quinta-feira, janeiro 22, 2009

UNIVERSIDADE DOS AÇORES EXPORTA MESTRADO PARA ANGOLA, VENEZUELA E BRASIL

Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza do Departamento de Ciências Agrárias do Campus de Angra do Heroísmo da U. Açores despertou o interesse de instituições de Ensino Superior internacionais. A preocupação com os recursos hídricos leva docentes angolanos, venezuelanos e brasileiros a ponderar a importação do ciclo de estudos açoriano.Depois de exportar o Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza do Departamento de Ciências Agrárias para Bragança, Castelo Branco e Tomar, a Universidade dos Açores está a fomentar contactos para internacionalizar o ciclo de estudos.
A Universidade de Caracas, na Venezuela, a Universidade Federal de Minas Gerais, no Brasil e a Universidade Agostinho Neto, em Angola, já demonstraram interesse no mestrado açoriano.
“Os contactos nasceram da relação com alunos que vêm desses países para os Açores precisamente para fazerem o mestrado. A ideia ainda é muito recente, mas existe vontade por parte de alguns desses professores estrangeiros em importar o mestrado”, admite ao Canal UP, Tomaz Dentinho do Departamento de Ciências Agrárias.
“As teses de mestrado têm vindo a responder a problemas locais”, sublinha o investigador. Nos Açores, as ilhas têm de recorrer a soluções interdisciplinares para questões relacionadas com a actividade agro-pecuária e a gestão das lamas residuais urbanas.
Em Angola há falta de água canalizada e dificuldades com o transporte do recurso até às explorações agrícolas. No Brasil e na Venezuela, as cheias frequentes representam uma dor de cabeça para os governantes. Por outro lado, a criação de infra-estruturas para aproveitamento de água é considerada fundamental.
O programa do Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza atrai arquitectos, economistas e alunos de Letras estrangeiros. O grau já lançou para o exterior mais de uma centena de teses e já foi frequentado por cerca de 250 alunos. O intercâmbio faz-se também ao nível do corpo docente. “O segredo está na interdisciplinaridade. As bases são a Economia, Agronomia e Ecologia”, sustenta Tomaz Dentinho.
O docente da Universidade dos Açores acredita que “é preciso criar uma função mais ecológica na administração da água”, ao mesmo tempo que defende que a “a água deve deixar de ser pertença do Estado e passar a ser um bem gerido pelos proprietários dos solos”.

(In Canal UP)

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domingo, agosto 24, 2008

Falta de àgua em Angra do Heroísmo

Falta de água em Angra do Heroísmo obriga Câmara Municipal a cortar fornecimento ao concelho. Os cortes vão acontecer todos os dias, pelo menos, durante 48 horas, por semana, medida que vai afectar 17 freguesias. O programa de cortes já começou esta semana e afecta 40 por cento da população de Angra. Sofia Couto, da Câmara Municipal, explica que há falta de água nas nascentes, devido ao facto de não ter chuvido o suficiente, adiantando que, sem um programa de interrupções de fornecimento, é impossível resolver o problema este Verão. A Universidade dos Açores vai estudar mais em pormenor o que está a causar este fenómeno, ou seja, a redução de caudais de água no concelho de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira.

(In Rui Messias / Carlos Tavares RDP-RTP Açores)

