Universidade dos Açores: Quem compõe o Conselho Geral
Por parte dos estudantes a presença no Conselho geral é de Nélson Moura e André Carvalho, enquanto que os trabalhadores estão representados por Francisco Franco. Consultando o site da Universidade, ficamos a saber que as funções do Conselho Geral reúne quatro vezes por ano, podendo convocar outras reuniões extraordinárias. Nestas reuniões há a presença do reitor que, entretanto, não tem voto consagrado. É ao Conselho Geral que compete alterar os Estatutos da Universidade, organizar a eleição do Reitor que pode ser destituído pelo mesmo órgão. O mesmo conselho aprova as linhas gerais de orientação da Universidade e define as metas e objectivos de gestão, regulamentando os princípios da época comunitária, ou universitária. Para além de tudo isto, é o Conselho Geral que aprecia mos actos do Reitor e que aprova o Relatório e Contas de cada ano da Universidade e pronuncia-se sobre outros assuntos relativos à vida da instituição. No caso concreto dos Açores e como já foi noticiado o Reitor Avelino Meneses pretende levar o seu mandato até ao fim, pelo que parece consentânea a convivência com o novo órgão agora eleito, até ao termo do seu mandato, dentro do que estipulam as novas regras.Etiquetas: Alfredo Borba, Alunos, Conselho Geral, eleições, estatutos, Tomaz Dentinho
Em tempo de comemoração do seu 33º aniversário, no próximo dia 9, estão prontas para entrar em funcionamento alterações que podem minimizar alguns dos constrangimentos na gestão e opacidade nas decisões na Universidade dos Açores.Com decisões estratégicas centralizadas num órgão colectivo de reduzida dimensão e o envolvimento dos responsáveis de níveis intermédios no planeamento das diversas actividades da vida universitária, existem razões para acreditar que teremos algumas melhorias no funcionamento desta organização, que envolve um número significativo de docentes e de funcionários, com vista a melhor satisfazer a procura crescente no ensino, na pesquisa e na prestação de serviços, melhor integrada numa sociedade aberta e em permanente mudança, bem distinta daquela em que a Universidade dos Açores se afirmou nos anos da sua criação e consolidação.


Não penso assim! Enquanto sistema social, cultural, económico e político, a Região Autónoma dos Açores é, pela natureza dos processos observados, um verdadeiro laboratório de investigação. A compreensão do seu passado histórico ou das suas dinâmicas económicas e sociais é, neste quadro, essencial para a plena participação e afirmação da Região no contexto nacional e atlântico.As políticas europeias de apoio à investigação, ao contemplarem a área das ciências sociais e humanas, têm vindo a permitir a internacionalização da investigação da Universidade e a atrair para os Açores investigadores de diversas Universidades. Torna-se, assim, imperativa uma nova abordagem do papel da Universidade dos Açores na relação com as suas congéneres, mas também com a sociedade civil açoriana (empresas, associações, instituições). Aliás, é neste contexto que a entrada em vigor dos novos estatutos da Universidade dos Açores irá constituir um desafio, dado que não se suporta mais a governação por “a prioris” financeiros desligados dos objectivos organizacionais, científicos e culturais assumidos colectivamente.Entre os ditos e os não-ditos do discurso político sobre a Universidade dos Açores deve-se sobrelevar o do compromisso e não o da desconfiança. 