quinta-feira, novembro 19, 2009

SUSPEITAS CONFIRMADAS Térmita da Praia é de origem americana

Está confirmado que as térmitas descobertas no Bairro de Santa Rita, Praia da Vitória, pela equipa de controlo e monitorização das térmitas do Grupo Biodiversidade dos Açores (CITA-A) são da espécie Reticulitermes flavipes, uma térmita subterrânea com grande implementação na costa leste dos Estados Unidos e, até agora, desconhecida nos Açores.
A equipa liderada pelo professor Paulo Borges vê assim confirmadas as suas suspeitas inicias em relação à espécie encontrada em duas habitações daquele bairro.


No relatório inicial enviado à Câmara da Praia da Vitória a CITA-A recomendou a realização de um estudo de pormenor no Bairro e a rápida queima de todas as madeiras encontradas no exterior das habitações de forma a perceber a extensão da epidemia e controlar a sua expansão e potenciais danos.
O estudo de pormenor consistiria na colocação no solo de armadilhas em PVC num raio de 10, 50 e 100 metros dos focos já identificados sendo posteriormente monitorizadas mensalmente pela equipa da Universidade dos Açores.
A Câmara Municipal da Praia, segundo o vereador Paulo Messias, está a aguardar que a CITA-A envie a proposta e plano de custos deste estudo, tendo, a solicitação da equipa de controlo e monitorização, feito chegar junto do Comando Aéreo da Base das Lajes um pedido para a instalação de armadilhas dentro do perímetro militar fruto da sua proximidade das casas onde as térmitas subterrâneas foram encontradas.
Quanto às madeiras, a edilidade praiense espera em breve realizar uma queimada em grande escala de todas as madeiras abandonadas, tendo já encetado contactos junto dos moradores. Paulo Messias afirma que a marcação de uma data para esse efeito depende da disponibilidade dos mesmos e das condições climatéricas que nos últimos dias não tem sido propícias devido ao forte vento, factor que potencia a propagação da térmita.

Relatório de Angra completo

A equipa liderada pelo professor Paulo Borges já entregou junto da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo o relatório sobre a monitorização das térmitas no centro histórico da cidade, trabalho levado a cabo entre Julho e Outubro deste ano.
Cabe agora ao município angrense tornar publicas as conclusões dos especialistas da CITA-A, que irão permitir saber os locais mais afectados pela epidemia e perceber a sua evolução em relação ao anterior estudo, datado de 2004.
Este projecto consistiu na instalação de 110 armadilhas em 11 ruas e habitações particulares do centro histórico de Angra do Heroísmo.

(in A União)

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quarta-feira, novembro 11, 2009

INVESTIGADORES VÃO ESTUDAR Risco de extinção de espécies endémicas do arquipélago

O Grupo da Biodiversidade dos Açores (GBA) vai lançar no início do próximo ano dois novos projectos destinados a avaliar “o risco de extinção de diversas espécies em ilhas”, revelou ontem o investigador Paulo Borges.
“A crise da biodiversidade em mais nenhum lugar é tão notória como nas ilhas oceânicas pelo que estudar as melhores soluções para a sua conservação é fundamental”, considera Paulo Borges que vai contar com um apoio de 320 mil euros da Fundação da Ciência e Tecnologia.


No caso dos Açores, “os estudos de campo e genética orientam-se no sentido de perceber se nas diferentes ilhas, que têm florestas mais pequenas, se as espécies estão a perder diversidade e em risco de extinção devido ao aumento das pastagens”.
Segundo Paulo Borges “a ideia é posteriormente aumentar a florestação recorrendo a essas espécies”.
As ilhas com maior risco de extinção de espécies, de acordo com o investigador, são Santa Maria, São Miguel, Faial e São Jorge porque “possuem manchas florestai pequenas e espécies únicas (endémicas) em risco”.
Adianta que os Açores perderam mais de 90 por cento da sua floresta original durante cinco séculos de ocupação humana e que, sendo um dos arquipélagos mais isolados na Terra, suportam um numero significativos de espécies endémicas de uma só ilha.
A investigação vai ainda procurar determinar o efeito da perda de habitats e da fragmentação da floresta nativa dos Açores nas espécies de artrópodes endémicos especialistas de floresta.
Um dos projectos denomina-se “Previsão de extinção em ilhas: uma avaliação em várias escalas” e o outro “O que é que as ilhas da Macaronésia nos podem ensinar sobre especiação?”.
Segundo o investigador da Universidade dos Açores, os projectos “são inovadores” porque “a avaliação a vários níveis do risco de extinção que é devida à destruição e fragmentação dramática dos habitats”.
Por outro lado, explica, porque serão feitas, também, “avaliações de previsões teóricas de extinções futuras, com avaliações à escala da espécie do tamanho das suas populações e diversidade genética”.
Finalmente, Paulo Borges acredita que o projecto “irá estabelecer ligações cruciais entre a teoria ecológica e a prática de conservação avançando na compreensão e protecção de uma parte única da herança Europeia em termos de biodiversidade”.
No total, estarão envolvidos nos projectos mais de uma dezena de investigadores locais e de centros universitários europeus.

