quinta-feira, janeiro 15, 2009

III Jornadas da Associação de Estudantes da ESEnfAH – UAc “Empreendedorismo em Enfermagem”

terça-feira, setembro 02, 2008

Programas de estágios nos Açores

A Divisão dos Programas para o Emprego, do Governo Regional dos Açores, oferece actualmente a hipótese de realização de três tipos de estágio, consoante o nível e tipo de ensino: Estagiar L, Estagiar T e Estagiar U. O Estagiar L visa promover a inserção no mundo do trabalho de jovens recém licenciados ou com mestrado realizado no âmbito do processo de Bolonha, através de um estágio, numa empresa ou entidade. Os jovens não poderão ter idade superior a 30 anos, e deverão ter domicílio fiscal na Região Autónoma dos Açores e, após a conclusão da formação, nunca tenham exercido funções na área de formação ao abrigo de contrato de trabalho. Os estágios têm a duração de de 6 meses, nas ilhas de São Miguel e Terceira, e de 24 meses nas ilhas de Santa Maria, Pico, Faial, São Jorge, Graciosa, Flores e Corvo, promovidos por empresas privadas, empresas públicas, Cooperativas, entidades sem fins lucrativos, Administração Pública Central, Administração Pública Regional, Administração Pública Local, com excepção das Juntas de Freguesia. Consideram-se jovens recém licenciados ou com mestrado aqueles que tenham concluído a respectiva formação dentro do período máximo de 18 meses anteriores ao prazo de apresentação da candidatura, apenas aplicável às ilhas de São Miguel e Terceira. O Estagiar T visa proporcionar a jovens com cursos superiores que não confiram o grau de licenciatura, tecnológicos ou técnico-profissionais ou cursos que confiram certificado de qualificação profissional, de nível III e equivalência escolar ao 12 ano, um conhecimento do mundo do trabalho através de um estágio numa entidade. Trata-se de um programa direccionado a jovens com idades compreendidas entre os 17 e os 28 anos com estágios com a duração de 6 meses, promovidos por empresas privadas, empresas públicas, Cooperativas, entidades sem fins lucrativos, Administração Pública Central, Administração Pública Regional, Administração Pública Local, com excepção das Juntas de Freguesia. Consideram-se jovens recém formados aqueles que tenham concluído o respectivo curso dentro do período máximo de 18 meses anteriores ao prazo de apresentação da candidatura. O Estagiar U tem como objectivo apoiar a transição entre o percurso escolar e o mundo do trabalho através da colocação de jovens matriculados no ensino superior em empresas com actividade na Região, em regime de real contexto de trabalho. O Programa destina-se a jovens estudantes residentes na Região que frequentem o ensino universitário em cursos que confiram o grau de licenciatura, com excepção dos finalistas. O Estagiar U tem a duração de 1 mês por candidato, decorrendo os estágios no período entre 15 de Julho e 30 de Setembro. Segundo a Divisão dos Programas para o Emprego, os vários programas de estágio procuram estimular e tornar mais fácil o acesso ao emprego, por parte daqueles que dada a sua desvantagem relativa, têm maior dificuldade em aceder ao mercado de trabalho, nomeadamente jovens à procura do primeiro emprego.
(In Carlos Rego - Correio dos Açores)

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quinta-feira, agosto 14, 2008

TUSA - Cidade do Estudante - 4º Citadão

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quarta-feira, agosto 13, 2008

TUSA - A menina dos Meus Olhos - 4º Citadão

terça-feira, agosto 12, 2008

4ºCitadão Festival Internacional de Tunas do Dão

A TUSA - Tuna Universitaria Scientias Agrariaum, participou no 4ºCitadão Festival Internacional de Tunas do Dão. Apresenta-se aqui a música "O Cowboy da Meia-Noite".

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sábado, agosto 02, 2008

Mobilidade na Universidade dos Açores

Actuando no contexto da Pró-Reitoria para a Mobilidade e Cooperação, o Gabinete de Relações Internacionais (GRI) da UAc tem apresentado um significativo crescimento no que toca à mobilidade de estudantes, quer em termos dos estudantes estrangeiros que procuram a UAc, quer em termos da demanda de escolas estrangeiras por parte dos nossos estudantes, tendo-se verificado, no total, para o ano lectivo 2008/2009, um acréscimo de cerca de 30% em relação ao ano anterior.No âmbito do Programa ERASMUS, do Programa de Bolsas Luso-Brasileiras Santander Universidades, e das actividades desenvolvidas através do protocolo estabelecido com a Universidade do Vale de Itajaí (UNIVALI - Brasil), o GRI irá mobilizar um total de 91 estudantes, sendo 49 os que nos visitarão (o que corresponde a um aumento de 14%), oriundos da Alemanha, do Brasil, da Bulgária, de Espanha, da Eslovénia, da Eslováquia, de França, da Grécia, de Itália, da Lituânia, da Roménia, da Turquia e da Venezuela. Uma vez que o prazo para a entrega das candidaturas dos estudantes que queiram frequentar a UAc no 2.º semestre só terminará no dia 30 de Novembro, prevê-se que este número venha a aumentar significativamente, tendo em conta a experiência do ano anterior. Os restantes 42 (equivalente a um aumento de 45%) são estudantes da UAc que se decidiram por uma experiência académica no exterior e que escolheram como países de destino a Bélgica, o Brasil, a Espanha, a França, a Grécia, a Holanda, a Itália, a Lituânia e a Turquia. Prevê-se, ainda, a saída de mais 3 estudantes da UAc, no 2.º semestre, através do Programa de Bolsas Luso-Brasileiras Santander Universidades, cujas candidaturas irão ter lugar a meados de Setembro.Os estudantes que já passaram pela experiência de mobilidade descrevem-na como sendo vantajosa para ‘aumentar a adaptabilidade de cada indivíduo a novas realidades e circunstâncias’ e ‘para um valioso intercâmbio de experiências, conhecimentos e culturas’. A mobilidade académica é descrita como ‘culturalmente enriquecedora, permitindo que se alarguem os horizontes’, contribuindo, assim, para ‘o crescimento do estudante’. É também uma ferramenta linguística, ‘fazendo com que o aluno desenvolva competências numa língua estrangeira’. Recomendam, por isso, vivamente esta experiência a outros estudantes, afirmando que gostariam de revivê-la, pelo menos, mais uma vez.Este Gabinete constitui-se, assim, estrutura de coordenação, acompanhamento e apoio operacional de todas as iniciativas de internacionalização do ensino, da investigação e da prestação de serviços, designadamente no âmbito da cooperação e da mobilidade académicas, motivo pelo qual tem sido cada vez mais procurado pelos estudantes da UAc.

