) Dinâmica de Ecossistemas (18 a 20 de Maio, 2009) Ecologia Molecular (25 a 27 de Maio, 2009) Gestão e Conservação da Biodiversidade (1 a 3 de Junho)
Mestrado em Engenharia do Ambiente: Módulos: Poluição do Ar e Ruído (12 a 14 de Março, 2009) Gestão Integrada da Água (26 a 29 de Março, 2009) Controlo Integrado da Poluição (2 a 4 de Abril, 2009) Processos Construtivos (16 a 18 de Abril, 2009) Química do Ambiente (30 de Abril, 1 e 2 de Maio, 2009) Hidráulica (14 a 16 de Maio, 2009) Sistemas de Água e Saneamento (21 a 23 de Maio, 2009) Gestão de Resíduos Sólidos (28 a 30 de Maio, 2009) Tratamento de Águas (4 a 6 de Junho, 2009)
Informações: Para quaisquer informações e inscrições deverão remeter um e-mail para Adelaide Costa (adelaidecosta@uac.pt), com a indicação dos seus dados pessoais e do (s) módulo (s) que pretendem realizar.Poderá inscrever-se qualquer pessoa externa à Universidade dos Açores (regime extraordinário), bem como alunos da Universidade dos Açores (extracurriculares).
Mais Informações:Adelaide da Conceição Feliciano CostaUniversidade dos Açores – Departamento de Ciências AgráriasAssociação Portuguesa para o Desenvolvimento RegionalTelefone: 963979747E-mail: adelaidecosta@uac.ptWebmail UAC: htto://www.angra.uac.pt/ggcn/Webmail APDR: http://www.apdr.pt/

(In Governo dos Açores)

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domingo, março 29, 2009

Gestão Integrada da Água - O Livro

Gestão Integrada da Água
de Vários
Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 496
Editor: Principia
ISBN: 9789898131263
A presente obra integra cinco teses distintas de mestrado em Gestão e Conservação da Natureza, resultado de uma iniciativa conjunta do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores e da Faculdade de Ciências do Mar e do Ambiente da Universidade do Algarve. A sua temática fundamental é o problema da água como bem escasso que é necessário preservar a bem da humanidade, uma realidade que se torna ainda mais premente no caso particular das regiões insulares, onde este bem, se não for devidamente protegido, corre o risco de se esgotar a breve trecho. Uma das teses foca a mesma problemática numa outra região particularmente sensível: a do Huambo.

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quinta-feira, janeiro 22, 2009

UNIVERSIDADE DOS AÇORES EXPORTA MESTRADO PARA ANGOLA, VENEZUELA E BRASIL

Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza do Departamento de Ciências Agrárias do Campus de Angra do Heroísmo da U. Açores despertou o interesse de instituições de Ensino Superior internacionais. A preocupação com os recursos hídricos leva docentes angolanos, venezuelanos e brasileiros a ponderar a importação do ciclo de estudos açoriano.Depois de exportar o Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza do Departamento de Ciências Agrárias para Bragança, Castelo Branco e Tomar, a Universidade dos Açores está a fomentar contactos para internacionalizar o ciclo de estudos.
A Universidade de Caracas, na Venezuela, a Universidade Federal de Minas Gerais, no Brasil e a Universidade Agostinho Neto, em Angola, já demonstraram interesse no mestrado açoriano.
“Os contactos nasceram da relação com alunos que vêm desses países para os Açores precisamente para fazerem o mestrado. A ideia ainda é muito recente, mas existe vontade por parte de alguns desses professores estrangeiros em importar o mestrado”, admite ao Canal UP, Tomaz Dentinho do Departamento de Ciências Agrárias.
“As teses de mestrado têm vindo a responder a problemas locais”, sublinha o investigador. Nos Açores, as ilhas têm de recorrer a soluções interdisciplinares para questões relacionadas com a actividade agro-pecuária e a gestão das lamas residuais urbanas.
Em Angola há falta de água canalizada e dificuldades com o transporte do recurso até às explorações agrícolas. No Brasil e na Venezuela, as cheias frequentes representam uma dor de cabeça para os governantes. Por outro lado, a criação de infra-estruturas para aproveitamento de água é considerada fundamental.
O programa do Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza atrai arquitectos, economistas e alunos de Letras estrangeiros. O grau já lançou para o exterior mais de uma centena de teses e já foi frequentado por cerca de 250 alunos. O intercâmbio faz-se também ao nível do corpo docente. “O segredo está na interdisciplinaridade. As bases são a Economia, Agronomia e Ecologia”, sustenta Tomaz Dentinho.
O docente da Universidade dos Açores acredita que “é preciso criar uma função mais ecológica na administração da água”, ao mesmo tempo que defende que a “a água deve deixar de ser pertença do Estado e passar a ser um bem gerido pelos proprietários dos solos”.

