segunda-feira, agosto 10, 2009

Beaked Whales wash ashore in the Azores

Four cetaceans, identified as Beaked Whales, washed ashore in the Santa Cruz da Lagoa beach on São Miguel in the afternoon of June 24, 2009. The animals were finally driven off the coast by the Maritime Policy and volunteers (bathers and lifeguards), moving away by their own means. A month later, 4 Sowerby’s Beaked Whales (Mesoplodon bidens) washed ashore in the Praia da Vitória bay on July 28, and one ended up dead. Some have managed to be driven off the coast after a continuous operation that lasted more than 24 hours undertaken by the maritime authority (Navy and Maritime Police). Two Sowerby’s Beaked Whales washed ashore dead on the Almoxarife Beach on Faial Island yesterday night, July 30, while another one was found alive, although in a very poor health condition, swimming near the surf zone. Despite all the efforts to save the animal that took place during the night, undertaken by various entities – the Maritime Police, the Department of Oceanography and Fisheries from the University of the Azores (DOP-UAç), the Regional Secretariat for the Environment and the Sea, the Clube Naval da Horta and the aid of some citizens – the third animal was found dead submerged near the port, in the same beach this morning. These three cases are considered unusual in the Region, and thus they have drawn the attention of the entities in charge of the SRAM Network for Washed up Cetaceans of the Azores. The main issue yet to be answered is related to the reason that led these cetaceans to show this behaviour which usually occurs in deep sea.In order to find an answer for these events, the SRAM invited a marine biologist of the DOP and a team of experts in Beaked Whales of the University of Las Palmas (Canary Islands) to perform an autopsy on the whale that died in Praia da Vitória. The same group, with the additional support of the biologists from the DOP-UAç, is in the city of Horta to perform the autopsy of the three whales that died on the Almoxarife Beach. Moreover, the works undertaken on Terceira Island have counted upon the support of the Praia da Vitória City Hall, Terceira Slaughterhouse and of various citizens. The animals that died on Faial Island were transported by the services of the Regional Secretariat for Agriculture and Forestry, and the tests of the deceased animals will be carried out with the collaboration of COFACO, Lotaçor and APTO.The results of the tests carried out have been inconclusive until the present moment. The cause of death of the whales will have to be investigated through these tests, in which biologists will search for pathology signs, as it is known that one sick animal may trigger this group behaviour. The hypothesis that animals washed ashore on the three islands are connected cannot be ruled out for the moment, which will be a priority issue to be addressed by the group of scientists.
(In GACS/DRA)

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segunda-feira, agosto 03, 2009

Baleias salvas na Terceira morrem no Faial

Três baleias de bico apareceram mortas na Praia do Almoxarife, na cidade da Horta, Faial e tudo indica tratar-se dos três cetáceos que estiveram dois dias no Porto Oceânico da Praia da Vitória, na Terceira.
Segundo o director dos Serviços de Ambiente do Faial, Nuno Pacheco, citado pela Lusa, vários guardas da natureza, agentes da Polícia Marítima e elementos do Clube Naval da Horta, além de alguns populares, tentaram ajudar uma das baleias, que ainda estava viva junto ao areal, mas não tiveram sucesso.
O mesmo responsável afirma que o estado do animal e a maré inviabilizaram o sucesso da operação, que também foi acompanhada por biólogos do Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores.
As três baleias serão autopsiadas para tentar determinar as causas da sua morte, salientou o director dos Serviços de Ambiente do Faial, acrescentando que serão retiradas amostras dos três animais, para efectuar diversos testes em laboratório.
Para o biólogo da Universidade dos Açores, Rui Prieto, as três baleias devem ser as mesmas que foram libertadas da Terceira. Um quarto cetáceo acabou por morrer no areal do porto oceânico da Praia da Vitória.

(In IOL Diário)

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Baleias de bico morrem no Faial

Três baleias de bico, aparentemente as mesmas que estiveram durante dois dias no Porto Oceânico da Praia da Vitória, na Terceira, morreram na Praia do Almoxarife, na cidade da Horta, no Faial.
O director dos Serviços de Ambiente do Faial, Nuno Pacheco, vários guardas da natureza, agentes da Polícia Marítima e elementos do Clube Naval da Horta, além de alguns populares, tentaram ajudar uma das baleias, que ainda estava viva junto ao areal, mas não tiveram sucesso.
"O esforço não resultou", lamentou Nuno Pacheco, adiantando que o estado do cetáceo e a maré inviabilizaram o sucesso da operação, que também foi acompanhada por biólogos do Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores.

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domingo, agosto 02, 2009

UM DOS CETÁCEOS MORREU ENCALHADO

Apareceram na passada terça-feira quatro baleias-de-bico na Praia da Riviera. Apesar dos esforços para reencaminhar os cetáceos, um encalhou e morreu. BALEIA-DE-BICO que encalhou na Praia da Riviera aguarda por necropsiaJá voltaram ao mar duas das quatro baleias-de-bico que se aproximaram de terra na baía da Praia da Vitória. Até ao fecho da edição, um dos cetáceos encontrava-se ainda junto ao cais de passageiros do porto. Apesar dos esforços das várias entidades envolvidas, uma das baleias encalhou durante a noite e acabou por morrer.As baleias apareceram na passada terça-feira junto à Praia da Riviera, mas ao logo do dia de ontem, dois dos cetáceos retomaram o seu rumo, por vontade própria. De acordo com o comandante Rodrigues Gonçalves, da capitania do Porto da Praia da Vitória, as entidades envolvidas foram aconselhadas pelo Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores (DOP) a não interferirem com o animal, para que este se pudesse acalmar e seguir viagem naturalmente. Quanto à baleia morta, foi encaminhada para o Matadouro da Praia da Vitória, onde será submetida a uma necropsia. A investigadora do DOP, Mónica Silva, especialista em cetáceos, era apontada como possível escolha para efectuar o procedimento, embora até ao fecho da edição ainda não existisse confirmação. Durante todo o dia de ontem, entidades ligadas à capitania do Porto da Praia, como a Marinha e a Polícia Marítima reuniram esforços para encaminhar as baleias para mar alto. Também a direcção regional do Ambiente participou na operação, que contou com a colaboração de alguns populares mais curiosos, para lá dos cientistas da Universidade. De acordo com o biólogo João Pedro Barreiros, é complicado reencaminhar os animais nestas circunstâncias, visto que as baleias tendem a desorientar-se com o barulho dos barcos e dado que se encontram numa baía fechada, com declives suaves. “A Capitania fez imensos esforços mas elas assustam-se com os barcos e desorientam-se”, explica.O biólogo da Universidade dos Açores explica que é comum surgirem animais deste tipo perto da costa açoriana. “Todos os anos há casos destes”, confirma.As baleias-de-bico pertencem a uma família de cetáceos dentados cujos membros se assemelham a golfinhos, chamada de ziphiidae. São animais pouco conhecidos e raramente avistados no mar, por viverem em mar alto e serem mais tímidos do que outras espécies como os golfinhos ou os cachalotes.

