quarta-feira, outubro 21, 2009

Ciência à Sexta


A actividade de divulgação científica Ciência à sexta tem início esta sexta-feira, dia 23 de Outubro.Do Miguel Tavarela recebemos este texto:Esta iniciativa consiste em palestras, mesas redondas e sessões de observação do céu durante 4 semanas, à sexta-feira, nas instalações do Pico da Urze da Universidade dos Açores. A astronomia é o ponto de partida para nos levar a reflectir sobre a origem da vida e a sua procura fora da Terra, conhecer o desenvolvimento tecnológico e científico da Europa numa área de ponta como é a astronomia, discutir a relação entre Arte e a Ciência e ficar a conhecer melhor o nosso canto do Universo.

(in Astronomia no Meio do Atlântico)

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quarta-feira, setembro 23, 2009

Natureza revelada


Da Serra de Santa Bárbara ao caracol da Fonte da Telha, passando pelo Pico Matias Simão, são 13 os aspectos em destaque no CD multimédia “Ícones ambientais do concelho de Angra do Heroísmo”. Características naturais únicas ou de grande raridade, que o município quer salientar aos olhos de turistas e residentes. Não há terceirense que não conheça o Monte Brasil. Ponto de paragem obrigatória para quem visita a ilha, o espaço é procurado durante todo o ano pelos locais, quer para desfrute da vista sobre Angra do Heroísmo, quer pelo contacto com a natureza. Ainda assim, poucos são os que conhecem os fósseis do Monte Brasil. “Grandes orifícios, antes ocupados por troncos de árvores são bem visíveis nas cinzas vulcânicas das falésias do Fanal, em plena Angra do Heroísmo. Esses fósseis são relíquias do passado natural da Terceira, e um património que interessa preservar, porque conta a história de uma ilha em evolução, e porque neles é visível a violência deste ambiente, construído a partir do fundo do mar. Os fósseis do Monte Brasil são uma raridade a nível nacional mas também a nível internacional, não pela sua idade, mas pela juventude e génese”.Foi o Tenente-coronel José Agostinho, o primeiro a referir-se aos fósseis vulcânicos do Monte Brasil. Hoje, alguns fazem parte do espólio d’ “Os Montanheiros”. Esses fósseis têm particular importância por se referirem à flora de ilhas ainda não ocupadas por mamíferos. O estudo dos fósseis do Monte Brasil, anteriores à ocupação dos Açores pelos portugueses, permite perceber o real impacto do homem em ilhas virgens ou espaços ainda não intervencionados. Este é apenas um exemplo das riquezas naturais que Angra possui e que continuam desconhecidas para a maioria dos seus habitantes. Foi para captar a atenção de turistas e residentes para estes pormenores que escapam ao primeiro olhar que a Câmara Municipal de Angra lançou o CD multimédia “Ícones ambientais do concelho de Angra do Heroísmo”. Apresentado no passado dia 11, o CD reúne fotos, textos e vídeos sobre 13 aspectos do património natural do concelho, únicos ou muito raros. A par dos fósseis do Monte Brasil também o caracol da Fonte da Telha é realçado, uma espécie com 6 milímetros que é um endemismo da freguesia do Posto Santo. Outra espécie endémica em destaque é a aranha cavernícola do Algar do Carvão. Existente unicamente naquela zona, tem apenas 3 milímetros. As Furnas do Enxofre são uma raridade do ponto de vista biológico. É pela quantidade de plantas, briófitos, líquenes, algas e de alguma fauna adaptadas a condições específicas que se distingue a nível mundial. É também nas Furnas do Enxofre que encontramos a usnia krogiana, uma espécie de líquenes ou usneas, endémica dos Açores, rica em beleza natural e raridade.No Porto Judeu, a Gruta das Agulhas salienta-se pela sua importância biológica, dada a quantidade, variedade e qualidade de biofilmes decolónias de bactérias, que servem de investigação à Universidade dos Açores. Na mesma freguesia podemos encontrar os maiores ilhéus dos Açores. Os Ilhéus das Cabras apresentam uma fauna e flora marinha de interesse relevante não só para cientistas, mas também para mergulhadores recreativos e curiosos.Com uma grande quantidade de vegetação luxuriante, sobretudo endémica na Região, a Ribeira do Além é uma das ribeiras mais bonitas dos Açores. Situa-se na freguesia da Serreta. Mais acima, os Altares apresentam um cone vulcânico, de escórias soldadas, com características únicas no contexto da geodiversidade do planeta. O Pico Matias Simão assemelha-se apenas a formações vulcânicas existentes na Sicília, em Espanha e o arquipélago do Havai, no Oceano Pacífico. A serra de Santa Bárbara é um dos lugares com maior riqueza natural do país. A sua caldeira é o local com mais endemismos por unidade de terreno dos Açores e de Portugal. Na apresentação do CD multimédia, o professor catedrático António Firas Martins disse mesmo que se Darwin tivesse visitado a serra de Santa Bárbara, quando esteve na Terceira, não teria necessitado de ir às Galápagos para descobrir a teoria da evolução. É também na Serra de Santa Bárbara que se encontra a Lagoa Funda, uma das lagoas da ilha e dos Açores que não apresenta qualquer tipo de intervenção humana mantendo os seus habitats inalteráveis desde a formação das ilhas. O trevo de quatro folhas “marsilea azorica” é uma das plantas mais raras e ameaçadas do mundo. O feto endémico só existe no charco temporário da zona do Pico da Bagacina. Também o musgo “echinodium renauldii” é um dos mais raros da Europa. Fica na zona da Matéla, na freguesia da Terra Chã. O trabalho contou com a colaboração a título individual de vários professores da Universidade dos Açores. Francisco Cota Rodrigues, Eduardo Dias, Álamo Meneses, Félix Rodrigues, Maria de Lurdes Enes, Cecília Melo, João Pedro Barreiros, Rosalina Gabriel, Paulo Borges, Victor Hugo Forjaz e António Frias Martins deram testemunhos em vídeo sobre as diferentes espécies e locais salientados. A coordenação ficou a cargo de Félix Rodrigues, a nível de textos, e de Paulo Henrique Silva, que recolheu fotografias e vídeo. Rosalina Gabriel falou sobre o musgo neste trabalho. Para a professora da Universidade dos Açores, o trabalho serve para dar a conhecer o que existe de bonito no concelho. “Eu penso que qualquer pessoa que conhece as florestas naturais tem a certeza que elas seriam muito diferentes se não houvesse musgos. A biomassa que ali está é muito grande, eles estão em todo o lado, desde as rochas até aos troncos, até às folhinhas mais lá em cima, onde há menos quantidade de água. É importante que as pessoas comecem a olhar para eles. É bonito”, refere.Já Eduardo Dias, acredita que a divulgação destas espécies pode promover a sua protecção, mas pode também provocar o oposto. “É verdade que se não divulgarmos as pessoas não gostam, não apreciam e consequentemente não vão justificar a sua conservação, mas por outro lado o conhecimento leva a um maior interesse, que por vezes pode levar à destruição”, defende.Segundo o professor, os Açores começam já a dar os primeiros passos na conservação das espécies endémicas. “As medidas de conservação nos Açores são muito recentes e acho que ainda se está a fazer um percurso neste sentido. Estão a sair os parques de ilha e uma série de medidas de conservação básicas e estruturantes, que a Região não tinha. A gente tem de esperar que, de facto, este surto de interesse que a população e a comunidade estão a ter sobre a natureza dos Açores corresponda a uma devida proporção em termos da conservação, que no passado não era muito fundamentado, porque as pessoas desconheciam e não se interessavam e que agora começa a ser dramático, porque as duas coisas têm de andar a par e passo, divulgação/ promoção e conservação da natureza”, revela.