(In Canal UP)

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quarta-feira, novembro 26, 2008

Património Vegetal e Etnobotânico no Planalto Mirandês. O Caso da Freguesia de Ifanes

Realizam-se no dia 27 de Novembro, pelas 10 horas, no Instituto Politécnico de Bragança, as provas de Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza, requeridas pela licenciada Margarida de Lurdes Telo Ramos.
As provas serão avaliadas por um Júri presidido (por designação do Reitor) pelo Doutor Eduardo Manuel Ferreira Dias, professor auxiliar da Universidade dos Açores, sendo vogais os Doutores Ana Maria Pinto Carvalho e Carlos Francisco Gonçalves Aguiar, ambos professores adjuntos da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança.
As provas constarão da discussão pública, com crítica e defesa, de uma dissertação intitulada Património Vegetal e Etnobotânico no Planalto Mirandês. O Caso da Freguesia de Ifanes

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sábado, novembro 15, 2008

Análise da Heterogeneidade Paisagística da Floresta de Portugal Continental: Contributo para a Gestão Sustentável da Biodiversidade Florestal

Realizaram-se no dia 14 de Novembro, pelas 18 horas, no Instituto Politécnico de Castelo Branco, as provas de Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza, requeridas pela licenciada Paula Cristina Cardoso Gonçalves.
As provas foram avaliadas por um Júri presidido (por designação do Reitor) pelo Doutor Eduardo Manuel Ferreira Dias, professor auxiliar da Universidade dos Açores, sendo vogais os Doutores Francisco Manuel Cardoso de Castro Rego, professor associado do Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa, e Luís Cláudio de Brito Brandão Guerreiro Quinta-Nova, professor adjunto da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Castelo Branco.
As provas constaram da discussão pública, com crítica e defesa, de uma dissertação intitulada Análise da Heterogeneidade Paisagística da Floresta de Portugal Continental: Contributo para a Gestão Sustentável da Biodiversidade Florestal.

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domingo, outubro 19, 2008

Projecto de requalificação da zona entre o porto da Praia e o Porto Martins

Surf, observação de aves, actividades náuticas e passeios à beira mar são algumas das possibilidades incluídas no projecto que recupera o antigo caminho de São Vicente.
Um grupo de arquitectos, engenheiros do Ambiente, biólogos e ambientalistas (unidos pela prática do surf) defende a transformação do antigo caminho de São Vicente (que liga o porto da Praia da Vitória à freguesia do Porto Martins da ilha Terceira) num trilho turístico, ligado às actividades náuticas. O projecto foi apresentado na terça-feira, na Casa do Povo do Cabo da Praia e contempla a recuperação desta via antiga, que liga o forte de Santa Catarina ao Pocinho do Borreiro, no Porto Martins. “Esta estrada encontra-se a poucos metros do mar. Na zona do Pocinho, ao que sabemos, há interesse do grupo Pestana [proprietário de várias unidades hoteleiras] em adquirir 25 mil metros quadrados de terreno para aí instalar um resort. Portanto, há todo um potencial turístico e de lazer associado a essa zona. O nosso projecto vai nesse sentido”, explica o arquitecto João Pires dos Santos, um dos autores do projecto a par com o arquitecto João Monjardino. O projecto contempla três intervenções que visam explorar alguns dos atractivos que a zona comporta: o surf, a observação de pássaros e os passeios à beira mar. No primeiro caso, os promotores da iniciativa defendem a construção de um recife artificial, no segundo, a recuperação da pedreira existente ao lado do parque de combustíveis; no terceiro, a recuperação de todo o caminho de São Vicente. “Essas intervenções têm objectivos particulares, mas, todas conjugadas, permitem uma intervenção mais abrangente que – em nosso entender – garante, em primeiro lugar, aos habitantes do Cabo da Praia e, depois, a todos os terceirenses e turistas uma vasta área de contacto com a natureza e com o mar. Não aproveitar estas potencialidades é um erro crasso. Já destruíram a melhor baía que a ilha tinha ao construírem um porto que, por estar mal situado, só dá despesas. Não virem as costas a este espaço que, bem aproveitado, paga o investimento e ainda dá lucro”, alega João Pires dos Santos.