(in Diário Insular)

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sábado, agosto 01, 2009

Baleia morta foi retirada do areal da Praia da Vitória

A baleia de bico que morreu ontem encalhada na Praia da Vitória, ilha Terceira, já foi retirada pelas autoridades e transportada para o Matadouro Industrial da Terceira, onde será analisada por especialistas para determinar a causa da morte.
A informação foi revelada à Lusa, no local, por Paulo Messias, vereador da Câmara da Praia da Vitória, que acompanhou os trabalhos de remoção da baleia, com cerca de quatro metros de comprimento. As operações foram também acompanhadas por populares, que se juntaram nas imediações da baía daquela localidade para ver as baleias que ainda se encontram no interior do Porto Oceânico.
Um grupo de quatro baleias de bico entrou terça-feira na baía do Porto Oceânico da Praia da Vitória.
Uma das baleias morreu depois de ter encalhado na praia, tendo-se revelado infrutíferos até ao momento todos os esforços para fazer regressar ao oceano as três sobreviventes.
Ontem, segundo revelou à Lusa o comandante da Capitania do Porto de Angra do Heroísmo, Gonçalves Rodrigues, uma das baleias encontrava-se junto ao cais cimenteiro, enquanto as outras duas estavam nas imediações da Marina da Praia da Vitória.
As tentativas para as libertar envolvem uma dezena de elementos da Marinha Portuguesa, com uma mota de água e um semi-rígido, aguardando a Capitania o apoio solicitado à Direcção Regional do Ambiente e a especialistas da Universidade dos Açores.

(In Diário dos Açores)

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Quarta baleia voltou ao mar

O último animal que se encontrava preso no porto da Praia da Vitória, dos quatro que lá encalharam na passada terça-feira, já se encontra liberto.
A última das quatro baleias de bico que ficaram presas no porto oceânico da Praia da Vitória já regressou ao mar, de acordo com informações avançadas à imprensa pelo comandante da Capitania do Porto de Angra do Heroísmo, Gonçalves Rodrigues. Dos quatro animais, dois foram devolvidos ao mar ontem, após esforços bastante intensos no local. Infelizmente, uma das baleias acabou por morrer, estando agora o seu corpo em análise, no matadouro industrial da Terceira, por biólogos da Universidade dos Açores.Ao momento são desconhecidas as razões que terão levado as baleias a ter este comportamento. As baleias de bico, embora vulgares nos Açores, são pouco conhecidas pelos biólogos, já que se deslocam quase sempre em grandes profundidades.Refira-se ainda que na passada terça-feira, a Polícia Marítima da Praia da Vitória já tinha recolhido uma tartaruga da espécie Caretta Caretta, que se encontrava presa nas rochas, na zona balnear dos Salgueiros e que foi devolvida ao mar com sucesso.

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sexta-feira, julho 31, 2009

Baleias na Praia da Vitória

Baleias conseguem sair do areal da Praia da Vitória

A última das quatro baleias que entraram terça-feira no Porto Oceânico da Praia da Vitória, na Terceira,já regressou ao mar, revelou hoje o comandante da Capitania do Porto de Angra do Heroísmo, Rodrigues Gonçalves.
Duas das quatro baleias de bico tinham conseguido sair quinta-feira das águas daquele porto, enquanto a restante morreu depois de ter encalhado na areia.
Esta baleia foi removida para o Matadouro Industrial da Terceira, onde será hoje submetida a uma necropsia por uma equipa liderada por uma especialista do Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores.
Por razões ainda não esclarecidas, um grupo de quatro baleias de bico entrou terça-feira na baía do Porto Oceânico da Praia da Vitória.
João Pedro Barreiros, especialista em comportamento animal, admitiu que as baleias possam ter sido desorientadas pelo ruído. "São animais muito sensíveis ao ruído, que os transtorna e cansa", afirmou, acrescentando que a Baía da Praia da Vitória "tem muito ruído, águas pouco profundas e declives suaves".
Esta conjugação de factores pode ter "desorientado os animais".
Apesar de ainda não terem chegado a conclusões definitivas, os especialistas admitem que se trata de baleias de bico (Sowerdy-Mesoplodomebidens), que pertencem à família dos cetáceos com dentes (Ziphidae).
Trata-se de animais "praticamente desconhecidos ao nível bio-ecológico", já que "vivem afastados do ruído, longe da costa, a grandes profundidades, onde se alimentam".
(In Lusa)

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Baleia morre na Praia da Vitória

Uma baleia de bico morreu hoje junto à praia da Riviera, na Praia da Vitória, ilha Terceira, anunciou a marinha.
O animal fazia parte de um conjunto de quatro que apareceu nas ultimas horas na baía da Praia, junto ao cais comercial de passageiros.Não há explicações para o surgimento destas baleias no interior da baía.

