domingo, março 08, 2009

Eleições na Universidade dos Açores

Serão eleitos no próximo dia 19, os representantes do Conselho Geral da Universidade dos Açores, órgão recentemente criado naquela instituição.
As eleições para o Conselho Geral da Universidade dos Açores (UAC), órgão máximo de gestão da entidade de ensino, estão marcadas para o próximo dia 19, existindo já quatro listas concorrentes a este órgão, recém-criado. Mário Fortuna, Tomáz Dentinho, Gilberta Rocha e Carlos Amaral são os docentes que lideram as quatro listas que irão eleger os representantes dos professores no Conselho Geral. O Conselho Geral da Universidade dos Açores foi criado há pouco tempo, sendo a primeira vez que irão ser eleitos os seus representantes.As listas integram elementos de todas as unidades orgânicas (departamentos) e dos três pólos, terminando o prazo de entrega de candidaturas na próxima segunda-feira, nove de Março. Mais diálogo, mais rigor na gestão e na afectação de recursos humanos e financeiros é a ideia transversal às quatro candidaturas apresentadas até ao momento, que divergem depois na forma como pretendem atingir esses objectivos. O Conselho Geral é composto por 15 elementos (oito docentes, dois alunos, um funcionário e quatro representantes da sociedade civil), cabendo-lhe, entre outros, a faculdade de eleger e destituir o reitor, de aprovar as linhas de orientação da Universidade no plano financeiro e patrimonial bem como a definição de metas e objectivos estratégicos da Universidade.

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quinta-feira, fevereiro 19, 2009

World Universitie's Ranking Janeiro de 2009


A Universidade dos Açores ocupa o 1843º Lugar do Ranking Mundial das 4000 melhores instituições mundiais de Ensino Superior e Investigação Científica, tendo subido do ano passado para este ano, duzentas e quarenta e uma posições. Os primeiros três lugares são ocupados a nível Mundial pelas: Massachustts Institute of Technology -EUA que mantêm o primeiro lugar, a Stanford University - Califórnia- EUA que subiu de novo para o segundo lugar e a Havard University - EUA que desceu do segundo para o terceiro lugar.
No top Europeu mantêm-se a University of Cambrige-Reino Unido o Swiss Federal Institute of Technology Zurich que sobe para o segundo lugar e a University of Oxford - que desce ao terceiro lugar. A nível de Portugal, as três primeiras universidades são: a Universidade do Porto que mantêm a primeira posição, a Universidade do Minho em segundo e a Universidade Técnica de Lisboa (passa da posição 355 para a posição 378). A Universidade dos Açores tem cursos em conjunto (preparatórios) com a Universidade do Porto (top português).

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quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Alunos globalmente satisfeitos com Universidade dos Açores

Inquérito independente revela que a maioria dos alunos atribui nota positiva à academia, aos cursos e ao quadro docente da Universidade dos Açores. No entanto, um terço admite que, se tivesse oportunidade mudava de instituição.

Os estudantes da Universidade dos Açores estão globalmente satisfeitos com o curso e com a instituição que frequentam, revela o inquérito à “Satisfação dos estudantes do Ensino Superior. O trabalho, realizado no ano lectivo 2006/2007 em diversas universidades públicas, privadas e politécnicos do país, envolveu 127 estudantes no caso da Região Autónoma dos Açores. Com base na análise dos resultados fica claro que a proximidade geográfica com relação à moradia é um factor de peso para a frequência da Universidade dos Açores tendo em conta outros factores tais como a disponibilidade dos cursos e o prestígio do quadro docente e da própria academia. De qualquer modo, é assente que a maioria não só está satisfeita com a escolha da universidade açoriana como até admite que se recandidataria, ao passo que um terço confessa que se tivesse oportunidade mudava de instituição.
Escolhas e expectativas
Relativamente a esse item, 29,3% dos inquiridos responderam que pretendem obter uma carreira aliciante enquanto 25,2% destacam a obtenção de um grau académico. O estudo revela também que 9,8% esperam obter um emprego com um bom salário e 8,9% gostam de estudar e aprender. A outro nível, 56% dos inquiridos no ano lectivo 2006/2007 escolheu a Universidade dos Açores por ser perto da residência enquanto 12% destacam que era a única instituição que tinha o curso que queriam ou a única onde conseguiram entrar ( 9,6%).
Grau de importância
Dos inquiridos, numa escala de 0 (nada importante) a 10 (muito importante), 6,8 atribui importância ao prestígio social do curso que frequenta, 7,3 à instituição, 8 à empregabilidade do curso e 8,7 ao próprio curso.Grau de satisfaçãoNesse âmbito, e para a escala de 0 (extremamente insatisfeito ) a 10 (extremamente satisfeito), note-se que 6,2 destacam o prestígio social do curso e 6,3 a respectiva empregabilidade. Já 6,4 referem a instituição e 7,1 o curso.Percepção sobre a UAcÀ pergunta “Se voltasse atrás, voltaria a candidatar-se à Universidade dos Açores?”, a maioria, 86,5% respondeu que sim. Já sobre se recomendaria a instituição de ensino superior açoriana a outras pessoas, 79,4% responderam afirmativamente. Dos inquiridos, 13,6% admitem que se tivessem oportunidade mudariam de curso ao passo que 27,8% admitiram que se tivessem oportunidade mudavam de instituição.
Financiamento da educação
A família permanece o garante da maioria dos estudantes (58,9%), sendo que 21,8% recorrem à bolsa de estudos e 16,1% ao auto-financiamento. Somente 1,6 % são obrigados a contrair um empréstimo bancário. Em geral, 66,1% dos inquiridos consideram que dispõem de apoio financeiro suficiente.O inquérito foi realizado pelo Centro de Investigação de Políticas do Ensino Superior (CIPES) num projecto financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) que envolveu 15 universidades públicas de todo o território nacional, 9 politécnicos públicos, 6 institutos e 18 instituições de ensino privado.
Mulheres em maioria na Universidade dos Açores
No inquérito realizado no ano lectivo 2006/2007, observou-se que 65,6% dos estudantes pertenciam ao género feminino. A maior percentagem encontrava-se na faixa etária dos 21-25 anos, seguindo-se as faixas etárias dos até 20 anos e mais de 25 anos.Cerca de metade (44,9%) estava deslocada da sua residência habitual frequentando a maioria (80,7%) alojamentos de aluguer e apenas um quinto a residência de estudantes. O número de estudantes em programas de intercâmbio e dos PALOP´s não tinha expressão.
“Estou satisfeito com resultados do inquérito”
O reitor da Universidade dos Açores, Avelino Meneses, afirma estar “efectivamente satisfeito” com os resultados do inquérito realizado pelo Centro de Investigação de Políticas do Ensino Superior no ano lectivo de 2006/2007, uma “instituição independente e reputada”.Avelino Meneses releva o facto de cerca de 87% dos alunos admitir que voltaria a candidatar-se à academia açoriana. Outro aspecto que deixa o reitor de “consciência tranquila” respeita à avaliação que os estudantes fazem da qualidade do ensino: numa escala de 0 (nada importante) a 10 (muito importante), atribuíram uma cotação de 7,7. “O mesmo se passa com a avaliação das condições das salas de aula,recursos bibliotecários e informáticos, laboratórios, entre outros indicadores, ou seja, estão satisfeitos (alunos) e nós também”, afirma Avelino Meneses. O responsável máximo pela ensino superior nos Açores promete que a academia vai analisar “em profundidade toda a informação recolhida” com o objectivo de melhorar o seu desempenho.
(pedro nunes lagarto In Açoriano Oriental)