Aves e mar
O projecto do “Trilho do Sol Nascente” engloba o usufruto de três ondas naturais (entre elas a de Santa Catarina, considerada pela comunidade surfista como uma das melhores dos Açores), uma onda gerada artificialmente, um observatório de aves migratórias, várias zonas de mergulho e natação, assim como espaços verdes para piquenique, descanso ou passeio. “Dezenas de observadores de aves internacionais vêm à antiga pedreira para ver espécies raras. Essa actividade é uma mais-valia turística para a ilha e não pode ser posta de parte neste projecto”, explica Carlos Leal, Mestrando em Educação Ambiental do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, associado ao projecto, que tem realizado alguns trabalhos sobre o local. “Uma ideia interessante a englobar neste projecto seria a recuperação dos fortes que se encontram neste perímetro. Daí defender que o início do trilho seja o forte de Santa Catarina”, acrescenta João Pires dos Santos. Os promotores do projecto pretendem agora apresentá-lo à Câmara Municipal da Praia da Vitória e a outras entidades governamentais.

Recife artificial pode protegero parque de combustíveis da Praia
A fina zona de costa que separa o mar dos terrenos onde está instalado o parque de combustíveis da Praia da Vitória pode ser protegida por um recife artificial. Esta é a ideia defendida pelo grupo de arquitectos, engenheiros do Ambiente, biólogos e surfistas que, na noite de terça-feira, apresentou um projecto de recuperação e aproveitamento lúdico da zona de costa entre o porto da Praia e o Pocinho, no Porto Martins. “Em frente a essa área, que hoje corre risco de erosão devido à força das ondas, é possível criar-se uma bancada artificial que dissiparia a energia das ondas e, por um lado, protegia o parque e, pelo outro, originaria uma onda perfeita para a prática do surf”, explica Orlando Guerreiro, Mestrando em Gestão e Conservação da Natureza do Campus de Angra do Heroísmo. O engenheiro do Ambiente adianta que, actualmente, muitos biólogos e empresas no mundo dedicam-se à construção de recifes artificiais para gerar ondas “surfáveis” e que essa opção seria uma mais-valia para a zona, onde existe a onda de Santa Catarina, considerada pela comunidade surfista como uma das melhores.“É um investimento grande, mas que traria mais retorno, inclusivamente turístico, do que colocar ali uns pés de galo”, explica Orlando Guerreiro.

(In Diário Insular)

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sexta-feira, agosto 29, 2008

Açores com mestrados na área do ambiente

A Universidade dos Açores – Departamento de Ciências Agrárias - Campus de Angra do Heroísmo, no seguimento dos anos anteriores, está a lançar as novas edições de mestrado em Engenharia do Ambiente e Gestão e Conservação da Natureza. Os cursos, enquadrados pelo Protocolo de Bolonha, complementam a formação e/ou experiência de profissionais, de engenheiros, agrónomos, biólogos, planeadores, economistas, professores, funcionários e empresários.
O objectivo dos mestrados é o de preparar os formandos para a abordagem de problemas de gestão do desenvolvimento sustentável à escala regional e local, dando resposta à necessidade crescente de recursos humanos nestes domínios. As pré-inscrições terminam a 31 de Agosto.
Sistemas de informação geográfica, efeitos dos sistemas na agricultura, direito do ambiente e ecologia da paisagem são algumas das unidades curriculares que constam do mestrado em em Gestão e Conservação da Natureza. Já o outro curso versará áreas como controlo integrado da poluição, hidráulica e tratamento de água.