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quinta-feira, julho 30, 2009

Açores: quatro baleias entram na Praia da Vitória

Quatro baleias entraram ao final da tarde de terça-feira na baía do Porto Oceânico da Praia da Vitória, na ilha Terceira, e têm resistido às tentativas de as devolver ao mar, tendo um dos cetáceos morrido, entretanto, após encalhar na praia.
De acordo com o o comandante da Capitania do Porto de Angra do Heroísmo, Gonçalves Rodrigues, citado pela Lusa, uma das baleias encontrava-se junto ao cais cimenteiro, enquanto as outras duas estavam nas imediações da Marina da Praia da Vitória.
As quatro baleias de bico entraram na baía ao final da tarde de terça-feira e, desde essa altura, têm resistido a todos os esforços feitos para as conduzir de novo para o oceano.
Uma dezena de elementos da Marinha Portuguesa, com uma mota de água e um semi-rígido, estão envolvidos nas operações, aguardando a Capitania o apoio solicitado à Direcção Regional do Ambiente e a especialistas da Universidade dos Açores.
(In IOL Portugal Diário)

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sexta-feira, março 06, 2009

Aquecimento global afecta mais as ilhas

“As ilhas são mais afectadas do que os continentes pelas alterações globais”, explicou Félix Rodrigues.As alterações climáticas, nomeadamente o aquecimento global e as respectivas consequências deste no ciclo hidrológico da ilha Terceira, foram, ontem, o tema de uma conferência, na Escola Secundária Vitorino Nemésio, intitulada: “Alterações climáticas globais - Impactos no ciclo hidrológico da ilha Terceira”, dada pelos professores da Universidade dos Açores Félix Rodrigues e Francisco Cota Rodrigues. “Cada açoriano contribui para o aquecimento global tanto com emissões de dióxido de carbono associadas à queima de combustíveis fósseis, como com emissões de metano associadas à produção agro-pecuária das ilhas”, sustenta Félix Rodrigues.O previsível aumento da temperatura média da Terra provoca um acréscimo do nível médio das águas do mar e aumenta a quantidade de vapor de água na atmosfera. O vapor de água também é um gás de estufa. A sua condensação produzirá inundações, nos períodos mais frios, e secas, nos períodos mais quentes.Análises isotópicas da água da chuva dos Açores fazem concluir que a chuva que aqui chega tem origem em ambientes quentes marítimos, ou seja, dependente da corrente do Golfo. Alterações nessa corrente têm implicações na precipitação e no ciclo hidrológico açoriano.Cota Rodrigues, após uma sucinta explicação da hidrogeologia da Terceira, referiu que a qualidade da água captada para consumo está muito dependente do tipo de aquífero: suspenso ou basal. A importância do coberto vegetal para a recarga dos aquíferos nas ilhas açorianas, foi outro dos pontos falados.Ambos os investigadores apontam a necessidade de um correcto ordenamento do território, para garantir a sustentabilidade dos recursos hídricos insulares, e uma aposta forte nas energias alternativas como contributo da região para o combate às alterações climáticas globais.“Tentámos explicar os efeitos locais e globais do ciclo hidrológico”, conclui Félix Rodrigues.
(In Diário Insular)

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domingo, novembro 09, 2008

Descargas na Praia da Vitória

O PSD da Praia da Vitória denunciou ontem "a irresponsabilidade e a negligência manifestadas pela secretaria regional do Ambiente e do Mar e por Ana Paula Marques, no tocante à baía da cidade e à sua envolvente", numa alusão clara aos "males de que a zona continua a padecer", nomeadamente "descargas no mar de efluentes industriais provenientes do parque industrial, sem qualquer tipo de tratamento prévio".Uma situação que, segundo os social-democratas, "não é nova e não é, de todo, desconhecida das autoridades ambientais". Recordando que "em Agosto de 2007, Ana Paula Marques anunciou que a empresa Pescatum ia arrancar com a construção de uma ETAR apoiada pelo GovernoRegional", o líder da concelhia praiense do PSD disse que "na altura, o governo parecia empenhado em ter a baía da Praia da Vitória limpa de problemas ambientais mas, mais de um ano decorrido, a ETAR não existe e nem sequer a ETAR do Parque Industrial se encontra em funcionamento", explicou Paulo Ribeiro, num encontro com os jornalistas junto à zona onde tem sido denunciadas descargas poluentes. O social-democrata adiantou que "sempre que são conhecidas e denunciadas situações como a que ocorreu na passada semana, a secretaria regional do Ambiente e do Mar rapidamente vem a público justificar o ocorrido e dizer que o assunto está a ser acompanhado e estudado". No entanto, acrescentou, "raramente são apresentados os resultados das medidas implementadas, principalmente quando não são nem eficazes nem solucionaram o problema", criticou o dirigente laranja."Se, há um ano, Ana Paula Marques disse que se ia resolver o problema e definir prazos, hoje podemos contrapor que voltaram a ser feitas descargas industriais no mar da Praia, e numa área ambientalmente sensível e com elevado potencial turístico e desportivo", afirmou Paulo Ribeiro, que disse não compreender que, agora, a secretaria tenha "voltado ao discurso das boas intenções e dê a imagem de ter a mão pesada, afirmando que as empresas terão tolerância zero, quando não actua ao nível da prevenção nem tem uma atitude pró-activa". Para o PSD, "é tempo de corrigir os erros cometidos no parque industrial da Praia da Vitória, fiscalizando licenças e alvarás de exploração, para além de se poder interagir, por exemplo, com a Universidade dos Açores para que se chegue a uma solução viável". Paulo Ribeiro argumenta que "é tempo da secretaria regional do Ambiente e do Mar fazer aquilo para que foi criada, de forma a preservar os nossos recursos ambientais e paisagísticos".

