sábado, abril 04, 2009

Freguesia do Porto Judeu vai ter pavilhão multiusos

A freguesia do Porto Judeu, no concelho de Angra do Heroísmo, vai dispor de um pavilhão multiusos.
A construção desta infra-estrutura, em terreno cedido pela Câmara de Angra, assinala, segundo Andreia Cardoso, presidente da autarquia, o arranque de uma rede de equipamentos desportivos que a autarquia pretende implementar no concelho de Angra. A autarca referiu, na ocasião de lançamento da primeira pedra, que o concelho de Angra do Heroísmo vai ficar dotado de excelentes condições para a pratica desportiva com a construção de dois pavilhões nas novas escolas da Ribeirinha e Santa Barbara, o campo de relvado sintético nos Altares, os pavilhões desportivos nas Doze Ribeiras e Campus de Angra da Universidade dos Açores, a cobertura do ringue do Posto Santo e a substituição do piso do Pavilhão Municipal.A presidente da edilidade garantiu que o início da construção destes novos equipamentos desportivos acontecerá no segundo semestre de 2009. No caso particular da freguesia de Porto Judeu salientou também as obras de ampliação da sede da Junta de Freguesia que estão a decorrer e anunciou que, ainda durante o mês de Abril, vai ser lançado o concurso público para as obras de beneficiação na rede viária e que estão a ser feitos esforços em conjunto com a Junta de Freguesia para ser adquirido um edifício para instalação do atelier de tempos livres.

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domingo, março 22, 2009

Lixo divide em Angra a Câmara e o Governo

O Aterro Sanitário Intermunicipal da Ilha Terceira começa a apresentar sinais visíveis de lixo a céu aberto, no entanto Andreia Cardoso, presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, explica que o lixo visível está inserido em bolsas de exposição de resíduos.
A autarca acentua que as bolsas são cobertas com tela e acrescenta que os resíduos são frequentemente cobertos com terra, até as bolsas esgotarem as suas capacidades de armazenamento.
A presidente da autarquia angrense explica que neste momento estão em exploração duas bolsas, mas que ambas se encontram “em fase de esgotamento”. Andreia Cardoso revela que a solução a curto prazo passa pela aquisição de uma nova bolsa, orçada em 1 milhão e 700 mil euros. De acordo com a autarca, a Câmara Municipal e os Serviços Municipalizados “estão a aguardar uma estratégia, da Secretaria Regional do Ambiente, de gestão de resíduos na região”. Andreia Cardoso frisa, ainda assim, que o Aterro Sanitário Intermunicipal da Ilha Terceira “é o único aterro licenciado na região”. Já o Secretário Regional do Ambiente e do Mar, Álamo Meneses, afirma que já existe um Plano Estratégico de Gestão de Resíduos dos Açores (PEGRA), mas esclarece que está por definir a “calendarização”.
Segundo Álamo Meneses, a solução do aterro da ilha Terceira passa pela “exportação e valorização de resíduos”, de forma a “minimizar a quantidade de resíduos” que dá entrada no aterro. O secretário regional do ambiente esclarece ainda que o assunto “é da competência das autarquias” e que cabe apenas ao governo a orientação.
Para Félix Rodrigues do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores e representante do CDS-PP na Assembleia Municipal de Angra “a quantidade de resíduos sólidos que se produz na Terceira, terá que ter outro destino, pois não é viável económica e ambientalmente continuar a colocá-los em aterro”, uma vez que seria necessária uma área demasiado vasta, um factor que é crítico em ilhas pequenas. A solução, na opinião do centrista passa pela “separação” e “valorização” dos resíduos. Quanto à eficácia do PEGRA, Félix Rodrigues considera que o plano “tentará ser eficaz, mas de imediato tem algumas dificuldades económicas e técnicas associadas para que possa ser rápida a sua implementação”.
Já Aurélio da Fonseca, do PSD, lamenta que exista “falta de coordenação e de “articulação entre a Câmara e o Governo.” De acordo com o social-democrata, o PSD tem vindo a alertar para o facto dos “fundos comunitários serem insuficientes”. “É preciso que o Governo apoie a Câmara, defende.
(In Diário Insular)

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segunda-feira, março 16, 2009

Acordo Antigo - Câmara da Praia pode vender água aos americanos

Paulo Messias, vereador na Câmara Municipal da Praia da Vitória, revelou ontem, em conferência de imprensa, que existe um protocolo antigo que permite a venda de água aos americanos estacionados nas Lajes. O documento, assinado nos primeiros mandatos de José Fernando Gomes (ex-presidente da autarquia), prevê o licenciamento dos furos abertos pelos militares no concelho e em contrapartida os americanos comprometem-se a comprar uma certa quantidade de água à autarquia.Este acordo, com assinaturas da Força Aérea Portuguesa e dos americanos, era desconhecido dos actuais autarcas praienses. Quanto ao facto da câmara nunca ter vendido água às forças americanos nas Lajes, Paulo Messias explicou que “provavelmente” nunca houve água disponível com abundância para poder vender à base. Situação que, segundo o autarca, com os caudais actuais, ainda é impossível”. A informação foi dada aos jornalistas num encontro em que a Praia Ambiente anunciou que este ano pretende melhorar significativamente a quantidade e a qualidade da água no concelho. Com um plano de investimentos superior a dois milhões de euros, esta empresa municipal pretende “aperfeiçoar o sistema de desinfecção e tratamento de água captada e abrir novos furos”. O reforço dos caudais disponibilizados para as freguesias abastecidas pelo sistema Ribeirinha/Cabo Praia (que fornece água às freguesias de Porto Martins, Fonte do Bastardo e Cabo da Praia) é uma prioridade.No ano transacto algumas destas localidades foram prejudicadas com o plano de cortes de água implementado pelo concelho de Angra. A autarquia praiense pretende agora resolver o problema com a realização de um furo no início da freguesia da Fonte do Bastardo e a ligação à rede de outro que existe no Pico da Favas. Nos Biscoitos também estão previstos investimentos.A Praia Ambiente vai ligar à rede um furo existente, na zona alta da freguesia, para reforçar os caudais que servem a localidade e as freguesias de Altares e Raminho. “Esta captação intercepta uma aquífero suspenso, bastante produtivo e com água de boa qualidade”, revelou Paulo Messias.Para melhorar a qualidade de água no centro da cidade da Praia da Vitória, que é captada em furos e (alguns meses) em pequenas nascentes da Casa da Ribeira, a empresa municipal vai canalizar água das nascentes da Ribeira da Agualva.De acordo com os responsáveis pela Praia Ambiente a mistura da água da Agualva no sistema da Praia vai “melhorar significativamente a qualidade da água captada nos furos (à qual estão associados fenómenos de intrusão marinha).A Praia Ambiente divulgou ainda que vai proceder, em parceria com a Universidade dos Açores, à abertura de um furo para identificação de aquíferos nas Fajãs (junto ao Clube do Golfe). “Suspeita-se que existe água de qualidade naquela zona”, explicaram.LNEC na Praia em Abril O Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) deverá começar o estudo sobre a eventual contaminação dos solos e aquíferos da Terceira na primeira semana de Abril.Paulo Messias, responsável pela Praia Ambiente, revelou ontem que este Laboratório será a única entidade responsável por este estudo para evitar especulações e diminuir a morosidade dos concursos públicos parcelares em tarefas, que numa fase inicial, estavam definidas como sendo da responsabilidade da autarquia.O vereador garantiu que a inclusão destes pormenores no acordo com o LNEC, bem como a inserção de algumas tarefas solicitadas pelo governo e a aprovação do Plano e Orçamento da Região (que permite o financiamento previsto no contrato ARAAL) foram as causas do atraso na assinatura do contrato com o LNEC. “Estas questões já estão ultrapassadas”, disse.Paulo Messias assegura que a água para consumo na Praia da Vitória tem sido monitorizada com rigor e regularidade e, por isso, pode afiançar que não há qualquer suspeita de contaminação. Contudo, o estudo é fundamental para perceber se no futuro existe, ou não, perigo de contaminação dos aquíferos.O principal objectivo do estudo é a avaliação ambiental da qualidade dos recursos hídricos subterrâneos, onde existam captações, “que estejam a ser ou possam vir a ser afectadas por situações de poluição associadas às infra-estruturas da Base das Lajes”. Incluindo instalações militares fora do perímetro da militar.A equipa responsável por este estudo propõe a execução de 14 furos de ensaio (dois por perímetro) e de sete sondagens de amostragem (uma por perímetro).O LNEC, na proposta apresentada, definiu como perímetros: “ Areeiro, Pico Celeiro; Vale Farto; Canada da Saúde; Juncal; Fontinhas e nascente da Caldeiras das Lajes”. Contudo o Laboratório admite alterações das localizações em função dos dados “que venham a ser obtidos nas campanhas de campo”. Este estudo, intitulado “análise e parecer sobre a situação ambiental nas áreas de captação dos furos de abastecimento do concelho da Praia da Vitória”, deverá estar concluído num prazo de 9 meses.

