sexta-feira, novembro 06, 2009

ESPÉCIE INÉDITA NOS AÇORES Gorgulho do Eucalipto encontrado na ilha Terceira

Foi encontrado nos Açores, mais propriamente na ilha Terceira, pela primeira vez, o Gorgulho do Eucalipto, originário da Austrália. A descoberta deu-se no passado mês de Setembro na zona da Caldeira do Guilherme Moniz.
Depois da descoberta recente de uma nova espécie de térmita subterrânea na ilha Terceira, surge outra revelação no estudo da biodiversidade dos Açores. Trata-se do Gorgulho do Eucalipto, de designação científica Gonipterus scutellatus Gyllenhal, 1834, uma espécie que desfolha essas árvores afectando o seu natural crescimento e a sua produção.


Em declarações ao nosso jornal, o responsável pela equipa de investigadores do Centro de Investigação e Tecnologias Agrárias dos Açores (CITA-A), da Universidade dos Açores (UAç), revela que o insecto tem se expandido por várias regiões do mundo, como África do Sul, Argentina, Itália, Califórnia, e que foi assinalado para as Canárias há 10 anos pelo entomólogo Antonio Machado Carrillo.
Paulo Borges revela ainda que nos Açores foi encontrado em Setembro deste ano na ilha Terceira na zona da Caldeira do Guilherme Moniz em Urze (Erica azorica). Mas, até ao momento, garante não haver motivos para alarmismos, apesar de o Gorgulho do Eucalipto já ter sido também encontrado em quintas particulares localizadas nas Bicas, freguesia de São Pedro, concelho de Angra do Heroísmo.
“Até agora não se registam queixas de floricultores ou particulares, o que pode indicar que os indivíduos não se alastraram”, diz o docente universitário, acrescentando que só dez por cento das espécies de insectos existentes “é que se tornam invasoras quando chegam a um novo local”.
Ao todo, refere, existem na Região cerca de 2400 espécies de insectos, das quais 1000 são exóticas. Contudo, não sendo o Gorgulho do Eucalipto considerado “perigoso” no arquipélago, ao contrário de outros lugares do globo, o especialista recorre ao exemplo da praga das térmitas, actualmente em estudo e análise para controlo da propagação nas nossas ilhas, no sentido de alertar as entidades e a comunidade em geral.


“As térmitas passaram a ser um problema”, recorda o responsável pelo CITA-A, defendendo, por isso, a necessidade de haver um maior controlo na entrada de produtos agrícolas e florestais nos Açores. “Este é um exemplo, aliás, das contrapartidas do livre-trânsito”, sublinha.
Em tom de conclusão, segundo Paulo Borges, “não se conhece ainda o seu potencial impacto nas plantas nativas dos Açores”, sendo que no que concerne ao continente português a eventual propagação da espécie, onde diz desconhecer a existência desse insecto, “não é menos preocupante”, tendo em conta haver muitas áreas de plantação de Eucaliptos.

Estudo nas Canárias

Entretanto, de acordo com um artigo de Antonio Machado Carrillo, publicado no “Diário de Avisos”, de Tenerife, em Julho de 1999, intitulado “O Gorgulho do Eucalipto nas Canárias”, pode-se ler que os Eucaliptos são árvores oriundas da Austrália que foram introduzidas em diversas regiões do mundo com propósitos industriais. O mesmo ocorreu nas Canárias, ainda que o cultivo florestal destas espécies exóticas sejam pouco extensas, pois naquele arquipélago espanhol não existe indústria de pasta de papel.
O entomólogo descreve no mesmo documento que até 1999 não se conhecia nas Canárias “nenhum bicho que metia os dentes nos eucaliptos”. Por isso reparou com atenção nas folhas tenras de várias árvores totalmente “comidas e perfuradas”. Um exame detalhado, conta, revelou a presença de “umas larvas – como pequenas babosas – de cor verde-esmeralda, cheia de pontos negros”.
Quantos aos adultos, continua, têm um tronco robusto da família dos gorgulhos, de cor castanho-avermelhado, que mede menos de um centímetro.

