terça-feira, julho 28, 2009

Açores deviam apostar na radioastronomia

Depois de um período de pausa, o projecto educativo Astronomia no Verão da Agência Nacional Ciência Viva foi recuperado este ano em que se celebra o Ano Internacional da Astronomia, com o objectivo de incentivar o gosto pela ciência dos astros.
Sessões de observação nocturna já decorreram nas Flores e em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira. Este fim-de-semana, foi a vez de Ponta Delgada, e em Agosto seguem-se os concelhos de Velas, em São Jorge, e os três concelhos da ilha do Pico.
“Achamos que era uma boa oportunidade, no Ano Internacional da Astronomia, reactivar esta actividade aqui nos Açores”, explicou Miguel Ferreira, professor no Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, com investigação na área da astronomia.
Mas a ideia é dar continuidade ao projecto nos próximos anos. “Esperamos que para o ano possamos repetir a iniciativa nas ilhas onde já está a decorrer e estendê-la a outras ilhas”, admitiu o investigador. Até porque, o cientista está muito optimista quanto aos resultados das actividades de divulgação e promoção da Astronomia que se estão a realizar este ano nos Açores.
“Penso que o Ano Internacional da Astronomia irá conseguir que mais pessoas se interessem pela astronomia e comecem a praticar astronomia amadora”, confessa Miguel Ferreira.
A ideia que o investigador tem é que há muitos telescópios encaixotados nas escolas, mas com a visibilidade dada à ciência dos astros este ano, acredita que haverá mais professores e mais alunos interessados na Astronomia.
Uma das actividades programadas para este ano é mesmo uma acção de formação de professores, precisamente para lhes dotar dos conhecimentos necessários para usar os telescópios e transmitir aos mais pequenos o gosto pela astronomia, de tal modo que as aulas passem a incluir mais actividades ligadas a esta ciência, ou mesmo que se criem clubes escolares de astronomia.
O Ano Internacional de Astronomia tem vários objectivos: não só levar mais alunos a interessarem-se pela ciência através da astronomia, assim como motivar mais pessoas a tornarem-se astrónomos amadores, mas também divulgar a astronomia profissional e a investigação que é feita.
Para Miguel Ferreira, é de registar a reabertura do Observatório da Astronomia, na Ribeira Grande, precisamente no Ano Internacional da Astronomia, e o trabalho que este centro de ciência está a desenvolver.
O investigador elogia o facto do Observatório, apesar de estar sedeado em São Miguel, estar a desenvolver actividades em várias ilhas. “Estão a levar a astronomia à população e às escolas de uma maneira muito dinâmica que trará resultados muito importantes nos próximos anos”, diz Miguel Ferreira.
Nos Açores, há alguma investigação a ser feita. Miguel Ferreira tem trabalho de investigação na área da astronomia, desenvolvido na Universidade dos Açores. E existem excelentes astrónomos amadores nas ilhas, diz o investigador. No entanto, o docente da Universidade dos Açores considera que há espaço para se desenvolver ainda mais a astronomia na Região: não só ao nível do amadorismo, cativando mais pessoas, mas também ao nível profissional
(in Paula Gouveia - Açoriano Oriental)

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sábado, julho 25, 2009

Astronomia em Ponta Delgada


ASTRONOMIA NO VERÃO – Observações astronómicas em Ponta Delgada.

Este Sábado, Com os Olhos no Céu, poderá descobrir alguns mistérios do nosso Universo na companhia de astrónomos amadores, bastando para tal deslocar-se às Portas do Mar pelas 22h. Nesta noite de 25 de Julho, os astrónomos amadores proporcionam a todos os interessados uma viagem pelo céu com a ajuda de telescópios. O local escolhido é as Portas do Mar em Ponta Delgada. A sessão de observação terá início pelas 22h e prolongar-se-á até cerca da meia-noite. A actividade "Com os olhos no céu" é organizada pela Universidade dos Açores e conta com a colaboração de diversos astrónomos amadores e professores do ensino secundário. Esta iniciativa irá estender-se a várias ilhas do arquipélago durante este Verão e está integrada no projecto educativo Astronomia no Verão, da responsabilidade da Agência Nacional Ciência Viva. Este ano celebra-se o Ano Internacional da Astronomia (AIA 2009) e os 400 anos das primeiras observações de Galileu que mudaram a nossa concepção do mundo. O AIA2009 é coordenado em Portugal pela Sociedade Portuguesa de Astronomia, com o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia, da Agência Nacional Ciência Viva, do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra e da Fundação Calouste Gulbenkian.

(In Astronomia no Meio do Atlântico)

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quarta-feira, junho 24, 2009

Calendário Cósmico

Nos Açores, os eventos do “Calendário Cósmico”, que decorrem no âmbito das comemorações do Ano Internacional da Astronomia, distribuem-se por quatro épocas paradigmáticas – os Equinócios e os Solstícios –, tendo-se realizado na ilha Terceira, a 21 de Junho (Solstício de Verão), no Salão Nobre da Secretaria Regional da Educação e Formação, pelas 15h00, em Angra do Heroísmo, uma sessão comemorativa desse evento.

A sessão foi constituída por uma conferência e documentário informativo que teve como fio condutor Angra e a Festa do Sol – as Sanjoaninas, os quais contaram com a presença de Miguel Ferreira do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores (astrofísica), Moisés Espírito Santo (etnografia) e a Doutora Antonieta Costa (etnografia).

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quinta-feira, junho 18, 2009

"ANGRA E A FESTA DO SOL" Astronomia e cultura em conferência

Tem por título “Calendário Cósmico”, é uma categoria do Ciclo Astronomia e Cultura, com concepção de Antonieta Costa, integrado na “Temporada MusicAtlântico 2009 – A Harmonia das Esferas”, e pretende abordar a relação do homem com os astros, sobretudo nas vertentes agrária, religiosa e funcional, a par de outras comunicações de informação científica, exclusiva da astrofísica.
Na prática, os eventos do “Calendário Cósmico”, que decorrem no âmbito das comemorações do Ano Internacional da Astronomia, distribuem-se por quatro épocas paradigmáticas – os Equinócios e os Solstícios –, sendo que o próximo irá realizar-se na ilha Terceira, a 21 de Junho (Solstício de Verão), no Salão Nobre da Secretaria Regional da Educação e Formação, pelas 15h00, e na sede do Alpendre, no mesmo dia, pelas 21h00.
É constituído por uma conferência e documentário informativo que terão como fio condutor Angra e a Festa do Sol – as Sanjoaninas, os quais contarão com a presença de Nuno Crato (astronomia), Moisés Espírito Santo (etnografia), Paulo Loução e vários Professores da Universidade dos Açores.
Está ainda marcado um concerto em sons electro-acústico com o “Trio Fragata”, incluindo projecção de imagens tendo por mote a música das esferas.
O “Calendário Cósmico” segue para as ilhas do Pico (Equinócio de Outono), a 20 de Setembro. Ali os trabalhos contemplam matérias relacionadas com o Mar, os Astros e a Montanha, na ilha do Pico; a Astronomia no Mar, marés e suas movimentações; objectos locais de medição e leitura dos astros na navegação (Universidade dos Açores e Museu); uma “noite de vigília” na montanha, com explicações locais sobre os astros visíveis na ocasião; e São Miguel (Solstício de Inverno), a 20 de Dezembro, onde terão lugar as comemorações de encerramento. Sobre as temáticas, destaque para o Renascer ou Natal do Sol, depois do longo período de enfraquecimento (morte - Hemisfério Norte); a Lua e as Estrelas como pátria dos mortos; e cantares às Estrelas (em vídeo ou directamente em Vila Franca).
Já a ilha das Flores celebrou o Equinócio de Primavera, no passado dia 22 de Março, coincidindo com o desabrochar da sua flora endémica. Do programa fizeram parte temas como a Influência dos astros sobre o renascer da vegetação, e as Luas e as sementeiras.
A iniciativa “Temporada MusicAtlântico 2009 – A Harmonia das Esferas” está a decorrer em todas as ilhas dos Açores, prolongando-se até Dezembro do mesmo ano, e conta com o apoio do Governo Regional através da Direcção Regional de Cultura.

