sábado, julho 25, 2009

Monitorizar térmitas em Angra

quinta-feira, julho 09, 2009

PROTOCOLO ENTRE UA E AUTARQUIA ANGRENSE -Iniciados trabalhos no combate às térmitas

A equipa da Universidade dos Açores (UA), constituída por Orlando Guerreiro, Maria Teresa Ferreira e Anna Bella Borges, já iniciou os trabalhos de campo de combate às térmitas no centro da cidade de Angra do Heroísmo, ao abrigo do protocolo entre o município angrense e aquela instituição de ensino superior.

Denominado a “Monitorização e Controlo da praga de térmitas Cryptotermes-brevis”, o protocolo, que está a decorrer num edifício em estado avançado de infestação, gentilmente cedido pelo proprietário, tem a duração prevista de três meses – Julho a Outubro de 2009 – pretende fazer comparação com o levantamento realizado em 2004.
“Além do dado comparativo vamos tentar impedir o desenvolvimento da praga”, revela Orlando Guerreiro, ao nosso jornal, sublinhando que a metodologia difere da utilizada há cinco anos, tendo em conta que o trabalho anteriormente realizado não incluiu as armadilhas.
Na prática, segundo a equipa, o trabalho consiste em colocar, entre outras estratégias uma dezena de armadilhas – um género de papel adesivo largo, em rolo, próprio para apanhar insectos – nas luzes do exterior, em 10 moradias localizadas entre as freguesias de São Bento e São Pedro. “Algumas armadilhas serão também colocadas no interior das casas”, acrescenta Orlando Guerreiro, da UA. “Estamos a tapar as janelas para impedir a entrada de luz do exterior. Queremos perceber o comprimento de onda que atrai as térmitas”, explica, sobre os trabalhos elaborados no primeiro dia, os quais “estão a correr muito bem”.
Neste sentido, esclarece, as estratégias utilizadas “não vão acabar com o problema mas sim contribuir para a sua gestão”. Orlando Guerreiro defende, por isso, “atitude pró-activa” por parte da população em geral. “Se não combatermos as térmitas nas nossas próprias casas estamos não só a prejudicar a nossa habitação como a do vizinho”.
Sobre o resultado da sua tese de Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza – a previsão da expansão da Térmita de Madeira Seca nas nove ilhas dos Açores utilizando modelos de matemáticos –, orientada por Miguel Ferreira e Paulo Borges, professores da UA, Orlando Guerreiro manifesta-se satisfeito.
“Na primeira parte do trabalho fiz um estudo para perceber a dispersão no tempo e no espaço, sendo que as armadilhas foram colocadas fora das zonas infestadas de Angra para saber a que distância uma colónia situada numa determinada casa poderá infestar a outra”, pormenoriza.
Em relação à segunda parte, resume o especialista, o estudo poderá ser usado como mapa de risco cujos lugares apresentam condições favoráveis ao desenvolvimento das térmitas. “São sítios no arquipélago dos Açores onde pode ocorrer a praga. Não por dispersão natural mas por transporte de peças de madeira de um local para o outro, por exemplo”, conclui.
A tese de Orlando Guerreiro foi apresentada no âmbito do “Workshop – Combate às Térmitas usando a técnica da Temperatura”, realizado no passado dia 3 de Julho, no campus universitário do Pico da Urze, numa organização do Grupo da Biodiversidade dos Açores (CITA- A Universidade dos Açores).
(in A União)

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quinta-feira, julho 02, 2009

WORKHOP – COMBATE ÀS TÉRMITAS USANDO A TÉCNICA DA TEMPERATURA

WORKHOP – COMBATE ÀS TÉRMITAS USANDO A
TÉCNICA DA TEMPERATURA

Dia 3 de Julho – Sexta-feira (20h00) – Campus Universitário do Pico da Urze
Programa

20.00 – Sessão de Abertura – Paulo A. V. Borges (Univ. dos Açores)
20.10 – Previsão sobre a expansão da térmita de madeira seca nas várias ilhas dos Açores. Orlando Guerreiro (Aluno de Mestrado de Gestão e Conservação da Natureza).
20h30 – Ecological Insect Pest Eradication in individual rooms using air and water at high temperatures (Warmair technique). Bernhard Schachenhofer (Empresa Thermo Lignum, Áustria)
21h00 – The ThermaPureHeat® process using dry heat to kill termites and other urban pests. Michael Linford (empresa Therma Pure, USA - California)
21h30 – Debate

