segunda-feira, março 03, 2008

Nutrição em debate na Escola de São Carlos

A importância da nutrição em debate.
O Terceira Basket Clube, em conjugação de esforços com a treinadora de basquetebol/estudante de nutrição da Universidade dos Açores/Universidade do Porto, Laura Lemos, promoveu uma acção de formação sobre nutrição, destinada, sobretudo, aos atletas dos escalões de minis “A” e “B” do clube. Marcaram presença no pavilhão da escola de São Carlos, em Angra do Heroísmo, cerca de duas dezenas de jovens atletas e alguns pais, estando em agenda a realização de novas acções num futuro próximo, quiçá, de modo mais abrangente, em termos de público-alvo e clubes. Laura Lemos estudou os hábitos alimentares dos atletas e tentou corrigir alguns atropelos às regras da boa alimentação que os mais novos cometem logo pela manhã (o almoço e o jantar serão objecto de outro estudo). “A mensagem que, acima de tudo, pretendemos passar é que os atletas destas idades tenham em atenção aquilo que comem ao pequeno-almoço. Verificámos, através de um pequeno inquérito, que as escolhas, infelizmente, nem sempre são as mais correctas e, como tal, queremos ajudar a corrigir algumas opções”, diz a especialista em nutrição. “As conclusões do inquérito revelaram que a maioria toma o pequeno-almoço, o que é um ponto a favor dos atletas, mas acontece que muitos pensam que estão a seleccionar bem os alimentos, o que, na realidade, não acontece”, prossegue. Enquanto cidadã, treinadora de basquetebol e futura nutricionista, Laura Lemos mostra-se preocupada com aquele que é um dos grandes flagelos da sociedade contemporânea – a obesidade: “É indiscutível que há cada vez mais crianças obesas, o que é deveras preocupante, essencialmente se levarmos em linha de conta as doenças relacionadas. O combate passa pelo exercício físico regular e uma alimentação equilibrada, embora os resultados não sejam imediatos”.“Os maus hábitos alimentares estão enraizados na sociedade. Só com a conjugação actividade física/alimentação equilibrada podemos inverter o quadro vigente. Agora, é um dado adquirido que daqui a 10/15 anos ainda vamos ter muitas crianças obesas, ou seja, não estamos diante de um problema que se resolva a curto prazo”, acrescenta. Para a nossa interlocutora, ninguém se pode demitir das suas responsabilidades. “É imprescindível o envolvimento de toda a sociedade – Casas do Povo, Juntas de Freguesia, Câmaras Municipais, Centros de Saúde, Hospitais, etc., não esquecendo, claro, o próprio Governo. Mesmo reconhecendo os esforços que têm sido desenvolvidos, a informação que chega ao grande público ainda não satisfaz as necessidades”.“Não basta dizer que é preciso ir a um nutricionista. A informação tem que ser mais apelativa e abrangente, apostando-se, por exemplo, em sessões de educação alimentar colectivas e regulares. A partir daqui, as coisas tornam-se mais fáceis, conquanto sem perder de vista que estamos perante um processo longo que exige paciência e muita persistência. Dar o primeiro passo é, na generalidade dos casos, o mais difícil”, afirma, em jeito de conclusão.

TAÇA DE PORTUGAL

A outro nível, a Federação Portuguesa de Basquetebol marcou para a noite da próxima quarta-feira, 5 de Março, pelas 21:00, no pavilhão municipal de Angra do Heroísmo, o encontro Boa Viagem/União da Madeira, relativo aos quartos-de-final da Taça de Portugal.

(In Diário Insular)

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quarta-feira, fevereiro 27, 2008

A obesidade não se resolve a curto prazo

Apesar de todas as campanhas de sensibilização, a obesidade entre os jovens é um problema crescente…É indiscutível que há cada vez mais crianças obesas, o que é deveras preocupante, sobretudo se levarmos em linha de conta as doenças relacionadas. O combate passa pelo exercício físico regular e uma alimentação equilibrada, embora os resultados não sejam imediatos, defende Laura Lemos aluno do Curso de Nutrição Humana do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores/Universidade do Porto.A alimentação inadequada é a principal razão para o facto de encontrarmos com frequência crianças obesas que praticam actividade física regular?
Sem dúvida. Os maus hábitos alimentares estão enraizados na sociedade contemporânea. É, aliás, um fenómeno em crescendo. A maioria dos jovens não faz as melhores escolhas em termos alimentares, tanto em qualidade como em quantidade, embora tenha precisamente a noção contrária. Claro que, neste quadro, é importante educar os encarregados de educação. Em suma, ao contrário do que algumas pessoas ainda pensam, o combate à obesidade passa, em larga escala, pelo binómio alimentação equilibrada/exercício físico regular. Uma sem a outra é como “Carnaval sem samba” para a esmagadora maioria dos brasileiros…Ambos os itens devem andar de mãos dadas. É evidente que quando falamos em exercício físico não nos estamos a referir forçosamente a um trabalho vocacionado apenas para a alta competição, até porque, antes de se iniciar qualquer actividade, é fundamental consultar um especialista que nos passa encaminhar. Agora, só com a conjugação actividade física/alimentação equilibrada podemos ambicionar ao almejado sucesso.
Daqui a quanto tempo podemos começar a ter resultados práticos das acções que estão a ser desenvolvidas no combate à obesidade?
Infelizmente, daqui a 10/15 anos ainda vamos ter muitas crianças obesas. Não estamos perante um problema que se resolva a curto prazo. É imprescindível o envolvimento de toda a sociedade – Casas do Povo, Juntas de Freguesia, Câmaras Municipais, Centros de Saúde, Hospitais, etc., não esquecendo, claro, o próprio Governo. Mesmo reconhecendo os esforços que têm sido desenvolvidos, sobretudo nos últimos tempos, a informação que chega ao grande público ainda não satisfaz as necessidades. Não basta dizer que é preciso ir a um nutricionista. A informação tem que ser mais apelativa e abrangente, apostando-se, por exemplo, em sessões de educação alimentar colectivas e regulares. A partir daqui, as coisas tornam-se mais fáceis, conquanto sem perder de vista que estamos perante um processo longo que exige paciência e muita persistência. Dar o primeiro passo é, na generalidade dos casos, o mais difícil.
É lícito concluir que a sociedade ainda não está devidamente desperta para os perigos – bem reais por sinal – da obesidade?
Como estudante de nutrição, tenho acesso a imensa informação e sinto que a sociedade começa a dar sinais de evidente preocupação. Por vezes, as opções podem ter sido menos apropriadas, mas há, na realidade, uma enorme vontade em combater este flagelo. Lembro, a propósito, que existe uma Plataforma Nacional de Combate à Obesidade, a funcionar em várias localidades do continente. Seria importante que a mesma também chegasse aos Açores.
(In Diário Insular)

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