terça-feira, setembro 29, 2009

Propinas próximas dos mil euros

No topo da pirâmide de valores está a Universidade de Aveiro e no circuito dos politécnicos o IP Leiria. Os estudantes destes estabelecimentos vão ter de desembolsar mais de 995 euros para frequentar o ano lectivo 2009/2010. Universidades e politécnicos públicos nacionais aproximam-se ano a ano no valor da propina fixada.A quantia de 1000 euros deixou de ser uma miragem há bastante tempo e está cada vez mais próxima. Em algumas instituições restam poucos euros - menos de quatro euros em alguns casos – para que o valor da propina chegue aos 1000 euros anuais. O montante máximo de propina para o ano lectivo de 2009/2010, calculado com base na legislação, é de 996,85 euros (para as instituição que fixaram o valor este ano). Duas instituições ultrapassam esta importância: a Universidade de Aveiro (998 euros) e o Instituto Politécnico de Leiria (997,27 euros). Segundo explicou a administradora da universidade aveirense, Fátima Duarte, “o Senado fixou o valor da propina, pela última vez, no ano lectivo de 2005/2006, em 900 euros”. Ambas as instituições limitaram-se, portanto, a fazer a actualização, anual, do montante, seguindo as regras estipuladas na legislação.Mas a verba fixada na Universidade de Aveiro não é um caso longínquo do verificado no universo das universidades. Na tabela de valores situados nos ou acima dos 970 euros estão outras 10 universidades públicas (Trás-os-Montes, Minho, Beira Interior, Porto, Coimbra, Lisboa, Nova de Lisboa, Técnica de Lisboa, Évora e Madeira). Muitos dos Conselhos Gerais decidiram fixar o montante da propina em 996,85 euros, o correspondente a mais 24,71 euros sobre o tecto máximo da propina fixada no ano lectivo de 2008/2009. Longe ainda destes valores está a Universidade dos Açores, sendo o estabelecimento que apresenta a propina mais baixa: 922 euros.Politécnicos: as divergências entre interior e litoralUm exame atento permite perceber que, no mapa dos institutos politécnicos, os valores mais baixos são praticados sobretudo, mas não só, nos institutos do interior do país: politécnicos da Guarda, Viseu, Portalegre, Beja, Cávado e Ave, Coimbra, Bragança e Castelo Branco. Os dois últimos apresentam o montante mais baixo – 700 euros, mas em geral os valores não ultrapassam os 850 euros. Já no litoral verifica-se o oposto. As diferenças territoriais chegam aos 200 euros.“É possível que consigam [politécnicos do interior] gerir de outra forma e não tenham necessidade de aumentar as propinas. Mas é uma medida para captar alunos”, afirma o presidente da Federação Nacional das Associações de Estudantes do Ensino Superior Politécnico (FNAESP), Joaquim Almeida.É também verdade que nos institutos politécnicos os estudantes podem encontrar propinas mais baixas do que nas universidades. Em termos gerais, dos 15 institutos, oito posicionam-se na fatia entre os 700 e os 850 euros e os restantes sete encaixam-se na parcela correspondente a valor igual ou superior a 900 euros. “O valor da propina está demasiado alto. Começa a não ser suportável para alguns alunos. O Ensino Superior começa a elitizar-se um pouco”, crê Joaquim Almeida. Mas Jo dirigente associativo está convencido de que “se houver apoios suficientes para quem realmente precisa, o valor da propina poderá ser considerado justo”.Os montantes fixados estão, em alguns casos, bastante próximos dos praticados nas universidades nos politécnicos situados no litoral. “Já há algum tempo que começa a haver uma descaracterização do que é Ensino Superior politécnico e universitário”, analisa Joaquim Almeida.O dirigente da FNAESP acredita que a própria semelhança entre as formações leccionadas nos dois sistemas levará a uma “harmonização” entre universidades e politécnicos. Valor das propinas divide estudantes do IP LeiriaA direcção do Instituto Politécnico de Leiria (IPL) acresceu 25,27 euros ao valor do ano lectivo precedente, chegando agora aos 997,27 euros. É a propina mais elevada no seio dos politécnicos nacionais. Se, por um lado, há estudantes que “compreendem” o aumento, outros contestam. Pedro Batalha, presidente da Associação de Estudantes da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do IPL, afirma que o acréscimo se rege de acordo com o estipulado na lei. O aluno considera que o valor da propina não é exagerado. “Pagamos um serviço que temos”, acrescentando que os estudantes usufruem de boas infra-estruturas. “Sempre que há problemas são criadas soluções para”, garante. Mas nem todos estão de acordo com a importância. Um grupo de alunos criou o Movimento Pró-IPLeiria com o objectivo de contestar o montante fixado no politécnico.De lembrar que, de acordo com o relatório da OCDE “Education at a Glance”, divulgado na passada semana, Portugal é o terceiro país da União Europeia (em 19 estudados) com propinas mais elevadas nas universidades públicas. Apenas o Reino Unido e a Holanda superam os valores registados no território nacional. Por seu lado a República Checa, a Dinamarca, a Finlândia, a Islândia, a Irlanda, a Noruega e a Suiça não cobram propinas.
(In aauma)

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sexta-feira, setembro 25, 2009

Andam cada vez mais azedos

António Soares Marinho
Os socialistas são mesmo assim! Quando as coisas não lhes correm bem, enervam-se e desatam a “espernear”. À falta de argumentos, não têm qualquer problema em distorcer a realidade.
No caminho para as eleições de 27 de Setembro essa postura tem-se instalado no discurso dos socialistas açorianos. Repetitivo, reflecte a pouca margem a que Sócrates os confinou. A arrogância do líder, o notório incómodo com o incumprimento das promessas feitas há quatro anos e as nódoas deixadas pelo “quero, posso e mando” utilizado nas relações com vários sectores profissionais obrigam-nos a inventar e a mentir.
Dizem que a líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, travou apoios para a reconstrução pós-sismo de 1998. A verdade é outra. Do governo socialista de Guterres, os Açores tinham recebido “zero” até 2002. À pressa, na saída, produziu um despacho ilegal, sem cabimento orçamental, para transferência de 20 milhões de euros. Obviamente que a ilegalidade obrigava à anulação. Assim aconteceu, mas em simultâneo com a definição de regras para as transferências para aquele efeito. Ou seja, o que é razoável quando estão em causa dinheiros públicos. Daí resultou que o governo que teve Manuela Ferreira Leite como Ministra das Finanças tivesse transferido 34.5 milhões de euros para os Açores. Os socialistas tinham “transferido” uma mão cheia de “coisa nenhuma” e uma ilegalidade.
Noutro domínio, a Universidade dos Açores vive momentos de indefinição. Nunca sabe se vai ter dinheiro para o seu funcionamento, nem quando o vai ter. Está sempre dependente de um dia de melhor humor do senhor ministro. Antes, no governo em que Manuela Ferreira Leite era Ministra das Finanças, o seu funcionamento estava assegurado e era reconhecido, financeiramente, o tratamento específico que resulta da sua insularidade e tripolaridade.
Exemplos como estes são vários.
Por isso, os socialistas, remetidos à omissão, à meia verdade, ou até à mentira, conduzem uma campanha carregada de azia.
O PSD, com um programa realista, e não um “novo chorrilho” de promessas para mais uma vez não cumprir, está disponível para governar. Adopta uma atitude positiva.
O povo, obviamente, saberá fazer a sua escolha.
(in PSD-Açores)

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domingo, setembro 13, 2009

PSD/Açores denuncia casos “não resolvidos” por Sócrates

O líder parlamentar do PSD/Açores denunciou hoje os casos “não resolvidos” pelo governo de José Sócrates em relação aos Açores, alegando que diversos assuntos “continuam na gaveta do primeiro-ministro”.
“As pessoas conhecem bem o que é que se passa. Muitos casos continuam nas gavetas dos ministérios e do primeiro-ministro à espera de serem resolvidos. Onde é que está o pagamento da dívida do Estado à EDA? Não está resolvido”, afirmou António Marinho, na Assembleia Legislativa dos Açores. O líder da bancada social-democrata lembrou que a dívida de 35 milhões à eléctrica açoriana “vem desde o tempo de António Guterres e o seu pagamento está suspenso por José Sócrates”.O presidente do grupo parlamentar do PSD/Açores salientou também que “faltam 200 efectivos” nos quadros da PSP na Região. “Existe um congelamento de admissões, que leva a que muitas esquadras da polícia tenham que fechar por falta de efectivos. Isso tem consequências notórias em termos de segurança e de aumento da criminalidade”, sublinhou. António Marinho recordou, ainda, os problemas de financiamento da Universidade dos Açores, as “baixíssimas execuções” de verbas do PIDDAC e o estado de degradação dos estabelecimentos prisionais de Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta.

(in Canal de Notícias dos Açores)

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sábado, setembro 12, 2009

PS salienta investimento na Universidade dos Açores

O recandidato socialista à Assembleia da República, Fagundes Duarte, defende que embora a Universidade dos Açores seja uma das mais pequenas academias do país constitui, no entanto, uma “peça importante” no contexto do sistema universitário português.
Fagundes Duarte aproveitou a deslocação aquela academia, esta quinta-feira, para salientar os investimentos da Universidade dos Açores, caso de infra-estruturas e equipamento, que resultam da “excelente relação” entre os governos Regional e da República.