Organização: CITA-A (Grupo da Biodiversidade dos Açores - Universidade dos Açores)

Financiamento: Direcção Regional do Ambiente dos Açores (Governo Regional dos Açores)

RESUMO

O Workshop “COMBATE ÀS TÉRMITAS USANDO A TÉCNICA DA TEMPERATURA”, numa organização do Grupo da Biodiversidade dos Açores (CITA-A, Universidade dos Açores) e financiamento da Direcção Regional do Ambiente dos Açores pretende apresentar técnicas inovadoras para combate às térmitas em edifícios. Com esta iniciativa vem-se abrir uma nova porta para a solução deste grave problema no arquipélago.
Paulo Borges da Universidade dos Açores irá abrir a sessão apresentando as estratégias da Univ. dos Açores para o combate ás térmitas nos Açores e explicando os objectivos desta iniciativa que junta os esforços da Univ. dos Açores e do Governo Regional dos Açores. Será também anunciado um Protocolo que está a ser preparado com a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo para combate aos adultos de térmitas durante o Verão na cidade de Angra do Heroísmo.
Serão apresentadas três comunicações cientificas. A primeira da autoria de Orlando Guerreiro irá apresentar uma previsão da expansão da Térmita de Madeira Seca nas nove ilhas dos Açores utilizando modelos de matemáticos. Trata-se do resultado da sua tese de Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza orientada pelos Profs. Miguel Ferreira e Paulo Borges.
De seguida teremos duas apresentações em inglês por especialistas de uma empresa da Áustria (Thermo Lignum, http://www.thermolignum.com/Pest_Eradication.html) e de uma empresa da Califórnia (Therma Pure, http://www.thermapure.com/termites.php).
Estes dois especialistas vão estar dois dias a visitar vários edifícios de Angra do Heroísmo na companhia de técnicos da Universidade dos Açores para assim verificarem das condições para aplicar as tecnologias do calor para combate às térmitas nos Açores.
Bernhard Schachenhofer (Empresa Thermo Lignum, Áustria) irá explicar a técnica WARMAIR que utiliza equipamento portátil de aquecimento a gás e controlo da humidade do ar para matar insectos em madeiras.
Michael Linford (empresa Therma Pure, USA - California) irá apresentar a técnica ThermaPureHeat® que utiliza ar seco aquecido para criar um ambiente que é letal para as térmitas.
Após as apresentações seguir-se-á um debate com o público presente.

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domingo, novembro 23, 2008

Em média, a praga das térmitas avança cinquenta metros por cada Verão que passa

Em média, a praga das térmitas avança cinquenta metros por cada Verão que passa.
"Se todas as casas fossem iguais e se não houvesse nenhuma reacção da população, a praga poderia ir do centro de Angra até à zona de S. Mateus" - diz o investigador Orlando Guerreiro, da Universidade dos Açores.Em trinta anos, a praga podia avançar mais de sete quilómetros na Terceira, caso não existisse combate humano.Reportagem vídeo:
(in Marta Silva, Telejornal Rtp Açores)