(in Diário Insular)

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domingo, agosto 23, 2009

PROIBIÇÃO DA CAÇA AO CACHALOTE

Passados mais de 20 anos da proibição da caça ao cachalote nos Açores, Adolfo Lima, Secretário Regional da Agricultura e Pescas de então, relembra a forma abrupta como a situação se desenrolou. Adolfo Lima acusa mesmo o Governo da República da altura de traição. A Região defendia a continuação da caça tradicional, no entanto, numa atitude com uma certa soberanceria, o Governo central ignorou os pedidos dos líderes açorianos.“Fomos atraiçoados pelo Governo central, uma vez que a nossa posição era frontalmente a favor da continuação da caça ao cachalote”, frisa.Foi por volta de 1986 que a Comissão Baleeira Internacional se reuniu na Islândia para debater o assunto. Na altura os Açores eram a única região do país em que se praticava a caça à baleia, neste caso ao cachalote. Ainda assim, o Governo Regional não teve voto na matéria. Na altura, um representante do Secretário Regional da Agricultura e Pescas teve direito a assistir ao encontro, mas apenas como observador. Era o Governo central que representava os interesses de Portugal. Ignorando as justificações da Região, o Governo da República assinou a moratória que proíbe a caça de qualquer tipo de baleias. “Eu nessa altura manifestei-me contra a proibição. Nas reuniões que tive demonstrei que não havia nenhum perigo de carácter biológico para o cachalote”, lembra Adolfo Lima. Países como a Noruega, por exemplo, contestaram as medidas impostas pela Convenção Internacional para a Regulação da Actividade Baleeira. O país nórdico retomou a sua actividade comercial em 1993, alegando que a decisão não foi baseada num parecer fundamentado do Comité Científico da Comissão Baleeira Internacional.Para o antigo secretário regional, o Governo central agiu mal. “Nessa altura o Governo da República não se portou bem nessa matéria, não ouviu as razões técnicas e científicas que justificavam a continuação da caça”, acusa.Adolfo Lima queixa-se ainda da falta de justificações por parte do Governo da República. “As justificações foram não existentes, digamos assim”, aponta.Mesmo passadas mais de duas décadas do sucedido, o antigo secretário regional continua a afirmar a sua posição. Adolfo Lima garante que não havia nenhuma razão biológica para o fim da baleação nos Açores. Mais grave do que isso, o antigo responsável pelas pescas dos Açores considera que a decisão “trouxe perdas irreparáveis para a cultura açoriana”. “A Região ficou amputada de um património cultural único no mundo”, reforça. O fim da caça à baleia aconteceu de forma abrupta. Era sobretudo na ilha do Pico que a actividade ainda estava vincada. Os caçadores foram apanhados de surpresa. Naquela épocaLaura Serpa realizou uma tese de mestrado sobre a baleação na ilha. “Baleia – Sustento e Prazer”, datado de 2000 fala sobre a forma como os baleeiros reagiram à proibição. Para a técnica superior do Museu do Pico foi a pressão dos órgão de comunicação social que mais pesou na decisão. “No início dos anos 80 começam os primeiros sinais. Revistas internacionais condenam a prática, dita ‘assassina’, porque fazia sofrer o animal ‘cachalote’, durante horas a fio até à morte”, assinala na tese.No entanto, já nessa altura a baleação se assumia mais como um movimento cultural do que como fonte de subsistência. O óleo da baleia foi substituído e perdendo cada vez mais o seu valor comercial. “Quando a caça ao cachalote foi proibida nos Açores já se caçavam poucos animais, porque a caça à baleia nessa época tinha perdido algum interesse económico”, aponta Adolfo Lima. Ainda assim, o processo decorreu em várias etapas. De acordo com o antigo Secretário Regional da Agricultura e Pescas, houve primeiro uma moratória que permitia a caça nos Açores, por se tratar de uma caça artesanal, que recorria apenas ao arpão. No entanto, esta moratória teve fim dentro de pouco tempo. Os governantes regionais ainda tentaram conseguir uma licença com justificação científica, para que se pudesse caçar cachalotes apenas com fins científicos. No entanto, a autorização não foi concedida. Associado à proibição da caça, houve ainda um boicote à comercialização de óleos provenientes de cetáceos, que agravou ainda mais a situação fragilizada da indústria baleeira.
ARGUMENTOS PRÓ E CONTRA A REACTIVAÇÃO DA ACTIVIDADE
Recuperação da caça ao cachalotecontinua a gerar debate nos Açores
Nos últimos tempos tem-se debatido cada vez mais a possibilidade de reactivar a caça à baleia nos Açores. O tema é polémico e reúne opiniões diversas. Se por um lado há quem acredita na recuperação da tradição, outros mais pessimistas dizem que hoje seria impossível retomar os velhos costumes. Adolfo Lima mostra-se a favor do regresso da tradição, embora reconheça que tal só seria possível com uma escola, que tivesse antigos baleeiros a supervisionar a actividade. Já o biólogo marinho João Pedro Barreiros apresenta uma visão mais pessimista. Para o professor da Universidade dos Açores a tradição é irrecuperável. Quem também se mostra favorável ao retorno da caça são os antigos baleeiros. Já são poucos os que ainda se recordam dos tempos em que caçavam cachalotes, mas dizem-se aptos a transmitir conhecimentos às gerações mais novas, desde que a arte fosse rigorosamente igual à desenvolvida antigamente. Os que defendem a recuperação da actividade apresentam como principal argumento o facto de não existirem quaisquer entraves de ordem biológica. O próprio João Pedro Barreiros admite que a está em perigo, nem a nível mundial, nem nos Açores. “O cachalote é uma espécie com distribuição cosmopolita, ocorre em todos os oceanos do mundo. A população mundial está calculada entre 300 mil e 600 mil indivíduos”, afirma. O segundo argumento é de ordem cultural. “Acho que se ainda fosse possível retomar a tradição era uma coisa de facto maravilhosa, em termos das nossas particularidades culturais”, defende Adolfo Lima.Já os do lado oposto, dizem que, hoje, seria difícil encontrar pessoas que estivessem aptas para praticar caça ao cachalote na Região. No entanto, o principal factor é mesmo a pressão política. “Os obstáculos imensos que uma tentativa de voltar a caçar cachalotes ira causar seriam imensos. Não vejo que haja essa hipótese”, defende João Pedro Barreiros. “Acho que a questão de voltar à baleação é completamente utópica neste momento”, reafirma. Num ponto os dois estão em sintonia. O whale whacthing não vem substituir a caça ao cachalote. Segundo João Pedro Barreiros é possível mesmo coordenar as duas, como acontece noutros países. “A Noruega continua a fazer baleação dirigida à baleia anã e tem uma indústria pujante de observação de cetáceos”, exemplifica. João Pedro Barreiros defende que o assunto deveria ser discutido num debate com todos os interessados na matéria, em que fossem apresentados todos os argumentos. Segundo o professor da Universidade dos Açores, deveriam ser ouvido “biólogos, responsáveis políticos da época em que a caça foi proibida e actuais, historiadores, sociólogos”, entre outros e acentua que o tema deveria ser abordado com seriedade.

