quarta-feira, março 11, 2009

Comercialização de carne e leite preocupa produtores da Terceira

Os agricultores da ilha Terceira estão preocupados com a comercialização, certificação, qualidade dos produtos e a eficiência da gestão agro-pecuária, alertou esta segunda-feira o presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória.
Roberto Monteiro, que falava numa conferência de imprensa para apresentar o programa das 2/as Jornadas Agrícolas da Praia da Vitória, sustentou que “hoje coloca-se o problema da sobrevivência para uns e da expansão para outros”.
Segundo o autarca, “a situação actual é reflexo da situação mundial do sector do leite, lacticínios e da carne que somado ao problema da crise mundial faz com que a eficiência a todos os níveis seja a chave para o sucesso”.
As jornadas, que decorrem entre 19 e 21 de Março na freguesia dos Biscoitos na Praia da Vitória (Ilha Terceira), vão debater a “Actividade Agrícola na Economia Regional” e “Os Sectores do Leite e da Carne”.
A iniciativa inclui intervenções do Presidente da Federação Agrícola dos Açores, Jorge Rita, do presidente da Associação Agrícola da Ilha Terceira (AAIT), Paulo Simões Ferreira e de diversos técnicos do governo regional e investigadores do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores.
Como convidados intervêm Dora Pereira (SATIVA - Controlo e Certificação de Produtos que aborda a produção biológica de leite e carne) de Fernando Carvalho (director Comercial da Lactaçores), que vai falar da dificuldade dos mercados nacionais e internacionais, e de João Alberto Catalão (Instituto de Negociação de Vendas), que vai perspectivar as “Tendências Futuras do Mercado dos Produtos Lácteos”.
Para o director regional do Desenvolvimento Agrário dos Açores, Joaquim Pires, “é fundamental transmitir as actualizações sobre a evolução dos sectores, promovendo uma reflexão sobre as melhores soluções num mercado global cada vez mais competitivo”.
Paulo Simões Ferreira, presidente da AAIT, “todas as mudanças estão a ocorrer demasiado depressa e que torna constantemente desactualizadas as soluções”.
Os produtores de leite debatem-se com diversas dificuldades originadas pelo agravamento dos custos dos factores de produção associados à descida do preço do leite.
O presidente da AAIT revelou recentemente que a redução em 4,5 cêntimos por litro de leite decidida pela indústria impôs um prejuízo de 6 milhões de euros anuais aos produtores locais.
As 2/as Jornadas Agrícolas da Praia da Vitória são financiadas pela autarquia da Praia da Vitória, governo regional e promovidas pela Associação Agrícola da Ilha Terceira e Associação de Jovens Agricultores Terceirenses.
Na ilha Terceira existem 1.200 produtores agro-pecuários, dos quais 800 da produção de leite e os restantes do sector da carne de bovino.
No ano passado, produziram-se nos Açores 515 milhões de litros de leite dos quais 126,5 milhões na ilha Terceira.
No sector da carne, a região produziu 1 milhão de quilos de carne de bovino dos quais 378 mil na ilha.

(In Lusa)

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sábado, janeiro 10, 2009

Parabéns UAC

Foi em 9 de Janeiro de 1976, que o então Instituto Universitário dos Açores deu início a um novo ciclo da História dos Açores e do País.Para quem estudou no DCA, sabe bem da importância da Universidade dos Açores ter 3 campus universitários, pois num arquipélago com 9 ilhas, foi e é importante descentralizar esses pólos, para que os Açores tenham um desenvolvimento harmonioso e equilibrado.Em dia de festa da nossa Universidade, não podia deixar de assinalar esta data e partilhá-la convosco!Parabéns, Universidade dos Açores pelos teus 33 anos!!!