(In A União)

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Praia Ambiente investe 2 Milhões

A Praia Ambiente vai investir dois milhões na captação de água.O presidente da empresa explicou, também hoje, os atraso no estudo do LNEC sobre a alegada contaminação do aquífero base da Terceira.

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quarta-feira, março 04, 2009

Angra Moderna


É possível definir numa frase o que pensa sobre a oposição partidária à liderança socialista no concelho de Angra?
Seria mais fácil se me perguntasse como caracterizo a acção da autarquia. Aí diria-lhe que é uma gestão responsável. Quanto ao trabalho da oposição, penso que é insuficiente. Aliás, acho que essa é uma das características que tem sido transversal ao PSD, não só a nível autárquico, mas também a nível regional. Ou seja, é uma oposição irresponsável, porque - pese embora a mensagem que tente passar de que o trabalho que desenvolve é de apresentar propostas e de que a posição não as cumpre nem as ouve - o que é facto é que nada de concreto é apresentado, e as que surgem não são realistas. Sobretudo, não são capazes de apresentar propostas que projecte um futuro para Angra. Acima de tudo, é uma oposição da maledicência. Essa é uma das suas características...
A falta de propostas resulta da incapacidade da oposição em as elaborar, ou por uma questão de estilo?
É estilo. E, talvez por isso, os açorianos - e os angrenses em particular - já vão dando, de há uns anos a esta parte, uma resposta a esse estilo. Parece-me que se continuarem a não ouvir as populações e o que elas acham que deve ser o papel da oposição, é persistir no erro que os tem afastado da governação. Acima de tudo, é contribuir para a má imagem que os partidos políticos têm, por vezes, junto da população.
Uma das frases que se tem ouvido sobre a governação socialista em Angra é que a cidade e o concelho adormeceram. Que ambos perderam o seu lugar no quadro regional. Aceita essa visão?
De modo algum! Claro que falamos de um trabalho de continuidade. Ou seja, o trabalho de uma autarquia não se esgota num período de quatro anos ou de seis meses. Há muito trabalho por fazer. Sobretudo, é necessário irmos dando as respostas à medida das necessidades da nossa população. Daí ser fundamental ouvi-la, ter capacidade de diálogo e, depois, de delinear uma estratégia que corresponda aos anseios de quem vive no concelho. Penso que o PS tem-no feito. E que é isso que lhe tem garantido o apoio popular nos últimos 12 anos. É esse o trajecto que percorremos e é o que queremos continuar a percorrer. Nesta fase, pretendemos proceder a uma nova avaliação do estado das coisas no concelho, monitorizar os problemas da nossa população e estabelecer perspectivas e medidas que solucionem esses problemas. Hoje, mais do que nunca, com a crise mundial, uma autarquia tem de ter a capacidade de perceber a realidade local, os problemas sociais que derivam do cenário actual, e encontrar e antecipar respostas que minimizem essas situações.
O PS está na governação de Angra há 12 anos: primeiro com Sérgio Ávila, depois com José Pedro Cardoso, e, agora, com Andreia Cardoso. Este percurso, em sua opinião, decorreu sempre com a mesma bitola, com o mesmo nível de desempenho e concretização?
Antes de mais, é importante dizer-se que o facto de o Partido Socialista ter sido capaz de apresentar três pessoas num período de 12 anos à frente deste projecto autárquico, significa que tem alternativas para a governação do concelho. Isso demonstra que o PS é um partido dinâmico e com capacidade de renovação, de propostas e alternativas. Quanto à sua questão, é claro que a liderança de uma autarquia reflecte sempre o estilo da pessoa que a lidera. José Pedro Cardoso não foi igual a Sérgio Ávila, nem Andreia Cardoso será igual a nenhum dos dois. Há características que nos distinguem e que, necessariamente, condicionam a forma como lideramos os destinos autárquicos. O que não quer dizer que não haja um projecto de base, comum aos três. E isso aconteceu. Estas lideranças ocorreram em períodos diferentes, com necessidades distintas a acautelar. E em cada uma dessas fases, as necessidades foram acauteladas. Colocam-se agora novos desafios. E o PS está preparado para eles.
Qual o modelo que, neste momento, o PS defende para Angra?
Temos que ter um concelho e uma cidade preparados para receber os seus jovens e para dar respostas às suas necessidades. Este é o elemento essencial. Ao falarmos de juventude, falamos necessariamente de emprego e de formação. E a isto junta-se o empreendedorismo e a iniciativa. Esta é a equação que queremos resolver, para garantir a Angra a sua revitalização, o seu rejuvenescimento e a concretização de um desenvolvimento sustentado.
Angra, neste momento, tem condições para absorver os seus jovens?
Sim. Tem capacidade e pode promovê-la ainda mais. Há que incentivar o aparecimento de talentos. Nesse sentido, há que aproveitar e explorar o facto da juventude, hoje em dia, estar intimamente ligada com as tecnologias. Angra tem de abraçar essa potencialidade. O concelho conta com um pólo universitário e é fundamental explorarmos a conjugação dessas duas valias no desenvolvimento do concelho. O pólo universitário tem vivido voltado para as questões da Agricultura, mas é tempo de voltar-se para as tecnologias. Mas Angra necessita também de uma universidade que lhe dê respostas aos desafios culturais, económicos e tecnológicos. Desta fusão de necessidades, há que encontrar respostas. Acho que elas se avizinham com a concretização próxima de um parque tecnológico. Queremos ter também uma Angra criativa, um concelho de talentos...
Essa Angra de talentos significa o quê?
Uma cidade onde a criatividade, a tecnologia e a tolerância convivam. Este concelho tem dado muitos exemplos, ao nível cultural, social e económico, das suas capacidades, do seu talento. Esses conceitos têm que ser explorados. A inovação urbana é fundamental, para que a cidade e o concelho se tornem atractivos à sua juventude e aos seus habitantes. Os jovens querem uma cidade moderna, não uma cidade cristalizada. É por aí o futuro de Angra. Talento, tecnologia e tolerância serão a chave para esse desenvolvimento.
Das suas palavras, nota-se uma nova lógica, uma possível nova filosofia de desenvolvimento. Pode depreender-se daí que, para o PS/Angra, o concelho e a cidade chegaram a um ponto em que é preciso alterar as perspectivas de desenvolvimento, para que não perca a sua capacidade reprodutiva, por exemplo, para o concelho vizinho?
Não é uma questão de reconhecer o que quer que seja. É apenas a continuidade do trabalho começado há 12 anos. O que o PS iniciou nessa altura foi pensado para chegarmos a este período, a este tempo. Aqui chegados, é preciso continuar, trazendo novos contributos aquilo que já foi feito, e bem feito. Por exemplo, dinamizar Angra como centro de congressos exigia ter as infra-estruturas que alberguem eventos dessa natureza. Criaram-se as infra-estruturas e, agora, é tempo de concretizar o projecto, promovendo a cidade como destino para congressos. Há outros exemplos que, como este, provam a filosofia que o PS tem vindo a implementar em Angra: infra-estruturar as necessidades e, depois, potenciá-las.
Nessa lógica de futuro, há um ponto essencial: nessa equação, onde se insere a Angra património da Humanidade, o casco histórico que lhe valeu esse galardão? Como tecnologia, talento e modernidade se fundem com esse peso histórico que é preciso salvaguardar...