(In A União)

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sexta-feira, novembro 06, 2009

ESPÉCIE INÉDITA NOS AÇORES Gorgulho do Eucalipto encontrado na ilha Terceira

Foi encontrado nos Açores, mais propriamente na ilha Terceira, pela primeira vez, o Gorgulho do Eucalipto, originário da Austrália. A descoberta deu-se no passado mês de Setembro na zona da Caldeira do Guilherme Moniz.
Depois da descoberta recente de uma nova espécie de térmita subterrânea na ilha Terceira, surge outra revelação no estudo da biodiversidade dos Açores. Trata-se do Gorgulho do Eucalipto, de designação científica Gonipterus scutellatus Gyllenhal, 1834, uma espécie que desfolha essas árvores afectando o seu natural crescimento e a sua produção.


Em declarações ao nosso jornal, o responsável pela equipa de investigadores do Centro de Investigação e Tecnologias Agrárias dos Açores (CITA-A), da Universidade dos Açores (UAç), revela que o insecto tem se expandido por várias regiões do mundo, como África do Sul, Argentina, Itália, Califórnia, e que foi assinalado para as Canárias há 10 anos pelo entomólogo Antonio Machado Carrillo.
Paulo Borges revela ainda que nos Açores foi encontrado em Setembro deste ano na ilha Terceira na zona da Caldeira do Guilherme Moniz em Urze (Erica azorica). Mas, até ao momento, garante não haver motivos para alarmismos, apesar de o Gorgulho do Eucalipto já ter sido também encontrado em quintas particulares localizadas nas Bicas, freguesia de São Pedro, concelho de Angra do Heroísmo.
“Até agora não se registam queixas de floricultores ou particulares, o que pode indicar que os indivíduos não se alastraram”, diz o docente universitário, acrescentando que só dez por cento das espécies de insectos existentes “é que se tornam invasoras quando chegam a um novo local”.
Ao todo, refere, existem na Região cerca de 2400 espécies de insectos, das quais 1000 são exóticas. Contudo, não sendo o Gorgulho do Eucalipto considerado “perigoso” no arquipélago, ao contrário de outros lugares do globo, o especialista recorre ao exemplo da praga das térmitas, actualmente em estudo e análise para controlo da propagação nas nossas ilhas, no sentido de alertar as entidades e a comunidade em geral.


“As térmitas passaram a ser um problema”, recorda o responsável pelo CITA-A, defendendo, por isso, a necessidade de haver um maior controlo na entrada de produtos agrícolas e florestais nos Açores. “Este é um exemplo, aliás, das contrapartidas do livre-trânsito”, sublinha.
Em tom de conclusão, segundo Paulo Borges, “não se conhece ainda o seu potencial impacto nas plantas nativas dos Açores”, sendo que no que concerne ao continente português a eventual propagação da espécie, onde diz desconhecer a existência desse insecto, “não é menos preocupante”, tendo em conta haver muitas áreas de plantação de Eucaliptos.

Estudo nas Canárias

Entretanto, de acordo com um artigo de Antonio Machado Carrillo, publicado no “Diário de Avisos”, de Tenerife, em Julho de 1999, intitulado “O Gorgulho do Eucalipto nas Canárias”, pode-se ler que os Eucaliptos são árvores oriundas da Austrália que foram introduzidas em diversas regiões do mundo com propósitos industriais. O mesmo ocorreu nas Canárias, ainda que o cultivo florestal destas espécies exóticas sejam pouco extensas, pois naquele arquipélago espanhol não existe indústria de pasta de papel.
O entomólogo descreve no mesmo documento que até 1999 não se conhecia nas Canárias “nenhum bicho que metia os dentes nos eucaliptos”. Por isso reparou com atenção nas folhas tenras de várias árvores totalmente “comidas e perfuradas”. Um exame detalhado, conta, revelou a presença de “umas larvas – como pequenas babosas – de cor verde-esmeralda, cheia de pontos negros”.
Quantos aos adultos, continua, têm um tronco robusto da família dos gorgulhos, de cor castanho-avermelhado, que mede menos de um centímetro.