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quinta-feira, janeiro 22, 2009

33º Aniversário da Universidade dos Açores (In Video Açores VIP)

sexta-feira, janeiro 16, 2009

Mulheres preenchem 2/3 das inscrições no Ensino Superior nos Açores

As mulheres representaram cerca de dois terços dos alunos inscritos no universitário nos Açores no ano lectivo 2007/2008, sendo que, no ano escolar anterior, a população feminina arrecadou 469 dos 624 diplomas conferidos pelo ensino superior na Região.Segundo o anuário estatístico do Instituto Nacional de Estatística (INE), estavam inscritos no ensino superior na Região, no último ano escolar, 3.320 alunos, dos quais 2.003 mulheres. O maior número de matrículas nesse ano teve as ciências empresariais como área de referência, seguida dos domínios da saúde e das ciências sociais e do comportamento. Os dados do INE indicam também que o ensino superior conferiu, no ano lectivo 2006/2007, nos Açores, 168 diplomas na área da saúde e 111 na das ciências empresariais. Na área da formação de professores e formadores e ciências da educação foram diplomados 109 estudantes e em ciências sociais e do comportamento outros 86.
(In Diário Insular)

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sábado, janeiro 10, 2009

Estatuto da Universidade dos Açores

No passado dia 22 de Dezembro foi promulgado em Diário da República o novo Estatuto da Universidade dos Açores, texto elaborado durante quase um ano por uma assembleia eleita especificamente para a sua feitura, da qual faziam parte não só docentes daquela instituição, como personalidades de relevo a nível regional e nacional e académicos de universidades estrangeiras. Apesar de não terem sido aprovadas alterações significativas na sua estrutura orgânica, que em meu entender poderiam possibilitar uma maior racionalidade e eficácia na vida da instituição, existem novas regras de funcionamento, além de novos órgãos, estes em parte determinados para dar cumprimento ao Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES) imposto pelo Ministério da Ciência e do Ensino Superior. Em tempo de comemoração do seu 33º aniversário, no próximo dia 9, estão prontas para entrar em funcionamento alterações que podem minimizar alguns dos constrangimentos na gestão e opacidade nas decisões na Universidade dos Açores.Com decisões estratégicas centralizadas num órgão colectivo de reduzida dimensão e o envolvimento dos responsáveis de níveis intermédios no planeamento das diversas actividades da vida universitária, existem razões para acreditar que teremos algumas melhorias no funcionamento desta organização, que envolve um número significativo de docentes e de funcionários, com vista a melhor satisfazer a procura crescente no ensino, na pesquisa e na prestação de serviços, melhor integrada numa sociedade aberta e em permanente mudança, bem distinta daquela em que a Universidade dos Açores se afirmou nos anos da sua criação e consolidação.
(In Jornal Diário)

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quinta-feira, janeiro 08, 2009

Novos Estatutos da Universidade dos Açores


Os novos estatutos da Universidade dos Açores foram publicados no dia 22 de Dezembro de 2008 em Diário da República.


(In IntraDOP)

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sábado, janeiro 03, 2009

Principais notícias regionais de 2008

Janeiro
Lei do tabaco é bem recebida

O início do ano de 2008 fica marcado pela entrada em vigor da nova lei do tabaco. A maioria dos estabelecimentos de restauração e bebidas da Terceira adere ao regime de não fumador, com os clientes a encararem bem a mudança. No hospital de Angra do Heroísmo, as consultas de desabituação tabágica disparam.A entrada no novo ano é também acompanhada de um aumento dos preços de bens e serviços, como energia, farinha e transportes públicos. Em Janeiro, a Universidade dos Açores vê-se sob ameaça de gestão controlada por parte dos ministérios do Ensino Superior e das Finanças. O estabelecimento de ensino superior açoriano debate-se com um défice previsional de 4,4 milhões de euros para o ano que começa. Uma onda de assaltos varre várias freguesias da ilha Terceira, com o PSD a pedir a reactivação dos conselhos municipais de segurança e o CDS/PP a defender criação de polícias municipais.Ainda em Janeiro, é anunciada a existência de negociações entre Portugal e os EUA para a criação de uma zona de treino aéreo no Atlântico, com base nas Lajes. Carlos César reconfirma a sua candidatura à liderança do PS/Açores e prepara o programa eleitoral que colocará a sufrágio em Outubro. A fechar o mês de Janeiro, é inaugurado o Terminal de Combustíveis da Praia da Vitória.
Fevereiro
César reeleito paraa liderança do PS
O mês de Fevereiro arranca com as danças e bailinhos de Carnaval a animarem os salões terceirenses. Face ao clima de insegurança que se vive na Terceira, o Conselho de Ilha pede o reforço das acções de patrulhamento realizadas pela PSP.O SABCES-Açores ameaça interpor um processo cível contra o Estado português, caso não seja encontrada uma solução para o problema dos aumentos salariais na Base das Lajes.Carlos César vence com 99,6 por cento dos votos as primeiras eleições directas do PS/Açores. A CGTP propõe a criação de uma comissão açoriana que estude a Base das Lajes e garanta informação constante à Região num eventual processo de revisão do Acordo com os EUA. EUA e Portugal confirmam a vontade de Washington em usar as Lajes para o treino de aviões a Norte da Terceira. Os Açores assistem, no mês de Fevereiro, a um eclipse total da Lua. Ainda no segundo mês do ano, os sindicatos que representam os trabalhadores portugueses na Base das Lajes apertam o cerco a Portugal exigindo o cumprimento do Acordo Laboral naquela infra-estrutura militar. As estruturas sindicais confirmam que vão avançar para os tribunais, reivindicando aí que Portugal assuma a factura laboral, já que os EUA não cumprem.
Março
TAP e SATA sob averiguações
O início do mês de Março fica marcado pela decisão da Comissão Nacional de Protecção de Dados de proibir a TAP e a SATA de digitalizar os documentos pessoais dos passageiros residentes nos Açores e na Madeira. A TAP recorre da decisão e a Comissão Nacional de Protecção de Dados abre um processo de averiguações para apurar se as companhias aéreas mantêm essa prática.Dados divulgados no mês de Março revelam que Portugal registou em 2007 uma descida do rendimento agrícola de cinco por cento, contra um aumento de 5,4 por cento da média comunitária. A falta de formação é uma das causas apontadas.O PS apresenta no parlamento açoriano uma ante-proposta de lei que visa a criação de um regime especial das polícias municipais nos Açores e a existência de forças intermunicipais.Um Relatório da Autoridade Marítima Nacional conclui que o acidente do navio “Ilha Azul” na Graciosa, em Agosto de 2007, foi provocado pelo vento.O Comandante americano da Base das Lajes defende a reactivação de um grupo de representantes dos trabalhadores portugueses. Os sindicatos contestam, alegando “ilegalidade gravíssima”.No final do mês, o primeiro-ministro José Sócrates anuncia uma descida da taxa do IVA, que nos Açores passa de 15 para 14 por cento.
Abril
Água em risco de contaminação
O mês de Abril arranca com a aprovação unânime por parte da Assembleia da República da proposta açoriana para a revisão do Estatuto Político-Administrativo dos Açores, na generalidade. O documento baixa à Comissão dos Assuntos Constitucionais para o debate na especialidade.O PSD/Açores pede explicações à SATA e ao Governo Regional sobre os contornos do negócio com a Bombardier para a renovação da frota da transportadora açoriana, na sequência do recurso da ATR, preterida no concurso.Um temporal sentido a meados do mês de Abril provoca estragos no molhe do Porto Comercial da Praia da Vitória.Cota Rodrigues, professor da Universidade dos Açores, alerta para uma mancha de poluição no nível superficial do aquífero das Lajes, que terá sido provocada pelo derrame de combustível. A água consumida no concelho da Praia da Vitória pode estar em risco de contaminação por hidrocarbonetos. A autarquia praiense diz que vai estudar o assunto.Carlos César admite pela primeira vez liberalizar os céus dos Açores, no encerramento do XIII Congresso Regional do PS/Açores.No final do mês, as obras no porto da Graciosa obrigam ao encerramento da infra-estrutura a navios com mais de 60 metros, como é o caso do “Ilha Azul”.
Maio
Tomás de Borba Inaugurada

