quarta-feira, setembro 23, 2009

Natureza revelada


Da Serra de Santa Bárbara ao caracol da Fonte da Telha, passando pelo Pico Matias Simão, são 13 os aspectos em destaque no CD multimédia “Ícones ambientais do concelho de Angra do Heroísmo”. Características naturais únicas ou de grande raridade, que o município quer salientar aos olhos de turistas e residentes. Não há terceirense que não conheça o Monte Brasil. Ponto de paragem obrigatória para quem visita a ilha, o espaço é procurado durante todo o ano pelos locais, quer para desfrute da vista sobre Angra do Heroísmo, quer pelo contacto com a natureza. Ainda assim, poucos são os que conhecem os fósseis do Monte Brasil. “Grandes orifícios, antes ocupados por troncos de árvores são bem visíveis nas cinzas vulcânicas das falésias do Fanal, em plena Angra do Heroísmo. Esses fósseis são relíquias do passado natural da Terceira, e um património que interessa preservar, porque conta a história de uma ilha em evolução, e porque neles é visível a violência deste ambiente, construído a partir do fundo do mar. Os fósseis do Monte Brasil são uma raridade a nível nacional mas também a nível internacional, não pela sua idade, mas pela juventude e génese”.Foi o Tenente-coronel José Agostinho, o primeiro a referir-se aos fósseis vulcânicos do Monte Brasil. Hoje, alguns fazem parte do espólio d’ “Os Montanheiros”. Esses fósseis têm particular importância por se referirem à flora de ilhas ainda não ocupadas por mamíferos. O estudo dos fósseis do Monte Brasil, anteriores à ocupação dos Açores pelos portugueses, permite perceber o real impacto do homem em ilhas virgens ou espaços ainda não intervencionados. Este é apenas um exemplo das riquezas naturais que Angra possui e que continuam desconhecidas para a maioria dos seus habitantes. Foi para captar a atenção de turistas e residentes para estes pormenores que escapam ao primeiro olhar que a Câmara Municipal de Angra lançou o CD multimédia “Ícones ambientais do concelho de Angra do Heroísmo”. Apresentado no passado dia 11, o CD reúne fotos, textos e vídeos sobre 13 aspectos do património natural do concelho, únicos ou muito raros. A par dos fósseis do Monte Brasil também o caracol da Fonte da Telha é realçado, uma espécie com 6 milímetros que é um endemismo da freguesia do Posto Santo. Outra espécie endémica em destaque é a aranha cavernícola do Algar do Carvão. Existente unicamente naquela zona, tem apenas 3 milímetros. As Furnas do Enxofre são uma raridade do ponto de vista biológico. É pela quantidade de plantas, briófitos, líquenes, algas e de alguma fauna adaptadas a condições específicas que se distingue a nível mundial. É também nas Furnas do Enxofre que encontramos a usnia krogiana, uma espécie de líquenes ou usneas, endémica dos Açores, rica em beleza natural e raridade.No Porto Judeu, a Gruta das Agulhas salienta-se pela sua importância biológica, dada a quantidade, variedade e qualidade de biofilmes decolónias de bactérias, que servem de investigação à Universidade dos Açores. Na mesma freguesia podemos encontrar os maiores ilhéus dos Açores. Os Ilhéus das Cabras apresentam uma fauna e flora marinha de interesse relevante não só para cientistas, mas também para mergulhadores recreativos e curiosos.Com uma grande quantidade de vegetação luxuriante, sobretudo endémica na Região, a Ribeira do Além é uma das ribeiras mais bonitas dos Açores. Situa-se na freguesia da Serreta. Mais acima, os Altares apresentam um cone vulcânico, de escórias soldadas, com características únicas no contexto da geodiversidade do planeta. O Pico Matias Simão assemelha-se apenas a formações vulcânicas existentes na Sicília, em Espanha e o arquipélago do Havai, no Oceano Pacífico. A serra de Santa Bárbara é um dos lugares com maior riqueza natural do país. A sua caldeira é o local com mais endemismos por unidade de terreno dos Açores e de Portugal. Na apresentação do CD multimédia, o professor catedrático António Firas Martins disse mesmo que se Darwin tivesse visitado a serra de Santa Bárbara, quando esteve na Terceira, não teria necessitado de ir às Galápagos para descobrir a teoria da evolução. É também na Serra de Santa Bárbara que se encontra a Lagoa Funda, uma das lagoas da ilha e dos Açores que não apresenta qualquer tipo de intervenção humana mantendo os seus habitats inalteráveis desde a formação das ilhas. O trevo de quatro folhas “marsilea azorica” é uma das plantas mais raras e ameaçadas do mundo. O feto endémico só existe no charco temporário da zona do Pico da Bagacina. Também o musgo “echinodium renauldii” é um dos mais raros da Europa. Fica na zona da Matéla, na freguesia da Terra Chã. O trabalho contou com a colaboração a título individual de vários professores da Universidade dos Açores. Francisco Cota Rodrigues, Eduardo Dias, Álamo Meneses, Félix Rodrigues, Maria de Lurdes Enes, Cecília Melo, João Pedro Barreiros, Rosalina Gabriel, Paulo Borges, Victor Hugo Forjaz e António Frias Martins deram testemunhos em vídeo sobre as diferentes espécies e locais salientados. A coordenação ficou a cargo de Félix Rodrigues, a nível de textos, e de Paulo Henrique Silva, que recolheu fotografias e vídeo. Rosalina Gabriel falou sobre o musgo neste trabalho. Para a professora da Universidade dos Açores, o trabalho serve para dar a conhecer o que existe de bonito no concelho. “Eu penso que qualquer pessoa que conhece as florestas naturais tem a certeza que elas seriam muito diferentes se não houvesse musgos. A biomassa que ali está é muito grande, eles estão em todo o lado, desde as rochas até aos troncos, até às folhinhas mais lá em cima, onde há menos quantidade de água. É importante que as pessoas comecem a olhar para eles. É bonito”, refere.Já Eduardo Dias, acredita que a divulgação destas espécies pode promover a sua protecção, mas pode também provocar o oposto. “É verdade que se não divulgarmos as pessoas não gostam, não apreciam e consequentemente não vão justificar a sua conservação, mas por outro lado o conhecimento leva a um maior interesse, que por vezes pode levar à destruição”, defende.Segundo o professor, os Açores começam já a dar os primeiros passos na conservação das espécies endémicas. “As medidas de conservação nos Açores são muito recentes e acho que ainda se está a fazer um percurso neste sentido. Estão a sair os parques de ilha e uma série de medidas de conservação básicas e estruturantes, que a Região não tinha. A gente tem de esperar que, de facto, este surto de interesse que a população e a comunidade estão a ter sobre a natureza dos Açores corresponda a uma devida proporção em termos da conservação, que no passado não era muito fundamentado, porque as pessoas desconheciam e não se interessavam e que agora começa a ser dramático, porque as duas coisas têm de andar a par e passo, divulgação/ promoção e conservação da natureza”, revela.

(in Diário Insular)

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sábado, agosto 29, 2009

The taxonomic status and the geographical relationships of the Macaronesian endemic moss Fissidens luisieri based on DNA sequence data

Olaf Werner a, Jairo Patiño b, Juana MarÍa González–Mancebo b, Rosalina Maria de Almeida Gabriel c, and Rosa MarÍa Ros d
a- Departamento de Biología Vegetal, Facultad de Biología, Universidad de Murcia, Campus de Espinardo, 30100 Murcia, Spain
b-Departamento de Biología Vegetal (Botánica), Universidad de La Laguna, C/ Astrofísico Francisco Sánchez s/n, 38071 La Laguna, Tenerife, Islas Canarias, Spain
c-Departamento de Ciências Agrarias, CITAA, Universidade dos Açores, P-9702 Angra do Heroísmo Codex, Açores, Portugal
d-Departamento de Biología Vegetal, Facultad de Biología, Universidad de Murcia, Campus de Espinardo, 30100 Murcia, Spain .


The taxonomic identity and the geographical relationships of the Macaronesian endemic moss Fissidens luisieri have been studied using the chloroplast trnGUCC intron, the spacer between trnM and trnV, together with the trnV intron and ITS1 and ITS2 sequences. A comparison of F. luisieri with the most closely related species, F. serrulatus, from the same geographical areas reveals that the distribution pattern of F. serrulatus and F. luisieri, rather than their morphological differences, explains the observed differences. Therefore, we conclude that both names correspond to the same species. One of the primers for the chloroplast trnGUCC intron and both primers for the trnM–trnV region were designed for this study; they can all be widely used within bryophytes because they provide similar degrees of variability as other regions of the chloroplast genome such as the atpB–rbcL intergenic spacer.

