segunda-feira, agosto 03, 2009

Baleias salvas na Terceira morrem no Faial

Três baleias de bico apareceram mortas na Praia do Almoxarife, na cidade da Horta, Faial e tudo indica tratar-se dos três cetáceos que estiveram dois dias no Porto Oceânico da Praia da Vitória, na Terceira.
Segundo o director dos Serviços de Ambiente do Faial, Nuno Pacheco, citado pela Lusa, vários guardas da natureza, agentes da Polícia Marítima e elementos do Clube Naval da Horta, além de alguns populares, tentaram ajudar uma das baleias, que ainda estava viva junto ao areal, mas não tiveram sucesso.
O mesmo responsável afirma que o estado do animal e a maré inviabilizaram o sucesso da operação, que também foi acompanhada por biólogos do Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores.
As três baleias serão autopsiadas para tentar determinar as causas da sua morte, salientou o director dos Serviços de Ambiente do Faial, acrescentando que serão retiradas amostras dos três animais, para efectuar diversos testes em laboratório.
Para o biólogo da Universidade dos Açores, Rui Prieto, as três baleias devem ser as mesmas que foram libertadas da Terceira. Um quarto cetáceo acabou por morrer no areal do porto oceânico da Praia da Vitória.

(In IOL Diário)

Etiquetas: , ,

Baleias de bico morrem no Faial

Três baleias de bico, aparentemente as mesmas que estiveram durante dois dias no Porto Oceânico da Praia da Vitória, na Terceira, morreram na Praia do Almoxarife, na cidade da Horta, no Faial.
O director dos Serviços de Ambiente do Faial, Nuno Pacheco, vários guardas da natureza, agentes da Polícia Marítima e elementos do Clube Naval da Horta, além de alguns populares, tentaram ajudar uma das baleias, que ainda estava viva junto ao areal, mas não tiveram sucesso.
"O esforço não resultou", lamentou Nuno Pacheco, adiantando que o estado do cetáceo e a maré inviabilizaram o sucesso da operação, que também foi acompanhada por biólogos do Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores.

Etiquetas: , ,

domingo, agosto 02, 2009

UM DOS CETÁCEOS MORREU ENCALHADO

Apareceram na passada terça-feira quatro baleias-de-bico na Praia da Riviera. Apesar dos esforços para reencaminhar os cetáceos, um encalhou e morreu. BALEIA-DE-BICO que encalhou na Praia da Riviera aguarda por necropsiaJá voltaram ao mar duas das quatro baleias-de-bico que se aproximaram de terra na baía da Praia da Vitória. Até ao fecho da edição, um dos cetáceos encontrava-se ainda junto ao cais de passageiros do porto. Apesar dos esforços das várias entidades envolvidas, uma das baleias encalhou durante a noite e acabou por morrer.As baleias apareceram na passada terça-feira junto à Praia da Riviera, mas ao logo do dia de ontem, dois dos cetáceos retomaram o seu rumo, por vontade própria. De acordo com o comandante Rodrigues Gonçalves, da capitania do Porto da Praia da Vitória, as entidades envolvidas foram aconselhadas pelo Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores (DOP) a não interferirem com o animal, para que este se pudesse acalmar e seguir viagem naturalmente. Quanto à baleia morta, foi encaminhada para o Matadouro da Praia da Vitória, onde será submetida a uma necropsia. A investigadora do DOP, Mónica Silva, especialista em cetáceos, era apontada como possível escolha para efectuar o procedimento, embora até ao fecho da edição ainda não existisse confirmação. Durante todo o dia de ontem, entidades ligadas à capitania do Porto da Praia, como a Marinha e a Polícia Marítima reuniram esforços para encaminhar as baleias para mar alto. Também a direcção regional do Ambiente participou na operação, que contou com a colaboração de alguns populares mais curiosos, para lá dos cientistas da Universidade. De acordo com o biólogo João Pedro Barreiros, é complicado reencaminhar os animais nestas circunstâncias, visto que as baleias tendem a desorientar-se com o barulho dos barcos e dado que se encontram numa baía fechada, com declives suaves. “A Capitania fez imensos esforços mas elas assustam-se com os barcos e desorientam-se”, explica.O biólogo da Universidade dos Açores explica que é comum surgirem animais deste tipo perto da costa açoriana. “Todos os anos há casos destes”, confirma.As baleias-de-bico pertencem a uma família de cetáceos dentados cujos membros se assemelham a golfinhos, chamada de ziphiidae. São animais pouco conhecidos e raramente avistados no mar, por viverem em mar alto e serem mais tímidos do que outras espécies como os golfinhos ou os cachalotes.

