quarta-feira, setembro 02, 2009

Artur Lima promete indemnizar moradores da Grota do Vale, caso seja eleito

O candidato do CDS-PP Açores à presidência da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, Artur Lima, assumiu que se for eleito presidente vai “acabar com os processos a decorrer em tribunal entre moradores (da Grota do Vale) e autarquia e indemnizar justamente as pessoas, vítimas de um atroz sofrimento durante a última década e pedir-lhes desculpa”. Numa conferência de imprensa realizada ontem junto à ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais) de Angra do Heroísmo, na Grota do Vale, freguesia de São Bento, o candidato centrista lamentou que “a teimosia” do anterior presidente da edilidade, Sérgio Ávila, se tenha sobreposto “à ciência”. Aliás, acrescentou, “apenas e só por teimosia da autarquia, presidida por Sérgio Ávila, a ETAR foi construída neste local, contrariando todos os pareceres científicos, concretamente de Eduardo Brito de Azevedo, actual Mandatário da lista do PS”, assim como de outros cientistas como “Félix Rodrigues, do CDS-PP, e de Adelaide Lobo, independente”. Artur Lima afirma que “sobra razão aos moradores que foram inaceitavelmente prejudicados e afectados física, psicológica e materialmente”, lembrando que hoje “ninguém compra aqui uma casa”, mas hoje “há gente que ainda vive aqui”. Por isso, o cabeça de lista, que se fez acompanhar por Graça Silveira e Alonso Miguel – outros elementos que compõem a sua lista – e por Rogério Nogueira – candidato popular à Junta de Freguesia de São Bento –, assume que não quer que o conflito judicial que opõe a Câmara aos moradores nas imediações desta ETAR seja prolongado, para além “destes 10 anos que já dura”. Para Artur Lima, “as obras públicas devem fazer-se no total respeito pelo cidadão e pelo ambiente”, sobretudo obras desta natureza e impacto, salientando que “estas obras devem servir para melhorar a qualidade de vida das pessoas e não para as prejudicar, como, infelizmente, é manifestamente o caso da ETAR de Angra do Heroísmo”. “A ETAR foi mesmo construída neste local, com as consequências que hoje se conhecem. A prepotência venceu a ciência”, lamentou o candidato do CDS-PP à Câmara Municipal angrense.


(in Diário dos Açores)

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quarta-feira, maio 13, 2009

CONTRATO ASSINADO ONTEM LNEC estuda solos e águas da Praia

O Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) começa este mês a analisar os solos e as águas do concelho da Praia da Vitória, para apurar se existe contaminação por hidrocarbonetos, metais pesados e resíduos nucleares.
Os trabalhos serão realizados por uma equipa de sete doutorados, com recurso a 14 furos que serão feitos por sondadores. O estudo deverá estar concluídos no prazo máximo de um ano.
O estudo abrange uma área de 163 quilómetros quadrados, cerca de 40 por cento da superfície da Terceira, anunciou, ontem, o presidente do LNEC, Carlos Ramos, durante a assinatura de um contrato de prestação de serviços com a Câmara da Praia da Vitória, orçado em cerca de 607 mil euros.

A iniciativa surge na sequência de notícias que apontam para uma eventual contaminação dos solos e águas do concelho pelo sistema de armazenamento e abastecimento de combustíveis do destacamento norte-americano estacionado na Base das Lajes.
Para esclarecer a questão, o estudo vai englobar a análise à qualidade dos solos e a avaliação da qualidade das águas, mas também prospecção geofísica, modelação do funcionamento hidrológico e transporte de poluentes nos aquíferos e reabilitação.
Através de modelos matemáticos, vão ser também medidos os aquíferos cujos resultados permitirão uma orientação sobre a gestão futura dos recursos hídricos do concelho.
Os custos dos trabalhos são financiados na totalidade pelo executivo açoriano, através da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar.
“O risco nulo não existe e, por isso, é necessário quantificá-lo para se saber lidar com ele”, salientou Carlos Ramos.
O LNEC propõe analisar a evolução e migração das plumas contaminantes com vista ao estabelecimento de possíveis situações de risco para os furos de abastecimento urbano.
A proposta de trabalho apresentada define como perímetros: “Areeiro, Pico Celeiro; Vale Farto; Canada da Saúde; Juncal; Fontinhas e nascente da Caldeiras das Lajes”. Contudo, os técnicos admitem mudar localizações em função dos dados “que venham a ser obtidos nas campanhas de campo”.