(In Azores Digital)

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quinta-feira, julho 17, 2008

Estudantes da Culinary Institute of América e estudantes da Universidade dos Açores

A Paisagem não Classificada da Cultura da Vinha nos Biscoitos recebeu quatro jovens estudantes, que mostraram interesse em conhecer ao pormenor a vida da vinha e do vinho da casta "Verdelho dos Açores".
Depois de um reconfortante banho de mar, nas límpidas águas da Calheta, também designada por "piscina natural" ( já com muito betão), visitaram o Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum Lda. Britt George e Dan Souza estudantes da Culinary Institute of América e os estudantes da Universidade dos Açores, César Augusto e Marlon Ferreira tiveram a oportunidade de provar o famoso vinho de Verdelho, o mesa "Donatário" e o licoroso "Chico Maria".

(In Bagos D'Uva)

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quarta-feira, julho 02, 2008

CONCESSÃO DE CRÉDITO - Governo financia estudantes açorianos no ensino superior

O Governo Regional vai apoiar financeiramente os estudantes açorianos que queiram ingressar no ensino superior. O anúncio foi feito sábado, em Ponta Delgada, pelo secretário regional da Educação e Ciência no encerramento do V Congresso da FRAESA – Federação Regional de Associações de Estudantes do Ensino Secundário dos Açores.
O decreto 17/2008/A, publicado no passado dia 18 de Junho visa criar um mecanismo de apoio a estudantes que queiram frequentar cursos de nível IV, ou que prefiram ir para a universidade ou instituto politécnico.
Esse mecanismo, explicou o governante, está associado à lei do Fundo de Conta e Garantia Mútua. Na prática esse fundo é do Estado e serve de garantia para que o estudante recorra a um empréstimo bancário para estudar, sem ter a necessidade de apresentar fiador.
O crédito designa-se por Crédito para Estudantes do Ensino Superior com Garantia Mútua e vai permitir ao estudante que em cada ano de estudo possa levantar até cinco mil euros, até um máximo de 25 mil, ao longo dos cinco anos de duração do curso.
Entretanto, revelou Álamo Meneses, durante esse tempo paga apenas juros e passados três anos da conclusão do curso, é que começa a pagar o empréstimo.
“Esse sistema é muito útil, mas mesmo assim, podia causar alguns problemas a famílias mais carenciadas”, acrescentou Álamo Meneses.
Nesse sentido, segundo disse, o Governo Regional decidiu substituir-se às famílias no pagamento dos juros, de acordo com os escalões de rendimento. Assim sendo, quem se enquadre no primeiro escalão o Governo subsidia em 100 por cento, no II escalão o apoio é de 75%, no III, 50% e no IV escalão, 25%, com a vantagem que os pagamentos são efectuados no período de estudos e de carência, e o estudante só começa a repor o dinheiro quando começar a trabalhar.
Outra das vantagens deste mecanismo, prende-se com o facto de o estudante, após terminar o curso, se for trabalhar para uma das “Ilhas da Coesão”, a Região além de pagar o juro paga também o próprio, “ou seja a pessoa fica com o curso de graça”, explicou.
Uma situação que acontece neste caso, realçou o governante, “mesmo que o jovem tenha rendimentos elevados, ou seja não é preciso pertencer a nenhum dos escalões”.
É de salientar, que esse sistema é aplicado aos jovens que queiram ingressar no ensino superior, quer na Região, quer no Continente ou mesmo no estrangeiro, “portanto, basta haver vontade dos jovens”, evidenciou o secretário regional.
Na ocasião, o governante afirmou, ainda, que já aderiram a este sistema várias instituições bancárias entre as quais o BPI, BCP, BES, Santander/Totta, Caixa Geral de Depósitos, Montepio Geral, Banif e BCA.

(In A União)

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segunda-feira, junho 23, 2008

Candidaturas ao Estagiar U

Inscrições para Estagiar U terminam no fim deste mês

O Governo Regional dos Açores prolongou o prazo de candidaturas ao programa estagiar U, destinado a alunos universitários.
O Governo dos Açores prolongou o prazo de candidaturas ao programa Estagiar U até ao final do corrente mês de Junho, tendo em vista o reforço da frequência de estágios profissionais como forma de apoio à transição do percurso académico para o mercado de trabalho.
Através deste programa, os jovens matriculados no ensino superior, com residência nos Açores, podem integrar um estágio profissional em regime de real contexto de trabalho, a realizar entre 15 de Julho e 30 de Setembro, com a duração de um mês, em empresa privada ou pública.
O programa realiza-se em regime de horário diurno, com um horário semanal de 35 horas, e aos jovens estagiários é pago, pela realização do estágio, um montante correspondente à retribuição mínima garantida na Região para a categoria de aprendiz, cujo valor se cifra, no corrente ano, no montante de 357,84 euros, a pagar pela Direcção Regional do Trabalho e Qualificação Profissional.
É convicção do Governo dos Açores que a realização de estágios a este nível permite, por um lado, o estabelecimento de contactos relevantes entre os jovens universitários e o tecido empresarial na Região, perspectivando a sua futura empregabilidade e, por outro, constitui em muitos casos uma forma inicial de percepção da dinâmica inerente ao funcionamento do mercado de trabalho.
Para a obtenção de informações, levantamento de formulários e formalização de candidaturas, os interessados poderão contactar a Divisão de Programas para o Emprego da Direcção Regional do Trabalho e Qualificação Profissional, em Ponta Delgada, bem como as Agências para a Qualificação e Emprego das cidades de Angra do Heroísmo e Horta.

