Araneus angulatus Clerck, 1757

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Este blog é da responsabilidade do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores e pretende dar conta das actividades desenvolvidas ao longo de 2006 - Ano Internacional dos Desertos e da Desertificação, bem como das actividades realizadas na mesma área temática,ou não, nos anos posteriores.

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Vivem em Portugal as espécies mais pequena e maior da Europa.

Regularmente circulam na Internet alertas sobre mordeduras de perigosas aranhas. Algumas dessas mensagens relatam casos alegadamente ocorridos em Portugal. No Terra Alerta de hoje, acompanhámos um dia de trabalho de um biólogo que se especializou em aracnídeos e ficámos a saber mais sobre estes animais.
Antes de entrar na gruta à procura de aranhas, o biólogo Pedro Cardoso veste o fato de espeleologia. A indumentária é aconselhável por ser mais confortável e evitar sujar outra roupa. Já o uso do capacete é obrigatório para o proteger da queda de pedras e também de possíveis cabeçadas em zonas mais baixas das grutas. Acompanhado por quatro elementos do Núcleo de Espeleologia da Costa Azul (NECA), Pedro Cardoso, actualmente a desenvolver investigação na Universidade dos Açores, volta à gruta do Fumo na zona da Arrábida onde, em 2005, encontrou por acaso uma nova espécie de aranha cavernícola para a Ciência. À primeira vista, poderia ser um juvenil, devido ao meio milímetro de tamanho, mas era um adulto do género Anapistula. "É a mais pequena aranha da Europa e uma das mais pequenas do mundo", garante o investigador.Este minúsculo ser, que actualmente só vive em grutas, poderá ter tido um passado à superfície, há muitos milhares de anos. A hipótese que o biólogo coloca é que "andaria pela superfície quando havia florestas tropicais nesta zona, entretanto o clima mudou e a espécie refugiou-se nas grutas e por cá ficou". Por enquanto, nas 3 grutas do sistema do Frade (Fumo, Utopia e Coelho) onde foi detectada a nova espécie só se encontraram aranhas fêmea. "Pode ser uma espécie que se reproduz sem macho”, explica. Três anos depois da descoberta, e de muito trabalho de campo e de laboratório, o biólogo português esteve na Dinamarca, onde fez um pós-doutoramento no Museu de História Natural e Centro de Macroecologia da Universidade de Copenhaga, para escrever o artigo científico em que descreve a espécie. Pedro Cardoso sublinha o facto das pequenas aranhas, recentemente descobertas, já estarem ameaçadas de acordo com os critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza. A área de distribuição é extremamente reduzida e está em regressão devido ao trabalho das pedreiras que existem na Arrábida. Em Portugal, a legislação não protege aracnídeos, com uma excepção: a maior aranha da Europa, conhecida do sul de Espanha e que afinal também vive no nosso país. "No ano passado, encontrámos nas serras algarvias a Macrothele calpeiana, a única espécie que está listada na Directiva Habitats”, conta Pedro. O tamanho mete respeito, mas o biólogo garante que não é perigosa. "O mais perigoso que temos é a Loxosceles e a Viúva-negra mediterrânica que também não causa grandes problemas, para além da dor e desconforto temporário". A informação contradiz mensagens que circulam na Internet sobre mordeduras graves. Uma delas relata os efeitos duma ferradela de uma suposta Armadeira, em Monte Gordo. Contudo, a fotografia que acompanha o e-mail não é de uma Armadeira brasileira mas de uma Loxosceles, comum no Alentejo. Em todo o mundo, calcula-se que existam cerca de 36 mil espécies de aranhas. Na Austrália e no Brasil, por exemplo, há espécies capazes de matar um ser humano, mas em Portugal não. Pedro Cardoso salienta o papel positivo das aranhas no controlo de pragas de insectos e até aconselha quem não queira ter mosquitos em casa a não limpar teias de aranha.
(in SIC Online)
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Destinado alunos, docentes e funcionários da Secundária de Angra, o concurso tem como parceiro estratégico o Grupo da Biodiversidade dos Açores, CITA-A, e visa seleccionar e premiar fotografias originais baseadas na biodiversidade dos Açores, em particular nas espécies naturais do arquipélago. “O objectivo é proporcionar um contacto mais directo com a biodiversidade e as espécies endémicas dos Açores”, sublinha Paulo Borges, do CITA-A, para quem “muitas vezes os mais jovens não têm a mínima ideia do valor que têm na sua própria ilha em termos de espécies únicas”.Os 10 melhores trabalhos de cada escalão serão integrados no portal da Biodiversidade dos Açores (http://www.azoresbioportal.angra.uac.pt/).No âmbito desta iniciativa, terão ainda lugar de 16 a 19 de Março, na Secundária de Angra, quatro palestras sobre “Insectos, aranhas e outros bichos dos Açores – um património por descobrir” e “Biodiversidade vegetal dos Açores”, por Paulo Borges e Rosalina Gabriel, do CITA-A.As conferências, marcadas sempre para as 14h15, no auditório da escola, destinam-se aos alunos dos ensinos básico e secundário.Etiquetas: aranhas, Biodiversidade, CITA-A, concurso, divulgação científica, Palestras, Paulo Borges, Rosalina Gabriel
