segunda-feira, dezembro 08, 2008

Considering relationships of words, thoughts, and “knowledge”: Following ecological principles to enhance research and education

Considering relationships of words, thoughts, and “knowledge”: Following ecological principles to enhance research and education
Alison L. Neilson, Rosalina Gabriel, Luzia Cordeiro Rodrigues, and Ana Moura Arroz. Background/Question/Methods
In asking how to transmit enhanced understandings, we ignore the inherent complexities of human ecology and limit rather than further ecological thought, research and education. Instead, we need to study human knowledge and education in the same fashion as we study ecology, namely be concerned with “the relationships between organisms and their past, present, and future environments…includ[ing] physiological responses of individuals, structures and dynamics of populations, interactions among species, [and] organization of biological communities” (ESA website). This work discusses two studies which take such an ecological approach using qualitative methods including free expression, photographs, drawings, semi-structured and narrative interviews, and meditative visualizations. Researchers followed phenomenografic and narrative arts-based approaches. The first study looked at how children experience the environment. The research was carried out on Terceira Island (Azores, Portugal) with 75 fourth grade children from rural backgrounds and parents with few years of formal schooling. The second study investigated how adults understand their work as environmental educators. It included educators from Tanzania, Paraguay, Colombia, Brazil, Iran, and Canada who take a social critical approach to the environment.
Results/Conclusions
The first study showed similar trends as in other research, i.e., most of the children seem to visualize the environment as a determined space. However, a small percentage of the children, 7.3%, clearly showed a complex understanding in which they are embodied as part of the environment. Unlike research which points to experiences “in nature” as important for inspiring environmental pursuits, the second study broadened the inclusion of people, ideas and events as important. It also points to the ways power operates within research: the power of the words used to ask questions dictate responses; the power of the researcher’s presence upon the participants’ input; and the power of words, images and concepts to keep researchers and educators from being cognizant of complex understandings. These two studies suggest that researchers need to be self-reflexive about their ability to hear what children and adult participants are saying. Research and education methods, which move beyond “subject” and “object” in language, are needed if we want to hear something other than environment being portrayed as object or place.
This work explore the methodologies used and the relationship between these two research projects and the implications for enhancing ecological thought, research and education.

(In the 93rd ESA Annual Meeting)

Etiquetas: , , , , ,

sábado, janeiro 26, 2008

Crianças confundem Ambiente e Natureza

A necessidade de aprofundar o entendimento das crianças quanto às relações entre o indivíduo, a sociedade e o ambiente é uma das principais conclusões de uma tese de mestrado em Educação Ambiental dos Departamentos de Ciências Agrárias e Ciências de Educação defendida recentemente por Luzia Cordeiro Rodrigues, no campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, orientada pelas Professoras Ana Moura Arroz e Rosalina Gabriel.
Intitulado “Espaços Verdes ou Contextos de Relação: Perspectivas e Preocupações das Crianças acerca do Ambiente”, o trabalho foi realizado na ilha Terceira, com 75 crianças do 4.º ano do Primeiro Ciclo do Ensino Básico, englobando diversas técnicas, na abordagem metodológica utilizada, desde a livre expressão escrita a fotografias, passando por desenhos e entrevistas semi-estruturadas individuais. O objectivo foi “contribuir para o conhecimento das perspectivas das crianças sobre o ambiente”, explica a autora. “Procurámos trazer novos dados que possam subsidiar a discussão acerca dos propósitos, conteúdos e processos de educação ambiental, por forma a extrair implicações para uma mudança ou alargamento das abordagens e práticas educativas, que se pretendem baseadas e centradas nas concepções das crianças”, sublinha.

POLUIÇÃO É PREOCUPAÇÃO

Segundo as conclusões do trabalho, “as crianças visualizam o ambiente como um espaço determinado, ou um contexto onde são exercidas relações unilaterais do homem para o ambiente - salientando-se o poder destrutivo do homem - ou do ambiente para o homem, enquanto fonte de recursos indispensável à sobrevivência da humanidade”. Para a maioria, o ambiente “é identificado com a natureza e tudo o que é natural, não construído pelo homem, sendo representado, quer no presente quer no futuro, com um elevado grau de pureza”, revela o estudo. Por outro lado, “apesar da poluição ser apontada como a principal preocupação das crianças, não é ela a responsável pelos problemas ambientais do futuro, mas sim a construção de várias infraestruturas”. Neste contexto, “o homem surge como o principal responsável pela delapidação do ambiente, enquanto fonte de recursos, e pelo futuro menos bom que nos espera”. Por seu turno, “a escola e a família, enquanto fontes principais do conhecimento ambiental, assumem um papel preponderante para estas crianças, que neles depositam confiança relativamente às informações que lhes são transmitidas”.

OUVIR AS CRIANÇAS

No que diz respeito a implicações pedagógicas, Luzia Cordeiro Rodrigues considera “necessário expandir o entendimento das crianças quanto às relações entre o indivíduo, a sociedade e o ambiente”. “As perspectivas de ambiente que encontrámos junto das crianças necessitam seguramente de ser ampliadas, criticadas e discutidas pelos seus pares, professores e famílias com vista à facilitação da sua reformulação e evolução crítica”, defende, salientando que “a precária diferenciação do conceito de ambiente relativamente ao conceito de natureza, constitui, disso mesmo, o exemplo mais gritante”. A autora classifica, assim, de “imprescindível que o educador conheça as concepções das crianças com quem trabalha para que, através de uma intervenção informada, possa contribuir para a evolução crítica que progressivamente conduzirá à superação do senso comum, mas não necessariamente a uma única forma de ver o mundo”. Reforça ainda a “necessidade e a instrumentalidade de ouvirmos atentamente e sem complexos o que as crianças têm para nos dizer”.
(In Diário Insular)

Etiquetas: , , , , ,