A questão do financiamento também foi abordada na reunião com a Reitoria, com o recandidato do PS/Açores a admitir que, devido à sua condição periférica, a instituição possa vir a ser beneficiada.A terminar, Fagundes Duarte lembrou que, nesta legislatura, a Universidade dos Açores recebeu, em termos de orçamento para funcionamento e instalações, cerca de 100 milhões de euros.
(In Pedro Nunes Lagarto- Açoriano Oriental)

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sexta-feira, setembro 11, 2009

Finanças Regionais: Carlos César admite reforço de verbas para a Madeira, desde que Açores tenham aumento proporcional

O presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, admitiu hoje aceitar um reforço das transferências de verbas da Lei de Finanças Regionais para a Madeira, desde que os Açores também recebam um aumento proporcional. "Eu concordo sempre com qualquer revisão da Lei de Finanças Regionais, desde que não prejudique os Açores", afirmou Carlos César, frisando que "dar mais dinheiro à Madeira, sem dar mais aos Açores, na mesma proporção, é prejudicar o princípio de justiça e dos sobrecustos que representa governar, viver e ter economia nos Açores". Carlos César, que falava no plenário da Assembleia Legislativa dos Açores, a decorrer na Horta, Faial, defendeu que os Açores têm de continuar a ter uma "discriminação positiva" em relação à Madeira, criticando o facto do PCP, CDS/PP e PSD estarem juntos na defesa do aumento das transferências de verbas do Estado para a Madeira. Na sua intervenção perante os deputados açorianos, o presidente do executivo regional referiu-se também à "figura triste" que a líder nacional do PSD fez durante a recente deslocação à Madeira, considerando que Manuela Ferreira Leite utilizou "um carro oficial" para fazer campanha eleitoral pelo seu partido. Na sessão desta manhã do parlamento açoriano, o líder parlamentar do PS, Hélder Silva, apresentou uma declaração política de apelo ao voto nos socialistas nas legislativas, considerando que só com um governo de José Sócrates é que os Açores poderão ter "mais autonomia política e financeira". "Com Manuela Ferreira Leite, pelo contrário, teremos uma revisitação da história e a total incompreensão do Governo da República relativamente à nossa realidade insular", frisou o líder do grupo parlamentar socialista. Na resposta, o líder da bancada do PSD, António Marinho, lembrou que, apesar do bom relacionamento que existe entre o Governo Regional e o Governo da República, os Açores continuam a ter "casos pendentes" não resolvidos pelo Estado, como o pagamento da dívida à Electricidade dos Açores (EDA), o financiamento da Universidade dos Açores e a redução de verbas do PIDDAC, entre outras. Por seu lado, Artur Lima, do CDS/PP, criticou a declaração política socialista, considerando que os açorianos não devem apoiar um governo liderado por José Sócrates, "que fez disparar o desemprego, endividou o país e deixou aumentar a insegurança". Paulo Estevão, do PPM, também criticou a declaração socialista, considerando-a "própria de uma ditadura" e uma "chantagem política", alegando que os socialistas tentam "comprar os votos dos açorianos com dinheiro". Aníbal Pires, do PCP, lamentou a "forma redutora" como o líder parlamentar do PS colocou as questões, ao resumir as eleições legislativas à escolha entre Manuela Ferreira Leite e José Sócrates. O Bloco de Esquerda foi o único partido com assento na Assembleia Legislativa Regional que não participou neste debate.
(in RF. Lusa)

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sexta-feira, setembro 04, 2009

Voluntários por Sócrates estão esquecidos

José Manuel Bolieiro

Os acontecimentos não dependem dos lembretes para serem história. Fazer esquecê-los não os apaga da realidade dos factos. Colocá-los no limbo pode facilitar a vida a alguns, confinado estes na ideia de que o que não é conhecido não existe. Este parece ser o lema da candidatura do PS dos Açores às próximas legislativas nacionais. Os agora denominados “voluntários por Sócrates” dão, nesta pré-campanha, o corpo ao manifesto, expressando, ao extremo, a sua capacidade demagógica na defesa do dito e no ostensivo ataque à sua adversária. O antes apelidado, por eles, de autista e inflexível é agora o grande amigo dos Açores. Incautos, esquecem alguns factos, querendo fazer de nós, os outros não voluntários por Sócrates, autênticos néscios e de memória curta. Mas na verdade não somos, e nesta situação importa dar a conhecer os factos aos que os desconhecem e lembrar os esquecidos. Entre outros factos, foi Carlos César, Presidente do PS/A, que denunciou José Sócrates, sobre o desentendimento sobre entendimentos. Por outras palavras, denunciou-o por faltar à palavra. Foram o PS/A e Ricardo Rodrigues, incapazes de o contrariar, que engoliram, descontentes, a exigida expurgação da expressão “Povo Açoriano” de um artigo do Estatuto. São o PS/A e Ricardo Rodrigues os mesmos que se vergaram perante a recusa da regionalização da coordenação da Polícia de Segurança Pública nos Açores, tal como pedido por Carlos César. Na revisão da lei de Segurança Interna , a Região ficou tratada abaixo de um qualquer governador civil. São o PS/A e Ricardo Rodrigues que, de cabeça baixa e inactivos, reconhecem que os Projectos de Interesse Comum previstos na Lei de Finanças das Regiões Autónomas nunca foram aplicados, desfavorecendo os Açores. Ainda no âmbito da última revisão desta Lei, que enche de vã glória o PS/A, foram eles os mesmos que deixaram cair o critério da distribuição “per capita” das receitas do IVA, penalizando quantitativamente as receitas que nos eram atribuídas. Agora ficamos dependentes de compensações anuais, negociadas ano a ano com o Ministro das Finanças. Mais há mais, o PS/Açores fechou sempre os olhos aos anuais garrotes impostos às necessidades de financiamento da Universidade dos Açores. Ao beco sem saída em que está colocado o futuro da RTP/Açores - a rádio e a televisão – os recandidatos do PS nunca manifestaram qualquer exigência de soluções, que não surgiram até hoje. Facto é que, avaliados também outros casos, envolvendo o Poder Local, o Primeiro-Ministro José Sócrates é o mais centralista de sempre. Com amigos destes, parece que não precisamos de inimigos.
(in Diário dos Açores)

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quinta-feira, agosto 13, 2009

Ricardo Rodrigues: Governos “têm olhado pouco” para projectos de interesse comum

Ricardo Rodrigues, cabeça de lista do PS à Assembleia da República, admitiu ao ‘Correio dos Açores’ que “não se tem olhado muito” para a necessidade de regulamentar no país o modo de financiamento dos Projectos de Interesse Comum dos governos da República e dos Açores a executar no Arquipélago. Entretanto, o candidato ouviu do comandante da PSP que a criminalidade tem vindo a diminuir nos Açores.
O cabeça de lista do PS dos Açores à Assembleia da República, Ricardo Rodrigues, afirmou ontem ao ‘Correio dos Açores’ que “caducou” a proposta de resolução que o CDS/PP apresentou no Parlamento nacional pedindo urgência na aprovação da regulamentação da Lei de Finanças Regionais para se definir o que são projectos de interesse comum. Nesta perspectiva, e no entender do deputado, a Assembleia Legislativa Regional não a deve apreciar. “Este proposta de resolução cai por natureza porque a sessão legislativa do Parlamento nacional acabou e não temos que nos pronunciar sobre esta matéria”, palavras de Ricardo Rodrigues. O facto é que a Assembleia Legislativa dos Açores já agendou a proposta de resolução do PP para uma reunião da Comissão Parlamentar de Economia que deverá dar parecer até ao dia 24 do corrente. Decorrido um ano e nada.
A proposta de resolução cita a Lei de Finanças Regionais revista define projectos de interesse comum como aqueles que “são promovidos por razões de interesse ou estratégia nacional e ainda os susceptíveis de produzir efeito económico positivo para o conjunto da economia nacional, aferido, designadamente, pelas suas consequências em termos de balança de pagamentos ou de crianção de postos de trabalho e, bem como, aqueles que tenham por efeito uma diminuição dos custos de insularidade ou relevância especial nas áreas sociais, dos transportes e das comunicações”. Estabelece a Lei de Finanças Regional que as condições concretas de financiamento pelo Estado dos projectos são fixadas por decreto-lei, ouvidos o governo regional e o conselho de acompanhamento das políticas financeiras. O facto é que, como refere o PP, “decorrido mais de um ano desde a entrada em vigor da Lei, a verdade é que o decreto-lei sobre Projectos de Interesse Comum ainda não foi elaborado e aprovado, o que impede as Regiões Autónomas de candidatarem obras e projectos a este importante instrumento financeiro” aprovado pela Assembleia da República. Nestes termos, o PP pede à Assembleia da República que aprove, “com a máxima celeridade”, o decreto-lei que fixa as condições de financiamento pelo Estado dos projectos de interesse comum.
“Não se tem olhado…”
O cabeça de lista do PS candidato à Assembleia da República, Ricardo Rodrigues, considera o ‘timing’ da proposta de resolução do PP tardia e inútil com o argumento de que a questão tem de ser novamente levantada na Assembleia da República que sair da próxima legislatura. Ricardo Rodrigues confessa, no entanto, que “se tem olhado muito pouco para este tipo de projectos” que são “cumulativamente” de interesse regional e nacional. Projectos que “visam dar maior sustentabilidade à actividade económica e às regiões mais afastadas de Portugal. Esta é uma área que, na opinião do candidato a deputado à Assembleia da República, “vai ser necessário explorar na próxima legislatura”. E, a propósito, do tema estar na agenda da Assembleia Legislativa Regional, Ricardo Rodrigues deixa claro que “não se quer meter” no que são as competências do Parlamento açoriano. Mas, conclui, “o que acho é que esta é matéria que deve ser analisada na próxima legislatura”.
Denúncias do PSD
Entretanto, o deputado do PSD ao Parlamento regional, José Manuel Bolieiro, procurou minimizar a importância da proposta de resolução do PP. Disse que “desde sempre” ele próprio e o PSD/Açores “tem denunciado a omissão da regulamentação necessária à implementação dos projectos de interesse comum, uma forma de garantir compromissos de soberania nos interesses do desenvolvimento dos Açores”. “Nós temos denunciado, em requerimento, em declarações públicas e políticas, esta omissão no passado, pouco tempo depois da Lei de Finanças Regionais ter sido publicada em 1999. E esta proposta de resolução é mais um elemento que vem passados dez anos a Lei”. Bolieiro recordou, a propósito, a recente posição de Berta Cabral, líder do PSD, de levantar hipótese para encontrar uma solução para o financiamento da RTP/Açores. E, em outras ocasiões e oportunidades, falamos destas solução de cooperação para outras situações como segurança pública, ou até mesmo Universidade dos Açores, entre muitas outras possibilidades, designadamente na área da saúde e da educação”, concluiu o deputado.
PS com PSP
Entretanto, o comandante regional da PSP dos Açores comunicou ontem aos candidatos do PS à Assembleia da República que a criminalidade participada diminui no arquipélago na ordem dos 5% entre 2007 e 2008 e que, no primeiro semestre deste ano, a criminalidade registada em todas as forças policiais da Região também decresceu. “Esta ligeira diminuição dos índices de criminalidade nos Açores é muito bom para o país e bom para os Açores em particular”, afirmou, a propósito, ao ‘Correio dos Açores”, o cabeça de lista do PS/Açores à Assembleia da República, Ricardo Rodrigues. Ricardo Rodrigues realçou que “foi possível perceber” na reunião que o actual comandante da PSP “conseguiu implementar uma nova organização interna de serviços”, tornando a polícia “mais eficaz e operacional”. O candidato socialista admitiu que, em termos de meios humanos e materiais, os recursos “são sempre escassos, ou seja, nunca são ideais”. O comandante da PSP teve oportunidade de elucidar que recebeu este ano mais viaturas e mais armas e que, até final deste mês, receberá mais algumas centenas de armas para poder reequipar os agentes de segurança, ficando todos com armas novas até ao fim de Agosto. “Quanto a meios humanos, naturalmente que são sempre poucos. Não são os ideais, mas com a gestão que o comando teve a oportunidade de nos reportar, verifica-se que tem uma operacionalidade e uma eficácia muito consistente”, afirmou Ricardo Rodrigues. Ricardo Rodrigues admitiu que a segurança “é sempre uma área difícil, uma área que trás muita preocupação a todos ao açorianos. Procurámos inteirar -nos das dificuldades para as poder, de uma forma mais real e efectiva, transmitir em Lisboa ao próximo governo da República”,
(in João Paz - Correio dos Açores)