(in Diário Insular)

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sábado, agosto 08, 2009

Lei da caça submarina

O biólogo e investigador da Universidade dos Açores, João Pedro Barreiros, desafiou ontem o subsecretário regional das Pescas, Marcelo Pamplona, para um debate público sobre a lei da caça submarina, que praticantes da modalidade no arquipélago defendem dever ser alterada.João Pedro Barreiros sustentou que o subsecretário regional anda “mal informado e aconselhado” sobre a matéria, reforçando que só um debate poderá esclarecer a opinião pública.“O sr. subsecretário demonstra que está mal informado, citando pareceres do DOP e esquecendo que sou investigador do DOP e falando sobre o mero, quando sou a pessoa que estuda o mero”, adiantou, em declarações à RDP/Açores.Recorde-se que o subsecretário regional das Pescas afirmou, a DI, que “não há razões objectivas” para que se permita a caça de meros nos Açores. “O facto de termos meros na Região deve-se à proibição da sua caça”, disse.“Corremos o risco de acabar com o cartaz turístico da nossa Região”, alertou ainda o governante.
Nova lei
Conforme DI noticiou no início desta semana, os praticantes de caça submarina querem uma nova lei da actividade nos Açores. João Pedro Barreiros, professor da Universidade dos Açores e adepto da modalidade criticou a lei existente. Na opinião do investigador, a actual lei seguiu em frente sem qualquer base científica. “Em vez de partir de fundamentação científica parte de uma ideia discriminatória da pesca submarina”, lançou. João Pedro Barreiros garantiu ainda ter entregue ao Governo Regional em 2005 e 2007 documentação com justificações para a elaboração de um Decreto Legislativo Regional sobre caça submarina.Uma das principais regras contestadas por João Pedro Barreiros é a proibição da caça de meros. “Não há qualquer justificação científica para a proibição de caça da espécie”, assegurou.

(in Diário Insular)

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Caçadores defendem debate público com subsecretário das pescas

quinta-feira, agosto 06, 2009

CAÇA SUBMARINA Praticantes pedem alteração da legislação

Os praticantes de caça submarina querem uma nova legislação da actividade nos Açores. João Pedro Barreiros, professor da Universidade dos Açores e adepto da modalidade critica a lei existente. Para o praticante de caça submarina a legislação actual foi feita “sem ter por base nenhum dado científico”. “Em vez de partir de fundamentação científica parte de uma ideia discriminatória da pesca submarina”, acusa. João Pedro Barreiros diz ter entregado ao Governo Regional em 2005 e 2007 documentação com justificações para a elaboração de um Decreto Legislativo Regional sobre caça submarina. No entanto, as recomendações do biólogo não foram tidas em consideração pelo executivo. O investigador optou então por entregar a mesma documentação aos partidos da oposição, que no mandato anterior era representada pelo PSD e pelo CDS-PP. Em Setembro, João Pedro Barreiros admite fazer chegar as suas considerações aos partidos que agora integram a oposição, CDU, PPM e BE. João Pedro Barreiros acusa os governantes de “autismo”, por insistirem em “manterem em vigor algo que é absurdo”. “Vou continuar a manifestar a minha opinião”, garante. O investigador da Universidade dos Açores assume ainda que está “à disposição do Governo Regional e dos partidos da oposição para discutir o assunto”. Uma das regras que João Pedro Barreiros coloca em causa é a proibição da caça de meros. Para o praticante de caça submarina não há qualquer justificação científica para a proibição de caça da espécie. João Pedro Barreiros garante que os meros não estão em vias de extinção. Para o investigador, a proibição de captação de meros é feita com base num “preconceito”.
LEI PERMANECE IGUAL
Contactado pelo DI, o Subsecretário Regional das Pescas diz que “não há razões objectivas” para que se permita a caça de meros nos Açores. “O facto de termos meros na Região deve-se à proibição da sua caça”, assegura. Para o subsecretário a alteração poderá trazer consequências para os Açores. “Corremos o risco de acabar com o cartaz turístico da nossa Região”, acrescenta. Marcelo Pamplona assegura que o diploma de pesca lúdica foi debatido e apresentado na Assembleia Legislativa Regional em 2007. Para o subsecretário, é preciso ter uma “atitude precaucionária” em relação à caça submarina, “porque se considera que as pessoas que praticam pesca submarina devem ter limites”. Segundo Marcelo Pamplona a actividade não pode ser realizada “só pelo prazer de matar”. Tendo por base as tradições históricas da Região, a pesca submarina é permitida apenas para consumo doméstico. O subsecretário das Pescas garante ainda que a lei tem o parecer favorável do Departamento de Oceonografia e Pescas da Universidade dos Açores, “a entidade competente na Região para dar pareceres sobre o assunto”.
Falta de organização justifica rejeição de torneios de caça submarina
João Pedro Barreiros critica também a proibição de um torneio de caça submarina nas Sanjoaninas. Segundo o Subsecretário Regional das Pescas as várias propostas de torneios da actividade a que teve acesso pecavam pela falta de organização. Para Marcelo Pamplona a realização de um torneio de pesca desportiva implica a definição das marcas desportivas que se pretende alcançar, uma medida que o responsável pelas pescas diz que está presente na lei. O subsecretário adianta ainda que quando se organiza um evento deste género, é obrigatório ter em atenção as questões de segurança. “É preciso definir a zona de resguardo”, salienta. Marcelo Pamplona acrescenta, por fim, que é importante definir com exactidão a a zona em que se vai fazer o torneio. O subsecretário das pescas garante que nenhuma destas medidas estava presente nos pedidos de realização de torneios de caça submarina que recebeu. Ainda assim, Marcelo Pamplona admite alterar a sua posição, caso as propostas tenham estes aspectos em atenção. “Se melhorarem os pedidos de torneios de caça submarina, podemos reavaliar o processo”, assegura.