(In A União)

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sexta-feira, outubro 03, 2008

Praia da Vitória vulnerável à subida do mar

A Praia da Vitória é uma das zonas litorais açorianas mais vulneráveis à subida das águas do mar, ao lado de Ponta Delgada, algumas fajãs de São Jorge e Lajes do Pico. O alerta foi lançado por Félix Rodrigues, professor do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, no âmbito de uma conferência sobre “Alterações Climáticas e o Litoral”, que teve lugar sábado, em Santa Maria.
Imagem do Google Earth (modelação 14 metros de subida do mar)
Na ocasião, o docente salientou que “o aquecimento global do planeta acarreta, de forma inequívoca, um aumento do nível médio das águas do mar, decorrente do degelo das massas de água congeladas e acumuladas sobre terra, tanto na Antárctida como na Gronelândia ou nas montanhas terrestres”.Segundo Félix Rodrigues, “nos Açores, o litoral tem sofrido pressões elevadas, notando-se alterações muito acentuadas em alguns locais das ilhas de São Miguel e Terceira e em menor grau nas restantes ilhas”. Perante este cenário, o professor universitário recomenda a implementação de “medidas locais de mitigação e adaptação à subida do nível médio da água do mar”, nomeadamente “a gestão eficaz do território, a intervenção capaz e atenta da comunidade científica e do poder local, a divulgação e discussão de diversos cenários de alterações do litoral com ênfase para o nível local, a ampliação sistemática dos conhecimentos e cultura das populações e o exercício de uma cidadania responsável e activa por parte de todos os cidadãos”.

(In Diário Insular)

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quinta-feira, setembro 04, 2008

"A falta de água em Angra é uma situação pontual"

Francisco Cota Rodrigues, professor da Universidade dos Açores, apresentou em 2002 doutoramento em Hidrogeologia da Ilha Terceira e é actualmente um dos membros do conselho de administração da Praia Ambiente. Este especialista procurou responder ao nosso jornal sobre as principais dúvidas que frequentemente ocorrem em relação aos recursos hídricos em regiões insulares, abordando igualmente questões sobre o modo como o abastecimento de água é feito no concelho da Praia da Vitória.
As entidades responsáveis afirmaram que a principal causa para os problemas de água no concelho de Angra do Heroísmo prende-se com o facto deste ano ter sido especialmente seco. Os níveis de precipitação foram assim tão baixos que criassem esta situação?
Pelos dados que tenho este foi um ano relativamente normal, quer em termos de precipitação, quer em termos da sua distribuição. O período estival prolongou-se, tivemos um mês de Março excessivamente seco e essa poderá ser uma das causas deste processo. Parece-me que esta carestia é pontual e que está a ser excessivamente empolada. Repare, ainda bem recentemente, em Barcelona e na região da Catalunha verificou-se uma situação incomparavelmente pior. Entende que o modelo de captação de água em Angra do Heroísmo é o mais apropriado para a estrutura hídrica da ilha?
Como já referi, (ver caixa) temos na ilha aquíferos suspensos e o aquífero de base. A água dos aquíferos suspensos apresenta melhor qualidade. O concelho de Angra do Heroísmo é o que apresenta aquíferos suspensos mais produtivos, daí ter-se apostado na sua captação. As necessidades actuais impõem, contudo, um maior aproveitamento do aquífero de base.Nos últimos anos, investiu-se na construção de uma série de furos, alguns dos quais interceptam este aquífero. Destes, julgo que 11, quatro revelaram-se improdutivos, dois deles com fortes influências geotérmicas o que inviabilizou a sua exploração para abastecimento doméstico e os outros com elevada intrusão salina. Dos cinco restantes, só dois interceptam o aquífero base, o mais produtivo. A cidade de Angra e as suas imediações parece existir uma zona influenciada por fluxos geotérmicos, cujos contornos não são ainda bem conhecidos. A prova disso é ter surgido um furo com água quente (mais de 40ºC) e outro com água muito mineralizada. Este é um factor que condiciona a construção de furos.Uma das maiores dúvidas que surgiu da questão dos cortes de água é o porquê do concelho da Praia da Vitória não ter o mesmo problema.
Quais as diferenças na captação de água para a rede pública nos dois concelhos?
O concelho da Praia da Vitória é abastecido, em parte, por nascentes associadas a aquíferos suspensos (Quatro Ribeiras, Agualva, Vila Nova de S. Braz) e por furos que captam o aquífero de base. A principal fonte de abastecimento é o aquífero de base, explorado por uma série de furos dispostos nas imediações da cidade da Praia da Vitória. Em Angra, as principais fontes de abastecimento são os aquíferos suspensos, com vantagens em termos de qualidade, complementados por água proveniente de furos que captam o aquífero de base. Há que apostar mais na captação do aquífero de base, sacrificando, eventualmente, a qualidade.
A Praia da Vitória tem níveis de captação de água que lhe permitam estar a salvo de cortes no futuro?
O aquífero de base em toda a ilha Terceira apresenta grandes reservas de água doce, ou seja, quer no concelho da Praia como em Angra existe água para abastecer o dobro da população actual. Temos é que investir em novas captações, tendo em consideração que muitas das vezes poderá aparecer água não própria para consumo. È um risco que se corre.
Estão previstos investimentos na rede de abastecimento do concelho da Praia da Vitória?
A Praia Ambiente planeia uma série de investimentos a curto prazo que passam pela melhoria da qualidade da água através da captação de novas nascentes na Agualva e na zona dos Biscoitos pretende-se melhorar o abastecimento da zona alta da freguesia, que tem problemas, através da reabilitação de um furo já existente ou do aproveitamento de uma nascente que tem excesso de caudal. Pretende-se ainda reforçar um furo localizado na Fonte Bastardo.
Alguns estudos climatológicos apontam para o agravamento das condições climatéricas no arquipélago. Se não forem descobertos novos pontos de captação de água a situação terá tendência a complicar-se?
Existem várias previsões para alterações climáticas nos Açores. Algumas delas apontam para alterações apenas na distribuição da precipitação, com Verões mais secos e prolongados e Invernos mais chuvosos. Neste cenário, a recarga mantém-se mas vão surgir problemas para os aquíferos suspensos que tem uma capacidade de armazenamento baixa. No aquífero de base a situação não deverá sofrer grandes alterações, pelo que a sua exploração continuará a ser viável. A situação na Terceira, em termos de Açores, não é das piores, temos outras ilhas onde, a médio prazo, irão surgir problemas quer qualitativos, quer quantitativos de abastecimento.
O que pensa da ideia já avançada de uma gestão única para os recursos hídricos da Terceira?
Essa era sem dúvida a situação ideal. A gestão de água devia ser feita ao nível de ilha e não só para consumo doméstico, mas também a da lavoura e de outras actividades. No entanto, dados os condicionalismos que temos, talvez nesta fase não seja o modelo mais adequado.Entendo que a cooperação excelente que actualmente existe entre as entidades que gerem a água deverá ser cada vês mais aprofundada.Falou na agricultura.
Considera que deveriam existir mais locais de captação de água para a lavoura?
A agricultura é a principal actividade económica da Terceira e por isso é essencial que se pense em armazenar maior quantidade de água. A água é um recurso natural, mas não chega pelo seu pé às explorações agrícolas e aos locais de captação. Só sentimos a falta de um recurso quando este escasseia. Veja-se a questão do petróleo. É necessário que os agricultores assumam que é imoral desperdiçar um recurso fundamental como este e cabe-lhes, também, a responsabilidade de zelarem pelas instalações onde se processa o abastecimento.