(In Ambiente Online)

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terça-feira, agosto 05, 2008

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DA INTEGRIDADE ECOLÓGICA DAS ÁREAS DA REDE NATURA 2000

Foi apresentada e defendida no Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, a tese de Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza de Cecília de Sousa Melo, orientada pelo Professor Eduardo Dias do Departamento de Ciências Agrárias, com o título " CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DA INTEGRIDADE ECOLÓGICA DAS ÁREAS DA REDE NATURA 2000: CASO ESTUDO DA SERRA DE SANTA BÁRBARA"
O futuro dos espaços da Rede Natura 2000 na Europa depende em parte do desenvolvimento de metodologias que avaliem os factores determinantes da distribuição e manutenção dos valores patrimoniais e a inserção destes conhecimentos ao nível dos planos de gestão territorial.
Tendo em consideração os aspectos ecológicos, a gestão da paisagem necessita de uma compreensão dos processos e dinâmicas que criam essas mesmas paisagens.
Para atingir este conhecimento o trabalho proposto nesta tese teve como objectivo desenvolver uma metodologia de análise integrada do território, assumindo-o como uma realidade biofísica e social que se estabelece ao longo do tempo.
O trabalho utilizou como modelo de estudo a Serra de Santa Bárbara e fundamentou-se em duas abordagens complementares: (1) Análise ecológica das comunidades naturais, assumindo a vegetação como unidade ecológica da paisagem; (2) Análise dos factores de evolução da paisagem.
Na primeira parte do trabalho foi elaborada uma carta detalhada de vegetação com determinação dos factores abióticos modeladores da mesma, através de análise estatística. A cartografia da vegetação mostrou-se como uma ferramenta crucial para identificar áreas importantes para a conservação, permitindo a sua caracterização e avaliação. Esta possibilita reunir um elevado conjunto de informação sobre a distribuição e abundância dos tipos de vegetação naturais e das espécies da flora associadas aos mesmos.
Foram identificados vinte oito tipos de vegetação de uma elevada variabilidade estrutural e florística: vegetação de zonas húmidas (9); prados naturais (5); matos (8), florestas (6).
Os resultados da ordenação mostram que os principais factores que afectam a variância da vegetação são: a exposição e o encharcamento (factores naturais) e pastoreio passado (factores antrópicos) no caso das formações lenhosas e no caso dos prados o declive, exposição e encharcamento (factores naturais). Todas as comunidades estão protegidas pela Directiva Habitats (EC/92/43) e a sua maioria é endémica dos Açores, apresentando um elevado grau de naturalidade.
A análise da evolução da paisagem e avaliação do grau de naturalidade e ameaça dos habitats, permitiu verificar que as grandes alterações na paisagem estão relacionadas com factores biológicos e socioeconómicos, desempenhando estes últimos um papel mais preponderante na sua modelação. Os resultados indicam que a mudança do modelo socioeconómico da ilha assente na implementação de um sistema silvo-pastoril a partir dos anos 60 associado à evolução tecnológica, levarem a uma alteração da estrutura da paisagem, a qual sofreu um processo de afunilamento, tendendo para a monoculturização do sistema e a criação de dois grandes mosaicos; um de elevada naturalidade e sujeito a um crescente grau de pressão expressa no avanço dos factores de ameaça para o interior do núcleo natural, e um mosaico antrópico intensificado de baixo grau de naturalidade.
Estes resultados levaram à elaboração de um conjunto de sugestões que se julgam importantes para o plano gestão da serra de Santa Bárbara. Estas incluem dois grandes grupos de medidas: (1) Medidas Preventivas (zonamento, diminuição processos fragmentação e regulação turismo natureza), (2) Medidas Activas (Interacção com as comunidades locais, valorização económica elementos naturais, promover a criatividade e diversificação económica, recuperação áreas sensíveis, promover ampliação área natural).