Estudo independente

Por seu turno, o presidente da autarquia, Roberto Monteiro, salientou que “o estudo é feito por uma entidade independente, credível e reconhecida internacionalmente”, frisando que “a cônsul norte-americana se comprometeu a aceitar as suas conclusões”.
No caso de existir contaminação, Roberto Monteiro disse que “o problema terá de ser resolvido entre os governos regional e da República e os EUA”.
O autarca assegurou, no entanto, que, “na defesa dos interesses do concelho, caso existam resistências [norte-americanas] em assumir responsabilidades", a Câmara da Praia da Vitória está disposta "a recorrer, se necessário, a tribunais internacionais”.
Quando o problema foi levantado, a autarquia garantiu que, “nas análises regulares efectuadas às águas de consumo público, nunca foram detectadas contaminações por hidrocarbonetos e metais pesados”.
A professora da Universidade dos Açores, Adelaide Lobo, disse também à Lusa que, “ao longo de duas décadas e meia de análises às águas de consumo público na ilha Terceira, nunca foram detectadas aquelas substâncias”.
Um comunicado do Departamento de Relações Públicas da Força Aérea Portuguesa (FAP) admitiu, no entanto, que “existem identificados na Base Aérea das Lajes solos contaminados com hidrocarbonetos, mas superficialmente e pouco preocupantes”.
O documento acrescentava que “há já alguns anos que decorrem planos e acções concretas para correcção da situação, referidos em vários relatórios, sobre os quais não existe nenhuma intenção conhecida, quer das autoridades portuguesas ou norte-americanas em mantê-los secretos”.
Roberto Monteiro voltou a referir na cerimónia de ontem que “os resultados das análises que continuam a ser regularmente efectuadas garantem a fiabilidade e qualidade da água para consumo público”.
(In A União , Foto: João Costa/Fotaçor)

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sexta-feira, março 27, 2009

Lajes: LNEC estuda contaminação dos solos

A autarquia da Praia da Vitória vai pagar mais de 600 mil euros ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para estudar a eventual contaminação dos solos do concelho, por combustíveis dos depósitos norte-americanos da Base das Lajes.
Em declarações à Agência Lusa, Roberto Monteiro, presidente da edilidade praiense, adiantou que «os trabalhos começam no próximo mês de Abril» e foram co-financiados pelo governo regional através de um contrato de cooperação com a autarquia.
«O estudo visa o diagnóstico e análise, através de perfurações em locais pré seleccionados, da situação dos solos e consequente revelação dos resultados sobre a contaminação, ou não por combustíveis», explicou o autarca.
Roberto Monteiro garantiu que «se pretende apurar até ao máximo do pormenor qual a situação dos solos e da qualidade da água para consumo público».
No ano passado, Félix Rodrigues, investigador da Universidade dos Açores, confirmou que «tinha contactado com um estudo hidrológico de 2005, efectuado por empresas norte-americanas, cujos valores eram preocupantes quanto à contaminação» [dos solos].
«A confirmar-se uma elevada contaminação dos solos com hidrocarbonetos e metais pesados há perigo para a saúde humana», frisou o investigador.
Também em declarações à Agência Lusa a professora da Universidade dos Açores, Adelaide Lobo, garantia que «ao longo de duas décadas e meia de análises às águas de consumo público na ilha Terceira nunca foram detectados hidrocarbonetos ou metais pesados».
«Foram realizadas análises rigorosas até 2005 nos aquíferos profundos e águas superficiais, incluindo no Instituto Fresenius (Wiesbaden-Alemanha), por cromatografia gasosa, e nunca foi detectada a presença daqueles produtos poluidores», sublinhou.
Adelaide Lobo justificou a inexistência de hidrocarbonetos e metais pesados nas águas e solos da ilha pelo facto de «os solos serem vulcânicos o que permite uma absorção elevada à superfície o que impede qualquer contacto com os aquíferos ou nascentes».
Também a consulesa dos EUA assegurou que «nenhuma análise efectuada às águas do consumo público revelou sinais de contaminação», classificando como «irresponsabilidade» as notícias que indicavam a existência da contaminação daquelas águas.
Para terminar com as dúvidas, apurar responsabilidades e encontrar soluções a autarquia decidiu avançar para um estudo realizado por entidade competente na matéria.
Roberto Monteiro conseguiu ultrapassar as reservas iniciais da consulesa dos EUA nos Açores, Jean Manes, sobre a capacidade técnica e cientifica do LNEC para elaborar o estudo.
«O acordo com Jean Manes assegura que os resultados serão indiscutíveis e que as recomendações apontadas serão implementadas», acrescentou.
O estudo deverá estar concluído no primeiro trimestre de 2010.
(In Portugal Diário)