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sábado, julho 11, 2009

Conselho Geral da Universidade dos Açores reuniu pela primeira vez

Adequar as receitas às despesas, esteve no topo da agenda do Conselho Geral da Universidade dos Açores que teve no dia 3 de Julho a sua primeira reunião.
A Antena 1 / Açores soube que foi pedido ao Reitor da Academia açoriana um memorando com a situação actual da Universidade, uma das quatro do país em situação crítica, até porque já foi pedido um reforço financeiro ao ministério para fazer face aos salários, até ao fim do corrente ano. Nessa primeira reunião, foram também analisadas as linhas de acção propostas pelos Conselheiros, para racionalizar custos, medidas que o Conselho Geral quer passar à prática, já no início do próximo ano lectivo. A reunião colocou na mesma mesa o Reitor, Conselheiros, representantes dos docentes, alunos, pessoal não-docente e os representantes da sociedade civil, que foi presidido por um ex-professor, agora representante da sociedade civil, ou seja, Ricardo Madruga da Costa.

(In Carlos Tavares com Redacção da Antena 1 / Açores)

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sexta-feira, junho 26, 2009

Açores: Arquipélago poderá acolher "laboratório internacional distribuído" para o estudo das alterações climáticas no Atlântico Norte

O Arquipélago dos Açores pode vir a acolher um "laboratório internacional distribuído" destinado ao estudo das alterações climáticas no Atlântico-Norte, revelou hoje o ministro da Ciência e do Ensino Superior, Mariano Gago.
O projecto pioneiro foi revelado durante a assinatura, na cidade da Horta, de um protocolo de cooperação estabelecido entre a Fundação para a Ciência e Tecnologia e a Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos da América.
Segundo o governante, a criação deste laboratório constitui uma "oportunidade científica" para complementar "a malha de investigação observacional" que existe em várias partes do globo, ligadas ao estudo das alterações climáticas.
"O problema das alterações climáticas como oportunidade e não apenas como slogan é fundamental não apenas para a investigação científica mas também para todo o mundo", justificou Mariano Gago.
O ministro da Ciência adiantou que o protocolo de cooperação hoje assinado contempla um "estudo de viabilidade" para a instalação desse laboratório, que deverá englobar a observação por satélite, a observação de superfície e também de profundidade do Oceano Atlântico.
No seu entender, este projecto de "enorme ambição e dificuldade", só poderá ter sucesso se for "aproveitado pela Universidade de Massachusetts" e também pelas universidades portuguesas que tenham interesses nesta área de investigação científica.
Mariano Gago lembrou também que este laboratório é "um projecto europeu que está há anos em cima da mesa sem solução", por isso mostrou-se esperançado que o protocolo hoje assinado permita "ajudar a resolver os problemas científicos que estão em aberto no estudo das alterações climáticas.
Além deste estudo, o protocolo entre a Fundação para a Ciência e Tecnologia e a Universidade de Massachusetts pretende desenvolver duas outras áreas de investigação, ligadas às energias renováveis e às ciências do mar.
No caso das energias renováveis, a intenção é desenvolver iniciativas comuns integradas no "Ilhas Verdes", um projecto internacional dedicado ao estudo de energias alternativas em ilhas e arquipélagos.
Por outro lado, a investigação ligada às ciências do mar visa aproveitar o trabalho e o conhecimento que os investigadores do Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores tem desenvolvido sobre o "mar produndo".
O governante explicou também que este protocolo tem "objectivos políticos e estratégicos", já que pretende reforçar a aproximação entre os Açores e o Estado norte-americano de Massachusetts, onde cerca de 50 por cento da comunidade é de origem açoriana.
Mariano Gago visitou depois as futuras instalações do Departamento de Oceanografia e Pescas na cidade da Horta, que estão em fase final de construção e deverão proporcionar melhores condições de trabalho aos investigadores e funcionários do Pólo da Horta da Universidade dos Açores, em instalações pré-fabricadas há mais de duas décadas.
Confrontado pelos jornalistas com os problemas financeiros da Universidade dos Açores, que alegadamente não tem dinheiro para pagar os vencimentos dos funcionários e professores até ao final do ano, o ministro recusou-se a falar no assunto, afirmando que não era o momento oportuno.
(in LUSA)

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Ministro do Ensino Superior assina nos Açores protocolo com a Universidade de Massachusetts

Trata-se de um importante protocolo entre a Fundação para a Ciência e a Academia norte-americana, mas o principal problema reside ainda na área financeira da Universidade dos Açores. Nos últimos dias, voltou a ser conhecido um problema que, aliás, já é recorrente: a falta de verbas para se poder pagar os salários, sendo, portanto, essa, a prioridade do Reitor da Universidade. Avelino Meneses deve aproveitar a presença do ministro da Ciência e do Ensino Superior, Mariano Gago, para tentar garantir um reforço de verbas para o efeito. O encontro vai realizar-se na tarde de hoje, no Departamento de Oceanografia e Pescas, na cidade da Horta, ilha do Faial, onde será assinado o protocolo entre a Fundação para a Ciência e Tecnologia e a Universidade de Massachusetts, num projecto em que aquele Departamento é uma entidade parceira.O objectivo do protocolo é atribuir bolsas de estudo a estudantes portugueses e norte-americanos para a realização de trabalhos ligados às energias renováveis e à biologia marinha.Um dos projectos que mais envolve o Departamento de Oceanografia (DOP) é a instalação, na ilha do Faial, de um Observatório Internacional, acessível a investigadores de todo o Mundo.Mariano Gago aproveitará a deslocação ao Faial para visitar também as futuras instalações do pólo da cidade da Horta da Universidade dos Açores, que se encontram em fase final de construção.O Reitor da Academia açoriana vai aproveitar a ocasião para tentar assegurar um reforço de verbas, que permita ultrapassar os constrangimentos financeiros da instituição.Avelino Meneses já fez saber que a Universidade não tem dinheiro para pagar salários aos professores e funcionários, até final do corrente ano.

(In Ricardo Freitas / Carlos Tavares Antena 1).