Este casco histórico é uma herança que nos deixaram e que temos que deixar às gerações futuras. Mas não poderá ser deixado de forma cristalizada. É preciso, mesmo dentro desse casco histórico, garantir lugar à criação, à modernidade e aos talentos. A componente artística é muito vincada neste concelho. E isso tem de ser aproveitado. Usar o valor histórico como entrave a que o tempo de hoje se viva, parece-me um erro. No mundo, existem inúmeros exemplos de convivência sã e correcta entre o antigo e o moderno, entre o peso histórico e a inovação e a tecnologia. Angra tem de seguir esse caminho. Por que em Angra não podem por exemplo, conviver exemplos de arquitectura antiga e moderna ou contemporânea? Por que nos espaços públicos a modernidade não pode surgir? Teremos de viver numa cidade constantemente presa ao que foi no século XV ou XVI? Os angrenses querem sentir que a sua cidade não cristalizou, não parou no tempo, não é um museu etnográfico. O facto de Angra ser património da Humanidade deve ser potenciado como fonte de atracção, quer para investidores quer para turistas, quer para os habitantes quer para quem nos visita. Mas isso não pode significar viver ou conviver apenas com o antigo.
Pelo que percebo, o PS defende a revitalização da cidade. No entanto, a perspectiva que advoga implica, necessariamente, a existência de uma base económica, de uma capacidade financeira, que garanta a viabilidade desses projectos. Ou seja, não basta querer uma Angra cultural e tecnológica se, depois, os seus habitantes não tiverem capacidade económica para, por um lado, desfrutar dessas valências e, por outro, serem investidores nelas…
Claro. Houve capacidade até agora. Não nos esqueçamos que, até aqui, o caminho que Angra percorreu foi feito com investidores privados. Houve quem tenha investido em unidades hoteleiras, em empresas de animação, em empresas de serviços, algumas na área tecnológica. Portanto, isso prova que houve e há capacidade económica para continuar a investir. Nestes 12 anos, sempre reflectimos um projecto credível, em que os investidores acreditaram e ao qual responderam. E acho que vão continuar a fazê-lo. É óbvio que atravessamos uma fase de constrangimentos financeiros. Mas ela é conjuntural. Não veio para ficar. Portanto, importa que a autarquia prepare as bases para que, quando a bonança regressar, os investidores possam surgir.
Quando, economicamente, olhamos para Angra, nota-se o peso da administração pública. No vosso entender, esse peso mantém-se? Será tempo de aumentar a componente privada no concelho?
A administração pública tem, obviamente, peso no cenário económico de Angra. Mas, sinceramente, não me parece que seja preponderante. A realidade actual de Angra não é a de uma cidade que depende, exclusivamente, do sector público. Há um sector privado pujante, apesar das dificuldades que se sentem a nível mundial. Por exemplo, o parque industrial de Angra tem a sua capacidade praticamente esgotada, o que prova a dinâmica privada no concelho. E mesmo no centro histórico da cidade tem surgido iniciativas privadas, o que demonstra que esse sector está vivo e tem uma dinâmica própria muito importante. Aliás, só com esse sector privado se fará o desenvolvimento de Angra. Disso, não duvido.
O concelho de Angra pode ser dividido em duas partes, tendo em conta a sua dinâmica social e económica: da cidade para o lado de São Sebastião e no sentido do parque industrial, assiste-se a desenvolvimento; no outro sentido, nem tanto. o PS reconhece essa divisão? E se sim, como será possível invertê-la, garantindo um desenvolvimento mais harmonioso a todas as parcelas do concelho?
É evidente que, tal como na Região em que há dinâmicas diferentes entre as ilhas, num concelho há freguesias com desenvolvimentos diferentes. A autarquia tem, por inerência, que garantir que essa diferença não implique menor qualidade de vida. A diversidade é uma característica de Angra e isso é bom. O que importa é salvaguardar que todos os angrenses, quer vivam em São Sebastião quer nos Altares, tenham boa qualidade de vida. Temos feito, constantemente, o diagnóstico dessas situações, procurando antecipar as necessidades da população. É por isso que, por exemplo, nos próximos três meses vão surgir duas escolas completamente novas, uma na Ribeirinha e outra em Santa Bárbara. Esta terá um papel fundamental ao garantir qualidade de ensino aos pais que queiram viver nessa zona do concelho. Isso é essencial para quem opta por viver numa freguesia. Em paralelo, queremos desenvolver iniciativas de ocupação de tempos livres, para que as crianças possam estar ocupadas no período em que os pais estão a trabalhar. Essa lógia permite manter as crianças nas freguesias e, com isso, salvaguardar a fixação populacional naquela zona do concelho. Condições semelhantes têm vindo a ser criadas para os idosos. Além disso, sendo uma zona maioritariamente rural, a autarquia tem que estar desperta para garantir as estruturas essenciais nessa actividade, nomeadamente ao nível dos acessos. Esse trabalho tem vindo a ser desenvolvido, em parceria com o Governo Regional. As respostas vão surgindo à medida das necessidades...
Essas respostas, particularmente ao nível social, têm de ser públicas?
Não necessariamente. Podem ser privadas também. Os empresários têm muita margem de manobra para surgirem com respostas viáveis a estas questões. As próprias instituições que existem nessas localidades têm também uma palavra a dizer. Por exemplo, nos Altares, através da Santa Casa da Misericórdia dessa freguesia, surgiram iniciativas ao nível do apoio ao domicílio que são exemplares.
No modelo de desenvolvimento de Angra, o Turismo terá um papel fundamental. O PS defende que o concelho deve receber turismo de massas ou turismo de qualidade?
De qualidade e cultural, sem dúvida.
Tem sido essa a estratégia em concretização?
Sim. É evidente que surgiram unidades hoteleiras com alguma dimensão, mas isso era fundamental, nomeadamente para um turismo associado aos congressos. Mas, tal não implica que as características do turista que nos visita não sejam as de alguém que procura qualidade.
Angra deve vender-se pelo seu património?
Por ele, mas também pelas características ambientais e paisagísticas únicas. Se queremos aumentar o tempo de permanência dos turistas no concelho, não nos podemos ficar pelo património. Temos de valorizar as nossas freguesias, sobretudo aquilo que elas têm de único. Temos exemplos únicos de flora, património, paisagem e cultura que têm de ser integrados, valorizados e explorados turisticamente.
Essas qualidades têm, em sua opinião, sido aproveitadas?
Temos de as aproveitar melhor. Há que aprofundar o trabalho a esse nível. A cidade é reconhecido no exterior como património mundial, mas há elementos paisagísticos, por exemplo, que devem ser explorados. Claro que, essa exploração, não pode, de forma alguma, pôr em risco a salvaguarda e a preservação desses locais. Aproveitar as características naturais de Angra não significa a sua destruição.
Os angrenses perderam o orgulho no que têm?
Quando conversamos entre nós, temos muito a perspectiva de que o que é de fora é que é melhor. Isso resulta da leitura - muitas vezes negativa - que é feita das coisas. No entanto, parece-me que essa mentalidade, essa crítica negativa, tem vindo a alterar-se. E que o que temos tem vindo a ser reconhecido como uma mais-valia.
Um sector turístico dinâmico implica, entre outras coisas, um sistema de transportes eficaz e a qualidade nos serviços e na hospitalidade nas unidades comerciais vocacionadas para receber turistas. Acha que essas condições estão reunidas em Angra e na Terceira?