(In Renato Gonçalves em A União)

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domingo, agosto 24, 2008

Metais pesados alvo de tese

“Avaliação da concentração de metais pesados na atmosfera dos centros urbanos da ilha Terceira por biomonitorização” constitui a designação da tese de mestrado apresentada e defendida na Universidade dos Açores por Elisabete da Silva Maciel. A tese em Gestão e Conservação da Natureza foi orientada pelos professores do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, Rosalina Gabriel e Félix Rodrigues. Pretendeu-se avaliar as concentrações de metais pesados nas atmosferas urbanas da Terceira. Para o efeito foi usada a técnica de biomonitorização com transplantes de organismos vivos. Estes organismos são nativos de zonas consideradas despoluídas da ilha.O biomonitor seleccionado foi um briófito do género Sphagnum palustre L, por ser muito comum nos Açores e por existirem dados de estudos sobre a bioacumulação atmosférica das zonas despoluídas da Terceira.

(In Açoriano Oriental)

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domingo, junho 08, 2008

Intervenção do presidente do Governo na cerimónia de conclusão das obras de requalificação do Porto da Praia

Texto integral da intervenção do presidente do Governo, Carlos César, na cerimónia que assinalou, hoje, a conclusão das obras de requalificação do Porto da Praia da Vitória:

Aqui estamos, mais uma vez, a assinalar a concretização de um benefício para a ilha Terceira e para os Açores – uma obra de grande envergadura, que vem proporcionar um novo desempenho desta infra-estrutura portuária e novas perspectivas para a economia dela dependente.A requalificação do Porto da Praia da Vitória, cuja construção data de 1987, surgiu na sequência dos efeitos terríveis do temporal que se fez sentir nesta baía, durante cerca de sete dias, no Natal de 2001, com ondas significativas de sete metros e meio, que fustigaram continuamente o porto, devastando e fragilizando a sua estrutura em praticamente 60% da sua extensão. Embora este temporal tivesse uma intensidade menor do que a do temporal que ocorreu em 25 de Dezembro de 1996, que destruiu vários portos dos Açores, designadamente o de Ponta Delgada – obrigando a investimentos de reconstrução que mobilizaram recursos financeiros excepcionais – a sua duração foi muito maior, o que acabou por provocar danos acrescidos. Tivemos, pois, que avaliar aprofundadamente a situação, tomando todavia a opção de aproveitar a oportunidade e estudar, também, aspectos que envolvessem o reordenamento, o melhor aproveitamento do espaço e a potenciação da economia portuária.De imediato, o Governo Regional autorizou a então Junta Autónoma do Porto a proceder ao levantamento topo-hidrográfico e ao reconhecimento submarino dos estragos causados pelo temporal e, de seguida, autorizou a realização da empreitada de execução dos trabalhos de emergência para conter o agravamento dos danos no muro-cortina que protege o terrapleno do sector comercial do Porto.