Convidados
Nuno Crato é pró-reitor para a Cultura Científica da Universidade Técnica de Lisboa e Professor Associado com Agregação no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), em Lisboa. Doutorou-se em Matemática Aplicada na Universidade de Delaware, EUA.
Moisés Espírito Santo Bagagem (Batalha, Leiria, 1934) é etnólogo, filólogo e linguista português. É também especialista em estudos de toponímia.
É, na actualidade, director do Mestrado em Etnologia Portuguesa Contemporânea da Universidade Lusófona.

(in A União)

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quinta-feira, junho 04, 2009

Seminário Dia Mundial do Ambiente


A Praia Ambiente, em colaboração com o Município da Praia da Vitória, organiza, no âmbito do programa de Educação Ambiental, um seminário dedicado à temática “Ambiente e Desenvolvimento Sustentável”, no próximo dia 5 de Junho, nos Paços do Concelho, Salão Nobre e com início às 9h15.
Deste modo, serão abordadas as seguintes temáticas: “Água Subterrânea na ilha Terceira”, “Ambiente e Economia”, “Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável” e “A Actividade dos Serviços de Inspecção do Ambiente na Ilha Terceira”.
O programa é o seguinte:
09h15
Sessão de Abertura – Paulo Ávila Messias, Presidente da Praia Ambiente, E.M.
09h45
A Inspecção Regional do Ambiente - Contributos e desa­fios para a qualidade ambiental e desenvolvimento sustentável – Francisco Vaz de Medeiros, Inspector Regional do Ambiente.
10h15
Água Subterrânea na ilha Terceira – Francisco Cota Rodrigues, Docente Universidade dos Açores - Angra do Heroísmo.
10h45
Pausa-Café
11h00
Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável – António Félix Rodrigues, Docente Universidade dos Açores - Angra do Heroísmo.
11h30
Ambiente e Economia - Emiliana Soares da Silva, Docente Universidade dos Açores – Angra do Heroísmo
12h00
Debate
12h30
Sessão de Encerramento – Representante do Secretário Regional do Ambiente e do Mar.

Inscrições até ao dia 3 de Junho
295 545 530 telma.oliveira@praiaambiente.pt

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Comemoração do Dia do Ambiente

No âmbito das comemorações do Dia Mundial do Ambiente, estão agendadas as seguintes palestras temáticas na Escola Secundária Vitorino de Nemésio, para as quais está convidada a comunidade escolar:

29-05-2009 (sexta-feira)

10:45-Energia Eólica – Eng. Miguel Martins (Grupo EDA)

03-06-09 (Quarta-feira)

10:45-Aves Migratórias na rota dos Açores – Mestre Cecília Melo – Universidade dos Açores

05-06-09 – (sexta-feira)

14:15 A biologia marinha numa espécie emblemática dos Açores –Doutor Leonardo Machado – Universidade dos Açores

12:15 Entrega dos Prémios e Certificados de Participação aos alunos participantes na actividade “Quiz Energia”

15-06-09 – (Segunda - feira)

14:15 Aves Marinhas nos Açores – Paulo Henrique – Assessor Técnico do Gabinete do S.R.A.M.


(in ESVN uma EcoEscola)

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sábado, maio 23, 2009

PROGRAMA CULTURAL DA PRAIA DA VITÓRIA » 23 MAIO A 18 JUNHO

O Vereador Paulo Codorniz apresentou esta manha o Programa Cultural para o Concelho da Praia da Vitória de 23 de Maio a 18 de Junho.
Entre meados de Maio e meados de Junho, o concelho da Praia da Vitória estará em festa, quer pela quantidade, quer pela qualidade dos acontecimentos culturais que aqui decorrerão.
Já no próximo dia 23, no Auditório do Ramo Grande, pelas 21.30 Horas, teremos o concerto de Ana Free, jovem compositora, letrista, instrumentista e cantora, fenómeno da música a nível internacional, nº 1 do top português no Itunes, com mais de 8 milhões de visitas aos seus vídeos.
No mesmo dia, na freguesia da Agualva terá início a III Semana Cultural das Freguesias sob o tema: Nascente (Agualva) de Usos e Tradições. Do programa, para além do Encontro de Coros, desfile e actuações dos Grupos Folclóricos do Concelho, Exposições, Workshops, Concertos de Filarmónicas, Artesanato, Noite de Moda, haverá Teatro pelo grupo Artyaplausos, com a peça: Eu amo reciclar e as fadas também, com jovens artistas da televisão, num projecto educativo que pretende envolver todos os agentes da educação, nomeadamente a comunidade escolar.
De realçar ainda a vinda de dois grupos alentejanos: Os Banza, com música popular alentejana, num espectáculo repleto de musicalidade e alegria, e Os Almocreves, grupo constituído por 30 elementos que transformam a aridez alentejana num fluído melodioso através do cante tradicional alentejano.
Estes dois grupos para além duma presença na Semana Cultural da Agualva, irão animar outras festividades do concelho, nomeadamente a Onda Cultural que decorrerá no Cabo da Praia, entre 29 e 31 de Maio.
No dia 1 de Junho, Dia Mundial da Criança, pelas 18.00 horas, no Auditório do Ramo Grande, terá lugar a III Edição do Festival da Canção Infantil “Sol Menor”, onde para além de mais de uma dúzia de crianças da nossa terra, estarão presentes representantes dos festivais da canção infantil da Povoação, Lajes do Pico e Santa Cruz das Flores.
No dia 2 será celebrado o Dia Mundial da Criança com diversas actividades, numa parceria do Município com entidades desportivas do concelho, com a Universidade dos Açores, e com a Escola Secundária Vitorino Nemésio, nomeadamente o seu departamento de Matemática.
No dia 13 de Junho, pelas 21.30 horas, no ARG, haverá Teatro, com a peça Tangos e Tragédias, em cena há mais de 25 anos nos palcos dos maiores teatros do Brasil, tendo já passado pela Argentina, Equador, Colômbia e Espanha. Foi escolhido pelo público como o melhor espectáculo durante o Festival Internacional de Teatro de Almada (2003) e Espectáculo de Honra em 2004.
No dia 18 de Junho, também no ARG, pelas 21.30H, concerto pela Banda de Música da Força Aérea, dirigida pelo Tenente-Coronel Élio Murcho.
(in Câmara Municipal da Praia da Vitória)

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terça-feira, maio 12, 2009

Selos - Descobre o teu Universo

segunda-feira, maio 11, 2009

Observatório de Santana e estação da ESA em selos para assinalar a Ano Internacional da Astronomia

O secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos presidiu, recentemente, ao lançamento da emissão filatélica dedicada à Astronomia, no âmbito da colecção “Europa”, destacando a centralidade da Região no uso da tecnologia espacial. Os dois selos relativos aos Açores incluídos na colecção representam o Observatório Astronómico da Ribeira Grande e a estação de rastreio de satélites da Agência Espacial Europeia (ESA), em Santa Maria. Para José Contente, “tudo aquilo que em matéria de divulgação possa, de algum modo, mostrar ao país e às zonas por onde os selos viajam, que aqui nos Açores já há uma estação da ESA, a única em Portugal, que há também projectos que gravitam à volta desta estação e que são fundamentais para os açorianos, nomeadamente porque correspondem em emprego qualificado e em receitas para os Açores”. O governante anunciou a divulgação do “Roteiro para a Ciência”, um projecto regional que está a proceder à referenciação de todas as infra-estruturas científicas que, de algum modo, fazem parte do puzzle tecnológico e científico, “instituições que devem ser visitadas, acarinhadas e que vão ser fortemente projectadas com realizações deste tipo”, afirmou. A divulgação dos Roteiros para a Ciência arranca este Verão e vai disponibilizar e divulgar todos os observatórios e centros de investigação dos Açores, precisou. Na cerimónia de apresentação dos selos dedicados à Astronomia, a mais importante emissão filatélica lançada este ano e que é colocada, em simultâneo, em 48 países, o secretário regional realçou a importância que os avanços científicos e tecnológicos têm sido relevantes para o impulso da economia açoriana, agradecendo aos CTT a divulgação mundial de “alguns dos pilares mais representativos da produção científica nos Açores”. No Observatório Astronómico de Santana, onde decorreu o evento, José Contente abordou alguns dos projectos em execução que consierou de grande relevância, nomeadamente o protocolo que em breve vai ser assinado com o Instituto Geográfico Nacional de Espanha para a instalação de mais duas estações de geodesia e radioastronomia, nas Flores e em Santa Maria, e o Centro de Coordenação em S. Miguel, e a uma rede de estações de GPS montada em todas as ilhas para a georeferenciação. “Nós estamos empenhados a trazer novos projectos para os Açores, e é com este objectivo que nós estamos a edificar o chamado cluster científico e tecnológico que começou com mais força com a ESA”, sublinhou. Especificou alguns dos projectos celebrados neste domínio, como a associação NEREUS, que coloca os Açores na rede europeia das regiões europeias que utilizam tecnologia espacial, a formação de uma empresa chamada Azores Space, o Parque Tecnológico de S. Miguel, o Centro de Excelência do Mar no Faial e o Instituto de Biotecnologia na Terceira. “Todos estes projectos fazem parte do sistema científico e tecnológico que nós queremos instalar nos Açores”, declarou José Contente, reafirmando o interesse da Região em apoiar e desenvolver projectos de investigação que tragam soluções científicas para os problemas dos Açores, nomeadamente para o mundo empresarial. Para o secretário regional, projectos desta natureza demonstram que “não temos uma posição ultraperiférica no nosso país, temos antes uma posição central no Oceano Atlântico. Queremos e vamos aproveitá-la, afinal somos uma nova fronteira entre a Europa e os EUA”. A emissão filatélica assinala, a nível europeu, o Ano Internacional da Astronomia. À cerimónia de apresentação dos selos seguiu-se uma palestra sobre “O espaço interestelar e a formação de estrelas”, culminando o programa com uma sessão nocturna de observação do céu, esta noite, no Observatório Astronómico de Santana.

(in Diário dos Açores)

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quinta-feira, abril 09, 2009

Astronomia em exposição na Praia da Vitória

No âmbito das comemorações do Ano Internacional da Astronomia, a exposição de fotografia, intitulada “Da Terra para o Universo” - FETTU, encontra-se patente nas várias freguesias do concelho da Praia da Vitória, até ao dia 15 de Abril.
A mostra é constituída por 27 telas, em grande formato, de objectos astronómicos, distribuídas por locais do município participante (praças, largos, jardins, ruas pedestres, etc.) durante cerca de 15 dias. Na Praia da Vitória ocorre desde o dia 01 de Abril, onde as diversas telas se encontram espalhadas por todas as freguesias do concelho, nos locais de maior afluência do público, bem como nos lugares de maior visibilidade.
Os principais objectivos desta exposição são surpreender o público com imagens de rara beleza, despertando, desta forma, o interesse pela Astronomia, bem como divulgar o trabalho de astrónomos profissionais e amadores, incluindo astrónomos açorianos.
Esta exposição itinerante e ao ar livre vai ser exibida em diversos municípios açorianos, até ao mês de Dezembro, sendo que as primeiras exposições remontam ao mês de Março.
No Ano Internacional de Astronomia, o Centro de Ciência de Angra do Heroísmo e a Sociedade Portuguesa de Astronomia associaram-se a uma iniciativa da União Astronómica Internacional e da UNESCO para organizar, nos Açores, um evento que tem uma dimensão sem precedentes: uma exposição de fotografia ao ar livre, replicada em muitas regiões do Mundo.
A exposição esteve patente no concelho de Angra do Heroísmo entre os dias 17 e 30 de Março.

(In Diário Insular)

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quinta-feira, abril 02, 2009

Ilha das Flores celebra Ano Internacional da Astronomia

No ponto mais ocidental da Europa também se celebra o Ano Internacional de Astronomia (AIA2009). A ilha das Flores, no arquipélago dos Açores, recebeu ontem e hoje um conjunto de palestras públicas e de observações astronómicas abertas à população
Os diferentes eventos organizados na ilha das Flores são o culminar de uma série de palestras que têm percorrido, desde 26 de Março os blocos central e ocidental do arquipélago (Terceira, São Jorge, Pico, Faial, Corvo e Flores). Nos dias 1 e 2 de Abril, coincidindo com o projecto internacional as "100 Horas de Astronomia", palestras e observações astronómicas convidavam crianças e adultos a reflectir sobre o cosmos e a descobrir a beleza do Universo.
"Tive ocasião de verificar nos últimos anos que nos Açores, e em particular nas Flores, as pessoas gostam, interessam-se e sentem necessidade de contactar com os investigadores. Era mais do que uma obrigação pôr as Flores no mapa do Ano Internacional de Astronomia", reconhece Ana Maria Mourão, investigadora que integra a delegação de 5 pessoas que veio falar e fazer Astronomia nos Açores. "O nosso objectivo é apoiar o entusiasmo que se sente pela Astronomia nas ilhas açorianas", acrescenta Ana Mourão.
"Os Açores estão integrados na rede global que o Ano Internacional de Astronomia criou, queremos ajudar a ilha das Flores, o ponto mais ocidental da Europa, a participar nas celebrações, a fazer parte desta campanha internacional, quebrando com a insularidade e a distância geográfica e cortando com o isolamento. Quebrar distâncias é também um dos objectivos das 100 Horas de Astronomia e do Ano Internacional da Astronomia. Pretendemos comemorar a Astronomia e discutir em conjunto", frisa a professora do Instituto Superior Técnico (IST) de Lisboa e investigadora do CENTRA - Centro Multidisciplinar de Astrofísica do IST.
Na próxima quarta-feira, Jorge Dias de Deus inaugura às 20h30 o ciclo nas Flores com uma palestra pública subordinada ao tema "A Máquina do Universo". Seguem-se, às 21h30 observações astronómicas no Porto Velho, orientadas por colaboradores do CENTRA (Centro Multidisciplinar de Astrofísica do Instituto Superior Técnico) e da ASTRO (Secção de Astronomia do Núcleo de Física do IST).
Como é que a matéria passa a ser viva e quando é que morre? Qual é a origem do universo e como se formam as primeiras estrelas? Ana Mourão explica nos Açores, hoje, como se formam nas estrelas alguns elementos químicos, tais como o azoto, o carbono, o oxigénio e o ferro, que também compõem o corpo humano. "Nós somos filhos das estrelas", resume a especialista. O que conseguimos saber sobre o sol? Como se pode analisar o interior do astro? No primeiro dia das "100 Horas de Astronomia" decorre ainda uma conferência sobre o Sol intitulada "A nossa estrela", proferida por Ilídio Lopes, professor na Universidade de Évora, em paralelo com uma sessão de observação solar.
As comemorações do Ano Internacional de Astronomia continuam no arquipélago com o congresso "O Universo nos Açores" que vai ter lugar na ilha de São Miguel (Ponta Delgada). As palestras realizadas nas escolas do arquipélago enquadram-se nas celebrações do Ano Internacional de Astronomia e num projecto de investigação do CENTRA que inclui uma componente de divulgação científica nos Açores. Contam com a colaboração do CENTRA, do IST e da Universidade de Évora.
O Ano Internacional de Astronomia, organizado em Portugal pela Sociedade Portuguesa de Astronomia, com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), da Fundação Calouste Gulbenkian, o Ciência Viva e a European Astronomical Society (EAS), começou em Janeiro passado nos Açores, sob a responsabilidade do Professor João Miguel Ferreira (aimailto:aia2009@uac.pt) do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, em Angra do Heroísmo.
Informações sobre as restantes actividades que decorrem no arquipélago estão disponíveis no programa da região autónoma.
PROGRAMA
1 de Abril (4ªf)
Palestra Pública 20h30, EBS das Flores"A Máquina do Universo"Jorge Dias de Deus(IST- Instituto Superior Técnico e CENTRA - Centro Multidisciplinar de Astrofísica do IST)
Observação Astronómica 21h30, Porto velho Coordenador das Observações Astronómicas: Dário Passos (CENTRA - IST) em colaboração com: Miguel Cunhal (ASTRO - Secção de Astronomia do Núcleo de Física do IST)
2 de Abril (5ªf)
Palestras Escolares:"Os Filhos das Estrelas"Ana Maria Mourão (Instituto Superior Técnico e CENTRA - Centro Multidisciplinar de Astrofísica do IST)Hora: 9hLocal: Anfiteatro EBS das FloresPúblico Alvo: 3ºciclo + Secundário
"A nossa Estrela"Ilídio Lopes (Universidade de Évora e CENTRA - Centro Multidisciplinar de Astrofísica do IST)Hora: 10h45Local: Anfiteatro EBS das FloresPublico Alvo: 3ºciclo + Secundário
"Os Filhos das Estrelas"Ana Maria Mourão (Instituto Superior Técnico e CENTRA - Centro Multidisciplinar de Astrofísica do IST)Hora: 13h30Local: Anfiteatro EBS das FloresPúblico Alvo: 4º, 5º e 6º ano (Santa Cruz + Lajes)
Observações Astronómicas do SOL 2 de Abril: 10h EBS das Flores Coordenador das Observações Astronómicas: Dário Passos (CENTRA - IST) em colaboração com: Miguel Cunhal (ASTRO - Secção de Astronomia do Núcleo de Física do IST)