(In Joaquim Leça Associação dos Antigos Alunos de Ciências Agrárias)

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sábado, dezembro 06, 2008

Jardim Vertical: A Gestão Inteligente dos Espaços Verdes

DIOGO RICOU é responsável técnico da empresa Monteiro & Ricou, Lda. Licenciado em engenharia agrícola pela Universidade dos Açores. Desde sempre que esteve ligado a esta área. Também dá formação na área da jardinagem, nomeadamente planeamento de jardins. Dá aulas ao curso CEF jardinagem numa escola em Esmoriz, etc.. A Monteiro & Ricou presta serviços, tais como: consultadoria, gestão de obras, construção de jardins, implantação de sistemas de rega, instalação de jardins verticais, agricultura, projectos.
A gestão do espaço é cada vez mais importante nos dias que correm. Esta passa pelo correcto planeamento a todos os níveis nas diversas especialidades, desde o projecto de paisagismo até a conclusão final da obra; todas as etapas devem ser escrupulosamente respeitadas, só assim os resultados tendem a aparecer a curto e médio prazo e normalmente são bastante satisfatórios
Então se o espaço físico é reduzido porque não criar na vertical?
Desde há décadas que se constrói na vertical com os mais diversos fins, então porque não aplicar essa técnica também aos espaços verdes? Respondendo a esta necessidade diversas pessoas, entendidos e empresas têm dedicado parte da sua vida a tentar solucionar o problema da manifesta falta de espaço existente nas nossas cidades. Surge então o conceito de jardim vertical.
Muitos são os sistemas existentes e os seus nomes. Variam sobretudo na sua complexidade mas têm um elemento em comum, o culto do verde.
A ideia inicial partiu do mestre Patrick Blanc, que neste momento tem já implantadas inúmeras obras de referência, como o museu de Quai Branly em Paris e o Caixa Forum em Madrid (ver foto de abertura).
As utilizações deste tipo de sistema são inúmeras e podem funcionar tanto em espaços interiores como no exterior; alguns exemplos disso são: as fachadas de edifícios, cobertura de muros, paredes, labirintos, divisão de espaços, solução para decoração, eventos, etc.
As vantagens centram-se sobretudo na naturalização do espaço urbano, ou seja tornar vivo e verde o que normalmente é “cinzento” e sem vida.
Os jardins verticais apresentam também características que actuam ao nível da acústica e funcionam como uma barreira contra os raios solares (conforto térmico).
Esta gestão do espaço é adaptável a praticamente qualquer tipo de situação da qual deriva um produto com uma enorme mais-valia .

(In Portal do Jardim . Com)

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quinta-feira, julho 10, 2008

Ciências Agrárias - Angra do Heroísmo - Universidade dos Açores

Ciências Agrárias
Universidade dos Açores - Angra do Heroísmo

Endereço e Contactos do Estabelecimento
Campus de Angra 9701-851 TERRA CHÃ
Tel: 295402200
Fax: 295402205
http://www.angra.uac.ptddca@notes.angra.uac.pt
Características do Estabelecimento/Curso
Código: 0110/9022
Grau: Licenciatura - 1º ciclo
Duração: 6 Semestres
ECTS: 180
Concurso: Nacional
Vagas para 2008/2009: 10
Tipo de Ensino: Ensino Superior Público Universitário
Provas de Ingresso
Uma das seguintes provas:
02 Biologia e Geologia (B)
02 Biologia e Geologia (G)
07 Física e Química (F)
07 Física e Química (Q)
16 Matemática
Classificações Mínimas
Nota de Candidatura: 95 pontos
Provas de Ingresso: 95 pontos
Fórmula de Cálculo
Média do secundário: 65%
Provas de ingresso: 35%
Preferência Regional
Percentagem de vagas: 50
Área de Influência: R. A. Açores

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sexta-feira, julho 04, 2008

De outras paragens

Somos um grupo de quatro jovens estudantes, estudando Ciências da Nutrição, Ciências Agrárias e Ciências Farmacêuticas na Universidade dos Açores, na ilha Terceira. Deixamos o conforto do nosso lar, nomeadamente Santa Maria da Feira, Paredes de Coura e Vignonello (itália), em busca do nosso futuro.
Para chegarmos aqui foi uma aventura, pois desconhecíamos por completo a beleza natural desta bela ilha festiva, a Terceira.
Numa das nossas visitas à Ilha descobrimos e tivemos a oportunidade de conhecer o vinho maravilhoso dos Biscoitos.