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quarta-feira, janeiro 21, 2009

Cosméticos açorianos com aroma de incenso

A cosmética pode vir a tornar-se numa industria rentável nos Açores.O segredo está no uso do incenso.O projecto está a ser estudado pelo Departamento de Ciências Agrárias do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores.

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quarta-feira, janeiro 07, 2009

Qualidade e sustentabilidade - Encontro de Química dos Alimentos

sexta-feira, maio 30, 2008

LNEC apresenta projecto de estudo de aquíferos das Lajes em Julho

O Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) vai apresentar até 15 de Julho o projecto para análise dos solos e aquíferos do concelho da Praia da Vitória, disse hoje o presidente da autarquia, Roberto Monteiro.
Em declarações à Agência Lusa, Roberto Monteiro, que reuniu em Lisboa com os responsáveis do LNEC, adiantou que "o projecto terá três fases, a primeira das quais termina a 15 de Julho com o cronograma dos trabalhos e a estimativa de custos".


"A segunda fase será a análise dos solos e aquíferos de toda a área do concelho que atinge os 200 quilómetros quadrados", explicou o autarca.
O estudo que o LNEC vai efectuar resulta de uma denúncia pública de uma eventual contaminação dos solos e aquíferos do concelho da Praia da Vitória devido a combustíveis utilizados pelo destacamento militar norte-americano estacionado na base das Lajes.
Segundo Roberto Monteiro, o objectivo "é não só conhecer os problemas que existem, mas também preparar acções correctivas, se as houver, e estabelecer uma mapa geográfico dos locais onde no futuro se possa captar água de qualidade".
"Quanto às acções correctivas a empreender, se forem necessárias, elas serão descriminadas com os respectivos custos", explicou.
Roberto Monteiro adiantou que recebeu "seis relatórios das autoridades norte-americanas relativos a estudos que foram efectuados entre 1995 e 2006", mas recusou-se a adiantar pormenores dos documentos alegando que "os originais, de que não foram feitas cópias, já estão na posse do LNEC".
Nas análises efectuadas pela autarquia às águas de consumo público nunca foram detectadas contaminações por hidrocarbonetos e metais pesados.
A professora da Universidade dos Açores, Adelaide Lobo, disse também à Lusa que "ao longo de duas décadas e meia de análises às águas de consumo público na ilha Terceira nunca foram detectadas aquelas substâncias".
Adelaide Lobo justifica a inexistência de hidrocarbonetos e metais pesados nas águas e solos da ilha pelo facto de "os solos serem vulcânicos o que permite uma absorção elevada à superfície o que impede qualquer contacto com os aquíferos ou nascentes".
Um comunicado do Departamento de Relações Públicas da Força Aérea Portuguesa (FAP) admitiu que "existem identificados na Base Aérea das Lajes [Ilha Terceira] solos contaminados com hidrocarbonetos mas superficialmente e pouco preocupantes".
De acordo com o esclarecimento da FAP, "seria de esperar de uma infra-estrutura com estas características nalguns locais muito específicos, onde estiveram ou estão instalados tanques de combustível ou linhas de abastecimento que existam solos contaminados com hidrocarbonetos".
Porém, "há já alguns anos que decorrem planos e acções concretas para correcção da situação, referidos em vários relatórios sobre os quais não existe nenhuma intenção conhecida, quer das autoridades portuguesas ou norte-americanas em mantê-los secretos", acrescenta o esclarecimento.
Roberto Monteiro reafirmou hoje à Lusa que "as análises à água de consumo público são excelentes" e por isso o autarca garantiu que irá aguardar "com serenidade o estudo do LNEC".
JAS.
(In Lusa)

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quinta-feira, maio 22, 2008

Adelaide Lobo nega poluição na Terceira

A professora universitária Adelaide Lobo nega que o aquífero principal da ilha Terceira esteja poluído, mas admite que há uma zona de solos contaminados em torno da Base das Lajes.