(In Ideias Concertadas)

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quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Beagle - Expedição de Darwin

Navio que levaria Darwin numa longuíssima viagem de exploração e estudo que lhe permitiu construir a sua teoria da evolução das espécies!A sua primeira paragem foi em Cabo Verde, na Ilha de Santiago!Aí iniciou um caderno de notas que estará na Exposição Gulbenkian, que amanhã inaugura!Também passou pelas ilhas dos Açores, tendo visitado a Ilha Terceira, onde, terá dito, não encontrar nada digno de registo!Nos seus 200 anos a Universidade dos Açores quer provar-lhe que estava errado com uma série de estudos!Era um rapaz curioso... com vontade de saber!É esse o combustível que faz o mundo avançar!
(In A soma dos Dias)
Não encontrei nada interessante do ponto de vista científico.
Foi esta a afirmação que Charles Darwin registou no seu diário, aquando da sua visita à Terceira. Os cientistas da Universidade dos Açores pretendem demonstrar agora o interesse biológico das ilhas do Arquipélago.

Quando Darwin fez a sua histórica viagem a bordo do navio britânico “Beagle” e revolucionou o mundo com a sua teoria da evolução, publicada em “A Origem das Espécies”, entre outras peripécias, visitou a Terceira. O cientista refere no seu diário, ter apreciado bastante a visita, mas afirmou que, do ponto de vista científico, a ilha não tinha qualquer interesse. Nas suas palavras: “Gostei imenso da visita, mas não encontrei nada digno de registo”.Os cientistas açorianos da actualidade, apesar de respeitarem o trabalho do fundador do evolucionismo, querem agora provar que Darwin se enganou, ao ter menosprezado o interesse das ilhas, depois da sua visita à Terceira.De acordo com o Professor António Frias Martins, do Departamento de Biologia da Universidade dos Açores, em declarações prestadas à Lusa, o departamento pretende fazer um trabalho que ilustre a história da vida, ao longo de 46 quilómetros, em S. Miguel. O cientista afirna que "queremos associar-nos às celebrações dos 200 anos do nascimento de Charles Darwin e dos 150 anos da publicação da Origem das Espécies, envolvendo não só os cientistas, mas toda a população".Refira-se que Darwin passou ao largo de S. Miguel, mas acabou por nunca visitar esta ilha.
(in JornalDiario)

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terça-feira, fevereiro 10, 2009

A astronomia pelos olhos dos Açorianos

No âmbito das comemorações do Ano Internacional de Astronomia, foi criada uma exposição de fotografia de astronomia intitulada "Da Terra para o Universo" - FETTU, replicada em muitas partes do Mundo. Os Centros de Ciência de Angra do Heroísmo (CCAH) e da Ribeira Grande juntaram-se à iniciativa e propuseram às 19 Câmaras Municipais do arquipélago a apresentação, de Março a Dezembro de 2009, de uma exposição itinerante de astronomia. Esta exposição é constituída por fotografias de rara beleza e expostas ao ar livre em diversos espaços públicos de grande afluência. Ao conjunto de 25 fotografias da exposição FETTU, os organizadores da exposição nos Açores gostariam de adicionar algumas telas com uma composição de fotografias captadas por astrónomos amadores nos Açores, de forma a ilustrar e a encorajar a fotografia e a observação astronómica no arquipélago. Para contribuir com uma fotografia de astronomia para esta exposição deverá contactar o CCAH (295218462; cc.angraheroismo@azores.gov.pt).

(In Diário Insular)

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segunda-feira, fevereiro 09, 2009

O Legado de Galileu

Carlos Martins (*)
Galileu Galilei nasceu em Pisa a 15 de Fevereiro de 1564 e morreu a 8 de Janeiro de 1642 em Arcetri (Florença). A sua originalidade não reside no que descobriu, mas na forma como interpretou e comunicou as suas descobertas. Quando nasceu, as universidades eram dominadas pela astronomia geocêntrica de Ptolomeu e pela filosofia de Aristóteles, que postulava uma Terra em permanente mudança e feita de quatro elementos, por oposição aos céus imutáveis e feitos de um quinto elemento. Quando morreu, essas duas teorias estavam também mortas.


