segunda-feira, outubro 20, 2008

Mini-cursos agro-ambientais na Universidade

Arte-floral; Proteger e Propagar as Plantas; Horta Biológica; e Aromáticas e Medicinais são os temas dos mini-cursos agro-ambientais que a Universidade dos Açores disponibiliza a qualquer pessoa interessada, entre os meses de Outubro de 2008 e Julho de 2009.
O primeiro mini-curso, Arte Floral, realiza-se já no próximo dia 25 de Outubro, das 10h00 ás 13h00 e das 14h00 ás 17h00, nas instalações do Pico da Urze do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores. Segue-se, a 24 de Janeiro de 2009, Proteger e Propagar as Plantas, com sessões teórico/prático, das 10h00 ás 18h00.
Com sessões teórico/prático será também o mini-curso Horta Biológica, sobre conhecimentos para a implantação de uma horta biológica caseira, a realizar a 18 e 19 de Abril de 2009, respectivamente das 10h00 ás 18h00 e das 10h00 ás 13h00.
A identificação e caracterização das principais plantas aromáticas e medicinais serão as aprendizagens do mini-curso Aromáticas e Medicinais, a desenvolver com sessões teórico/prático nos dias 11 e 12 de Julho das 10h00 ás 18h00 e das 10h00 ás 13h00.
No âmbito deste projecto será ainda realizado um workshop em artesanato de trabalhos com folha de milho, e valorização da imagem do artesanato açoriano, no dia 25 de Outubro, das 10h00 ás 13h00 e das 14h00 ás 17h00.
A iniciativa do Centro de Investigação de Tecnologias Agrárias dos Açores, Grupo de Biodiversidade dos Açores, e Centro Regional de Apoio ao Artesanato, promovida pelo Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, conta com os formadores Beatriz Bigotte Chorão, Henriqueta Carvalho, Victor Gomes e Luís Alves. As inscrições, limitadas a 30 participantes por curso, estão abertas até 22 de Outubro com preços que variam entre os 50 e os 60 euros. Cada um dos participantes terá direito a um certificado de assistência.

(In A União)

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quarta-feira, outubro 01, 2008

600 mil euros para projectos científicos

Os projectos vão ser desenvolvidos pelo recém-criado Instituto de Biotecnologia e Biomedicina dos Açores.
O Governo Regional assinou, na passada sexta-feira, oito protocolos de colaboração com diversos investigadores do recém-criado Instituto de Biotecnologia e Biomedicina dos Açores (IBBA) no valor global de 600 mil euros. Os acordos, subscritos na sessão de encerramento das I Jornadas Científicas do IBBA que reuniram durante dois dias, em Angra do Heroísmo, cerca de uma centena de investigadores, revestem-se de “grande importância”, segundo sublinhou o director regional de Ciência e Tecnologia. João Luís Gaspar congratulou-se com o facto de o encontro ter sido “muito participado” e dele terem surgido parcerias entre as unidades operacionais que constituem o IBBA para a criação dos primeiros projectos de investigação deste instituto açoriano. Segundo acrescentou, o principal objectivo na presente fase é incentivar a colaboração e potenciar um fortalecimento da massa crítica científica regional.“Valorização dos produtos lácteos dos Açores - Bioactividade”; “Identificação molecular de micro-organismos com interesse de investigação científica e tecnológica em domínios específicos”; “Caracterização genómica do cancro Heredo/família nos Açores”, “Caracterização genómica, transcriptómica e proteónica da família do DISH/condrocalcinose”; “Modulação da composição lipídica de embriões bovinos produzidos in vitro”, “Caracterização de compostos bioactivos isolados de microorganismos dos Açores”, “Biodiversidade das respostas moleculares de defesa, stress e ambientais em organismos marinhos do mar profundo” e “Patologias de elevada prevalência nos Açores” são os projectos que contam com o financiamento do Executivo. O director regional destacou, por outro lado, a existência de um grande número de jovens investigadores, facto que traduz “o forte potencial de investigação para os projectos do IBBA e para a génese do parque tecnológico”. O IBBA, consórcio de investigação e desenvolvimento (I&D), tem como parceiros científicos o Serviço de Epidemiologia e Biologia Molecular do Hospital de Angra do Heroísmo, a Unidade de Genética e Patologia Moleculares do Hospital de Ponta Delgada e a Universidade dos Açores, representada pelo Centro de Biotecnologia dos Açores, Centro IMAR/DOP, Centro de Investigação e Recursos Naturais e Centro de Investigação e Tecnologias Agrárias.