Nesses vários trabalhos de emergência executados, que permitiram salvaguardar a operacionalidade deste porto e suster o avanço do mar, foram despendidos cerca de 3,3 milhões de euros. Foi então desenvolvido um estudo profundo – através de uma empresa da especialidade e em colaboração com o Instituto de Meteorologia Britânico, com o Instituto Nacional de Meteorologia e com o Laboratório Nacional de Engenharia Civil – sobre a acção do temporal no Porto, cujo objectivo foi o de identificar os possíveis pontos críticos da sua construção e os processos físicos que originaram o colapso de uma boa parte da sua estrutura. Com esse estudo foi possível estabelecer um conjunto de recomendações a ser seguido na elaboração dos projectos necessários à recuperação definitiva do molhe e do cais comercial.Procedeu-se, assim, dessa forma previamente cuidada, à elaboração do projecto de reparação definitiva do molhe, com o objectivo de o tornar mais resistente e também com o intuito de melhorar o seu funcionamento, criando, designadamente, melhores condições para o embarque e desembarque de passageiros. Este projecto foi ainda testado, em modelo reduzido, com vista a verificar a estabilidade da infra-estrutura no que diz respeito à sua resistência a futuras intempéries.A 7 de Janeiro de 2004, após concurso público internacional, foi finalmente adjudicada a empreitada de requalificação do Porto da Praia da Vitória. Para além da reparação do cais comercial e do seu molhe de cortina foi construído um novo cais “ferry” para passageiros, com cerca de 200 metros de comprimento, um terrapleno com cerca de um hectare de área, para estacionamento de viaturas, e uma gare de passageiros. O custo global desta empreitada – incluindo o projecto, a fiscalização e a revisão de preços – atingiu os 35 milhões de euros, o que, somado ao custo das intervenções de emergência, aproxima dos 40 milhões o total do investimento. Recordo que este esforço é coincidente com duas outras grandes obras estruturantes para a ilha Terceira: a da aerogare civil e estruturas complementares, num investimento de 28 milhões de euros, e da Via Rápida Vitorino Nemésio, que totalizará, incluindo os terrenos, um valor próximo dos 25 milhões de euros. Naturalmente que há sempre quem desdenhe, ora dizendo que a obra da via rápida foi a mais, a da aerogare a menos e a do porto durante muito tempo. São sempre os mesmos a desdenhar e, por isso, vale pouco a pena contestá-los, pois são políticos de velhos ciúmes e de permanentes queixumes, que vivem disso e para isso, e que já não aprendem outras linguagens. Aliás, o esforço financeiro que temos vindo a fazer, desde 1997, em todas as infra-estruturas portuárias e nas diversas ilhas dos Açores, no sentido de as reabilitar, de as tornar mais resistentes aos efeitos das intempéries, de as dotar de novas valências – seja na área dos combustíveis ou do recreio náutico, seja no sector do turismo de cruzeiros – está à vista de todos os que querem ver: de Santa Maria ao Corvo não há nenhum porto comercial que não tenha sido significativamente intervencionado neste período. Tínhamos, há alguns anos, portos com enormes problemas estruturais, com dificuldades no seu ordenamento e com um tarifário impeditivo. Hoje, felizmente, temos uma situação completamente diferente. Ao longo destes últimos anos empreendemos uma reestruturação progressiva, mas profunda, que permitiu que os portos dos Açores, que eram dos mais caros do País, sejam, agora, dos mais baratos. A redução tarifária que ocorreu resultou da extinção das taxas de reestruturação portuária, do congelamento das tarifas portuárias durante sete anos e de um aumento controlado, de acordo com a taxa de inflação, a partir de 2003. Simultaneamente, essa reforma uniformizou e agilizou procedimentos, proporcionou a melhoria no funcionamento das diversas empresas de estiva onde intervêm os privados e processou-se a par do reequipamento dos portos em geral, acautelando e harmonizando os diversos interesses das comunidades portuárias e da Região no seu todo. Os fretes marítimos desceram substancialmente de 1996 para 2007. A preços constantes de 2007, os contentores de 20 pés e de 40 pés, nas ligações Açores/Continente, baixaram 51%, e nas ligações Continente/Açores baixaram 24%. Temos fretes iguais para todas as ilhas dos Açores e custos portuários idênticos em todas elas. Há quem ache que não devia ser assim, mas nós defendemos e assumimos essa estratégia regulatória.Criaram-se condições para satisfazer o crescente fluxo de pessoas e mercadorias no transporte inter-ilhas, de carga e descarga de mercadorias no tráfego de cabotagem insular; criaram-se melhores condições para as pescas; deram-se maiores facilidades para o tráfego local; incentivou-se a indústria do turismo de cruzeiros e criou-se uma rede de portos de recreio náutico que, dentro de um mês, atingirá os 1.800 lugares de amarração nos Açores. Não há dúvida de que concretizámos uma reforma muito impressiva no sector portuário.O Porto da Praia da Vitória tem hoje um Parque de Combustíveis moderno, que recebe directamente do exterior os seus combustíveis e que pode vir a funcionar, a breve trecho, como entreposto de fornecimento de combustíveis para as diferentes ilhas do Grupo Central. Em ligação com a Universidade dos Açores e com outras regiões ultraperiféricas da União Europeia estamos a monitorizar, através do projecto “Climarcost”, a ondulação que se faz sentir junto aos diversos portos comerciais da Região. Estamos também, em colaboração com outras regiões ultraperiféricas, a proceder à monitorização de toda a navegação que passa nos Açores até às 80 milhas da costa, através do projecto “MACAIS”. E estamos a promover os nossos portos e as nossas marinas nas principais feiras internacionais ligadas ao Turismo de Cruzeiros e ao Recreio Náutico.Nos próximos anos iremos prosseguir o esforço de desburocratização e de agilização de procedimentos nas administrações portuárias e deveremos melhorar o interface dos transportes marítimos e aéreos, de passageiros e de mercadorias, com uma planificação integrada e inovadora, numa dupla perspectiva de facilitação de acessos e de embaratecimento de recursos. Iremos assegurar uma gestão mais concatenada das estruturas aeroportuárias e portuárias, considerando, nestas últimas, a possibilidade de concessão da gestão de determinadas funções aos privados, sem que o Governo deixe de poder influir e assegurar a sua indispensável instrumentalidade no incremento do modelo de desenvolvimento regional.Tudo isso continuará a ser feito no sentido da consolidação da prestação dos serviços públicos necessários, mas, concomitantemente, apostando na ampliação do empresariado de base regional: as nossas empresas progrediram muito, em quantidade e qualidade, mas precisamos de um sector privado da economia mais forte, mais inovador, menos confinado e com outras oportunidades.O novo Porto da Praia da Vitória é uma infra-estrutura que se insere no desenvolvimento dessa ambição”.