(In Sónia Bettencourt sonia@auniao.com, em A União)

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sexta-feira, setembro 18, 2009

Lançamento do livro “Açores - um retrato natural” - Uma visão fascinante das maravilhas naturais dos Açores

O biólogo e fotógrafo Pedro Cardoso, autor da exposição de fotografia “Açores: do FOGO à FLORESTA”, actualmente em exibição no EXPOLAB (Lagoa, São Miguel), convida-nos, neste livro, a conhecer a diversidade de vida terrestre nos Açores com fotografias em grande formato, de diferentes ângulos (panorâmicas e de detalhe), que nos transportam a lugares e personagens pouco conhecidos. Às fotografias juntam-se pequenos textos, da autoria de investigadores associados à Universidade dos Açores, destinados ao público em geral, que nos vão conduzindo na descoberta da variedade de forma e cor em diferentes paisagens dos Açores. Publicado pela VerAçor, este livro teve o apoio do Centro de Tecnologias Agrárias do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores (CITA-A), Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, Direcção Regional da Ciência, Tecnologia e Comunicações, Associação espeleológica “Os Montanheiros” e Direcção Regional do Turismo. O livro será lançado no próximo dia 20 de Setembro (Domingo) às 15h30, no átrio do Anfiteatro C da Universidade dos Açores em Ponta Delgada, integrado no simpósio “O ERRO DE DARWIN e o que estamos a fazer para o corrigir”. A entrada é livre. Terá a oportunidade de conversar com o fotógrafo, autores dos textos e representante da editora. O livro estará exposto no local para consulta e venda. Depois do lançamento estará à venda nas maiores livrarias no continente e ilhas e outros locais de divulgação do património dos Açores.
Ponta Delgada, Universidade dos Açores (Átrio do Anfiteatro C)20 de Setembro (Domingo) às 15h30Apresentação do livro pelo Prof. Virgílio Vieira.

(in Naturdata)

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quinta-feira, setembro 03, 2009

TRABALHOS ARRANCAM EM 2010 Grupo da Biodiversidade promove estudos sobre floresta e especiação

O Grupo da Biodiversidade dos Açores CITA-A (GBA) prepara-se para dar início a dois novos projectos científicos recentemente aprovados pela Fundação ad Ciência e Tecnologia (FCT). Enquanto o primeiro trata da floresta nativa dos Açores, o outro pretende abordar a especiação das ilhas da Macaronésia.

Denominam-se aos temas a “Previsão de extinções em Ilhas: uma avaliação em várias escalas” e “O que é que as ilhas da Macaronésia nos podem ensinar sobre especiação? Estudo de Tarphius (Coleoptera) e Hipparchia (Lepidoptera) de vários arquipélagos da Macaronésia”. Apesar de diferentes, os novos projectos científicos do GBA, cujo estudo de investigação deve arrancar no mês de Março do próximo ano, incidem ambos sobre a conservação da biodiversidade em ilhas oceânicas.
Em declarações ao nosso jornal, o responsável pelo GBA menciona as particularidades dos ecossistemas insulares, sublinhando que a “‘crise da biodiversidade’ em mais nenhum lugar é tão notória” como nas ilhas oceânicas. Paulo Borges revela que este projecto é inovador em dois aspectos. “A avaliação a vários níveis do risco de extinção que é devido à destruição e fragmentação dramática dos habitats; e a avaliação de previsões teóricas de extinções futuras, com avaliações à escala da espécie do tamanho das suas populações e diversidade genética”, explica.
Sobre as razões que fazem do arquipélago dos Açores o “sistema ideal” para levar avante deste projecto, o especialista aponta que essas ilhas perderam mais de 90 por cento da sua floresta original durante cinco séculos de ocupação humana; e sendo um dos arquipélagos mais isolados na Terra suportam um número significativos de espécies endémicas de uma só ilha. Aponta ainda o bom conhecimento da história da ocupação humana e da desflorestação é bem conhecida e os dados biogeográficos de qualidade existentes para muitas espécies de artrópodes. “Estamos particularmente interessados em determinar o efeito da perca extrema de habitats e fragmentação da floresta nativa dos Açores nas espécies de artrópodes endémicos especialistas de floresta”, sustenta.
Em termos de resultados práticos, o projecto a “Previsão de extinções em Ilhas: uma avaliação em várias escalas”, segundo Paulo Borges, “irá estabelecer ligações cruciais entre a teoria ecológica e a prática de conservação avançando na compreensão e protecção de uma parte única da herança Europeia em termos de biodiversidade, as Florestas Nativas dos Açores”.
Açores entre os ‘hot spot’ de especiação