Maio é marcado pela inauguração da Escola EBS Tomás de Borba, em São Carlos. A escola é considerada uma das melhores do país e promete aliar o ensino regular ao artístico.Este é também o mês em que a nova presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, Andreia Cardoso, apresenta o elenco camarário que a irá acompanhar ao longo do mandato. O escândalo da possível contaminação de solos e aquíferos na Praia da Vitória continua na ordem do dia. A um de Maio, DI avança que o aquífero de base da Terceira já foi atingido por hidrocarbonetos e metais pesados na zona da Praia da Vitória e que há grandes áreas de terrenos também contaminados.Este caso teve repercussão em vários órgãos de comunicação social nacional.Depois de este jornal ter apresentado a confirmação de que esta contaminação já existia desde, pelo menos, 1995 e ter avançado dois documentos norte-americanos que a provavam, o presidente do Governo Regional, Carlos César, veio a público garantir que os “responsáveis serão punidos”.A torrente de notícias sobre o caso não deixou de provocar polémica. O general Luís Araújo, responsável máximo pela Força Aérea, veio à Terceira estranhar o tempo e a motivação na divulgação da provável contaminação.
Junho
Patrimónioem festa e debate

Há entrevistas que marcam a opinião pública. É o caso da concedida pelo filósofo Mário Cabral a DI, a encerrar o mês de Junho. Mário Cabral confessava que nada lhe parece verdadeiro em Angra, que mais não é do que “um cenário de bonecas”.“Angra fazia bem em conhecer-se a si própria e, deste modo, continuar aquilo que é a sua essência, em vez de estar a fingir tolamente ser uma cidade contemporânea. O êxtase parolo com que as pessoas referem a hora de ponta (...) Procurar fazer de Angra uma Lisboa em miniatura é kitch. Ninguém minimamente elaborado vem procurar metrópole na província”, afirmou o filósofo, avançando ainda que vê “as elites responsáveis divertirem-se com vulgaridades”.No ano em que se comemora os 25 anos da classificação de Angra do Heroísmo como Património Mundial da Humanidade, a cidade recebeu não só o debate sobre a matéria, mas ainda umas festas Sanjoaninas dedicadas a este tema.Por Angra, multiplicaram-se os restaurantes e actuações vindos de várias cidades portuguesas Património Mundial.Junho é ainda o mês em que a nova presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, Andreia Cardoso, apresenta os objectivos para o seu mandato. Um terminal de cruzeiros para a cidade é uma das promessas.
Julho
Lusitânia bate no fundo
Após um longo arrastamento, a crise no Lusitânia atinge um dos seus pontos mais negros, com o dirigente João Orlando Rebelo a admitir, em declarações exclusivas a DI, que “existe o sério risco de o clube não participar na Série Açores de futebol e nas competições nacionais de basquetebol”.Na altura já era público um passivo de cinco milhões de euros, sem soluções à vista. O clube depositava esperança na direcção regional do Turismo disponibilizar as verbas pela utilização da palavra Açores na época finda e no possível êxito de negociações com o Banco Português de Gestão (BPG).A 21 surgiam informações de que o Lusitânia devia ver desbloqueada em pouco tempo, por parte do Governo Regional, a transferência de 400 mil euros, o que viabilizaria a época desportiva de 2008/2009.O certo é que o clube acabaria mesmo por não competir nas competições nacionais de basquetebol.O final do mês é marcado pelo chumbo do Tribunal constitucional a oito normas do Estatuto Político Administrativo dos Açores, obrigando o documento a regressar à Assembleia da República.Impulsionada pela falta de concorrência, a subida do preço dos bens alimentares na Região, a mais alta do país, revela que a crise está a ganhar contornos cada vez mais pesados no arquipélago.
Agosto
Falta de água atinge Angra