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domingo, maio 18, 2008

Professora Adelaide Lobo considera aquífero basal contaminado

Tudo contaminado : é a expressão utilizada por Adelaide Lobo, especialista en análises da Universidade dos Açores, para classificar as amostras do aquífero basal da ilha Terceira, estudadas por uma empresa norte-americana
Perita em análises, a professora da Universidade dos Açores, Adelaide Lobo, nunca tinha visto nada parecido na água da ilha Terceira.

As análises já tornadas públicas pela empresa americana CH2M Hill são claras, quanto à contaminação do aquífero basal, nas proximidades da Base das Lajes. A especialista garante, porém, que, durante 25 anos, tantos quantosos anos em que Adelaide Lobo fez análises à água de consumo público da Terceira, a contaminação não apareceu nas amostras, enviadas para laboratório.Adelaide Lobo, especialista em análises de água acredita que a contaminação do aquífero basal, detectada na Praia da Vitória, tenderá a não circular pela base da ilha, salvo se acontecer algum imprevisto fora do comum.A professora da Universidade dos Açores entende que é necessário conhecer bem a composição dos aterros de lamas químicas, provenientes da lavagem de tanques de combustível para que seja dada uma opinião fundamentada sobre esta matéria.

Armando Mendes / Carlos Tavares

(In RDP-Açores)

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sexta-feira, maio 16, 2008

Especialista nega contaminação

A especialista em eco-toxicologia Adelaide Lobo negou hoje a detecção de contaminação da água de consumo público por hidrocarbonetos ou metais pesados na ilha Terceira, Açores, em 25 anos de análises.
"Ao longo de duas décadas e meia de análises às águas de consumo público na ilha Terceira nunca foram detectados hidrocarbonetos ou metais pesados", disse à Lusa Adelaide Lobo, professora de toxicologia e eco-toxicologia da Universidade dos Açores.


"Foram realizadas análises rigorosas até 2005 nos aquíferos profundos e águas superficiais, incluindo no Instituto Fresenius [Wiesbaden-Alemanha], por cromatografia gasosa, e nunca foi detectada a presença daqueles produtos poluidores", sublinhou.
Segundo Adelaide Lobo, "o laboratório Fresenius é acreditado internacionalmente e a ele recorrem a maioria dos laboratórios portugueses para análises mais complexas".
Em declarações à agência Lusa, Adelaide Lobo apenas refere "a detecção de uma contaminação por hidrocarbonetos resultante de um derrame acidental na lavagem de tanques efectuada por norte-americanos".
"Foi um derrame verificado, acompanhado e com o decorrer do tempo podem considerar-se [os hidrocarbonetos] inexistentes", precisou.
Para a professora universitária, se alguma contaminação existisse não só as autarquias o sabiam como o Instituto Regulador das Águas e Resíduos (IRAR) o sabia porque são "exigentíssimos".
Adelaide Lobo justifica a inexistência de hidrocarbonetos e metais pesados nas águas e solos da ilha pelo facto de "os solos serem vulcânicos o que permite uma absorção elevada à superfície o que impede qualquer contacto com os aquíferos ou nascentes".
"Desconheço em absoluto de onde vem essa ideia inconcebível e sem cabimento", realçou a professora da universidade dos Açores, especialista doutorada em Mesologia - estudo da poluição ambiental.
Adelaide Lobo revela que apenas "o furo do Farroco [Angra do Heroísmo] apresenta valores de poluição acima dos permitidos por lei [Lei 236/98], por isso a sua água não é usada para consumo".
"É um furo especial que está metido numa bolsa magmática e por isso não é utilizado", explicou.
Adelaide Lobo afiança que, excepto neste caso [Farroco] "não há contaminação nem em aquíferos profundos ou superficiais de nascente".
No caso específico da Zona do Paul (Praia da Vitória), a professora da universidade dos Açores admite "poluições transitórias superficiais" devido "a situações de escorrimento das águas da chuva".
Porém, como "nunca foi estudado o tempo que a zona permanece poluída" adianta que a sua "convicção é de que é, quase de certeza, por pouco tempo, e que nunca, mas nunca atinge os aquíferos".
A contaminação dos aquíferos e solos da ilha Terceira por combustíveis norte-americanos de tanques localizados na Base das Lajes foi levantada publicamente na passada semana.
A Câmara Municipal da Praia da Vitória, com o apoio da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, que já disponibilizou verbas, escolheu o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para realizar um estudo alargado aos solos e águas do concelho.
JAS.
Lusa/fim