(In Jornal Diario)

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quinta-feira, junho 12, 2008

Governo atribui bolsas

O Governo dos Açores vai atribuir 16 bolsas anuais, destinadas a um Programa de Estágios, nas instituições europeias.
A partir 1 de Julho, os jovens açorianos licenciados podem concorrer aos estágios, e, o objectivo, é aproximar a região de Bruxelas
Podem candidatar-se todos os jovens até aos trinta anos de idade, licenciados nas mais diversas áreas, desigadamente, economia, ambiente, estudos europeus ou relações internacionais.
Para concorrer, basta ter um curso superior, efectuado na região autónoma, ou ter completado o ensino secundário no arquipélago.
Os seleccionados vão ter oportunidade de estagiar em instituições europeias como, por exemplo, o Parlamento Europeu ou a Comissão Europeia.
Segundo o Director regional dos Assuntos Europeus, Rodrigo Oliveira, os escolhidos vão ter direito à comparticipação da viagem entre os Açores e Bruxelas e para os que não conseguirem estágios renumerados pelas instituições europeias, o Governo vai atribuir uma bolsa mensal de 1000 euros.

(In Tânia Martins / Carlos Tavares RDP/RTP Açores)

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sábado, abril 19, 2008

Eventos em Simultâneo na ilha Terceira

Semana Académica de Angra do Heroísmo, Feira AGROTER 2008 e Feira de Letras & Sabores são os três eventos programados para a próxima semana na Terceira. Numa altura em que ainda não começou o ciclo de dezenas de festas populares da ilha que se prolonga por mais de cinco meses estão programados para a próxima semana (de 18 a 27 de Abril) três eventos que este ano surgem todos em datas diferentes das anteriores edições. A Semana Académica, que este ano tem a maior parte das suas actividades programadas para um recinto a instalar no antigo campo de jogos da Praia da Vitória, decorre de 22 a 26 de Abril, enquanto a AGROTER 2008 realiza-se como é habitual na Vinha Brava de 24 a 27 de Abril. Quanto à Feira de Letras & Sabores (ver notícia em baixo), terá lugar de 18 a 26 de Abril, no recinto do Bailão. Apenas a Semana Académica tem entradas pagas para as actividades que vão decorrer na Praia da Vitória, estando previstas as actuações de tunas, FF, Micaela, Stream e das DJ’s Tânia Pascoal e Miss Nat.

DÁ PARA TODOS...

A presidente da Cuturangra, Luisa Brasil, assegura que no caso da Feira de Letras & Sabores o evento está programado para a data que vai decorrer desde Outubro do ano passado. “Não tínhamos conhecimento nessa altura que os outros eventos estavam previstos para as mesmas datas”, referiu. Segundo Luisa Brasil, logo que a Cuturangra verificou que havia coincidência de datas com a AGROTER 2008 “foram estabelecidos contactos com a organização de modo a que as actividades, no que se refere à actuação de artistas da nossa feira, fossem programadas de forma complementar de modo a que não houvesse uma duplicação de oferta”. Considera que o público vai ter a possibilidade de marcar presença em ambos os eventos. Para o presidente da Associação Agrícola da Ilha Terceira, Paulo Simões Ferreira, a realização de duas feiras em simultâneo em Angra do Heroísmo não é prejudicial porque se destinam a públicos diferentes.“Este ano decidimos fazer a AGROTER em Abril tendo em conta que os bodos são em Maio”, afirmou.Por seu turno, Nelson Moura, da organização da Semana Académica de Angra do Heroísmo, assegura que no decorrer dos contactos que foram mantidos com entidades oficiais “ninguém nos alertou para a existência de eventos na mesma altura”.

(In Diário Insular)

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sábado, abril 12, 2008

XIX Semana Académica com organização diferente

A XIX Semana Académica, uma organização conjunta da Associação de Estudantes do Campus de Angra e da Associação de Estudantes da Escola Superior de Enfermagem, terá entre 22 e 27 de Abril, com a grande novidade da maioria das actividades ter lugar na Praia da Vitória.
Todos os espectáculos musicais vão ter lugar numa tenda montada no do Campo Municipal da Praia da Vitória (CMPV). O acesso ao local será feito através da compra de uma pulseira que vai permitir o controle das entradas e saídas.
O passe para toda a semana custa oito euros e o bilhete diário três euros.
O programa arranca no dia 22 pelas 22h00 com a Serenata na Igreja Matriz da Praia seguindo-se depois uma Noite de Tunas e a actuação de um DJ no CMPV.
Ao longo da semana irão passar pela tenda da Semana Académica, Micaela, no dia 23, os Stream, a 24 e FF no dia 25, além de actuações de vários Dj´s até às seis horas da madrugada.
Outra novidade da edição de 2008 é o facto da Semana Académica ter sido o evento escolhido para a apresentação oficial do CD das Dj´s Tânia Pascoal e Miss Nut e também do novo single dos Stream.
Apesar da maioria das actividades decorrer na Praia, algumas dos eventos mais características da Semana Académica continuam a ter lugar em Angra. Assim, o Desfile do Caloiro irá percorrer a Rua da Sé a partir das 15h00 do dia 24 de Abril, seguindo-se a Missa da Bênção do Traje e a Queima do Grelo na Catedral de Angra.
No mesmo local, mas no dia 27, irá ter lugar a Queima das Fitas e o final das festividades é marcada pela realização do Baile de Gala no Angra Garden Hotel.
Para Elisabete Lima, presidente da Associação de Estudantes da Escola de Enfermagem, a organização “está a apostar em grande, para que a XIX Semana Académica marque a diferença e tenha mais impacto que nos anos anteriores”.
Essa aposta em grande passa também pela divulgação da Semana, sendo que este ano marca a primeira vez que os estudantes vão ter outdoors a publicitar o evento.
Quanto à mudança para a Praia, a estudante aponta vantagens em termos de espaço, de liberdade para poder haver música até mais tarde e de todo o apoio que a autarquia praiense tem dado aos estudantes.
Este ano marca a primeira vez que Elisabete Lima faz parte da organização de uma Semana Académica e, para a presidente dos estudantes de enfermagem, a principal dificuldade prende-se com a parte financeira:
“ Os estudantes ainda são vistos como aqueles que fazem barulho e bebem muito, pelo que não é fácil conseguir patrocínios. Temos que lutar muito, ir a procura, andar sempre em cima das pessoas para conseguirmos os apoios necessários para fazer um evento desta dimensão” – concretiza.
(In A União)