Em 1609 uma carta de Paolo Sarpi informou-o da existência, em Veneza, de um instrumento que permitia ver com facilidade objectos distantes, e imediatamente procurou reproduzi-lo e melhorá-lo. O telescópio revelou milhares de novas estrelas nas constelações já conhecidas (e em particular na Via Láctea), mas foram as suas observações do Sistema Solar que tiveram consequências mais dramáticas.
Galileu não foi o primeiro a ver a Lua através de um telescópio (Thomas Harriot fê-lo vários meses antes), mas observou que, tal como a Terra, contém montanhas e vales e não é perfeitamente esférica. De facto conseguiu mesmo medir a altura de várias montanhas lunares, com uma precisão notável para os meios de que dispunha. Estes resultados mostravam a similitude da Terra e da Lua, objectos sólidos com superfícies irregulares iluminados pelo Sol e presumivelmente feitos das mesmas substâncias.
Galileu não foi o primeiro a observar as manchas solares. Christoph Scheiner (conhecido por Fabricius) observou-as e anunciou a descoberta primeiro, sugerindo que se tratava de satélites solares anteriormente desconhecidos. Galileu conseguiu demonstrar que as manchas solares se encontravam junto à superfície do Sol, interpretando o seu movimento como o resultado da rotação do Sol (cujo período estimou em um mês), embora tenha erradamente defendido que se tratava de nuvens. A descoberta de um Sol em permanente mudança foi um duro golpe na filosofia aristotélica. Galileu criticou também a ingenuidade da análise de Fabricius. Sendo este um jesuíta, tal teve o efeito de voltar toda a ordem contra Galileu, e isto viria a ser crucial para os problemas que viria a ter com a Inquisição.
Detractores da hipótese heliocêntrica de Copérnico salientavam que se todos os planetas se movessem à volta do Sol então Mercúrio e Vénus, tal como a Lua, deveriam ter um ciclo de fases. No modelo de Ptolomeu, Vénus e o Sol movem-se à volta da Terra: se Vénus estivesse mais próximo da Terra do que o Sol, seria sempre visto como um crescente; se estivesse mais afastado, seria sempre visto como um disco completo. Mas se Vénus se move à volta do Sol, deve ser visível em todas a fases. As observações de Galileu demonstraram que todas as fases eram visíveis: Vénus move-se à volta do Sol, e o modelo de Ptolomeu está errado. Por outro lado, estas observações eram compatíveis quer com o modelo de Copérnico quer com um modelo alternativo sugerido por Tycho Brahe (no qual os planetas se moviam à volta do Sol mas o Sol se movia à volta da Terra).
Mas a mais dramática das observações de Galileu foi a identificação de quatro satélites de Júpiter. Aqui, mais uma vez, não é claro que tenha sido ele o primeiro a observá-los. Um segundo candidato a essa honra é Simon Marius, aluno de Tycho Brahe. Em qualquer caso, Galileu foi o primeiro a aperceber-se da sua importância. Uma segunda crítica ao modelo de Copérnico era que uma Terra em movimento à volta do Sol seria incapaz de manter junto de si a Lua. A partir de 7 de Janeiro de 1610, Galileu observou quatro ‘novas estrelas’ junto a Júpiter, movendo-se relativamente a este e por vezes desaparecendo. Muito rapidamente explicou este comportamento sugerindo que se moviam à volta de Júpiter, tal como a Lua se move à volta da Terra. Assim sendo, Júpiter conseguia manter 4 luas junto a si, e ninguém tinha dúvidas de que Júpiter se movia (a dúvida era sobre se o fazia à volta da Terra ou do Sol). Porque não poderia então uma Terra em movimento manter consigo a Lua?
A 13 de Março o Sidereus Nuncius (Mensageiro Celeste) era publicado em Veneza, descrevendo observações feitas até ao dia 2 de Março. No espaço de algumas semanas as descobertas de Galileu tornaram-se conhecidas em toda a Europa. O termo satélite (de satelles, um assistente de uma pessoa importante) foi introduzido por Kepler em 1611, e os nomes actuais dos quatro (Io, Europa, Ganimedes e Calisto) por Simon Marius. Mais tarde Galileu determinou os períodos orbitais dos quatro satélites, e verificou que estes aumentavam com a distância a Júpiter: eis uma versão mais pequena do Sistema Solar tal como descrito por Copérnico! Além disso, manifestamente nenhum dos quatro orbitava a Terra, em flagrante contradição com o modelo de Ptolomeu.
A Universidade de Pádua era uma praça-forte do aristotelianismo, e refutou a existência dos satélites com um argumento simples: uma vez que Aristóteles nunca os mencionou, não podem existir. Quando Galileu, num debate público, tentou convencer os seus colegas de Pádua pedindo-lhes simplesmente para olharem através do telescópio estes recusaram. Estava também em jogo saber se aquilo que o telescópio mostrava era real ou apenas uma ilusão. A doutrina aristotélica era clara sobre este ponto: o olho humano era a única fonte de visão do mundo material. Óculos e lentes eram obviamente conhecidos (e tolerados como um mal necessário), mas um instrumento que revelava estrelas completamente desconhecidas era ainda mais suspeito: uma vez que as lentes podiam distorcer imagens, não poderiam também criá-las onde não existiam?
Para obter maiores ampliações, os telescópios de Galileu tinham campos de visão extremamente pequenos. Além disso não tinham qualquer suporte. Qualquer pessoa que tenha tido a oportunidade de manusear uma réplica dos seus telescópios facilmente se aperceberá da enorme perícia necessária para os usar. Neste ponto, Galileu era prejudicado pela sua própria habilidade: era frequente tentar mostrar as suas descobertas a outras pessoas (explicando-lhes para onde deviam apontar o telescópio) e estas eram incapazes de ver o que quer que fosse, simplesmente por não conseguir usá-lo da melhor forma.
A partir desta altura Galileu defendeu publicamente o heliocentrismo, e o seu prestígio, associado ao facto de escrever frequentemente em Italiano (muito mais acessível ao público em geral do que o Latim) tornaram-no objecto da ira da igreja católica. Em 1616 Pio V declarou a Terra em repouso e o heliocentrismo herético. No entanto o geocentrismo estava condenado, e em poucas décadas os seus defensores tinham desaparecido das universidades europeias.
A introdução do telescópio criou um problema adicional para a igreja. A forma como Galileu usou a evidência adquirida com o telescópio implica um acesso à verdade independente da revelação, e permite a cada indivíduo interpretar por si próprio o livro da natureza – o que até então estava reservado à igreja. Um dos legados de Galileu foi o tirar a ciência para fora dos claustros universitários, trazendo-a até à linha da frente do debate público: não só defendeu as suas ideias sem subserviência ao status quo, mas publicitou-as e esforçou-se por popularizá-las quando apropriado. Com isto, o debate deixou de ser sobre as observações e centrou-se na sua interpretação.
As duas grandes revoluções científicas da história da humanidade têm origem em cortes radicais com o passado. Os cientistas da Grécia clássica separaram conhecimento e mitologia, enquanto os do século XVII libertaram a ciência do domínio da igreja. A diferença entre as duas é que a primeira uniu ciência e filosofia, enquanto a segunda voltou a separá-las. Galileu e os seus sucessores são investigadores da natureza e não filósofos, e desde então os contactos ocasionais entre ciência e filosofia limitam-se a discussões epistemológicas, sem afectar os métodos da primeira.

(*) Investigador Ciência 2007 do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto, Investigador associado do DAMTP, Universidade de Cambridge e Visitante do Instituto Galileu Galilei, Florença. Colabora com este artigo nas actividades do Ano Internacional da Astronomia organizadas nos Açores, coordenadas pelo Professor Miguel Ferreira do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores.
(in Diário Insular)

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segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Dia Mundial das Zonas Húmidas