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quinta-feira, junho 18, 2009

Universidade dos Açores de novo em apuros

A Universidade dos Açores (UA) faz parte das quatro instituições de ensino superior do país em pior situação financeira. Não existirão verbas para o pagamento de salários até ao final do ano lectivo. De acordo com notícia do jornal “Diário Económico”, a UA é uma das quatro universidades que já pediram um reforço financeiro ao Ministério do Ensino Superior.Embora não tenha dado garantias, o ministro da Ciência e Ensino Superior, Mariano Gago, garantiu estar atento à situação.Depois de receber um uma segunda carta do conselho de reitores pedindo reforço financeiro, o ministro já enviou uma missiva aos reitores das instituições com problemas financeiros, garantindo reforços para as que venham a entrar em ruptura, avança o jornal.Mariano Gago assegura ter “total disponibilidade para acompanhar a execução orçamental das instituições”, adiantando que pediu um parecer ao Gabinete de Planeamento Estratégico e Relações Internacionais (GPEARI) sobre os pedidos de reforço.Na prática, os reitores querem que o Governo disponibilize os 20 milhões de euros inscritos no orçamento de Estado, destinados à “reserva para recuperação institucional”As universidades dos Açores, Algarve, Beira Interior e Trás-os-Montes são as quatro instituições em pior situação financeira. Não foi possível obter reacção da UA até ao fecho da edição.Recorde-se que no mês passado foi noticiado que o orçamento da Universidade dos Açores para este ano foi alvo de um reforço de cerca de 1,5 milhões de euros, mas que esse valor não serviu ainda para cobrir o deficit de 2,8 milhões.Ao jornal “Açoriano Oriental”, Avelino Meneses disse que “ainda é prematuro falar nas dificuldades financeiras” pois desconhece-se a fórmula que vai ser seguida na divisão da almofada financeira de 90 milhões, aprovada em sede de Orçamento de Estado e destinada à recuperação financeira das instituições de ensino superior (com uma dotação nacional global de 40 milhões), dos projectos competitivos (mais 40 milhões) e da acção social (10 milhões)”. Foram já várias as soluções propostas para a recuperação financeira da Universidade dos Açores, incluindo por parte do Governo Regional, que, em 2008, propunha a resolução dos problemas financeiros com a integração da academia açoriana em consórcios científicos a ser criados.
(in Diário Insular)

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quinta-feira, maio 28, 2009

Candidato da CDU na Terceira

No âmbito da sua visita à ilha Terceira, o candidato a eurodeputado dos Açores, Carlos Ribeiro, acompanhado de dirigentes da CDU/Terceira, fez várias visitas a associações, nomeadamente à associação ambientalista “Gê Questa”, ao Departamento de Ciências Agrárias, à associação das Mulheres dos Armadores e Pescadores da ilha Terceira, à Associação Agrícola, à União de Sindicatos de Angra. Reuniu ainda com a APTG - Administração dos Portos da Terceira e Graciosa. Pelo meio, estabeleceu contactos com as populações de Angra e da Praia, com a distribuição de documentos.
Entre muitas queixas dos vários interlocutores, são de registar o amento do desemprego no Arquipélago (mais de 5300 desempregados inscritos, um aumento de 24% em relação ao mesmo período do ano passado), bem como queixas em relação ao facto de muitas empresas, bem como a administração central e regional, não estarem, como deveriam, a pagar o salário mínimo regional (SMR), o que dificulta ainda mais a vida aos trabalhadores açorianos, já que o alto custo de vida nas ilhas, aliado ao facto dos trabalhadores açorianos ganharem menos do que os trabalhadores do continente, os coloca numa situação muito difícil. Relativamente à base das Lajes, é lamentável que processos disciplinares discricionários, levantados aos trabalhadores que apresentaram queixa pelo incumprimento no aumento dos salários, continuem sem conhecer um fim, já que se estendem desde 2002. Nesta matéria, é vergonhoso que o Governo Regional e o Governo da República, tão céleres a resolver o défice do sistema financeiro, pactuem com esta situação que envolve trabalhadores portugueses, que o mais que fizeram, foi exigir o que lhes era devido. No que toca à Universidade dos Açores, e ao pólo de Ciências Agrárias em particular, é lamentável a política de orçamento do Ministério da Ciência Tecnologia e Ensino Superior. De facto, os valores do orçamento disponibilizados pelo MCTES cobrem apenas 80% dos salários pagos, o que demonstra bem não só o sub-financiamento crónico do Ensino Superior protagonizado por este governo, como uma enorme falta de respeito pelos profissionais que trabalham numa Universidade dispersa por vários pólos, em 3 ilhas, o que leva a custos que outras universidades não têm.Da Associação Agrícola da Ilha Terceira, ouvimos as críticas em relação ao preço do leite pago ao produtor, que tem levado a que muitos pequenos agricultores, dos mais de 800 associados, tenham sentido dificuldades acrescidas, pois a sua receita recuou bastante. No entanto, os preços do leite à venda ao público não só não desceram, como em alguns casos subiram, o que é de todo incompreensível, a não ser pelo facto da unidade industrial que detém o monopólio nas ilhas Terceira e Graciosa quererem, a todo o custo, ver aumentados os seus lucros. Ainda neste âmbito, a AAIT fez referência ao facto da fiscalização ao abrigo do POSEIMA ser bastante demorada, o que leva a atrasos na atribuição de subsídios. No que à revisão do POSEIMA diz respeito, a camarada Ilda Figueiredo apresentou, há pouco tempo no Parlamento Europeu, um programa de resposta que seria mais rápida, utilizando para isso os valores dos anos transactos, para efectuar os pagamentos aos agricultores, sendo efectuadas quaisquer alterações no decurso do processo, se disso houvesse necessidade. A CDU/Terceira continuará a dar o seu contributo para o esclarecimento dos terceirenses, tendo para isso, várias actividades de campanha para as Europeias, nomeadamente distribuições de documentos, com vista a demonstrar às pessoas que vale a pena ir votar no dia 7 de Junho.

(in Canal de Notícias dos Açores)

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segunda-feira, maio 18, 2009

Aprovados financiamentos comunitários de cinco milhões para parceiros açorianos em projectos de cooperação com as regiões da Macaronésia

O órgão de gestão do Programa de Cooperação Transnacional (PCT) MAC 2007-2013, que substitui no actual Quadro Comunitário de Apoio o anterior Programa INTERREG III B, 2000-2006, aprovou quadro dezenas de projectos num investimento total de cerca de cinco milhões de euros, que corresponde a uma comparticipação, pelo fundo comunitário FEDER, de 4,1 milhões de euros.
Os projectos foram aprovados no âmbito do II Comité de Gestão PCT MAC, 2007-2013, que se reuniu no Funchal com a participação do director regional do Planeamento e Fundos Estruturais, Rui Amann.
Nos comités celebrados do âmbito do INTERREG III B - MAC, os Açores destacaram-se por terem sido a Região com maior taxa de execução neste programa, assim como, por apresentarem no âmbito do actual PCT MAC, "um número elevado de propostas, que superou todas expectativas dos restantes parceiros", sublinhou Rui Amann.
As candidaturas agora aprovadas englobam as áreas de investigação, desenvolvimento tecnológico, inovação e sociedade de informação, domínios do ambiente e da prevenção de riscos, entre outras.
Segundo o director regional do Planeamento e Fundos Estruturais, as propostas dos Açores neste programa de cooperação transnacional, envolvem diversos sectores da sociedade açoriana, nomeadamente, departamentos governamentais, autarquias locais, associações empresariais, a Universidade dos Açores, entre outros, o que, "demonstra a dinâmica da Região e o bom aproveitamento dos fundos comunitários disponíveis".
Além da análise da execução e aprovação de projectos, o II Comité de Gestão do PCT MAC, 2007-2013, decidiu iniciar o processo de lançamento para a apresentação de projectos de cooperação com o Senegal, Mauritânia e Cabo-Verde.
Uma nova área de intervenção querepresenta "novas oportunidades de colaboração com Cabo-Verde que terá nos Açores um parceiro privilegiado", referiu Rui Amann.
(In GaCS)

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segunda-feira, abril 13, 2009

New rules in the application of funds to make scientific and technological research more dynamic

Grants from the Regional Government of the Azores destined for making technological and scientific research more dynamic, as outlined in the Integrated Plan for Science, Technology and Innovation (PICITT) will, starting Tuesday, be subject to new rules.
These new rules relate to governmental support granted to researchers that attend scientific meetings in Portugal and abroad and for advances scientific training.
These governmental grants that are regulated by legal decrees of the Regional Secretary for Science, Technology and Equipment are meant for universities, departments, research centres, laboratories, scientific foundations and researchers. These grants are intended to promote scientific research and assure that the Region remains in tune with the latest scientific developments.
(In GACS)

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domingo, março 08, 2009

Açores: nem os reforços taparam o buraco de 2,8 milhões na Universidade

Escreve a jornalista do Açoriano Oriental, Carmo Rodeia, que o orçamento da Universidade dos Açores para este ano “foi reforçado em cerca de 1,5 milhões de euros mas a majoração de 11% obtida através do Orçamento de Estado (OE) de 2009 ainda não chega para cobrir o déficit, agora estimado em 2,8 milhões. Em declarações ao Açoriano Oriental o Reitor Avelino de Menezes, diz que "ainda é prematuro falar nas dificuldades financeiras" pois desconhece-se a fórmula que vai ser seguida na divisão da "almofada financeira" de 90 milhões, aprovada em sede de OE e destinada à recuperação financeira das instituições de ensino superior (com uma dotação nacional global de 40 milhões), dos projectos competitivos (mais 40 milhões) e da acção social (10 milhões). Aliás, esta é uma das questões que mais preocupa as Universidades face ao número crescente de pedidos de apoio social. Nos Açores a situação "não regista movimento anormal", segundo o Reitor mas "o peso dos bolseiros é significativo". No início do ano lectivo houve um ligeiro aumento do número de candidaturas (1400). Actualmente existem 1000 bolseiros na UAc, num universo de 3500 alunos. Além da bolsa, estes alunos recebem outros apoios como o alojamento, ficando isentos do pagamento de propinas". Uma sugestão: batam na porta do Governo Regional dos Açores. Não anda ele carregado de euros?!
(In Ultraperiferias)

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quinta-feira, março 05, 2009

Região podia suportar custos acrescidos de alguns cursos


JORNAL da MADEIRA – Em tempo de despedida da reitoria da Universidade da Madeira, como se sente?

