ENCONTRO - Química dos Alimentos estreia-se na ilha Terceira
Trata-se de uma das mais importantes iniciativas que se realiza em Portugal sobre a matéria e que se estreia nos Açores, mais precisamente na ilha Terceira, entre 29 de Abril e 2 de Maio.

Ao longo de quatro dias a nova edição do encontro, de carácter bianual, tendo a última decorrido em Beja, vai ter o seguinte tema: “Qualidade e Sustentabilidade”.
As inscrições para o 9º Encontro de Química dos Alimentos deverão ser formalizadas até ao dia 28 de Fevereiro de 2009, podendo os interessados obter mais informações através do correio electrónico: 9eqa2009@uac.pt.
Além de sessões plenárias com oradores convidados, o programa científico incluirá comunicações orais e em poster em torno das seguintes áreas temáticas: “Produção de alimentos e sustentabilidade”, “Qualidade dos Alimentos”, “Nutrição e Saúde”, “Segurança e Toxicologia”, “Alimentos Tradicionais” e “Processamento e Tecnologias de Produção”.
Especialistas locais e internacionais
Após a chegada dos participantes, no dia 28 de Abril, a cerimónia de abertura está marcada para o dia seguinte, à qual se segue a palestra inaugural “Food Quality and Sustainability: a question of balance” (“Qualidade Alimentar e Sustentabilidade: uma questão de equilíbrio”) por Martinus A.J.S. van Boekel, Wageningen University e pela Sessão Plenária I – Produção de alimentos e sustentabilidade: “Sustentabilidade da produção Leiteira nos Açores” por José Matos, Universidade dos Açores. No dia seguinte, a Sessão Plenária II – Qualidade dos Alimentos vai contar com a presença de José Mestre Prates, da Universidade Técnica de Lisboa e a Sessão Plenária III – Nutrição e Saúde, sob o tema “Alimentação, nutrição e saúde” com Pedro Moreira, da Universidade do Porto. Na sexta-feira, dia 1 de Maio, os trabalhos decorrem no Auditório do Ramo Grande, na Praia da Vitória, com a Sessão Plenária IV sobre Alimentos Tradicionais com José Baptista, da Universidade dos Açores.
No último dia do encontro a “Segurança e Toxicologia” ocupará a quinta Sessão Plenária, trazendo a especialista Catherine N. Cutter, da Pennsylvania State University, para falar sobre “Food safety in the United States: an integrated approach” (“Segurança Alimentar nos E.U.A.: uma abordagem integrada”) a sexta sessão plenária sobre “Processamento e Tecnologias de Produção” pela mão de José Teixeira, da Universidade do Minho.
Etiquetas: Encontro, José Matos, Nutrição humana, química, química alimentar
O impacto que a Universidade tem provocado no desenvolvimento dos Açores nos últimos 18 anos é sustentado pelos seus 32 anos de experiência de ensino, investigação, trabalho de extensão cultural e prestação de serviços úteis para a sociedade. Essa experiência, reflectida hoje num corpo docente sólido a amadurecido, permitiu a criação de novos cursos em áreas específicas que vieram colmatar algumas necessidades da Região. É o exemplo do Curso de Licenciatura em Serviço Social e ainda de outros Cursos de Preparatórios, como Medicina, Ciências da Nutrição, Medicina Veterinária, Psicologia e Arquitectura. Para além do alargamento das áreas de formação de base que se tem verificado nos últimos anos, assiste-se também a uma maior oferta de cursos de Pós-graduação e Mestrado. Pensemos, por exemplo, nos Mestrados de Gestão e Conservação da Natureza, Educação Ambiental e ainda no recém-criado Mestrado em Ética da Vida. Este novo e grande investimento permite a todos aqueles que residem nos Açores, por um lado, garantir a continuidade e o investimento na formação académica e, por outro, aceder com uma maior facilidade a cursos pós-graduados, evitando deslocações contínuas e dispendiosas para tais estudantes.No entanto, a Universidade não tem apenas como missão a componente da formação académica. Importa salvaguardar que um dos grandes desafios que se enfrenta hoje e que tem uma relação directa com o desenvolvimento da Região é a promoção e execução de projectos de investigação científica. Este novo desafio abrange áreas tão diversas como a Biotecnologia, a Biomedicina, a Produção Animal e as Ciências Sociais e Humanas. Os vários projectos científicos em desenvolvimento representam um factor positivo para a saúde, ambiente, agricultura, cultura e educação.Para além do mais, permitem a integração de jovens investigadores, formados na nossa universidade ou noutras universidades portuguesas, e ainda investigadores estrangeiros que se fixam na Região. Além do mais, o facto da Universidade dos Açores estar integrada no espaço da União Europeia permite uma maior circulação de estudantes, nomeadamente daqueles que estão abrigados por programas europeus, como o Erasmus, e que optam por frequentar um semestre ou um ano a nossa Universidade, contribuindo para a promoção e divulgação dos Açores e da investigação e ensino que se faz nas ilhas.
Agora, é um dado adquirido que daqui a 10/15 anos ainda vamos ter muitas crianças obesas, ou seja, não estamos diante de um problema que se resolva a curto prazo”, acrescenta. Para a nossa interlocutora, ninguém se pode demitir das suas responsabilidades. “É imprescindível o envolvimento de toda a sociedade – Casas do Povo, Juntas de Freguesia, Câmaras Municipais, Centros de Saúde, Hospitais, etc., não esquecendo, claro, o próprio Governo. Mesmo reconhecendo os esforços que têm sido desenvolvidos, a informação que chega ao grande público ainda não satisfaz as necessidades”.“Não basta dizer que é preciso ir a um nutricionista. A informação tem que ser mais apelativa e abrangente, apostando-se, por exemplo, em sessões de educação alimentar colectivas e regulares. A partir daqui, as coisas tornam-se mais fáceis, conquanto sem perder de vista que estamos perante um processo longo que exige paciência e muita persistência. Dar o primeiro passo é, na generalidade dos casos, o mais difícil”, afirma, em jeito de conclusão.
A alimentação inadequada é a principal razão para o facto de encontrarmos com frequência crianças obesas que praticam actividade física regular?