Quanto à qualidade dos serviços, acho que ainda há um caminho a percorrer. O paradigma dessa área é conseguirmos dar o salto da qualidade ao nível da prestação de serviço que já temos. Há investimentos feitos ao nível dos recursos humanos que, com certeza, darão frutos. Quanto aos transportes, de facto, têm surgido entendimentos distintos por diversas entidades, designadamente a Câmara do Comércio de Angra, que se tem manifestado muito sobre esta questão. Entendemos que, a esse nível, têm sido dados passos importantes. O que não quer dizer que estejamos no nível adequado ou ideal...
Qual o nível ideal para o PS/Angra?
Trazer os turistas à Terceira por bons preços e com a regularidade que as nossas unidades hoteleiras desejam.
Como é possível concretizar essas vontades?
Parece-me que o Governo Regional tem uma palavra importante nessa matéria. E tem vindo a reflectir e a intervir nos transportes. É importante termos a noção de quais os mercados que nos interessam e, depois, garantir uma promoção de qualidade do destino Açores e, nele, do destino Angra. Temos uma empresa aérea que, sob orientação do Governo Regional, tem de dar essa resposta.
Há alguns anos, foi anunciado que o objectivo seria consolidar Angra como capital regional da Cultura. Esse objectivo foi conseguido?
É uma meta para a qual temos de trabalhar todos os dias. Muito se fez nesse sentido. Mas há mais a fazer. Nessa perspectiva, há um exemplo que traduz aquilo que entendo que deve ser a política cultural no concelho: o Angrajazz. Este evento, ao mesmo tempo, permite aos terceirenses ouvir e ver músicos de qualidade a nível nacional e internacional; permite incorporar mais-valias essenciais em nível da formação, através da orquestra Angrajazz; e, através deste evento, conseguimos promover Angra. Ou seja, é este tipo de eventos que necessitamos para o concelho: eventos que, ao mesmo tempo, garantam qualidade, formação e promoção. Entendo que a política cultural autárquica deve caminhar por aqui.
Por diversas vezes, na Comunicação Social local e regional vemos, ouvimos e lemos vozes que contestam o momento actual da cidade e do concelho. O seu discurso contrasta com essas visões. Que leitura faz dessas críticas, dessas análises? Elas reflectem o sentir real da população ou reflectem apenas a visão de "velhos do Restelo"?
Há, de facto, pessoas com uma perspectiva completamente derrotista do futuro de Angra. Eu não acredito minimamente nessas perspectivas. Acho que Angra continua a ser um concelho de oportunidades: só assim se justifica que uma jovem de 23 anos seja eleita deputada na Assembleia Legislativa dos Açores e que uma mulher e mãe pode estar na política activa. Daí achar que este é um concelho de oportunidades. Daí também acreditar que essas opiniões derrotistas terem origem em "velhos do Restelo". Respeito a opinião destas pessoas, mas não concordo com ela. E ela não é unânime. Acredito também que essas opiniões não correspondem ao sentir da maioria dos angrenses. Os angrenses, ao contrário do que muitas vezes se tenta passar, têm um espírito crítico muito forte e, tendo por base isso, se não concordassem com o rumo do concelho e da cidade já o teriam manifestado. Não podemos permanecer num espírito de crítica atrás de crítica, até sermos afundados. Obviamente que, quem ler a Imprensa, poderá ficar com uma leitura menos positiva de Angra. Mas, duvido que ela corresponda à verdade. Isto não quer dizer que a realidade seja perfeita. Há sempre coisas a melhorar. Mas isso depende do esforço de cada um de nós...
Os angrenses deixaram de se importar com o seu concelho e a sua cidade?
Não. Há muita gente a contribuir. Só uma minoria quer passar a mensagem de que as coisas não são assim. Temos um conjunto vasto de instituições e de pessoas que, diariamente, tiram do seu tempo para contribuir para o bem comum. Só não vê isso quem não quer! Temos instituições particulares de solidariedade social, grupos de teatro, filarmónicas, associações juvenis, colectividades... Perante isso, acha possível dizer-se que não há contribua e se interesse pelo concelho e pela cidade?
Angra viveu semanas com falta de água. As soluções que a autarquia e o Governo Regional anunciaram garantem que esse episódio não se vai repetir?
Convém começar por dizer que o problema da falta de água não tem origem na falta de investimento. Este não é um problema que se resolva exclusivamente com investimento. O investimento que a autarquia anunciou solucionará apenas uma parte do problema. É importante esclarecer-se isto. Daí a colaboração do Governo Regional. Porque há outras questões a assegurar, que não passam pela autarquia.
Acusam a Câmara de não ter investido na rede de abastecimento e, com isso, contribuído para o problema. Se os investimentos agora anunciados tivessem sido realizados antes do verão de 2008, ter-se-ia evitado o corte da água?
Não necessariamente. O problema reside nos aquíferos, que são como que tanques de armazenamento. Se a água não chegar a eles, por muitos furos que se tenha, eles de nada servem. Foi isso que aconteceu. Os investimentos que vamos executar vão dar algumas garantias, mas não são a resposta total ao problema. O fundamental é fazer com que a água chegue aos aquíferos.
Há quem vos acuse de não separarem as águas entre PS, Governo Regional e autarquias socialistas. Concorda?
Não. Evidentemente que há um conjunto de pessoas que participam nos diferentes níveis que refere. O que não quer dizer que não haja espaço para opiniões. E há. Tenho o privilégio de participar nos órgãos de partido a nível regional e nacional e testemunho essa capacidade de análise e debate internos. Em todos estes níveis há espaço para a crítica construtiva e para a reflexão. E não há confusões entre o que é o exercício de funções a nível partidário e governativo.
Foi noticiado que o seu antecessor – José Pedro Cardoso – não era o candidato que o PS queria para Angra. Que a escolha recaía sobre si. Ele é eleito, mas, abandona o cargo a seis meses do final do mandato. A esta distância, é possível comentar este alegado diferendo.
Tudo isto seria, ao nível da opinião pública e publicada, mais claro se as pessoas conhecessem o funcionamento do PS. Ninguém é candidato pelo partido se o partido não o quiser apresentar como tal. Portanto, José Pedro Cardoso foi candidato pelo PS porque o PS assim o entendeu, partindo da vontade do candidato, claro. Que fique bem assente isso. Depois, a composição das equipas – e eu fazia parte da equipa de José Pedro Cardoso, sendo a número dois dessa lista; daí estar nestas funções – é da responsabilidade do cabeça de lista, sendo possíveis contributos do partido. Mas a decisão final dos nomes a incluir na equipa é do candidato. Por razões pessoais, José Pedro Cardoso decidiu sair da autarquia, o que levou a que eu assumisse essas funções, tendo em conta o meu lugar na lista. Nada mais houve do que isso.
É a candidata do PS a Angra. Com o desgaste do partido, os problemas da água e com o conjunto de críticas que se fazem à governação socialista no concelho, a sua eleição estará dificultada?
Há quatro anos atrás, essas questões colocaram-se – menos a água, claro – e José Pedro Cardoso obteve uma das maiores vitórias do partido em Angra. Quero com isto dizer que tudo está em aberto. Respeitarei os meus adversários nessa disputa. Mas candidato-me para vencer. E quero vencer para implementar um projecto credível e eficaz que potencie o desenvolvimento de Angra, cidade e concelho.
(In DI-Revista)

