quarta-feira, agosto 19, 2009

INE vai criar 1726 ‘empregos’

O Instituto Nacional de Estatística vai criar 1726 postos de trabalho, durante seis meses, para conseguir levar a cabo o Recenseamento Agrícola de 2009.
São 186 os técnicos locais e 1540 os entrevistadores necessários em todo o País para a realização do inquérito, obrigatório em todos os países da União Europeia. O trabalho tem por objectivo traçar o panorama da agricultura nacional, fazendo uma ‘radiografia’ às suas características. A recolha da informação será feita durante cerca de seis meses, entre Novembro deste ano e Maio de 2010. Para o lugar de técnico, o INE exige aos candidatos habilitações, preferencialmente superiores, na área das Ciências Agrárias e carta de condução, oferecendo-lhes um contrato de trabalho a termo. O salário será pago de acordo com a tabela em vigor no instituto. Em termos de distribuição, 35 técnicos seriam contratados para a região de Entre Douro e Minho, 34 para Trás-os-Montes, 38 para a Beira Litoral, 22 para a Beira Interior, 27 para as áreas do Ribatejo e Oeste, 16 para o Alentejo, oito para o Algarve e seis para os Açores.
Quanto aos entrevistadores, o trabalho funciona em regime de part-time e é prestado a recibo verde, sendo exigido o 11º ano. Cada entrevista vale 15 euros. Entre Douro e Minho, Trás-os-Montes e Beira Litoral são as zonas onde há mais vagas.
(in Diana Ramos - Correio da Manhã)

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terça-feira, maio 12, 2009

Inquérito sobre o Paúl do Cabo da Praia

Está em curso uma investigação sobre Educação Ambiental, da Universidade dos Açores, sobre o Paul da Pedreira do Cabo da Praia. Quem puder participar pode preencher o inquérito online em: http://www.esurveyspro.com/Survey.aspx?id=52ef5c7f-8dd7-46eb-8e78-f94e1203db77
Obrigado.

(in Descobrindo o Paíl)

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quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Alunos globalmente satisfeitos com Universidade dos Açores

Inquérito independente revela que a maioria dos alunos atribui nota positiva à academia, aos cursos e ao quadro docente da Universidade dos Açores. No entanto, um terço admite que, se tivesse oportunidade mudava de instituição.

Os estudantes da Universidade dos Açores estão globalmente satisfeitos com o curso e com a instituição que frequentam, revela o inquérito à “Satisfação dos estudantes do Ensino Superior. O trabalho, realizado no ano lectivo 2006/2007 em diversas universidades públicas, privadas e politécnicos do país, envolveu 127 estudantes no caso da Região Autónoma dos Açores. Com base na análise dos resultados fica claro que a proximidade geográfica com relação à moradia é um factor de peso para a frequência da Universidade dos Açores tendo em conta outros factores tais como a disponibilidade dos cursos e o prestígio do quadro docente e da própria academia. De qualquer modo, é assente que a maioria não só está satisfeita com a escolha da universidade açoriana como até admite que se recandidataria, ao passo que um terço confessa que se tivesse oportunidade mudava de instituição.
Escolhas e expectativas
Relativamente a esse item, 29,3% dos inquiridos responderam que pretendem obter uma carreira aliciante enquanto 25,2% destacam a obtenção de um grau académico. O estudo revela também que 9,8% esperam obter um emprego com um bom salário e 8,9% gostam de estudar e aprender. A outro nível, 56% dos inquiridos no ano lectivo 2006/2007 escolheu a Universidade dos Açores por ser perto da residência enquanto 12% destacam que era a única instituição que tinha o curso que queriam ou a única onde conseguiram entrar ( 9,6%).
Grau de importância
Dos inquiridos, numa escala de 0 (nada importante) a 10 (muito importante), 6,8 atribui importância ao prestígio social do curso que frequenta, 7,3 à instituição, 8 à empregabilidade do curso e 8,7 ao próprio curso.Grau de satisfaçãoNesse âmbito, e para a escala de 0 (extremamente insatisfeito ) a 10 (extremamente satisfeito), note-se que 6,2 destacam o prestígio social do curso e 6,3 a respectiva empregabilidade. Já 6,4 referem a instituição e 7,1 o curso.Percepção sobre a UAcÀ pergunta “Se voltasse atrás, voltaria a candidatar-se à Universidade dos Açores?”, a maioria, 86,5% respondeu que sim. Já sobre se recomendaria a instituição de ensino superior açoriana a outras pessoas, 79,4% responderam afirmativamente. Dos inquiridos, 13,6% admitem que se tivessem oportunidade mudariam de curso ao passo que 27,8% admitiram que se tivessem oportunidade mudavam de instituição.
Financiamento da educação
A família permanece o garante da maioria dos estudantes (58,9%), sendo que 21,8% recorrem à bolsa de estudos e 16,1% ao auto-financiamento. Somente 1,6 % são obrigados a contrair um empréstimo bancário. Em geral, 66,1% dos inquiridos consideram que dispõem de apoio financeiro suficiente.O inquérito foi realizado pelo Centro de Investigação de Políticas do Ensino Superior (CIPES) num projecto financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) que envolveu 15 universidades públicas de todo o território nacional, 9 politécnicos públicos, 6 institutos e 18 instituições de ensino privado.
Mulheres em maioria na Universidade dos Açores
No inquérito realizado no ano lectivo 2006/2007, observou-se que 65,6% dos estudantes pertenciam ao género feminino. A maior percentagem encontrava-se na faixa etária dos 21-25 anos, seguindo-se as faixas etárias dos até 20 anos e mais de 25 anos.Cerca de metade (44,9%) estava deslocada da sua residência habitual frequentando a maioria (80,7%) alojamentos de aluguer e apenas um quinto a residência de estudantes. O número de estudantes em programas de intercâmbio e dos PALOP´s não tinha expressão.
“Estou satisfeito com resultados do inquérito”
O reitor da Universidade dos Açores, Avelino Meneses, afirma estar “efectivamente satisfeito” com os resultados do inquérito realizado pelo Centro de Investigação de Políticas do Ensino Superior no ano lectivo de 2006/2007, uma “instituição independente e reputada”.Avelino Meneses releva o facto de cerca de 87% dos alunos admitir que voltaria a candidatar-se à academia açoriana. Outro aspecto que deixa o reitor de “consciência tranquila” respeita à avaliação que os estudantes fazem da qualidade do ensino: numa escala de 0 (nada importante) a 10 (muito importante), atribuíram uma cotação de 7,7. “O mesmo se passa com a avaliação das condições das salas de aula,recursos bibliotecários e informáticos, laboratórios, entre outros indicadores, ou seja, estão satisfeitos (alunos) e nós também”, afirma Avelino Meneses. O responsável máximo pela ensino superior nos Açores promete que a academia vai analisar “em profundidade toda a informação recolhida” com o objectivo de melhorar o seu desempenho.
(pedro nunes lagarto In Açoriano Oriental)