(in The Bryologist)

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sexta-feira, agosto 07, 2009

Biodiversidade dos Açores na Enciclopédia das Ilhas

Os Açores marcam presença na Enciclopédia das Ilhas, com um capítulo sobre a sua biodiversidade. A publicação da prestigiada Califórnia University Press, apresenta vários capítulos sobre ilhas de todo o mundo. A editora escolheu diversos cientistas de vários países para escrever sobre o tema. Nos Açores a responsabilidade ficou a cargo do professor da Universidade dos Açores, Paulo Borges. Para o investigador a publicação de um capítulo na Enciclopédia das Ilhas dá projecção ao arquipélago. “É mais uma forma de dar a conhecer os Açores”, defende. Paulo Borges salienta que a Região ainda é pouco conhecida no estrangeiro e dá como exemplo o caso de três alunos da Universidade de Oxford, a fazer mestrado na Universidade dos Açores, que contam que os amigos e familiares nem sabiam a localização exacta do arquipélago. “Conheciam as Canárias, alguns até a Madeira, mas não conheciam os Açores”, revela. “Existe ainda muito desconhecimento sobre os Açores”, frisa.
Promoção da RegiãoSegundo o investigador, a colaboração com a Califórnia University Press surge como consequência dos trabalhos desenvolvidos pela Universidade dos Açores. Paulo Borges defende que é graças à investigação desenvolvida pela entidade e ao empenhamento do Governo Regional em proteger áreas naturais que os Açores são agora colocados no mapa, pela sua biodiversidade.Para o professor da Universidade dos Açores, o arquipélago passa a ser um exemplo, no campo da biodiversidade, à semelhança de outras ilhas mais conhecidas, como o Havai ou as Galápagos. Paulo Borges destaca ainda a importância do Portal da Biodiversidade da Universidade dos Açores em termos de promoção do arquipélago. “Os documentos são muito acedidos e pensamos que muitas vezes por turistas”, realça. O artigo escrito no inicio de 2008, que é agora publicado, é da autoria de Paulo Borges, em colaboração com Isabel Amorim, Rosalina Gabriel, Regina Cunha, António Frias Martins, Luís Silva, Ana Costa e Virgílio Vieira, todos eles investigadores da Universidade dos Açores
Biodiversidade
Para além da localização geográfica do arquipélago, o capítulo mostra a biodiversidade dos Açores de uma forma “clara e concisa”. Começa por dar a conhecer a geologia do arquipélago, “fundamental para perceber como é que a biodiversidade se formou”. O artigo descreve ainda as diferentes espécies existentes nos Açores, com um quadro que enumera a fauna e flora do arquipélago. Das 4467 espécies e subespécies de plantas terrestres e animais conhecidas, 420 são endémicas. Por esse motivo, Paulo Borges diz que há um ênfase para as espécies endémicas. Também aparecem descritos no artigo os processos evolutivos da formação das espécies endémicas. A evolução é figurada através de quatro gráficos que dão a conhecer o padrão de riqueza de quatro grupos, indígenas briófitas, plantas vasculares, moluscos terrestres e artrópodes.
Conservação
No final, os investigadores apresentam um conjunto de aspectos que devem ser tidos em consideração para a conservação das espécies na Região..“A fragmentação e a degradação de habitats, juntamente com a propagação de espécies não indígenas são as maiores ameaças à biodiversidade terrestre nos Açores”, refere o artigo. “O progresso da conservação da biodiversidade dos Açores depende predominantemente de estudos a longo prazo sobre a distribuição e abundância de espécies focais e do controlo de espécies invasoras”, defendem. Uma investigação para a qual dizem ser necessário um “compromisso sério de cientistas, políticos e público em geral”.
(in Diário Insular)

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terça-feira, junho 02, 2009

Avaliação de duas técnicas de sensibilização ambiental acerca das Piscinas Naturais

Autores: Orjana L. Risch, Rosalina Gabriel, João Pedro Barreiros
Instituição: Universidade dos Açores

As piscinas naturais (piscinas de maré) existem na zona intertidal, formando-se com a variação da maré, em áreas planas de rocha resistente. O tipo de rocha exposta e a amplitude de maré, assim como o impacto das ondas e dos ventos, os factores químicos naturais, e a raspagem e perfuração realizada por organismos intertidais, são importantes processos que influenciam a formação das piscinas. Uma grande riqueza de organismos marinhos pode habitar estas zonas, ficando sujeitos a um elevado grau de variabilidade ambiental, ditado pelo forte hidrodinamismo,
alternância de marés e grau de imersão, bem como a variações de salinidade e temperatura. Apesar destas condicionantes, as piscinas naturais são áreas importantes de criação para muitas espécies, devido às condições de temperatura das águas, protecção de predadores e abundância de recursos alimentares necessários às fases iniciais do desenvolvimento. Apesar do seu importante e reconhecido papel na reprodução, desenvolvimento e consequentemente na conservação de diversas espécies marinhas, estes habitats vêm sofrendo influências antrópicas críticas ao longo dos anos e essas piscinas por serem facilmente acessíveis são sistemas particularmente vulneráveis. Neste sentido, a consciência da população a respeito da importância deste ecossistema, torna-se altamente relevante para sua conservação. Este projecto tem como objectivo geral avaliar duas técnicas de sensibilização ambiental acerca das Piscinas Naturais (palestra e visita), através da avaliação da estrutura das representações e conhecimento sobre o tema em uma amostra de 130 alunos do 9º ano do ensino básico (14-17 anos) na ilha Terceira (Açores, Portugal). A metodologia inclui três momentos de avaliação separados no tempo: i) antes de qualquer interacção; ii) imediatamente a seguir a um dos dois tipos de interacção previstas (comunicação oral de 30 mn ou visita à uma piscina natural, também durante 30 mn) e iii) um momento final dois meses após a interacção. Um grupo controlo, que não recebe qualquer informação, vai também participar na investigação. A todos os grupos, e nos três momentos, são aplicados um teste de associação livre de palavras, seguido de um questionário para avaliação do conhecimento e percepção dos participantes sobre o tema "Piscinas Naturais".

(In Encontro de Inovação Educacional)

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sábado, maio 30, 2009

CURSO DE VERÃO da Universidade dos Açores (Campus de Angra do Heroísmo) Julho/2009

Dia 27, das 10-12 h
Biodiversidade Animal, pelo Prof. Doutor Paulo Borges.
14-16 h Caracterização da agro-pecuária Açoriana, pelo Prof. Doutor Alfredo Borba.

Dia 28, das 10-12 h
O clima e a agricultura, pelo Prof. Doutor Eduardo Brito de Azevedo.
14-16 h A história da cloneta, pelo Prof. Doutor Joaquim Moreira da Silva.

Dia 29 das 10-12 h
A agro-pecuária na economia Açoriana, pela Prof.ª Doutora Emiliana Silva.
14-16 h Agricultura biológica, pelo Prof. Doutor João Batista.

Dia 30, das 10-12 h
Os produtos tradicionais Açorianos, pela Profª. Doutora Maria da Graça Silveira.
14-16 h Bioversidade Vegetal nos Açores pela Prof.ª Rosalina Gabriel.

Dia 31, das 10-12h
A vida nas profundezas da Terceira, pelo Prof. Doutor Félix Rodrigues.
14-16h Hidrogeologia dos Açores, pelo Prof. Doutor Cota Rodrigues.

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sexta-feira, maio 22, 2009

Atitudes face ao Ambiente

Foram realizadas no dia 18 de Maio de 2009, no Colégio de Santa Clara em Angra do Heroísmo, duas conferências, para alunos do primeiro e segundo ciclo do ensino básico, sobre o Ambiente e atitudes faces ao Ambiente, pelas professoras do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, Emiliana Silva e Rosalina Gabriel.

Além de alguns jogos educativos realizados com os alunos, acerca da importância dos domínios: água, ar e água também abordaram questões sobre a gestão de resíduos sólidos e foram exploradas algumas preocupações dos habitantes dos Açores comparativamente a Castelo Branco, duas regiões periféricas portuguesas, numa tentativa de explicar a esse alunos os conteúdos da obra "Atitudes face ao Ambiente em Regiões Periféricas", editado pelas duas professoras.

Emiliana Silva e Rosalina Gabriel, definem ambiente tal como se adoptou na Lei de Bases do Ambiente de 1987 "o conjunto dos sistemas físicos, químicos e biológicos e das suas relações, e dos factores económicos, sociais e culturais, com efeitos directos ou indirectos, mediatos ou imediatos sobre os seres vivos e a qualidade de vida do homem". As professoras tentaram explorar este conceito com uma população estudantil que tem apresenta, dada a fase etária em que se encontram, alguma dificuldade em compreender este conceito abrangente.

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terça-feira, maio 19, 2009

“As campanhas ambientais funcionam”

Em “As atitudes face ao ambiente em regiões periféricas”, Rosalina Gabriel e Emiliana Silva concluem que os açorianos demonstram atitudes pró-ambientais em áreas como os resíduos sólidos, fruto das campanhas de sensibilização. As professoras da Universidade dos Açores defendem agora o mesmo investimento na área da água.