(In Bagos D'Uva)

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terça-feira, abril 01, 2008

Novos cursos superiores vieram colmatar as necessidades da Região

Os novos cursos criados pela instituição de ensino superior da Região representam uma marca determinante dos últimos 18 anos e um contributo fundamental para o desenvolvimento dos Açores.Os novos cursos criados pela Universidade dos Açores representam uma marca determinante dos últimos 18 anos e um contributo fundamental para o desenvolvimento dos Açores. Este desenvolvimento deve ser perspectivado, em primeiro lugar, pela existência de uma universidade numa Região tão pequena e isolada como os Açores, o que possibilita a formação qualificada dos seus habitantes em áreas diversas como as Ciências Sociais e Humanas, a Literatura, as Ciências da Educação, as Ciências Agrárias e ainda a Saúde. A tripolaridade é uma característica singular da Universidade açoriana pensada para promover o desenvolvimento dos Açores. A existência de três pólos determina o modo como se pode organizar uma instituição de ensino superior em ilhas, condicionada pela realidade da sua geografia. O impacto que a Universidade tem provocado no desenvolvimento dos Açores nos últimos 18 anos é sustentado pelos seus 32 anos de experiência de ensino, investigação, trabalho de extensão cultural e prestação de serviços úteis para a sociedade. Essa experiência, reflectida hoje num corpo docente sólido a amadurecido, permitiu a criação de novos cursos em áreas específicas que vieram colmatar algumas necessidades da Região. É o exemplo do Curso de Licenciatura em Serviço Social e ainda de outros Cursos de Preparatórios, como Medicina, Ciências da Nutrição, Medicina Veterinária, Psicologia e Arquitectura. Para além do alargamento das áreas de formação de base que se tem verificado nos últimos anos, assiste-se também a uma maior oferta de cursos de Pós-graduação e Mestrado. Pensemos, por exemplo, nos Mestrados de Gestão e Conservação da Natureza, Educação Ambiental e ainda no recém-criado Mestrado em Ética da Vida. Este novo e grande investimento permite a todos aqueles que residem nos Açores, por um lado, garantir a continuidade e o investimento na formação académica e, por outro, aceder com uma maior facilidade a cursos pós-graduados, evitando deslocações contínuas e dispendiosas para tais estudantes.No entanto, a Universidade não tem apenas como missão a componente da formação académica. Importa salvaguardar que um dos grandes desafios que se enfrenta hoje e que tem uma relação directa com o desenvolvimento da Região é a promoção e execução de projectos de investigação científica. Este novo desafio abrange áreas tão diversas como a Biotecnologia, a Biomedicina, a Produção Animal e as Ciências Sociais e Humanas. Os vários projectos científicos em desenvolvimento representam um factor positivo para a saúde, ambiente, agricultura, cultura e educação.Para além do mais, permitem a integração de jovens investigadores, formados na nossa universidade ou noutras universidades portuguesas, e ainda investigadores estrangeiros que se fixam na Região. Além do mais, o facto da Universidade dos Açores estar integrada no espaço da União Europeia permite uma maior circulação de estudantes, nomeadamente daqueles que estão abrigados por programas europeus, como o Erasmus, e que optam por frequentar um semestre ou um ano a nossa Universidade, contribuindo para a promoção e divulgação dos Açores e da investigação e ensino que se faz nas ilhas.