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sábado, janeiro 31, 2009

Pavilhão para a Universidade dos Açores em Angra

Segundo a Câmara, o Pavilhão Municipal será alvo de uma intervenção no final desta época desportiva. Para o Verão, Andreia Cardoso promete novo piso e mais espaço nas bancadas… Vamos ver se é desta…
Nos últimos quatro anos, os protestos e as promessas de mudança equivaleram-se. Os clubes de basquetebol que utilizam o Pavilhão Municipal de Angra sempre se queixaram da dureza do piso, impróprio para a prática da modalidade… A Câmara foi sempre adiando a intervenção, com a promessa de que, “para o ano é que é”. Agora, segundo a presidente do Município, vai ser.
Andreia Cardoso garante as obras “para o final da época desportiva”. Adianta mesmo que “para além da substituição do piso, vamos também criar uma faixa à volta do campo. É preciso que haja um espaço entre as bancadas e o recinto de jogo. Já procedemos ao contacto com a empresa responsável pelo trabalho, para saber se é possível fazer as duas intervenções em simultâneo.”
A empreitada estava programada para Dezembro, mas não foi em frente. Mas tudo está previsto para que avance em Julho/Agosto… “Temos a dotação no plano para avançar, aguardávamos apenas a autorização do Tribunal de Contas, que tinha a ver com um empréstimo associado às obras do Pavilhão e esta parte foi garantida em Setembro. Por isso pensamos em avançar com brevidade, sem que haja prejuízo para as equipas que lá praticam modalidades”, refere Andreia Cardoso.
O piso deverá ser retirado e colocado outro, que foi considerado o indicado para as modalidades que são praticadas naquela estrutura. Segundo apuramos, a empresa responsável será a Fabrigimno, que colocará um pavimento flutuante que se aplica directamente sobre os tacos de madeira. Em termos de ‘construção civil’, as bancadas serão recuadas, sendo retiradas as primeiras filas para criar um espaço maior entre as bancadas e o recinto de jogo. Segundo a edil angrense, “é uma intervenção muito rápida. A substituição do piso demora cerca de quinze dias e toda a intervenção custará 150 mil euros”.
Outros projectos
Para este ano estão também previstos outros projectos ligados à prática do basquetebol e do desporto em geral. Segundo Andreia Cardoso “há várias questões que já estão em andamento.Uma delas tem a ver com o Pavilhão da Universidade dos Açores; outra tem a ver com os novos pavilhões que vão surgir na Escola de Santa Bárbara e Doze Ribeiras. Estando o Governo a construir outro espaço desportivo que vai nascer na nova Escola de São Sebastião… Há uma série de equipamentos que vai atenuar esta pressão que actualmente se sente sobre os actuais”.
A Câmara refere que está atenta à sobrelotação dos espaços desportivos. “Sabemos que há treinos em horas tardias, muitas vezes para jovens e que isto condiciona a sua produtividade e o desempenho escolar”. Por isso está disponível para rectificar esta situação, “criando uma série de espaços há volta do Concelho para que se melhore este aspecto. Há também a hipótese de fechar o Campo da Escola do Posto Santo, que tem uma actividade muito intensa no Futsal”.
A mais aguardada para os clubes de basquetebol é a construção do novo Pavilhão da Universidade, que deverá finalmente avançar. Não se sabe é quando. A presidente da Câmara adianta que, o Reitor já esteve connosco, já conversamos sobre isso e estamos pendentes apenas de questões burocráticas. A Câmara Municipal tem um ‘plafond’ para candidaturas ao nível do Programa ProConvergência e temos de saber com o que podemos contar para esta obra. Por outro lado, temos de saber se o Governo Regional nos dá alguma margem de manobra para utilizar estes meios. Senão, vamos ver se a própria Universidade se pode candidatar ao programa, de forma a ultrapassarmos em conjunto esta questão”… Ou seja, é tudo uma questão de saber como se vai pagar a obra…
A intervenção na Escola de Santa Bárbara deverá iniciar-se em 2009. Segundo Andreia Cardoso “os projectos estão a ser concluídos, já foram consultadas várias entidades, estamos a fazer as correcções sugeridas e o lançamento do concurso será feito nos próximos meses, com a obra a ter início ainda no primeiro semestre do ano”. O equipamento das Doze Ribeiras está previsto no Plano da Câmara também para 2009 e em relação à Universidade, “a intenção seria começar depois de concluídas as duas obras que decorrem neste momento no seu novo Pólo do Pico da Urze e de resolvida a questão do financiamento”.