(In Canal de Notícias dos Açores)

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segunda-feira, junho 02, 2008

"Universidade Aberta" com núcleo na Praia da Vitória

A Universidade Aberta (UAb) vai abrir no próximo ano lectivo o primeiro Centro Local de Aprendizagem (CLA) na Praia da Vitória.A iniciativa, que resulta de uma parceria entre a Universidade Aberta e a Câmara Municipal da Praia da Vitória, faz parte de uma estratégia nacional deste estabelecimento de ensino superior, que vai abrir vários centros do género.O Centro Local de Aprendizagem será um espaço onde o estudante poderá desenvolver as suas responsabilidades de aprendizagem, mediadas tecnologicamente e promovidas no campus virtual.Estes centros, que vão surgir da reestruturação dos Actuais Centros de Apoio da UAb, e da construção de raiz de novos espaços para alojar os CLA, resultam da criação de parcerias entre a Universidade Aberta e a sociedade civil e local, organizando-se em rede e sendo coordenados pela UAb. Os CLA vão estar distribuídos por todo o território nacional, agrupados em três grandes zonas (Norte, Centro, Sul e Ilhas), sendo coordenados pelas Delegações do Porto, Coimbra e Sede Central (Lisboa).Ontem, Praia da Vitória, na assinatura de um protocolo de cooperação entre as duas entidades, o reitor assumiu o papel pioneiro desta universidade na aproximação do ensino superior às populações. A Universidade Aberta, que será coordenada na Terceira pelo professor Rogério Sousa, anunciou ainda que vai realizar uma série conferências e palestras, com figuras nacionais ligadas à economia, literatura e ciências sociais, para promover este CLA na ilha. Roberto Monteiro, na ocasião, destacou o facto desta iniciativa estar integrada num dos “eixos do desenvolvimento do concelho” e alega que esta acção será sustentável se assentar na valorização profissional e de competências dos recursos humanos”. O autarca assegura que já colocou em prática várias medidas para reforçar a aposta na educação no concelho. “Além desta iniciativa com Universidade Aberta, já implementámos o ensino do inglês no 1º Ciclo, a ciência divertida nas escolas e num ATL municipal, oficinas de novas tecnologias para ocupação de tempos livres nas férias escolares e temos um computador por cada 4 alunos nas nossas escolas do 1ª Ciclo do Ensino Básico”, acrescentou. Segundo Roberto Monteiro este projecto com a Universidade Aberta vai promover o desenvolvimento educativo, formativo e tecnológico numa modalidade com recurso à nova geração do ensino à distância. A autarquia praiense é responsável pela cedência e manutenção das instalações, bem como pelo financiamento dos equipamentos, enquanto a Universidade dos Açores se responsabiliza pelo serviço de exames, vencimento do coordenador do Centro e promoção dos cursos. No próximo ano lectivo este Centro ficará instalado no antigo edifício da Escola do 1º Ciclo do Ensino Básico Vitorino Nemésio, contudo, segundo o autarca da Praia, no ano seguinte deverá mudar-se para a sede da Academia da Juventude (antiga sede da Filarmónica União Praiense), que começará a ser construída na primeira semana de Junho próximo.Segundo conseguimos apurar, vão ser disponibilizadas cerca de três centenas de disciplinas que poderão ser frequentadas individualmente, em cursos de curta duração, criados especificamente de acordo com as necessidades dos alunos e do concelho da Praia da Vitória. Toda a oferta de ensino desta Universidade está de acordo com a reestruturação exigida pelo Processo de Bolonha e do ensino à distância, que incluiu as novas tecnologias da informação e comunicação, bem como assistência personalizada aos alunos.A Universidade Aberta tem cerca de 10 mil alunos, dos quais dois mil em África e mais de 300 nos Açores.

(In A União)

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domingo, abril 20, 2008

Câmara Municipal da Praia da Vitória vai estudar pluma de poluição

A Câmara Municipal da Praia da Vitória vai dar instruções à Praia Ambiente para avançar com um estudo no sentido de apurar qual a origem da “pluma de combustível” que estará a poluir o nível superficial do aquífero da zona das Lajes e qual a verdadeira extensão do problema. Esta informação foi avançada a DI pelo presidente do município, Roberto Monteiro, que adianta que “se forem confirmadas as expectativas, de que o problema ocorrido teve origem na execução dos pipe-lines de acesso ao parque de combustíveis pelos norte-americanos”, o município levará o problema até à Comissão Bilateral de Acompanhamento do Acordo das Lajes.“Vamos pressionar no âmbito da Comissão Bilateral para que o problema seja resolvido e, se for necessário, recorreremos aos tribunais”, garante.“O que não parece lógico é que as entidades públicas ou privadas a operarem na Terceira e em todo o país sejam obrigadas, para qualquer tipo de obras, a fazerem estudos de impacte ambiental e, em consequência de algum acidente durante as mesmas, tenham a obrigação de reparar os danos. Não se percebe como é que o Ministério da Defesa não impõe o mesmo ao comando americano”, critica o presidente da autarquia.

SEM PERIGO...

Roberto Monteiro frisa que, de momento, não existe qualquer perigo para a população, visto que a água que é consumida no concelho não é captada neste nível do aquífero, mas volta a frisar que, na sua opinião, “o mais grave é que não se tenha responsabilizado os norte-americanos por repararem estes danos, salvaguardando eventuais riscos de contaminação dos restantes lençóis de água da zona”.Recorde-se que a polémica foi despoletada quando o professor da Universidade dos Açores, Cota Rodrigues, veio a público denunciar o facto do aquífero das Lajes, que abastece o concelho da Praia da Vitória, já estar afectado por uma mancha de poluição, ao nível superficial. “Este aquífero das Lajes tem três níveis de água sobrepostos e a poluição está no mais superficial. O nível mais profundo é o que está actualmente a ser explorado. O que é necessário determinar é a geometria desta mancha de poluição e, se for necessário, avançar com medidas de descontaminação, que existem, porque este não é um problema exclusivo da Terceira, mas algo observado em vários locais onde há bases militares”, afirmava o especialista, doutorado em hidrogeologia da Terceira.Cota Rodrigues esclarecia que em causa está um estudo caro, mas com técnicas precisas, que se encontram disponíveis. “É fácil delimitar a pluma de poluição”, garantia.

RESPONSABILIDADE...