(in Diário Insular)

Etiquetas: , ,

sábado, agosto 01, 2009

Baleia morta foi retirada do areal da Praia da Vitória

A baleia de bico que morreu ontem encalhada na Praia da Vitória, ilha Terceira, já foi retirada pelas autoridades e transportada para o Matadouro Industrial da Terceira, onde será analisada por especialistas para determinar a causa da morte.
A informação foi revelada à Lusa, no local, por Paulo Messias, vereador da Câmara da Praia da Vitória, que acompanhou os trabalhos de remoção da baleia, com cerca de quatro metros de comprimento. As operações foram também acompanhadas por populares, que se juntaram nas imediações da baía daquela localidade para ver as baleias que ainda se encontram no interior do Porto Oceânico.
Um grupo de quatro baleias de bico entrou terça-feira na baía do Porto Oceânico da Praia da Vitória.
Uma das baleias morreu depois de ter encalhado na praia, tendo-se revelado infrutíferos até ao momento todos os esforços para fazer regressar ao oceano as três sobreviventes.
Ontem, segundo revelou à Lusa o comandante da Capitania do Porto de Angra do Heroísmo, Gonçalves Rodrigues, uma das baleias encontrava-se junto ao cais cimenteiro, enquanto as outras duas estavam nas imediações da Marina da Praia da Vitória.
As tentativas para as libertar envolvem uma dezena de elementos da Marinha Portuguesa, com uma mota de água e um semi-rígido, aguardando a Capitania o apoio solicitado à Direcção Regional do Ambiente e a especialistas da Universidade dos Açores.

(In Diário dos Açores)

Etiquetas: ,

Quarta baleia voltou ao mar

O último animal que se encontrava preso no porto da Praia da Vitória, dos quatro que lá encalharam na passada terça-feira, já se encontra liberto.
A última das quatro baleias de bico que ficaram presas no porto oceânico da Praia da Vitória já regressou ao mar, de acordo com informações avançadas à imprensa pelo comandante da Capitania do Porto de Angra do Heroísmo, Gonçalves Rodrigues. Dos quatro animais, dois foram devolvidos ao mar ontem, após esforços bastante intensos no local. Infelizmente, uma das baleias acabou por morrer, estando agora o seu corpo em análise, no matadouro industrial da Terceira, por biólogos da Universidade dos Açores.Ao momento são desconhecidas as razões que terão levado as baleias a ter este comportamento. As baleias de bico, embora vulgares nos Açores, são pouco conhecidas pelos biólogos, já que se deslocam quase sempre em grandes profundidades.Refira-se ainda que na passada terça-feira, a Polícia Marítima da Praia da Vitória já tinha recolhido uma tartaruga da espécie Caretta Caretta, que se encontrava presa nas rochas, na zona balnear dos Salgueiros e que foi devolvida ao mar com sucesso.

Etiquetas: ,

sexta-feira, julho 31, 2009

Baleias na Praia da Vitória

Baleias conseguem sair do areal da Praia da Vitória

A última das quatro baleias que entraram terça-feira no Porto Oceânico da Praia da Vitória, na Terceira,já regressou ao mar, revelou hoje o comandante da Capitania do Porto de Angra do Heroísmo, Rodrigues Gonçalves.
Duas das quatro baleias de bico tinham conseguido sair quinta-feira das águas daquele porto, enquanto a restante morreu depois de ter encalhado na areia.
Esta baleia foi removida para o Matadouro Industrial da Terceira, onde será hoje submetida a uma necropsia por uma equipa liderada por uma especialista do Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores.
Por razões ainda não esclarecidas, um grupo de quatro baleias de bico entrou terça-feira na baía do Porto Oceânico da Praia da Vitória.
João Pedro Barreiros, especialista em comportamento animal, admitiu que as baleias possam ter sido desorientadas pelo ruído. "São animais muito sensíveis ao ruído, que os transtorna e cansa", afirmou, acrescentando que a Baía da Praia da Vitória "tem muito ruído, águas pouco profundas e declives suaves".
Esta conjugação de factores pode ter "desorientado os animais".
Apesar de ainda não terem chegado a conclusões definitivas, os especialistas admitem que se trata de baleias de bico (Sowerdy-Mesoplodomebidens), que pertencem à família dos cetáceos com dentes (Ziphidae).
Trata-se de animais "praticamente desconhecidos ao nível bio-ecológico", já que "vivem afastados do ruído, longe da costa, a grandes profundidades, onde se alimentam".
(In Lusa)

Etiquetas: , ,

Baleia morre na Praia da Vitória

Uma baleia de bico morreu hoje junto à praia da Riviera, na Praia da Vitória, ilha Terceira, anunciou a marinha.
O animal fazia parte de um conjunto de quatro que apareceu nas ultimas horas na baía da Praia, junto ao cais comercial de passageiros.Não há explicações para o surgimento destas baleias no interior da baía.