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terça-feira, março 04, 2008

Festival Olé Tunas

O Teatro Angrense está ao rubro. No palco, vários membros da “Vicentuna”, a tuna da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, celebram a vitória no VI Olé Tunas. Abraçam-se e rebolam no chão, numa confusão de capas negras. É assim há seis anos. “Pode parecer estranho, porque não ganham mais que uma placa a dizer que foram os melhores naquele dia, mas a festa de celebração é sempre enorme”, explicava, algumas horas antes, durante os testes de som das sete tunas a concurso, Luís Viegas, da organização.Mas não é só quando é anunciada a tuna vencedora que o Teatro Angrense se anima. Das nove horas da noite para lá da uma da madrugada ouvem-se baladas que falam de amores e de saudade e canções sobre a vida boémia dos estudantes. No último piso, as tunas que participam no festival desafiam-se. Ouvem-se gritos académicos. Capas negras estão estendidas nos camarotes. No palco as tunas dizem piadas e cantam fados nostálgicos. Chegam-se a ver mais de quatro pandeiros em palco. Os estandartes cortam o ar. Durante dois dias, passaram pelo teatro a Vicentuna, a Iscalina de Lisboa, a K-Batuna de Coimbra, a Tuna Sons do MAR, da Terceira, a Neptuna e a ELES, um grupo de amigos da Escola de Enfermagem de Angra, que se reuniu só para o festival. No sábado actuaram a TUSA, Tuna Económicas, a Escstunis e a Tuna de Enfermagem de Lisboa, todas da capital, bem como a Quantuna, de Coimbra. Apenas estavam a concurso as sete tunas de Lisboa e Coimbra. O festival fechou com a tuna organizadora, a TAESEAH- Tuna Académica da Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo. Ao todo, o Olé Tunas movimentou 350 pessoas, 185 de fora da ilha. Para trás ficou o já tradicional “Pasacalles”, que pôs as tunas a percorrer as ruas de Angra, uma serenata à meia-noite no Salão Nobre da Câmara Municipal e uma garraiada.Luís Viegas senta-se numa das cadeiras de veludo do Teatro Angrense com um suspiro cansado. Explica que para além das “várias horas sem dormir” e do trabalho de coordenar sete tunas espalhadas pela Pousada da Juventude, Recreio dos Artistas e Regimento de Guarnição nº1, o festival é a materialização do trabalho de um ano. “São os contactos com a Câmara Municipal, a nossa parceira no evento, e com outras entidades para conseguir alojamento, os convites às tunas… Costumamos, após o festival, ter uma semana a que chamamos de ‘pousio’. Depois, temos uma reunião para fazer o balanço do que correu melhor e pior e volta tudo ao princípio. É sempre um grande jogo para mobilizar pessoas e interesses”.As tunas e a tauromaquia voltaram a estar ligadas. “Há interesse em que seja assim, torna o festival diferente, único. Tentamos proporcionar esse lado de convívio, de espírito académico, com ênfase para os toiros a ligação com a natureza”. Com 11 anos de tuna e já a exercer enfermagem, Luís Viegas viu o Olé Tunas nascer e evoluir. Hoje, sente que está muito longe do inicial encontro de tunas. “Começámos como um encontro, mas cedo nos apercebemos que o que acontecia era ‘ramboia’ e actuações menos bem conseguidas. Avançámos depois para um concurso de tunas mistas, o que já coloca alguma pressão sobre quem cá vem. Posso dizer que já cá tivemos algumas das melhores tunas do país”.Embora queira ver a TAESEAH concretizar alguns projectos, incluindo o lançamento de um CD, Luís Viegas considera-se satisfeito. “Já sou um dos velhotes e posso dizer que sinto que o festival tem já vida própria. Sei que são sempre uns 30, 40 tipos, que no final estão todos rotos, que o organizam, mas sinto que isso depende cada vez menos de mim. O Olé Tunas já é um evento com uma carga cultural, reconhecido. Vê-se isso a cada edição. O teatro enche-se de gente”.
SEGUNDA FAMÍLIA
Mário Alfaia, o maestro da Quantuna, a tuna académica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, actuou na última noite do festival, perante esse teatro cheio de gente. A tuna fundada há 12 anos apresentou apenas originais. “No Pasacalles, por exemplo, tocamos temas como a ‘Rapariga’ ou o ‘Traçadinho’, que a Estudantina popularizou, mas para o concurso apostamos nos nossos temas. É uma mais-valia na competição”. Mas a competição é mesmo levada a sério? “Há de tudo. Uns vêm para se divertirem, outros querem mesmo ganhar. Eu… tento pôr alguma ordem nisto”, diz, com uma risada.Embora tenha levado a concurso apenas originais, Mário Alfaia faz questão de sublinhar que a preocupação musical não é tanta como a que têm as tunas de Lisboa. “Podemos dizer que participam tunas e grupos musicais. Uma tuna toca temas que falam da vida académica, do percurso dos caloiros, da vida dos estudantes, da saudade e da nostalgia dos finalistas que partem. Um grupo musical tem boas vozes e um bom instrumental, mas falta-lhe um pouco o espírito académico”.José Pedro Ramos, o “magister” (responsável máximo) da Escstunis, a tuna da Escola Superior de Comunicação de Lisboa, que acabou por conquistar o segundo lugar no concurso, não leva a mal as palavras do colega de Coimbra. “Se fizermos de facto essa escala, somos um grupo musical. Temos uma grande preocupação a esse nível e apostamos em temas estilo Festival da Canção. Apresentamos uma canção de Ary dos Santos, por exemplo. Mas não nos falta o espírito académico, isso não”. Existe outro aspecto em que Quantuna e Escstunis estão de acordo: A imagem de excessos e, sobretudo, de consumo exagerado de álcool, está colada a eventos académicos. “É simplesmente assim. Sei de pessoal das tunas que bebe muito, outros fazem-no razoavelmente e há quem não beba. Mas era preciso não se beber nada durante uma década para que essa imagem mudasse”, afirma José Pedro.“O que é preciso ver é que, mais que as vitórias em festivais ou as noites de excesso, o que levamos da experiência de pertencer a uma tuna é a sensação sermos uma família. São recordações que guardamos connosco para sempre”, conclui o magister da Escstunis. É esse mesmo sentimento que Luís Viegas experimenta no final de todos os Olé Tunas que já organizou. Acontece sempre que pisa o palco com a sua “segunda família”. “O pano sobe e vemos o público. Todas as pessoas ali sentadas sabem que fomos nós que tornámos aquilo possível. Começamos a tocar e ao fim do quarto tema a sensação é de pura satisfação. Podemos finalmente pensar: Missão cumprida”.
(In DI-Revista)