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sexta-feira, janeiro 11, 2008

Avaliação Custo/Benefício do Plano Nacional de Acção Ambiente e Saúde

Há uma equipa de quatro pessoas do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores a fazer mil questionários por todo o país com a duração de quarenta minutos cada um.
Os inquéritos são feitos no âmbito da Análise Custo/Benefício do Plano Nacional de Acção Ambiente e Saúde 2007-2013 que foi adjudicado à Universidade dos Açores pela Agência Nacional de Ambiente e pela Direcção Geral de Saúde.
Nos primeiros dias fizemos duzentos inquéritos na Periferia de Lisboa. Já estivémos em Cacilhas, no primeiro dia ao fim da tarde; em Linda a Velha, Caxias, Oeiras, São Domingos de Rana, Birre e Cascais no segundo dia; no domingo, fizémos Queijas, Cacém, Rio de Mouro e Massamá.
Na segunda-feira deslocamo-nos para a Outra-Banda para abranger o Barreiro, o Lavradio, Sesimbra, Almada e Costa da Caparica; e na terça-feira atacamos Loures.
Como vêem fazimos um cerco completo a Lisboa. Lisboa ficará para depois de darmos a volta a Portugal subindo pelo litoral, descendo pelo interior do país e passando pelo Alentejo e pelo Algarve.
Está alguém na Madeira a fazer quarenta questionários e também teremos de fazer trinta e cinco em Ponta Delgada, Ribeira Grande e Angra do Heroísmo.
Para além do interesse directo do estudo, que nos trará resultados para daqui a três meses, tem igualmente interesse ir percebendo o que acontece no país pela interacção com as pessoas e com os sítios. Inicialmente pensávamos que tinhamos mais sucesso de “pescar” entrevistados nos centros comerciais. Mas enganámo-nos.
As meninas das lojas quando não atendem os clientes estão entretidas a conversar umas com as outras e não têm tempo para ser entrevistadas. Os clientes que se passeiam entre as lojas também não demonstram grande capacidade para a conversa.
E é assim que passámos a interpelar as pessoas nas lojas fora dos centros comerciais, nos cafés, nas igrejas e nos jardins públicos. Começou a ser mais fácil.
Também nos começamos a aperceber que, muitas vezes, a simpatia das pessoas compensa muitas vezes a beleza dos sítios. Oeiras tem uma beleza mediana mas as pessoas têm muito mais dificuldade de serem entrevistadas do que no Cacém que não deve grande coisa à beleza, como terra. Cascais é muito bonito mas a vivência e simpatia de São Domingos de Rana, na pequena amostragem que fizemos no sábado, compensa com naturalidade a fama paisagística de Cascais.
Birre tem um núcleo antigo muito pequeno mas foi lá que encontrámos pessoas interessantes e mais interessadas no inquérito.
Várias coisas foram surpresa neste passeio pelos arredores de Lisboa. Por um lado, a qualidade de vida que se pode ter no Centro Urbano de Cacilhas. Trata-se de uma espécie de pequena Alfama voltada a Sul mas com vista para uma das melhores paisagens do mundo – a silhueta de Lisboa.
Por outro lado, a enorme e vibrante vivência das comunidades cristãs na periferia de Lisboa. A Igreja de Queijas estava cheia muito antes do padre chegar vindo de Linda a Velha para rezar a missa. Uma das Igrejas do Cacém estava a abarrotar de gente alegre e com um coro magnífico que se preparava para partir para um concurso ibérico de coros. A bonita Igreja de São Domingos de Rana, no sábado, estava cheia de movimentos de jovens e de escuteiros. E nós a pensar que a perferida de Lisboa não ia à missa e não se envolvia na comunidade. Que erro?
Mas a novidade mais interessante que vos trago deste passeio tem a ver com uma das entrevistas que fiz. Tratava-se de um guinense doutorado na União Soviética onde passou vários anos e que agora está a trabalhar na construção civil em Portugal para sustentar parte da família que se encontra na Guiné.
O conhecimento e sabedoria com que respondeu ao questionário deixaram-me maravilhado. Cada resposta tinha um porquê, cada encadeamento de respostas uma lógica de coerência.
E, apesar de tantas explicações interessantes, acabou por demorar o mesmo tempo que os outros. É pena que os melhores de África estejam fora dela.


(Prof Tomaz Dentinho In A União)

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