(in Diário Insular)

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domingo, agosto 02, 2009

UM DOS CETÁCEOS MORREU ENCALHADO

Apareceram na passada terça-feira quatro baleias-de-bico na Praia da Riviera. Apesar dos esforços para reencaminhar os cetáceos, um encalhou e morreu. BALEIA-DE-BICO que encalhou na Praia da Riviera aguarda por necropsiaJá voltaram ao mar duas das quatro baleias-de-bico que se aproximaram de terra na baía da Praia da Vitória. Até ao fecho da edição, um dos cetáceos encontrava-se ainda junto ao cais de passageiros do porto. Apesar dos esforços das várias entidades envolvidas, uma das baleias encalhou durante a noite e acabou por morrer.As baleias apareceram na passada terça-feira junto à Praia da Riviera, mas ao logo do dia de ontem, dois dos cetáceos retomaram o seu rumo, por vontade própria. De acordo com o comandante Rodrigues Gonçalves, da capitania do Porto da Praia da Vitória, as entidades envolvidas foram aconselhadas pelo Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores (DOP) a não interferirem com o animal, para que este se pudesse acalmar e seguir viagem naturalmente. Quanto à baleia morta, foi encaminhada para o Matadouro da Praia da Vitória, onde será submetida a uma necropsia. A investigadora do DOP, Mónica Silva, especialista em cetáceos, era apontada como possível escolha para efectuar o procedimento, embora até ao fecho da edição ainda não existisse confirmação. Durante todo o dia de ontem, entidades ligadas à capitania do Porto da Praia, como a Marinha e a Polícia Marítima reuniram esforços para encaminhar as baleias para mar alto. Também a direcção regional do Ambiente participou na operação, que contou com a colaboração de alguns populares mais curiosos, para lá dos cientistas da Universidade. De acordo com o biólogo João Pedro Barreiros, é complicado reencaminhar os animais nestas circunstâncias, visto que as baleias tendem a desorientar-se com o barulho dos barcos e dado que se encontram numa baía fechada, com declives suaves. “A Capitania fez imensos esforços mas elas assustam-se com os barcos e desorientam-se”, explica.O biólogo da Universidade dos Açores explica que é comum surgirem animais deste tipo perto da costa açoriana. “Todos os anos há casos destes”, confirma.As baleias-de-bico pertencem a uma família de cetáceos dentados cujos membros se assemelham a golfinhos, chamada de ziphiidae. São animais pouco conhecidos e raramente avistados no mar, por viverem em mar alto e serem mais tímidos do que outras espécies como os golfinhos ou os cachalotes.

(in Diário Insular)

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sexta-feira, julho 31, 2009

Baleias na Praia da Vitória

Baleias conseguem sair do areal da Praia da Vitória

A última das quatro baleias que entraram terça-feira no Porto Oceânico da Praia da Vitória, na Terceira,já regressou ao mar, revelou hoje o comandante da Capitania do Porto de Angra do Heroísmo, Rodrigues Gonçalves.
Duas das quatro baleias de bico tinham conseguido sair quinta-feira das águas daquele porto, enquanto a restante morreu depois de ter encalhado na areia.
Esta baleia foi removida para o Matadouro Industrial da Terceira, onde será hoje submetida a uma necropsia por uma equipa liderada por uma especialista do Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores.
Por razões ainda não esclarecidas, um grupo de quatro baleias de bico entrou terça-feira na baía do Porto Oceânico da Praia da Vitória.
João Pedro Barreiros, especialista em comportamento animal, admitiu que as baleias possam ter sido desorientadas pelo ruído. "São animais muito sensíveis ao ruído, que os transtorna e cansa", afirmou, acrescentando que a Baía da Praia da Vitória "tem muito ruído, águas pouco profundas e declives suaves".
Esta conjugação de factores pode ter "desorientado os animais".
Apesar de ainda não terem chegado a conclusões definitivas, os especialistas admitem que se trata de baleias de bico (Sowerdy-Mesoplodomebidens), que pertencem à família dos cetáceos com dentes (Ziphidae).
Trata-se de animais "praticamente desconhecidos ao nível bio-ecológico", já que "vivem afastados do ruído, longe da costa, a grandes profundidades, onde se alimentam".
(In Lusa)

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quarta-feira, julho 29, 2009

Tartaruga salva na Terceira e devolvida ao mar

Uma tartaruga Caretta caretta foi salva esta tarde nos Salgueiros, ilha Terceira, por homens do Comando Local da Polícia MArítima da Praia da Vitória - anunciou a Marinha.
O animal encontrava-se preso nas rochas quando foi detectado por nadadores-salvadores da zona balnear dos Salgueiros, que avisaram as autoridades.Recolhida e tratada nas instalações da Capitania do Porto da Praia da Vitória, a tartaruga foi devolvida ao mar com a ajuda de surfistas na zona do Forte de Santa Catarina. A Caretta caretta é a tartaruga mais comum nos Açores. Nasce na costa americana e viaja pelo Atlântico até à idade adulta, alimentando-se de medusas. Por vezes, estas tartarugas confudem plásticos e detritos à deriva no mar com alimento e acabam por morrer asfixiadas. De acordo com João Pedro Barreiros da Universidade dos Açores, também a pesca de palangre é uma ameaça à espécie.