Agosto é o mês em que a falta de água começa a atingir o concelho de Angra do Heroísmo, com o inicio do plano de cortes diários em 17 freguesias. Quando anunciou o plano de cortes, a presidente dos Serviços Municipalizados, Sofia Couto, justificou a escassez de água com a falta de chuva, que não cairia abundantemente na ilha desde Junho. Os caudais de água no concelho estavam na altura entre cerca de 15 a 29 por cento do seu máximo de captação. Poucos dias depois do anúncio do inicio do plano de cortes, o PSD de Angra do Heroísmo acusou os serviços municipalizados de falta de investimentos na rede de água, alegando desperdícios e cortes no abastecimento público, críticas que a câmara recusou.Para além dos cortes que prejudicavam a população, também a lavoura se afligia com a situação. No final de Agosto, a Associação Agrícola da Ilha Terceira avançava estar preocupada com a possibilidade de a água se esgotar na Lagoa do Cabrito, quando as previsões não apontavam para chuva.Este foi ainda o mês em que a Praia da Vitória recebeu, em festa, as “Sete Maravilhas de Portugal”. Ficou também marcado pela subida do crime violento nos Açores, sobretudo em contexto familiar, conforme alertava o sociólogo da PSP, Alberto Peixoto.
Setembro
Economia paralela AFECTA EMPRESAS
Com a crise mundial a ecoar pelo mundo, a Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo veio a terreiro, ameados de Setembro, denunciar algo comentado em surdina: a economia paralela estava a afectar, consideravelmente, as empresas açorianas. Segundo a mesma fonte, os negócios para lá da lei já representavam 40 por cento do Produto Interno Bruto regional.O mês começara com a conclusão do relatório da Assembleia Regional sobre o impacto da Base das Lajes na economia açoriana. O documento defendia que os custos pela presença americana na Terceira deviam ser assumidos por Lisboa.Isto quando a falta de água continuava a afectar os angrenses. No meio dessa polémica, que se arrastou por vários meses, vários especialistas defendiam a gestão integrada desse recurso na ilha, actualmente dividida por cinco entidades. O IROA, entretanto, anunciava investimentos para garantir água à Lavoura em 2009.A 12 de Setembro, quantro helicópteros Puma regressavam às Lajes, para safar os EH-101 Merlin, a braços com falta de manutenção.Na recta final do ano, o Governo Regional anunciou a classificação da vasta colecção de arte de Francisco Oliveira Martins e a Assembleia da República, por unanimidade, aprovava uma nova revisão do Estatuto dos Açores, entretanto vetado por Belém.
Outubro
César renova MAIORIA ABSOLUTA
Outubro ficou marcado pelas eleições regionais, que garantiram a Carlos César a reeleição para a Presidência do Governo (o seu quarto e último mandato) e ao PS nova maioria absoluta na Assembleia Legislativa dos Açores.As eleições ocorreram a 19, com o PSD a ficar sem líder: Costa Neves aceitou a derrota e abandonou a liderança do partido e, dias depois, confirmou deixar o parlamento regional.No final do mês, os social-democratas açorianas viram Berta Cabral anunciar a sua candidatura à presidência do PSD/Açores, que veio a ganhar no início de Dezembro.No final de Outubro é anunciado pelo Presidente da República o segundo veto - desta vez, político - ao Estatuto Político-Administrativo dos Açores.Cavaco Silva acusava o documento de atentar contra os seus poderes. Na resposta, César criticou o “dramatismo” do chefe de Estado.O início do mês ficou marcado pelo aviso do presidente da Câmara Municipal da Calheta para o risco de derrocada nas fajãs de São Jorge e pela confirmação de que duas mil empresas açorianas tinham ordenados em atraso, o que mostrava que a crise mundial estava nas ilhas.O Governo Regional, entretanto, anunciava, a meio do mês, que o Orçamento de Estado era simpático para com a Região.
Novembro
Bens do Estado A RUIR OU À VENDA
O mês de Novembro começou com o líder parlamentar do PSD na Assembleia da República a ameaçar o Estatuto dos Açores com um pedido de fiscalização sucessiva do artigo 114º, um dos dois contestados pelo Presidente da República.Dias depois, o ex-presidente do Governo Regional e deputado do PSD no parlamento, Mota Amaral, defendia publicamente uma aliança entre a Madeira e os Açores pelo aprofundamento constitucional da Autonomia.A 04, os Estaleiros de Viana do Castelo confirmavam que o projecto de um dos navios encomendados pela Região tinha defeitos e que a conclusão da embarcação ia atrasar.Na segunda semana de Novembro, a muralha do Castelinho voltada à baía das Águas ruiu, demonstrando a falta de conservação a que estão votados vários bens do Estado na Região. Dias depois, o Ministério da Defesa anunciou a lista de património disponível para venda ou alienação. Nela destacava-se o hospital da Boa Nova, há muito reivindicado pela Região.Nessa semana, o X Governo Regional tomou posse, assim como os deputados na Assembleia Legislativa dos Açores.No final do mês, vários especialistas da Universidade dos Açores, num colóquio no pólo no Pico da Urze, garantiram que a chuva caiu nas quantidades normais na ilha Terceira durante 2008.
Dezembro
Estatuto avançano meio de críticas

Dezembro terminou com a promulgação do Estatuto Político-Administrativo dos Açores pelo Presidente da República.Numa mensagem ao País, Cavaco Silva anunciava a assinatura do documento, mas endereçava duras críticas à Assembleia da República.Esta, a 19, confirmara o documento pela 3ª vez, sem atender aos apelos do chefe de Estado.O mês, na Região, começou com o presidente do Governo Regional, Carlos César, a anunciar menor pressão fiscal sobre os açorianos em 2009, assim como um pacote de medidas para ajudar as empresas insulares a enfrentarem a crise financeira.Em paralelo, o chefe do executivo açoriano foi enviando recados à líder do maior partido da oposição.Berta Cabral, a 16, venceu as eleições internas no PSD/Açores e anunciou que pretende abrir o partido à população. Pelo meio, foi garantindo - em resposta a César - que para ela os Açores estão primeiro.Por essa altura, a Assembleia Municipal de Angra aceitou o Orçamento da autarquia para 2009, com o abastecimento de água no concelho a merecer a maior fatia de verbas.No final do mês, o presidente da Associação Agrícola da Ilha Terceira, Paulo Simões, veio a terreiro avisar que mais descidas no preço do leite punham em risco várias explorações na ilha.

(In Diário Insular)

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sábado, dezembro 27, 2008

33º Aniversário da Universidade dos Açores

A Universidade dos Açores comemora o seu 33º aniversário, no próximo dia 09 de Janeiro. Este dia vai ser celebrado, em Ponta Delgada, com uma sessão solene, pelas 15h30, no anfiteatro C, presidida pelo reitor Avelino Meneses. A Oração de Sapiência está a cargo da professora Rosa Maria Baptista Goulart, sobre o tema “Estudos Literários: sinais de um tempo”. Pelas 21h00, na aula magna, terá lugar um espectáculo comemorativo, que conta com a actuação do Conservatório Regional de Ponta Delgada, com o coro “Vozes ao Entardecer” e das tunas académicas.Os eventos estão abertos a todos os interessados.

(In Diário Insular)

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quinta-feira, dezembro 25, 2008

Universidade dos Açores abre gabinete de apoio ao acesso

O novo serviço entra em funcionamento a partir de Janeiro, do próximo ano.
A Universidade dos Açores vai disponibilizar, a partir de Janeiro de 2009, um Gabinete de Apoio ao Acesso, o qual terá como propósito prestar informações sobre o acesso ao ensino superior a todos os alunos interessados.Os candidatos poderão recorrer a este novo serviço para obterem informações sobre os cursos oferecidos, as provas de ingresso, as notas mínimas, o cálculo da nota de candidatura e o funcionamento da UAÇ. O espaço será dedicado exclusivamente a um atendimento personalizado, que funcionará ao longo de todo o ano, no Piso -1 do edifício da Reitoria, durante as tardes de quarta e quinta-feira, com o horário das 13h30 às 16h30.Além destas valências, o novo gabinete estará preparado para prestar esclarecimentos ao nível do segundo ciclo de estudos – mestrados e pós-graduações – e outros apoios disponíveis nestas áreas. Em causa está um novo serviço criado a pensar nos eventuais novos alunos que escolham a Universidade dos Açores para a sua formação superior, assim como para os actuais estudantes que pretendam um atendimento mais personalizado.