Neste contexto, mas já no que concerne ao trabalho sobre a especiação, o coordenador revela que as ilhas da Macaronésia se revelaram recentemente também um “sistema ideal” para a realização de estudos evolutivos, além das ilhas do Pacífico. “Devido à sua localização geográfica, intervalo de idades geológicas e elevados níveis de endemismo, foram também reconhecidas como um sistema adequado para a investigação de múltiplas de questões evolutivas”, justifica. E acrescenta: “Os insectos estão entre os organismos que mais diversificaram nas ilhas da Macaronésia, contribuindo assim para o reconhecimento deste grupo de arquipélagos como um "hot spot" de especiação. Os escaravelhos do género Tarphius e as borboletas do género Hipparchia são exemplos de insectos com distintas capacidades de dispersão que colonizaram estas ilhas Atlânticas e que posteriormente sofreram extensa especiação”.
Paulo Borges revela que serão utilizadas técnicas moleculares e abordagens filogenéticas e de genética de populações para estudar colonização e diversificação em ilhas oceânicas, e adianta a finalidade dos resultados. “Serão apresentados à comunidade científica via submissão a reconhecidas revistas científicas e apresentações em congressos. De modo a colmatar a recorrente falta de partilha de conclusões de estudos científicos com o público em geral, iremos produzir material educacional atractivo e uma exposição itinerante”. E remata: “Estas iniciativas incidirão sobre a conservação da biodiversidade em ilhas oceânicas e, em particular, de espécies de artrópodes endémicos”. Participam nestes projectos, cujo orçamento ronda 330 mil euros na totalidade, os centros europeus University of Oxford -The Oxford University Centre for the Environment (OUCE) e University Athens, Departament of Ecology and Taxonomy – Faculty of Biology (DET), e University of East Anglia (UEA) - Centre for Ecology, Evolution and Conservation.
(in A União)

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quinta-feira, julho 09, 2009

PROTOCOLO ENTRE UA E AUTARQUIA ANGRENSE -Iniciados trabalhos no combate às térmitas

A equipa da Universidade dos Açores (UA), constituída por Orlando Guerreiro, Maria Teresa Ferreira e Anna Bella Borges, já iniciou os trabalhos de campo de combate às térmitas no centro da cidade de Angra do Heroísmo, ao abrigo do protocolo entre o município angrense e aquela instituição de ensino superior.

