terça-feira, setembro 08, 2009

Mais empregos


Etiquetas:

quarta-feira, julho 08, 2009

EM BUSCA DE OUTRAS OPORTUNIDADES - Novos enfermeiros optam por estrangeiro

Foi entre sorrisos e lágrimas de alegria que 55 novos enfermeiros receberam os diplomas do sétimo curso de licenciatura em Enfermagem da Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo – Universidade dos Açores (ESEnfAH-UAç), entregues, em cerimónia pública, no auditório desse estabelecimento de ensino.
Para trás ficaram quatro anos de trabalho, aprendizagens, experiências pessoais e profissionais, e muita folia no decorrer da formação académica, entre amigos, colegas, professores, e funcionários daquela instituição. Momentos especiais que, segundo os jovens recém-licenciados em Enfermagem, jamais serão esquecidos.

“É um dia que não queria que chegasse, pois já começo a sentir muita falta dos amigos que fiz aqui. Mas sinto-me feliz, uma vez que vou entrar numa nova etapa da minha vida”, confessa Helena Rute Almeida, natural de Fátima. A nova enfermeira pretende agora fixar residência em Lisboa, uma decisão tomada depois de cumprir três meses em estágio num hospital da capital. “Espero ter lá uma oportunidade de trabalho”, diz a jovem sobre as expectativas profissionais. “Os Açores ficam marcados no meu percurso como o local onde passei quatro anos fantásticos a estudar”, sublinha.
Diana Santos, da ilha Terceira, passou também por uma experiência profissional além-mar dos Açores. “O meu estágio foi cumprido na Holanda. E, por isso, decidi apostar no estrangeiro como início de carreira, sendo que ainda não escolhi o país”, revela. “Lá o sistema é melhor”, justifica a nova enfermeira, acrescentando, porém, que essa aposta seria “temporária”. “Depois de adquirir outros conhecimentos fora da região penso regressar à minha terra”.
Já o futuro de Hugo Bettencourt se perspectiva em território regional. O jovem, natural de Angra do Heroísmo, considerava seguir carreira nos Estados Unidos da América, no entanto a sua opção acabou por ser outra. “Aceitei uma proposta de trabalho em Angra”, afirma. “Mas se tivesse optado por trabalhar fora dos Açores não seria para sempre”, esclarece o novo enfermeiro, ao considerar-se “muito feliz” por ter concluído o curso superior. “Parece que não é verdade. Aos poucos é que vou tomando consciência que os estudos chegaram ao fim”.
À semelhança do colega, Emanuel Pires, também de Angra do Heroísmo, manifesta o seu contentamento por ter atingido mais uma meta na sua vida. “Sinto-me feliz por ter chegado até aqui, mas ao mesmo tempo estou realista face ao que poderei encontrar daqui para a frente”, considera, tendo em conta as eventuais dificuldades de emprego estável verificadas hoje em dia no nosso país. “Irei para onde existir boas possibilidades de trabalho”, diz o jovem, disposto a agarrar uma oportunidade noutro país da Europa ou da América.
Percurso diferente dos colegas teve Lesya Utechenko, da Ucrânia, casada e mãe de um filho. “Fiz equivalência de diploma em enfermagem”, revela a nova enfermeira, apesar de ter exercido a profissão no seu país durante mais de uma década. Actualmente, a emigrante ucraniana, a viver há cinco anos nos Açores com a sua família, domina a Língua Portuguesa, fruto do seu empenho em aprender o idioma. “Escrevo melhor do que falo, curiosamente”, confessa.
Sobre o amanhã não sabe onde poderá vir a trabalhar como enfermeira. Mas sabe, com certeza, que quer ficar em território nacional. “Estamos bem em Portugal. Espero ficar por aqui”.
Dos quatro anos a viver e reviver a vida académica, Lesya destaca a “boa relação com os colegas”. “Sinto em simultâneo alegria e tristeza. A primeira porque terminei os estudos, a segunda porque vou sentir falta de todos”, conclui.
Assim, na lista dos novos enfermeiros da ESEnfAH-UAç constam os nomes de: Adriana Azevedo, Alexandra Faria, Ana Júlia Silva, Andreia Carvalho, Bernardete Dinis, Carolina Messias, Catarina Saúde, Cláudia Gomes, Cláudia Baptista, Cláudia Nogueira, Cristina Couto, Débora Vieira, Diana Santos, Diana Melo, Diana Silva, Diana Pereira, Duarte Terra, Dúlia Alves, Elisabete Amorim, Elsa Rocha, Emanuel Pires, Esmeralda Oliveira, Fabiana Silva, Fábio Machado, Filipe Aguiar, Helena Almeida, Hugo Bettencourt, João Paulo Sousa, Lesya Utechenco, Lisete Jorge, Luís Oliveira, Maria da Conceição Rocha, Marília Machado, Marina Godinho, Marisa Vilas, Martha Esteves, Mónica Laureano, Nádia Rosa, Neuza Costa, Nuno Santos, Sara Linhares, Sara Silva, Simone Evangelho, Sofia Freitas, Sónia Fortes, Soraia Silveira, Sueli Freitas, Tânia Silva, Tânia Mendes, Telma Fernandes, Valéria Sousa, Valter Alves, Vera Guerreiro, Verónica Pereira, Wilson Medina.
Foram ainda distinguidas com bolsa de estudo por mérito: Mónica Laureano e Vera Rego.

