Artur Lima promete indemnizar moradores da Grota do Vale, caso seja eleito
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Este blog é da responsabilidade do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores e pretende dar conta das actividades desenvolvidas ao longo de 2006 - Ano Internacional dos Desertos e da Desertificação, bem como das actividades realizadas na mesma área temática,ou não, nos anos posteriores.
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A iniciativa surge na sequência de notícias que apontam para uma eventual contaminação dos solos e águas do concelho pelo sistema de armazenamento e abastecimento de combustíveis do destacamento norte-americano estacionado na Base das Lajes.
Para esclarecer a questão, o estudo vai englobar a análise à qualidade dos solos e a avaliação da qualidade das águas, mas também prospecção geofísica, modelação do funcionamento hidrológico e transporte de poluentes nos aquíferos e reabilitação.
Através de modelos matemáticos, vão ser também medidos os aquíferos cujos resultados permitirão uma orientação sobre a gestão futura dos recursos hídricos do concelho.
Os custos dos trabalhos são financiados na totalidade pelo executivo açoriano, através da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar.
“O risco nulo não existe e, por isso, é necessário quantificá-lo para se saber lidar com ele”, salientou Carlos Ramos.
O LNEC propõe analisar a evolução e migração das plumas contaminantes com vista ao estabelecimento de possíveis situações de risco para os furos de abastecimento urbano.
A proposta de trabalho apresentada define como perímetros: “Areeiro, Pico Celeiro; Vale Farto; Canada da Saúde; Juncal; Fontinhas e nascente da Caldeiras das Lajes”. Contudo, os técnicos admitem mudar localizações em função dos dados “que venham a ser obtidos nas campanhas de campo”.
Estudo independente
Por seu turno, o presidente da autarquia, Roberto Monteiro, salientou que “o estudo é feito por uma entidade independente, credível e reconhecida internacionalmente”, frisando que “a cônsul norte-americana se comprometeu a aceitar as suas conclusões”.
No caso de existir contaminação, Roberto Monteiro disse que “o problema terá de ser resolvido entre os governos regional e da República e os EUA”.
O autarca assegurou, no entanto, que, “na defesa dos interesses do concelho, caso existam resistências [norte-americanas] em assumir responsabilidades", a Câmara da Praia da Vitória está disposta "a recorrer, se necessário, a tribunais internacionais”.
Quando o problema foi levantado, a autarquia garantiu que, “nas análises regulares efectuadas às águas de consumo público, nunca foram detectadas contaminações por hidrocarbonetos e metais pesados”.
A professora da Universidade dos Açores, Adelaide Lobo, disse também à Lusa que, “ao longo de duas décadas e meia de análises às águas de consumo público na ilha Terceira, nunca foram detectadas aquelas substâncias”.
Um comunicado do Departamento de Relações Públicas da Força Aérea Portuguesa (FAP) admitiu, no entanto, que “existem identificados na Base Aérea das Lajes solos contaminados com hidrocarbonetos, mas superficialmente e pouco preocupantes”.
O documento acrescentava que “há já alguns anos que decorrem planos e acções concretas para correcção da situação, referidos em vários relatórios, sobre os quais não existe nenhuma intenção conhecida, quer das autoridades portuguesas ou norte-americanas em mantê-los secretos”.
Roberto Monteiro voltou a referir na cerimónia de ontem que “os resultados das análises que continuam a ser regularmente efectuadas garantem a fiabilidade e qualidade da água para consumo público”.
(In A União , Foto: João Costa/Fotaçor)
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"A segunda fase será a análise dos solos e aquíferos de toda a área do concelho que atinge os 200 quilómetros quadrados", explicou o autarca.
O estudo que o LNEC vai efectuar resulta de uma denúncia pública de uma eventual contaminação dos solos e aquíferos do concelho da Praia da Vitória devido a combustíveis utilizados pelo destacamento militar norte-americano estacionado na base das Lajes.
Segundo Roberto Monteiro, o objectivo "é não só conhecer os problemas que existem, mas também preparar acções correctivas, se as houver, e estabelecer uma mapa geográfico dos locais onde no futuro se possa captar água de qualidade".
"Quanto às acções correctivas a empreender, se forem necessárias, elas serão descriminadas com os respectivos custos", explicou.
Roberto Monteiro adiantou que recebeu "seis relatórios das autoridades norte-americanas relativos a estudos que foram efectuados entre 1995 e 2006", mas recusou-se a adiantar pormenores dos documentos alegando que "os originais, de que não foram feitas cópias, já estão na posse do LNEC".
Nas análises efectuadas pela autarquia às águas de consumo público nunca foram detectadas contaminações por hidrocarbonetos e metais pesados.
A professora da Universidade dos Açores, Adelaide Lobo, disse também à Lusa que "ao longo de duas décadas e meia de análises às águas de consumo público na ilha Terceira nunca foram detectadas aquelas substâncias".