MARTA BARCELOS
Bolseira de Investigação do Centro de Biotecnologia dos Açores
(In Expresso das Nove)

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sábado, março 01, 2008

Governo apoiou investigação científica no Arquipélago

Cerca de 817 mil euros foi quanto o Governo dos Açores disponibilizou, nos últimos dois anos, às unidades de investigação científica acreditadas na Fundação para a Ciência e Tecnologia e sediadas na Região.
A informação foi avançada pelo director regional da Ciência e Tecnologia que sublinhou o facto daqueles apoios “terem contribuído, de forma decisiva, para o normal funcionamento e desenvolvimento” de seis unidades de investigação científica do arquipélago. As unidades de investigação e desenvolvimento (UI&D) acreditadas que beneficiaram deste apoio foram o Centro de Biotecnologia dos Açores, Centro de Estudos de Economia Aplicada do Atlântico, Centro de Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos, Centro de Investigação e Recursos Naturais, Centro IMAR da Universidade dos Açores e Centro de Investigação em Tecnologias Agrárias.

Segundo João Luís Gaspar, o Governo vai manter, no próximo triénio, os apoios aos principais centros de investigação da Universidade dos Açores, estando prevista a abertura de um novo período de candidaturas, num valor da ordem dos 900 mil euros, que já terá em consideração a integração de algumas das unidades nas novas estruturas tecnológicas que se encontram em fase de constituição.Tendo por base o resultado das visitas de acompanhamento realizadas às diferentes U&ID e a análise dos seus relatórios anuais, o balanço final da primeira edição desta medida do Plano Integrado para a Ciência e Tecnologia permite “confirmar o impacte do investimento efectuado quer através da melhoria das condições de trabalho dos investigadores, quer através do aumento da produção científica”, adiantou ainda o director regional. Os apoios atribuídos pelo Governo visam “favorecer a sustentabilidade e o crescimento das UI&D acreditadas, cujo trabalho é uma mais-valia para o desenvolvimento da Região, atenuar o impacte dos custos de insularidade nas actividades de investigação e desenvolvimento e propiciar a adopção de mecanismos de gestão e coordenação científica eficientes”, explicou.Com as verbas disponibilizadas, tem sido possível aos referidos centros de investigação contratar pessoal para o exercício de funções de gestão administrativa e financeira e pessoal técnico auxiliar ou superior para o apoio de actividades laboratoriais. As comparticipações governamentais tiveram igualmente o propósito de auxiliar as instituições em missões no país ou no estrangeiro e na aquisição de serviços e consumíveis, incluindo material de secretaria e de laboratórios.

(In Canal de Notícias dos Açores)

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quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Avaliação do Centro de Investigação em Tecnologias Agrárias dos Açores

Decorreu, durante o dia 11 de Fevereiro de 2007, a avaliação do Centro de Investigação e Tecnologias Agrárias dos Açores (CITA-A) da Fundação Ciência e Tecnologia, sedeado no Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores.
A equipa de avaliação, constituída maioritariamente por docentes e investigadores europeus, assistiu a uma apresentação dos trabalhos e projectos desenvolvidos pelos diferentes grupos, ao que se seguiu um período de perguntas e respostas.
A equipa de avaliação visitou os laboratórios e locais de trabalho no Departamento de Ciências Agrárias, na Terra Chã, Angra do Heroísmo.

