sexta-feira, fevereiro 06, 2009

ENCONTRO - Química dos Alimentos estreia-se na ilha Terceira

A Divisão de Química Alimentar da Sociedade Portuguesa de Química, em colaboração com a Universidade dos Açores, através do Departamento de Ciências Agrárias e do Centro de Investigação em Tecnologias Agrárias dos Açores (CITAA), vai organizar o 9º Encontro de Química dos Alimentos.
Trata-se de uma das mais importantes iniciativas que se realiza em Portugal sobre a matéria e que se estreia nos Açores, mais precisamente na ilha Terceira, entre 29 de Abril e 2 de Maio.
Ao longo de quatro dias a nova edição do encontro, de carácter bianual, tendo a última decorrido em Beja, vai ter o seguinte tema: “Qualidade e Sustentabilidade”.
As inscrições para o 9º Encontro de Química dos Alimentos deverão ser formalizadas até ao dia 28 de Fevereiro de 2009, podendo os interessados obter mais informações através do correio electrónico: 9eqa2009@uac.pt.
Além de sessões plenárias com oradores convidados, o programa científico incluirá comunicações orais e em poster em torno das seguintes áreas temáticas: “Produção de alimentos e sustentabilidade”, “Qualidade dos Alimentos”, “Nutrição e Saúde”, “Segurança e Toxicologia”, “Alimentos Tradicionais” e “Processamento e Tecnologias de Produção”.
Especialistas locais e internacionais
Após a chegada dos participantes, no dia 28 de Abril, a cerimónia de abertura está marcada para o dia seguinte, à qual se segue a palestra inaugural “Food Quality and Sustainability: a question of balance” (“Qualidade Alimentar e Sustentabilidade: uma questão de equilíbrio”) por Martinus A.J.S. van Boekel, Wageningen University e pela Sessão Plenária I – Produção de alimentos e sustentabilidade: “Sustentabilidade da produção Leiteira nos Açores” por José Matos, Universidade dos Açores. No dia seguinte, a Sessão Plenária II – Qualidade dos Alimentos vai contar com a presença de José Mestre Prates, da Universidade Técnica de Lisboa e a Sessão Plenária III – Nutrição e Saúde, sob o tema “Alimentação, nutrição e saúde” com Pedro Moreira, da Universidade do Porto. Na sexta-feira, dia 1 de Maio, os trabalhos decorrem no Auditório do Ramo Grande, na Praia da Vitória, com a Sessão Plenária IV sobre Alimentos Tradicionais com José Baptista, da Universidade dos Açores.
No último dia do encontro a “Segurança e Toxicologia” ocupará a quinta Sessão Plenária, trazendo a especialista Catherine N. Cutter, da Pennsylvania State University, para falar sobre “Food safety in the United States: an integrated approach” (“Segurança Alimentar nos E.U.A.: uma abordagem integrada”) a sexta sessão plenária sobre “Processamento e Tecnologias de Produção” pela mão de José Teixeira, da Universidade do Minho.
(In A União)