Este livro parte de uma comparação entre as atitudes ambientais dos açorianos e dos habitantes de Castelo Branco. Como surge este ideia?
Emiliana Silva: Surge um pouco na sequência de eu ter feito um trabalho sobre atitudes ambientais com a população das Fontinhas. Foi a minha tese de mestrado. Na altura, eu e a professora Rosalina éramos colegas de gabinete, soubémos que havia um projecto de investigação e avançámos, de forma apaixonada e empenhada.
Rosalina Gabriel: O que estas duas regiões têm em comum é o facto de serem periféricas. Os Açores por se tratarem de ilhas e Castelo Branco por estar relativamente distante dos centros de decisão, tanto de Lisboa como do Porto. No caso de Castelo Branco a barreira é terrestre, no do arquipélago é marítima. Já se fizeram estudos semelhantes em todo o país, mas nunca focando particularmente as regiões periféricas. A amostragem que fazem é da população em geral e há mais informação sobre os centros urbanos do que sobre regiões mais pequenas, com menos peso.
Emiliana Silva: O nosso trabalho, para além de tratar do tema do ambiente em geral, desenvolve também uma série de afirmações para problemas específicos, como a água, os resíduos sólidos ou a biodiversidade.
Como é que este estudo foi colocado no terreno?
Rosalina Gabriel: Pensámos que uma amostra interessante seria mil e duzentas pessoas, todas adultas. Estratificámos por idades: Entre os 18 e os 25 anos, dos 26 aos 45, e mais de 45. Temos o mesmo número de pessoas em cada um destes escalões. Outro aspecto foi o residencial, ou seja, a distinção entre o rural e o urbano.
Emiliana Silva: Também tivemos em conta uma amostra de 600 cidadãos em Castelo Branco e 600 nos Açores. Depois de termos delineado isto, foram feitos os inquéritos, de porta em porta. Surgiu assim este inventário de opiniões.
A que conclusão é que chegaram? Quais são as diferenças entre as duas regiões?
Rosalina Gabriel: Embora as percentagens sejam inferiores às que foram obtidas para o Continente português e países como Espanha e Estados Unidos da América, as atitudes são claramente pró-ambientais.
Emiliana Silva: Penso que as diferenças maiores deram-se nos casos da água e dos resíduos sólidos. Como Castelo Branco é uma zona mais árida, as pessoas acham que há escassez de água e têm uma atitude de poupança. Aqui as pessoas, talvez porque chove muito, achavam que não era uma questão essencial. Pensamos que, se fizéssemos o estudo agora, as pessoas teriam outras respostas… Quanto aos resíduos sólidos, aqui demonstrámos ser mais conservadores e ter atitudes que levam mais à reciclagem e à reutilização, também porque vivemos num espaço limitado.
Podemos concluir que o próprio espaço influencia as atitudes ambientais das pessoas?
Emiliana Silva: Sim, mas não só. Também se trata da própria cultura...
Rosalina Gabriel: Também tem existido um investimento muito grande, de informação, ao nível das câmaras municipais, isto não pode ser negado. É algo que também tem sido feito pelo Governo e, informalmente, através das telenovelas, da publicidade. Enquanto nada disto acontece para a biodiversidade ou até para o consumo da água.
Emiliana Silva: Cá, vemos que a atitude face aos resíduos sólidos também passa muito pela publicidade que passa na televisão, pelos folhetos que a câmara manda… Há sempre uma lembrança. No caso da água, as coisas ainda estão numa fase muito inicial.
Rosalina Gabriel: Um dos factores interessantes é que a faixa etária mais jovem demonstra a atitude mais pró-ambiental face aos resíduos sólidos, mas a faixa a partir dos 45 anos é muito confiante no futuro, não se demonstra muito preocupada com a falta de recursos… Essa confiança no futuro é boa, mas os mais jovens demonstram ser mais realistas. É preciso ver que as pessoas com 45 anos ou mais, por a esperança média de vida estar a aumentar, vão estar na população activa durante muito tempo, influenciar os outros, desempenhar cargos políticos… Seria interessante direccionar campanhas publicitárias também para esta população, que tem, muitas vezes, filhos em idade de aprender. Mesmo assim, a percentagem de pessoas com mais de 45 anos que têm atitudes pró-ambientais face aos resíduos sólidos é, nos Açores, mais elevada do que noutros sítios.
A água é o nosso calcanhar de Aquiles?
Emiliana Silva: Nos Açores as atitudes de confiança em relação à água são muito grandes, isso é claro. É uma área onde se têm de agir, sem dúvida.
O que diferenciou mais as duas regiões?
Rosalina Gabriel: Os açorianos têm atitudes mais pró-ambientais em relação à biodiversidade, por exemplo quanto às áreas protegidas, à diversidade das actividades agrícolas e à presença de espécies endémicas, que também existem na Serra da Estrela.
Emiliana Silva: Penso também que isto, de algum modo, tem sido debatido a nível regional. Somos cativados para manter a nossa paisagem, a nossa diversidade… Mesmo em termos de promoção turística. Comparativamente a Castelo Branco, há um esforço maior das instituições em apelar à protecção da biodiversidade. As campanhas têm sido determinantes nas atitudes ambientais das populações…
Emiliana Silva: Sem dúvida. É errada a ideia de que as campanhas não resultam! Em relação aos resíduos sólidos isso estão por todo o lado, desde as juntas, às câmaras e ao Governo Regional, até à publicidade que passa na televisão. Se isto fosse feito, desta forma continuada, em relação à água, teríamos resultados. De certeza.

(in DI-Revista)

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sábado, maio 09, 2009

Presidente da Direção dos Amigos dos Açores -Associação Ecológica

Jaime Por que razão os Amigos dos Açores, como o próprio nome indica, não se assumem como uma ONGA de âmbito regional, em vez de centrarem e limitarem a sua acção a S. Miguel e S. Maria? Parece que cada ilha tem a sua ONGA privativa e para consumo interno. Não será precisamente esse um factor que retira força e credibilidade ao movimento ambientalista açoriano?


Os Amigos dos Açores são assumidamente uma associação de âmbito regional, tal como é reconhecida pelo sistema jurídico português. Esse âmbito regional não implica que tenha acção local em todas as ilhas, mas sim participar activamente em diversas temáticas de interesse regional. Convém reparar que os Amigos dos Açores não se debatem apenas pelos assuntos relacionados com as ilhas do grupo oriental. No entanto, a acção local incide fundamentalmente nestas ilhas, porque são as ilhas onde temos colaboradores activos. Assumindo a descontinuidade territorial do arquipélago só com colaboradores locais podemos desenvolver acções desse âmbito noutras ilhas. Não concordo com a observação das ONGAs para consumo interno. Veja que os Montanheiros, ONGA de âmbito regional, possui para além da sua sede na ilha Terceira, núcleos em mais três ilhas: Pico, São Jorge e São Miguel.

Valério Gostaria de saber se como presidente de uma Associação Ecológica na Região tem alguns dados relativos ao comportamento e consciencialização dos açorianos para as questões ambientais, e quais são esses resultados?

Tenho conhecimento de um trabalho desse género desenvolvido pela Universidade dos Açores, coordenado pela Prof. Doutora Rosalina Gabriel. Dada a extensão do trabalho recomendo a sua consulta nas Bibliotecas da Universidade dos Açores ou por contacto directo com a coordenadora. Dados concretos desenvolvidos pelos Amigos dos Açores não dispomos. Desenvolvemos, neste momento, através da nossa página web um inquérito aos comportamentos ambientais relacionados com a participação pública, que será brevemente apresentado.

José Os Amigos dos Açores, ao contrário da Quercus encabeçada na altura pelo malogrado Veríssimo, expressaram uma oposição muito tímida, quase envergonhada aliás, no início da obra da Fajã do Calhau ainda em 2007, quando poderia ser perfeitamente evitado aquele descalabro. Agora, depois do mal feito e sem remédio, veio contestar a obra... Casa roubada, trancas à porta?

Entendo não fazer sentido a culpabilização dos Amigos dos Açores pelo avanço da obra, quando a participação é um direito e dever de todos os cidadãos. E os cidadãos não se devem demitir da participação só porque existem Associações.Numa lógica participativa, o promotor da obra deveria ter realizado uma apresentação pública do projecto do acesso, dando oportunidade para a sua discussão aos cidadãos. E não só os proprietários de prédios na referida Fajã, uma vez que todos somos contribuintes e potenciais futuros utentes.Para além da posição que entende como tímida no início da obra, não foi feito qualquer movimento informal por cidadãos, como aconteceu recentemente com o movimento SOS Porto Formoso. A contestação recente da obra surge de uma solicitação de um parecer por parte de comissão parlamentar constituída para avaliação dos impactos da referida obra. Tal como acontece com os demais pareceres, este foi difundido através dos meios próprios da Associação, como a página web. Contrariamente ao referido já existiam no mesmo espaço outras publicações sobre o mesmo assunto.

Margarida Sendo a gestão de resíduos um tema estratégico na qualidade ambiental e desenvolvimento sustentável de ilhas como as nossas, como deve a RAA posicionar-se face a este problema?

Segundo ponto, como é possível que uma ilha com a dimensão e dinâmica de S. Miguel ainda não possua pelo menos um centro de triagem? Trata-se acima de tudo de uma problemática de modelo de sociedade baseado no consumismo. A política dos 3Rs (reduzir, reciclar e reutilizar) assume especial importância no seu primeiro R –reduzir, que é recorrentemente esquecido. Por exemplo, se reflectirmos sobre a generalidade dos produtos alimentares embalados, depreendemos facilmente que é muito grande a quantidade de resíduos gerados pelas embalagens em função do produto alimentar adquirido. No entanto, por estar subjacente uma alteração de comportamentos este é um assunto que poucos abordam como seu. Por outro lado, a reciclagem e reutilização representam actividades económicas que moldam a sociedade para os seus interesses.

Reconhece algum trabalho de sensibilização para a redução de resíduos como se verifica para a reciclagem?

O consumo de produtos locais sem grandes necessidades de embalagens, o boicote da compra de produtos com embalagens inapropriadas e a opção, sempre que possível, por embalagens maiores são exemplos de medidas que podemos promover enquanto cidadãos pela redução de resíduos. É obviamente desagradável não existir ainda nos Açores um sistema eficaz de recolha, triagem e reciclagem ou expedição de resíduos, especialmente nas ilhas de maior dimensão, que face à sua escala poderiam ter, desde já, melhores soluções.