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terça-feira, fevereiro 12, 2008

Plano Nacional de Acção Ambiente e Saúde (PNAAS): As acções

Estive em Lisboa com o Prof. Félix Rodrigues para conversar com as equipas responsáveis pelas acções propostas no Plano Nacional de Acção Ambiente e Saúde. Estas reuniões são feitas no âmbito da análise custo benefício que estamos a fazer das trinta e seis acções daquele Plano. Essas acções estão organizadas em nove domínios ambientais: água, ar, construção, ruído, meteorologia, radiações, químicos, alimentos e solos, mais um domínio transversal, e para cada uma destas dez áreas existem cerca de doze técnicos dos vários ministérios e empresas públicas.
O nosso objectivo é perceber melhor cada uma das acções nomeadamente o seu âmbito e o seu orçamento. Se tivéssemos perguntado a cada uma das equipas sobre qual seria o orçamento das acções que propuseram naturalmente teriam apresentado custeios muito diferentes daquilo que seria necessário. Uns tentariam apresentar orçamentos elevados atendendo à publicidade que o tema tem actualmente nos órgãos de comunicação social. Outros tenderiam a propor medidas mais limitadas cientes de que a afectação de verbas à sua equipa não tem estado muito na moda. Mas a questão não tem a ver com a reputação passageira de cada um dos temas nos órgãos de comunicação social mas sim da efectividade de cada acção em termos da redução da mortalidade e da morbilidade.

E, nessa perspectiva, avançámos com uma estimativa de custo por acção assumindo a hipótese de que o Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores estava a concorrer para lhe ser adjudicada o desenvolvimento das acções. Quanto é que nos custaria fazer o mapa da qualidade do ar ao nível nacional? Quando é que nos custaria, em conjunto com outros parceiros, estimar o efeito na saúde das radiações electromagnéticas?, e por aí fora. O interessante é que as nossas estimativas sobre os custos dos estudos subjacentes às acções não estavam muito díspares daquilo que pensavam os técnicos dos ministérios e das empresas públicas. As divergências aconteciam quando o âmbito da divulgação dos resultados era feito apenas através da Internet ou através de outro meio mais abrangente como a televisão ou a realização de reuniões ao nível nacional. As diferenças aconteciam também quando, como vos disse, a equipa de projecto tinha a expectativa de que o estudo seria pontualmente interessante ou desinteressante para o cartel político / mediático.
Nessa vagem também dei um pulo ao Algarve para avaliar duas teses de Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza. Uma sobre a captura das enguias no Tejo. Outra sobre a evolução das ilhas barreira na Ria Formosa. Sobre as enguias percebemos que as capturas oficiais são muito inferiores às capturas efectivas, primeiro porque o montante de capturas oficiais não permitia a sobrevivência de dois pescadores quando estão quarenta e cinco no activo. Segundo porque o consumo de meixão nos restaurantes é muito superior às capturas declaradas. Terceiro porque o aparecimento de quando em vez de notícias estrondosas sobre a apreensão de redes ilegais oferecidas pelos espanhóis não é compatível com a declaração dos pescadores de que apenas pescam legalmente. O espantoso é que seria muito fácil definir direitos da propriedade que permitisse a regulação pelos próprios pescadores. Porque se insiste nas licenças baratas e nas multas de 150 euros quando o rendimento de um dia pode ser de 400?
A tese sobre a Ria Formosa também foi informativa. Ao fim e ao cabo vamos percebendo que o sistema se mantém à custa de muito dinheiro público gasto em dragagens e abertura de barras e que, mesmo assim, é bem provável que a construção das barras controladas de Quarteira e Vilamoura impliquem a destruição da Praia de Faro. A menos que se construam esporões, se acabe com a reserva e se multipliquem os hotéis para turismo barato.