Pedro Telhado Pereira – Sinto-me muito bem. Ter sido reitor da UMa foi uma experiência muito positiva, apesar dos sacrifícios que implicou. Agora que cheguei ao final, fiz um levantamento das medidas que me tinha proposto a fazer e, das 70, concretizei 65.

JM – Pode apontar algumas das mais importantes?

PTP – A maneira como se fez a transição para o Processo de Bolonha, que apesar de alguns problemas, correu muito bem. O caso da residência universitária, que era algo que a Região e os nossos alunos pediam e que penso que é uma obra que fica. E um terceiro aspecto que era no sentido de termos uma pequena universidade de investigação, apostando muito na qualidade, que é um factor que determina o sucesso de uma universidade. Há mais pessoas a publicar em revistas internacionais e, por isso, o nome da Universidade da Madeira está cada vez mais reconhecido internacionalmente. Foram vitórias muito importantes para nós.

JM – Disse que também teve de fazer sacrifícios...

PTP – Para conseguirmos atingir os objectivos, foram necessários sacrifícios não só meus mas de várias pessoas que se empenharam. Muitos de nós não tivemos as férias que deveríamos ter usufruído, por termos estado a trabalhar para atingir as vertentes diferentes que uma pequena universidade exige. Os resultados compensaram. É importante nós termos garantido em algumas áreas, que os jovens tenham condições para fazerem investigação na sua universidade e também começa a aparecer conhecimento sobre a própria realidade madeirense, o que seria impossível se não tivéssemos aqui uma universidade de investigação.

JM – Esteve um mandato na reitoria e poderia ter-se recandidatado. Porque não o fez?

PTP – A lei permitia que eu me recandidatasse. Mas, eu preferia o sistema anterior, em que todo o estabelecimento de ensino superior participava na decisão sobre o reitor. Neste momento, os funcionários não docentes não podem participar, o que é extremamente injusto.

JM – Não concorda então com o sistema de eleição do reitor por voto secreto?

PTP – Não acho que a solução para a escolha do reitor de uma universidade seja por voto secreto, porque pode criar abertura para a entrada nas reitorias de pessoas com menos qualidade do que outras. Teria de ser um processo “à americana”, em que há um comité, um “search comity”, que procura o melhor reitor. Depois, a decisão tem de ser justificada. O que pode acontecer, no sistema de voto secreto, é que haja candidatos que, em princípio, seriam muito melhores, mas que acabam por serem preteridos por outros de menor qualidade, por razões completamente exteriores às da qualidade.

JM – Quais são, a seu ver, as qualificações necessárias ao cargo de reitor?

PTP – O reitor tem de ser alguém que tenha feito investigação, desenvolvido projectos e que saiba das dificuldades inerentes a esse trabalho, e que tenha obra publicada. Novamente, poderíamos ir para o sistema “à americana” em que os reitores são profissionais no que fazem, mas com uma mentalidade completamente diferente e não seriam concerteza este tipo de professores que nós temos, devido à actual evolução da academia em Portugal, que são pessoas que saem da vida académica para serem gestores.

JM – Os candidatos à reitoria da UMa cumprem os requisitos que defende?

PTP – Eu penso que, para professores catedráticos em topo de carreira, ser reitor é muito pouco atractivo, porque as suas responsabilidades aumentam muito, com 400 funcionários sensivelmente ao seu encargo. Estamos desde o dia 1 de Janeiro até Dezembro sempre a pensar como é que vamos arranjar dinheiro para pagar os vencimentos, por exemplo. Eu imaginaria que os professores catedráticos seriam os menos receptivos a serem reitores. Por isso, surpreendeu-me haver professores no topo de carreiras, até de fora da Região, a quererem se candidatar, o que significa que a Universidade da Madeira é muito mais atractiva do que a própria imagem que a Madeira tem da sua universidade. Mas, como economista que sou, o melhor para mostrar ao Governo central que um cargo é mal remunerado, seria não aparecerem candidatos. O governo teria de resolver o problema de alguma maneira.

JM – Dos quatro candidatos (Carlos Fino, Castanheira da Costa, Isabel Cabrita e Manuel Teixeira), qual o que, na sua opinião, corresponde melhor ao perfil de reitor?

PTP – Não tenho preferências pelas pessoas. O reitor não vota. O perfil ideal seria alguém com um currículo de investigação, porque temos de defender uma universidade de investigação, ainda mais numa Região com descontinuidade territorial e com problemáticas muito próprias. Quem vier para o cargo, tem de arregaçar as mangas e trabalhar. Devo dizer que qualquer um deles seria uma boa opção.

JM – Para além de não concordar com a eleição do reitor por voto secreto, que outros motivos teve para não se recandidatar?

PTP – Também por causa do estrangulamento financeiro das universidades públicas. Depois de uma luta de três anos, conseguimos ter um reforço orçamental e estamos, nesta altura, tão mal como as outras universidades, o que já foi uma vitória, porque poderíamos estar muito pior. A grande maioria delas, incluindo a da Madeira, vai estar novamente com problemas graves de financiamento. Num ponto em que as universidades públicas estão a ser postas em causa, não me parece que sejam os reitores que devem estar a fazer “a guerra” à política de sub-financiamento. Devem ser os professores e as instituições, apoiando os seus reitores.

JM – A seu ver, as universidades deviam ser mais activas nos protestos?

PTP – Sem dúvida. Estamos com um problema que surgiu de uma solução inteligente do ministro da tutela, que foi pôr as universidades todas a lutarem por um bolo financeiro, o que faz que a solidariedade entre instituições seja muito pequena. Nós temos de definir que estamos no caminho da qualidade, o que exige muito trabalho e sacrifício. Dou o exemplo de um clube de futebol que luta pela primeira divisão, em que os jogadores têm de se sacrificar e de treinar muito. Realmente, há ainda pessoas nas universidades convencidas que se consegue chegar à primeira divisão sem trabalho e sacrifício. Para mim, isso é impossível. Assim, e voltando aos meus motivos para não me recandidatar, penso que, pessoalmente ganho muito mais e a universidade também, se estiver do lado dos que estão a lutar pela investigação, do que ser um reitor, que fica muito limitado. Sendo um investigador, prefiro ser um professor na minha área do que ter de estar em conflitos inerentes ao cargo de reitor e de ter de me abster devido à função desempenhada. Enquanto professor catedrático na UMa, serei muito crítico.

JM – Ou seja, continuaremos a ouvir falar de si, será uma voz activa na universidade?

PTP – Sim, serei uma voz activa. Os professores catedráticos têm um papel fundamental a fazer numa altura de possível transição nas carreiras universitárias. Não digo que o problema é todo da má legislação sobre as carreiras. As universidades foram muito culpadas. Não temos mais qualidade porque não exigimos nem demos as condições para exigir, e aí temos de ser responsabilizados. As universidades portuguesas têm muita capacidade, mas entristece-me ver, por exemplo na minha área, que dos dez melhores economistas portugueses, sete estejam em universidades estrangeiras. Algo está errado.

JM – Por outro lado, e num cenário de crise financeira nacional, que afecta também o Ensino Superior, onde se situa a UMa?

PTP – A situação das universidades públicas é anterior à crise. Em 2007, começámos a ter de pagar a Caixa Geral de Aposentações, que representa cerca de 11 por cento da nossa massa salarial. No caso da UMa significa um milhão e 300 mil euros por ano, sem termos tido a transferência correspondente do Estado. As universidades conseguiram respeitar os encargos através dos saldos acumulados que tinham. Este ano, já não terão essa salvaguarda. O que vai acontecer com a maioria das universidades será que, na altura em que tivermos de pagar meses extras, como o subsídio de férias, por exemplo, terão de pedir reforços orçamentais.Parece-me que os reitores estarão numa situação injusta em que terão de estar a pedir dinheiro para pagar salários, numa altura em que existem problemas sociais muito graves que é preciso atender. Ou seja, os professores universitários não são os mais desfavorecidos da sociedade e todo o meio envolvente poderá achar que estará a ser dado dinheiro a pessoas privilegiadas, mas as universidades não terão dinheiro para pagar os salários. Será curioso ver como será resolvida essa situação. O que eu temo é que haja alguma tentação de se utilizar dinheiro de projectos para tentar pagar problemas de curso prazo.

JM – Tem esperanças que o Governo esteja sensível ao vosso problema?

PTP – Não sei se se trata de sensibilidade. Há um problema que é preciso resolver. Estamos a dividir um bolo e não sabemos qual deveria ser o seu tamanho adequado. O que sabemos é que tem estado sempre a diminuir de ano para ano. Era tempo do Governo explicar aos reitores como é que acha que eles vão conseguir fazer milagres. Em época de crise e numa região autónoma como a Madeira, é pracicamente impossível arranjar cerca de um milhão de euros. Não há meio envolvente que nos permita conseguir esses montantes. Da parte das universidades, tem sido uma questão de apagar fogos.

JM – Como economista, que soluções é que poderiam ser criadas para resolver os problemas das universidades?