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segunda-feira, setembro 01, 2008

Apresentados Projectos de investigação

Nove propostas de investimento foram apresentadas à Direcção Regional da Ciência e Tecnologia, no âmbito do concurso público de apresentação de projectos de investigação científica nas áreas de Biotecnologia e Biomedicina.Os projectos candidatados totalizam um investimento da ordem dos 600 mil euros, a conceder pelo Governo dos Açores ao longo de três anos, e abrangem áreas de interesse para o desenvolvimento sustentável da Região. De acordo com o gabinete de imprensa do Governo dos Açores, a iniciativa enquadra-se no processo de arranque das actividades científicas do Instituto de Biotecnologia e Biomedicina dos Açores (IBA), recentemente criado. Visa possibilitar acções de cooperação entre as diversas unidades operacionais que constituem a nova instituição. Entre os elementos operacionais do IBA figuram equipas de investigação dos centros de Biotecnologia dos Açores, de Investigação de Recursos Naturais, de Investigação em Tecnologias Agrárias e do IMAR/DOP, todos da Universidade dos Açores, além do Serviço Especializado de Epidemiologia e Biologia Molecular do Hospital de Santo Espírito em Angra do Heroísmo. A valorização dos produtos lácteos e a identificação de microrganismos com interesse biotecnológico para produtos açorianos, constituem alguns dos temas dos projectos.

(In Açoriano Oriental)

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Apoios para centros de investigação terão por base a avaliação

A Direcção Regional da Ciência e Tecnologia vai implementar um novo programa de financiamento plurianual destinado às unidades de investigação e desenvolvimento (I&D) dos Açores.
Este programa será baseado nos resultados da avaliação externa independente a que os centros são periodicamente sujeitos. Quem o disse foi o director regional da Ciência e Tecnologia, João Luís Gaspar, ao fazer o balanço do primeiro programa de financiamento plurianual às unidades I&D relativo ao período 2005 a 2007. Segundo o governante, no primeiro triénio as unidades de I&D acreditadas pela Fundação para a Ciência e Tecnologia cumpriram globalmente com o acordado, tendo executado uma verba na ordem dos 817 mil euros. Tratou-se de um financiamento especialmente dirigido para apoiar de igual modo as despesas de funcionamento de todos os centros, independentemente da sua dimensão e avaliação externa. Teve por objectivo dar uma mesma oportunidade a tais grupos de investigação, explicou.Acrescentou ainda que, três anos depois, o Governo dos Açores decidiu, em conformidade com o acordado na última reunião do Conselho Consultivo da Ciência e Tecnologia, publicar novos regulamentos para esta medida do Plano Integrado da Ciência, Tecnologia e Inovação, condicionando o financiamento atribuído a cada centro ao resultado obtido no último processo de avaliação externa.Com o novo modelo a direcção regional da Ciência e Tecnologia atribuirá 100 do financiamento base às unidades com a classificação de excelente, 75 às muito boas, 50 às classificadas com bom e 25 às razoáveis, não afectando qualquer verba a centros que venham a ser avaliados com notas inferiores.O financiamento base definido para o programa plurianual 2008-2010 das unidades de I&D acreditadas situa-se nos 75 mil euros por ano, referiu o director regional. Luís Gaspar indicou o Centro de Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos e o Centro IMAR da Universidade dos Açores, avaliados por peritos externos com Muito Bom, que receberão, em 2008, 56.250 euros cada, enquanto que as restantes quatro unidades de investigação - o Centro de Biotecnologia dos Açores, o Centro de Investigação de Recursos Naturais, o Centro de Estudos de Economia Aplicada do Atlântico e o Centro de Investigação em Tecnologias Agrárias, avaliados com Bom - receberão cada um 37.500 euros.No total, esta nova iniciativa do Governo dos Açores garante mais um investimento da ordem dos 800 mil euros nas unidades de I&D acreditadas da Região.O programa tem como objectivos contribuir para a sustentabilidade das unidades científicas de I&D acreditadas pela Fundação para a Ciência e para a Tecnologia- FCT-, complementar os apoios concedidos às unidades científicas de I&D no âmbito do programa de financiamento plurianual gerido pela FCT, atenuar o impacte dos custos de insularidade nas actividades de I&D e propiciar a adopção de mecanismos de gestão e de coordenação científicas mais eficientes.Entre as despesas elegíveis que contempla figuram a atribuição de bolsas para gestão científica. Apoios a missões no País e no estrangeiro, a aquisição de equipamento informático, consumíveis, livros e outras despesas correntes.