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sexta-feira, novembro 21, 2008

Proposta de plano geral de abastecimento de água para Angra

Os vereadores do PSD em Angra do Heroísmo vão propor a realização de um plano geral de abastecimento de água para o concelho, uma iniciativa que será apresentada na reunião camarária agendada para esta noite e que surge na sequencia "dos graves constrangimentos derivados de problemas no abastecimento de água em Angra e também em algumas zonas do concelho da Praia da Vitória", bem como "da falta de uma intervenção pronta e eficaz da autarquia mediante uma situação que é bastante grave", explicou a social-democrata Carla Bretão.
O plano deverá constituir "uma base estratégica para melhorar a qualidade da distribuição de água e, como o próprio nome indica, deverá ser considerado como um instrumento de trabalho indispensável para orientar a câmara, através dos seus serviços municipalizados (SMAS), no planeamento de tudo o que diz respeito ao abastecimento de água ao concelho, para que não se repita, a curto ou a longo prazo, a actual crise", esclarece a autarca.
Referindo-se a uma situação "que ainda se vive, e após sucessivas explicações, insuficientes, avançadas pela autarquia", os representantes do PSD consideram ser fundamental "investir, com perspectiva de futuro, mas conhecendo o presente", um objectivo que só será alcançado "se existir um plano orientador", sendo que Carla Bretão e Paulo Marcelino dizem que o estudo recentemente apresentado pela câmara sustenta "uma série de supostas explicações, mas apenas indicando soluções de actuação que são pontuais", explicam.
Assim, e face a um problema "vivido e sentido pela população e pelas empresas do concelho", os social-democratas consideram ser necessário "muito mais do que um simples elencar de investimentos desprovidos de qualquer enquadramento estratégico", de modo a que esses mesmos investimentos "que vão sendo realizados, não sejam de puro remendo, como agora acontece", diz Carla Bretão.
A iniciativa dos vereadores laranja compreende "caracterizar, diagnosticar e fazer uma análise prospectiva dos recursos hídricos, superficiais e subterrâneos, do concelho", de onde deverá constar "a apreciação do estado actual desses recursos e da evolução prevista das necessidades de água", de acordo "com a expansão demográfica, urbanística, comercial e industrial", sustentam.
A proposta a apresentar esta noite fará "o levantamento, a caracterização e o diagnóstico do estado actual do sistema de distribuição de água", identificando "as necessidades imediatas de investimento, acompanhadas de uma análise prospectiva dos investimentos a médio e longo prazo, com a respectiva programação". Querem ainda os vereadores laranja ver definidas "orientações estratégicas que estabeleçam as linhas de rumo para o planeamento e a gestão dos recursos hídricos no concelho".
O PSD recorda que "para além do envelhecimento da rede de distribuição de água", que tem determinado, nos últimos anos, "sucessivos rebentamentos em diversas zonas do concelho", se vêm verificando, desde o ano passado, "inúmeras interrupções, não programadas, no fornecimento de água", que culminaram "num calendário rigoroso – 24 horas por dia / 48 horas por semana - de interrupções nesse mesmo fornecimento de água à população", embora, "também se tenha verificado a existência de cortes não programados no referido calendário derivados, segundo explicação dos SMAS, de avarias pontuais".
Com a presente proposta direccionada para o abastecimento de água ao concelho, "neste momento, mais urgente e fundamental", a vereação social-democrata entende que a autarquia deverá "complementar a feitura deste plano com uma iniciativa idêntica no âmbito do saneamento de águas residuais e pluviais", acrescentando a sugestão de que a câmara "contacte a Universidade dos Açores, no sentido de perceber se a instituição pode realizar os planos propostos", já que, em caso contrário, "existem, no nosso país, várias empresas habilitadas para a feitura do que agora propomos", concluem.


(In Canal de Notícias dos Açores)

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Crise da água em Angra do Heroísmo

Os dirigentes do PSD e do CDS-PP na Assembleia Municipal de Angra do Heroísmo assumem que as soluções apresentadas no estudo sobre a falta de água no concelho pecam por defeito, ao não espelharem acções a longo prazo e, no caso dos novos furos, insistirem nas opções actuais.Carla Bretão, pelos social-democratas, defende que a implementação de um plano estratégico de abastecimento de água é a solução mais sensata.“Mais do que soluções pontuais, Angra precisa de ter identificados os seus recursos hídricos e os investimentos necessários a médio e longo prazo para que se evitem novos problemas”, argumenta.A responsável social-democrata diz que a falta de água no concelho não resulta apenas da diminuição do recurso na origem, mas também da falta de investimentos e planeamento na rede de distribuição.“A Câmara limitou-se a distribuir a água que apareceu em abundância. Mas esqueceu-se de precaver o futuro”, sublinha Carla Bretão, que, amanhã, apresenta em reunião de câmara uma proposta para a elaboração do plano estratégico de abastecimento.
Aquífero basal
Da parte do CDS-PP, Félix Rodrigues docente do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores reconhece a validade do estudo, mas sublinha que as conclusões apresentadas “não fogem ao que já havia sido dito pela Universidade dos Açores”.“Sem ter lido o documento, e partindo do que foi divulgado pela Comunicação Social, a minha atenção vai para a solução que defende novos furos de captação. Concretizá-los para a exploração de aquíferos suspensos é, em minha opinião, um erro. Porque se os furos em actividade incidem sobre aquíferos suspensos e esses falharam, insistir na mesma solução é um erro”, alega.“Fará mais sentido que esses furos avancem até ao aquífero basal. Reconheço que a água daí extraída tem menor qualidade, mas será útil para os períodos estivais. Portanto, parece-me que é fundamental pensar-se com muita cautela a localização de novos furos”, explica. Relativamente à possibilidade de recarga artificial dos aquíferos, Félix Rodrigues diz tratar-se de uma “solução tecnicamente muito difícil e que exige um estudo muito aprofundado” do sistema de aquíferos no concelho. Esta segunda-feira, a Câmara de Angra divulgou as conclusões do hidrogeólogo Lopo Mendonça, que estudou as origens da falta de água em Angra nos últimos meses.
(In Diário Insular)