Denominado a “Monitorização e Controlo da praga de térmitas Cryptotermes-brevis”, o protocolo, que está a decorrer num edifício em estado avançado de infestação, gentilmente cedido pelo proprietário, tem a duração prevista de três meses – Julho a Outubro de 2009 – pretende fazer comparação com o levantamento realizado em 2004.
“Além do dado comparativo vamos tentar impedir o desenvolvimento da praga”, revela Orlando Guerreiro, ao nosso jornal, sublinhando que a metodologia difere da utilizada há cinco anos, tendo em conta que o trabalho anteriormente realizado não incluiu as armadilhas.
Na prática, segundo a equipa, o trabalho consiste em colocar, entre outras estratégias uma dezena de armadilhas – um género de papel adesivo largo, em rolo, próprio para apanhar insectos – nas luzes do exterior, em 10 moradias localizadas entre as freguesias de São Bento e São Pedro. “Algumas armadilhas serão também colocadas no interior das casas”, acrescenta Orlando Guerreiro, da UA. “Estamos a tapar as janelas para impedir a entrada de luz do exterior. Queremos perceber o comprimento de onda que atrai as térmitas”, explica, sobre os trabalhos elaborados no primeiro dia, os quais “estão a correr muito bem”.
Neste sentido, esclarece, as estratégias utilizadas “não vão acabar com o problema mas sim contribuir para a sua gestão”. Orlando Guerreiro defende, por isso, “atitude pró-activa” por parte da população em geral. “Se não combatermos as térmitas nas nossas próprias casas estamos não só a prejudicar a nossa habitação como a do vizinho”.
Sobre o resultado da sua tese de Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza – a previsão da expansão da Térmita de Madeira Seca nas nove ilhas dos Açores utilizando modelos de matemáticos –, orientada por Miguel Ferreira e Paulo Borges, professores da UA, Orlando Guerreiro manifesta-se satisfeito.
“Na primeira parte do trabalho fiz um estudo para perceber a dispersão no tempo e no espaço, sendo que as armadilhas foram colocadas fora das zonas infestadas de Angra para saber a que distância uma colónia situada numa determinada casa poderá infestar a outra”, pormenoriza.
Em relação à segunda parte, resume o especialista, o estudo poderá ser usado como mapa de risco cujos lugares apresentam condições favoráveis ao desenvolvimento das térmitas. “São sítios no arquipélago dos Açores onde pode ocorrer a praga. Não por dispersão natural mas por transporte de peças de madeira de um local para o outro, por exemplo”, conclui.
A tese de Orlando Guerreiro foi apresentada no âmbito do “Workshop – Combate às Térmitas usando a técnica da Temperatura”, realizado no passado dia 3 de Julho, no campus universitário do Pico da Urze, numa organização do Grupo da Biodiversidade dos Açores (CITA- A Universidade dos Açores).
(in A União)

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segunda-feira, março 30, 2009

Primeira vaca clonada em Portugal nasce nos Açores

O primeiro bovino clonado em Portugal nasceu na passada terça-feira em Angra do Heroísmo, é fêmea, chama-se Cloneta e está de perfeita saúde disse esta sexta-feira o professor universitário Moreira da Silva.
Em declarações à Agência Lusa, Moreira da Silva disse que «o animal nasceu de um parto prematuro com oito meses quando o normal é nascerem com nove meses de gestação, mas que correu bem».

A Cloneta é fruto de um embrião produzido in vitro nos laboratórios do Grupo de Reprodução Animal do Departamento de Ciências Agrárias - Centro de Investigação e Tecnologia Agrária da Universidade dos Açores (CITA), da Universidade dos Açores.
O processo «foi inovador» no sentido de que «é realizado a partir de uma célula de um embrião com sete dias produzido in vitro», explicou o investigador.
Segundo Moreira da Silva, responsável pelo laboratório e Isabel Carvalhais, doutoranda que acompanhou o processo, o clone foi realizado através do conjunto «citoplasma (interior da célula) e blástomero (célula interior do embrião)».
O embrião levou duas semanas a ser produzido em laboratório, tendo o processo começado no final do mês de Julho do ano passado, e transferido para a vaca receptora no mês de Agosto.
Moreira da Silva e Isabel Carvalhais «têm expectativa» quanto ao período de vida que o clone poderá ter uma vez que «todos os embriões produzidos in vitro são frágeis o que pode levar à morte prematura dos clones», explicaram.
O objectivo do grupo de investigadores que trabalharam nesta clonagem foi «testar e aperfeiçoar a técnica para que o Laboratório de Reprodução Animal não ficasse à margem das técnicas e tecnologias mais actualizadas».
No futuro este trabalho que incluiu também António Nobre, Sofia Pires e Ana Santos, pode ter utilidade na produção de animais de elevados valores genéticos o que pode ser uma mais valia para a região.
Pode, também, ser útil «na recuperação de espécies animais que se encontrem em vias de extinção».
As investigações e os resultados conseguidos pela Universidade dos Açores deverão ter continuidade internacional uma vez que assistiram à sua conclusão Marwa Faheem, egípcia doutoranda em embriologia, e Afrooz Habibi, médica iraniana, doutoranda em anatomia humana.
O projecto foi financiado pelo governo regional e pelo Centro de Investigação e Tecnologia Agrária da Universidade dos Açores (CITA).
(In LUSA)