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quinta-feira, novembro 06, 2008

PS/A a favor do Orçamento de Estado e PSD/A vota contra

“O parecer da comissão foi maioritário, o que quer dizer que só o PS deu um parecer favorável ao Orçamento de Estado para 2009, enquanto que o PSD votou contra”, adiantou o deputado socialista José de Sousa Rego, que preside à comissão parlamentar. Segundo disse, a bancada do PS/Açores “está de acordo” com as propostas relativas ao arquipélago previstas no Orçamento, uma vez que prevê o “cumprimento da Lei de Finanças das Regiões Autónomas”. “Houve um crescimento efectivo” dos montantes a transferir para as ilhas, salientou José de Sousa Rego, ao adiantar que estão previstos 351 milhões de euros, o que representa um aumento de 2,73 por cento.
Além disso, inclui o “compromisso do Governo da República” de continuar a comparticipar os custos da reconstrução do sismo de 1998, com mais 3,9 milhões de euros, explicou o parlamentar socialista.
José de Sousa Rego adiantou que a proposta de Orçamento prevê, ainda, um acréscimo de 13 milhões de euros, para um total de 36 milhões, no âmbito do Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC). “Estas verbas destinam-se a um conjunto de obras que a região há muito anseia”, caso do Tribunal de Família e Menores, a construção das novas cadeias de Ponta Delgada e Angra do Heroísmo e novas instalações para os pólos universitários de Angra do Heroísmo e Horta, disse o deputado socialista. “No global, estamos de acordo com o Orçamento”, salientou o parlamentar do PS/Açores, que reconheceu que “algumas questões do passado” não estão, porém, resolvidas nesta proposta de Orçamento. Apontou o caso da não inclusão das verbas destinadas a suportar a convergência do tarifário eléctrico regional com os valores do resto do país. Após a reunião da comissão de Economia, o deputado social-democrata António Marinho adiantou que o “PSD vota contra” devido à “não regularização do contencioso que existe em termos de convergência do tarifário” da energia eléctrica. A posição do grupo parlamentar do PSD justifica-se, também, com os “problemas” com os serviços do Estado na região, caso da Universidade dos Açores, explicou. Com base neste Orçamento, a instituição de ensino superior “vai continuar a trilhar um caminho de pedras”, uma vez que a proposta “não resolve o seu problema de financiamento e do funcionamento”, alegou. Para António Marinho, em termos globais, este Orçamento é “manifestamente irrealista”, já que as “premissas de partida estão completamente desajustadas da realidade”. Além disso, o Orçamento “funciona pelo lado da receita”, afirmou o parlamentar social-democrata, para quem, por isso, a proposta do Governo de José Sócrates significa a “penalização dos agentes económicos”. “A despesa pública total atinge, com este Orçamento, 47,8 por cento do PIB - nunca se tinha atingido uma percentagem semelhante - e cresce 1,7 pontos percentuais em relação ao ano anterior”, concluiu António Marinho.
(In Açoriano Oriental)