(In A União)

Etiquetas: , , ,

sábado, maio 30, 2009

Apoiar a capacidade e a vocação empreendedora

Este é o objectivo do protocolo assinado entre a Universidade dos Açores e a Associação de Mulheres Empresárias dos Açores.
Foi assinado esta semana, um protocolo entre a Universidade dos Açores e a Associação de Mulheres Empresárias dos Açores (MEA). O objectivo do protocolo é estimular e apoiar a capacidade e a vocação empreendedora. O protocolo foi assinado no salão nobre da Reitoria da Universidade dos Açores. De acordo com o documento, nos dois próximos anos, o intuito será estabelecer princípios de cooperação mútua das duas entidades, com o objectivo de identificar, apoiar e desenvolver projectos de criação de micro-empresas, empresas e auto-emprego, particularmente no mercado empresarial feminino.

Etiquetas: , , ,

sábado, maio 23, 2009

Açores debatem-se com oito mil desempregados

O desemprego nos Açores aumentou 1,1 por cento em Abril, face ao mesmo período de 2008, lançando a taxa para os 6,7 por cento. No final do primeiro trimestre deste ano existiam perto de oito mil desempregados no arquipélago, mais 1600 que nos mesmos meses do ano passado.Os dados são do Instituto Nacional de Estatística (INE) e revelam também que se perderam na Região 1300 postos de trabalho em seis meses, entre Outubro de 2008 e Março de 2009. Já o director regional do Trabalho, Qualificação Profissional e Defesa do Consumidor, Rui Bettencourt, adiantou esperar que os números se invertam até ao fim do ano.Rui Bettencourt salientou o facto de a taxa de desemprego verificada nos Açores continuar a ser a mais baixa do país.No Continente, as estatísticas do INE revelaram uma taxa de desemprego de 8,9 por cento, que ultrapassa as previsões do Governo. Em declarações à RDP/Açores, o governante adiantou que houve criação de postos de trabalho na área dos serviços, mas que esta foi insuficiente para compensar a crise na construção civil.O director regional avançou ainda que o executivo açoriano está atento à situação e tem equipas no terreno.
Função pública e lavoura
Já de acordo com o blogue “Números e Números”, são os sectores da administração pública e da agricultura que continuam a evitar uma subida ainda mais acentuada do desemprego nos Açores.No ano passado e nos primeiros três meses de 2009, foram admitidos cerca de 4 mil funcionários públicos, incluindo nas áreas da educação e saúde. Se a agricultura também criou alguns empregos - actualmente emprega 13,7 por cento da população do arquipélago - a construção civil é um sector claramente em crise. De acordo com a Associação dos Industriais de Construção e Obras Públicas dos Açores (AICOPA) cerca de dois mil trabalhadores terão sido despedidos neste sector no arquipélago, desde finais de 2007, como consequência da crise económica.“É uma estimativa com base em informações de vários despedimentos e quebras nos indicadores de consumo de cimento e de edifícios licenciados”, afirmou o presidente da AICOPA, Albano Furtado. Numa visita, na semana passada, às obras da avenida marginal, na Praia da Vitória, o secretário regional da Economia também afirmou que seria expectável uma “ligeira subida” do desemprego e uma quebra no turismo.
Afirma economista Tomaz Dentinho:Colapso de mercados da emigração eleva desemprego no arquipélago.
Com a crise a nível mundial, que atinge países como os Estados Unidos da América e Canadá, esgotaram-se os mercados para onde os açorianos tradicionalmente emigravam, o que leva a um aumento progressivo do desemprego na Região. A posição é do economista e professor da Universidade dos Açores, Tomaz Dentinho. “Durante 30 anos, desde que os Estados Unidos abriram as portas, nos anos 60, que o desemprego nos Açores é muito reduzido em relação ao exterior. Quem não tinha emprego, emigrava. Com a crise mundial, os mercados que absorviam estes desempregados deixam de existir”, afirma, acrescentando que também o mercado de Portugal continental, devido à crise, deixou de ser uma opção. Quanto a programas de estágios profissionais como o “Estagiar L” ou “Estagiar T”, Tomaz Dentinho considera que é uma má política “gastar dinheiro público em programas de estágios que apenas criam nas pessoas a ilusão de que vão ter emprego”.O economista acredita que, com a recuperação da economia norte-americana, no espaço de perto de dois anos, a situação se inverta, mas afirma que, mesmo assim, os açorianos que pretendam emigrar podem encontrar entraves. “A nossa mão-de-obra pode não ser suficientemente qualificada para ir de encontro ao que procuram estes países e a crise pode também gerar processo de xenofobia, com os empregos a serem reservados para os locais”, lança.