“Açores: do Fogo à Floresta” é uma exposição de fotografia, mas também uma história – a história natural dos Açores, desde os vulcões até à colonização das ilhas por diversos organismos. Em cada imagem, a objectiva do biólogo Pedro Cardoso conta uma parte da evolução num mundo que começa com rocha e mar. Os seres vivos dispersam e chegam às ilhas onde, ao longo de gerações, vão-se adaptando e formando novas espécies. A complexidade aumenta até chegarmos ao que tem sido apelidado de “floresta tropical temperada”, a Laurissilva. A mostra resulta de uma colaboração entre o Centro de Ciência e o Museu de Angra do Heroísmo. Nos dois espaços observa-se a mesma história, num conjunto complementar de 50 fotografias (25 em cada um). Doutorado em Ecologia e Biossistémica pela Universidade de Lisboa, Pedro Cardoso desenvolve investigação há mais de 10 anos nas áreas da Ecologia, Conservação, Biogeografia e Taxonomia de aracnídeos. É actualmente investigador no Museu de História Natural do Smithsonian, nos Estados Unidos da América, e na Universidade dos Açores. Para além de outros interesses, como espeleologia, montanhismo e BTT, tem dedicado muito do seu tempo livre à fotografia de natureza. Está neste momento a preparar um livro maioritariamente de fotografia para o público em geral sobre a paisagem, fauna e flora dos Açores, com o apoio do Centro de Investigação de Tecnologias Agrárias dos Açores, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores. A exposição agora patente ao público permite uma antevisão da obra, que terá chancela da VerAçor. “Será um retrato natural dos Açores, mais especificamente sobre os seus habitats terrestres - as florestas, as pastagens, as grutas… -, que se encontram muito mal divulgados”, explica o biólogo. As fotografias de Pedro Cardoso serão acompanhadas de textos de investigadores da universidade açoriana, como Clara Gaspar, Paulo Borges, Rosalina Gabriel, Frias Martins e Victor Hugo Forjaz.
Investigador do mundo
Natural de Lisboa, Pedro Cardoso chegou aos Açores em 2008, onde desenvolve investigação no Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores sobre a conservação da fauna e da flora endémicas, no âmbito de um pós-doutoramento apoiado pela direcção regional da Ciência e Tecnologia. Antes, realizou na Universidade de Copenhaga, na Dinamarca, um trabalho de investigação sobre a sua área de especialidade – as aranhas. Em Abril, parte para Washington DC, nos Estados Unidos da América, para estudar as espécies invertebradas em risco de extinção, no Museu de História Natural do Smithsonian. “Tenho-me dedicado sobretudo à conservação e biogeografia, ou seja, à identificação dos locais onde se encontram as espécies e a melhor maneira de as conservar”, sublinha. Na ilha Terceira, debruça-se neste momento sobre as consequências das mudanças no solo para a fauna e flora açorianas. “No início, as ilhas estavam completamente cobertas de floresta natural, cujo melhor exemplo disso é a Caldeira da Serra de Santa Bárbara. Mais tarde, a desflorestação para a realização de pastagens e a introdução da cliptoméria ou do eucalipto trouxeram consequências para as espécies endémicas”, refere o biólogo, para quem é “importante saber quais as que se perderam e as que se ganharam e o que aconteceu à comunidade”. No Smithsonian, o objectivo será a definição de um protocolo sobre as espécies invertebradas prioritárias. “Muita coisa tem sido feita com os vertebrados, mas quanto aos insectos não se sabe quase nada e não há listas de espécies em perigo”, diz, salientando que, com a publicação da obra “As 100 espécies prioritárias da Macaronésia” pela Universidade dos Açores, a Região posicionou-se, nesta área, “muito à frente do continente português e da maior parte dos países europeus, que não tem uma lista tão completa”.
Imagens que falam
Autodidacta, Pedro Cardoso utiliza a fotografia como uma forma de complementar o seu trabalho enquanto investigador. “Comecei a tirar fotografias de aranhas e depois todo o tipo de fotografia da natureza”, conta. Mas, para além de ilustrar o trabalho científico, a fotografia é também, no seu entender, uma forma de dar a conhecer ao público em geral quais são e onde estão as espécies em risco. “Se as pessoas nunca viram por que vão querer conservar”, questiona. É este igualmente o objectivo da sua primeira exposição de fotografia. “Através da imagem, é possível compreender porque se investe dinheiro para conservar determinada espécie ou habitat e a própria investigação”, sustenta. E acrescenta: “A fotografia permite contar uma história de uma maneira que prende mais facilmente a atenção, ao mesmo tempo que passa uma mensagem científica”. Depois da Terceira, a exposição “Açores: do Fogo à Floresta” deverá percorrer as restantes oito ilhas do arquipélago.
(In DI-Revista)
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Pretende-se ter imagens de aranhas vivas mas também de detalhes que ajudem a identificação das espécies com a ajuda do sistema de imagem Syncroscopy obtidas por Enésima Mendonça do Grupo da Biodiversidade dos Açores (CITA-A). Espera-se proporcionar imagens de caracteres diagnosticantes do sexo feminino e masculino, ajudando todos aqueles que queiram identificar aranhas recolhidas no arquipélago.Etiquetas: aranhas, Biodiversidade, Enésima Mendonça, Jorgen Lissner, Paulo Borges

Essa comunicação assumiu particular relevância porque ocorreu na altura em que a IUCN - "The World Conservation Union" apresentava a Lista vermelha de espécies ameaçadas, em 2007.
Actualmente são 41 415 as espécies constantes na Lista Vermelha da IUCN, e destas, 16 306 estão ameaçadas de extinção, mais 188 espécies do que no ano transacto.
De acordo com a classificação da IUCN, o gorila ocidental, por exemplo, passa da categoria de ameaçado para a categoria de criticamente ameaçado. A população dessa espécie reduziu-se de 60% nos últimos 20 a 25 anos. O orangotango de Sumatra continua criticamente ameaçado e entra na categoria de ameaçado o orangotango de Bornéu.
Entram pela primeira vez na Lista Vermelha espécies de corais, nas categorias de criticamente ameaçados e vulneráveis.
Na lista vermelha de 2007 entram novas espécies, de praticamente todos os maiores grupos taxonómicos.
(In Azores Digital)
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