O CITA-A (Centro de Investigação e Tecnologias Agrárias dos Açores) é uma unidade pluridisciplinar de investigação e prestação de serviços na área das ciências agrárias e do ambiente, subsidiada por Programas Trienais e Programáticos da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (Ministério da Ciência e da Tecnologia). Ao CITA-A são atribuídas várias funções, entre as quais o fomento da realização de investigação científica fundamental e aplicada, a organização e promoção de actividades de prestação de serviços à comunidade, assim como a realização de seminários, conferências, colóquios e outras actividades similares, congressos, semanas de estudo e outras reuniões, no âmbito das actividades de investigação desenvolvidas ou com elas relacionadas, e ainda, participar nas actividades congéneres promovidas por outras entidades.O CITA-A é integrado por docentes, investigadores, alunos e funcionários da Universidade dos Açores – Departamento de Ciências Agrárias, podendo admitir membros associados.As principais áreas de actuação do CITA-A são: Modelação e Estudos Ambientais; Sistemas de Produção e Tecnologia Alimentar. Dentro de cada uma dessas áreas existem ainda várias subáreas relacionadas, sendo elas:- Modelação e Estudos Ambientais: Biodiversidade Vegetal; Biodiversidade Animal; Climatologia Aplicada; Qualidade da Água; Ecotoxicologia e Saúde Pública: Física e Química da Atmosfera; Hidrologia; Gestão de Recursos Hídricos; Sistemas de Uso do Solo; Poluição; Energias Renováveis; Indicadores de Desempenho de Sistemas de Saneamento; Valorização de Resíduos; Educação Ambiental; Gestão de Resíduos; Economia dos Recursos Naturais.- Sistemas de Produção: Fisiologia e Reprodução Animal; Nutrição e Alimentação Animal; Produção de Monogástricos; Produção de Ruminantes; Genética do Melhoramento Animal; Pastagens e Seu Maneio; Produção e Tecnologia de Forragens; Sistemas Intensivos de Produção Agrícola; Agricultura Ecológica; Fertilidade e Qualidade de Solos; Protecção Integrada de Culturas, A Produção e o Ambiente; Bem-estar Animal; Biotecnologia; Recursos Aquáticos.- Tecnologia Alimentar: Tecnologia de Carnes; Tecnologia de Produtos Vegetais; Tecnologias de Produtos Lácteos; Tecnologia de Pescado; Enologia; Microbiologia Aplicada; Comercialização de Produtos; Controlo da Qualidade de Produtos Alimentares, Higiene e Segurança Alimentar.

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quarta-feira, outubro 31, 2007

Festa da Castanha na Terra-Chã

A 17ª edição da Festa da Castanha decorre hoje (31 de Outubro de 2007), a partir das 20H30, na Terra-Chã, ilha Terceira-Açores. Como já é tradição, será servido, no largo da igreja, castanhas, sardinhas e vinho de cheiro (vinho produzido a partir de uvas da casta americana Isabela), havendo ainda música popular. O evento é realizado pela Junta de Freguesia da Terra-Chã com o objectivo de promover a castanha viana como fruto típico da freguesia. Segundo o presidente da Junta de Freguesia, Armando Braga, com a festa pretende-se também alertar para a necessidade de “preservar o valioso património natural que são os castanheiros centenários e os espaços onde vivem e resistem as famosas quintas da Terra-Chã”.

“A nova praga do bichado da castanha faz questão de se alojar nos nossos pomares e, de ano para ano, tem vindo a desenvolver-se e a aumentar os prejuízos na produção e venda da nossa castanha”, referiu o autarca local, adiantando que se teme que a situação “venha a desalentar o esforço que os nossos produtores têm vindo a suportar para manter as suas quintas e a nossa preciosa castanha”. No entanto, Armando Braga referiu estar confiante no trabalho que está a ser desenvolvido pelos Serviços de Desenvolvimento Agrário e pelo Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, com vista a estudar e a conseguir soluções que atenuem os problemas que atingem a castanha viana da Terra Chã. Entretanto, no dia 09 de Novembro, pelas 20H00, no Campo de Férias da Fonte Faneca, decorre uma sessão de esclarecimento sobre os estudos técnicos desenvolvidos para o combate ao bichado da castanha, seguindo-se o tradicional convívio com os produtores e colaboradores da Festa da Castanha.