Tiago Creio que as infestações vegetais e animais são um dos maiores problemas ambientais que os Açores enfrentam. No entanto, os processos que têm sido abordados quer para a contenção de populações de ratos e coelhos, por um lado, e as de erradicação de infestantes vegetais, por outro, têm pesadíssimos impactos ambientais, nomeadamente através da deposição nos solos de químicos perigosos. Como enfrentar este problema de uma forma que seja ambientalmente sustentável, eficaz e económica viável? Será que existe alguma solução que reúna estas três condições? Que pensa sobre isto?

Também creio que as infestantes são um dos maiores problemas ambientais dos Açores. Obviamente que decorrerão sempre impactes da remoção ou eliminação desse tipo de espécies. As melhores metodologias têm sido alvo de diversos estudos, como os da Universidade dos Açores e da Sociedade para o Estudo das Aves (SPEA). Penso que sempre que possível a erradicação de espécies deve ser efectuada directamente, por remoção manual ou através de meios biológicos.No entanto, a discussão da viabilidade remete a parâmetros técnico-científicos que só com estudos se podem aferir. Essa análise, neste momento, extravasa o âmbito da nossa Associação. A exemplo do movimento criado no fim do ano passado – Liga dos Amigos da Lagoa do Fogo – gostaria que existissem mais manifestações de voluntários que tivessem como alvo a protecção e recuperação ambiental.

Fernando Porque razão não apoiou o movimento SOS Porto Formoso, quando este movimento entrou em contacto com a associação Amigos dos Açores?

Os Amigos dos Açores defendem um modelo de participação activa ambiental plural, não tendo esta Associação de estar necessariamente envolvida em todas as iniciativas de defesa do ambiente desenvolvidas no âmbito geográfico da sua acção. Não considero que seja exigível às Associações a participação em todas as iniciativas formais ou não formal. Reconheço e louvo o movimento cívico desenvolvido, principalmente por ter partido de um grupo não formal de cidadãos e ter resultado num debate alargado a decisores, com entrega de manifesto escrito.Também considero que partir do princípio que uma Associação adere a um movimento sem a consultar previamente não é um juízo de valor correcto.

Manuel Concordo com a posição generalista dos Amigos dos Açores relativamente ao espectáculo taurino na Região. Contudo, porque não defender para a Terceira um regime de excepção da sorte de varas e touros de morte tal como acontece com Barrancos no continente, salvaguardando assim a sua identidade cultural?

A sorte de varas e touradas de morte são práticas de tortura animal extrema, desrespeitadoras da sensibilidade animal, que nos opomos claramente. Não há sentido para qualquer excepção uma vez que as tradições taurinas da ilha Terceira nada têm a haver com estas práticas.

Miguel O Planeamento do Território à escala de Ilha, de cariz intermunicipal (Planos de Ilha) tem sido ultimamente discutido na Região. Poderá na sua opinião contribuir para um maior equilíbrio no desenvolvimento de cada ilha e consequentemente da própria região?

Territórios fragmentados, dispersos e pouco habitados como a maioria das ilhas dos Açores apresentam constrangimentos naturais ao nível do planeamento.Nas ilhas com mais de um concelho não existe, normalmente, uma visão de desenvolvimento integrado. A unidade geográfica de cada ilha poderia ser potenciada se cada uma delas efectuasse, de facto, um planeamento que a visualizasse como um todo. O ideal seria que os investimentos previstos nesse planeamento fossem inseridos no orçamento da Região de uma forma discriminada por cada ilha, uma vez que hoje em dia essa distribuição não é totalmente clara.No âmbito social, a assumpção das assimetrias e a minimização das rivalidades concelhias e de ilha, em prol de uma unidade regional que reconhecesse igualmente todos os cidadãos, respeitando o reconhecimento da sua identidade a cada ilha, poderiam ser factores potenciadores do desenvolvimento regional e até do reforço da identidade autonómica.Veja-se o caso dos conselhos de ilha e a pouca expressão que possuem no planeamento e política regional e compare-se com o modelo político das ilhas Canárias, onde o reconhecimento das ilhas enquanto unidades geográficas é muito mais forte, através dos Cabildos, cujos membros são eleitos por sufrágio universal directo pelos cidadãos.

André Tal como fez com as Touradas de Morte, porque não defendem os Amigos dos Açores duas iniciativas que salvaguardem a nossa biodiversidade e paisagem: - Açores como território livre de OGM? - Açores como território ecologicamente inviável para centrais energéticas de queima de biomassa?

Os dois temas são de reconhecido interesse, no entanto, os nossos recursos humanos são escassos e de natureza voluntária, pelo que não podemos estar envolvidos em demasiados assuntos simultaneamente, sob pena de não lhes darmos o devido acompanhamento. A sorte de varas e as touradas de morte foram assuntos que começamos a trabalhar antes das iniciativas parlamentares para a sua regulamentação, mas que estas lhe atribuíram uma eminência e prioridade particulares. Gostaríamos de ter um maior número de colaboradores voluntários que nos permitisse o envolvimento simultâneo em mais temas. Aproveito para deixar um apelo aos interessados.

José Para quando um arquipélago com extracções de areias, terras e britas a operar na legalidade? Vamos deixar que esburaquem as nossas ilhas todas com toda a gente a fingir que não se passa nada? Não tem sido esse um assunto ignorado pelos ambientalistas para satisfação dos governantes e empresas de construção?

Não considero o assunto da extracção de inertes como ignorado pelos ambientalistas e pelas associações. Existem denúncias sobre este assunto na nossa página Web (ex. Monte Escuro), foi um assunto tratado recentemente pelo nosso representante na ilha de Santa Maria aquando da visita do Secretário Regional do Ambiente e do Mar. Este tema foi também alvo de manifestação da Associação Gê-Questa, com se na ilha Terceira, durante o ano passado. Já em 2009, este assunto foi novamente alvo de denúncia por um deputado de um partido político, na ilha Terceira.No entanto, a participação activa não se resume às associações. Todos os cidadãos têm o direito e dever de participar. Todos devemos contribuir por um mundo melhor. Da parte dos Amigos dos Açores é completamente infundada a presunção de assuntos ignorados para satisfação de terceiros.

Francisco Numa região que quer ter no Turismo de Natureza uma das suas principais vantagens competitivas em relação a outros destinos, como explica que situações como a Fajã do Calhau (entre muitas outras situações) ainda ocorram? Que fazer para que os interesses partidários e pessoais não se continuem a sobrepor aos interesses públicos em matéria de ambiente? A qualidade de um determinado local dependerá sempre, em grande medida, da população que o habita. Até porque é essa mesma população que o valia em função da sua qualidade de vida. Penso que a solução principal para o assunto que refere está na participação e envolvimento dos cidadãos nos processos de decisão, quer seja ela feita por meios formais ou não formais.Participar é um direito e dever de todos, apesar de poucos o exercerem. Dotar a população de informação e massa crítica em matérias ambientais é uma das nossas missões, esperando que os cidadãos actuem directamente pelo melhor desenvolvimento do meio onde vivem. No meu entender, o nosso maior desafio ambiental para as próximas décadas é o da participação pública deixar de ser uma forma de actuação das instituições e passar a ser também dos cidadãos, que devem usar directamente dos seus direitos e deveres na luta por um mundo melhor. Neste enquadramento, as instituições deveriam ser pólos dinamizadores dessa mesma intervenção atribuindo à participação um sentido verdadeiramente democrático ao dispor de todos os cidadãos.

Daniel A relação entre o financiamento público e o grau de independência das ONGA tem sido largamente discutido. Podem as ONGA ser totalmente independentes do apoio público?

Não vejo qualquer obstáculo ao apoio público às ONGA, uma vez que esta é uma obrigação governamental, segundo a lei portuguesa. No entanto, o financiamento das ONGA não passa exclusivamente pelo apoio público. Conheço inclusive ONGA que não recebem, por opção, qualquer financiamento púbico, que realizam excelentes trabalhos e demonstram grande sustentabilidade financeira no seu funcionamento. Os Amigos dos Açores têm demonstrado a sua sustentabilidade financeira, em cada relatório de contas anual aprovado em Assembleia Geral, baseada em receitas próprias. O funcionamento da Associação nunca esteve dependente do financiamento público. Por outro lado, esta associação tem recebido apoios governamentais para execução de determinadas actividades (ex. ecotecas), que caso deixem de existir não comprometem as funções basilares dos Amigos dos Açores. Com ou sem apoios públicos, a independência de acção das ONGA, pelo facto destas serem muitas vezes grupos de pressão em contraposição com as entidades governamentais, deve ser sempre mantida e reconhecida. Cooperar com as entidades públicas num determinado assunto não implica concordar com todas as acções por estas desenvolvidas. É essa a perspectiva que tenho defendido nos Amigos dos Açores.

Félix Qual o caminho que defende para promover um verdadeiro interesse, envolvimento e participação dos açorianos nas questões relacionadas com a Conservação da Natureza, Ordenamento do Território e Urbanismo?