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sábado, setembro 27, 2008

Introspecção Educativa

Ministros da Educação, entre 1962 e 2005, falam da sua experiência num livro publicado pela tutela. Responsáveis pela pasta destacam pouco tempo em funções e resistência às mudanças como principais dificuldades. "Que reformas gostaria de ter promovido e não promoveu?" é uma das perguntas colocadas.
"Quatro décadas de Educação 1962>2005", uma publicação da Secretaria-Geral do Ministério da Educação (ME). Seis perguntas para cada um dos responsáveis que assumiu a pasta. "Que imagem guarda da sua passagem pelo Ministério da Educação?". "Durante o seu mandato, qual a sua visão para o sistema educativo?". "Que reformas gostaria de ter promovido e não promoveu?". "As reformas que na altura entendeu por bem promover depararam com que tipo de dificuldades?". "Quais as mudanças significativas que se verificaram durante o seu mandato?". "Que outro ou outros temas, não contemplados nas perguntas anteriores, gostaria de abordar?". Questões feitas, perguntas dadas. Um retrato do sistema educativo pelo punho dos próprios responsáveis.A actual ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, escapa às perguntas. Por ainda se encontrar em funções, por não ser possível fazer o balanço do trabalho feito. Mesmo assim escreve nas primeiras páginas num texto que intitulou "40 anos de mais e melhor educação em Portugal". No início, uma pergunta seguida de uma resposta. "O que têm em comum os últimos 40 anos de políticas educativas, com tantos, e tão diferentes, protagonistas principais? Diria que se houve algo de essencial que marcou as políticas educativas ao longo de todo este período foi o objectivo de proporcionar a todos os jovens portugueses o maior número de anos de escolaridade, de alargar o acesso à escola a todas as crianças e jovens durante o maior número de anos possível". A ministra recorda os principais passos dados a partir da década de 60. "A actividade do ME envolver centenas de peritos implicou a realização de estudos e o lançamento de programas especiais ou de iniciativas inovadoras, colhendo inspiração nas melhores práticas dos países mais desenvolvidos". Um trabalho que, sublinha, foi feito com base no diálogo com vários sectores da sociedade portuguesa. Última frase: "(...) cada ministro da Educação foi ministro do seu tempo, tendo, nesse tempo, contribuído para concretizar a ambição partilhada do aumento da qualificação escolar dos portugueses". Antes disso: "Gradualmente, a nossa escola passou de uma instituição fechada sobre si própria e destinada apenas a alguns, para uma instituição aberta ao exterior, procurando integrar e escolarizar todos os alunos, desenvolvendo estratégias pedagógicas e ofertas formativas diferenciadas para responder à heterogeneidade desses alunos e à diversidade das suas expectativas". Mais uma constatação: "A escola evoluiu de uma situação de total dependência da administração central para um quadro de maior autonomia e responsabilidade, criando espaços para a participação e envolvimento, nas suas decisões, de pais e encarregados de educação, de autarquias e de outras instituições de proximidade."Combater a iliteraciaRoberto Carneiro, ministro de 17 de Agosto de 1987 a 31 de Outubro de 1991, enceta profundas reformas no sistema de ensino. Elabora o primeiro estatuto do pessoal docente dos ensinos básico e secundário, trata da reforma dos planos curriculares e dos programas de ensino. Como principal mudança realça a mudança de protagonistas. "As comunidades educativas assumiram, desde a base, o papel de verdadeiro motor da inovação e da ?reforma'", sublinha. E deixa várias sugestões para o presente e futuro, nomeadamente como restaurar uma cultura de confiança e reabilitar um sentido de mobilização de base no sistema educativo, abandonar a ideia das mega-reformas, apostar na autonomia das comunidades educativas, prevenir e combater todas as formas de iliteracia e prevenir e sancionar energicamente a "incivilidade" em ambiente escolar. Couto dos Santos fixa as propinas do Ensino Superior e anuncia o encerramento das escolas primárias com menos de 10 alunos, entre 1992 e 1993. Seguiu-se Manuela Ferreira Leite, de final de 1993 a Outubro de 1995. "Em termos muito gerais, o sistema educativo devia ser capaz de suscitar confiança na sua qualidade e na capacidade de promover uma verdadeira igualdade de oportunidades, criando condições para formar uma geração qualificada, criativa, ambiciosa e exigente, capaz de competir num mundo cada vez mais concorrencial", salienta. Marçal Grilo, ministro de 1995 a 1999, aposta no diálogo entre todas as partes do sistema educativo. Dificuldades? "A tradicional resistência à mudança que é tão característica do comportamento de quase todos os grupos profissionais e o modo como alguns dirigentes sindicais entendem a sua função de defesa dos interesses da ?corporação' dos professores". E lamenta que a sua proposta do "pacto educativo" não tenha sido aceite no Parlamento. Um pacto que, em seu entender, iria permitir "estabelecer algumas orientações de política para o sector que permitissem evitar as constantes alterações que se processam na transição entre legislaturas ou mesmo entre governos durante a mesma legislatura". Oliveira Martins, de 1999 a 2000, acredita num trabalho "permanente e persistente". "As resistências na educação são sempre muito grandes e evidentes. Estamos a falar da sociedade em ?carne viva' e de problemas inesperados. Lidamos sempre com a incerteza e o futuro", observa. Augusto Santos Silva não esteve um ano como ministro da Educação. Cria a Agência Nacional para a Educação e Formação de Adultos, negocia um novo regime de recrutamento e colocação de educadores e professores. Os agrupamentos escolares do Ensino Básico vêem a luz do dia. Júlio Pedrosa também esteve pouco tempo no cargo, de Julho de 2001 a Abril de 2002, por causa de eleições antecipadas. Introduz o Espanhol no 3.º ciclo e lança bases para a adopção de orientações da Declaração de Bolonha. "Os últimos anos, em que a desigualdade social e a pobreza continuaram a estar bem patentes nas nossas comunidades, reforçam a premência de se cuidar mais e cooperar com as escolas e os professores, bem como de acompanhar e actuar sobre os contextos de vida das crianças e sobre as relações entre as famílias e as escolas", escreve. David Justino defende como principais pilares para uma reforma educativa a reorganização dos ciclos de ensino, a revisão do estatuto da carreira docente e a alteração do modelo de gestão das escolas. O "mandato" de Maria Costa Seabra, ministra durante sete meses, entre 2004 e 2005, é marcado pelo atraso do arranque do ano lectivo devido às dificuldades na colocação atempada dos professores. "(...) era a primeira vez que se fazia o concurso para a colocação simultânea de todos os professores nas escolas", justifica. "Reivindicações corporativas"Inocêncio Galvão Telles, ministro da Educação Nacional, de 1962 a 1968, no tempo de Salazar, aceita o cargo com alguma relutância e fica conhecido por ter dado "um sopro de ar moderno" ao sector educativo, por ter alargado de quatro para seis anos a escolaridade obrigatória, por ter criado a telescola. "Realizei tudo o que as circunstâncias permitiram fazer", confessa. Hoje garante que a extinção da telescola foi "um grave erro". "A telescola era como que uma grande sala de aula que tinha como paredes as fronteiras de Portugal". Seguiu-se José Hermano Saraiva, de 1968 a 1970, que saiu "frustrado" do cargo. Tinha sido chamado para executar um plano, mas a mudança do chefe do Governo alterou-lhe o trabalho. "Travei a batalha antes do tempo e não tive força nem tempo para a concluir". A sua visão sobre o sistema educativo previa a "articulação entre o serviço da escola e as exigências e perspectivas do desenvolvimento global europeu". Seguiu-se Veiga Simão, que implementa o ensino básico do Português em várias escolas estrangeiras, cria os exames ad hoc para ingresso ao Ensino Superior e o Instituto de Acção Social Escolar. "Como transformar a escola e a universidade, hoje imersas em problemas intramuros, em fóruns de construção do futuro?", questiona. Depois do 25 de Abril, Vítor Rodrigues Alves, co-fundador da Associação 25 de Abril, fica com a pasta de 19 de Setembro de 1975 a 23 de Julho de 1976. Trabalha em várias frentes. Toma medidas para combater o analfabetismo, introduz a avaliação contínua, estipula o preço máximo do livro escolar, investe na formação da classe docente, reestrutura unidades do ensino superior e técnico, cria o Instituto Nacional de Investigação Científica, funda a Universidade dos Açores e a Universidade Aberta, cria o secretariado para o ensino especial. "Gostaria de ter levado muito mais longe a descentralização dos serviços do Ministério, cuja macrocefalia é responsável pelo seu deficiente funcionamento. Gostaria de ter conseguido fazer muito mais pela educação infantil, pois acreditava que era naquele estrato etário que deveríamos colocar a prioridade", escreve. Valente de Oliveira esteve no cargo de 1978 a 1979. Dá continuidade ao alargamento da rede de estabelecimentos de educação de infância e elabora o Estatuto da Carreira Docente, que não chega a ser promulgado devido à mudança de Governo. "Havia, então, manifestações quase diárias em frente do Ministério, chamando a atenção para as mais diversas situações. Todos eram escutados por representantes do ministro. Algumas delas mereciam atenção; outras correspondiam a meras reivindicações corporativas, quase sempre relacionadas com melhorias materiais que se inscreviam num quadro mais vasto de equilíbrios macroeconómicos, aos quais era preciso atender, antes de tudo o mais", recorda. Segue-se Veiga da Cunha, que aprova novas licenciaturas e novos estabelecimentos de ensino superior e atribui subsídios de compensação de despesas às famílias mais carenciadas. João de Deus Pinheiro avança com o Projecto Minerva e a pergunta "Que reformas gostaria de ter promovido e não promoveu?" fica sem resposta.
(In Educare.pt)

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quinta-feira, setembro 11, 2008

Uma nova abordagem

Rolando Lalanda Gonçalves
A existência de uma Universidade nos Açores não é um acaso nem uma “benesse” mas um pressuposto para a afirmação dos Açores no contexto nacional e internacional. Há muito que se discute o desenvolvimento da investigação e do ensino superior nos Açores e os factores limitativos associados a fazer pesquisa num contexto insular e arquipelágico. Todavia os Açores, pela sua posição no contexto geoestratégico, pelas características geológicas e pela importância da sua relação com o mar, têm um vasto potencial enquanto campo de análise privilegiado para um vasto conjunto de ciências. Neste quadro, qual o papel das ciências humanas e sociais? Para alguns estas disciplinas estão ligadas a áreas imateriais da “cultura” e delas não resulta nenhuma especificidade ou mais-valia, pelo facto de os comportamentos económicos, sociais e políticos poderem ser analisados em múltiplos contextos e o insular ser apenas mais um sem aparente importância. Não penso assim! Enquanto sistema social, cultural, económico e político, a Região Autónoma dos Açores é, pela natureza dos processos observados, um verdadeiro laboratório de investigação. A compreensão do seu passado histórico ou das suas dinâmicas económicas e sociais é, neste quadro, essencial para a plena participação e afirmação da Região no contexto nacional e atlântico.As políticas europeias de apoio à investigação, ao contemplarem a área das ciências sociais e humanas, têm vindo a permitir a internacionalização da investigação da Universidade e a atrair para os Açores investigadores de diversas Universidades. Torna-se, assim, imperativa uma nova abordagem do papel da Universidade dos Açores na relação com as suas congéneres, mas também com a sociedade civil açoriana (empresas, associações, instituições). Aliás, é neste contexto que a entrada em vigor dos novos estatutos da Universidade dos Açores irá constituir um desafio, dado que não se suporta mais a governação por “a prioris” financeiros desligados dos objectivos organizacionais, científicos e culturais assumidos colectivamente.Entre os ditos e os não-ditos do discurso político sobre a Universidade dos Açores deve-se sobrelevar o do compromisso e não o da desconfiança.
(In Açoriano Oriental)