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domingo, março 02, 2008

VI Festival Olé Tunas

Ao todo, são nove as tunas que se apresentam na quinta edição do Festival de Tunas Académicas "Olé Tunas", mas já estiveram inscritas outras três formações oriundas do continente, mas que devido a dificuldades económicas acabaram por cancelar a sua presença no certame musical e alterar a programação original do mesmo."Os preços proibitivos das passagens" foram os argumentos apresentados em tom de crítica, ontem de manhã em conferência de imprensa no auditório da Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo (ESEnfAH), pela vereadora da cultura da Câmara Municipal de Angra, Luísa Brasil e pelos membros da organização. "Não é desta maneira que se consegue fazer turismo nem organizar este tipo de eventos", acresceu que no seu entendimento "acabam por trazer à cidade uma maré de alegria". Segundo Rute Almeida, da TAESA (Tuna Académica da Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo), tuna que organiza o festival, o cartaz sofreu alterações devido ao cancelamento das tunas "que fizeram um esforço grande" para cumprirem com o agendado, mas que devido a dificuldades económicas para suportarem os gastos com a deslocação à ilha Terceira acabaram por anular a sua participação. Outra das críticas apontadas vai para a recusa, por parte da Diocese de Angra, de receber, à semelhança dos últimos três festivais, a serenata no interior da Igreja da Conceição. Meio milhar de estudantes

Cerca de meio milhar de estudantes estão envolvidos no V Olé Tunas. Seja através da sua actuação no Teatro Angrense, nas garraiadas que se prometem para o Clube Náutico, ou no desfile e serenata que marcam este encontro, a boa disposição da população estudantil tem sido uma marca constante deste evento. Este ano, são cinco as tunas que vêm do continente, uma repetente: a ISCALINA, e quatro estreantes: a Tuna Económicas do ISCTE, a EstaTuna da Universidade de Abrantes, a Tuna de Enfermagem da Universidade de Coimbra e a VersusTuna da Universidade do Algarve. Da ilha, além da tuna organizadora, a TAESA, estarão presentes a Neptuna, igualmente da ESEnfAH e as duas tunas do campus de Angra da Universidade dos Açores: a TUSA e a Tuna Sons do Mar. Para os promotores, trata-se sobretudo de uma experiência em que impera a "troca de experiência e o convívio", assim o apontou Ana Pais da TAESA e na qual estão presentes “algumas das melhores tunas a nível nacional",Festival ao gostoda festa taurina. Daqui para frente o Festival vai sempre batalhar na temática da festa brava", referiu a membro da organização. Além de já possuírem um slogan alusivo à forte tradição tauromáquica terceirense, o cartaz deste ano é inteiramente subordinado a este costume local. Desde a sua primeira edição, o "Olé Tunas" conta com o apoio quase exclusivo da Câmara Municipal de Angra e da ESEnfAH, facto que, perante a inexistência de outras fontes de auxílio económico, começa a preocupar a organização: "o festival está a ter uma dimensão tal que não o podemos fazer sem apoios", referiu Ana Pais. Por seu turno, o director da ESEnfAH, Miguel Gomes, falou na importância deste envolvimento dos alunos da escola: "o curso de enfermagem é dos mais intensos e estes estudantes usam o seu tempo livre para organizar estes eventos. Trata-se de um currículo oculto que tem de ser visível porque todos acabam por aprender muito com isso".O responsável reconheceu que em termos de avaliação do Festival, enquanto que a amabilidade dos promotores é dos critérios mais tidos pelos participantes, a logística está no seu oposto, referindo-se à necessidade de mais apoios para este certame. Miguel Gomes não quis deixar de referir o seu desagrado publicamente, pela posição da igreja açoriana em não permitir a realização da já famosa e até agora sempre bem vinda serenata na Igreja da Conceição.Desfile de Tunasna Rua da SéHoje, o programa do 5.º Festival de Tunas Académicas contou pela manhã com a recepção às tunas na Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo (ESEnfAH).Logo após o após o almoço, está prevista a reunião de magisters e o sorteio da ordem de actuação do certame musical.Para as 16H30 está marcado o já famoso "Pasacalles", um cortejo com todos os elementos das tunas presentes ao Festival que percorrerá as principais artérias da cidade. De seguida, pelas 18H00, haverá a actuação conjunta de todas as tunas na Praça Velha.À noite, pelas 22H00, o programa da quinta edição do "Olé Tunas" retoma com uma serenata na escadaria do Pátio da Alfândega. À 01H00, a festa académica continua com a I Garraiada da Noite Académica no Clube Naútico. Amanhã, sexta-feira, dia 2 de Março, a tarde é dedicada a uma visita guiada aos principais pontos turísticos da Ilha Terceira, para à noite ter início o 1º dia de Festival, com o concurso de Tunas Mistas, pelas 21H00, acabando a noite, depois, no Clube Náutico para II Grande Garraiada da Noite Académica, repetindo-se semelhante programa no sábado, dia 3 de Março, com o segundo Festival de Tunas Mistas, havendo ao todo nove prémios para atribuir. O quarto dia de Festival é de carácter recreativo, com a realização almoço convívio, este ano a acontecer através de um churrasco previsto para o Monte Brasil, com todos os participantes no "V Olé Tunas".