(In Antena 1-Açores)

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segunda-feira, julho 20, 2009

“Whale watching” não substitui baleação

JOÃO PEDRO BARREIROS considera que baleação está “fora de questão” actualmente.
Para o biólogo João Pedro Barreiros, actualmente não existem condições económicas nem políticas para recuperar a caça ao cachalote nos Açores. Na opinião do biólogo João Pedro Barreiros, o whale wachting, apesar de actividade com potencialidades nos Açores, não surge como substituto à caça de cachalotes. “O whale watching nunca foi nem nunca vai ser um complemento à caça de cachalotes”, frisa. Para o professor da Universidade dos Açores, a possibilidade de substituição não passa de uma “ideia política errada”. Ainda assim, o biólogo acredita que o whale wathcing é uma “actividade crescente”, que tem mesmo interesse científico. João Pedro Barreiros salienta a actividade tem “condições únicas nos Açores”, dada diversidade de espécies que é possível observar. De acordo com o professor, passam pelo arquipélago cerca de 30% das espécies de cetáceos existentes no mundo.
BALEAÇÃO IRRECUPERÁVEL

Para João Pedro Barreiros, a baleação nos Açores “está fora de questão”. O professor da Universidade dos Açores reconhece que a forma como a caça ao cachalote foi proibida na Região foi “abrupta”. No entanto, defende que actualmente não existem condições para se retomar a actividade. Com a entrada de Portugal na União Europeia, passa a ser proibida a captura de qualquer animal marinho no país. Ainda assim, e apesar da forma brusca como a caça foi banida, João Pedro Barreiros defende que a actividade já estaria condenada na altura, dado que os produtos extraídos dos cachalotes estariam a “cair em desuso” e a serem substituídos por materiais sintéticos. Hoje, João Pedro Barreiros considera que não se justifica recuperar a actividade. “Não faz qualquer sentido. É perfeitamente utópico”, sublinha. Para o biólogo não existem condições económicas nem políticas para o fazer. Segundo o professor da Universidade dos Açores, actualmente não existe mercado para a captura de cachalotes. Depois o que é que se fazia com os animais capturados?”, questiona. O professor lembra que a caça à baleia nos Açores foi uma actividade rica etnograficamente e com um “património cultural extraordinário”. João Pedro Barreiros salientou que a união entre a população que participava na actividade era “única”, no entanto defende que é “irrecuperável”. De acordo com o biólogo não existe, hoje em dia, uma segunda geração interessada na actividade. À falta de mão-de-obra qualificada, João Pedro Barreiros acrescenta ainda a falta de fábricas com capacidade para trabalhar a matéria-prima. João Pedro Barreiros garante ainda que a caça ao cachalote não é praticada em país nenhum do mundo actualmente. A caça à baleia, pelo contrário, continua a ser realizada no Japão, na Islândia e na Noruega, assim como nalguns países em situações pontuais de caça aborígene. Nos Açores, o biólogo admite que poderia ser colocada a hipótese de captar mamíferos “em situações muito pontuais” com fins científicos, no entanto alerta para o facto de se tratar de um acto “muito complicado” politicamente. O debate sobre a recuperação da caça à baleia nos Açores foi lançado recentemente por Victor Hugo Forjaz, que defendeu a retoma da actividade de “forma moderada”.
Conferencistas internacionaisdebatem baleação no Pico
As Lajes do Pico acolhem no próximo dia 24 um seminário internacional sobre baleação, intitulado de “Memória e Identidade – uma perspectiva multicultural”. O seminário terá lugar na Sociedade Filarmónica Liberdade Lajense, a partir das 09h00. De entre o leque de conferencistas que participam no evento, destacam-se Fabiana Comerlato (Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal da Bahia), Luís Freitas (Museu da Baleia da Madeira), James Russell (New Bedford Whaling Museum), Graça Filipe (Ecomuseu do Seixal), Jan Erik Ringstad (The Whaling Museum Sandefjord, da Noruega), Dionísio Pereira González (Federación Galega pola Cultura Marítima e Fluvial), José António Rodrigues Pereira (Museu da Marinha) e Manuel Francisco Costa Júnior (Museu do Pico). A iniciativa é organizada pelo Museu do Pico e integra-se no Projecto Comunitário “Baleiaçor”, que conta com o apoio da Direcção Regional da Cultura da Presidência do Governo e da EEA Grants, o Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu que o custeia. Integrado no mesmo projecto, realizar-se-á no dia 25, a partir das 15 horas, a 1.ª edição da Regata João Baptista Medina, com a participação de botes baleeiros das Ribeiras.

(In Diário Insular)

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quarta-feira, julho 15, 2009

Use of plastic debris as shelter by an unidentified species of hermit crab from the Maldives

João P. Barreiros a1 and Osmar J. Luiz Jr a2
a1 Departamento de Ciências Agrárias and ImarAçores, Universidade dos Açores, 9701-851 Angra do Heroísmo, Portugal
a2 Departamento de Zoologia, Universidade Estadual de Campinas, 13083-970 Campinas, SP, Brazil

An unidentified species of hermit crab from the Maldives was photographed using a plastic box as shelter instead of a natural shell. This could be a result of increased pollution and shell collection disrupting the natural processes in coral reefs.
(in Marine Biodiversity Records)

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terça-feira, julho 14, 2009

A HISTÓRIA ABSURDA DA PROIBIÇÃO DE UM TORNEIO DE CAÇA SUBMARINA

João Pedro Barreiros

No último dia das Sanjoaninas 2009 deveria ter acontecido um torneio de caça submarina . Não foi o mau tempo que o impediu, não foi pois nem a chuva, nem a forte ondulação, nem as águas-vivas e nem mesmo as abundantes caravelas-portuguesas. Foi um conjunto de senhores de fato e gravata que, mais uma vez e agindo do alto do seu prepotente poder discriminatório, preconceituoso e mal-informado – quiçá ignorante, agindo de má-fé e/ou incompetente – resolveu proibir (ou não autorizar) a realização desse mesmo torneio.
Vamos aos factos:

1. No passado dia 16 de Maio, integrado no Festival Náutico comemorativo do Dia da Marinha, realizou-se, na zona balnear das 5 Ribeiras, um torneio de caça submarina, em duplas, devidamente autorizado pela Subsecretaria Regional das Pescas;

2. Nesse mesmo torneio o regulamento autorizava cada dupla a capturar um máximo de 10 exemplares de cada espécie válida;

3. Participaram 6 duplas que capturaram 35 peixes para um peso total de 52,760 kg, o que perfaz uma média de 4,396 kg/pessoa ou 2,916 peixes/pessoa;

4. Passando estes dados para um dos índices mais utilizados na Biologia Pesqueira – Capturas por Unidade de Esforço ou CPUE – obtemos os seguintes valores de 0,122 kg/pessoa/hora ou 0,081 peixes/pessoa/hora;

5. A Comissão de Desporto das Sanjoaninas 2009 solicitou, à mesma Subsecretaria, autorização para a realização de um torneio no passado dia 28 de Junho a ter lugar igualmente na zona balnear das 5 Ribeiras. No regulamento proposto limitavam-se as capturas a 20 exemplares por dupla, ou seja, cumprindo as limitações em vigor para a pesca lúdica na modalidade. Note-se que esta proposta foi feita para fomentar o esforço da selectividade deste desporto até porque, a pesca desportiva, permite um maior número de exemplares capturados. O próprio regulamento ainda aumentava mais o grau de dificuldade do torneio ao limitar a 5 o número de exemplares de cada espécie;

6. Esse pedido foi indeferido através de um ofício que foi lido e/ou mostrado a alguns caçadores submarinos nos quais me incluo, mas não entregue em cópia por, e passo a citar, se temerem “consequências menos agradáveis”;

7. Contactei, por telefone e por correio electrónico, o Director do Gabinete de Formação e Certificação da Subsecretaria supramencionada uma vez que era a pessoa que havia assinado o referido ofício. Tentei explicar o absurdo da não autorização, tentei contactar o próprio Subsecretário e enviei mensagens por e-mail ao referido Director que ficaram sem resposta. Numa dessas mensagens pedi que me fosse enviado o dito ofício em que, segundo consta, estava escrito que “a pesca submarina é demasiado predatória e extractiva” ;

8. Foi dito, e de novo passo a citar, aos responsáveis pelo desporto das Sanjoaninas 2009, que “não valia a pena insistir no pedido de autorização”;

9. Para esse mesmo dia 28 de Junho foi autorizado um torneio de pesca de corrico e outro de pesca de fundo – “jigging” neste caso concreto;

10. Assim sendo, e sendo eu o delegado da Associação Portuguesa de Pesca Submarina e Apneia nos Açores, juntamente com um grupo de caçadores submarinos, decidimos organizar não um torneio mas sim um encontro de caça submarina precisamente no mesmo local onde o torneio deveria ter tido lugar e onde, como acima se refere, se realizou o do Dia da Marinha – a zona balnear das 5 Ribeiras;

11. Deste modo, às 10h do passado dia 4 de Julho concentrámos 12 caçadores submarinos no local e, às 11h, entrámos na água, munidos das nossas licenças, para caçar um máximo de 10 peixes por pessoa – como permite a Legislação em vigor – num prazo máximo de 2h;

12. No final, estes 12 caçadores capturaram 32 peixes de valor desportivo, como se pode ver na foto, distribuídos pelas seguintes espécies: 1 abrótea, 3 sargos, 17 vejas, 3 garoupas, 6 bodeões-vermelhos e 2 bicudas;

13. Fazendo as contas, este nosso acto predatório tão temido pela tutela resultou na escandalosa quantidade de 0,11 peixes/pessoa/hora! Como não se tratava de uma competição não pesámos os peixes, ninguém ganhou troféus, não houve prémios mas passámos umas horas de são convívio demonstrando o quão ridícula foi a atitude das entidades responsáveis ao não autorizarem o torneio.
Repare o leitor que o que acabou de ler é um veemente protesto público causado por um preconceito inaceitável em relação à forma de pesca mais ecológica e selectiva que conheço. Uma forma de capturar peixes extremamente exigente, condicionada pelo estado do mar como nenhuma outra, que não deixa resíduos e que, na grande maioria dos casos, não captura peixes abaixo do tamanho de 1ª maturação.Está mais que na hora de se acabar com esta atitude descabida, sem qualquer fundamento científico e inaceitavelmente discriminatória. Nem sequer a tutela faz a mínima ideia do impacto da caça submarina nos Açores, não tem números que lhe permitam fundamentar limitações e produz legislação baseada em tudo menos no que deveria – bom-senso, inteligência e conhecimento.Afinal, acabámos por caçar no local previsto, dentro do regulamento que havia sido proposto mas sem competir. Houve, porém, algo de “criminoso” que fizemos, uma vez que se trata de uma tradição dos torneios de caça submarina – todo o peixe capturado foi oferecido à Cáritas da Terceira, representada no local pela sua Directora Engenheira Anabela Borba, que se encarregou da respectiva distribuição a Instituições de Solidariedade Social.
P.S.: No dia do nosso encontro de caçadores submarinos dei, juntamente com um jovem companheiro de caça submarina, e como porta-vozes do grupo que participou no encontro, uma entrevista à RTP-Açores que não foi transmitida. Na manhã do dia 7 do corrente dei outra entrevista à RTP-Açores, desta feita no programa “Bom Dia Açores” que foi relegada para a 3ª parte do referido programa ficando pois indisponível no respectivo site e não tendo sido repetida na transmissão do mesmo programa na tarde do mesmo dia. Obviamente que a caça submarina é o menor dos problemas que temos. No entanto, confesso que achei estranha esta mesma situação pois senti que estava a incomodar…

(in Diário Insular)

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segunda-feira, julho 06, 2009

Caçadores do mar lutam contra lei da pesca lúdica

Contra a lei da pesca lúdica, que consideram “incompetente”, os caçadores subaquáticos estiveram em luta em terra e nos mares da ilha Terceira.
Caçadores subaquáticos reuniram-se à volta da ilha Terceira numa jornada de caça e contacto com as populações, tendo por objectivo protestar contra a lei da caça lúdica em vigor nos Açores. O ponto de partida foi na freguesia das Cinco Ribeiras, partindo daí os caçadores para a sua jornada de protesto. A discordância em relação à lei da pesca lúdica é antiga, mas a gota de água que leva os caçadores à acção foi a proibição de uma jornada de caça submarina que estava prevista para as Sanjoninas 2009.