(In Sónia Bettencourt sonia@auniao.com, em A União)

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terça-feira, outubro 27, 2009

Dysaphis pyri (Boyer de Fonscolombe, 1841)


Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Hemiptera
Família: Aphididae
Género: Dysaphis
Nome comum: Afídeo, Piolho das plantas
Nome da espécie: Dysaphis pyri (Boyer de Fonscolombe, 1841)
Endémica dos Açores: Não

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terça-feira, outubro 06, 2009

Oryzaephilus surinamensis (Linnaeus, 1758)


Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Coleoptera
Família: Silvanidae
Género: Oryzaephilus
Nome comum: Escaravelho
Nome da espécie: Oryzaephilus surinamensis (Linnaeus, 1758)
Endémica dos Açores: Não
(in Portal da Biodiversidade)

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sexta-feira, outubro 02, 2009

Isotoma viridis Bourlet, 1839


Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Collembola
Ordem: Entobriomorfos
Família: Isotomidae
Género: Isotoma
Nome comum: Colêmbolo
Nome da espécie: Isotoma viridis Bourlet, 1839
Endémica dos Açores: Não
(In Portal da Biodiversidade)

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domingo, setembro 20, 2009

Vespula germanica (Fabricius, 1793)

Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Hymenoptera
Família: Vespidae
Género: Vespula
Nome comum: Vespa comum
Nome da espécie: Vespula germanica (Fabricius, 1793)
Endémica dos Açores: Não
(in Portal da Biodiversidade)

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quinta-feira, setembro 17, 2009

Kleidocerys ericae (Horváth, 1908)

Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Hemiptera
Família: Lygaeidae
Género: Kleidocerys
Nome comum: Percervejo
Nome da espécie: Kleidocerys ericae (Horváth, 1908)
Endémica dos Açores: Não
(in Portal da Biodiversidade)

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quarta-feira, setembro 16, 2009

Pheidole megacephala (Fabricius, 1793)


Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Hymenoptera
Família: Formicidae
Género: Pheidole
Nome comum: Formiga
Nome da espécie: Pheidole megacephala (Fabricius, 1793)
Endémica dos Açores: Não
(in Portal da Biodiversidade)

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segunda-feira, setembro 14, 2009

Plutella xylostella (Linnaeus, 1758)

Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Lepidoptera
Família: Plutellidae
Género: Plutella
Nome comum: Traça
Nome da espécie: Plutella xylostella (Linnaeus, 1758)
Endémica dos Açores: Não
(In Portal da Biodiversidade)

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quinta-feira, setembro 03, 2009

Opogona sacchari (Bojer, 1856)

Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Lepidoptera
Família: Tineidae
Género: Opogona
Nome comum: Traça da bananeira
Nome da espécie: Opogona sacchari (Bojer, 1856)
Endémica dos Açores: Não
(in Portal da Biodiversidade dos Açores)

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sábado, agosto 22, 2009

Myathropa florea (Linnaeus, 1758)


Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Diptera
Família: Syrphidae
Género: Myathropa
Nome comum: Mosca
Nome da espécie: Myathropa florea (Linnaeus, 1758)
Endémica dos Açores: Não

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sábado, setembro 15, 2007

Biodiversidade insular: raridades e pseudo-raridades

O Professor Paulo A. V. Borges do Departamento de Ciências Agrárias (CITA-A; Universidade dos Açores) proferiu uma palestra no conceituado Center of Population Biology do Imperial College of London (Universidade de Londres), cujo tema foi a raridade dos insectos e aranhas dos Açores: "Insect and spider rarity in the Azores: true rare and pseudo-rare species".
A biodiversidade insular tem grande relevância na conservação da natureza e é uma componente importante da biodiversidade mundial.

Essa comunicação assumiu particular relevância porque ocorreu na altura em que a IUCN - "The World Conservation Union" apresentava a Lista vermelha de espécies ameaçadas, em 2007.
Actualmente são 41 415 as espécies constantes na Lista Vermelha da IUCN, e destas, 16 306 estão ameaçadas de extinção, mais 188 espécies do que no ano transacto.
De acordo com a classificação da IUCN, o gorila ocidental, por exemplo, passa da categoria de ameaçado para a categoria de criticamente ameaçado. A população dessa espécie reduziu-se de 60% nos últimos 20 a 25 anos. O orangotango de Sumatra continua criticamente ameaçado e entra na categoria de ameaçado o orangotango de Bornéu.
Entram pela primeira vez na Lista Vermelha espécies de corais, nas categorias de criticamente ameaçados e vulneráveis.
Na lista vermelha de 2007 entram novas espécies, de praticamente todos os maiores grupos taxonómicos.

(In Azores Digital)

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