(in Diário Insular)

Etiquetas: , , ,

quarta-feira, janeiro 21, 2009

Cosméticos açorianos com aroma de incenso

A cosmética pode vir a tornar-se numa industria rentável nos Açores.O segredo está no uso do incenso.O projecto está a ser estudado pelo Departamento de Ciências Agrárias do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores.

Etiquetas: , , , , ,

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Aviso n.º 221/2009

1 — Faz -se público que pelo prazo de 10 dias úteis a contar da publicação do presente Aviso, está aberto Concurso Interno de Acesso Geral para 6 lugares de assistente administrativo especialista, do quadro de pessoal não docente da Universidade dos Açores, autorizado por deliberação do Conselho Administrativo de 15 de Dezembro de 2008, nos termos dos artigos 27.º e 28.º do Decreto Lei n.º204/98, de 11 de Julho, sendo as vagas para Angra do Heroísmo.
2 — Legislação aplicável: ao presente concurso aplicam -se as disposições dos Decretos Lei n.º. 204/98, de 11 de Julho, n.º 404 -A/98, de 18 de Dezembro e o Despacho Normativo n.º. 60/89, de 13 de Junho, que aprova o Regulamento dos Concursos para Lugares de Ingresso e de Acesso dos quadros de pessoal da Universidade dos Açores.
3 — Validade do concurso: O concurso é válido para os lugares indicados caducando com os seus provimentos.
4 — Local de Trabalho: Escola Superior de Enfermagem e Departamento de Ciências Agrárias — Angra do Heroísmo.
5 — Conteúdo funcional: Funções genericamente descritas na alínea b) no artigo. 7.º. do Despacho Normativo n.º.60/89, de 13 de Junho.
6 — Vencimento e Regalias — vencimento correspondente ao mencionado no Decreto Lei n.º404 -A/98, de 18 de Dezembro, e as regalias sociais, genericamente vigentes para os funcionários da Administração Pública:
7 — Requisitos de Admissão:
7.1 — Requisitos Gerais — os definidos no artigo.29.º do Decreto -Lei n.º.204/98, de 11 de Julho.
7.2 — Requisitos Especiais — Ser detentor da categoria de Assistente Administrativo Principal, com pelo menos, três anos de serviço na categoria, com avaliação de desempenho não inferior a Bom, nos termos da alínea a) do n.º 1 do artigo. 8.º do decreto -lei n.º.404 -A/98, de 18 de Dezembro.
8 - Formalização das candidaturas:
8.1 — As candidaturas deverão ser formalizadas mediante requerimento, dirigido ao Presidente do Júri do concurso e entregues directamente nos Serviços Administrativos da Universidade dos Açores — Pólo de Angra do Heroísmo, sitos ao Largo da Igreja — 9701 - 801 Terra Chã (ou enviados pelo Correio, com aviso de recepção), dele devendo constar os seguintes elementos:
a) Identificação completa (nome, filiação, nacionalidade, data de nascimento e naturalidade), número e data do bilhete de identidade e Serviço de identificação que o emitiu, residência e telefone;
b) Habilitações Literárias;
c) Formação Profissional (especialização, estágios, seminários, acções
de formação, etc.;
d) Experiência Profissional com a indicação das funções com mais interesse para o lugar, menção expressa da categoria e serviço e antiguidade na actual categoria e na função pública.
8.2 — Os requerimentos deverão ser acompanhados, sob pena de exclusão, no diz respeito à alínea a) dos seguintes documentos:
a) Curriculum vitae, detalhado do candidato, devidamente datado e assinado.
b) Documentos, comprovativos das acções de formação profissional complementar e das respectivas durações;
c) Documentos, comprovativos dos elementos que considerar relevantes para a apreciação do seu mérito ou que possam constituir motivo de preferência legal.
9 — Assiste ao Júri a faculdade de exigir a qualquer candidato, em caso de dúvida, a apresentação de documentos comprovativos das suas declarações.
10 — As falsas declarações serão punidas nos termos da lei.
11 — De acordo com o artigo.28.º do Despacho Normativo n.º.60/89, de 13 de Junho, publicado na 1.ª série do Jornal Oficial de 13 de Junho, o método de selecção a utilizar será o da avaliação curricular, que consistirá na apreciação do curriculum profissional dos candidatos, e Entrevista Profissional, sendo ponderados os seguintes factores:
a) Avaliação de Desempenho
b) Experiência Profissional
c) Habilitações Literárias.