(In A União)

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quarta-feira, fevereiro 27, 2008

A obesidade não se resolve a curto prazo

Apesar de todas as campanhas de sensibilização, a obesidade entre os jovens é um problema crescente…É indiscutível que há cada vez mais crianças obesas, o que é deveras preocupante, sobretudo se levarmos em linha de conta as doenças relacionadas. O combate passa pelo exercício físico regular e uma alimentação equilibrada, embora os resultados não sejam imediatos, defende Laura Lemos aluno do Curso de Nutrição Humana do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores/Universidade do Porto.A alimentação inadequada é a principal razão para o facto de encontrarmos com frequência crianças obesas que praticam actividade física regular?
Sem dúvida. Os maus hábitos alimentares estão enraizados na sociedade contemporânea. É, aliás, um fenómeno em crescendo. A maioria dos jovens não faz as melhores escolhas em termos alimentares, tanto em qualidade como em quantidade, embora tenha precisamente a noção contrária. Claro que, neste quadro, é importante educar os encarregados de educação. Em suma, ao contrário do que algumas pessoas ainda pensam, o combate à obesidade passa, em larga escala, pelo binómio alimentação equilibrada/exercício físico regular. Uma sem a outra é como “Carnaval sem samba” para a esmagadora maioria dos brasileiros…Ambos os itens devem andar de mãos dadas. É evidente que quando falamos em exercício físico não nos estamos a referir forçosamente a um trabalho vocacionado apenas para a alta competição, até porque, antes de se iniciar qualquer actividade, é fundamental consultar um especialista que nos passa encaminhar. Agora, só com a conjugação actividade física/alimentação equilibrada podemos ambicionar ao almejado sucesso.
Daqui a quanto tempo podemos começar a ter resultados práticos das acções que estão a ser desenvolvidas no combate à obesidade?
Infelizmente, daqui a 10/15 anos ainda vamos ter muitas crianças obesas. Não estamos perante um problema que se resolva a curto prazo. É imprescindível o envolvimento de toda a sociedade – Casas do Povo, Juntas de Freguesia, Câmaras Municipais, Centros de Saúde, Hospitais, etc., não esquecendo, claro, o próprio Governo. Mesmo reconhecendo os esforços que têm sido desenvolvidos, sobretudo nos últimos tempos, a informação que chega ao grande público ainda não satisfaz as necessidades. Não basta dizer que é preciso ir a um nutricionista. A informação tem que ser mais apelativa e abrangente, apostando-se, por exemplo, em sessões de educação alimentar colectivas e regulares. A partir daqui, as coisas tornam-se mais fáceis, conquanto sem perder de vista que estamos perante um processo longo que exige paciência e muita persistência. Dar o primeiro passo é, na generalidade dos casos, o mais difícil.
É lícito concluir que a sociedade ainda não está devidamente desperta para os perigos – bem reais por sinal – da obesidade?
Como estudante de nutrição, tenho acesso a imensa informação e sinto que a sociedade começa a dar sinais de evidente preocupação. Por vezes, as opções podem ter sido menos apropriadas, mas há, na realidade, uma enorme vontade em combater este flagelo. Lembro, a propósito, que existe uma Plataforma Nacional de Combate à Obesidade, a funcionar em várias localidades do continente. Seria importante que a mesma também chegasse aos Açores.
(In Diário Insular)

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sábado, fevereiro 23, 2008

Presidente da Associaçõa de Estudantes do Campus de Angra do Heroísmo

DUARTE CUNHA: “A prioridade desta associação não é a Semana Académica, apesar de esta constituir um importante momento de convívio entre todos os estudantes”.

Quais as prioridades da recém empossada Associação de Estudantes do campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores?
A principal prioridade da Associação de Estudantes do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores para o seu mandato é representar todos os alunos do campus de Angra. Pretendemos que os estudantes sejam apoiados desde o primeiro dia em que chegam Terceira. Nesse sentido, iremos organizar visitas guiadas pela ilha, pois muitas vezes os alunos do exterior chegam cá e acabam por sentir-se deslocados e por não conhecer as belezas da Terceira. Ao contrário do que muitas vezes as pessoas pensam, a prioridade desta associação não é a Semana Académica, apesar de esta constituir também um importante momento de convívio entre todos os estudantes. Organizada em conjunto com a Associação de Estudantes da Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo, a Semana Académica terá lugar este ano de 22 a 27 de Abril. O programa será divulgado oportunamente. Entre outras actividades que pretendemos levar a cabo durante o nosso mandato estão conferências sobre diversos temas e actividades desportivas.
Quais os principais problemas com que se deparam actualmente os estudantes do campus de Angra da Universidade dos Açores e como poderão ser ultrapassados?
Umas das grandes dificuldades dos alunos neste momento prende-se com o facto da maioria das aulas teóricas serem no novo pólo do Pico da Urze, enquanto a cantina, o bar e as aulas práticas continuam no pólo da Terra-Chã. Como a maioria dos alunos não tem transporte torna se complicado, por muitos só terem uma hora de almoço. Visto ser um problema de curto/médio prazo, procuramos, em conjunto com os professores, encontrar uma maior flexibilidade no horário, para que a distância entre pólos não seja factor limitador do bom funcionamento académico.
Como encara a Associação de Estudantes do campus de Angra do Heroísmo a crise financeira que atravessa actualmente a Universidade dos Açores?
Um dos nossos principais objectivos é também conseguir colmatar essa falha, de maneira que, com poucos custos, possamos desenvolver actividades extra-curriculares, com o objectivo de melhor acolher os estudantes que vêm do exterior e promover o bom convívio entre os estudantes em geral.
Que soluções preconizam para a actual crise?
Sabendo que não depende directamente da Associação de Estudantes do Campus de Angra do Heroísmo e acreditando na boa gestão por parte dos nossos superiores, cremos que essa situação será temporária.
(In Diário Insular)

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sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Sucesso do Progama Erasmus