(In Diário Insular)


Presume-se que a castanha seja oriunda da Ásia Menor, Balcãs e Cáucaso, acompanhando a história da civilização ocidental desde há mais de 100 mil anos. A par com o pistácio, a castanha constituiu um importante contributo calórico ao homem pré-histórico que também a utilizou na alimentação dos animais.
Os Gregos e os Romanos colocavam castanhas em ânforas cheias de mel silvestre. Este, conservava o alimento e impregnava-o com o seu sabor. Os romanos incluíam a castanha nos seus banquetes. Durante a Idade Média, nos mosteiros e abadias, monges e freiras utilizavam frequentemente as castanhas nas suas receitas. Nos Açores essa tradição gastronómica também existe e associada a receitas conventuais, de freias instaladas nas ilhas desde praticamente o povoamento. Por esta altura, a castanha, era moída, tendo-se tornado mesmo um dos principais farináceos da Europa.
Com o Renascimento a gastronomia assume novo requinte, com novas fórmulas e confecções. Surge o marron glacé, passando de França para Espanha e daí, com as Invasões Francesas, chega a Portugal.
A castanha que comemos é, de facto, uma semente que surge no interior de um ouriço (o fruto do castanheiro). Mas, embora seja uma semente como as nozes, tem muito menos gordura e muito mais amido (um hidratos de carbono), o que lhe dá outras possibilidades de uso na alimentação. As castanhas têm mesmo cerca do dobro da percentagem de amido das batatas. São também ricas em vitaminas C e B6 e uma boa fonte potássio. Consideradas, actualmente, quase como uma “guloseima” de época, as castanhas, em tempo idos, constituíram um nutritivo complemento alimentar, substituindo o pão na ausência deste, quando os rigores e escassez do Inverno se instalavam. Cozidas, assadas ou transformadas em farinha, as castanhas sempre foram um alimento muito popular, cujo aproveitamente remonta à Pré-História.


(In Wikipédia)

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domingo, outubro 14, 2007

Economia Agrária: que interesse prático?

Em entrevista ao Diário Insular, a Professora do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, Emiliana Silva, fala sobre o 6º Congresso da Associação Portuguesa de Economia Agrária a realizar no Arquipélago Açoriano, em Ponta Delgada-São Miguel.
Diário Insular (DI)-Em vez de S. Miguel, não seria preferível realizar o 6º Congresso de Economia Agrária numa ilha da ruralidade e da insularidade profundas?
Emiliana Silva (ES)- Um critério a adoptar para a opção por uma ilha seria a existência da Universidade dos Açores, por questões de facilidade logística, dado que os organizadores pertencem a esta instituição. Em resultado, a opção ficaria condicionada à existência das três cidades onde está presente a Universidade dos Açores: Angra do Heroísmo, Ponta Delgada e Horta. Na realidade, muitos eventos relacionados com o tema da economia têm sido realizados na ilha Terceira pelo Doutor Tomaz Dentinho. Pensamos que poderíamos e deveríamos alargar o conhecimento da realidade da economia açoriana a outras ilhas, além de que temos um apoio do colega na área da economia agrária, o Doutor Fernando Lopes, em S. Miguel. É de notar que embora exista uma diversidade da realidade das ilhas, em todas elas identificamos uma ruralidade e insularidade, inclusive em S. Miguel, onde são mais notórias as disparidades do rural e urbano. Acaba por ser significativo a nível educativo e económico, em qualquer ilha, porque contamos com a participação de todos, quer técnicos quer agricultores ou público em geral.
DI - O que pode este congresso trazer de novo aos Açores?
ES- Os congressos trazem sempre novidades. Contamos com os investigadores de economia agrária da Universidade dos Açores e suas equipas de trabalho, com os técnicos das secretarias da Agricultura (DRDA; DRACA), do Ambiente, da Economia, dos Serviços de Desenvolvimento Agrário, para que haja contribuições, aumentar o conhecimento da economia dos Açores. Mas também esperamos pelas contribuições de outros investigadores de outras realidades, com outras experiências, de modo a beneficiar a economia agrária na generalidade, em particular a economia dos Açores.
DI-A economia agrária é, entre nós, um tema para académicos e outros estudiosos do fenómeno ou tem sido possível vulgarizar esse saber?
ES-A economia agrária é para todos, é produzida principalmente na universidade, mas os seus resultados são apresentados a todos. Estou convencida que tem sido útil quer aos políticos, quer aos agricultores. Na verdade, muito do conhecimento que temos vindo a produzir na Universidade dos Açores está voltado para o quotidiano das explorações agrícolas e para melhorar a sua competitividade.
DI-É verdade que o sector primário caminha por becos de saída muito duvidosos?
ES-Eu sou uma optimista, acredito nos Açores, no seu desenvolvimento, e também acredito no sector primário. O sector leiteiro açoriano parece-me um caminho, temos é que identificar o que torna este sector diferente e tentar “vendê-lo” por esta razão. Quer a produção do leite quer a produção de queijo têm sido reconhecidas a nível nacional ou internacional, só temos que colocá-los no sítio certo. Posso garantir-lhe que em sítio nenhum do mundo existe uma manteiga tão boa como a nossa. Temos produtos de grande qualidade, temos que acreditar mais no que fazemos e acreditar que os nossos produtos são tão bons ou melhores que os seus concorrentes.
(In Diário Insular)