Etiquetas: ,

terça-feira, janeiro 06, 2009

Leite precisa de concorrência

Para o presidente da AAIT, a Pronicol (que transforma o leite produzido na Terceira) é “o parente pobre do grupo Lactogal”. Daí que as mais-valias reconhecidas ao leite terceirense não estejam a ser rentabilizadas. Paulo Simões diz que é tempo deste modelo ser repensado. E que são necessárias alternativas. No leite. Mas também na carne.
Os lavradores terceirenses não têm qualquer influência na comercialização do leite que produzem. Há, em sua opinião, alguma forma de garantir aos produtores mais alguns ganhos, que, hoje, se perdem entre a transformação e a comercialização?
Existem várias formas. Penso, aliás, que é tempo de se começar a pensar noutras soluções para o leite da ilha Terceira, que não a que temos actualmente. Temos duas queijarias privadas na ilha, que, pelo que sabemos, têm a sua produção vendida. Mas o grosso da produção é absorvido pela Pronicol, através de uma parceria de venda com a Unicol. Essa produção resulta em produtos sem marca que poucas valias trazem. Penso que a própria Unicol terá de repensar a sua posição junto da Pronicol e começar a avançar para uma produção com a marca Açores, uma marca que vende lá fora. Sabemos que os produtos produzidos na Região e com a marca Açores são alvo de apoios importantes, sobretudo ao nível do transporte. Sendo tudo isto mais-valias que não estão a ser aproveitadas.
O que falta para isso acontecer?
Falta aparecer outra empresa que queira transformar leite da Terceira da mesma forma que o faz a Lactaçores, que absorve leite produzido em São Miguel, em São Jorge e no Faial.
Houve algum episódio de quem tenha manifestado intenção de explorar uma unidade de produção na Terceira, para lá da Pronicol?
Há uns anos, tivemos cá empresários que manifestaram a intenção de construir na Terceira uma unidade de transformação de leite. Mas, na altura, o que travou o processo foi a inexistência de produtores que abastecessem essa fábrica. Pelo que sei, terá sido dito por alguém com ligações à Unicol que quem deixasse de vender o seu leite à cooperativa que se as coisas corressem mal não havia regresso. A experiência ficou por aí, porque nenhum produtor quis arriscar.
Seria viável uma solução em que um grupo de produtores se associasse e, através de uma parceria público-privada, um conjunto de gestores profissionais orientasse a transformação e, sobretudo, a comercialização?
A ideia poderia vingar. Mas duvido da eficácia de uma parceria público-privada num projecto dessa natureza. Acredito mais na possibilidade de uma solução cooperativa ou privada.
Falta concorrência na transformação e na comercialização dos produtos agrícolas da ilha?
Pode-se dizer que sim. Mas também não nos podemos esquecer que a Unicol é uma cooperativa…