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terça-feira, setembro 09, 2008

Universidade dos Açores e PT assinam acordo

Um protocolo de colaboração entre a Universidade dos Açores (UA) e a Portugal Telecom (PT) é assinado na próxima terça-feira, dia 09, no Salão Nobre da Reitoria, em Ponta Delgada.O protocolo tem por objectivo assegurar a promoção de iniciativas e a realização de acções conjuntas entre a PT e a UA relativas à formação e valorização de recursos humanos e ao incremento de intervenções de incidência empresarial.A cooperação entre as duas partes privilegiará as seguintes iniciativas e acções: formação e estágio de licenciados e alunos da UA na delegação da PT na Região e participação de docentes, investigadores e pessoal técnico especializado da Universidade dos Açores em iniciativas e projectos com incidência empresarial.Assinam o protocolo o vice-reitor da UA, Jorge Medeiros, em representação do reitor, ausente em serviço, e o presidente executivo da PT, Zeinal Brava.
(In Diário Insular)

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sexta-feira, setembro 05, 2008

Government guarantees 400 thousand euros to the University of the Azores to support its division through three islands

The Regional Government reinforced, in 50 thousand euros, the financing to the University of the Azores (UAç) by way of compensation for the added costs of the divided structure of the institution.
The additional support of the Executive was consecrated in a protocol signed between the Regional Secretariat for Education and Science and the University.
For the regional secretary Álamo de Meneses, the increase expresses the will expressed by the Government of the Azores when of the preparation of the Plan of Investments for 2008 and comes to guarantee the updating of the direct expenses of the UAç with the division, according with the meantime found values.
The global amount at issue, around 400 thousand euros, will be prosecuted through the Integrated Plan for Science, Technology and Innovation, of the Regional Directorate for Science and Technology, and aims at the support of expenses of staff not linked to the boards of the public administration, missions in the country or abroad, advisers' services, cartridges, acquisition of services, bibliography and equipments.

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Universidade dos Açores continua com défice de 2,7 milhões de euros

A Universidade dos Açores (UAc) vai entrar no novo ano lectivo com um défice de 2,7 milhões de euros, apesar de ter recebido uma compensação de meio milhão de euros do orçamento de estado.
Segundo o reitor da UAc, Avelino Meneses, o montante resolve apenas um terço dos problemas da universidade. Para restabelecer o equilíbrio seria necessário um acréscimo de orçamente de cerca de 30%.
O reitor afirma que para ultrapassar as dificuldades em 2008, terá de recorrer a acções de recuperação institucional e a um fundo destinado ao desenvolvimento do ensino.
Quanto à redução do défice, a solução passa, na opinião de Avelino Meneses, por um novo reforço do ministério ou por um contrato de saneamento económico-financeiro, projectado pelo próprio ministério para universidades em situação económica desfavorável.
As contratações e os concursos estão suspensos na UAc, há já algum tempo. O reitor considera estar perante um situação de injustiça, visto não existirem restrições tão acentuadas na restante administração pública regional.
O Governo Regional tem investido 350 mil euros por ano na UAc, a fim de combater a tripolaridade. Este ano a verba passou a 400 mil euros. Ainda assim, o maior investimento do Governo Regional nesse âmbito é a aposta nas instalações dos pólos de Angra do Heroísmo e Horta.

(In RTP-RDP Açores)

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segunda-feira, setembro 01, 2008

Universidade dos Açores com mais dinheiro

O financiamento à Universidade dos Açores vai crescer 11 por cento em 2009, ou seja, mais um milhão e meio de euros, o que, mesmo assim, é uma verba insuficiente para a grave crise financeira da instituição.
Trata-se de um aumento de 11 por cento, em relação ao orçamento de 2008, verba que servirá para ajudar a combater o déficit financeiro da Academia açoriana, que ronda os 2 milhões e 700 mil euros.O Reitor da Universidade dos Açores, Avelino Meneses, confirmou à RDP / Açores que o ministério do Ensino Superior aumentou em 90 milhões de euros as verbas para 2009, para todas as universidades do país. O montante atribuído ajuda, mas não resolve o problema financeiro da Universidade.Mas, a juntar àquela verba, a Universidade açoriana recebeu do Governo regional 400 mil euros, para suportar os custos da tripolaridade, estando, nesta ocasião, o déficit da Academia calculado em 2 milhões e 700 mil euros, mas, anteriormente, já tinha alcançado os 5 milhões. Avelino Meneses explicou que a estratégia para reduzir as dívidas da Academia passou por uma política de redução das despesas e por um aumento de receitas e que, a partir de agora, com o reforço de 11 por cento das verbas para 2009, tudo leva a crer que seja possível conseguir uma redução ainda maior do déficit acumulado pela Universidade.

(In Lília Almeida / Carlos Tavares RTP-RDP Açores)

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domingo, agosto 10, 2008

Antecipado o pagamento da última tranche do III QCA

O Governo Regional dos Açores antecipou, em dois anos e meio, o pagamento da última tranche de financiamentos do III Quadro Comunitário de Apoio (QCA), no valor de 32 milhões de euros, a todos os beneficiários e promotores de investimentos comparticipados pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) no quadro do Programa Operacional para o Desenvolvimento dos Açores (PRODESA).A informação foi avançada ontem, em Angra do Heroísmo, pelo Vice-presidente do Executivo açoriano, numa conferência de imprensa em que sublinhou que, "graças à decisão do Executivo, as entidades beneficiárias desses apoios não terão de aguardar pelo encerramento formal do PRODESA pela Comissão Europeia", o que está previsto acontecer em Dezembro de 2010.Segundo as regras comunitárias, Bruxelas retém, até ao encerramento do programa, 5% do total dos financiamentos previstos.De acordo com Sérgio Ávila, a medida "inovadora" assumida pelo Governo Regional vai "reforçar a dinâmica económica da Região, potenciando um incremento dos níveis de produção e rendimentos regionais".Em consequência da decisão governamental, já em 2008 haverá um aumento de nove milhões de euros nas receitas das câmaras municipais açorianas e um financiamento adicional à Universidade dos Açores, às câmaras do comércio e a dezenas de entidades públicas e privadas da Região, adiantou.O Vice-presidente anunciou ainda que, a partir da próxima semana, serão transferidos e pagos 11,3 milhões de euros aos promotores de investimentos aprovados pelo PRODESA, estando o Governo Regional em condições de proceder, até ao final do ano, aos restantes pagamentos mediante comprovação de despesas e encerrar e à liquidação das comparticipações do FEDER no âmbito do PRODESA.Considerando "excelente" o nível de execução do PRODESA, que já ultrapassou os 97%, Sérgio Ávila explicou que a antecipação destas verbas só se tornou possível porque "os Açores asseguraram as condições operacionais para o aproveitamento integral dos fundos comunitários disponibilizados"."Deste modo, o Executivo consegue manter sem interrupções os fluxos financeiros necessários ao crescimento do arquipélago e a transição sem perturbações entre quadros comunitários de apoio", acrescentou.
(In Diário dos Açores)