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domingo, outubro 19, 2008

Projecto de requalificação da zona entre o porto da Praia e o Porto Martins

Surf, observação de aves, actividades náuticas e passeios à beira mar são algumas das possibilidades incluídas no projecto que recupera o antigo caminho de São Vicente.
Um grupo de arquitectos, engenheiros do Ambiente, biólogos e ambientalistas (unidos pela prática do surf) defende a transformação do antigo caminho de São Vicente (que liga o porto da Praia da Vitória à freguesia do Porto Martins da ilha Terceira) num trilho turístico, ligado às actividades náuticas. O projecto foi apresentado na terça-feira, na Casa do Povo do Cabo da Praia e contempla a recuperação desta via antiga, que liga o forte de Santa Catarina ao Pocinho do Borreiro, no Porto Martins. “Esta estrada encontra-se a poucos metros do mar. Na zona do Pocinho, ao que sabemos, há interesse do grupo Pestana [proprietário de várias unidades hoteleiras] em adquirir 25 mil metros quadrados de terreno para aí instalar um resort. Portanto, há todo um potencial turístico e de lazer associado a essa zona. O nosso projecto vai nesse sentido”, explica o arquitecto João Pires dos Santos, um dos autores do projecto a par com o arquitecto João Monjardino. O projecto contempla três intervenções que visam explorar alguns dos atractivos que a zona comporta: o surf, a observação de pássaros e os passeios à beira mar. No primeiro caso, os promotores da iniciativa defendem a construção de um recife artificial, no segundo, a recuperação da pedreira existente ao lado do parque de combustíveis; no terceiro, a recuperação de todo o caminho de São Vicente. “Essas intervenções têm objectivos particulares, mas, todas conjugadas, permitem uma intervenção mais abrangente que – em nosso entender – garante, em primeiro lugar, aos habitantes do Cabo da Praia e, depois, a todos os terceirenses e turistas uma vasta área de contacto com a natureza e com o mar. Não aproveitar estas potencialidades é um erro crasso. Já destruíram a melhor baía que a ilha tinha ao construírem um porto que, por estar mal situado, só dá despesas. Não virem as costas a este espaço que, bem aproveitado, paga o investimento e ainda dá lucro”, alega João Pires dos Santos.

Aves e mar
O projecto do “Trilho do Sol Nascente” engloba o usufruto de três ondas naturais (entre elas a de Santa Catarina, considerada pela comunidade surfista como uma das melhores dos Açores), uma onda gerada artificialmente, um observatório de aves migratórias, várias zonas de mergulho e natação, assim como espaços verdes para piquenique, descanso ou passeio. “Dezenas de observadores de aves internacionais vêm à antiga pedreira para ver espécies raras. Essa actividade é uma mais-valia turística para a ilha e não pode ser posta de parte neste projecto”, explica Carlos Leal, Mestrando em Educação Ambiental do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, associado ao projecto, que tem realizado alguns trabalhos sobre o local. “Uma ideia interessante a englobar neste projecto seria a recuperação dos fortes que se encontram neste perímetro. Daí defender que o início do trilho seja o forte de Santa Catarina”, acrescenta João Pires dos Santos. Os promotores do projecto pretendem agora apresentá-lo à Câmara Municipal da Praia da Vitória e a outras entidades governamentais.

Recife artificial pode protegero parque de combustíveis da Praia
A fina zona de costa que separa o mar dos terrenos onde está instalado o parque de combustíveis da Praia da Vitória pode ser protegida por um recife artificial. Esta é a ideia defendida pelo grupo de arquitectos, engenheiros do Ambiente, biólogos e surfistas que, na noite de terça-feira, apresentou um projecto de recuperação e aproveitamento lúdico da zona de costa entre o porto da Praia e o Pocinho, no Porto Martins. “Em frente a essa área, que hoje corre risco de erosão devido à força das ondas, é possível criar-se uma bancada artificial que dissiparia a energia das ondas e, por um lado, protegia o parque e, pelo outro, originaria uma onda perfeita para a prática do surf”, explica Orlando Guerreiro, Mestrando em Gestão e Conservação da Natureza do Campus de Angra do Heroísmo. O engenheiro do Ambiente adianta que, actualmente, muitos biólogos e empresas no mundo dedicam-se à construção de recifes artificiais para gerar ondas “surfáveis” e que essa opção seria uma mais-valia para a zona, onde existe a onda de Santa Catarina, considerada pela comunidade surfista como uma das melhores.“É um investimento grande, mas que traria mais retorno, inclusivamente turístico, do que colocar ali uns pés de galo”, explica Orlando Guerreiro.