Os níveis de interesse e participação nestes assuntos são muito baixos nos Açores, a exemplo do contexto nacional. Se por um lado os cidadãos se demitem dos seus direitos e deveres em prol das instituições, por outro lado é recorrente ouvirem-se posições das instituições que lamentam a falta de envolvimento dos cidadãos.Penso que o caminho a seguir é o da procura de uma maior dinâmica entre as instituições e os cidadãos, devendo as primeiras mostrarem uma postura exemplar nesta missão, assomando-se como pólos dessa dinamização pela experiência e conhecimento que possuem.Vivemos hoje num paradigma de participação centrado na informação e consulta pública, onde a dinâmica participativa é baixa. Há que elevar os níveis de participação e procurar gradualmente um envolvimento, cooperação e capacitação dos cidadãos, de modo a que estes possam envidar esforços profícuos por um mundo melhor.Tal como já disse anteriormente, entendo ser este o maior desafio ambiental para as próximas décadas.

Alexandre Como encara a crescente tendência de profissionalização dos quadros técnicos das principais ONGA nacionais e internacionais? Este é o caminho que preconiza para os Amigos dos Açores?

Entendo que cada associação tem de decidir e pugnar da melhor forma pelos seus interesses.Os Amigos dos Açores possuem apenas uma funcionária administrativa nos seus quadros. No entanto, possuem outros elementos contratados a prazo, em projectos de cooperação financiados pela administração pública, como é o caso das Ecotecas.Entendo que a base de uma ONGA como os Amigos dos Açores deve centrar-se, acima de tudo, no voluntariado, desde os associados aos dirigentes. No entanto, entendo que em projectos específicos e com financiamento próprio poder-se-ão recorrer a profissionais, de modo a que estes possam ser dinamizadores de actividades que enriqueçam o contributo associativo para a sociedade, desde que a sua missão seja temporária (ex. ligada a um projecto). Defendo que estas funções nunca devem ser desempenhadas por elementos dos órgãos sociais, de modo a que não seja inibida a sua acção voluntária Entendo que o movimento associativo tem de se distinguir claramente das instituições governamentais, das instituições técnicas e científicas e das instituições empresariais. O voluntariado enquanto força motriz das associações potencia a sua diferenciação sobre este tipo de instituições afirmando a sua mais valia no processo social, enquanto entidade fundamentalmente de intervenção cívica.

Bete Defende que devem ser as ONGA e outras associações de desenvolvimento local, regional e rural a assumir a gestão das áreas protegidas de modo contratualizado com a Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, como já existem alguns exemplos nos Açores? Estão os Amigos dos Açores disponíveis para enveredar por este tipo de acções?

Entendo que cada associação tem de decidir e pugnar da melhor forma pelos seus interesses. Dada a distinta natureza das associações de desenvolvimento referidas, também entendo que não devo falar por estas. Esta pergunta terá ser efectuada aos responsáveis destas associações.Os Parques Naturais de Ilha possuem um conselho consultivo, onde se farão representar as ONGA, que decidirá o seu modo de funcionamento. Penso que as ONGA podem colaborar na gestão e monitorização de áreas protegidas, com missões específicas que nunca deverão englobar toda a gestão, que deverá caber, no meu entender, às entidades públicas.

Mário A maioria das ONGA regionais e nacionais tem tido altos e baixos junto da população local. Como explica que os Amigos dos Açores tenham vindo a conseguir cativar de modo constante e regular os seus associados?

Os Amigos dos Açores desenvolvem iniciativas que visam, acima de tudo, a participação e envolvimento dos associados e cidadãos nas diversas temáticas ambientais. Nos 25 anos que este ano se assinalam, os Amigos dos Açores desenvolveram um trabalho reconhecido pela sociedade, penso eu, que devido à sua coerência e, precisamente, constância.Sem desprezo por quaisquer outros dirigentes actuais ou passados, entendo que o anterior presidente, Teófilo Braga, é uma pessoa com um sentido social e político excepcional, a quem a sociedade açoriana muito deve, pela dedicação e empenho em prol do ambiente ao longo de quase um quarto de século. No meu entender, foi o seu carácter o pilar fundamental para a dimensão e respeito institucional que a Associação hoje merece.

(in Açoriano Oriental)

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domingo, abril 26, 2009

FIPED II - Oficinas

Durante o FIPED II, que decorreu em Angra do Heroísmo a 22 e 23 de Abril de 2009, realizaram-se as seguintes oficinas:

Pesquisa em Literatura infanto-juvenil - Orientadoras: Profa Dra M. Lúcia Pessoa Sampaio e Profa Dra Alessandra Cardoso de Freitas.

Investigação em Jardim-de-Infância: Propostas de trabalho em metodologia integrada-Orientadores: Marco Batista, Carla Nunes, Elsa Leitão e Rita Pereira

Biodiversidade em grutas - Orientadores: Professores Doutores Paulo Borges e Rosalina Gabriel Investigação em TIC na educação - Orientador: Professor Doutor Manuel Salvador Lima

Investigação em Software educativo - Orientador: Mestre Miguel Dias

Métodos de aquisição de dados biológicos em mergulho - Orientador: Professor Doutor João P. Barreiros
Pesquisa em alfabetização - Orientador: Professor Doutor Émerson de Pietri

Pesquisa em Aquisição da Linguagem - Orientadora: Professora Doutora Cláudia Rosa Riolfi.

(In FIPED II)

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quarta-feira, abril 01, 2009

Atitudes face ao Ambiente - Livro de Emiliana Silva e Rosalina Gabriel

sexta-feira, março 27, 2009

DIFERENÇAS ENTRE AÇORIANOS E ALBICASTRENSES

Coordenado por Emiliana Silva e Rosalina Gabriel, o livro “As atitudes face ao ambiente em regiões periféricas” dá a conhecer as atitudes de açorianos e albicastrenses face à água, aos resíduos sólidos e à biodiversidade. Com uma amostragem de 600 inquiridos em Castelo Branco e 600 em São Miguel e Terceira, as investigadoras concluíram que enquanto os açorianos se preocupavam mais com a diminuição de resíduos sólidos, dada a falta de espaço da região, os albicastrenses demonstravam maior percepção sobre escassez de água (lembre-se que os inquéritos foram feitos em 2004).Segundo Emiliana Silva, a população inquirida demonstrou ainda “grande preocupação com a manutenção do ambiente”. A investigadora destaca ainda que surpreendentemente a maioria dos inquiridos mostrou-se favorável à sobrevivência das moscas, um ponto positivo quanto à biodiversidade.O livro, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, é apresentado por Álamo Meneses, no próximo sábado, pelas 16h30, no pólo do Pico da Urze da Universidade dos Açores.

(In Diário Insular)

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quinta-feira, março 26, 2009

Ciclo Astronomia e Cultura - Sessão na ilha das Flores

Decorreu na ilha das Flores (22 de Março), sob o título genérico de “Calendário Cósmico” uma das quatro sessões distribuídas por épocas paradigmáticas – os Equinócios e os Solstícios.
Cada sessão compõe-se de:
1. Um documentário em vídeo, de 50 minutos, informando (em cada caso), sobre as ligações existentes entre crenças e práticas culturais relativas a cada respectivo período de tempo (Equinócios e os Solstícios), de acordo com as tendências da Ilha em que terá lugar.
2. Um período de 15minutos a 30minutos dedicado à discussão da matéria apresentada, seguido de intervalo.
3. Início do Colóquio, cujo painel é estruturado em conformidade com a época e a Ilha em questão, devendo abranger as áreas nucleares, como sejam a Astronomia, a Etnologia e a Astrolatria, para além da específica da Ilha, que poderá incluir a Botânica, a Etnografia, a Medicina popular, a Mitologia, etc. Comunicações de 20minutos seguidas de tempo para debate público. Na interacção entre os vários saberes haverá uma maior aproximação ao estado da arte neste sector do conhecimento.
Os professores Miguel Ferreira (Astronomia), Moisés Espírito Santo (Etnografia) e Rosalina Gabriel (Botânica) participaram na sessão que decorreu no auditório do Museu na ilha das Flores, coordenados pela Professora Antonieta Costa Iniciativa da Direcção Regional da Cultura, numa iniciativa conjunta com a Universidade dos Açores.

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quarta-feira, março 25, 2009

II Forum Internacional de Pedagogia (FIPED II) oficinas

As oficinas são espaços de trabalho prático de aproximação aos "segredos" da investigação. Os estudantes poderão inscrever-se em apenas uma oficina.
01
Título da Oficina: Pesquisa em Leitura
Orientadora: Professora Doutora Sônia Almeida
Instituição: Faculdade de Educação da Universidade de S. Paulo
Correio electrónico: soniam@usp.br
Proposta de trabalho:
A oficina PESQUISA EM LEITURA faz o caminho inverso: parte das produções universitárias para ler as marcas discursivas do tipo de leitura empreendida pelo pesquisador. No primeiro momento da oficina, serão feitas abstrações sobre a escrita universitária através da análise das atitudes de leitura que a precederam. Esta análise leva em consideração, principalmente, a conjunção entre pesquisador/leitor e autor-citado, cuja relação é uma das marcas para se avaliar a produção na universidade sob os conceitos de representação e de produção do conhecimento (SEVERINO, 2007). Esses dois conceitos são pontos de referência relacionados às exigências da reprodução social que se dá, no âmbito da universidade, através de uma escrita laborativa, termo criado no processo de articulação entre os conceitos de ser social e trabalho (LUCKÁCS, 1981; ROSSI-LANDI, 1985), ciência (KUHN, 2007), linguagem (LUCKÁCS, 1981; SAUSSURE, 1998; BENVENISTE, 1988), discurso (PÊCHEUX, 1969), ideologia (ALTHUSSER, 1996), inconsciente (LACAN, 1998) e singularidade. Nesta análise, está sendo levada em conta a relevância marcada na escrita entre autor-citado e objeto, espaço tomado como indício do lugar do pesquisador em sua produção. Dependendo dessa ênfase, haverá ou a repetição do mesmo ou a produção do novo e isso é determinado pelos antecedentes de leitura do pesquisador, inclusas, neste caso, suas finalidades, necessidades e escolhas entre alternativas. O segundo momento levará em conta as experiências de leitura dos pesquisadores participantes e os níveis de apropriação desses fundamentos para uma inevitável produção escrita. Neste espaço, cada um poderá rever o próprio processo de produção e, possivelmente, confrontar-se com sua escrita na universidade, tomando como ponto de referência os dois conceitos centrais já expostos: representação dos
conceitos lidos ou produção do conhecimento a partir deles.