E funciona como tal?
Mais ou menos. Penso que a Unicol tem feito um bom trabalho junto dos agricultores, garantindo-lhes factores de produção a preços razoáveis. Não nos podemos esquecer desse seu papel. Relativamente ao leite, a Unicol, em boa verdade, faz o que pode. Percebo a sua direcção, que se encontra numa posição ingrata: fazem parte da empresa que lhes compra o leite e não têm a maioria nela, sujeitando-se à vontade de outros…
Voltando à falta de concorrência…
É o que lhe dizia: pode dizer-se que a falta de concorrência da transformação causa problemas ao sector. Mas a situação é complexa…
A Associação Agrícola da Terceira poderia ter uma palavra a dizer na transformação e comercialização?
Por que não? A Associação tem vindo a firmar-se como uma prestadora de serviços. E já foi contactada diversas vezes para servir como fornecedora de produtos agrícolas. Daí que já tenhamos pensado em avançar por esse trilho…
Mas a AAIT teria capacidade de se colocar no mercado como uma alternativa comercial?
Acho que poderia ter um papel nesse circuito. Poderia começar-se de baixo, com um pequeno projecto produtivo, aproveitando as estruturas que existem na ilha. Quer para a carne quer para o leite. Estas infra-estruturas existem, mas não estão a dar a resposta esperada pelos produtores. E a AAIT pode inverter essa situação.
Como?
Por exemplo, a associação poderia formar uma pequena cooperativa que comprasse leite e, recorrendo à aquisição de um tanque de frio, uma máquina de pasteurização e outra de empacotamento, poderia colocar no mercado um produto com uma marca diferenciada, que reflectisse as mais valias do leite produzido na ilha. Há apoios governamentais para estas estruturas. E poderíamos avançar para uma comercialização num trajecto de dentro para fora. E esse fora deveria ser para lá da Europa, nomeadamente para África, que procura leite e carne. É uma ideia. Temos conversado na AAIT sobre ela. Claro que falamos aqui numa ajuda, um complemento, e não numa alternativa ao que existe.
Porque a Terceira perdeu as suas marcas?
Perdeu-as a partir do dia em que a Unicol fez a parceria com o grupo Lactogal, através da empresa Pronicol. A Unicol detém 49 por cento da Pronicol, não tendo, por isso, poder dentro da estrutura decisiva. Esta solução apareceu numa altura em que a Unicol atravessava graves problemas financeiros, com muitos lavradores a esperarem seis e sete meses pelos pagamentos do leite. Reconheço que, daí para cá, nunca mais se assistiu a um atraso no pagamento. Mas a permanência num grupo muito mais vasto, que leva à produção de produtos sem marca, não está, actualmente, a garantir mais rendimentos aos produtores da ilha. Somos o parente pobre da Lactogal, porque a Pronicol é a empresa mais pequena do grupo. A empresa todos os anos dá prejuízo, e sabemos porque assim é.
Seria possível a Pronicol manter-se associada ao grupo Lactogal, mas produzir marcas diferenciadas?
Penso que esse seria o caminho mais adequado. Acho que a Unicol tem condições para tal. Não conheço ao pormenor o acordo entre a Pronicol e a Unicol, sobretudo se esta é obrigado a vender todo o leite à Pronicol. Mas parece-me que a Unicol, com algum do leite que compra na ilha, poderia enveredar por produtos de marca e colocá-los no mercado. Aliás, essa colocação poderia até ser feita internacionalmente para evitar concorrência com os produtos da Lactogal.
Isso obrigaria a uma nova fábrica?
Não. As fábricas existem. É uma questão de se acertar a utilização das infra-estruturas já existentes. Porque nãos e pode produzir leite UHT, leite biológico, queijo de marca da ilha e todo um conjunto de produtos que seriam colocados no mercado, garantindo mais algum rendimento. Parece-me ser uma opção mais sensata do que insistir-se na produção de leite em pó, que poucos ganhos significam para os produtores locais.
Tem falado, nos últimos tempos, do leite biológico. Há condições para tal na Terceira?
Sim. Acredito que sim. Aliás, parece-me que, neste momento, há lavradores na ilha a produzir leite biológico sem o saberem. Este leite é produzido à base de erva e silagens de milho e erva e com pouca ração. Ora, isso é a prática comum cá. Estes lavradores podem é não ter cuidado com os fertilizantes que colocam nas pastagens. Mas seria possível regular esta situação e, a partir daí, enveredar por este tipo de produção, que é muito bem aceite nos mercados mundiais…
E há outros produtos?
Exacto. Temos o queijo e a manteiga, produtos reconhecidos pelos consumidores. Tínhamos, por exemplo, o queijo Castelinho, que quase não se vê no mercado. Assim, há derivados que podemos produzir cá que, quase de certeza, terão aceitação no mercado nacional e internacional.
As explorações agrícolas da Terceira estão organizadas como empresas? Ou ainda se aplica aquela ideia de que o agricultor arruma as facturas e demais papelada num saco de plástico…
A grande maioria das explorações na ilha funciona como empresas. Temos uma geração de agricultores nova – até aos 40/50 anos – que evoluiu muito e que vê a Agricultura como um sector produtivo que deve ser gerido num formato de empresas. Aliás, hoje em dia, as pessoas deixaram de ser agricultores e passaram a ser empresários agrícolas. Portanto, essa mentalidade está a enraizar-se cada vez mais. Claro que ainda há uma pequena franja de produtores que não faz contas: paga o que deve e o que sobrar é seu. Mas, como lhe disse, trata-se de um número muito diminuto, porque a maioria conta ao cêntimo os seus custos e os seus ganhos, e sabem onde ganham e perdem dinheiro na sua exploração.
E é esse o caminho?
Sem qualquer dúvida. Quem não funciona como empresário agrícola acabará por sair do sector a médio prazo. Porque não vão conseguir sobreviver sem o rigor contabilístico que se exige actualmente na gestão de uma exploração agrícola, tal como em qualquer negócio.
Fala-me de uma geração nova a singrar hoje na Agricultura terceirense. Mas diz tratar-se de gente até na casa dos 40/50 anos. A lavoura interessa aos jovens? Ou é um negócio de gerações?