Etiquetas: , ,

quinta-feira, julho 30, 2009

Açores: quatro baleias entram na Praia da Vitória

Quatro baleias entraram ao final da tarde de terça-feira na baía do Porto Oceânico da Praia da Vitória, na ilha Terceira, e têm resistido às tentativas de as devolver ao mar, tendo um dos cetáceos morrido, entretanto, após encalhar na praia.
De acordo com o o comandante da Capitania do Porto de Angra do Heroísmo, Gonçalves Rodrigues, citado pela Lusa, uma das baleias encontrava-se junto ao cais cimenteiro, enquanto as outras duas estavam nas imediações da Marina da Praia da Vitória.
As quatro baleias de bico entraram na baía ao final da tarde de terça-feira e, desde essa altura, têm resistido a todos os esforços feitos para as conduzir de novo para o oceano.
Uma dezena de elementos da Marinha Portuguesa, com uma mota de água e um semi-rígido, estão envolvidos nas operações, aguardando a Capitania o apoio solicitado à Direcção Regional do Ambiente e a especialistas da Universidade dos Açores.
(In IOL Portugal Diário)

Etiquetas: ,

segunda-feira, julho 20, 2009

“Whale watching” não substitui baleação

JOÃO PEDRO BARREIROS considera que baleação está “fora de questão” actualmente.
Para o biólogo João Pedro Barreiros, actualmente não existem condições económicas nem políticas para recuperar a caça ao cachalote nos Açores. Na opinião do biólogo João Pedro Barreiros, o whale wachting, apesar de actividade com potencialidades nos Açores, não surge como substituto à caça de cachalotes. “O whale watching nunca foi nem nunca vai ser um complemento à caça de cachalotes”, frisa. Para o professor da Universidade dos Açores, a possibilidade de substituição não passa de uma “ideia política errada”. Ainda assim, o biólogo acredita que o whale wathcing é uma “actividade crescente”, que tem mesmo interesse científico. João Pedro Barreiros salienta a actividade tem “condições únicas nos Açores”, dada diversidade de espécies que é possível observar. De acordo com o professor, passam pelo arquipélago cerca de 30% das espécies de cetáceos existentes no mundo.
BALEAÇÃO IRRECUPERÁVEL

Para João Pedro Barreiros, a baleação nos Açores “está fora de questão”. O professor da Universidade dos Açores reconhece que a forma como a caça ao cachalote foi proibida na Região foi “abrupta”. No entanto, defende que actualmente não existem condições para se retomar a actividade. Com a entrada de Portugal na União Europeia, passa a ser proibida a captura de qualquer animal marinho no país. Ainda assim, e apesar da forma brusca como a caça foi banida, João Pedro Barreiros defende que a actividade já estaria condenada na altura, dado que os produtos extraídos dos cachalotes estariam a “cair em desuso” e a serem substituídos por materiais sintéticos. Hoje, João Pedro Barreiros considera que não se justifica recuperar a actividade. “Não faz qualquer sentido. É perfeitamente utópico”, sublinha. Para o biólogo não existem condições económicas nem políticas para o fazer. Segundo o professor da Universidade dos Açores, actualmente não existe mercado para a captura de cachalotes. Depois o que é que se fazia com os animais capturados?”, questiona. O professor lembra que a caça à baleia nos Açores foi uma actividade rica etnograficamente e com um “património cultural extraordinário”. João Pedro Barreiros salientou que a união entre a população que participava na actividade era “única”, no entanto defende que é “irrecuperável”. De acordo com o biólogo não existe, hoje em dia, uma segunda geração interessada na actividade. À falta de mão-de-obra qualificada, João Pedro Barreiros acrescenta ainda a falta de fábricas com capacidade para trabalhar a matéria-prima. João Pedro Barreiros garante ainda que a caça ao cachalote não é praticada em país nenhum do mundo actualmente. A caça à baleia, pelo contrário, continua a ser realizada no Japão, na Islândia e na Noruega, assim como nalguns países em situações pontuais de caça aborígene. Nos Açores, o biólogo admite que poderia ser colocada a hipótese de captar mamíferos “em situações muito pontuais” com fins científicos, no entanto alerta para o facto de se tratar de um acto “muito complicado” politicamente. O debate sobre a recuperação da caça à baleia nos Açores foi lançado recentemente por Victor Hugo Forjaz, que defendeu a retoma da actividade de “forma moderada”.
Conferencistas internacionaisdebatem baleação no Pico
As Lajes do Pico acolhem no próximo dia 24 um seminário internacional sobre baleação, intitulado de “Memória e Identidade – uma perspectiva multicultural”. O seminário terá lugar na Sociedade Filarmónica Liberdade Lajense, a partir das 09h00. De entre o leque de conferencistas que participam no evento, destacam-se Fabiana Comerlato (Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade Federal da Bahia), Luís Freitas (Museu da Baleia da Madeira), James Russell (New Bedford Whaling Museum), Graça Filipe (Ecomuseu do Seixal), Jan Erik Ringstad (The Whaling Museum Sandefjord, da Noruega), Dionísio Pereira González (Federación Galega pola Cultura Marítima e Fluvial), José António Rodrigues Pereira (Museu da Marinha) e Manuel Francisco Costa Júnior (Museu do Pico). A iniciativa é organizada pelo Museu do Pico e integra-se no Projecto Comunitário “Baleiaçor”, que conta com o apoio da Direcção Regional da Cultura da Presidência do Governo e da EEA Grants, o Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu que o custeia. Integrado no mesmo projecto, realizar-se-á no dia 25, a partir das 15 horas, a 1.ª edição da Regata João Baptista Medina, com a participação de botes baleeiros das Ribeiras.

(In Diário Insular)

Etiquetas: , , ,