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sexta-feira, janeiro 11, 2008

Avaliação Custo/Benefício do Plano Nacional de Acção Ambiente e Saúde

Há uma equipa de quatro pessoas do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores a fazer mil questionários por todo o país com a duração de quarenta minutos cada um.
Os inquéritos são feitos no âmbito da Análise Custo/Benefício do Plano Nacional de Acção Ambiente e Saúde 2007-2013 que foi adjudicado à Universidade dos Açores pela Agência Nacional de Ambiente e pela Direcção Geral de Saúde.
Nos primeiros dias fizemos duzentos inquéritos na Periferia de Lisboa. Já estivémos em Cacilhas, no primeiro dia ao fim da tarde; em Linda a Velha, Caxias, Oeiras, São Domingos de Rana, Birre e Cascais no segundo dia; no domingo, fizémos Queijas, Cacém, Rio de Mouro e Massamá.
Na segunda-feira deslocamo-nos para a Outra-Banda para abranger o Barreiro, o Lavradio, Sesimbra, Almada e Costa da Caparica; e na terça-feira atacamos Loures.
Como vêem fazimos um cerco completo a Lisboa. Lisboa ficará para depois de darmos a volta a Portugal subindo pelo litoral, descendo pelo interior do país e passando pelo Alentejo e pelo Algarve.
Está alguém na Madeira a fazer quarenta questionários e também teremos de fazer trinta e cinco em Ponta Delgada, Ribeira Grande e Angra do Heroísmo.
Para além do interesse directo do estudo, que nos trará resultados para daqui a três meses, tem igualmente interesse ir percebendo o que acontece no país pela interacção com as pessoas e com os sítios. Inicialmente pensávamos que tinhamos mais sucesso de “pescar” entrevistados nos centros comerciais. Mas enganámo-nos.
As meninas das lojas quando não atendem os clientes estão entretidas a conversar umas com as outras e não têm tempo para ser entrevistadas. Os clientes que se passeiam entre as lojas também não demonstram grande capacidade para a conversa.
E é assim que passámos a interpelar as pessoas nas lojas fora dos centros comerciais, nos cafés, nas igrejas e nos jardins públicos. Começou a ser mais fácil.
Também nos começamos a aperceber que, muitas vezes, a simpatia das pessoas compensa muitas vezes a beleza dos sítios. Oeiras tem uma beleza mediana mas as pessoas têm muito mais dificuldade de serem entrevistadas do que no Cacém que não deve grande coisa à beleza, como terra. Cascais é muito bonito mas a vivência e simpatia de São Domingos de Rana, na pequena amostragem que fizemos no sábado, compensa com naturalidade a fama paisagística de Cascais.
Birre tem um núcleo antigo muito pequeno mas foi lá que encontrámos pessoas interessantes e mais interessadas no inquérito.
Várias coisas foram surpresa neste passeio pelos arredores de Lisboa. Por um lado, a qualidade de vida que se pode ter no Centro Urbano de Cacilhas. Trata-se de uma espécie de pequena Alfama voltada a Sul mas com vista para uma das melhores paisagens do mundo – a silhueta de Lisboa.
Por outro lado, a enorme e vibrante vivência das comunidades cristãs na periferia de Lisboa. A Igreja de Queijas estava cheia muito antes do padre chegar vindo de Linda a Velha para rezar a missa. Uma das Igrejas do Cacém estava a abarrotar de gente alegre e com um coro magnífico que se preparava para partir para um concurso ibérico de coros. A bonita Igreja de São Domingos de Rana, no sábado, estava cheia de movimentos de jovens e de escuteiros. E nós a pensar que a perferida de Lisboa não ia à missa e não se envolvia na comunidade. Que erro?
Mas a novidade mais interessante que vos trago deste passeio tem a ver com uma das entrevistas que fiz. Tratava-se de um guinense doutorado na União Soviética onde passou vários anos e que agora está a trabalhar na construção civil em Portugal para sustentar parte da família que se encontra na Guiné.
O conhecimento e sabedoria com que respondeu ao questionário deixaram-me maravilhado. Cada resposta tinha um porquê, cada encadeamento de respostas uma lógica de coerência.
E, apesar de tantas explicações interessantes, acabou por demorar o mesmo tempo que os outros. É pena que os melhores de África estejam fora dela.