PTP – A UMa e muitas outras universidades só têm problemas nesta altura, porque têm, de repente, de pagar a Caixa Geral de Aposentações. Na própria Universidade, nós conseguimos pagar cerca de metade. É impossível pagarmos tudo sem pôr em causa o bom funcionamento da instituição. Poderíamos tentar – uma solução poderia ser essa – que caso a caso, o Governo explicasse as contas que temos e as necessidades de contratação existentes. Somos instituições públicas e o Governo não paga os salários de funcionários públicos e têm de ser os reitores a terem de se preocupar com o pagamento dos salários, que correspondem a cerca de 90 por cento das despesas de uma universidade. Pode-se apelar, e algumas universidades têm tido algum sucesso, ao apoio de algumas instituições do meio envolvente que é algo para o qual podemos trabalhar, mas não para os números que estamos a referir. Há ainda a solução da prestação de serviços pelas universidades à sociedade.

JM – No caso concreto da UMa e da sua condição de dupla tutela, apesar do Governo Regional deter apenas poderes administrativos, o que é que este poderia fazer no sentido de ajudar na vertente financeira?

PTP – Penso que na altura da elaboração do regime jurídico, poderia-se ter resolvido o problema. Teria sido o momento ideal. Senti que o Governo da República não estava muito receptivo e também a oposição não fez grande cavalo de batalha. Naquela altura, cheguei a ir ao Parlamento nacional, expor a nossa posição, que era diferente da posição da Universidade dos Açores. Mas não se resolveu o problema, que é de financiamento. A intervenção do Estado nas universidades é muito limitada, acontece em tempo de financiamentos e de abertura de cursos. Neste último aspecto, há regras que não estão muito vocacionadas para as universidades insulares. Temos muito menos alunos do que as outras universidades e, como tal, o número mínimo de alunos para um curso financiado é muito alto para nós. Isso significa que para baixarmos esse montante, também teríamos de ter financiamento não baseado no “per capita”. Aí, e se houvesse uma tutela partilhada, podia ser que o Governo Regional chegasse à conclusão que esses cursos deviam ser ministrados na Região e suportasse o diferencial de custo acrescido nos cursos com poucas pessoas. Nesse caso, e não havendo consideração pelo Governo da República pelos custos acrescidos da descontinuidade territorial, e se o Governo Regional tivesse uma tutela partilhada poderia ser mais sensível a essa questão. Temos o problema da dimensão, porque somos financiados através de uma fórmula baseada no número de alunos, o que não é o mesmo que ter 20 cursos para 500 alunos, ou dois cursos e 500 vagas. Acho que nesse aspecto e em termos de proximidade, poderia vir a ser vantajoso. Não se aproveitou o regime jurídico, não sei quando teremos outra oportunidade, mas espero que haja, da parte dos dois Governos, um interesse para comprender as especificidades das universidades das Regiões insulares. É nesse sentido que fizemos uma rede com as universidades ultraperiféricas, que é algo que deve ficar e que pode mostrar a diferença do financiamento desses estabelecimentos em relação aos portugueses.

JM – E esse financiamento é muito diferente do português?

PTP – É muito diferente. Há outras fórmulas de financiamento, com melhores resultados para as universidades. Por exemplo, as universidades das Canárias também são financiadas pelo governo canário, como tal, é dado muito mais apoio por aluno. Poderíamos ver esse exemplo para a Madeira.

JM - Que conselhos deixa ao seu sucessor?

PTP – O grande conselho que posso dar é acreditar na capacidade das pessoas que estão na Universidade da Madeira. Dando os incentivos certos e as capacidades para as pessoas produzirem, penso que a UMa pode se tornar, ao nível das universidades da nossa dimensão, uma referência, porque nós temos um grande trunfo, que é um mercado ávido de jovens que querem vir para a universidade e que aceitam as modificações necessárias, como veio comprovar a passagem para Bolonha. Os alunos da UMa querem ter qualidade e trabalhar. Aconselho que se insista sempre na tónica da qualidade.

(In Paula Abreu -Jornal da Madeira)

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sábado, janeiro 31, 2009

Pavilhão para a Universidade dos Açores em Angra

Segundo a Câmara, o Pavilhão Municipal será alvo de uma intervenção no final desta época desportiva. Para o Verão, Andreia Cardoso promete novo piso e mais espaço nas bancadas… Vamos ver se é desta…
Nos últimos quatro anos, os protestos e as promessas de mudança equivaleram-se. Os clubes de basquetebol que utilizam o Pavilhão Municipal de Angra sempre se queixaram da dureza do piso, impróprio para a prática da modalidade… A Câmara foi sempre adiando a intervenção, com a promessa de que, “para o ano é que é”. Agora, segundo a presidente do Município, vai ser.
Andreia Cardoso garante as obras “para o final da época desportiva”. Adianta mesmo que “para além da substituição do piso, vamos também criar uma faixa à volta do campo. É preciso que haja um espaço entre as bancadas e o recinto de jogo. Já procedemos ao contacto com a empresa responsável pelo trabalho, para saber se é possível fazer as duas intervenções em simultâneo.”
A empreitada estava programada para Dezembro, mas não foi em frente. Mas tudo está previsto para que avance em Julho/Agosto… “Temos a dotação no plano para avançar, aguardávamos apenas a autorização do Tribunal de Contas, que tinha a ver com um empréstimo associado às obras do Pavilhão e esta parte foi garantida em Setembro. Por isso pensamos em avançar com brevidade, sem que haja prejuízo para as equipas que lá praticam modalidades”, refere Andreia Cardoso.
O piso deverá ser retirado e colocado outro, que foi considerado o indicado para as modalidades que são praticadas naquela estrutura. Segundo apuramos, a empresa responsável será a Fabrigimno, que colocará um pavimento flutuante que se aplica directamente sobre os tacos de madeira. Em termos de ‘construção civil’, as bancadas serão recuadas, sendo retiradas as primeiras filas para criar um espaço maior entre as bancadas e o recinto de jogo. Segundo a edil angrense, “é uma intervenção muito rápida. A substituição do piso demora cerca de quinze dias e toda a intervenção custará 150 mil euros”.
Outros projectos
Para este ano estão também previstos outros projectos ligados à prática do basquetebol e do desporto em geral. Segundo Andreia Cardoso “há várias questões que já estão em andamento.Uma delas tem a ver com o Pavilhão da Universidade dos Açores; outra tem a ver com os novos pavilhões que vão surgir na Escola de Santa Bárbara e Doze Ribeiras. Estando o Governo a construir outro espaço desportivo que vai nascer na nova Escola de São Sebastião… Há uma série de equipamentos que vai atenuar esta pressão que actualmente se sente sobre os actuais”.
A Câmara refere que está atenta à sobrelotação dos espaços desportivos. “Sabemos que há treinos em horas tardias, muitas vezes para jovens e que isto condiciona a sua produtividade e o desempenho escolar”. Por isso está disponível para rectificar esta situação, “criando uma série de espaços há volta do Concelho para que se melhore este aspecto. Há também a hipótese de fechar o Campo da Escola do Posto Santo, que tem uma actividade muito intensa no Futsal”.
A mais aguardada para os clubes de basquetebol é a construção do novo Pavilhão da Universidade, que deverá finalmente avançar. Não se sabe é quando. A presidente da Câmara adianta que, o Reitor já esteve connosco, já conversamos sobre isso e estamos pendentes apenas de questões burocráticas. A Câmara Municipal tem um ‘plafond’ para candidaturas ao nível do Programa ProConvergência e temos de saber com o que podemos contar para esta obra. Por outro lado, temos de saber se o Governo Regional nos dá alguma margem de manobra para utilizar estes meios. Senão, vamos ver se a própria Universidade se pode candidatar ao programa, de forma a ultrapassarmos em conjunto esta questão”… Ou seja, é tudo uma questão de saber como se vai pagar a obra…
A intervenção na Escola de Santa Bárbara deverá iniciar-se em 2009. Segundo Andreia Cardoso “os projectos estão a ser concluídos, já foram consultadas várias entidades, estamos a fazer as correcções sugeridas e o lançamento do concurso será feito nos próximos meses, com a obra a ter início ainda no primeiro semestre do ano”. O equipamento das Doze Ribeiras está previsto no Plano da Câmara também para 2009 e em relação à Universidade, “a intenção seria começar depois de concluídas as duas obras que decorrem neste momento no seu novo Pólo do Pico da Urze e de resolvida a questão do financiamento”.

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quarta-feira, janeiro 28, 2009

Processo de Bolonha e falta de dinheiro

Reitor da Universidade dos Açores, Avelino Meneses, assume que falta de dinheiro condiciona aulas práticas na Universidade, mas rejeita atrasos no processo de Bolonha.