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terça-feira, abril 01, 2008

Novos cursos superiores vieram colmatar as necessidades da Região

Os novos cursos criados pela instituição de ensino superior da Região representam uma marca determinante dos últimos 18 anos e um contributo fundamental para o desenvolvimento dos Açores.Os novos cursos criados pela Universidade dos Açores representam uma marca determinante dos últimos 18 anos e um contributo fundamental para o desenvolvimento dos Açores. Este desenvolvimento deve ser perspectivado, em primeiro lugar, pela existência de uma universidade numa Região tão pequena e isolada como os Açores, o que possibilita a formação qualificada dos seus habitantes em áreas diversas como as Ciências Sociais e Humanas, a Literatura, as Ciências da Educação, as Ciências Agrárias e ainda a Saúde. A tripolaridade é uma característica singular da Universidade açoriana pensada para promover o desenvolvimento dos Açores. A existência de três pólos determina o modo como se pode organizar uma instituição de ensino superior em ilhas, condicionada pela realidade da sua geografia. O impacto que a Universidade tem provocado no desenvolvimento dos Açores nos últimos 18 anos é sustentado pelos seus 32 anos de experiência de ensino, investigação, trabalho de extensão cultural e prestação de serviços úteis para a sociedade. Essa experiência, reflectida hoje num corpo docente sólido a amadurecido, permitiu a criação de novos cursos em áreas específicas que vieram colmatar algumas necessidades da Região. É o exemplo do Curso de Licenciatura em Serviço Social e ainda de outros Cursos de Preparatórios, como Medicina, Ciências da Nutrição, Medicina Veterinária, Psicologia e Arquitectura. Para além do alargamento das áreas de formação de base que se tem verificado nos últimos anos, assiste-se também a uma maior oferta de cursos de Pós-graduação e Mestrado. Pensemos, por exemplo, nos Mestrados de Gestão e Conservação da Natureza, Educação Ambiental e ainda no recém-criado Mestrado em Ética da Vida. Este novo e grande investimento permite a todos aqueles que residem nos Açores, por um lado, garantir a continuidade e o investimento na formação académica e, por outro, aceder com uma maior facilidade a cursos pós-graduados, evitando deslocações contínuas e dispendiosas para tais estudantes.No entanto, a Universidade não tem apenas como missão a componente da formação académica. Importa salvaguardar que um dos grandes desafios que se enfrenta hoje e que tem uma relação directa com o desenvolvimento da Região é a promoção e execução de projectos de investigação científica. Este novo desafio abrange áreas tão diversas como a Biotecnologia, a Biomedicina, a Produção Animal e as Ciências Sociais e Humanas. Os vários projectos científicos em desenvolvimento representam um factor positivo para a saúde, ambiente, agricultura, cultura e educação.Para além do mais, permitem a integração de jovens investigadores, formados na nossa universidade ou noutras universidades portuguesas, e ainda investigadores estrangeiros que se fixam na Região. Além do mais, o facto da Universidade dos Açores estar integrada no espaço da União Europeia permite uma maior circulação de estudantes, nomeadamente daqueles que estão abrigados por programas europeus, como o Erasmus, e que optam por frequentar um semestre ou um ano a nossa Universidade, contribuindo para a promoção e divulgação dos Açores e da investigação e ensino que se faz nas ilhas.

MARTA BARCELOS
Bolseira de Investigação do Centro de Biotecnologia dos Açores
(In Expresso das Nove)

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segunda-feira, março 03, 2008

Nutrição em debate na Escola de São Carlos

A importância da nutrição em debate.
O Terceira Basket Clube, em conjugação de esforços com a treinadora de basquetebol/estudante de nutrição da Universidade dos Açores/Universidade do Porto, Laura Lemos, promoveu uma acção de formação sobre nutrição, destinada, sobretudo, aos atletas dos escalões de minis “A” e “B” do clube. Marcaram presença no pavilhão da escola de São Carlos, em Angra do Heroísmo, cerca de duas dezenas de jovens atletas e alguns pais, estando em agenda a realização de novas acções num futuro próximo, quiçá, de modo mais abrangente, em termos de público-alvo e clubes. Laura Lemos estudou os hábitos alimentares dos atletas e tentou corrigir alguns atropelos às regras da boa alimentação que os mais novos cometem logo pela manhã (o almoço e o jantar serão objecto de outro estudo). “A mensagem que, acima de tudo, pretendemos passar é que os atletas destas idades tenham em atenção aquilo que comem ao pequeno-almoço. Verificámos, através de um pequeno inquérito, que as escolhas, infelizmente, nem sempre são as mais correctas e, como tal, queremos ajudar a corrigir algumas opções”, diz a especialista em nutrição. “As conclusões do inquérito revelaram que a maioria toma o pequeno-almoço, o que é um ponto a favor dos atletas, mas acontece que muitos pensam que estão a seleccionar bem os alimentos, o que, na realidade, não acontece”, prossegue. Enquanto cidadã, treinadora de basquetebol e futura nutricionista, Laura Lemos mostra-se preocupada com aquele que é um dos grandes flagelos da sociedade contemporânea – a obesidade: “É indiscutível que há cada vez mais crianças obesas, o que é deveras preocupante, essencialmente se levarmos em linha de conta as doenças relacionadas. O combate passa pelo exercício físico regular e uma alimentação equilibrada, embora os resultados não sejam imediatos”.“Os maus hábitos alimentares estão enraizados na sociedade. Só com a conjugação actividade física/alimentação equilibrada podemos inverter o quadro vigente. Agora, é um dado adquirido que daqui a 10/15 anos ainda vamos ter muitas crianças obesas, ou seja, não estamos diante de um problema que se resolva a curto prazo”, acrescenta. Para a nossa interlocutora, ninguém se pode demitir das suas responsabilidades. “É imprescindível o envolvimento de toda a sociedade – Casas do Povo, Juntas de Freguesia, Câmaras Municipais, Centros de Saúde, Hospitais, etc., não esquecendo, claro, o próprio Governo. Mesmo reconhecendo os esforços que têm sido desenvolvidos, a informação que chega ao grande público ainda não satisfaz as necessidades”.“Não basta dizer que é preciso ir a um nutricionista. A informação tem que ser mais apelativa e abrangente, apostando-se, por exemplo, em sessões de educação alimentar colectivas e regulares. A partir daqui, as coisas tornam-se mais fáceis, conquanto sem perder de vista que estamos perante um processo longo que exige paciência e muita persistência. Dar o primeiro passo é, na generalidade dos casos, o mais difícil”, afirma, em jeito de conclusão.