Há gente nova interessada, mas são sempre filhos de lavradores a continuarem o negócio dos pais. Aliás, duvido que possa ser de outra forma, porque sem o apoio dos pais e sem a transferência de terras, máquinas agrícolas e gado, é muito difícil começar uma exploração do zero. É quase impossível.
A maior parte das explorações agrícolas no mundo reflecte o cuidado de dimensionamento das infra-estruturas e do parque de máquinas à produção que ela desenvolve. Nota que esse cuidado também existe cá?
Ainda há alguns exageros, sobretudo ao nível da potência das máquinas agrícolas. Aliás, penso que, actualmente, temos máquinas agrícolas a mais na ilha Terceira. Há quem tenha estes recursos, mas os utilize em períodos muitos curtos no ano. No entanto, como a maior parte dos empresários agrícolas está a fazer contas à vida, é natural que comecem a perceber que, muitas vezes, é preferível pagar a uma empresa de prestação de serviços – e, felizmente, já existem várias na ilha e trabalham a preços razoáveis – do que possuir máquinas que são pouco rentabilizadas. Acredito também que esta é a tendência adequada para o sector.
A extensão rural seria uma mais-valia para a Terceira?
Penso que seria uma grande valia…
O que falta para ela ser implementada?
Não sei se vontade política.
O relacionamento entre os lavradores e a Universidade dos Açores acontece? É regular? Ou ainda se encontram muito de costas voltadas?
Não diria que estão totalmente de costas voltadas. Mas, por vezes, caminham sem sentido contrário. Por isso, entendo que há mais a fazer para que as partes gerem sinergias entre elas. De qualquer modo, posso garantir-lhe que, no que diz respeito á Associação Agrícola da Terceira, o Departamento de Ciências Agrárias tem demonstrado grande abertura para cooperar connosco. Acho que, algumas vezes, os produtores não procuram os universitários. Assim, a investigação acaba por não estar tão próxima da produção como deveria estar. Aliás, acho que neste sector a investigação, a produção e o Governo Regional deviam manter uma permanente cooperação. O que não acontece. O que é mau, na minha perspectiva. Tem que haver um maior aprofundamento nesta relação entre produção, investigação e decisores políticos.
A médio prazo, qual é a grande necessidade do lavrador terceirense?
O abastecimento de água e de electricidade nas explorações. Há anos que esta situação se arrasta. Muito tem sido feito, mas ainda há muito por fazer. Estamos bem servidos em termos de estradas, mas esta infra-estruturação é fundamental para que cada empresário agrícola possa melhorar a sua produção.
O emparcelamento é uma solução importante?
Sim. Tem-se feito algum, mas a um ritmo muito pequeno. Só em aquisições de terrenos é que temos verificado essa prática. As trocas são quase inexistentes. Esta é uma solução que devia ter uma concretização mais célere.
O Centro de Leite e de Lacticínios, anunciado pelo Governo Regional, traz alguma valia ao sector?
Interesse tem e muito. Na última reunião em que se abordou o assunto, assistimos a um impasse – e não sei se é ele que trava o processo: na formação dos corpos sociais, a indústria pretendia 50 por cento e os produtores os restantes 50 por cento. A Associação Agrícola da Terceira propôs que deve existir uma terceira entidade no processo, a investigação. Mas nunca mais houve contactos connosco sobre este assunto. Penso que são politiquices o que está a suster esse projecto. O Governo Regional diz que o projecto não anda porque os industriais e os produtores não querem. Mas não sei se é bem assim. Se a ideia partiu do executivo, ele devia levá-la até ao fim.
E o parque de exposições da Terceira…
É uma necessidade urgente. Não só pela feira anual, mas sobretudo pelo mercado agrícola semanal. São muitas centenas de pessoas que frequentam esse mercado e este parque de exposições daria melhores condições a essa realidade.
O mercado agrícola devia ser alargado e potenciado?
Sem dúvida. De qualquer forma, entendo que o formato de funcionamento deve ser o que existe hoje. São necessárias melhores condições e, eventualmente, um alargamento do horário. Em vez de funcionar um só dia, poderia funcionar dois. Aquele mercado representa uma fonte de rendimento importante para quem lá vende. E uma boa oportunidade para quem compra. Aquele espaço não deve ser visto como uma coisa paralela, mas como um espaço de actividade económica importante para o sector agrícola.
Que expectativas existem para 2009 no sector agrícola? Será um ano de crise?
Pode não ser, porque os gasóleos têm vindo a descer consideravelmente. As rações também, uma vez que houve uma grande descida no preço dos cereais. Espera-se também que, nos próximos tempos, o preço dos adubos tenha uma descida na ordem dos 30 por cento. Daí que as expectativas sejam positivas. Se a descida no adubo se verificar e não ocorrer mais nenhuma descida no preço do leite pago ao produtor, teremos um ano razoável e equilibrado. Se bem que, dificilmente, será tão bom como 2008.
Porque 2008 foi um bom ano agrícola?
O primeiro semestre, é certo, foi mau. Os cereais, o gasóleo e os adubos subiram consideravelmente de preço. Mas o leite também subiu 15 escudos. No último trimestre, verificou-se uma descida das rações e do gasóleo e o leite manteve o seu preço. Ou seja, tivemos três meses a compensar o primeiro semestre. O que resulta num saldo positivo para os lavradores. Embora a notícia do abaixamento do preço do leite a partir de 01 de Janeiro de 2009 tenha vindo estragar este sentimento.
Actualmente, essa profissão compensa? Manter uma exploração com 30 ou 40 cabeças de gado leiteiro garante um rendimento decente?
Se esse agricultor não tiver muitas rendas a pagar, é viável. Mas se o terreno em uso for todo arrendado e se esse agricultor tiver um compromisso financeiro, a sua vida fica em maus lençóis.
Qual o sentimento dos agricultores terceirenses com o futuro?
