quinta-feira, outubro 23, 2008

Turismo em debate na Região

Os Açores vão acolher, entre 2009 e 2011, especialistas nacionais e estrangeiros na área do Turismo, que irão debater sobre os temas: “Turismo Sustentável”, “Modelos e Perspectivas de Desenvolvimento Regional” e “Recursos Marinhos e Desenvolvimento das Regiões Costeiras”.O primeiro destes encontros será em Ponta Delgada, em Abril do próximo ano; o segundo, em Angra do Heroísmo em Março de 2010 e o último na Horta, em 2011. A Associação Portuguesa de Desenvolvimento Regional (APDR) transferiu a sua sede de Coimbra para as instalações da Universidade dos Açores em Terra-Chã e vai promover três encontros nos Açores até 2011, dedicados ao turismo, mar e economia regional. A APDR existe desde 1984 e têm como principais objectivos a inovação, o aprofundamento e divulgação de conhecimentos no âmbito do desenvolvimento regional e a promoção da troca de informação e experiências entre os associados e profissionais de diversas instituições.

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sábado, setembro 15, 2007

Recursos, Desenvolvimento e Ordenamento

O tema do congresso deste ano da Associação Portuguesa de Desenvolvimento Regional é "Recursos, Desenvolvimento e Ordenamento". Não é grande novidade para a actual gíria política mas isso constitui uma das características da Ciência Regional, que vai andando atrás dos temas que os políticos e os jornalistas acham por bem tratar. E como o local do Congresso vai mudando de ano para ano, também se regista uma adaptação dos temas às agendas mais locais. É assim que o ano passado se tratou mais do turismo quando o Congresso foi no Algarve. É desta forma que actualmente há uma preocupação com o ordenamento de um espaço do noroeste do país que parece cada vez mais desordenado. É nesta senda que se está à espera de dialogar com as autoridades regionais e locais das ilhas dos Açores para que os temas do próximo congresso sirvam a ciência regional em geral mas o desenvolvimento regional das ilhas, por Estarmos no Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores.
João Paulo Barbosa de Melo no discurso de abertura da reunião da Associação Portuguesa de Desenvolvimento Regional deu conta das realizações e anseios da APDR: Organiza um Congresso anual, tem uma revista científica, várias edições de livros e compêndios, umas centenas de sócios e o anseio, cada vez mais realizado, de ser um parceiro de consulta em termos de intervenção pública.

Paul Cheshire, presidente da Associação Europeia para a Ciência Regional (ERSA), reportou também as realizações e anseios da ERSA. A grande novidade é que foi decidido avançar para uma organização profissional dos Congressos Anuais. A sede ficou em Louvain-la-Neuve. Está perto de Bruxelas e é através da União Europeia que é possível difundir o saber que se vai criando. A ideia é ter uma memória institucional que dê mais tempo aos investigadores e concentre recursos, naturalmente no centro. Essa memória institucional também pode ser transferida para os Cursos de Verão que leccionarão temas avançados para alunos de doutoramento durante dez anos. Na primeira sessão plenária houve três oradores. Vale a pena pegar no que disse Álvaro Domingues que apresentou o seu livro de fotografias "Cidade e Democracia" sobre ordenamento e desordenamento do território português. Disse que os territórios da urbanização não são apenas uma ampliação dos modelos urbanos antigos mas sim o resultado de uma nova ordem urbana onde a perda do centro, a perda da forma e a perda do limite tem provocado uma desconexão entre o conceito e a realidade. A cidade que conhecíamos é texto, linear, sequencial e ordenada para a nossa estrutura mental. O urbano, que as fotografias da "Cidade e Democracia" nos mostram, é hipertexto, e obriga-nos a um re-arranjo mental, não linear e fragmentado em que os escritores são também os leitores, correspondendo portanto a inúmeras cidades no mesmo espaço. Uma das imagens desta nova realidade é que o centro de acesso, de poder e de aglomeração deixaram de estar no mesmo local o que corresponde à aparente desarticulação da cidade.

Há questões que se colocam nesse debate: Será que estamos a criar coisas e cidades às quais não sabemos dar nome? Será que "A cidade e democracia" revela uma falha da democracia em que aquilo que as pessoas querem colectivamente não corresponde ao que fazem? Será que, com excesso de dinheiro público, nos apoiámos demais na política e na engenharia e nos esquecemos da reacção das pessoas e dos sítios?

(Prof. Tomaz Dentinho em A União)

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segunda-feira, novembro 27, 2006

Pobreza e Recursos Hídricos

Realizou-se no dia 25 de Novembro, pelas 21:00 H, no Edifício de aulas do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, Pico da Urze, uma conferência proferida pela Professora Doutora Emiliana Silva, com o título "Pobreza e Recursos Hídricos".
Defendeu-se que a pobreza deverá ser entendida numa perspectiva multidimensional. Ou seja, além de se considerar todos os aspectos económicos, falta de recursos materiais e naturais, deverá ser considerada a inaptidão para usar estes mesmos recursos e que são consequentes de uma falta de recursos sociais e culturais.
A pobreza tem sido associada a países densamente povoados, com altas taxas de crescimento da população, fertilidade e mortalidade infantil, fome, uma baixa esperança de vida, ao não acesso total de água potável, a um crescimento económico variável, à falta de acesso a cuidados de saúde, entre muitos outros indicadores sócio-económicos.
Não existe uma relação directa entre riqueza e disponibilidade em recursos hídricos, pois nem sempre a existência destes permite a diminuição da pobreza.
A maior parte da água existente no Planeta Terra é salina, apenas 2,5% da água é potável e a que pode ser usada para consumo humano é inferior a 1%. O que se sabe é que as disponibilidades dos recursos hídricos a nível mundial são insuficientes para satisfazer a procura de água, principalmente devido ao uso ineficiente, à má gestão e à repartição desigual da água.
Em Portugal (incluindo os Açores) a escassez de água não é tão grave quando comparada com certas regiões da África, Ásia ou América Latina.

Deve-se fomentar uma “Nova Cultura da Água”, apostando na formação (informação) dos mais jovens para ajustar os comportamentos a práticas mais conservadoras da água, no planeamento e uso adequado dos recursos hídricos e enquadrá-la numa perspectiva sustentável do seu uso, recorrendo à partilha entre os países pobres e ricos.

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