(Prof Tomaz Dentinho In A União)

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terça-feira, novembro 20, 2007

Campus de Angra do Heroísmo aberto à comunidade durante a Semana da Ciência e Tecnologia 2007

“A sustentabilidade regida pelo Sol e pelo Gelo” é o tema da Semanas da Ciência e Tecnologia, que teve início ontem, nas instalações do Pico da Urze do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores. Félix Rodrigues, coordenador da Semana da Ciência e Tecnologia, disse ontem ao Diário Insular que a iniciativa destina-se a sensibilizar os alunos do ensino básico e secundário, sectores profissionais e público em geral para as temáticas relacionadas com a sustentabilidade socioeconómica. No âmbito da iniciativa que se realiza em todo território nacional para assinalar a Semana da Ciência e Tecnologia, o Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores decidiu debruçar-se também sobre as temáticas do Ano Heliofísico Internacional e do Ano Polar Internacional, estando previstas diversas conferências até ao próximo domingo, mas a sua realização está dependente da existência de um número mínimo de inscrições. Entre os temas a abordar nas conferências de docentes da Universidade dos Açores estão a educação ambiental, o mercado mundial do leite, a sustentabilidade da produção de queijo nos Açores, água potável, ensino e aprendizagem no futuro, desenvolvimento pessoal e cidadania activa, alterações climáticas globais, biologia insular, energias alternativas, vulnerabilidade dos ecossistemas marinhos açorianos, vulnerabilidade dos solos açorianos e produção animal sustentável nos Açores. As inscrições para a participação nas conferências podem ser efectuadas por escolas, associações sectoriais ou grupos de cidadãos para o enderço felix@notes.angra.uac.pt

SESSÃO DE ABERTURA

A abertura da Semana da Ciência e Tecnologia teve lugar ontem com a participação de cerca oito dezenas de alunos do 9º ano da Escola Básica e Integrada Jerónimo Emiliano de Andrade, que assistiram às conferências “Impactos científicos e socioeconómicos do trabalho de Gerhard Ert, Prémio Nobel da Química 2007” pela Professora Maria Adelaide Lobo e "Impactos Científicos e socioeconómicos dos trabalhos de Albert Fert e Peter Grünberg, Prémio Nobel da Física 2007”, apresentada pelo Professor Félix Rodrigues. Após a realização da sessão de abertura, que contou com a participação do director do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, Professor Alfredo Borba, os alunos puderam esclarecer dúvidas sobre algumas das áreas de investigação e cursos daquele estabelecimento de ensino superior como a biotecnologia, tecnologia agro-alimentar, engenharia do ambiente, gestão e conservação da natureza, farmácia, veterinária, enfermagem, ciências da nutrição, ciências agrárias e guias da natureza.

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terça-feira, outubro 30, 2007

Animais Marinhos dos Açores - Perigosos e Venenosos (O Livro)

Foi lançado no dia 27 de Outubro, numa das actividades da semana “Praia Outono Vivo 2007” que decorre na Praia da Vitória, o livro de Vidal Haddad Júnior, Médico dermatologista e Professor do Departamento de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista do Brasil e do Professor João Pedro Barreiros do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, intitulado: “Animais Marinhos dos Açores: Perigosos e Venenosos”.
Na apresentação do livro, a Professora Maria Adelaide Lobo, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores enfatizou a importância da obra, do ponto de vista do conhecimento científico na área da ecotoxicologia bem como das informações úteis ao cidadão comum no que se refere a normas de protecção e actuação perante incidentes com algumas espécies marinhas do arquipélago.
O livro, editado pela BLU Edições, pretende ser um guia de campo para quem gosta do mar, ou está em contacto com ele, mesmo de forma esporádica.
A ocorrência de acidentes por animais marinhos no mundo é relatada no meio científico de forma esporádica, constituindo-se esta obra a primeira do género na Península Ibérica.
Nesta obra pretendeu-se inventariar os principais animais marinhos potencialmente perigosos dos Açores sem avaliar a incidência dos acidentes, mesmo assim, suspeita-se que à semelhança do que ocorre no Brasil, que cerca de 50% dos atendimentos hospitalares com este tipo de acidentes se devam a ouriços-do-mar, 25% a cnidários e os restantes 25% a peixes venenosos de várias espécies.
De acordo com os autores do livro, os principais animais causadores dos acidentes e as características clínicas só recentemente vêm recebendo maior atenção por parte dos médicos e dos biólogos, o que resulta numa maior possibilidade de se estabelecerem medidas terapêuticas e preventivas efectivas para o problema. Este facto ocorre nos Açores e, de resto, em Portugal continental, bem como por toda a Europa, referem. Dizem que o livro é um projecto que pretende relacionar os principais animais marinhos potencialmente perigosos do arquipélago dos Açores, sem pretender avaliar a incidência dos acidentes.