Há vários que estão optimistas. Mas os mais pessimistas não acreditam que este sector de actividade tenha futuro. Reconheço que as coisas não estão fáceis. Basta haver uma variação negativa no poder de compra de muitos lavradores para que uma parte considerável deles entre em falência.
Há uma noção de quantas explorações agrícolas na Terceira estão, actualmente, no fio da navalha da sobrevivência?
Penso que uma descida do preço do leite para lá da prevista e a manutenção dos preços dos adubos podem atirar para a falência cerca de 100 explorações agrícolas na ilha. E acredito que durante 2009 alguns lavradores sairão do sector.
Hoje em dia, quantas explorações agrícolas funcionam na Terceira?
Na produção de leite, o número não chega às oito centenas. Em 2009, se o preço do leite baixar mais e o preço do adubo não descer, ficaremos com menos de 700 explorações agrícolas a funcionar na ilha, certamente.
Isso é um problema?
Há quem diga que o número aceitável de explorações na ilha, tendo por base critérios de rentabilidade, é de 500 unidades. Continuo a acreditar que quanta mais gente estiver nesta actividade, melhor para ela. Mas é cada vez mais aceite a teoria de que as explorações agrícolas na Terceira, para serem rentáveis, têm de ser redimensionadas. Os defensores desta visão alegam que o mínimo aceitável no efectivo leiteiro é de 30 a 40 animais por exploração, sendo difícil a sobrevivência abaixo desse número. Embora saibamos que, na ilha, existem explorações com 20 vacas em que o agricultor consegue um bom rendimento. Como existem explorações com mais de 60 cabeças de gado onde o proprietário está em sérias dificuldades financeiras. Mas, durante este quadro comunitário de apoio, os objectivos esperados é conseguir explorações com uma produção de 250 mil litros ao ano, ocupando uma área entre os 25 mil e os 150 e os 200 alqueires de terreno.
Estão previstos mais resgates leiteiros na ilha?
No último Conselho Regional da Agricultura, o secretário regional do sector anunciou um resgate leiteiro em 2010. Penso que ele será aproveitado por vários lavradores na ilha.
Com o abaixamento anunciado do preço do leite na Terceira, há uma noção do seu impacto no rendimento dos agricultores?
As nossas contas indicam que cada agricultor perderá mais de 15 mil euros no seu rendimento anual. Em alguns casos, essa perda pode ascender aos 50 mil ou 75 mil euros. Falo aqui de explorações agrícolas com as suas contas estabilizadas.
Os lavradores conseguem aguentar essas perdas?
Não têm outro remédio senão aguentar. A expectativa é que as coisas não se agravem mais do que o previsto. A tendência dos mercados é de o preço do leite continuar a descer, nomeadamente na Europa, mas não acreditamos que desça muito mais, senão muita gente na Europa ficará no desemprego.
Durante 2008, os lavradores da Terceira, além dos problemas vindos de fora, viveram a braços com a falta de água…
Exacto. O que trouxe mais custos. Não tenho dados que me permitam dizer qual o impacto real nos custos de cada exploração. Mas é certo que houve impacto. Embora não nos possamos esquecer que o Instituto Regional do Ordenamento Agrícola (IROA) e as câmaras municipais, sobretudo a de Angra do Heroísmo, fizeram um grande esforço para atenuar a falta de água na lavoura. Houve camiões-cisterna a carregar água para alguns postos de abastecimento constantemente. Portanto, houve custos, mas nada se podia fazer outra coisa senão isto. Foi uma despesa que não tínhamos previsto, mas teve de ser.
Com o fim da quota leiteira a partir de 2015, como fica o sector?
O Governo tem estado a procurar minimizar esse impacto. Segundo sabemos, a ideia, actualmente, é tentar transformar a quota em POSEI, ou seja, continuar, após 2015, a vinda dos apoios financeiros das quotas sob outro formato. Se isso for conseguido, parece-me que o desaparecimento da quota leiteira não terá grande impacto nos Açores. Se tal não for possível, assistiremos um impacto enorme, porque não temos condições para competir com as grandes potências produtoras da Europa.
É comum dizer-se que a Agricultura é um dos sectores mais dependentes dos apoios governamentais e comunitários. Há quem garanta que, em algumas explorações, 70 por cento do seu rendimento é administrativo. Este é um sector que não consegue existir sem esses apoios?
A lavoura açoriana consegue sobreviver sem esses dinheiros. Os nossos colegas no Continente têm mais custos de produção do que nós, que conseguimos fazer leite com base na pastagem e nas silagens de milho e erva. E com pouco concentrado. Ao invés, no Continente, tudo é comprado. Fazer leite no Continente é mais caro do que o fazer aqui. Daí conseguirmos sobreviver a qualquer crise…
Mas uma exploração cá consegue sobreviver sem esses fundos?
Penso que sim. Mas tal implica um aumento da produção. O que não é possível actualmente, perante os preços tão baixos no mercado. De qualquer forma, convém explicar que os apoios da União Europeia não existem para sustentar os agricultores. Existem para manter os produtos básicos a preços baixos para toda a população. Esse é que é o objectivo dos subsídios comunitários. A Agricultura é acusada de ser uma “papa-subsídios”, mas a verdade é que o sector nunca pediu esses apoios. É uma política da União Europeia. Apenas isso.
A produção de carne continua a não descolar…
Penso que a carne IGP está no seu primeiro ano de comercialização. Tem mercado, embora junto do agricultor não tenha tido o reflexo esperado em termos financeiros. Ela é paga a três euros ao produtor e é vendida a mais de 12 euros, havendo casos em que o seu preço ronda os 20 euros. Quer isto dizer que há valor que poderia ser redistribuído de outra forma, porque ela surgir no mercado com 600 por cento de acréscimo ao seu preço de aquisição ao produtor é errado. Talvez a carne IGP padeça do mesmo mal que o leite: precise de concorrência, ou, pelo menos, de uma alternativa. Parece-me que elas podem aparecer em breve.
De onde? Do seio dos produtores?
Sim…
Num sistema cooperativo?
Sim. Ou mesmo através de outra empresa existente. Independentemente do modelo, entendo que é saudável existir concorrência. Ninguém deve estar sozinho do mercado.