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sexta-feira, junho 13, 2008

Jornadas Técnicas Bionatura hoje e amanhã

Integrado na iniciativa comunitária INTERREG III B, o BIONATURA é implementado na Região pela Agência Regional da Energia e Ambiente dos Açores (ARENA) e Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores com o apoio da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar. A sua execução visa, também, o estabelecimento das bases metodológicas de planeamento e gestão da Rede Natura 2000 da Região da Macaronésia, permitindo a troca de conhecimentos e experiências neste campo entre as administrações competentes e a promoção e e divulgação do conjunto de áreas protegidas junto da população.As jornadas da próxima semana, que decorrem no Campus de Angra da Universidade dos Açores, são promovidas pela ARENA, com o apoio do Centro de Investigação de Tecnologias Agrárias da academia açoriana. Os interessados nas áreas da Educação Ambiental, Biodiversidade e Conservação da Natureza constituem o público alvo da iniciativa.
Cerca de 120 técnicos, especialistas e estudantes reúnem-se a 13 e 14 de Junho, em Angra do Heroísmo, nas Jornadas Técnicas do Projecto BIONATURA, uma iniciativa que prentende melhorar o estado do conhecimento dos elementos específicos da biodiversidade da Macaronésia para estabelecer critérios de avaliação da fauna e flora dos Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde.
(In Rádio Atlântida)

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segunda-feira, junho 09, 2008

Jornadas do projecto BIONATURA reúnem 120 especialistas e estudantes em Angra

Cerca de 120 técnicos, especialistas e estudantes reúnem-se a 13 e 14 de Junho, em Angra do Heroísmo, no Campus Universitário da Universidade dos Açores, nas Jornadas Técnicas do Projecto BIONATURA, uma iniciativa que prentende melhorar o estado do conhecimento dos elementos específicos da biodiversidade da Macaronésia para estabelecer critérios de avaliação da fauna e flora dos Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde.
Integrado na iniciativa comunitária INTERREG III B, o BIONATURA é implementado na Região pela Universidade dos Açores, Agência Regional da Energia e Ambiente dos Açores (ARENA), com o apoio da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar.
A sua execução visa, também, o estabelecimento das bases metodológicas de planeamento e gestão da Rede Natura 2000 da Região da Macaronésia, permitindo a troca de conhecimentos e experiências neste campo entre as administrações competentes e a promoção e e divulgação do conjunto de áreas protegidas junto da população.
As jornadas desta semana, que decorrem no Campus de Angra da Universidade dos Açores, são promovidas pela ARENA, com o apoio do Centro de Investigação de Tecnologias Agrárias da academia açoriana.
Os interessados nas áreas da Educação Ambiental, Biodiversidade e Conservação da Natureza constituem o público alvo da iniciativa.

(In Página do Governo dos Açores)