Cândida Mendes, Eduardo Dias e Cecília Melo

Este dia comemora-se internacionalmente desde 1997, 16 anos depois de ter sido assinada a convenção de RAMSAR que tem como grande objectivo a conservação de zonas húmidas. Em Portugal desde 1998, as iniciativas para assinalar este dia passam pela organização de campanhas de sensibilização e divulgação sobre a importância destes ecossistemas incidindo em temáticas diversificadas como avifauna, flora e recursos hídricos. Numa fase em que tanto se fala e escreve sobre a falta de água e as inúmeras causas para a mesma, e aproveitando este dia internacional, pretende-se contribuir para o re(conhecimento) destes ecossistemas nas nossas ilhas descrevendo genericamente a sua importância. O que são zonas húmidas?
Existem de facto muitas definições para o termo «Zonas Húmidas», algumas baseadas em critérios principalmente ecológicos e outras orientadas para questões associadas à sua gestão. A Convenção RAMSAR adoptou uma definição extremamente ampla: «áreas de sapal, paúl, turfeira ou água, sejam naturais ou artificiais, permanentes ou temporários, com água que está estagnada ou corrente, doce, salobra ou salgada, incluindo águas marinhas cuja profundidade na maré baixa não exceda os seis metros», à qual se acrescenta, com a última revisão, que as zonas húmidas «podem incluir zonas ribeirinhas ou costeiras a elas adjacentes, assim como ilhéus ou massas de água marinha com uma profundidade superior a seis metros em maré baixa, integradas dentro dos limites da zona húmida». Esta definição inclui, assim, todos os ambientes aquáticos do interior e a zona costeira marinha.
Porque há tantas zonas húmidas nos Açores?A primeira razão pela qual existe grande quantidade de zonas húmidas nos Açores começa pelo facto de serem ilhas, ou seja rodeadas por mar, em que as zonas de transição entre o mar e a terra, correspondem a ecossistemas de natureza húmida (neste caso costeiras), correspondendo a uma imensa área, considerando as 9 ilhas e os seus ilhéus. Além das zonas húmidas associadas ao mar, existe grande quantidade de outras, designadas de terrestres. De facto, as zonas altas da grande maioria das ilhas apresentam elevados níveis de precipitação (directa e oculta - esta última é a correspondente à que as plantas retém por intercepção dos nevoeiros, os dois tipos de precipitação podem atingir valores de 13.000 mm em zonas como a Serra de Sta. Barbara). Associado à entrada de grandes volumes de água surge a formação de um horizonte (camada de solo) de ferro e magnésio (formação típica em solos de ilhas vulcânicas com elevados níveis de precipitação) que dificulta a drenagem das águas dando origem a uma quantidade considerável de água à superfície, condição base para o desenvolvimento de formações “encharcadas”.
Que tipos de zonas húmidas naturais existem nos Açores?
As ilhas açorianas, frequentemente descritas como ilhas míticas de verde exuberante, se observadas com detalhe por entre as árvores do meio natural ou mesmo por entre meios humanizados, assumem um tom azul inesperado fruto da água que (ainda) existe à superfície do nosso solo “negro”. Em termos de formações de zonas húmidas que esta água faz desenvolver, estas são tão ou mais diversas como são as 9 ilhas. A principal distinção pode ser feita entre zonas húmidas costeiras (com influência marinha) e zonas húmidas terrestres (sem influência marinha directa). Exemplos da tipologia costeira são baías e a costa dos ilhéus. Em relação às terrestres três grandes grupos: (1) os chamados corpos de águas livres, desde grandes lagoas como por exemplo a das Sete Cidades a pequenos charcos que ninguém viu ou conhece; (2) zonas apauladas desde turfeiras de musgão (Sphagnum) a florestas húmidas; (3) o terceiro grande grupo é chamado o de águas correntes, onde as nossas ribeiras estão incluídas.
Genericamente tratam-se de um mundo bastante diverso e amplamente distribuído nas nossas ilhas. Os ecossistemas de zonas húmidas foram durante séculos, e segundo a crença popular, zonas que deviam ser drenadas por serem considerados sem valor, sendo apenas fonte de maus cheiros, mosquitos e doenças. Um maior interesse e conhecimento científico das zonas húmidas tem vindo a identificar valores e funções para a biodiversidade e qualidade de vida das populações aumentando o interesse dos cidadãos por estes habitats.
Importância das zonas húmidas naturais nos Açores:
Em primeiro lugar queremos salientar a importância destas formações em termos de salvaguarda de recursos hídricos. Estas funcionam como reservatórios naturais constituindo “tanques de armazenamento” das águas das chuvas, libertando de modo gradual (para os aquíferos e ribeiras) a água que recebem. Nesta função realçamos as turfeiras (zonas húmidas que se caracterizam pela capacidade de acumular as plantas que morrem, estas não se decompõem devido ao encharcamento e à acidez das suas água e acumulam-se sob a forma de turfa), capazes de reter, na camada superficial destas formações, cerca de 20 vezes o seu peso em água (como exemplo pode-se mencionar que uma só turfeira com cerca de 300 000 m2 pode reter na sua estrutura mais de 180 000 m3 de água). Também a diminuição de formações naturais florestadas (nomeadamente turfeiras florestadas), tem um grande impacte em termos de recursos hídricos pois a quantidade de água interceptada dos nevoeiros diminui de forma acentuada. Estudos efectuados no GEVA demonstram que a componente florestal acresce de 2 a 4 vezes o valor da precipitação de um dado local.As zonas húmidas não favorecem apenas a recarga dos aquíferos mas também contribuem para a limpeza das águas, visto servirem de reservatório onde os sedimentos e substâncias tóxicas se depositam. Pode-se assumir que estas formações “consertam” comportamentos abusivos do homem que resultam na poluição das águas, para que a possamos usar nas necessidades mais básicas como a sede. A alteração progressiva da ocupação do solo, transformando zonas de vegetação natural com uma menor capacidade de retenção de água, tem contribuído para a diminuição da quantidade e qualidade das nossas águas. Este fenómeno de desaparecimento de zonas húmidas favorece também a ocorrência de “acidentes” tais como derrocadas de terra e o aumento torrencial do caudal de ribeiras. O aquecimento global é também um tema bastante actual, que se pensa ter como causa primordial o aumento da emissão dos gases de estufa, nomeadamente dióxido de carbono.
Acumulação de carbono sob a forma de turfa, Terceira.
Estes habitats, particularmente as turfeiras, têm capacidade de reter grandes quantidades de carbono sob a forma de turfa (as plantas não decompostas são formadas predominantemente por carbono), um facto que contribui, quando estas formações estão activas e no seu estado natural para minimizar este problema.Estes habitats cobrem cerca de 6% da superfície terrestre mas contém cerca de 14% do total de carbono. No entanto, a sua destruição progressiva, principalmente devido à conversão em áreas agrícolas, tem vindo a contribuir para o agravamento deste problema. Isto porque, quando ocorre a sua destruição, inicia-se um processo de decomposição e de transferência do carbono para a atmosfera. As zonas húmidas são importantes na estabilização das linhas de costa e protecção contra tempestades. As formações costeiras estabilizam as linhas da costa e fortalecem os solos, reduzindo a energia da ondulação e das correntes, enquanto os sistemas radiculares ajudam a fixar os sedimentos. A sua vegetação faz diminuir, por impacto, a velocidade da escorrência de água após grandes chuvadas, funcionando como meio de controlo à erosão. As zonas húmidas de altitude das ilhas açorianas, nomeadamente turfeiras, têm um papel fundamental no controle dos caudais ribeiras e linhas de água. A alteração progressiva da ocupação do solo, transformando zonas de vegetação natural em área agrícola (com uma menor capacidade de retenção de água), tem contribuído para a ocorrência de acidentes com perdas de vidas humanas tais como derrocadas de terra e caudais torrenciais (com transbordo) de ribeiras. As zonas húmidas proporcionam habitat a um amplo conjunto de espécies vegetais e animais aquáticos e muitos outros são dependentes destes habitats. As formações de água doce em termos mundiais, embora ocupem apenas 1% da superfície terrestre, são habitat para mais de 40% das espécies mundiais e 12% de todas as espécies animais. Estas promovem também a colonização de novos habitats e o intercâmbio genético, garantindo a viabilidade das populações de peixes e de aves aquáticas, pois constituem corredores de dispersão e migração, assim como "pontes de ligação" para muitas espécies. Da flora açoriana pode-se referir, de acordo com estudos efectuados no GEVA que cerca de 50% das espécies protegidas dos Açores desenvolvem-se em zonas húmidas ou estão dependentes destas (em termos de água e nutrientes). Como exemplos temos a Marsilea azorica (trevo muito raro que existe apenas na ilha Terceira) e o Chaerophyllum azoricum, entre outras. Da fauna destacam-se as aves aquáticas incluindo espécies terrestres e marinhas, residentes e visitantes. O papel das aves aquáticas é muito importante para o equilíbrio dos ecossistemas húmidos açorianos. O baixo número de espécies residentes nestes sistemas faz com que várias funções ecológicas dependam da interacção com as aves aquáticas visitantes. A importância destas aves tem vindo a ser reconhecido nos últimos anos, nem só pela sua função ecológica mas também pela importância turística para actividades como a observação de aves.O processo alteração da naturalidade destes ecossistemas, coloca em risco todo o mundo vivo associado às mesmas. Embora exista ainda grande quantidade de zonas húmidas nos Açores, uma parte considerável destas (senão) desapareceu, encontram-se bastante alteradas, pelo que urge a tomada de atitudes como o seu reconhecimento por todos e a compreensão da sua importância da qual depende a nossa própria qualidade de vida. Urge também a acção directa sobre estas formações. Não é possível desfazer actos, mas é possível refazer (recuperar e restaurar) zonas húmidas. Não queremos deixar de chamar à atenção que as zonas húmidas dos Açores possuem atributos particulares os quais não se resumem à sua diversidade biológica, valor hidrológico ou paisagístico, atributos esses que não se destinam, a serem consumidos de forma directa, mas antes a serem considerados um valor em si mesmos….o prazer de uma pescaria, um passeio à beira-mar e a vista sobre uma lagoa são apenas alguns exemplos.
(In Diário Insular)