02
Título da Oficina: Pesquisa em Aquisição da Linguagem
Orientadora: Professora Doutora Cláudia Rosa Riolfi
Instituição: Universidade de S. Paulo
Correio electrónico: riolfi@usp.br
Proposta de trabalho:
03
Título da Oficina: Pesquisa em alfabetização
Orientador: Professor Doutor Émerson de Pietri
Instituição: Faculdade de Educação – Universidade de S. Paulo
Correio electrónico: pietri@usp.br
Proposta de trabalho:
Nesta oficina, pretende-se discutir, primeiramente, alguns aspetos referentes a metodologias de pesquisa em Educação, privilegiando-se aqueles relacionados ao ensino e aprendizagem de língua materna. Serão apresentadas, a seguir, informações sobre estudos realizados, no Brasil, que tematizam o processo de aquisição da escrita.
Consideradas as relações entre referencial teórico e fundamentação metodológica presentes nesses estudos, serão problematizadas concepções de linguagem e de conhecimento em sua relação com o processo de ensino e de aprendizagem. O objetivo é que se evidenciem questões com que se depara o pesquisador interessado em observar e elaborar hipóteses explicativas para os fenômenos encontrados no processo de alfabetização.
04
Título da Oficina: Pesquisa em produção textual
Orientador: Professor Doutor Gilton Sampaio de Souza
Instituição: Universidade Estadual do Rio Grande do Norte
Correio electrónico: giltonsampaio@uern.br
Proposta de trabalho:
05
Título da Oficina: Agricultura
Orientadora: Mestre Anabela Mancebo Gomes
Instituição: Universidade dos Açores
Correio electrónico: agomes@uac.pt
Proposta de trabalho:
06
Título da Oficina: Métodos de aquisição de dados biológicos em mergulho:
Orientador: Professor Doutor João P. Barreiros
Instituição: DCA e ImarAçores da Universidade dos Açores
Correio electrónico: joaopedro@uac.pt
Proposta de trabalho:
1. Introdução ao tema com enfoque em estudos de caso já realizados pelo ministrante. Apresentação do modo de funcionamento do treinamento prático realizado anualmente nos Açores e com 5 vagas anuais reservadas a candidatos do Brasil (nível mínimo – Graduação);
2. Metodologias de trabalho de campo: aferição visual vertical e horizontal, identificação de espécies, técnicas de natação vertical e horizontal e considerações sobre equipamento e camuflagem do mergulhador bem como métodos de redução de ruído;
3. Técnicas de caça submarina aplicadas à recolha de exemplares para fins de colecta biológica e consequentemente obtenção de dados – especial ênfase em questões éticas e fundamental descrição da caça submarina como actividade pouco impactante, selectiva e ecológica;
4. Considerações sobre aplicação das metodologias acima referidas em diversos tipos de ambientes: pelágico (epipelágico); recifal (rochoso, coralígeno, algas coralígenas); substratos móveis; manguezais e ambientes aquáticos não marinhos;
5. Segurança, legislação, sinalização e complementaridade dos métodos de apneia com técnicas tradicionais de mergulho autónomo.
No final deste Mini-curso pretende-se que os formandos esclareçam dúvidas, coloquem questões e tenham apreendido os aspectos teórico-práticos mais importantes e relevantes entretanto expostos.
Todas as apresentações e documentos adicionais ficarão à disposição da
Organização do II FIPED e dos formandos que os poderão utilizar livremente.
07
Título da Oficina: Investigação em Software educativo
Orientador: Mestre Miguel Dias
Instituição: Escola Superior de Educação de Torres Novas
Correio electrónico: miguel.dias@esetn.pt
Proposta de trabalho:
Nesta oficina serão apresentados os grandes desafios de investigação na área do software educativo.
Algumas questões que vão ser colocadas na oficina:
- Será que todos os softwares para a educação são educativos?
- Quais as etapas a ter em conta para o desenvolvimento de um bom software educativo?
- Quais os melhores indicadores para avaliar o software educativo?
- Que instrumentos permitem avaliar os softwares educativos?
- Qual o papel dos professores na avaliação do software educativo?
- Podem os professores produzir software educativo?
No sentido de contribuir para a investigação com software educativo vão ser apresentados alguns projectos em curso e já realizados nesta área.
Durante a oficina serão divulgados alguns softwares que permitem a produção fácil de recursos educativos multimédia.
A oficina contará com um espaço dedicado à avaliação de projectos e à identificação dos factores críticos de sucesso para a implementação de projectos TIC
nas escolas.
08
Título da Oficina: Investigação em TIC na educação
Orientador: Professor Doutor Manuel Salvador Lima
Instituição: Universidade dos Açores
Correio electrónico: manuellima@uac.pt
Proposta de trabalho:
Conceito de TIC na Educação
Que hardware (equipamentos) e software?
Que formação de professores para uma adequada utilização e exploração das TIC, bem como do software educativo.
As TIC como potenciadoras de: inovação (ou não), sentido crítico, trabalho cooperativo, etc.
Relação das TIC com o sucesso educativo.
Avaliação das TIC em contexto.
A escola/sala de aula. Como se organizam para darem resposta à implementação das TIC?
Software educativo e software de autor – abordagem do conceito;
Que software existe para cada área e sua avaliação. (Num determinado espaço institucional/físico).
Agentes pedagógicos animados – Impacto desses agentes na aprendizagem.
Conceptores. Quem são? A que atendem? Que correntes; pedagógicas, filosóficas, didácticas, etc.
Como explorar pedagogicamente software não direccionado para o contexto educativo; exemplo: jogo.
09
Título da Oficina: Biodiversidade em grutas
Orientadores: Professores Doutores Paulo Borges e Rosalina Gabriel
Instituição: Universidade dos Açores
Proposta de trabalho:
10
Título da Oficina: Investigação em Jardim-de-Infância – Propostas de trabalho em
metodologia integrada
Orientadores: Marco Batista, Carla Nunes, Elsa Leitão e Rita Pereira
Instituição: Escola Superior de Educação de Torres Novas – Portugal
Área Científica: Motricidade infantil
Correio electrónico:: batista-marco@hotmail.com
Proposta de trabalho:
A presente oficina tem como objectivo principal abordar as diversas áreas de intervenção em motricidade infantil, numa perspectiva metodológica integrada no Jardim-de-Infância. Através da prática de actividades motoras, a aquisição de conceitos fundamentais de natureza lógico matemática, linguística, artística ou de estudo do meio são favorecidas num ambiente lúdico-pedagógico.
A abordagem desta temática torna-se fundamental desde a primeira infância, potenciando o desenvolvimento percetivo-motor da criança, bem como das estruturas componentes do sistema nervoso central, auxiliando-a a construir representações significativas que facilitem o desenvolvimento de conhecimentos relativos ao espaço, ao tempo, ao envolvimento físico, ao corpo, às normas e regras.
Sabendo que a actividade física assume grande relevância para o desenvolvimento global das crianças, é necessário que o educador/professor as estimule através de variadas formas de actividade, que assente numa metodologia integrada na formação biopsicosociocultural da criança.
Deste modo será apresentado um enquadramento teórico no domínio de investigação em motricidade infantil no jardim de infância, onde se abordarão alguns modelos de investigação possíveis em metodologia qualitativa e quantitativa. As propostas de investigação prevêem uma abordagem diferenciada, na medida em que se pretende dar a conhecer aos alunos, instrumentos válidos de recolha de dados baseados em grelhas, testes e baterias de observação, assim como técnicas de filmagem. Esta oficina pretende criar uma perspectiva de investigação alargada, não só centrada no aluno, mas também no educador e no processo ensino aprendizagem no Jardim-de- Infância.
11
Título da Oficina: Pesquisa em Literatura infanto-juvenil
Orientadoras: Profa Dra Maria Lúcia Pessoa Sampaio e Profa Dra Alessandra Cardoso
de Freitas
Instituição: Universidade Estadual de Rio Grande do Norte – Brasil
Correio electrónico: luciapessoa@uern.br
Proposta de trabalho:
Proposição de projetos de pesquisa abordando aspectos históricos, teóricos e práticos da leitura de literatura na formação do leitor, com recorrência a gêneros diversificados em espaços escolares e não escolares, sob a perspectiva da investigação qualitativa.