“Não nos deram o documento da proibição, não sei por qual razão, mas disseram-nos que a caça submarina era considerada uma pesca demasiado extractiva e predadora. Ora, isso é um absurdo e é preciso acabar com esses preconceitos”, disse ao DI o Professor João Pedro Barreiros, representante nos Açores da Associação Portuguesa de Caça Submarina e Apneia. O biólogo marinho estranha que a jornada de caça submarina das Sanjoaninas tenha sido proibida, quando uma jornada idêntica tinha acabado de ser autorizada integrada nas comemorações do Dia da Marinha nos Açores.

INCOMPETÊNCIA

Segundo João Pedro Barreiros, o que está em causa na lei da pesca lúdica é “incompetência”. “Sentaram umas pessoas numa secretária e disseram-lhes para fazerem uma lei. Essas pessoas não sabiam nada daquilo, mas fizeram a lei. O resultado é o que se está a ver...”, desabafou o biólogo marinho. Entre os exemplos de alegada incompetência aponta a proibição de caça ao mero, peixe em que Barreiros é o único cientista que tem estudado fora do Mediterrâneo (tem trabalhado com equipas de pesquisa nos Açores e no Brasil). “Há meros em abundância, a extinção da espécie não está nem nunca esteve em causa. Mas alguém se lembrou de proibir a caça e pronto...”, acusa. Outro caso tem a ver com o limite de dez exemplares por caçador. “É um absurdo. Pode-se caçar meia tonelada de lírios, porque os peixes são grandes, o que é um disparate, mas só se podem caçar dez salmonetes, que têm para aí 600 gramas cada um”, observa. A alegada “confusão científica” pelo facto de o polvo, um molusco, estar envolvido nesta lei ao lado dos peixes, é também apontada por João Pedro Barreiros. O biólogo afirma que não está a dizer nada de novo. “Já disse isto no tempo certo, mas sem efeito”, lamenta.

(in Diário Insular)

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terça-feira, junho 16, 2009

Importância Ecológica de Gaidropsarus guttatus (Collett, 1890) dos Açores com base no seu comportamento alimentar.

Realizaram-se, no dia 15 de Junho, pelas 15 horas, no Auditório do Complexo Pedagógico do Departamento de Ciências Agrárias, as provas de Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza, requeridas pela licenciada Madail Denise Ormonde Ávila. As provas foram avaliadas por um Júri presidido (por designação do Reitor) pelo doutor Eduardo Manuel Ferreira Dias, professor auxiliar da Universidade dos Açores, sendo vogais os Doutores Emanuel João Flores Gonçalves, professor associado do Instituto Superior de Psicologia Aplicada, João Pedro da Silva Ramos Barreiros, professor auxiliar com agregação da Universidade dos Açores, e Rui Miguel Pires Bento da Silva Elias, professor auxiliar da Universidade dos Açores.
As provas constaram da discussão pública, com crítica e defesa, de uma dissertação intitulada Importância Ecológica de Gaidropsarus guttatus (Collett, 1890) dos Açores com base no seu comportamento alimentar.

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terça-feira, junho 02, 2009

Avaliação de duas técnicas de sensibilização ambiental acerca das Piscinas Naturais

Autores: Orjana L. Risch, Rosalina Gabriel, João Pedro Barreiros
Instituição: Universidade dos Açores

As piscinas naturais (piscinas de maré) existem na zona intertidal, formando-se com a variação da maré, em áreas planas de rocha resistente. O tipo de rocha exposta e a amplitude de maré, assim como o impacto das ondas e dos ventos, os factores químicos naturais, e a raspagem e perfuração realizada por organismos intertidais, são importantes processos que influenciam a formação das piscinas. Uma grande riqueza de organismos marinhos pode habitar estas zonas, ficando sujeitos a um elevado grau de variabilidade ambiental, ditado pelo forte hidrodinamismo,
alternância de marés e grau de imersão, bem como a variações de salinidade e temperatura. Apesar destas condicionantes, as piscinas naturais são áreas importantes de criação para muitas espécies, devido às condições de temperatura das águas, protecção de predadores e abundância de recursos alimentares necessários às fases iniciais do desenvolvimento. Apesar do seu importante e reconhecido papel na reprodução, desenvolvimento e consequentemente na conservação de diversas espécies marinhas, estes habitats vêm sofrendo influências antrópicas críticas ao longo dos anos e essas piscinas por serem facilmente acessíveis são sistemas particularmente vulneráveis. Neste sentido, a consciência da população a respeito da importância deste ecossistema, torna-se altamente relevante para sua conservação. Este projecto tem como objectivo geral avaliar duas técnicas de sensibilização ambiental acerca das Piscinas Naturais (palestra e visita), através da avaliação da estrutura das representações e conhecimento sobre o tema em uma amostra de 130 alunos do 9º ano do ensino básico (14-17 anos) na ilha Terceira (Açores, Portugal). A metodologia inclui três momentos de avaliação separados no tempo: i) antes de qualquer interacção; ii) imediatamente a seguir a um dos dois tipos de interacção previstas (comunicação oral de 30 mn ou visita à uma piscina natural, também durante 30 mn) e iii) um momento final dois meses após a interacção. Um grupo controlo, que não recebe qualquer informação, vai também participar na investigação. A todos os grupos, e nos três momentos, são aplicados um teste de associação livre de palavras, seguido de um questionário para avaliação do conhecimento e percepção dos participantes sobre o tema "Piscinas Naturais".

(In Encontro de Inovação Educacional)

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quarta-feira, maio 27, 2009

X SIMPOSIO DE ICTIOLOGÍA

O professor João Pedro Barriros, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores participa em Medellín, na Colombia, no I Simposio Suramericano de Ictiólogos. Neste momento está em trabalho de campo na floresta tropical de altitude anexa a plantações de café.
O Professor irá proferir palestra, a 27 a 29 de Maio de 2009.