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Dia Mundial das Zonas Húmidas 2009 (2 de Fevereiro)

Programa de Comemorações da Rede Regional de Ecotecas dos Açores

Ecoteca de Sta. Maria:
2 de Fevereiro
Realização de um passeio de barco aos Ilhéus das Formigas, candidatos a sítio RAMSAR. Esta actividade está aberta a toda a comunidade.
Sessões informativas “Áreas Ambientais de Santa Maria: Ilhéus das Formigas e Dollabarat. Participarão nestas sessões turmas do 3.º ciclo e secundário.

Ecoteca de S. Jorge
2 de Fevereiro
Divulgação de um prospecto relativo às zonas húmidas.

Ecoteca das Flores
2 a 6 de Fevereiro
Realização de uma exposição de plantas autóctones na Biblioteca Municipal de Santa Cruz. Esta iniciativa resulta de uma parceria da Ecoteca das Flores com os Serviços de Ambiente de Flores e Corvo.

Ecoteca de Angra do Heroismo
A Ecoteca de Angra do Heroísmo, o Centro de Ciência de Angra do Heroísmo e a Associação Gê-Questa, com o apoio da Universidade dos Açores, da Associação Os Montanheiros e da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, têm planeado um conjunto de actividades.

31 de Janeiro
9h30 - terão início, junto à Gruta do Natal, duas incursões ao interior da ilha que darão ênfase ao papel das turfeiras na qualidade da vida humana. Foram convidados três agrupamentos de escoteiros e todos os presidentes de junta de freguesia da ilha.

2 de Fevereiro
Decorrerão outras actividades, por sua vez destinadas a alunos das Escolas Secundárias Jerónimo Emiliano de Andrade e Vitorino Nemésio e ainda a jovens da Santa Casa da Misericórdia da Praia da Vitória, com encontro marcado para as 10h00 junto à Escola Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade, de onde se partirá para a Ribeira Brava e Ribeira da Ponte. À tarde a concentração será às 14h00 junto ao Paul da Praia da Vitória, de onde se partirá para o Paul da Pedreira.

Ecoteca de Ponta Delgada
2 de Fevereiro
Realização de um Percurso de Interpretação ambiental à paisagem protegida das Sete Cidades – Lagoa do Maciço da Serra Devassa. Pretende-se que os participantes adquiram conhecimentos acerca das zonas húmidas (conceito, fauna e flora associada e a sua importância na saúde das populações) e sensibilizar para a necessidade de proteger os recursos hídricos. Participarão na actividade cerca de 35 alunos da Eco-Escola EBI Roberto Ivens, incluindo alunos, do 5º e 6º ano, do clube de ambiente e 4 professores.

Ecoteca da Ribeira Grande
Semana de 2 a 7 de Fevereiro,
Participação na plantação numa zona adjacente à Praia de Santa Barbara de endémicas dos açores, nomeadamente urze, folhado, faia da terra e pau branco, com a colaboração dos Serviços Florestais de Nordeste. Esta acção será desenvolvida pela Empresa Municipal da Ribeira Grande +, com o apoio da Câmara Municipal da Ribeira Grande e terá a intervenção activa de escolas e instituições de solidariedade social. Qualquer pessoa interessada em voluntariar-se para participar nas plantações poderá contactar a Ecoteca da Ribeira Grande e/ou a Ribeira Grande +.
No decorrer da mesma semana, de acordo com as condições meteorológicas, o reconhecimento de uma zona da Lombadas.
Deste modo pretende-se contribuir para a promoção da conservação das zonas húmidas, consciencializando para a necessidade de utilização humana com planos de ordenamento e utilização sustentável.

Ecoteca da Lagoa
4 de Fevereiro,
10h00 - realização de um passeio pedestre pela Lagoa das Furnas dirigido aos alunos do 6º ano da Escola Básica 1,2,3/JI das Furnas. O passeio pretende sensibilizar os participantes para a preservação de ecossistemas húmidos bastante produtivos e que por esse motivo são excelentes habitats para uma grande diversidade de flora, peixes e aves aquáticas. Abordar-se-ão ainda outras temáticas como, a eutrofização, geologia local e plano de ordenamento da bacia hidrográfica. Durante a actividade promover-se-á ainda a observação de aves que contará com o apoio do Centro Ambiental do Priolo (SPEA).

Ecoteca da Graciosa
Abertura a 30 de Janeiro
Abertura ao público da Exposição – “Cavidades vulcânicas dos Açores” (da autoria da Gespea) e Projecção de um vídeo sobre as cavidades vulcânicas da ilha Graciosa.

Ecoteca do Faial
2 de Fevereiro
Realização de uma visita de estudo ao Jardim Botânico e Charcos de Pedro Miguel, onde serão observadas espécies de flora e avifauna características de zonas húmidas, salientando-se a o seu importante papel no equilíbrio ecológico. Este passeio destina-se aos alunos inscritos no programa Eco-Escolas da Escola Profissional da Horta e aos jovens do projecto Veredas do programa Escolhas, contando com colaboração dos Serviços de Ambiente do Faial através dos Vigilantes da Natureza.