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Olé Tunas

O Teatro Angrense vai receber, nos próximos dias 21 e 22 de Fevereiro, a VI edição do Olé Tunas, um festival de tunas organizado pela Tuna Académica da Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo (TAESEAH) da Universidade dos Açores. O evento deste ano vai ter a concurso sete tunas mistas vindas do Continente, a que se juntam cinco tunas convidadas da Terceira, num total de 400 estudantes.
Na conferência de imprensa de apresentação do VI Olé Tunas, Luís Viegas, maestro da TAESEAH, deixou a ideia que o festival deste ano será “de grande qualidade”. Das sete tunas vindas de Portugal Continental, todas elas mistas uma das novidades deste ano, quatro são antigas vencedoras, o que, para o ensaiador da Tuna académica “dos Enfermeiros” é garantia de um festival renhido em termos musicais, naquele que a organização espera seja a edição do Olé Tunas “mais bem conseguida”.
Apesar da competição só “arrancar” na sexta-feira, dia 21, o festival começa um dia antes com um desfile entre o Alto das Covas e a Praça Velha, com início às 21h00, a que se segue uma serenata no Salão Nobre da Câmara Municipal de Angra, com abertura a cargo da jovem fadista Bárbara Moniz, também ela elemento da TAESEAH.
Na sexta-feira o espectáculo tem início também pelas nove da noite com as actuações da Vicentuna e da Iscalina de Lisboa e da K-Batuna de Coimbra, bem como as prestações da Tuna Sons do MAR – a mais antiga da Terceira, Neptuna e ELES, um grupo de amigos da Escola de Enfermagem que se juntou especialmente para o festival.
No sábado, também pelas 21h00, a maior sala de espectáculo angrense recebe a Tuna Económicas, a Esctunis e a Tuna de Enfermagem de Lisboa, todas da capital e a Quantuna de Coimbra. Por parte das tunas locais, vão actuar a TUSA e a TAESEAH, os anfitriões do evento.
Outra novidade da edição deste ano é a apresentação do festival, que fica a cargo do grupo Teatrinho. Para Luís Viegas, a aposta neste trio prende-se com a tentativa de fazer uma ligação com a tradição dos bailinhos de Carnaval da Terceira, uma aposta que julga” vai funcionar muito bem”. Os bilhetes para o festival custam 3euros para 1 dia e cinco euros para os dois.
No final do evento serão entregues vários prémios, com destaque para o “Tuna mais Tuna” e “Melhor Tuna”. Este ano, mais uma vez, a organização pretende ter um júri diversificado, que vai incluir antigos tunantes, um professor do Conservatório e elementos da Câmara Municipal e da Escola Superior de Enfermagem.
Na conferência de imprensa esteve também presente Miguel Gomes, presidente do Conselho Directivo da Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo (ESEAH), que realçou a capacidade de mobilização de perto de 400 jovens “numa actividade que passa de longe o lúdico, tem competências na organização de eventos, gestão de dinheiros e de recursos”.
Miguel Gomes aproveitou ainda a ocasião para convidar “toda a população da ilha Terceira a participar no Olé Tunas”, destacando as actuações de sete tunas do Continente que vem “conhecer a nossa ilha e como é vivida a vida académica aqui”.
No final da sua intervenção, o presidente do Conselho Directivo deixou uma palavra de apreço aos elementos da TAESEAH, considerando que a escola de enfermagem “está de parabéns por ter uma tuna que sabe desenvolver actividades de apoio e confraternização entre jovens”.

Apoios externos são fundamentais

Num evento desta envergadura, o investimento da organização é de alguma monta, ainda para mais tratando-se de um grupo de estudantes universitários. Segundo Luís Viegas, a TAESEAH aponta para pouco mais de 6 mil euros de gastos, só possíveis de suportar graças aos apoios que a tuna vai conseguindo.
O maestro da Tuna destaca o apoio da Câmara Municipal de Angra e da empresa Culturangra que “ foram fenomenais, por todo o apoio logístico que no deram”. A organização teve ainda ajudas da própria Escola de Enfermagem e de outras instituições com quem estabeleceu acordos.
“Este ano, pela primeira vez, conseguimos alojamento fora da Escola para todas as tunas”, destaca Luís Viegas”. “Graças ao apoio da Direcção Regional da Juventude, Recreio dos Artistas, Regimento do Exército e do Centro Social S. Agostinho conseguimos alojar todos os participantes que vêem de fora. Também garantimos a alimentação e o transporte, trata-se de um investimento avultado que só é possível graças aos apoios, o nosso objectivo é no final não termos prejuízo, coisa que até agora temos sempre conseguido”.
Miguel Gomes, na sua intervenção, aproveitou também para agradecer todos os apoios dados ao Olé Tunas, não deixando de lançar um aviso para as entidades oficiais e para a própria escola que “devem fazer uma leitura deste evento de forma a poder dar um maior apoio e visibilidade ao festival. Não se pode afastar o Olé Tunas da vida académica e da própria instituição [ESEAH]”.
(In A União)

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terça-feira, fevereiro 19, 2008

Nova Associação de Estudantes do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores

Tomou posse a nova direcção da Associação dos Estudantes do Campus de Angra do Heroísmo (AECAH) da Universidade dos Açores, numa cerimónia que teve lugar nas instalações do Pico da Urze e que contou com a presença do Reitor da Universidade dos Açores, Avelino Menezes.
O recém-empossado presidente da AECAH, Duarte Martins Cunha, referiu, no seu breve discurso, que espera fazer um bom trabalho, para não “levar um cartão vermelho no final do mandato”. Mais tarde, em declarações ao a União, o novo líder dos estudantes universitários angrenses definiu como grandes objectivos para o seu mandato o aumento da interacção entre os alunos e a Universidade, que classifica como “distante, não têm tido aquele apoio necessário por parte da Associação de Estudantes”. Nelson Braga Moura, o novo vice-presidente, destaca também como fundamental “ representar os alunos o melhor possível, quer na parte pedagógica, quer na lúdica, na sua relação com os professores e com toda a gente dentro da escola”
A Semana Académica é outro dos grandes objectivos da nova direcção da AECAH, que pretende “marcar a diferença” em relação às edições anteriores.
Questionados sobre o que os levou a avançar para a direcção da Associação de Estudantes, os dois dirigentes destacam o facto de mais ninguém ter avançado “pois é uma actividade que requer muito tempo”, ao mesmo tempo que realçam a qualidade do grupo que agora tomou posse.
“Reunimos um grupo que está preparado em diversas áreas, uma direcção jovem, mas muito boa”, destaca Nelson Braga Moura.
Na cerimónia de posse do novo corpo dirigente estudantil, o Reitor da Universidade dos Açores, Avelino Menezes, no seu discurso, classificou a frequência universitária como “uma escola de vida”, ao mesmo tempo que destacou o papel dos estudantes na gestão das escolas, sublinhando que o “movimento estudantil adquiriu mais relevância, substituiu a quantidade com a qualidade”.