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sexta-feira, maio 09, 2008

Director Regional da Ciência e Tecnologia rejeita acusações

O director regional da Ciência e Tecnologia lamentou, hoje, as afirmações do líder do PSD da Terceira sobre os resultados da investigação científica que se desenvolve no Centro de Investigação de Tecnologias Agrárias dos Açores (CITA-A), considerando-as reveladores de um desconhecimento quer da realidade da investigação científica regional, quer do que tem sido a política do Governo em matéria de Ciência e Tecnologia.
“É por causa deste tipo de afirmações gratuitas e nada construtivas que as pessoas se cansam dos políticos”, referiu João Luís Gaspar. O desconhecimento da realidade da investigação científica regional decorre, desde logo, do facto do CITA-A não ser “o maior centro de investigadores dos Açores”, nem ser ainda um “organismo de excelência”, ao contrário do afirmado, tratando-se de uma unidade acreditada, avaliada com bom numa escala que inclui, ainda, o muito bom e o excelente, e na qual o Governo tem feito uma aposta sem precedentes como certamente os responsáveis do CITA-A podem confirmar, alegou.Segundo o director regional, na presente legislatura o CITA-A já recebeu do Governo mais de 1,5 milhões de euros, um investimento sem paralelo na sua história. A verba em causa tem sido essencial para garantir o funcionamento da unidade de investigação e complementa o apoio já concedido à Universidade dos Açores para compensar os “ditos” custos da tripolaridade.Mas mais do que isso, permitiu contratar novos investigadores doutorados para o centro, atribuir bolsas de doutoramento para jovens estudantes e técnicos laboratoriais, adquirir moderno equipamento laboratorial para o desenvolvimento da investigação na área das Ciências Agrárias e Veterinárias, entre outras, e reestruturar por completo a unidade operacional da granja universitária, indicou. O CITA-A tem ainda beneficiado de importantes comparticipações financeiras para a concretização de projectos de investigação de elevado interesse regional quer directamente através do orçamento da Região, quer por via de fundos comunitários geridos pelo Governo como, por exemplo, ao nível do PRODESA e do INTERREG. E não menos importante tem recebido apoios para a deslocação de investigadores a congressos de carácter nacional e internacional, a publicação de trabalhos e a realização de reuniões técnicas e científicas na Região.Tudo isto foi o que ficou por dizer após a reunião que os sociais-democratas da Terceira tiveram no CITA-A, referiu João Luís Gaspar, para quem o facto do PSD reconhecer que a actual produção de conhecimento do CITA-A é de grande importância para a Região só vem demonstrar que a aposta do Governo nesta unidade de investigação é acertada e deve manter-se.Quanto à questão dos investigadores estarem “encurralados” e não transferirem o seu conhecimento para fora do departamento que integram, o director regional afirmou que essa é, naturalmente, uma crítica directa aos investigadores e à Universidade dos Açores e não ao Governo.Mesmo assim, até nessa matéria o PSD demonstra não estar a par das iniciativas do executivo, desconhecendo as inúmeras reuniões que têm decorrido no sentido de se criarem parcerias público-privadas entre empresas regionais e grupos de investigação do CITA-A, em domínios tão vastos como a produção animal, a qualidade de produtos alimentares, a indústria de cosmética e o turismo, entre outras.Isto, para não falar que o CITA-A é uma das seis unidades de investigação que vão integrar o já anunciado Instituto de Biotecnologia e Biomedicina dos Açores, a estrutura nuclear de um dos pólos de competitividade que está a ser constituído na ilha Terceira.

(In Canal de Notícias dos Açores)

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quarta-feira, abril 30, 2008

Visita da Comissão Política do PSD Açores

A Comissão Política de ilha do PSD/Terceira visitou esta terça-feira (dia 29 de Abril), pelas 14h00 horas, o Centro de Investigação de Tecnologias Agrárias dos Açores (CITA-Açores), reunindo com os seus responsáveis nas instalações do mesmo (Deptº Ciências Agrárias Universidade dos Açores-Terra Chã).
Os temas a tratar foram a investigação no sector agrário, assim como a sua proximidade com a comunidade. O Presidente da CPI do PSD/Terceira, António Ventura, disponibilizou-se para prestar declarações à Comunicação Social pelas 15h00 horas do mesmo dia, no Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, logo após a visita.

(In Canal de Notícias dos Açores)

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terça-feira, fevereiro 26, 2008

As vinhas do Mar (Continuação)