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sábado, agosto 09, 2008

Ranking Mundial das Universidades 2008 -Universidade dos Açores

A Universidade dos Açores ocupa o 2084º Lugar do Ranking Mundial das 4000 melhores instituições mundiais de Ensino Superior e Investigação Científica, tendo subido do ano passado para este ano, trinta posições.
Os primeiros três lugares são ocupados a nível Mundial pelas:
Massachustts Institute of Technology -EUA que passou do segundo para o primeiro lugar,
Havard University - EUA que subiu várias posições, e pela,
Stanford University - Califórnia- EUA que desceu para o terceiro lugar.
O top Europeu é assumido pelas:
University of Cambrige-Reino Unido (passa da posição 21 para a 26 posição mundial)
University of Oxford - Reino Unido (posição 40)
Swiss Federal Institute of Technology Zurich (passa da posição 41 para a posição 32)
A nível de Portugal, as três primeiras universidades são:
Universidade do Porto (passa da posição 261 para a posição 267)

A Universidade do Minho que sobe drasticamente ocupando a posição 293 a nível mundial,
Universidade Técnica de Lisboa (passa da posição 366 para a posição 335)
A Universidade dos Açores tem cursos em conjunto (preparatórios) com a Universidade do Porto (top português). Está entre as melhores 15% Universidades portuguesas. Também se situaria, se fosse uma Universidade Americana (EUA) nas melhores 40% que se encontram no top 4000 do ranking mundial e está à frente de muitas outras instituições reconhecidas da Europa.
Apesar de se situar a meio da tabela, é de referir que a Universidade dos Açores é uma pequeninissima Universidade, comparada com outras dessa tabela, tendo apenas cerca de 4000 alunos espalhados por três campus (três ilhas) e pouco mais do que 200 docentes/investigadores. Essa posição é efectivamente relavante quer no panorama nacional quer no panorama internacional.

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sexta-feira, agosto 08, 2008

Comunicado de Imprensa da FLAD sobre atribuição de bolsas

Foram divulgadas hoje, em alguns órgãos de comunicação social, informações relativas à atribuição de bolsas de estudo pela Fundação Luso-Americana que, por não serem exactas ou conterem imprecisões, exigem este esclarecimento. A FLAD assume que foi afectada pela crise internacional em curso. Teve, naturalmente de tomar medidas preventivas, de acordo com os critérios e prioridades definidos pelos seus órgãos directivos. Esta situação obrigou a Fundação a aprovar um Orçamento Rectificativo para o ano em curso que se traduziu numa redução de 36,5 por cento em relação ao que se encontrava em vigor. “Neste momento em que há uma crise financeira mundial - disse o Presidente do Conselho Executivo, Rui Machete - temos de reduzir os nossos gastos para adequá-los ao nosso rendimento. Não foram canceladas bolsas de estudo. Deixaram de ser dadas certas bolsas este ano, deram-se bolsas em número menor do que aquele que se deu no ano passado. As bolsas que foram dadas não foram canceladas”. Ao contrário do que foi noticiado, talvez por interpretação errónea de informações inseridas no site da FLAD, não se verificou cancelamento de bolsas da Fundação. Tal como disse Mário Mesquita, membro do Conselho Executivo, «não haverá nenhum incumprimento dos compromissos assumidos com os actuais bolseiros». Verificou-se apenas a suspensão de alguns programas da Fundação (um na área da Ciência e Tecnologia e outro na área da Cultura), por motivos ligados à crise financeira internacional e à necessidade de definir prioridades daí decorrentes. Todas as bolsas de Ciência e Tecnologia permanecem em vigor, com excepção de um dos programas - Bolsas C&T Papers e apenas durante o próximo trimestre (Outubro, Novembro e Dezembro). Este programa de bolsas consiste no apoio a viagens para apresentação de comunicações ("papers") em conferências no estrangeiro. A suspensão no último trimestre deste ano resulta das opções feitas para reduzir gastos na sequência da crise financeira internacional, mas, também, do facto de ter havido uma redução no número de candidaturas recebidas nos primeiros três trimestres de 2008 relativamente ao período homólogo do ano passado. Essa diminuição de candidatos pode dever-se, em parte, ao aumento do número de programas (designadamente da FCT) que cobrem este tipo de apoio. Na área da cultura permanecem em vigor as bolsas de curta duração e participação em congressos, além das parcerias com a Torre do Tombo, a Biblioteca Nacional e ainda a Gulbenkian (estas últimas na área das Belas Artes e do multimédia. Na área da Cultura, apenas foram canceladas as Bolsas de Estágios e Investigação). As bolsas de Ciência e Tecnologia para apoio a Estágios e Investigação são atribuídas anualmente após concurso que decorre entre Maio e Junho. O último concurso, destinado a estágios que decorram durante 2009, fechou a 30 de Junho passado, sendo os resultados divulgados até 15 de Outubro próximo. Em 2009 abrirá novo concurso para estágios que decorram em 2010. Na área da Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação a FLAD concede outros tipos de bolsas, nomeadamente Bolsas para Doutoramentos e Bolsas para Investigação nos EUA, através de uma parceria com a Comissão Fulbright, não tendo esses programas sofrido qualquer redução ou alteração. Aliás, há novas parcerias de instituições portuguesas com instituições americanas como, por exemplo, a Harvard Kennedy School, o Harvard Center for Medical Simulation, o MIT e a Universidade da Califórnia em Berkeley e mantiveram-se também importantes parcerias institucionais com agências federais americanas como, por exemplo, os National Institutes of Health e a National Science Foundation. Ainda de salientar que este ano foi estabelecido, por iniciativa e com financiamento da FLAD e apoio da Gulbenkian, o Acordo de Antero de Quental (mobilidade de professores e alunos) entre a Universidade dos Açores e as Universidades de Berkeley, Brown, Massachussets Dartmouth, Massachussets Amherst e o Bristol Community College. Além disso criadas novas bolsas, nomeadamente a Rodrigues Miguéis e a Alfredo Mesquita, para formação de jornalistas nos EUA, área em que os programas da Fundação tinham sido suspensos nos anos 90.
Lisboa, 6 de Agosto de 2008
(in Fundação Luso Americana)

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