(In FIPED II)

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sexta-feira, março 20, 2009

Concurso de fotografia

Concurso de fotografia "Biodiversidade: um olhar atento", organizado pela Escola Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade de Angra do Heroísmo, com o intuito de despertar o interesse dos alunos para a biodiversidade dos Açores, mais concretamente da ilha Terceira.
Esta actividade encontra-se inserida nas actividades do grupo Eco-Escolas, contando com a colaboração da Gê-Questa, Os Montanheiros, a Ecoteca da ilha Terceira, e com os professores do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, Paulo Borges e a Prof. Rosalina Gabriel.

(In Gê-Questa)

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domingo, março 15, 2009

Concurso de fotografia sensibilizapara a biodiversidade dos Açores

Sensibilizar os jovens para a importância da biodiversidade dos Açores. É este o principal objectivo do concurso de fotografia “Biodiversidade: Um Olhar Atento”, que decorre de 16 de Março a 3 de Abril, numa iniciativa do Conselho Eco-Escolas da Escola Secundária de Angra do Heroísmo inserida nas comemorações do Dia Mundial do Ambiente. Destinado alunos, docentes e funcionários da Secundária de Angra, o concurso tem como parceiro estratégico o Grupo da Biodiversidade dos Açores, CITA-A, e visa seleccionar e premiar fotografias originais baseadas na biodiversidade dos Açores, em particular nas espécies naturais do arquipélago. “O objectivo é proporcionar um contacto mais directo com a biodiversidade e as espécies endémicas dos Açores”, sublinha Paulo Borges, do CITA-A, para quem “muitas vezes os mais jovens não têm a mínima ideia do valor que têm na sua própria ilha em termos de espécies únicas”.Os 10 melhores trabalhos de cada escalão serão integrados no portal da Biodiversidade dos Açores (http://www.azoresbioportal.angra.uac.pt/).No âmbito desta iniciativa, terão ainda lugar de 16 a 19 de Março, na Secundária de Angra, quatro palestras sobre “Insectos, aranhas e outros bichos dos Açores – um património por descobrir” e “Biodiversidade vegetal dos Açores”, por Paulo Borges e Rosalina Gabriel, do CITA-A.As conferências, marcadas sempre para as 14h15, no auditório da escola, destinam-se aos alunos dos ensinos básico e secundário.

(In Diário Insular)

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quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Do Fogo à Floresta

A história natural dos Açores, desde a erupção das ilhas pela força dos vulcões até à explosão de vida na floresta natural, é contada em fotografia por Pedro Cardoso. Para ver no Observatório do Ambiente (antigo mercado de peixe) e no Museu de Angra do Heroísmo, até 29 de Março.

“Açores: do Fogo à Floresta” é uma exposição de fotografia, mas também uma história – a história natural dos Açores, desde os vulcões até à colonização das ilhas por diversos organismos. Em cada imagem, a objectiva do biólogo Pedro Cardoso conta uma parte da evolução num mundo que começa com rocha e mar. Os seres vivos dispersam e chegam às ilhas onde, ao longo de gerações, vão-se adaptando e formando novas espécies. A complexidade aumenta até chegarmos ao que tem sido apelidado de “floresta tropical temperada”, a Laurissilva. A mostra resulta de uma colaboração entre o Centro de Ciência e o Museu de Angra do Heroísmo. Nos dois espaços observa-se a mesma história, num conjunto complementar de 50 fotografias (25 em cada um). Doutorado em Ecologia e Biossistémica pela Universidade de Lisboa, Pedro Cardoso desenvolve investigação há mais de 10 anos nas áreas da Ecologia, Conservação, Biogeografia e Taxonomia de aracnídeos. É actualmente investigador no Museu de História Natural do Smithsonian, nos Estados Unidos da América, e na Universidade dos Açores. Para além de outros interesses, como espeleologia, montanhismo e BTT, tem dedicado muito do seu tempo livre à fotografia de natureza. Está neste momento a preparar um livro maioritariamente de fotografia para o público em geral sobre a paisagem, fauna e flora dos Açores, com o apoio do Centro de Investigação de Tecnologias Agrárias dos Açores, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores. A exposição agora patente ao público permite uma antevisão da obra, que terá chancela da VerAçor. “Será um retrato natural dos Açores, mais especificamente sobre os seus habitats terrestres - as florestas, as pastagens, as grutas… -, que se encontram muito mal divulgados”, explica o biólogo. As fotografias de Pedro Cardoso serão acompanhadas de textos de investigadores da universidade açoriana, como Clara Gaspar, Paulo Borges, Rosalina Gabriel, Frias Martins e Victor Hugo Forjaz.

Investigador do mundo

Natural de Lisboa, Pedro Cardoso chegou aos Açores em 2008, onde desenvolve investigação no Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores sobre a conservação da fauna e da flora endémicas, no âmbito de um pós-doutoramento apoiado pela direcção regional da Ciência e Tecnologia. Antes, realizou na Universidade de Copenhaga, na Dinamarca, um trabalho de investigação sobre a sua área de especialidade – as aranhas. Em Abril, parte para Washington DC, nos Estados Unidos da América, para estudar as espécies invertebradas em risco de extinção, no Museu de História Natural do Smithsonian. “Tenho-me dedicado sobretudo à conservação e biogeografia, ou seja, à identificação dos locais onde se encontram as espécies e a melhor maneira de as conservar”, sublinha. Na ilha Terceira, debruça-se neste momento sobre as consequências das mudanças no solo para a fauna e flora açorianas. “No início, as ilhas estavam completamente cobertas de floresta natural, cujo melhor exemplo disso é a Caldeira da Serra de Santa Bárbara. Mais tarde, a desflorestação para a realização de pastagens e a introdução da cliptoméria ou do eucalipto trouxeram consequências para as espécies endémicas”, refere o biólogo, para quem é “importante saber quais as que se perderam e as que se ganharam e o que aconteceu à comunidade”. No Smithsonian, o objectivo será a definição de um protocolo sobre as espécies invertebradas prioritárias. “Muita coisa tem sido feita com os vertebrados, mas quanto aos insectos não se sabe quase nada e não há listas de espécies em perigo”, diz, salientando que, com a publicação da obra “As 100 espécies prioritárias da Macaronésia” pela Universidade dos Açores, a Região posicionou-se, nesta área, “muito à frente do continente português e da maior parte dos países europeus, que não tem uma lista tão completa”.
Imagens que falam

Autodidacta, Pedro Cardoso utiliza a fotografia como uma forma de complementar o seu trabalho enquanto investigador. “Comecei a tirar fotografias de aranhas e depois todo o tipo de fotografia da natureza”, conta. Mas, para além de ilustrar o trabalho científico, a fotografia é também, no seu entender, uma forma de dar a conhecer ao público em geral quais são e onde estão as espécies em risco. “Se as pessoas nunca viram por que vão querer conservar”, questiona. É este igualmente o objectivo da sua primeira exposição de fotografia. “Através da imagem, é possível compreender porque se investe dinheiro para conservar determinada espécie ou habitat e a própria investigação”, sustenta. E acrescenta: “A fotografia permite contar uma história de uma maneira que prende mais facilmente a atenção, ao mesmo tempo que passa uma mensagem científica”. Depois da Terceira, a exposição “Açores: do Fogo à Floresta” deverá percorrer as restantes oito ilhas do arquipélago.
(In DI-Revista)

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segunda-feira, dezembro 08, 2008

Considering relationships of words, thoughts, and “knowledge”: Following ecological principles to enhance research and education

Considering relationships of words, thoughts, and “knowledge”: Following ecological principles to enhance research and education
Alison L. Neilson, Rosalina Gabriel, Luzia Cordeiro Rodrigues, and Ana Moura Arroz. Background/Question/Methods
In asking how to transmit enhanced understandings, we ignore the inherent complexities of human ecology and limit rather than further ecological thought, research and education. Instead, we need to study human knowledge and education in the same fashion as we study ecology, namely be concerned with “the relationships between organisms and their past, present, and future environments…includ[ing] physiological responses of individuals, structures and dynamics of populations, interactions among species, [and] organization of biological communities” (ESA website). This work discusses two studies which take such an ecological approach using qualitative methods including free expression, photographs, drawings, semi-structured and narrative interviews, and meditative visualizations. Researchers followed phenomenografic and narrative arts-based approaches. The first study looked at how children experience the environment. The research was carried out on Terceira Island (Azores, Portugal) with 75 fourth grade children from rural backgrounds and parents with few years of formal schooling. The second study investigated how adults understand their work as environmental educators. It included educators from Tanzania, Paraguay, Colombia, Brazil, Iran, and Canada who take a social critical approach to the environment.
Results/Conclusions
The first study showed similar trends as in other research, i.e., most of the children seem to visualize the environment as a determined space. However, a small percentage of the children, 7.3%, clearly showed a complex understanding in which they are embodied as part of the environment. Unlike research which points to experiences “in nature” as important for inspiring environmental pursuits, the second study broadened the inclusion of people, ideas and events as important. It also points to the ways power operates within research: the power of the words used to ask questions dictate responses; the power of the researcher’s presence upon the participants’ input; and the power of words, images and concepts to keep researchers and educators from being cognizant of complex understandings. These two studies suggest that researchers need to be self-reflexive about their ability to hear what children and adult participants are saying. Research and education methods, which move beyond “subject” and “object” in language, are needed if we want to hear something other than environment being portrayed as object or place.
This work explore the methodologies used and the relationship between these two research projects and the implications for enhancing ecological thought, research and education.