"As vinhas da Ilha Terceira/Uma experiência nos Biscoitos- Quinta à Biscoitinha" é um projecto da iniciativa do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores da autoria da Professora Teresa Lima, que é a responsável directa do projecto, em parceria com a Escola Básica Integrada dos Biscoitos (EBIB). Conta também com os apoios da Secretaria Regional da Agricultura e Florestas, CITA-A (Centro de Investigação Tecnológica Agrária dos Açores) e Europe Direct. Este projecto tem como objectivos sensibilização das crianças para a cultura da vinha, a sua preservação, torná-la sustentável, manter e valorizar esta paisagem ímpar. Não nos estamos a limitar à observação, os alunos acompanham o ciclo vegetativo da vinha em 2007, aprenderam e executaram as diferentes operações que se fazem na vinha, inclusive a laboração do vinho. Pensa-se que esta acção poderá deixar, às crianças que frequentaram em 2007 e àqueles que a estão a frequentar em 2008, sementes preciosas em ordem a criar o gosto pela vinha, sua importância social, económica, ambiental, cultural e turística. Assim, se está a contribuir para a gestão e conservação da Região Vitivinícola dos Biscoitos.
Como surgiu este projecto?
Os Biscoitos é uma freguesia que tem cerca de 85% das suas vinhas abandonadas e ameaçadas pela construção imobiliária. Há que trabalhar com muita persistência e determinação para evitar o colapso da viticultura nesta região.Há alguns anos que a Universidade dos Açores se preocupa com o abandono progressivo das vinhas, com a escassez de mão-de-obra e com a falta de motivação da gerações mais novas para se ligarem a esta actividade. A ideia é sensibilizar, contagiar, instruir e treinar as crianças e os adolescentes neste sentido. Foi com o desenrolar do Projecto ENOTURMAC da Universidade dos Açores, que se tratou pela primeira vez, nesta Região, o tema "Vinho como Produto Turístico" que esta ideia foi amadurecendo. Através do ENOTURMAC (INTERREG III B Açores- Madeira- Canárias) realizaram-se diversas acções para sensibilizar a população açoriana para a importância da vinha, do vinho e da gastronomia num turismo sustentável. Elas trouxeram uma nova dinâmica para pensar a vinha e o vinho como produtos turísticos.A problemática da escassez de mão-de-obra foi diversa vezes abordada. Pensamos que há que instruir as gerações mais novas de modo a criar uma mentalidade e uma atmosfera de ligação e participação na vinha.Arrancou-se com este projecto em Março de 2007. em primeiro lugar havia necessidade de dispormos duma vinha. Nesse sentido contactou-se o Chefe do Serviço de Desenvolvimento Agrário da Ilha Terceira, Engº José António Ávila, que de imediato nos disponibilizou esse espaço. Disponibilizou também o Técnico António Fernando Espínola Godinho para ensinar as práticas vitícolas. Seguidamente necessitava-se das crianças. Nessa ordem contactou-se a direcção da Escola Básica Integrada dos Biscoitos que também aceitou uma parceria com a Universidade dos Açores. A direcção desta Escola indicou a professora Drª Cecília Terra para acompanhar os alunos. O projecto foi acolhido com total adesão.
A experiência decorreu com uma turma do 5º Ano de escolaridade. Eram 14 alunos(8 meninas e 6 meninos). a presença da meninas é crucial, tendo em conta o significado que tem o pensar e o actuar do sector feminino nas famílias e nos ambientes.As mulheres são um grande factor de mentalização, de contágio, de participação e actuação. Mais tarde, como educadoras dos filhos, estas meninas que agora participam nesta experiência, criarão u,ma atmosfera de gosto e ligação afectiva e física à vinha e ao vinho. A vinha poderá não constituir uma maneira de viver, mas poderá ser um útil subsídio económico.
Este trabalho continua com mesmos alunos, agora no 6º Ano, e conta com mais oito alunos e uma nova turma do 5º Ano com 20 alunos. Pretende-se que estes alunos acompanhem toda a actividade da vinha e laboração do vinho do 5º ao 9º Ano de escolaridade. No futuro pretende-se estender o projecto às outras turmas da EBIB. O objectivo é atingir a comunidade biscoitense e as freguesias circunvizinhas, chegando mesmo às futuras gerações adultas. Há que executar um enorme investimento.Como temos mais uma turma, o Serviço de Desenvolvimento Agrário disponibilizou-nos outra curraleta.Durante a palestra foi apresentado um Power Point de todas as actividades efectuadas pelos estudantes em 2007 na vinha do SADT bem como a poda de 2008 nessas curraletas.
(In Bagos D'Uva)

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quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Avaliação do Centro de Investigação em Tecnologias Agrárias dos Açores

Decorreu, durante o dia 11 de Fevereiro de 2007, a avaliação do Centro de Investigação e Tecnologias Agrárias dos Açores (CITA-A) da Fundação Ciência e Tecnologia, sedeado no Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores.
A equipa de avaliação, constituída maioritariamente por docentes e investigadores europeus, assistiu a uma apresentação dos trabalhos e projectos desenvolvidos pelos diferentes grupos, ao que se seguiu um período de perguntas e respostas.
A equipa de avaliação visitou os laboratórios e locais de trabalho no Departamento de Ciências Agrárias, na Terra Chã, Angra do Heroísmo.