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quinta-feira, outubro 11, 2007

6º Congresso da Associação Portuguesa de Economia Agrária será nos Açores

A Professora Emiliana Silva, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores foi eleita, durante o 5º Congresso da Associação Portuguesa de Economia Agrária que se realizou em Vila Real, para a Comissão Consultiva dessa Associação.
Na sequência dessa eleição, evidenciou esforços para que o 6º Congresso da Associação Portuguesa de Economia Agrária, se realizasse pela primeira vez no Arquipélago Açoriano. Assim, o 6º Congresso da APDEA realizar-se-á na cidade de Ponta Delgada, em São Miguel.

Essa Associação é uma Sociedade Científica que tem como prinicpais objectivos contribuir para o esclarecimento dos problemas económicos e sociais do sector agrícola português e fomentar o progresso do conhecimento no domínio da Economia Agrária.

(In Diário Insular)

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terça-feira, outubro 02, 2007

Curso de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores

A agricultura assume particular importância nos Açores, não só por termos uma região com cerca de 102 mil vacas leiteiras, num universo de 236 mil bovinos, o que demonstra bem a nossa vocação para a produção de leite, com 43,2 por cento do efectivo destinado a esse sector. A área dos Açores, que representa apenas 2% do território nacional é responsável por 27% da produção de leite portuguesa.
A agricultura açoriana ultrapassa a visão reducionista de ser apenas o conjunto dos agricultores e das suas produções, existindo para além deste, um outro conjunto muito significativo de actividades, que dela faz parte. Esse último conjunto de actividades desenvolve-se em íntima relação com a agricultura e dela depende nos seus desempenhos, como afirmam os responsáveis políticos do sector.
A formação técnica é o motor da criação e promoção de condições que favorecem a competitividade e sustentabilidade desse sector produtivo no Arquipélago.
É incompreensível, que numa Região com estas características, um curso superior nessa área, como é o caso do de Ciências Agrárias ministrado pela Universidade dos Açores, não tivesse candidatos.

Na primeira fase das candidaturas de acesso ao Ensino Superior, apenas um aluno manifestou interesse em formar-se nessa área. Por lapso, impossível de contornar atempadamente, foi exigido como disciplina de acesso a matemática, que foge às expectativas de exigência científica de qualquer aluno que se pretenda formar em Ciências Agrárias.
A bem da verdade, tal lapso não foi impeditivo de que neste momento, o curso esteja completamente cheio, incluindo as 20% das vagas destinadas a acessos especiais. Apraz-nos assim informar que o curso de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, que tem a duração de seis semestres lectivos organizados pelo sistema de créditos curriculares (regime de Bolonha), e que permite, após a licenciatura, ter acesso a dois ramos de especialização (Mestrado): na área da produção animal e vegetal, encheu completamente no corrente ano lectivo.
(In Diário Insular)

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