TAÇA DE PORTUGAL

A outro nível, a Federação Portuguesa de Basquetebol marcou para a noite da próxima quarta-feira, 5 de Março, pelas 21:00, no pavilhão municipal de Angra do Heroísmo, o encontro Boa Viagem/União da Madeira, relativo aos quartos-de-final da Taça de Portugal.

(In Diário Insular)

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quarta-feira, fevereiro 27, 2008

A obesidade não se resolve a curto prazo

Apesar de todas as campanhas de sensibilização, a obesidade entre os jovens é um problema crescente…É indiscutível que há cada vez mais crianças obesas, o que é deveras preocupante, sobretudo se levarmos em linha de conta as doenças relacionadas. O combate passa pelo exercício físico regular e uma alimentação equilibrada, embora os resultados não sejam imediatos, defende Laura Lemos aluno do Curso de Nutrição Humana do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores/Universidade do Porto.A alimentação inadequada é a principal razão para o facto de encontrarmos com frequência crianças obesas que praticam actividade física regular?
Sem dúvida. Os maus hábitos alimentares estão enraizados na sociedade contemporânea. É, aliás, um fenómeno em crescendo. A maioria dos jovens não faz as melhores escolhas em termos alimentares, tanto em qualidade como em quantidade, embora tenha precisamente a noção contrária. Claro que, neste quadro, é importante educar os encarregados de educação. Em suma, ao contrário do que algumas pessoas ainda pensam, o combate à obesidade passa, em larga escala, pelo binómio alimentação equilibrada/exercício físico regular. Uma sem a outra é como “Carnaval sem samba” para a esmagadora maioria dos brasileiros…Ambos os itens devem andar de mãos dadas. É evidente que quando falamos em exercício físico não nos estamos a referir forçosamente a um trabalho vocacionado apenas para a alta competição, até porque, antes de se iniciar qualquer actividade, é fundamental consultar um especialista que nos passa encaminhar. Agora, só com a conjugação actividade física/alimentação equilibrada podemos ambicionar ao almejado sucesso.
Daqui a quanto tempo podemos começar a ter resultados práticos das acções que estão a ser desenvolvidas no combate à obesidade?
Infelizmente, daqui a 10/15 anos ainda vamos ter muitas crianças obesas. Não estamos perante um problema que se resolva a curto prazo. É imprescindível o envolvimento de toda a sociedade – Casas do Povo, Juntas de Freguesia, Câmaras Municipais, Centros de Saúde, Hospitais, etc., não esquecendo, claro, o próprio Governo. Mesmo reconhecendo os esforços que têm sido desenvolvidos, sobretudo nos últimos tempos, a informação que chega ao grande público ainda não satisfaz as necessidades. Não basta dizer que é preciso ir a um nutricionista. A informação tem que ser mais apelativa e abrangente, apostando-se, por exemplo, em sessões de educação alimentar colectivas e regulares. A partir daqui, as coisas tornam-se mais fáceis, conquanto sem perder de vista que estamos perante um processo longo que exige paciência e muita persistência. Dar o primeiro passo é, na generalidade dos casos, o mais difícil.
É lícito concluir que a sociedade ainda não está devidamente desperta para os perigos – bem reais por sinal – da obesidade?
Como estudante de nutrição, tenho acesso a imensa informação e sinto que a sociedade começa a dar sinais de evidente preocupação. Por vezes, as opções podem ter sido menos apropriadas, mas há, na realidade, uma enorme vontade em combater este flagelo. Lembro, a propósito, que existe uma Plataforma Nacional de Combate à Obesidade, a funcionar em várias localidades do continente. Seria importante que a mesma também chegasse aos Açores.
(In Diário Insular)

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