(ouvir notícia aqui)

(In Paulo Alves - RDp Açores)

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domingo, janeiro 11, 2009

Comemorações do Aniversário da Universidade dos Açores

A Universidade dos Açores (UAç) esteve no dia 9 de Janeiro de portas abertas para todos os que se quisessem associar às comemorações do seu 33º aniversário, que começaram a meio da tarde, no anfiteatro C do campus de Ponta Delgada, com uma sessão solene presidida pelo reitor Avelino de Meneses, e onde foi lida uma oração de sapiência. O tema foi “Estudos Literários: sinais de um tempo” e esteve a cargo da professora Rosa Maria Baptista Goulart, docente do Departamento de Línguas e Literaturas Modernas. Pelas 21 horas foi a vez da Aula Magna receber o espectáculo comemorativo de aniversário, que contou com a actuação do Conservatório Regional de Ponta Delgada, com o coro Vozes ao Entardecer e com as tunas académicas. E por ser dia de aniversário a reflexão sobre o futuro da instituição impõe-se. Os indicadores, assume o reitor da UAç, são mais animadores do que nunca, não fosse este o ano em que academia contabiliza o maior número de sempre de estudantes inscritos. Mas há mais razões para o optimismo.“A qualificação dos quadros- da UAç ultrapassa já a média do conjunto das universidades públicas portuguesas. Temos 172 doutores, o que significa que 86% do corpo docente ultrapassou já o patamar essencial do doutoramento”, aponta Avelino Meneses, referindo que se tratam de “instrumentos que são entendidos como garante da continuação da qualificação das nossas gentes”. E, apesar de perspectivar um futuro risonho para a UAç, o reitor não deixa de manifestar alguma apreensão quanto ao verdadeiro calcanhar de Aquiles: o seu financiamento. Não obstante o esforço levado a cabo nos últimos anos- e com relativo êxito - no sentido de acrescer receitas e de diminuir despesas, ainda permanecem alguns aspectos que, segundo Avelino Meneses, poderiam ser alterados, e que teriam um sério impacto no equilíbrio das contas da instituição.“No caso do financiamento para investimento, o problema está praticamente solucionado, por via do apoio que o Governo dos Açores tem conferido ao programa de construção de infra-estruturas da UAç, mais concretamente a construção dos novos pólos na Terceira e no Faial”, assegura. “O problema está mesmo é na vertente do financiamento para funcionamento, e aí os nossos constrangimentos derivam essencialmente de políticas da República que não atribui às instituições de ensino superior na sua generalidade, os meios compatíveis com o serviço público que estas prestam efectivamente”, esclarece o responsável pela academia insular. E é por essa razão que Avelino Meneses reclama o fim de um financiamento “a conta-gotas”, procedimento que, nos últimos anos, mais não tem feito do que impedir a planificação a médio-prazo.“O ideal seria que o financiamento passasse a ser, no mínimo, anual. E, a par do financiamento obtido por fórmula, naturalmente uniforme entre as diferentes instituições, era bom que houvesse também a possibilidade de um financiamento contratualizado, porque assim poderia corresponder melhor às especificidades de cada instituição, e assim reduzir as assimetrias entre instituições de ensino superior de todo o país”. Sem reservas, o reitor diz mesmo que não tem sido feita justiça com a UAç. “O Governo da República teima em financiar em Portugal o ensino superior em patamares inferiores àqueles que ocorrem na generalidade dos nossos parceiros da UE, quando deveria ser precisamente o contrário, para que pudéssemos diminuir o atraso que mantemos com a Europa mais evoluída”. Aliás, no entender do antigo reitor, Vasco Garcia, não se poderá dissociar a UAç do desenvolvimento sustentável e harmónico das ilhas.“Sem a UAç, as nossas ilhas não seriam, de modo algum, aquilo que são hoje. Basta ver em todos os sectores da nossa Região autónoma as pessoas que saíram desta instituição, e que contribuem actualmente para o desenvolvimento económico, social e cultural do arquipélago”.Vasco Garcia considera ainda que “está na altura de ressuscitar alguns grandes projectos, como é a valorização da nossa acção em termos de valor económico da ecologia e do ambiente, ou estudos para fornecer às instituições do Estado instrumentos para que o nosso desenvolvimento seja cada vez melhor”.Também chamado a pronunciar-se sobre a data e sobre a “casa” que dirigiu ao longo de mais de uma década, Machado Pires não deixa de fazer votos para que a Universidade dos Açores continue a ser devidamente apoiada, tendo-se sempre em conta a importância da mesma no contexto regional mas também nacional e internacional.“Faço votos para que a UAç não seja apenas encarada como um instrumento de formação de quadros, mas sim um espaço de excelência para a reflexão nos vários domínios do saber e para a produção de ciência qualificada. Não nos podemos esquecer que, para além disso ser muito importante para a nossa identidade e desenvolvimento, é também o melhor cartão de visita num contexto internacional”.

(In Luísa Couto / Olímpia Granada - Açoriano Oriental)

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sábado, janeiro 03, 2009

Principais notícias regionais de 2008

Janeiro
Lei do tabaco é bem recebida

O início do ano de 2008 fica marcado pela entrada em vigor da nova lei do tabaco. A maioria dos estabelecimentos de restauração e bebidas da Terceira adere ao regime de não fumador, com os clientes a encararem bem a mudança. No hospital de Angra do Heroísmo, as consultas de desabituação tabágica disparam.A entrada no novo ano é também acompanhada de um aumento dos preços de bens e serviços, como energia, farinha e transportes públicos. Em Janeiro, a Universidade dos Açores vê-se sob ameaça de gestão controlada por parte dos ministérios do Ensino Superior e das Finanças. O estabelecimento de ensino superior açoriano debate-se com um défice previsional de 4,4 milhões de euros para o ano que começa. Uma onda de assaltos varre várias freguesias da ilha Terceira, com o PSD a pedir a reactivação dos conselhos municipais de segurança e o CDS/PP a defender criação de polícias municipais.Ainda em Janeiro, é anunciada a existência de negociações entre Portugal e os EUA para a criação de uma zona de treino aéreo no Atlântico, com base nas Lajes. Carlos César reconfirma a sua candidatura à liderança do PS/Açores e prepara o programa eleitoral que colocará a sufrágio em Outubro. A fechar o mês de Janeiro, é inaugurado o Terminal de Combustíveis da Praia da Vitória.
Fevereiro
César reeleito paraa liderança do PS
O mês de Fevereiro arranca com as danças e bailinhos de Carnaval a animarem os salões terceirenses. Face ao clima de insegurança que se vive na Terceira, o Conselho de Ilha pede o reforço das acções de patrulhamento realizadas pela PSP.O SABCES-Açores ameaça interpor um processo cível contra o Estado português, caso não seja encontrada uma solução para o problema dos aumentos salariais na Base das Lajes.Carlos César vence com 99,6 por cento dos votos as primeiras eleições directas do PS/Açores. A CGTP propõe a criação de uma comissão açoriana que estude a Base das Lajes e garanta informação constante à Região num eventual processo de revisão do Acordo com os EUA. EUA e Portugal confirmam a vontade de Washington em usar as Lajes para o treino de aviões a Norte da Terceira. Os Açores assistem, no mês de Fevereiro, a um eclipse total da Lua. Ainda no segundo mês do ano, os sindicatos que representam os trabalhadores portugueses na Base das Lajes apertam o cerco a Portugal exigindo o cumprimento do Acordo Laboral naquela infra-estrutura militar. As estruturas sindicais confirmam que vão avançar para os tribunais, reivindicando aí que Portugal assuma a factura laboral, já que os EUA não cumprem.
Março
TAP e SATA sob averiguações
O início do mês de Março fica marcado pela decisão da Comissão Nacional de Protecção de Dados de proibir a TAP e a SATA de digitalizar os documentos pessoais dos passageiros residentes nos Açores e na Madeira. A TAP recorre da decisão e a Comissão Nacional de Protecção de Dados abre um processo de averiguações para apurar se as companhias aéreas mantêm essa prática.Dados divulgados no mês de Março revelam que Portugal registou em 2007 uma descida do rendimento agrícola de cinco por cento, contra um aumento de 5,4 por cento da média comunitária. A falta de formação é uma das causas apontadas.O PS apresenta no parlamento açoriano uma ante-proposta de lei que visa a criação de um regime especial das polícias municipais nos Açores e a existência de forças intermunicipais.Um Relatório da Autoridade Marítima Nacional conclui que o acidente do navio “Ilha Azul” na Graciosa, em Agosto de 2007, foi provocado pelo vento.O Comandante americano da Base das Lajes defende a reactivação de um grupo de representantes dos trabalhadores portugueses. Os sindicatos contestam, alegando “ilegalidade gravíssima”.No final do mês, o primeiro-ministro José Sócrates anuncia uma descida da taxa do IVA, que nos Açores passa de 15 para 14 por cento.
Abril
Água em risco de contaminação
O mês de Abril arranca com a aprovação unânime por parte da Assembleia da República da proposta açoriana para a revisão do Estatuto Político-Administrativo dos Açores, na generalidade. O documento baixa à Comissão dos Assuntos Constitucionais para o debate na especialidade.O PSD/Açores pede explicações à SATA e ao Governo Regional sobre os contornos do negócio com a Bombardier para a renovação da frota da transportadora açoriana, na sequência do recurso da ATR, preterida no concurso.Um temporal sentido a meados do mês de Abril provoca estragos no molhe do Porto Comercial da Praia da Vitória.Cota Rodrigues, professor da Universidade dos Açores, alerta para uma mancha de poluição no nível superficial do aquífero das Lajes, que terá sido provocada pelo derrame de combustível. A água consumida no concelho da Praia da Vitória pode estar em risco de contaminação por hidrocarbonetos. A autarquia praiense diz que vai estudar o assunto.Carlos César admite pela primeira vez liberalizar os céus dos Açores, no encerramento do XIII Congresso Regional do PS/Açores.No final do mês, as obras no porto da Graciosa obrigam ao encerramento da infra-estrutura a navios com mais de 60 metros, como é o caso do “Ilha Azul”.
Maio
Tomás de Borba Inaugurada