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sábado, agosto 23, 2008

Falta de água no Concelho de Angra do Heroísmo

quarta-feira, abril 16, 2008

Secretaria do Ambiente relega responsabilidades

A secretaria regional do Ambiente rejeita responsabilidade na resolução do problema da “pluma de combustível” que está a afectar o primeiro nível do aquífero das Lajes, remetendo essa mesma responsabilidade para o representante dos Açores da Comissão Bilateral de Acompanhamento do Acordo das Lajes, André Bradford, visto que se suspeita que a mancha de poluição tenha origem em derrames dos tanques de combustível no passado existentes no Posto Um.
Entretanto, já em Setembro de 2003, a secretaria regional do Ambiente tinha contactado a Base das Lajes, conforme foi noticiado em DI, para “esclarecer” o problema da “pluma de combustível” que, então, se pensava poder contaminar os aquíferos locais. A assessora de imprensa da secretaria regional recusa que esta tomada de posição do organismo governamental em 2003 signifique que a responsabilidade na matéria é da secretaria do Ambiente. “Estamos a falar de uma data em que os responsáveis não eram os mesmos. A nossa posição é de que esta é uma matéria da responsabilidade de quem está ligado a questões associadas à Base das lajes”, esclareceu. Recorde-se que, no passado sábado, DI avançou com declarações do professor do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, Cota Rodrigues, que denunciou o facto do aquífero estar já poluído no seu nível mais superficial e alertou para a necessidade de realizar um estudo que determine a geometria dessa mancha de poluição e torne claros os contornos do problema. Cota Rodrigues ressalvou que a poluição não afecta ainda o nível mais profundo do aquífero, não interferindo com a qualidade da água que consomem os habitantes do concelho da Praia da Vitória, mas reiterou que “ninguém pode garantir que essa poluição não chegue aos níveis mais profundos”. Depois de determinada a extensão do problema, existem técnicas para descontaminação da água. “Essas medidas existem, porque este não é um problema exclusivo da Terceira, mas algo observado em vários locais onde há bases militares”, afirmou. As consequências desta contaminação são claras: “A consequência é surgirem hidrocarbonetos, o que inviabiliza a exploração da água”. Face a este cenário, o delegado de Saúde da Praia da Vitória já se manifestou, defendendo que as entidades governamentais responsáveis pelo Ambiente devem mover uma investigação e aplicar a devida multa ao prevaricador, obrigando-o ainda a pagar os procedimentos necessários para a descontaminação do aquífero. Esta é uma matéria em que o Governo Regional, nomeadamente o Ambiente, tem uma clara responsabilidade de agir” sustentou, adiantando que apoia a opinião de Cota Rodrigues, de que deve ser feito um estudo sobre que determine a extensão da “pluma de combustível”. “Não é do nosso conhecimento que exista qualquer risco, nomeadamente através das análises que são feitas à água que é consumida no concelho. Mas penso que essa mesma água deve começar a ser alvo de análises mais pormenorizada”, acrescentou.
SALINIZAÇÃO
De acordo com Cota Rodrigues, professor da Universidade dos Açores, a existência de uma mancha de poluição não é o único problema que afecta a água do aquífero das Lajes. “Os americanos e a Praia Ambiente exploram uma série de poços. Qualquer um tem problemas de intervenção salina, que modificam a qualidade da água. Isto é um problema que se pode combater com a mistura dessa água com outra”. Esta opinião é secundada pelo delegado de Saúde da Praia, que defende que é preciso determinar quem tem legitimidade para explorar esses furos.
(In Diário Insular)

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segunda-feira, abril 14, 2008

Aquífero da Praia Vitória poluído

Os aquíferos que abastecem a Praia da Vitória estão a dar sinais perigo de poluição e a origem estará em infiltrações de resíduos de combustíveis. Por enquanto ainda estarão a um nível que não afectam directamente a qualidade da água, mas não se afasta a hipótese de isso vir a acontecer a curto prazo. Os técnicos suspeitam da origem - derrames na tancagem de combustíveis da Base das Lajes, que já desapareceram, mas que terão deixado no sub-solo restos de combustíveis que, infiltrados, estarão a escorrer até ao paul.Estas mesmas suspeitas já o “DI”, em 2003, tinha trazido à luz, baseado em estudos da Universidade dos Açores. Pelos vistos ninguém as levou a sério, até agora que pode estar em perigo efectivo a contaminação dos efluentes. Mas, à frente que se faz tarde! A questão que se põe agora é apurar a origem, imputar responsabilidades e pôr os autores a pagar as medidas para debelar os perigos, antes que sejam irreversíveis, se é que não são já.É que nestas matérias deveríamos ser implacáveis, porque é a saúde pública que está em jogo e porque pode ser comprometida a qualidade de vida de gerações. Hoje existem recursos técnicos simples que controlam estas situações e não faz sentido que só agora é que damos conta dessas ocorrências, quando elas deveriam estar controladas à partida. Quase nos atreveríamos a dizer que as autoridades portuguesas (camarárias, por exemplo) têm acesso vedado às instalações militares, mormente à zona de tancagem de combustíveis, quando essa inspecção deveria ser periódica e sendo-o derrames continuados seriam detectados, prevenidos e responsabilidades assacadas. Se o acesso é livre e essas inspecções são feitas com regularidade, então a culpa estará do lado de quem as faz e não dá conta.