O CITA-A (Centro de Investigação e Tecnologias Agrárias dos Açores) é uma unidade pluridisciplinar de investigação e prestação de serviços na área das ciências agrárias e do ambiente, subsidiada por Programas Trienais e Programáticos da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (Ministério da Ciência e da Tecnologia). Ao CITA-A são atribuídas várias funções, entre as quais o fomento da realização de investigação científica fundamental e aplicada, a organização e promoção de actividades de prestação de serviços à comunidade, assim como a realização de seminários, conferências, colóquios e outras actividades similares, congressos, semanas de estudo e outras reuniões, no âmbito das actividades de investigação desenvolvidas ou com elas relacionadas, e ainda, participar nas actividades congéneres promovidas por outras entidades.O CITA-A é integrado por docentes, investigadores, alunos e funcionários da Universidade dos Açores – Departamento de Ciências Agrárias, podendo admitir membros associados.As principais áreas de actuação do CITA-A são: Modelação e Estudos Ambientais; Sistemas de Produção e Tecnologia Alimentar. Dentro de cada uma dessas áreas existem ainda várias subáreas relacionadas, sendo elas:- Modelação e Estudos Ambientais: Biodiversidade Vegetal; Biodiversidade Animal; Climatologia Aplicada; Qualidade da Água; Ecotoxicologia e Saúde Pública: Física e Química da Atmosfera; Hidrologia; Gestão de Recursos Hídricos; Sistemas de Uso do Solo; Poluição; Energias Renováveis; Indicadores de Desempenho de Sistemas de Saneamento; Valorização de Resíduos; Educação Ambiental; Gestão de Resíduos; Economia dos Recursos Naturais.- Sistemas de Produção: Fisiologia e Reprodução Animal; Nutrição e Alimentação Animal; Produção de Monogástricos; Produção de Ruminantes; Genética do Melhoramento Animal; Pastagens e Seu Maneio; Produção e Tecnologia de Forragens; Sistemas Intensivos de Produção Agrícola; Agricultura Ecológica; Fertilidade e Qualidade de Solos; Protecção Integrada de Culturas, A Produção e o Ambiente; Bem-estar Animal; Biotecnologia; Recursos Aquáticos.- Tecnologia Alimentar: Tecnologia de Carnes; Tecnologia de Produtos Vegetais; Tecnologias de Produtos Lácteos; Tecnologia de Pescado; Enologia; Microbiologia Aplicada; Comercialização de Produtos; Controlo da Qualidade de Produtos Alimentares, Higiene e Segurança Alimentar.

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quarta-feira, janeiro 23, 2008

Prémio BES-Biodiversidade

O "Grupo da Biodiversidade dos Açores" do CITA-A, instalado no Departamento de Ciências Agrárias no Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores recebeu um dos prémio BES-Biodiversidade, uma iniciativa do BES, ICN-B e CIBIO. De entre os 34 Projectos concorrentes ao nível do país o projecto intitulado " Predicting extinctions on oceanic islands: The Azorean paradigm" proposto pelo Prof. Paulo A V. Borges do Dep. de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores (CITA-A) foi considerado como de grande qualidade e merecedor de receber uma menção Honrosa, ex-quo com outros dois Projectos, num total de 4 Projectos premiados. Os prémios foram entregues ontem dia 22 de Janeiro de 2007 pelas 11h00 na Sede do BES em Lisboa numa cerimónia que contou com a presença do Presidente do BES, Ricardo Salgado, de Francisco Nunes Correia, Ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, de Lígia Amâncio, Vice-Presidente da FCT, Teresa Andresen do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade dos Porto, e João Meneses Presidente do ICN (Instituto da Conservação da Natureza). Este prémio vem valorizar o importante trabalho na área da Biodiversidade que a equipa liderada pelo Prof. Paulo Borges tem vindo a desenvolver no Dep. de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores (CITA-A). O Projecto agora premiado tem como objectivo estudar os processos envolvidos na extinção potencial das espécies de artrópodes nas florestas nativas dos Açores. Os objectivos gerais do Grupo da Biodiversidade dos Açores são ( www.angra.uac.pt/gba): Inventariação e distribuição da biodiversidade de briófitos e artrópodes dos Açores; Estudar a anatomia da biodiversidade dos Açores, analisando os padrões de distribuição e abundância das espécies em várias escalas espaciais; Utilização da base de dados ATLANTIS para determinar a eficácia das áreas protegidas dos Açores para a manutenção da biodiversidade; Investigar os tipos de alterações no uso do solo que são necessárias para diminuir o declínio da biodiversidade até 2010; Avaliar o estatuto de raridade das espécies endémicas e/ou ameaçadas de briófitos e artrópodes dos Açores de forma a contribuir para a produção da primeira LISTA VERMELHA da fauna e flora dos Açores; Utilização de técnicas moleculares, identificar unidades de conservação distintas e assim contribuir para a melhoria da gestão e conservação das espécies endémicas dos Açores e dos seus habitats; Estudo da flora e fauna das cavidades vulcânicas dos Açores (biospeleologia). Promoção do controlo e gestão das pragas de térmitas dos Açores; Estudar as atitudes ambientais nos Açores e promover educação ambiental em diferentes contextos.

(In Azores Digital)

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