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quarta-feira, setembro 24, 2008

Poluição atmosférica em Angra do Heroísmo

Angra do Heroísmo não está imune aos problemas relacionados com a poluição atmosférica, tendo já sido registados níveis de poluição que podem colocar em causa a saúde pública. Félix Rodrigues, docente e investigador da Universidade dos Açores, dá como exemplo a poluição com poeiras do deserto do SAARA em 2000.

Numa conferência realizada no salão nobre da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, no âmbito das actividades a Semana Europeia da Mobilidade, Félix Rodrigues referiu que as reduzidas dimensões das partículas transportadas pelas correntes de ar desde do Norte de África até aos Açores podem ser inaladas e causar problemas graves de saúde, sobretudo, nas pessoas com doença respiratórias como a asma. “Angra está poluída como todos os lugares, embora os níveis de partículas em suspensão não sejam por agora preocupantes”, referiu. De acordo com os dados apresentados por Félix Rodrigues, o troço rua da Sé/Praça Velha/rua do Galo é o mais poluído da cidade devido à libertação de gases para a atmosfera provenientes dos veículos automóveis. Por outro lado, frisou que apesar de a lei obrigar a que sejam divulgados dados sobre a qualidade do ar em todo território nacional, os resultados das medições dos Açores nem sempre são publicadas. “Existe apenas uma estação nos Açores para a monitorização da qualidade do ar que está localizada na cidade da Horta mas não se é razoavel que esses dados se apliquem a todo o arquipélago”, afirmou. Para além de nem sempre os dados relativos aos Açores estarem disponíveis para o público, Félix Rodrigues considera que os que são divulgados nem sempre são os mais correctos. Apresentou com exemplo as medições de ozono na atmosfera. Os resultados referem que pelo menos em dez dias por ano terão sido ultrapassados, nos Açores, os níveis máximos permitidos por lei. “Existem registos de ozono nos Açores que são superiores aos de Lisboa. Suspeita-se então que os aparelhos que foram utilizados para efectuar essas medições não tenham sido devidamente calibrados”, adiantou.
POLUIÇÃO NATURAL

No entanto, Félix Rodrigues alerta para o facto de nem toda a poluição que paira no céu de Angra do Heroísmo é provocada pelo homem. “Temos também a poluição que surge de fontes naturais como o dióxido de enxofre ou sal marinho que provoca a corrosão dos materiais, sobretudo, nos edifícios e monumentos”, acrescentou.

No âmbito da Semana Europeia da Mobilidade, à qual Angra do Heroísmo se associa há nove anos, foram promovidas diversas actividades para sensibilizar os cidadãos a utilizarem meios mais saudáveis para se deslocarem no centro da cidade.Durante a semana foram realizadas actividades em destinadas a crianças, uma mostra de produtos regionais, e actuações de grupos musicais da Terceira e do continente.
(In Diário Insular)

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domingo, setembro 21, 2008

Relação de Angra com o mar

Professores universitários e outros especialistas debruçaram-se sobre as relações de Angra com o mar.
Nesta quinta-feira, dia 18 Setembro, as atenções dos amantes da cidade património mundial dos Açores, estiveram voltadas para a realização da mesa-redonda “A Relação de Angra com o Mar, no Passado, no Presente e no Futuro”. O evento, marcado para as 21h00, teve lugar no pequeno auditório do Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo, e contou com a participação de João Pedro Barreiros, Professor do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, Catarina Garcia e Ana Margarida Oliveira. Este evento faz parte do ciclo de conferências comemorativo do 25.º aniversário da elevação da cidade de Angra a Património Mundial da Humanidade pela UNESCO. A mesa redonda – aberta ao público - foi organizada Câmara Municipal de Angra do Heroísmo e pela empresa municipal Culturangra.

(In Jornal Diario)

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sábado, setembro 20, 2008

Festival “Máscara Ibérica”

“Máscara Ibérica” é o nome da maior iniciativa cultural trazida pela Câmara Municipal de Angra do Heroísmo para assinalar a Semana da Mobilidade, uma campanha europeia que conta com 65 localidades, este ano dedicada ao tema “Ar Puro para Todos”.A “Máscara Ibérica” estará em Angra do Heroísmo de sexta-feira, dia 19, até 11 de Outubro, com a exposição principal, no Teatro Angrense, teatro de marionetas, animação musical, mostras de várias regiões, workshops, artesanato e diversos espectáculos.Deste modo, no dia 19 de Setembro destacam-se a actuação teatral “Mamulengo do João Redondo”, pelo Teatro de Formas Animadas de Vila do Conde, pelas 21h30,no Teatro Angrense, bem como a inauguração da exposição “Máscara Ibérica”, no mesmo local, mas pelas 21h.No mesmo dia, a animação musical arranca na Praça Velha e Rua da Esperança, pelas 17h30, prolongando-se até às 20h30, com actuação do Grupo de Máscaras e Gaiteiros de Ousilhão, prova de vinhose uma mostra de produtos regionais. Já no dia 20 destaca-se a mostra de produtos locais dos Açores e a actuação de um grupo de violas, a partir das 21h30, na Praça Velha.Nos dias 26 e 27, o ponto forte está reservado para a noite. A 26 tem lugar, pelas 21h, uma parada com os grupos charangas dos Escuteiros, Teatrinho, e Grupo de Bombos de TokAvacalhar, que parte do Alto das Covas rumo à Praça Velha. A 27 a Praça Velha é palco, pelas 21h, do concerto de Susana Seivane e do trio Acordarchi, de Castelo Branco.A três e quatro de Outubro actuam os grupos de caretos de Lazarim, de bombos do Lamego, pelas 12h30 e 17h30, no dia três, e 10h30 e 17h30, no dia 4.Na noite de quatro, pelas 21h30, as danças de Carnaval voltam ao Teatro Angrense.Finalmente, a 10 e 11, destaca-se, a 10, a actuação do grupo de Teatro “Pedra Mó”, pelas 21h30, no Teatro Angrense e, para terminar o festival cultural, na noite de 11, actuam na Praça Velha, a partir das 21h, o Grupo de Gaiteiros e Pantallas de Xinzo Limia e os Dazkarieh.Além disso, à margem do “Máscara Ibérica”, realiza-se um concerto de música clássica pela soprano Ana Paula Pereira e pela pianista Olga Lysa, pelas 21h, no Salão Nobre da secretaria regional da Educação e Ciência.