(in Diário Insular Editorial)


O aquífero das Lajes, que abastece o concelho da Praia da Vitória, já está afectado, no nível mais superficial, por uma mancha de poluição que terá sido provocada pelo derrame de combustível proveniente de depósitos anteriormente existentes junto ao Posto Um. A situação é denunciada pelo professor da Universidade dos Açores, Cota Rodrigues, que defende ser urgente a realização de um estudo para determinar quais são os contornos do problema.“Este aquífero das Lajes tem três níveis de água sobrepostos e a poluição está no mais superficial. O nível mais profundo é o que está actualmente a ser explorado. O que é necessário determinar é a geometria desta mancha de poluição e, se for necessário, avançar com medidas de descontaminação, que existem, porque este não é um problema exclusivo da Terceira, mas algo observado em vários locais onde há bases militares”, explica.Em causa está um estudo que implica um grande investimento, mas as técnicas estão disponíveis. “É fácil delimitar a pluma de poluição”, reitera.Quanto às consequências que esta “mancha” pode ter, Cota Rodrigues é claro: “A consequência é surgirem hidrocarbonetos, o que inviabiliza a exploração da água”.Entretanto, a direcção regional dos Recursos Hídricos adiantou a DI que não tem conhecimento da situação e que vai enviar um ofício a Cota Rodrigues, pedindo que este disponibilize a informação de que dispõe, para que a entidade possa actuar.Recorde-se que, em 2003, a secretaria regional do Ambiente tinha já contactado a Base das Lajes para esclarecer o problema da “pluma de combustível”. O professor universitário adianta que existem mais problemas associados à água do concelho: “Os americanos e a Praia Ambiente exploram uma série de poços. Qualquer um desses poços têm problemas de intervenção salina, que modificam a qualidade da água. Isto é um problema que se pode combater com a mistura dessa água com outra, de outras proveniências”.Em relação a este assunto, a direcção regional dos Recursos Hídricos não quis avançar com quaisquer declarações, à excepção das já publicadas no DI no final do ano passado. Na altura, a entidade avançava que continuava sem solução o licenciamento dos furos geridos pelos militares norte-americanos, visto que o pedido de dados técnicos ao comando americano permanecia sem resposta.

(In Diário Insular)

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segunda-feira, novembro 27, 2006

Pobreza e Recursos Hídricos

Realizou-se no dia 25 de Novembro, pelas 21:00 H, no Edifício de aulas do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, Pico da Urze, uma conferência proferida pela Professora Doutora Emiliana Silva, com o título "Pobreza e Recursos Hídricos".
Defendeu-se que a pobreza deverá ser entendida numa perspectiva multidimensional. Ou seja, além de se considerar todos os aspectos económicos, falta de recursos materiais e naturais, deverá ser considerada a inaptidão para usar estes mesmos recursos e que são consequentes de uma falta de recursos sociais e culturais.
A pobreza tem sido associada a países densamente povoados, com altas taxas de crescimento da população, fertilidade e mortalidade infantil, fome, uma baixa esperança de vida, ao não acesso total de água potável, a um crescimento económico variável, à falta de acesso a cuidados de saúde, entre muitos outros indicadores sócio-económicos.
Não existe uma relação directa entre riqueza e disponibilidade em recursos hídricos, pois nem sempre a existência destes permite a diminuição da pobreza.
A maior parte da água existente no Planeta Terra é salina, apenas 2,5% da água é potável e a que pode ser usada para consumo humano é inferior a 1%. O que se sabe é que as disponibilidades dos recursos hídricos a nível mundial são insuficientes para satisfazer a procura de água, principalmente devido ao uso ineficiente, à má gestão e à repartição desigual da água.
Em Portugal (incluindo os Açores) a escassez de água não é tão grave quando comparada com certas regiões da África, Ásia ou América Latina.

Deve-se fomentar uma “Nova Cultura da Água”, apostando na formação (informação) dos mais jovens para ajustar os comportamentos a práticas mais conservadoras da água, no planeamento e uso adequado dos recursos hídricos e enquadrá-la numa perspectiva sustentável do seu uso, recorrendo à partilha entre os países pobres e ricos.

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