(In Diário Insular)

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terça-feira, outubro 07, 2008

SEMANA DEDICADA AO MAR - "Mais grave é o lixo deixado na orla costeira"

O lixo deitado ao mar, a sensibilização (ou a falta de) para as questões ambientais, as crianças e o futuro foram alguns dos temas abordados na sessão de encerramento das celebrações do Dia Mundial Marítimo (DMM), que decorreu no auditório do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, no Pico da Urze.
Na ocasião foram referidos a campanha Coastwatch 2008 e o levantamento fotográfico da orla costeira, na volta à ilha por mar, como pontos altos do programa de actividades desenvolvidas em diferentes lugares da ilha Terceira.
“Conseguimos fotografar uma boa parte da ilha. Não conseguimos mais porque tivemos pouca luz. Um problema no barco, na zona da Serreta, atrasou-nos um bocado”, revela Orlando Guerreiro, responsável pela GêQuesta, uma das entidades organizadoras.
A viagem principiou, pela manhã, na Praia da Vitória, seguiu pelo lado Norte e Oeste da ilha e terminou, ao fim da tarde, no mesmo local. Em termos de poluição, o aspecto da costa da Terceira apresenta-se dentro do “normal”, a gravidade reside na falta de civismo das pessoas.
“A nossa costa, vista de quem está a flutuar a uma certa distância, não tem nada de muito impacto. Haviam algumas descargas de indústrias agro-pecuárias e de entulho, mas, segundo o inspector regional do Ambiente, estavam já assinaladas”, adianta Orlando Guerreiro, frisando que “o lixo trazido pelo mar não é o mais problemático, há situações em terra mais graves como sacos de lixo doméstico deixados junto à costa”.
Depois de o trabalho fotográfico, o próximo passo é avaliar as zonas que podem ser monitorizadas a partir de terra com crianças e jovens. No futuro o material poderá ser utilizado para uma exposição ou instalação artística.
Quanto ao balanço da semana do DMM, assinalado na Terceira de 23 a 30 de Setembro, o responsável pela GêQuesta considera “positivo”, tendo em conta a “boa participação” de escolas e crianças de instituições de solidariedade social, a associação do evento ao Dia Mundial do Turismo, e o trabalho de todos os intervenientes na realização de diversas actividades dirigidas a vários grupos em diferentes lugares.
Para além da GêQuesta, o projecto envolveu entidades como Centro de Ciência da Terceira, Ecoteca de Angra do Heroísmo, Marinha Portuguesa, Delegação do Turismo da Terceira e Universidade dos Açores.
O próximo evento deverá realizar-se a 16 de Novembro, Dia Nacional do Mar, com programa ainda por definir.
Observação da costa
Entretanto, na sua passagem pela Terceira, Lurdes Soares, coordenadora nacional da campanha Coastwatch 2008 (GEOTA), referiu a zona costeira do Porto Judeu, junto à Gruta das Agulhas, como o local que lhe causou “má impressão” devido a “grandes quantidades de lixo depositadas na rocha”.
“É uma zona frequentada por turistas. Devia haver mais sensibilização para evitar o despejo de lixo, bem como informação sobre a gruta, assim as pessoas perceberiam que uma simples rocha é importante, é património”, defende Lurdes Soares.
De resto, a coordenadora considera que o projecto Coastwatch 2008 foi dado a conhecer a muita gente interessada, desde escolas a agrupamentos de escu(o)teiros, de uma ilha “encantadora” que teve oportunidade de visitar pela primeira vez. “Aqueles que ficaram a conhecer o projecto vão, com certeza, passar a palavra. O trabalho foi positivo e vai sentir-se na monitorização deste ano”, conclui.
O mar e as crianças
Neste sentido, o responsável pela capitania dos Portos de Angra do Heroísmo, Praia da Vitória e Graciosa, João Rodrigues Gonçalves, salientou a importância da relação das crianças com o mar. Um contacto que no seu entender deveria ser mais participativo.
“Fala-se, por um lado, que o nosso país está de costas para o mar e, por outro, que o futuro são as nossas crianças. Estranho é que as escolas não tenham participação quase nenhuma em actividades do mar”, sustenta. E recorda, como bom exemplo, a campanha de sensibilização dirigida às crianças, “Viver a Praia em Segurança”, realizada nas ilhas Terceira e Graciosa desde 2006. João Rodrigues Gonçalves falou ainda ao público presente do actual dinamismo da Marinha com a mostra de um vídeo sobre a formação dos agentes da polícia marítima no devido uso de motas de água como meio de acções de salvamento e fiscalização.
(In Sónia Bettencourt - A União)

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sábado, abril 26, 2008

Praga de Térmitas nos Açores

Grande Reportagem de Marta Silva sobre a praga silenciosa das térmitas em várias ilhas dos Açores.

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