(In the 93rd ESA Annual Meeting)

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sábado, outubro 18, 2008

Algar do Carvão: Um Algar Classificado

A espeleologia açoriana não se pode dissociar do Algar do Carvão. A história de "Os Montanheiros" desenvolveu-se a par das iniciativas empreendidas nessa cavidade. A única gruta classificada no Arquipélago dos Açores, que aguarda a protecção das suas congéneres.
A vulcano-espeleologia surgiu, no arquipélago dos Açores, em finais do século passado e encontra-se profundamente ligada ao Algar do Carvão. Situado na ilha Terceira, este algar começou a ser explorado a 26 de Janeiro de 1893. A prospecção foi empreendida, entre outros, por Cândido Corvelo e José Luís Sequeira. Em 1934, Didier Couto efectuou a segunda descida e elaborou o primeiro esboço (perfil) da cavidade. A primeira topografia do Algar do Carvão é da autoria de Montserrat e Romero (1983). O algar foi descido pela Sociedade de Exploração Espeleológica "Os Montanheiros" em Agosto de 1963 (ano da sua fundação).

Américo de Lemos Silveira, fundador de "Os Montanheiros", dirigiu as operações, que envolveram numerosos participantes. As obras de abertura de um túnel de acesso à gruta processaram-se de 28 de Maio de 1965 a 28 de Novembro de 1966. A entrada e a primeira escadaria no interior da cavidade foram edificadas em 1968. Nesse mesmo ano, a 1 de Dezembro, verificou-se a abertura ao público. Na década de 70 foi instalada luz eléctrica (1970), construída a actual escadaria (1977) e a casa-abrigo (1978). Os anos 80 viram o reconhecimento do valor da cavidade, com a sua classificação (1987) e a inauguração da nova instalação eléctrica (1988).
O Algar do Carvão foi classificado como Reserva Natural Geológica pelo Decreto Legislativo Regional nº 13/87/A. Dentro da área da reserva, definida pela linha que dista 100 metros da base dos cones que suportam o algar, são proibidas, sob pena de multa, quaisquer alterações no terreno, fauna ou vegetação.

Um geomonumento
O Algar do Carvão situa-se no interior da Ilha Terceira, perto do pico do mesmo nome (639 m), na Caldeira de Guilherme Moniz, a cerca de 1300 metros do Tentadero de Sto. Antão e a 14 quilómetros de Angra do Heroísmo. A melhor forma de chegar a essa “jóia da espeleologia açoriana” é através do ramal da ER5-2ª. Existe uma placa na estrada indicando a localização da cavidade.
O Algar do Carvão está associado ao Complexo Vulcânico do Pico Alto, correspondendo a uma chaminé vulcânica e desenvolvendo-se sob dois cones de escórias (bagacina). Estes cones de piróclastos assentam sobre rochas compactas, de natureza andesítica a traquítica, ricas em sílica. O algar é constituído por um troço subvertical de 45 metros de altura e dá acesso a três salas de dimensões consideráveis. Na zona mais interior, a cerca de 90 metros de profundidade, encontra-se um pequeno lago, alimentado pelas águas de infiltração.
Segundo "Os Montanheiros", as águas de precipitação que se infiltram facilmente através das escórias não consolidadas do cone vulcânico, ao penetrarem nas rochas compactas e muito fissuradas, de composição andesítica a traquítica, adquirem uma progressão mais lenta favorecendo a dissolução de sílica. Deste modo, depositaram-se, ao longo das fracturas, diversas estalactites de sílica. De facto, o tecto e as paredes da abóbada central estão decoradas por inúmeras estalactites, algumas de grandes dimensões, e no chão desenvolvem-se estalagmites maciças e dispersas que não apresentam grande altura. As paredes da sala mais interior estão recobertas de estalactites de lava e obsidiana (ou vidro vulcânico). Esta rocha que se caracteriza por arrefecimento rápido da lava é extremamente rara no interior das grutas. Devido à entrada de luz natural, as paredes da chaminé, encontram-se revestidas por povoamentos vegetais, surgindo desde espécies arbóreo-arbustivas, a fetos, musgos, líquenes e algas, nas zonas mais profundas.
Rosalina Gabriel, do Departamento da Ciências Agrárias do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, efectuou da distribuição das comunidades vegetais do Algar do Carvão. O facto de não haver zona afótica nesta cavidade faz com que em toda a sua área surja flora mais ou menos desenvolvida. No primeiro troço da chaminé, as comunidades correspondem a uma extensão da vegetação potencial, a floresta húmida macaronésica. Ai dominam as espécies arborescentes como o Azevinho (Ilex perado), a Urze (Erica azorica) e o Loureiro (Laurus azorica). Segue-se outra zona onde os povoamentos se assemelham aos estratos herbáceos da floresta húmida açoriana. Nessa zona destacam-se as pteridófitas e, abaixo, ocorrem extensos povoados de briófitas. Na base do algar predominam as algas verdes. Saliente-se que o algar apresenta também fauna cavernícola. O Algar do Carvão encontra-se aberto ao público. Para o visitar basta contactar Os Montanheiros. Uma forma de descobrir as belezas encerradas nas grutas vulcânicas e aperceber-se da importância da sua conservação.
(In SPELAION)

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sexta-feira, outubro 10, 2008

Atlas do ovócitos e musgos raros dos Açores

“Atlas do Embrião e do Ovócito Bovino”, da autoria de Joaquim Moreira da Silva, e “Briófitos Raros dos Açores”, de Nídia Homem e Rosalina Gabriel, são os títulos de duas obras apresentadas segunda-feira, no âmbito das comemorações do Dia do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores. Falando na ocasião, o pró-reitor do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, Alfredo Borba, considerou que “estes dois livros, embora provenientes de duas áreas diferentes do saber, têm o facto comum de serem livros didácticos, que pretendem divulgar a sua informação de uma forma acessível a um grande público, nomeadamente ao público em idade escolar dos diferentes graus de ensino”.Segundo Alfredo Borba, que apresentou a obra, o “Atlas do Embrião e do Ovócito Bovino” aborda “aspectos da morfologia do sistema reprodutor feminino, da endocrinologia da reprodução em bovinos e das técnicas de reprodução assistida, tornando acessíveis muitos destes conceitos.

Numa linguagem simples, sem, no entanto, perder o seu carácter científico, recorrendo a muitas fotografias e desenhos, descrevendo e ilustrando uma das fases da vida, que embora aparentemente simples, por ser a inicial, é extremamente complexa”. Joaquim Moreira da Silva é licenciado em Engenharia Zootécnica pela Universidade dos Açores, onde tem desenvolvido a sua carreira académica.Realizou o estágio de licenciatura e a investigação para as provas de APCC em França, no domínio da Reprodução Animal. Como assistente da Universidade dos Açores realizou a investigação para o seu doutoramento na Universidade de Gent, Bélgica, na Faculdade de Medicina Veterinária.De regresso aos Açores, procurou desenvolver a área da Reprodução Animal na academia açoriana, criando uma equipa de investigação que está integrada no CITA-A.Coordena ainda o mestrado em Produção Animal da Universidade dos Açores, actualmente designado de mestrado em Engenharia Zootécnica.
Musgos dos Açores
Por seu lado, Paulo Borges, coordenador do Grupo da Biodiversidade dos Açores, a quem coube a apresentação da obra “Briófitos Raros dos Açores”, considerou que “este livro vai ser uma referência histórica para a comunidade científica que tem mostrado um interesse crescente pelo estudo dos briófitos raros dos Açores, a julgar pelo número de colaborações recentes com especialistas interessados e expedições briológicte às ilhas, mas irá também contribuir para uma ilustração deste importante grupo de plantas para alunos de diversos níveis escolares”. Nídia Homem é licenciada em Biologia/Geologia (ensino de) pela Universidade dos Açores. Realizou o estágio prático na secção de Biologia Marinha da Universidade dos Açores, tendo como tema os peixes da zona litoral dos Açores. É professora do 4.º grupo (Ciências/Matemática) e tem estado envolvida em vários projectos coordenados por Rosalina Gabriel. Rosalina Gabriel é licenciada em Biologia pela Faculdade de Ciências de Lisboa e doutorada pela Universidade de Londres (Imperial College) em Ecologia de Briófitos. É docente da Universidade dos Açores e tem desenvolvido toda a sua carreira em investigação no estudo da biodiversidade, ecofisiologia e conservação dos musgos e hepáticas dos Açores.Criou, em colaboração com vários colegas, o mestrado em Educação Ambiental da Universidade dos Açores. Tem coordenado vários projectos de investigação e participou na concepção de três projectos financiados pela Fundação da Ciência e Tecnologia.

(In Diário Insular)

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sábado, outubro 04, 2008

Dia do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores

Convite
O Reitor da Universidade dos Açores convida o público em geral para a cerimónia comemorativa do Dia do Campus de Angra do Heroísmo, no dia 06 de Outubro, pelas 17h30, no Auditório do Complexo Pedagógico, sito à Rua Capitão João d’Ávila (Pico da Urze).
Do programa comemorativo destaca-se o lançamento dos livros “Atlas do Embrião e do Ovócito Bovino” e “Briófitos Raros dos Açores”, da autoria do Prof. Doutor Joaquim Moreira da Silva e da Mestre Nidia Homem e Prof. Doutora Rosalina Gabriel, respectivamente.
(In Gabinete do Reitor)

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