Maio é marcado pela inauguração da Escola EBS Tomás de Borba, em São Carlos. A escola é considerada uma das melhores do país e promete aliar o ensino regular ao artístico.Este é também o mês em que a nova presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, Andreia Cardoso, apresenta o elenco camarário que a irá acompanhar ao longo do mandato. O escândalo da possível contaminação de solos e aquíferos na Praia da Vitória continua na ordem do dia. A um de Maio, DI avança que o aquífero de base da Terceira já foi atingido por hidrocarbonetos e metais pesados na zona da Praia da Vitória e que há grandes áreas de terrenos também contaminados.Este caso teve repercussão em vários órgãos de comunicação social nacional.Depois de este jornal ter apresentado a confirmação de que esta contaminação já existia desde, pelo menos, 1995 e ter avançado dois documentos norte-americanos que a provavam, o presidente do Governo Regional, Carlos César, veio a público garantir que os “responsáveis serão punidos”.A torrente de notícias sobre o caso não deixou de provocar polémica. O general Luís Araújo, responsável máximo pela Força Aérea, veio à Terceira estranhar o tempo e a motivação na divulgação da provável contaminação.
Junho
Patrimónioem festa e debate

Há entrevistas que marcam a opinião pública. É o caso da concedida pelo filósofo Mário Cabral a DI, a encerrar o mês de Junho. Mário Cabral confessava que nada lhe parece verdadeiro em Angra, que mais não é do que “um cenário de bonecas”.“Angra fazia bem em conhecer-se a si própria e, deste modo, continuar aquilo que é a sua essência, em vez de estar a fingir tolamente ser uma cidade contemporânea. O êxtase parolo com que as pessoas referem a hora de ponta (...) Procurar fazer de Angra uma Lisboa em miniatura é kitch. Ninguém minimamente elaborado vem procurar metrópole na província”, afirmou o filósofo, avançando ainda que vê “as elites responsáveis divertirem-se com vulgaridades”.No ano em que se comemora os 25 anos da classificação de Angra do Heroísmo como Património Mundial da Humanidade, a cidade recebeu não só o debate sobre a matéria, mas ainda umas festas Sanjoaninas dedicadas a este tema.Por Angra, multiplicaram-se os restaurantes e actuações vindos de várias cidades portuguesas Património Mundial.Junho é ainda o mês em que a nova presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, Andreia Cardoso, apresenta os objectivos para o seu mandato. Um terminal de cruzeiros para a cidade é uma das promessas.
Julho
Lusitânia bate no fundo
Após um longo arrastamento, a crise no Lusitânia atinge um dos seus pontos mais negros, com o dirigente João Orlando Rebelo a admitir, em declarações exclusivas a DI, que “existe o sério risco de o clube não participar na Série Açores de futebol e nas competições nacionais de basquetebol”.Na altura já era público um passivo de cinco milhões de euros, sem soluções à vista. O clube depositava esperança na direcção regional do Turismo disponibilizar as verbas pela utilização da palavra Açores na época finda e no possível êxito de negociações com o Banco Português de Gestão (BPG).A 21 surgiam informações de que o Lusitânia devia ver desbloqueada em pouco tempo, por parte do Governo Regional, a transferência de 400 mil euros, o que viabilizaria a época desportiva de 2008/2009.O certo é que o clube acabaria mesmo por não competir nas competições nacionais de basquetebol.O final do mês é marcado pelo chumbo do Tribunal constitucional a oito normas do Estatuto Político Administrativo dos Açores, obrigando o documento a regressar à Assembleia da República.Impulsionada pela falta de concorrência, a subida do preço dos bens alimentares na Região, a mais alta do país, revela que a crise está a ganhar contornos cada vez mais pesados no arquipélago.
Agosto
Falta de água atinge Angra

Agosto é o mês em que a falta de água começa a atingir o concelho de Angra do Heroísmo, com o inicio do plano de cortes diários em 17 freguesias. Quando anunciou o plano de cortes, a presidente dos Serviços Municipalizados, Sofia Couto, justificou a escassez de água com a falta de chuva, que não cairia abundantemente na ilha desde Junho. Os caudais de água no concelho estavam na altura entre cerca de 15 a 29 por cento do seu máximo de captação. Poucos dias depois do anúncio do inicio do plano de cortes, o PSD de Angra do Heroísmo acusou os serviços municipalizados de falta de investimentos na rede de água, alegando desperdícios e cortes no abastecimento público, críticas que a câmara recusou.Para além dos cortes que prejudicavam a população, também a lavoura se afligia com a situação. No final de Agosto, a Associação Agrícola da Ilha Terceira avançava estar preocupada com a possibilidade de a água se esgotar na Lagoa do Cabrito, quando as previsões não apontavam para chuva.Este foi ainda o mês em que a Praia da Vitória recebeu, em festa, as “Sete Maravilhas de Portugal”. Ficou também marcado pela subida do crime violento nos Açores, sobretudo em contexto familiar, conforme alertava o sociólogo da PSP, Alberto Peixoto.
Setembro
Economia paralela AFECTA EMPRESAS
Com a crise mundial a ecoar pelo mundo, a Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo veio a terreiro, ameados de Setembro, denunciar algo comentado em surdina: a economia paralela estava a afectar, consideravelmente, as empresas açorianas. Segundo a mesma fonte, os negócios para lá da lei já representavam 40 por cento do Produto Interno Bruto regional.O mês começara com a conclusão do relatório da Assembleia Regional sobre o impacto da Base das Lajes na economia açoriana. O documento defendia que os custos pela presença americana na Terceira deviam ser assumidos por Lisboa.Isto quando a falta de água continuava a afectar os angrenses. No meio dessa polémica, que se arrastou por vários meses, vários especialistas defendiam a gestão integrada desse recurso na ilha, actualmente dividida por cinco entidades. O IROA, entretanto, anunciava investimentos para garantir água à Lavoura em 2009.A 12 de Setembro, quantro helicópteros Puma regressavam às Lajes, para safar os EH-101 Merlin, a braços com falta de manutenção.Na recta final do ano, o Governo Regional anunciou a classificação da vasta colecção de arte de Francisco Oliveira Martins e a Assembleia da República, por unanimidade, aprovava uma nova revisão do Estatuto dos Açores, entretanto vetado por Belém.
Outubro
César renova MAIORIA ABSOLUTA
Outubro ficou marcado pelas eleições regionais, que garantiram a Carlos César a reeleição para a Presidência do Governo (o seu quarto e último mandato) e ao PS nova maioria absoluta na Assembleia Legislativa dos Açores.As eleições ocorreram a 19, com o PSD a ficar sem líder: Costa Neves aceitou a derrota e abandonou a liderança do partido e, dias depois, confirmou deixar o parlamento regional.No final do mês, os social-democratas açorianas viram Berta Cabral anunciar a sua candidatura à presidência do PSD/Açores, que veio a ganhar no início de Dezembro.No final de Outubro é anunciado pelo Presidente da República o segundo veto - desta vez, político - ao Estatuto Político-Administrativo dos Açores.Cavaco Silva acusava o documento de atentar contra os seus poderes. Na resposta, César criticou o “dramatismo” do chefe de Estado.O início do mês ficou marcado pelo aviso do presidente da Câmara Municipal da Calheta para o risco de derrocada nas fajãs de São Jorge e pela confirmação de que duas mil empresas açorianas tinham ordenados em atraso, o que mostrava que a crise mundial estava nas ilhas.O Governo Regional, entretanto, anunciava, a meio do mês, que o Orçamento de Estado era simpático para com a Região.
Novembro
Bens do Estado A RUIR OU À VENDA
O mês de Novembro começou com o líder parlamentar do PSD na Assembleia da República a ameaçar o Estatuto dos Açores com um pedido de fiscalização sucessiva do artigo 114º, um dos dois contestados pelo Presidente da República.Dias depois, o ex-presidente do Governo Regional e deputado do PSD no parlamento, Mota Amaral, defendia publicamente uma aliança entre a Madeira e os Açores pelo aprofundamento constitucional da Autonomia.A 04, os Estaleiros de Viana do Castelo confirmavam que o projecto de um dos navios encomendados pela Região tinha defeitos e que a conclusão da embarcação ia atrasar.Na segunda semana de Novembro, a muralha do Castelinho voltada à baía das Águas ruiu, demonstrando a falta de conservação a que estão votados vários bens do Estado na Região. Dias depois, o Ministério da Defesa anunciou a lista de património disponível para venda ou alienação. Nela destacava-se o hospital da Boa Nova, há muito reivindicado pela Região.Nessa semana, o X Governo Regional tomou posse, assim como os deputados na Assembleia Legislativa dos Açores.No final do mês, vários especialistas da Universidade dos Açores, num colóquio no pólo no Pico da Urze, garantiram que a chuva caiu nas quantidades normais na ilha Terceira durante 2008.
Dezembro
Estatuto avançano meio de críticas

Dezembro terminou com a promulgação do Estatuto Político-Administrativo dos Açores pelo Presidente da República.Numa mensagem ao País, Cavaco Silva anunciava a assinatura do documento, mas endereçava duras críticas à Assembleia da República.Esta, a 19, confirmara o documento pela 3ª vez, sem atender aos apelos do chefe de Estado.O mês, na Região, começou com o presidente do Governo Regional, Carlos César, a anunciar menor pressão fiscal sobre os açorianos em 2009, assim como um pacote de medidas para ajudar as empresas insulares a enfrentarem a crise financeira.Em paralelo, o chefe do executivo açoriano foi enviando recados à líder do maior partido da oposição.Berta Cabral, a 16, venceu as eleições internas no PSD/Açores e anunciou que pretende abrir o partido à população. Pelo meio, foi garantindo - em resposta a César - que para ela os Açores estão primeiro.Por essa altura, a Assembleia Municipal de Angra aceitou o Orçamento da autarquia para 2009, com o abastecimento de água no concelho a merecer a maior fatia de verbas.No final do mês, o presidente da Associação Agrícola da Ilha Terceira, Paulo Simões, veio a terreiro avisar que mais descidas no preço do leite punham em risco várias explorações na ilha.

(In Diário Insular)

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