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domingo, março 15, 2009

Concurso de fotografia sensibilizapara a biodiversidade dos Açores

Sensibilizar os jovens para a importância da biodiversidade dos Açores. É este o principal objectivo do concurso de fotografia “Biodiversidade: Um Olhar Atento”, que decorre de 16 de Março a 3 de Abril, numa iniciativa do Conselho Eco-Escolas da Escola Secundária de Angra do Heroísmo inserida nas comemorações do Dia Mundial do Ambiente. Destinado alunos, docentes e funcionários da Secundária de Angra, o concurso tem como parceiro estratégico o Grupo da Biodiversidade dos Açores, CITA-A, e visa seleccionar e premiar fotografias originais baseadas na biodiversidade dos Açores, em particular nas espécies naturais do arquipélago. “O objectivo é proporcionar um contacto mais directo com a biodiversidade e as espécies endémicas dos Açores”, sublinha Paulo Borges, do CITA-A, para quem “muitas vezes os mais jovens não têm a mínima ideia do valor que têm na sua própria ilha em termos de espécies únicas”.Os 10 melhores trabalhos de cada escalão serão integrados no portal da Biodiversidade dos Açores (http://www.azoresbioportal.angra.uac.pt/).No âmbito desta iniciativa, terão ainda lugar de 16 a 19 de Março, na Secundária de Angra, quatro palestras sobre “Insectos, aranhas e outros bichos dos Açores – um património por descobrir” e “Biodiversidade vegetal dos Açores”, por Paulo Borges e Rosalina Gabriel, do CITA-A.As conferências, marcadas sempre para as 14h15, no auditório da escola, destinam-se aos alunos dos ensinos básico e secundário.

(In Diário Insular)

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sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Portal das Térmitas dos Açores

Já está disponível o Portal das Térmitas dos Açores: http://sostermitas.angra.uac.pt

Este Portal resultou da realização do projecto “TERMIPAR - Envolvimento dos cidadãos no controlo das térmitas urbanas nos Açores”, financiado pela DRCT (Governo Regional dos Açores), que aliou o conhecimento produzido sobre as térmitas e as estratégias de as enfrentar ao trabalho desenvolvido no âmbito da percepção e comunicação de risco por diversas investigadoras das ciências sociais da Universidade dos Açores, afectas ao CITA-A (Grupo da Biodiversidade dos Açores), ao CES-UA e ao CIBIO-Açores.
A sua organização e conteúdos reflectem as necessidades de informação de um grupo alargado de cidadãos de diversos sectores de actividade, proprietários e inquilinos de habitações com e sem térmitas das Ilhas Terceira e São Miguel que foram entrevistados para o efeito.
A página foi coordenada por Ana Moura Arroz e Paulo A. V. Borges ambos investigadores do Grupo da Biodiversidade dos Açores (CITA-A- UA).

(In Terra Livre)

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quarta-feira, fevereiro 25, 2009

CENTRO DE INVESTIGAÇÃO DE TECNOLOGIAS AGRÁRIAS DOS AÇORES (CITA-A)

ANO DE FUNDAÇÃO: 1991
Director: Prof.João Madruga (madruga@uac.pt)
Agricultural and Animal Science Group: Prof. Alfredo Borba (borba@uac.pt)
CMMG Group: Prof. Eduardo Brito de Azevedo (edubrito@uac.pt)
Azores Biodiversity Group: Prof. Paulo Borges (pborges@uac.pt)
Food Science and Technology Group: Prof. Célia Silva (celia@uac.pt)
Descrição de projectos de investigação de referência:O CITA-A (Centro de Investigação e Tecnologias Agrárias dos Açores) é uma unidade pluridisciplinar de investigação e prestação de serviços na área das ciências agrárias e do ambiente, subsidiada por Programas Trienais e Programáticos da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (Ministério da Ciência e da Tecnologia).Ao CITA-A são atribuídas várias funções, entre as quais o fomento da realização de investigação científica fundamental e aplicada, a organização e promoção de actividades de prestação de serviços à comunidade, assim como a realização de seminários, conferências, colóquios e outras actividades similares, congressos, semanas de estudo e outras reuniões, no âmbito das actividades de investigação desenvolvidas ou com elas relacionadas, e ainda, participar nas actividades congéneres promovidas por outras entidades.O CITA-A é integrado por docentes, investigadores, alunos e funcionários da Universidade dos Açores - Departamento de Ciências Agrárias, podendo admitir membros associados.

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quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Do Fogo à Floresta

A história natural dos Açores, desde a erupção das ilhas pela força dos vulcões até à explosão de vida na floresta natural, é contada em fotografia por Pedro Cardoso. Para ver no Observatório do Ambiente (antigo mercado de peixe) e no Museu de Angra do Heroísmo, até 29 de Março.