Virgílio Lopes, da associação Progestur, responsável pela iniciativa Máscara Ibérica, acredita que os terceirenses vão aderir. “O primeiro objectivo é dar a conhecer as coisas às pessoas. Acreditamos que se o que mostramos tem valor, as pessoa vão forçosamente aderir. Fizemos algo semelhante quando a estação do Rossio abriu em Lisboa e tivemos 250 mil visitantes em dois meses. Por todos os sítios por onde vamos passando, as pessoas aderem. A cor das máscaras, os sons... Têm beleza. As nossas tradições são valiosas”, adianta.

Dia sem carros
Entretanto, em relação à semana da mobilidade propriamente dita, esta prolonga-se até segunda-feira, dia 22, Dia Europeu sem Carros. O trânsito estará encerrado no centro histórico da cidade. Além das iniciativas lúdicas dirigidas às crianças, realiza-se uma feira de rua e uma palestra sobre poluição atmosférica em Angra do Heroísmo, por Félix Rodrigues, às 14h30, no salão nobre da câmara municipal.

(In Diário Insular)

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domingo, agosto 31, 2008

Falta de água no Verão Terceirense

Uma ruptura numa zona de derivação junto da nascente da Nasce Água obrigou a que as zonas de São Carlos, Bicas de Cabo Verde e Pico da Urze ficassem sem abastecimento de água durante grande parte do dia de ontem.
Quarta-feira de manhã os Serviços Municipalizados de Angra do Heroísmo (SMAH) foram alertados para a ruptura na zona de derivação da Nasce Água, tendo procedido à reparação da mesma já que se trata “ de uma zona com um forte caudal e onde se estava a perder grande quantidade de água”, esclareceu Sofia Couto, presidente dos SMAH.
Os serviços municipais afirmam ainda “não ter uma explicação” para esta avaria, garantindo não ter tido outra alternativa que não a suspensão do abastecimento de água na zona de São Carlos, um dia depois desta zona ter ficado sem água ao abrigo do plano de cortes camarário.
“A água foi ligada em S. Carlos no horário normal (entre as 21h20 e as 24h de terça-feira) e depois novamente cortada porque não podíamos fazer a reparação sem suspender o abastecimento”, justifica Sofia Couto.
A responsável dos serviços municipais afirmou também que o número de avarias na rede neste período de cortes de água “tem sido o habitual. Temos todos os dias pequenos trabalhos de reparação mas que não obrigam à interrupção no fornecimento e esse número não aumentou”.
Félix Rodrigues, investigador da Universidade dos Açores, prevê que caso não chova no próximo mês a situação do abastecimento de água no concelho de Angra do Heroísmo “comece a ficar preocupante, com cortes mais acentuados do que os que temos tido até agora”.
O professor universitário diz mesmo ser esta a única solução para o problema, mostrando-se céptico em relação às medidas avançadas pela autarquia.
“A Câmara diz que está a tornar operacionais mais furos para o abastecimento da rede pública, mas não creio que seja o suficiente, neste momento. É necessário que chova e não pode ser apenas dois ou três milímetros, terá que ser um pluviosidade superior a esta para conseguir repor os níveis de água no solo e nos aquíferos”.
Félix Rodrigues entende que este problema surgiu “por vários factores, que passam pelas condições climatéricas, pelo aumento do consumo, mas também pela gestão dos recursos. O docente da Universidade dos Açores defende mesmo que a gestão dos recursos hídricos na Praia da Vitória “tem sido mais eficaz. O concelho da Praia da Vitória é abastecido maioritariamente por furos, que é uma água com menor qualidade mas que tem permitido um abastecimento sem problemas, enquanto em Angra se tem privilegiado as captações de nascentes”.
Em relação às condições climatéricas, Félix Rodrigues afirma que se está a viver uma situação anormal, sendo este o Verão com o mais baixo nível de pluviosidade entre Julho e o fim de Agosto dos últimos 15 anos, o que vem de encontro às previsões que apontam para um clima cada vez mais seco no arquipélago, nos vários cenários de alterações climáticas que tem sido estabelecidas para o Arquipélago. O futuro poderá ser assim..
“Nos vários cenários de alterações climáticas estabelecidos para o Arquipélago refere-se a tendência para termos temperaturas mais elevadas, apontando as previsões para mais 2ºC em média, o que é significativo no Verão açoriano e acarreta mais humidade relativa nessa estação. No Inverno a tendência é para termos mais precipitação concentrada”.
No entanto, explica o académico, uma grande parte da precipitação no Inverno não significa um reforço dos lençóis de água para os meses mais secos, já que “o período de permanência das águas nos aquíferos é relativamente curto, uma característica dos aquíferos dos Açores. Os caudais ficam muito altos após as chuvadas e vão diminuindo rapidamente”.
Desta forma, Félix Rodrigues defende que serão necessários mais furos que explorem o aquífero basal – película de água doce que sobrenada a água salgada que se encontra debaixo da ilha e onde a água da chuva se vai infiltrando muito lentamente, não sofrendo tantas variações sazonais – apesar de ser um processo algo dispendioso e ter o “handicap” de “quanto mais perto um furo estiver do mar, pior é a qualidade da água”.
O professor universitário defende ainda que os recursos hídricos na Terceira deveriam ser geridos por uma só entidade, deixando de lado as divisões administrativas, “pois assim poderíamos ter uma gestão global dos recursos e fazer uma melhor distribuição dos mesmos”.

(In A União)

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domingo, agosto 24, 2008

Falta de àgua em Angra do Heroísmo

Falta de água em Angra do Heroísmo obriga Câmara Municipal a cortar fornecimento ao concelho. Os cortes vão acontecer todos os dias, pelo menos, durante 48 horas, por semana, medida que vai afectar 17 freguesias. O programa de cortes já começou esta semana e afecta 40 por cento da população de Angra. Sofia Couto, da Câmara Municipal, explica que há falta de água nas nascentes, devido ao facto de não ter chuvido o suficiente, adiantando que, sem um programa de interrupções de fornecimento, é impossível resolver o problema este Verão. A Universidade dos Açores vai estudar mais em pormenor o que está a causar este fenómeno, ou seja, a redução de caudais de água no concelho de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira.

(In Rui Messias / Carlos Tavares RDP-RTP Açores)

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