(In Ecoteca de Angra do Heroísmo)

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sábado, janeiro 31, 2009

"Da Terra para o Universo" assinala o Ano Internacional da Astronomia

Uma exposição de 25 fotografias de grande formato denominada “Da Terra para o Universo” vai percorrer os dezanove concelhos dos Açores para assinalar o Ano Internacional da Astronomia (AIA), disse o astrofísico Miguel Ferreira.
Em declarações à Agência Lusa, Miguel Ferreira, delegado regional para o AIA, adiantou que “a exposição pretende sensibilizar a população em geral e os astrónomos amadores em particular para os fenómenos da astronomia”. O objectivo, sublinhou, para além da celebração do AIA, “é mostrar que as ilhas açorianas são um bom local para observações astronómicas e convidar o público a participar em observações regulares”. Miguel Ferreira, que é docente na Universidade dos Açores, é doutorado em astrofísica e investigador da Universidade do Porto, adianta que “as comemorações também vão permitir projectar os Açores internacionalmente como local dinamizador de realizações científicas". As iniciativas nos Açores estendem-se até ao final do ano com diversas palestras, exposições em museus, observações nos diferentes concelhos e concursos nos estabelecimentos de ensino. A organização tem prevista a realização, nos meses de Outubro e Novembro, dois cursos de formação em astronomia, dirigidos a professores, “dado que muitas das disciplinas leccionadas nas escolas têm componentes de estudo sobre a astronomia”, realçou Miguel Ferreira. Está prevista uma exposição/concurso escolar sobre “Astronomia e Arte” cujas criações serão depois enviadas para o concurso que vai decorrer a nível nacional. Para além das câmaras municipais, escolas e associações que deverão colaborar nas diferentes iniciativas, Miguel Ferreira vai também estabelecer parcerias com os Centros de Ciência de Angra do Heroísmo (Ilha Terceira) e Ribeira Grande (São Miguel). Nos Açores existe um Núcleo da Associação Portuguesa de Astrónomos Amadores e no concelho da Ribeira Grande (São Miguel) está localizado o único Observatório Astronómico em funcionamento no arquipélago.

(In Açoriano Oriental)

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sexta-feira, janeiro 30, 2009

Exposição fotográfica assinala Ano Internacional da Astronomia

Uma exposição de fotografia denominada “Da Terra para o Universo” vai percorrer os 19 concelhos dos Açores para assinalar o Ano Internacional da Astronomia (AIA). Em declarações à agência Lusa, Miguel Ferreira, delegado regional para o AIA, adiantou que “a exposição pretende sensibilizar a população em geral e os astrónomos amadores em particular para os fenómenos da astronomia”. O objectivo “é mostrar que as ilhas açorianas são um bom local para observações astronómicas e convidar o público a participar em observações regulares”. Miguel Ferreira adianta que “as comemorações também vão permitir projectar os Açores internacionalmente como local dinamizador de realizações científicas”. As iniciativas nos Açores estendem-se até ao final do ano com diversas palestras, exposições em museus, observações nos diferentes concelhos e concursos nos estabelecimentos de ensino. A organização tem prevista a realização de dois cursos de formação em astronomia, dirigidos a professores. Está ainda prevista uma exposição/concurso escolar sobre “Astronomia e Arte” cujas criações serão depois enviadas para o concurso que vai decorrer a nível nacional. Para além das câmaras municipais, escolas e associações que deverão colaborar, Miguel Ferreira vai também estabelecer parcerias com os Centros de Ciência de Angra do Heroísmo e Ribeira Grande.

(In Diário Insular)

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terça-feira, janeiro 27, 2009

AO LONGO DE 2009, Açores na órbita do Ano Internacional da Astronomia

Humberta Augusto

Os Açores vão integrar as comemorações do Ano Internacional da Astronomia com diversas iniciativas, entre as quais, a exposição “Da Terra para o Universo” que pretende percorrer todos os municípios do arquipélago com fotografias de grande formato exibidas em espaços públicos.
À semelhança de mais de uma centena de locais distribuídos por todo o mundo, os Açores vão assinalar o Ano Internacional da Astronomia com um vasto programa de actividades a decorrer ao longo deste ano.
A iniciativa, da responsabilidade da União Astronómica Internacional (IAU) e da UNESCO que marca a passagem dos 400 anos das descobertas do cientista Galileu, está a ser organizada pela delegação regional dos Açores para o Ano Internacional da Astronomia, chefiada por Miguel Ferreira, astrónomo profissional. Para tal o delegado regional conta com diversas parcerias como as que tem encetado com a Universidade dos Açores e com os Centro de Ciências de Angra do Heroísmo e da Ribeira Grande, para além das que forem estabelecidas com autarquias, escolas, associações, etc.
Projectar o arquipélago a nível internacional como dinamizador de eventos de divulgação científica e despertar o interesse do público açoriano para a ciência e para a astronomia em particular está entre os principais propósitos do projecto.
De igual forma, a celebração da efeméride quer mostrar que as ilhas são um bom local de observação astronómica e incentivar o público açoriano a participar em observações regulares.

Fotos do universo a partir da terra

Uma das mais emblemáticas iniciativas reside na exposição itinerante denominada “Da Terra para o Universo”, de âmbito internacional, cujas fotografias de grande dimensão têm como objectivo percorrer os 19 concelhos açorianos.
“Temos tido boa receptividade”, disse à “a União”, o delegado regional, que explicou ter enviado no início do mês cartas de apresentação a todos as edilidades a dar conhecimento do propósito.
A exposição, a ser implementada em locais públicos de acesso livre e de grande afluência, estará patente entre Março e Dezembro de 2009, em regime de itinerância, tendo sido montada uma tela, a título experimental, à entrada do pólo universitário de Angra de Heroísmo da Universidade dos Açores, na Terra Chã.
As imagens da exposição, tiradas por satélites, provenientes de astrónomos profissionais de planetas, nebulosas e outros fenómenos, são “de grande beleza”, conta Miguel Ferreira e pretendem cativar e informar um público não especializado.
Por outro lado, a exposição quer dar a conhecer trabalhos de astrónomos amadores locais, pretendendo-se incluir no lote de 25 fotografias, uma ou duas telas, de igual dimensão, de fotografias tiradas por astrónomos amadores nos Açores. Uma forma, disse, de encorajar a observação e a fotografia astronómica na região.
Para a produção desta exposição, é fundamental, o estabelecimento de parcerias com as câmaras municipais do arquipélago para assegurar o interesse em receber a exposição, conceder autorização para utilização dos espaços públicos para montagem da exposição e garantir o apoio logístico em cada autarquia para divulgação local, recepção, montagem, supervisão, desmontagem e reenvio da exposição.
Associada à exposição estará a realização de uma Semana da Astronomia que pretende dar maior projecção à temática concentrando diversas actividades num curto espaço de tempo, com diversas palestras, sessões de observação e actividades ligadas a esta ciência.

Agenda astronómica

Ainda no rol de actividades previstas, está um curso de formação de três dias sobre astronomia dirigido a professores do ensino básico e secundário para a realização de actividades de astronomia nas escolas, em Outubro de 2009.
A exposição/concurso: “Astronomia e arte” pretende cativar nos jovens o gosto pela ciência numa perspectiva artística em geral, e pela astronomia em particular, através da arte nas escolas. O mesmo propósito tem a mini-exposição: “O Universo da Astronomia” que quer incentivar as actividades dos clubes de astronomia das escolas através de uma exposição acompanhada de material multimédia e com actividades apropriadas à idade escolar

(In A União)

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segunda-feira, janeiro 19, 2009

Dia Erasmus comemorado na Universidade dos Açores

O Gabinete de Relações Internacionais (GRI) da Universidade dos Açores comemorará o Dia Eramus nos dias 11 e 13 de Fevereiro, nos pólos de Ponta Delgada e Angra do Heroísmo, respectivamente, segundo nota à imprensa da Universidade dos Açores.
Esta comemoração, que assumirá a forma de um espaço de divulgação e de esclarecimento, tendo como destinatários os estudantes, docentes e funcionários da UAc interessados em participar neste programa de mobilidade académica, contar com o empenho dos alunos que se dispuseram a partilhar a sua experiência de estudantes ERASMUS.Em Ponta Delgada a sessão decorrerá no anfiatro C da UAç e em Angra do Heroismo sala da Biblioteca do campus. As sessões terão início às 14h30 e estarão abertas a todos os interessados.

(In Açoriano Oriental)

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