“Açores: do Fogo à Floresta” é uma exposição de fotografia, mas também uma história – a história natural dos Açores, desde os vulcões até à colonização das ilhas por diversos organismos. Em cada imagem, a objectiva do biólogo Pedro Cardoso conta uma parte da evolução num mundo que começa com rocha e mar. Os seres vivos dispersam e chegam às ilhas onde, ao longo de gerações, vão-se adaptando e formando novas espécies. A complexidade aumenta até chegarmos ao que tem sido apelidado de “floresta tropical temperada”, a Laurissilva. A mostra resulta de uma colaboração entre o Centro de Ciência e o Museu de Angra do Heroísmo. Nos dois espaços observa-se a mesma história, num conjunto complementar de 50 fotografias (25 em cada um). Doutorado em Ecologia e Biossistémica pela Universidade de Lisboa, Pedro Cardoso desenvolve investigação há mais de 10 anos nas áreas da Ecologia, Conservação, Biogeografia e Taxonomia de aracnídeos. É actualmente investigador no Museu de História Natural do Smithsonian, nos Estados Unidos da América, e na Universidade dos Açores. Para além de outros interesses, como espeleologia, montanhismo e BTT, tem dedicado muito do seu tempo livre à fotografia de natureza. Está neste momento a preparar um livro maioritariamente de fotografia para o público em geral sobre a paisagem, fauna e flora dos Açores, com o apoio do Centro de Investigação de Tecnologias Agrárias dos Açores, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores. A exposição agora patente ao público permite uma antevisão da obra, que terá chancela da VerAçor. “Será um retrato natural dos Açores, mais especificamente sobre os seus habitats terrestres - as florestas, as pastagens, as grutas… -, que se encontram muito mal divulgados”, explica o biólogo. As fotografias de Pedro Cardoso serão acompanhadas de textos de investigadores da universidade açoriana, como Clara Gaspar, Paulo Borges, Rosalina Gabriel, Frias Martins e Victor Hugo Forjaz.

Investigador do mundo

Natural de Lisboa, Pedro Cardoso chegou aos Açores em 2008, onde desenvolve investigação no Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores sobre a conservação da fauna e da flora endémicas, no âmbito de um pós-doutoramento apoiado pela direcção regional da Ciência e Tecnologia. Antes, realizou na Universidade de Copenhaga, na Dinamarca, um trabalho de investigação sobre a sua área de especialidade – as aranhas. Em Abril, parte para Washington DC, nos Estados Unidos da América, para estudar as espécies invertebradas em risco de extinção, no Museu de História Natural do Smithsonian. “Tenho-me dedicado sobretudo à conservação e biogeografia, ou seja, à identificação dos locais onde se encontram as espécies e a melhor maneira de as conservar”, sublinha. Na ilha Terceira, debruça-se neste momento sobre as consequências das mudanças no solo para a fauna e flora açorianas. “No início, as ilhas estavam completamente cobertas de floresta natural, cujo melhor exemplo disso é a Caldeira da Serra de Santa Bárbara. Mais tarde, a desflorestação para a realização de pastagens e a introdução da cliptoméria ou do eucalipto trouxeram consequências para as espécies endémicas”, refere o biólogo, para quem é “importante saber quais as que se perderam e as que se ganharam e o que aconteceu à comunidade”. No Smithsonian, o objectivo será a definição de um protocolo sobre as espécies invertebradas prioritárias. “Muita coisa tem sido feita com os vertebrados, mas quanto aos insectos não se sabe quase nada e não há listas de espécies em perigo”, diz, salientando que, com a publicação da obra “As 100 espécies prioritárias da Macaronésia” pela Universidade dos Açores, a Região posicionou-se, nesta área, “muito à frente do continente português e da maior parte dos países europeus, que não tem uma lista tão completa”.
Imagens que falam

Autodidacta, Pedro Cardoso utiliza a fotografia como uma forma de complementar o seu trabalho enquanto investigador. “Comecei a tirar fotografias de aranhas e depois todo o tipo de fotografia da natureza”, conta. Mas, para além de ilustrar o trabalho científico, a fotografia é também, no seu entender, uma forma de dar a conhecer ao público em geral quais são e onde estão as espécies em risco. “Se as pessoas nunca viram por que vão querer conservar”, questiona. É este igualmente o objectivo da sua primeira exposição de fotografia. “Através da imagem, é possível compreender porque se investe dinheiro para conservar determinada espécie ou habitat e a própria investigação”, sustenta. E acrescenta: “A fotografia permite contar uma história de uma maneira que prende mais facilmente a atenção, ao mesmo tempo que passa uma mensagem científica”. Depois da Terceira, a exposição “Açores: do Fogo à Floresta” deverá percorrer as restantes oito ilhas do arquipélago.
(In DI-Revista)