(Prof. Tomaz Dentinho In A União)

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domingo, janeiro 20, 2008

Caracterização das Lagoas do Pico

Estamos na Ilha do Pico para caracterizar os sistemas económicos em torno das pequenas lagoas do seu planalto e a dar o módulo de economia dos recursos naturais do mestrado em gestão e conservação da natureza, levado a cabo pelo Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores. De manhãzinha, ainda com o pequeno jet leg de alguns dias em Lisboa, escrevo-vos estas notas; até às cinco da tarde converso com os lavradores que têm pastos em torno das lagoas graças ao apoio das engenheiras dos serviços agrícolas Benilde Pereira e Rita Ferreira; e à noite, das seis às onze, aborreço os alunos do mestrado com gráficos e equações sobre a economia da terra, da água, das pescas, do ambiente, do petróleo e das florestas. O que vos posso contar hoje tem a ver com a conversa que tivemos com vários lavradores em torno da Ilha. Os tais que utilizam terras em torno das lagoas que agora estão a ser objecto de um Plano de Ordenamento. Da Lagoa do Capitão conversámos com quatro lavradores, três da zona de São Roque e um do lado do sul da Ilha. Um deles tem gado de carne e de leite, este com apenas uma ordenha por dia durante dez meses do ano. Os outros só têm gado de carne. Dois deles são lavradores a tempo inteiro e ainda contam com o apoio da família no maneio de gado. Um terceiro é empregado da EDA e o quarto tem uma pequena serração e carpintaria. Gente de trabalho esta que vive no Pico. O leite é vendido para a cooperativa; há poucos meses estava a 18 cêntimos por litro mas agora já está a 25 cêntimos, graças aos efeitos da procura longínqua dos chineses e aos pagamentos mais elevados de Inverno. O gado de carne é exportado através de vários intermediários e pode render cerca de quatrocentos euros por cabeça. No entanto a maior parte do rendimento vem dos prémios às vacas aleitantes e a outros apoios das medidas agro-ambientais. Os atrasos dos pagamentos do ano passado, já realizados no Continente e em algumas ilhas, começa a levantar alguma revolta. Por outro lado uma das principais preocupações face aos planos das lagoas é a eventual perda dos prémios às vacas aleitantes e de outras medidas ditas agro-ambientais, curiosamente indexadas ao número de cabeças de gado. E é assim que as ditas medidas agro-ambientais provenientes da “sábia” União Europeia e adaptadas pelo Governo Regional provocam mais degradação ambiental do que melhoria. Na verdade os lavradores aumentam o número de cabeças até ao limite do encabeçamento permitido para receberem mais apoios. O resultado é que existe uma mortalidade elevada do gado e a degradação do pasto é fortemente acelerada pelo pisoteio em terras encharcadas e declivosas. Tudo seria diferente se os apoios agro-ambientais fossem de facto para estimular o maneio dos lavradores a produzirem leite e carne mas também água limpa, solo bom, arranjo da paisagem e aumento da biodiversidade. O problema é que os ambientalistas julgam que a produção desses serviços ambientais são melhor protagonizados pelo Governo Regional e pelas Câmaras Municipais. E é assim que assistimos à introdução de patos pelo município degradando a qualidade da água, registamos a introdução de peixe pelo Governo Regional eliminando os pequenos peixes que serviam para ser transladados para os pequenos tanques de água para a limparem, observamos a colocação de placas, de degradados espaços de piquenique, de estradas largas por camionetas de turistas e da manutenção dos arames das cercas do gado; isto em vez de se permitir aos lavradores a criação de muros de pedra e pequenos caminhos de acesso que permitiriam criar uma paisagem com sentido e, ao mesmo tempo, fomentar a visitação de pequenos grupos em caminhos rurais. Não tenho espaço de referir as outras lagoas mas vale a pena reter algumas frases de quem sabe: “A gente já não manda no que é nosso!”; “O Ambiente lixa uns e protege os outros!”; “As leis podem ser boas mas são maus os que as executam!”.
(Prof. Tomaz Dentinho In A União)

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terça-feira, janeiro 08, 2008

Abertura da Mestrados

Estão abertas as seguintes edições de mestrado na Universidade dos Açores, Departamento de Ciências Agrárias:
- 15ª edição do Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza;
- 2ª edição do Mestrado em Engenharia do Ambiente.
Para mais informações aceder a:
Salienta-se que as pré-inscrições deverão ser efectuadas até 10 de Janeiro de 2008, junto deste e-mail: acf_costa@hotmail.com

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