Face a esta denúncia, a direcção regional dos Recursos Hídricos, um departamento da secretaria do Ambiente, adiantava que não tinha conhecimento da situação e que ia enviar um ofício a Cota Rodrigues, para que este disponibilizasse a informação que tem eu seu poder sobre a possível contaminação do aquífero.Isto quando, já em 2003, conforme noticiou DI, a secretaria regional do Ambiente tinha contactado a Base das Lajes para esclarecer o problema da “pluma de combustível”.Mais tarde, a secretaria do Ambiente avançou que a responsabilidade era do representante açoriano na Comissão Bilateral, uma vez que se trataria de uma situação que implica os Estados Unidos da América e a Base das Lajes.Um dia depois, André Bradford recusava envolver-se até que serem apresentadas provas concretas, quer de que essa “pluma de combustível” de facto afecta o aquífero, como de que essa poluição teve origem em tanques de combustível pertencentes aos norte-americanos.“Sempre que se fazem escavações no local, surge solo contaminado com combustível e também água misturada com combustível”, respondia Cota Rodrigues.

“HISTÓRIA” DE PAÍS LATINO...

Quanto às recentes declarações do representante dos Açores na Comissão Bilateral de Acompanhamento do Acordo das Lajes, André Bradford, que afirmou que não há provas concretas de que a origem desta poluição seja de antigos tanques de combustível pertencentes aos norte-americanos, que existiam no passado junto ao Posto Um, Roberto Monteiro responde de forma directa.“Na minha opinião, esta parece-se com uma daquelas histórias muito famosas nos países latinos, particularmente em Portugal. Quando acontece alguma coisa de grave, nunca ninguém teve culpa. O que é facto é que existem dados de que, antes da intervenção feita pelos norte-americanos, não havia qualquer contaminação. A água deste furo na zona do Juncal até era canalizada para consumo. O único facto relevante que ocorreu no entretanto é a execução da obra”, afirma.
(In Diário Insular)

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domingo, abril 13, 2008

A água da Praia da Vitória está poluída com combustíveis norte-americanos

O aquífero da Praia da Vitória está violado no seu primeiro nível e os especialistas temem infiltrações que tornem a água imprópria para consumo humano. O derrame de hidrocarbonetos, combustíveis americanos da Base das Lajes, foi descoberto nos anos oitenta, mas o caso ficou esquecido até agora. Afinal, o grande aquífero que abastece todo o concelho da Praia da Vitória já está poluído no seu nível superior, e o risco de chegar ao nível três, donde é retirada a água para consumo público, é muito elevado. Porém, sem se conhecer bem o problema, a situação não pode ser controlada. Cota Rodrigues, perito em recursos hídicos do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, defende que a solução é despoluir, depois de identificar a dimensão da mancha de hidrocarbonetos. Existem técnicas para resolver o problema, mas os custos são, por enquanto, incalculáveis, o que significa que as operações serão extremamente caras. Para além deste problema, os norte-americanos estão a contribuir também para a salinização da água, através de captações que podem ser ilegais. Cota Rodrigues defende que as autoridades regionais têm que intervir nestes casos, pelo menos para que possam ser tomadas medidas.

(In RDP Açores)

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sábado, abril 12, 2008

XIX Semana Académica com organização diferente

A XIX Semana Académica, uma organização conjunta da Associação de Estudantes do Campus de Angra e da Associação de Estudantes da Escola Superior de Enfermagem, terá entre 22 e 27 de Abril, com a grande novidade da maioria das actividades ter lugar na Praia da Vitória.
Todos os espectáculos musicais vão ter lugar numa tenda montada no do Campo Municipal da Praia da Vitória (CMPV). O acesso ao local será feito através da compra de uma pulseira que vai permitir o controle das entradas e saídas.
O passe para toda a semana custa oito euros e o bilhete diário três euros.
O programa arranca no dia 22 pelas 22h00 com a Serenata na Igreja Matriz da Praia seguindo-se depois uma Noite de Tunas e a actuação de um DJ no CMPV.
Ao longo da semana irão passar pela tenda da Semana Académica, Micaela, no dia 23, os Stream, a 24 e FF no dia 25, além de actuações de vários Dj´s até às seis horas da madrugada.
Outra novidade da edição de 2008 é o facto da Semana Académica ter sido o evento escolhido para a apresentação oficial do CD das Dj´s Tânia Pascoal e Miss Nut e também do novo single dos Stream.
Apesar da maioria das actividades decorrer na Praia, algumas dos eventos mais características da Semana Académica continuam a ter lugar em Angra. Assim, o Desfile do Caloiro irá percorrer a Rua da Sé a partir das 15h00 do dia 24 de Abril, seguindo-se a Missa da Bênção do Traje e a Queima do Grelo na Catedral de Angra.
No mesmo local, mas no dia 27, irá ter lugar a Queima das Fitas e o final das festividades é marcada pela realização do Baile de Gala no Angra Garden Hotel.
Para Elisabete Lima, presidente da Associação de Estudantes da Escola de Enfermagem, a organização “está a apostar em grande, para que a XIX Semana Académica marque a diferença e tenha mais impacto que nos anos anteriores”.
Essa aposta em grande passa também pela divulgação da Semana, sendo que este ano marca a primeira vez que os estudantes vão ter outdoors a publicitar o evento.
Quanto à mudança para a Praia, a estudante aponta vantagens em termos de espaço, de liberdade para poder haver música até mais tarde e de todo o apoio que a autarquia praiense tem dado aos estudantes.
Este ano marca a primeira vez que Elisabete Lima faz parte da organização de uma Semana Académica e, para a presidente dos estudantes de enfermagem, a principal dificuldade prende-se com a parte financeira:
“ Os estudantes ainda são vistos como aqueles que fazem barulho e bebem muito, pelo que não é fácil conseguir patrocínios. Temos que lutar muito, ir a procura, andar sempre em cima das pessoas para conseguirmos os apoios necessários para fazer um evento desta dimensão” – concretiza.
(In A União)

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