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quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Parque tecnológico na Terceira vai avançar

A garantia foi dada pelo secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos, José Contente. No âmbito de uma visita do secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos, José Contente, aos centros de investigação da Universidade dos Açores em Angra do Heroísmo, foi dada a garantia de que os projectos do Parque Tecnológico e do Instituto de Biotecnologia e Biomedicina dos Açores (IBBA), na Terceira, vão avançar. José Contente reuniu-se com os responsáveis do Centro de Biotecnologia, Centro de Investigação e Tecnologias Agrárias e do Centro de Climatologia e Meteorologia da Universidade dos Açores, num encontro destinado a inteirar-se dos vários projectos de investigação aí desenvolvidos, os quais classificou de “fundamentais para o desenvolvimento e projecção dos Açores”. O projecto do Parque Tecnológico da ilha Terceira vai albergar todos estes centros de investigação científica de modo a funcionar como um “cluster científico e tecnológico”, referiu, indicando que estas unidades vão dispor de um espaço adequado, devidamente equipado e com todas as condições para que as investigações tenham resultados positivos e promovam o desenvolvimento e o crescimento dos Açores, com respostas e soluções específicas para os problemas da Região, sem prejuízo para o carácter universal da investigação científica. O Parque Tecnológico da Terceira será construído no Pico da Urze, um dos locais mais viáveis para o projecto, adiantou o secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos. José Contente sublinhou que para a investigação em áreas emergentes, como a biotecnologia e a saúde, são precisos equipamentos sofisticados e instalações adequadas, acrescentando que, entre os objectivos do IBBA, figuram o exercício e a promoção de pesquisas científica e tecnológica, com o intuito de contribuir para a produção de conhecimento e para o desenvolvimento económico da Região, potenciando as políticas regionais, incluindo a dinamização do sector privado empresarial e a prestação de serviços públicos.

(In Jornal Diário)

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quarta-feira, dezembro 31, 2008

Projectos aprovados pela Direcção Regional da Ciência e Tecnologia

A Direcção Regional da Ciência e Tecnologia aprovou, em 2008, os projectos seguintes do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores:

M2.1.2/F/028/2008 - Valorização dos produtos lácteos dos Açores – Bioactividade, sob a responsabilidade do Professor Oldemiro Aguiar do Rego do Centro de Investigação e Tecnologias Agrárias dos Açores (CITA-A).

M2.1.2/I/027/2008- Identificação Molecular de Microrganismos com interesse biotecnológico de Produtos Açorianos sob a responsabilidade dp Professor José Estevam da Silveira Matos do Centro de Biotecnologia dos Açores (CBA).

M2.1.2/F/022/2008 -Variação do perfil dos ácidos gordos de embriões bovinos produzidos in vitro/in vivo e seu efeito na sua qualidade e na actividade metabólica após criopreservação, sob a responsabilidade do Professor Joaquim Moreira da Silva do Centro de Investigação e Tecnologias Agrárias dos Açores (CITA-A).

M2.1.2/F/021/2008 - Valorização dos produtos lácteos dos Açores – Bioactividade sob a responsabilidade do Professor Oldemiro Rego, do Centro de Investigação e Tecnologias Agrárias dos Açores (CITA-A).

M2.1.2/I/003/2008 - Consequências das alterações de uso de solo na fauna de artrópodes dos Açores - Objectivo 2010, sob a responsabilidade do Doutor Pedro Miguel Bondoso Cardoso do Centro de Investigação e Tecnologias Agrárias dos Açores (CITA-A).

M2.1.2/I/007/2008 - Perspectivas sobre o mar e a vida marinha: Cetáceos e turismo nos Açores, Portugal e Newfoundland, Canadá sob a responsabilidade da Doutora Alison Neilson do Centro de Investigação e Tecnologias Agrárias dos Açores (CITA-A).

M2.1.2/I/012/2008 - Isolamento de sequencias analogas a genes de resistência em Olea europea sob a responsabilidade da Doutora Iris Foroni do Centro de Biotecnologia dos Açores (CBA).

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