O triplo do apoio

Entretanto, um estudo preliminar promovido pela Direcção regional da Ciência e Tecnologia revela que o apoio financeiro do Governo Regional à Universidade dos Açores (UAç) triplicou nos últimos três anos, face ao verificado na legislatura anterior à iniciada em 2004.
Os apoios do Executivo têm-se baseado na implementação de diversas medidas do Plano Integrado para a Ciência e Tecnologia, comparticipadas pelo Programa Operacional Sociedade do Conhecimento e pelo Programa Regional para o Desenvolvimento Económico e Social dos Açores, e na vertente da prestação de serviços.
No global, as verbas em causa atingem, só na presente legislatura, mais de 20 milhões de euros, destinados a cobrir despesas de funcionamento, aquisição e manutenção de equipamentos, construção de infra-estruturas, contratos de pessoal, bolsas de investigação científica e tecnológica, projectos de investigação científica, deslocações a congressos, realização de eventos e edição de publicações.
Segundo o director regional da Ciência e Tecnologia, os financiamentos atribuídos pelo Governo à UAç nos últimos assumem-se como "um apoio complementar sem paralelo que tem permitido dinamizar acções até à data exclusivamente dependentes de financiamentos externos manifestamente insuficientes para o efeito".
Tal circunstância "reforça a necessidade de se encarar a actual situação da Universidade dos Açores como uma questão de fundo que nunca se resolverá com simples medidas demagógicas como as que têm sido sugeridas pelo líder do PSD/A", acrescentou João Luís Gaspar.
Para o director regional, "tão ou mais importante que a questão de recursos financeiros é a necessidade de se implementarem mecanismos de gestão que permitam potenciar os investimentos efectuados, uma tarefa para a qual o Governo dos Açores
já se disponibilizou para colaborar e que dependerá da natureza e aplicação das reformas que estão a ser equacionadas pela Universidade".
(In A União)

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domingo, fevereiro 17, 2008

Finalistas de Enfermagem manifestam-se contra a precaridade de emprego na Região

Um grupo de finalistas do curso de Enfermagem da Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo (ESEAH) do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, manifestou-se, em frente à secretaria regional dos Assuntos Sociais, o seu descontentamento em relação às perspectivas de emprego na Região. “No último ano, saíram das duas escolas de enfermagem da Universidade dos Açores cerca de 90 enfermeiros e os poucos que conseguiram emprego ficaram colocados nas Canárias ou no continente”, sublinhou um dos manifestantes.“Estamos a quatro meses de terminar o curso e queremos saber que planos tem o Governo Regional para nós”, acrescentou. O dia escolhido para o protesto coincidiu com uma audiência concedida pelo secretário regional dos Assuntos Sociais, Domingos Cunha, a três representantes dos finalistas de Enfermagens da ESEAH.
“INCONCLUSIVO”
À saída, a porta-voz dos estudantes, Ana Grilo, considerou o encontro “inconclusivo”.“As respostas do secretário regional não foram de encontro ao que esperávamos”, afirmou, considerando que “não foi transmitida nenhuma expectativa de melhoria da empregabilidade nos Açores”.“Saímos, assim, mais desiludidos desta reunião”, afirmou.Ana Grilo adiantou ainda que os finalistas do curso de Enfermagem das duas escolas da Região vão agora enviar uma carta aberta ao presidente do Governo Regional, transmitindo as suas preocupações.“O nosso objectivo é reunir os alunos de Enfermagem de Angra do Heroísmo e Ponta Delgada, no sentido de reivindicar não só mais emprego, como também melhorias na prestação de cuidados de saúde na Região, que irão reflectir-se na criação de emprego”, destacou.
“TODO O EMPENHO”
Por seu lado, o secretário regional dos Assuntos Sociais garantiu, em declarações ao DI, que “sempre que se justifique a contratação de mais enfermeiros, no sentido de melhorar a prestação de cuidados de saúde na Região, essas contratações serão autorizadas”. Domingos Cunha salientou, no entanto, que “tem de haver a consciência de que o Serviço Regional de Saúde nem sempre tem necessidade ou capacidade para absorver a totalidade dos enfermeiros formados no arquipélago”. O governante lembrou, por outro lado, a existência de “incentivos para a criação de empresas prestadoras de cuidados de saúde”, que podem constituir uma oportunidade de emprego para os recém-licenciados.“Temos todo o empenho em apoiar o ingresso dos novos licenciados no mercado de trabalho, tendo em conta, todavia, as nossas condicionantes”, assegurou.O secretário regional referiu igualmente que, na actual legislatura, foram integrados mais 419 enfermeiros no Serviço Regional de Saúde, que totaliza assim 1.238 enfermeiros. “Temos um rácio de 5,6 enfermeiros por mil habitantes, muito superior ao rácio do continente de 4,6 enfermeiros por mil habitantes”, sublinhou.Lembrou ainda que, no final de 2007, foram descongeladas mais 50 vagas para os centros de saúde e unidades de saúde e autorizada a contratação de mais 87 enfermeiros para os hospitais do arquipélago.“Neste momento, está autorizada a contratação de mais 52 enfermeiros para Ponta Delgada e mais 26 para Angra do Heroísmo”, disse. Em 2008, deverão sair da ESEAH e da Escola Superior de Enfermagem de Ponta Delgada cerca de 90 enfermeiros.
(In Diário Insular)

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