Adelaide Lobo justifica a inexistência de hidrocarbonetos e metais pesados nas águas e solos da ilha pelo facto de "os solos serem vulcânicos o que permite uma absorção elevada à superfície o que impede qualquer contacto com os aquíferos ou nascentes".
Um comunicado do Departamento de Relações Públicas da Força Aérea Portuguesa (FAP) admitiu que "existem identificados na Base Aérea das Lajes [Ilha Terceira] solos contaminados com hidrocarbonetos mas superficialmente e pouco preocupantes".
De acordo com o esclarecimento da FAP, "seria de esperar de uma infra-estrutura com estas características nalguns locais muito específicos, onde estiveram ou estão instalados tanques de combustível ou linhas de abastecimento que existam solos contaminados com hidrocarbonetos".
Porém, "há já alguns anos que decorrem planos e acções concretas para correcção da situação, referidos em vários relatórios sobre os quais não existe nenhuma intenção conhecida, quer das autoridades portuguesas ou norte-americanas em mantê-los secretos", acrescenta o esclarecimento.
Roberto Monteiro reafirmou hoje à Lusa que "as análises à água de consumo público são excelentes" e por isso o autarca garantiu que irá aguardar "com serenidade o estudo do LNEC".
JAS.
(In Lusa)
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As análises já tornadas públicas pela empresa americana CH2M Hill são claras, quanto à contaminação do aquífero basal, nas proximidades da Base das Lajes. A especialista garante, porém, que, durante 25 anos, tantos quantosos anos em que Adelaide Lobo fez análises à água de consumo público da Terceira, a contaminação não apareceu nas amostras, enviadas para laboratório.Adelaide Lobo, especialista em análises de água acredita que a contaminação do aquífero basal, detectada na Praia da Vitória, tenderá a não circular pela base da ilha, salvo se acontecer algum imprevisto fora do comum.A professora da Universidade dos Açores entende que é necessário conhecer bem a composição dos aterros de lamas químicas, provenientes da lavagem de tanques de combustível para que seja dada uma opinião fundamentada sobre esta matéria.
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"Foram realizadas análises rigorosas até 2005 nos aquíferos profundos e águas superficiais, incluindo no Instituto Fresenius [Wiesbaden-Alemanha], por cromatografia gasosa, e nunca foi detectada a presença daqueles produtos poluidores", sublinhou.
Segundo Adelaide Lobo, "o laboratório Fresenius é acreditado internacionalmente e a ele recorrem a maioria dos laboratórios portugueses para análises mais complexas".
Em declarações à agência Lusa, Adelaide Lobo apenas refere "a detecção de uma contaminação por hidrocarbonetos resultante de um derrame acidental na lavagem de tanques efectuada por norte-americanos".
"Foi um derrame verificado, acompanhado e com o decorrer do tempo podem considerar-se [os hidrocarbonetos] inexistentes", precisou.
Para a professora universitária, se alguma contaminação existisse não só as autarquias o sabiam como o Instituto Regulador das Águas e Resíduos (IRAR) o sabia porque são "exigentíssimos".
Adelaide Lobo justifica a inexistência de hidrocarbonetos e metais pesados nas águas e solos da ilha pelo facto de "os solos serem vulcânicos o que permite uma absorção elevada à superfície o que impede qualquer contacto com os aquíferos ou nascentes".
"Desconheço em absoluto de onde vem essa ideia inconcebível e sem cabimento", realçou a professora da universidade dos Açores, especialista doutorada em Mesologia - estudo da poluição ambiental.
Adelaide Lobo revela que apenas "o furo do Farroco [Angra do Heroísmo] apresenta valores de poluição acima dos permitidos por lei [Lei 236/98], por isso a sua água não é usada para consumo".
"É um furo especial que está metido numa bolsa magmática e por isso não é utilizado", explicou.
Adelaide Lobo afiança que, excepto neste caso [Farroco] "não há contaminação nem em aquíferos profundos ou superficiais de nascente".
No caso específico da Zona do Paul (Praia da Vitória), a professora da universidade dos Açores admite "poluições transitórias superficiais" devido "a situações de escorrimento das águas da chuva".
Porém, como "nunca foi estudado o tempo que a zona permanece poluída" adianta que a sua "convicção é de que é, quase de certeza, por pouco tempo, e que nunca, mas nunca atinge os aquíferos".
A contaminação dos aquíferos e solos da ilha Terceira por combustíveis norte-americanos de tanques localizados na Base das Lajes foi levantada publicamente na passada semana.
A Câmara Municipal da Praia da Vitória, com o apoio da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, que já disponibilizou verbas, escolheu o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para realizar um estudo alargado aos solos e águas do concelho.
JAS.
Lusa/fim
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