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terça-feira, maio 19, 2009

Dia Mundial da Internet

"A Internet é um meio de comunicação que permite, pela primeira vez, a comunicação de muitos para muitos em tempo escolhido e a uma escala global. É o instrumento tecnológico e a forma organizativa que distribui o poder da informação." (Castells, 2004).
Nem de propósito, durante a última semana, sentimos bem o que é fazer parte de uma rede e o poder da comunicação e da informação através da Internet.
Quando aderimos à campanha Send a Whale, o publicámos e o comunicámos a Blogues Amigos e Seguidores, ajudámos a criar uma onda de adesão e entusiamo pela campanha.
Foram muitos os nossos alunos que aderiram em força:
"Professora, já fiz a minha baleia, a do meu irmão, a do meu pai e a da minha mãe." Miguel
Foram muitos os Blogues Amigos que ajudaram a difundir a campanha:
Foram muitos os amigos que criaram baleias:
Obrigada a todos os que formam a nossa rede de amigos online.
Agradecemos, também, ao Professor Dr. João Pedro Barreiros do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores que, por correio electrónico, nos deu a conhecer esta campanha.
No dia Mundial da Internet, recorda as regras para uma utilização segura da Internet.

(In BLOGando n@ Escola)

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domingo, abril 26, 2009

FIPED II - A formação militar (Métodos e Técnicas Pedagógicas)

No âmbito do FIPED II, realizou-se no 22 de Abril – 11h00 (Auditório do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores), coordenado pelo Professor Doutor João Pedro Barreiros
uma mesa redonda/debate sobre "A Formação Militar - Métodos e Técnicas Pedagógicas" com a participação de altas patentes do exército português do RGA de Angra do Heroísmo.


1. A Instituição militar tem uma experiência pedagógica acumulada muitíssimo rica, em virtude do papel que sempre desempenhou enquanto entidade formadora e certificadora dos cidadãos;

2. Entende-se por Método Pedagógico o conjunto coerente de acções destinadas a desenvolver novas capacidades, pela aplicação coordenada de determinadas técnicas e procedimentos. Nesta definição de base está compreendida uma tríplice interacção entre o conhecimento (saber), o formador (ensino) e o formando (aprendizagem), através do recurso a métodos fundamentais, de aplicação autónoma ou conjugados entre si, em função das circunstâncias específicas, a saber:
Método Expositivo (Fases: preparação; desenvolvimento; conclusão. Técnicas: exposição oral; realização de exercícios e/ou trabalhos práticos);
Método Demonstrativo (Fases: preparação; demonstração; conclusão. Técnica: Training Within Industry, ou seja, "Formação em Exercício", pelo recurso à exemplificação prática);
Método Interrogativo (de vocação complementar dos métodos anteriores e de natureza socrática, visa sobretudo proporcionar uma discussão que permita o reforço positivo dos conhecimentos veiculados. Técnicas: indutiva; dedutiva; ensino programado);
Método Activo (Coloca o ênfase nas competências relacionais e comunicacionais, pressupondo um papel (pró)activo do formando na busca pelo conhecimento, cabendo ao formador uma autoridade de carácter eminentemente funcional. Principais técnicas: pedagogia do projecto; autoscopia; case study; brainstorming; simulação; jogo pedagógico).
Evidentemente que cada um dos 4 métodos apresenta vantagens e desvantagens, devendo a ponderação da sua escolha, isolada ou conjunta, ter em conta os instrumentos disponíveis, as técnicas a aplicar, o perfil dos formandos e os objectivos qualitativos a atingir. Sem esquecer que o formando, mais do que aquilo que lê, ouve ou vê, retém fundamentalmente a informação que voluntariamente submete à sua própria reflexão/análise crítica, na sequência de processos de participação para os quais se encontre altamente motivado.
A formação militar – A Abordagem Sistémica da Instrução (ASI)
1. A Instituição militar tem uma experiência pedagógica acumulada muitíssimo rica, em virtude do papel que sempre desempenhou enquanto entidade formadora e certificadora dos
cidadãos;
2. No que diz respeito ao Regimento de Guarnição N.º1, a formação militar adopta uma estratégia pedagógica alicerçada na chamada Abordagem Sistémica da Instrução (ASI), cujo travejamento conceptual e teórico-prático repousa nos seguintes elementos essenciais:
a) No plano global do Exército, a ASI decorre do Comando da Instrução e Doutrina do Exército Português, através da Direcção de Formação. No que ao RG1 diz respeito, aquela Abordagem é tutelada pelo Comando Operacional da Zona Militar dos Açores (ZMA) e repartida entre o RG1 e o RG2, embora sob a autoridade técnica do Comando da Instrução e Doutrina do Exército;
b) A estratégia pedagógica desenrola-se fundamentalmente em 4 grandes etapas, global e sistemicamente consideradas:
Etapa da Análise: comportando a selecção das tarefas; definição de padrões qualitativos comportamentais e operacionais; caracterização do target organizacional a atingir;
Etapa da Concepção: em que se procede à definição de objectivos; determinação dos conteúdos; selecção dos métodos e meios;
Etapa da Implementação: consiste na condução dos Cursos e das Acções de Formação propriamente ditas, na sequência e em coerência com as etapas anteriores. É a verdadeira fase da transmissão do conhecimento e dos saberes;
Etapa da Avaliação: fecha o ciclo da ASI, apurando níveis qualitativos; procede à validação interna e externa da formação; faz a aferição de eventuais alterações a introduzir em futuros ciclos formativos.
(In FIPED II)

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FIPED II - Oficinas

Durante o FIPED II, que decorreu em Angra do Heroísmo a 22 e 23 de Abril de 2009, realizaram-se as seguintes oficinas:

Pesquisa em Literatura infanto-juvenil - Orientadoras: Profa Dra M. Lúcia Pessoa Sampaio e Profa Dra Alessandra Cardoso de Freitas.

Investigação em Jardim-de-Infância: Propostas de trabalho em metodologia integrada-Orientadores: Marco Batista, Carla Nunes, Elsa Leitão e Rita Pereira

Biodiversidade em grutas - Orientadores: Professores Doutores Paulo Borges e Rosalina Gabriel Investigação em TIC na educação - Orientador: Professor Doutor Manuel Salvador Lima

Investigação em Software educativo - Orientador: Mestre Miguel Dias

Métodos de aquisição de dados biológicos em mergulho - Orientador: Professor Doutor João P. Barreiros
Pesquisa em alfabetização - Orientador: Professor Doutor Émerson de Pietri

Pesquisa em Aquisição da Linguagem - Orientadora: Professora Doutora Cláudia Rosa Riolfi.

(In FIPED II)

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