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quinta-feira, outubro 25, 2007

Outono Vivo na Praia da Vitória

Os escritores portugueses Alice Vieira e Francisco Moita Flores e o jornalista e fotógrafo Carlos Pinto Coelho participam, a partir de 27 de Setembro, nas conferências sobre «Expressão do Pensamento», integradas na II Edição do «Praia Outono Vivo» na Praia da Vitória, Ilha Terceira, Açores.
Paulo Codorniz, vereador de Cultura da Câmara Municipal da Praia da Vitória, disse hoje à agência Lusa que, no «Praia Outono Vivo», que decorre até 04 de Novembro, participam cerca de 150 editoras portuguesas, espanholas, cabo-verdianas, angolanas e moçambicanas.
«Vão ser apresentadas novas obras e estar disponíveis cerca de 18 mil livros, das mais variadas áreas, em mais de mil metros quadrados ornamentados por cartoons de Carlos Laranjeira, colaborador da imprensa nacional», acrescentou.
Ainda segundo Paulo Codorniz, vão ser investidos «cerca de 150 mil euros na promoção de actividades culturais, que envolvem, também, todos os estabelecimentos do centro histórico da cidade da Praia da Vitória».

«Montras com Arte, que expõem obras de pintura e cerâmica, produzidas por artistas plásticos locais, e a colocação de duas dezenas de esculturas, algumas de grande porte, espalhadas pela cidade», são outras duas iniciativas que animam o programa.
Durante a feira do livro, decorre o lançamento das obras «Animais Marinhos Perigosos dos Açores», do Professor João Pedro Barreiro do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores e do Professor Vidal Haddad Jr. da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo-Brasil. Esse livro será apresentado no dia 28 de Outubro pelas 17:00 Horas, no Recinto da Feira do Livro, pela Professora do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, Maria Adelaide Lobo.
«Poemas do Mar», de João Rodrigues, e livro de fotografia sobre o vulcão dos Capelinhos (Faial), «Vulcão Aberto», da autoria de António Silveira com texto de Maria do Céu Brito e notas científicas do vulcanólogo Victor Hugo Forjaz, também serão lançados neste evento. O livro "Vulcão Aberto" será apresentado pelo Professor Félix Rodrigues do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, no dia 1 de Novembropelas 18 horas, também no recinto da Feira do Livro.
Paulo Marques, o corredor de motos que maior número de vezes participou no rali Paris-Dakar, apresenta o livro «Uma Vida de Roda no Ar».
O programa do «Praia Outono Vivo» inclui, ainda, conferências sobre «os livros da minha vida», uma abordagem pormenorizada sobre os livros que marcaram os convidados Reis Leite, investigador e antigo presidente do parlamento açoriano, Francisco Coelho, político, Cláudia Cardoso, professora e deputada, e Álamo Oliveira, poeta, escritor e dramaturgo.
«A menina do Mar», o conto de Sophia de Mello Breyner, com música de Fernando Lopes Graça, com a actriz Isabel Leitão é um dos espectáculos agendados para o evento.
O outro espectáculo, intitulado «Malaje», mostra uma fusão de flamenco com a guitarra, a dança, o malabarismo e a acrobacia.
Um concurso literário em prosa, «lojas» de ensino em sensibilização à pintura, fotografia e genealogia completam o programa.
Paralelamente, a autarquia praiense organiza a 12.ª edição do Festival Internacional do Ramo Grande, denominado de «Trovas, Cantigas & Folias», que decorre entre 30 de Outubro e 2 de Novembro.
Participam no festival os músicos João Frade e Guy Giuliano, Raphael Fays, Mike Freeman e Zona Vibe, Loyko e Shemekia Copeland.
(In Diário Digital/Lusa)

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