(In DI - Revista)

Etiquetas: , , , , , ,

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Recrutamento de profissionais de enfermagem

Suíça: recrutamento de profissionais de EnfermagemEmpresa de recursos humanos suíça, especializada no recrutamento de profissionais de Saúde, pretende recrutar diversos perfis na área da Enfermagem para diversos hospitais na Suíça francófona.Mais informação
Itália: recrutamento de Enfermeiro(a)s para hospitais públicos e privadosA GI Group, empresa de recursos humanos italiana, pretende, com o apoio da rede EURES, recrutar Enfermeiro(a)s para diversos hospitais (públicos e privados) em Itália.Candidatura: envio de Carta de Motivação + CV, em Italiano ou Inglês, e Cópia do Diploma / Certificado de Habilitações, para c/c teresa.evora@iefp.pt
Espanha: recrutamento de Enfermeiro(a)s para as CanáriasO grupo hospitalar espanhol Hospiten pretende recrutar enfermeiro(a)s para as suas 5 unidades hospitalares em Tenerife e Lanzarote.Candidatura: envio de Carta de Motivação, CV em Espanhol (com foto recente) e Cópia do Diploma para mailto:emargarida.rodrigues@iefp.ptMais informação:sobre esta oferta de empregosobre o grupo Hospitensobre o reconhecimento profissional de enfermeiro(a) em Espanha .

(In Oncare)

Etiquetas: ,

quinta-feira, setembro 11, 2008

PT traz na bagagem Data Center e MEO IPTV

Os Açores são um factor importante de investimento para a Portugal Telecom. Nos últimos dez anos investimos 180 milhões de euros na Região e agora vamos reforçar a oferta, quer no mercado residencial quer empresarial local. Trazemos cinco administradores a Ponta Delgada para potenciar contactos a todos os níveis.
O Secretário Regional da Habitação e Equipamentos, José Contente, tem tido uma postura algo crítica em relação aos serviços da PT nos Açores. Sabemos que tem uma reunião com o Governo Regional. O que vai conversar com José Contente?

Na medida do possível a Portugal Telecom tenta antecipar os eventos que ocorrem nas telecomunicações. Infelizmente, muitos desses eventos resultam de anomalias imprevisíveis e, por isso, foi impossível garantir um desempenho a 100 por cento. Nesta altura estamos a reforçar os investimentos a todos os níveis e a inauguração do Data Center, em Ponta Delgada, permitirá, entre outras coisas, aumentar a segurança para os clientes empresariais dos Açores.

O que é o Data Center?

Um conjunto de máquinas que permitem as empresas guardarem a sua informação e soluções nas infra-estruturas da Portugal Telecom, máquinas essas bastante mais potentes em capacidade de processamento e garantia de níveis de serviço com relação às existentes nas próprias empresas. Posso dizer-lhe que em Ponta Delgada vamos inaugurar um Data Center com equipamento do mais moderno que existe.

Qual é o universo dos clientes Portugal Telecom nos Açores?

Temos cerca de 70 mil acessos telefónicos, 26 mil clientes de banda larga e 123 mil clientes com telefone móvel, 5 lojas próprias, 22 agentes e quase 250 trabalhadores, sem esquecer todo o trabalho social que também é uma das razões que nos traz agora aos Açores.

Zeinal Bava, para quando banda larga nas Flores e Corvo?

Lançamos agora uma consulta para ponderar esse investimento na construção do anel de fibra óptica no grupo ocidental. Após o período de consulta, vamos abordar entidades locais e parceiros institucionais para percebermos como vai ser feito o investimento. Ao lançar a fase de consulta, portanto, a administração da Portugal Telecom dá um forte sinal de que está empenhada nesse processo.

A vossa deslocação tem a ver também com o projecto MEO nos Açores. O que trazem na mala?

O projecto na área da televisão tem um sucesso que surpreende pela positiva a nossa empresa e o mercado. Permite-nos afirmar como real alternativa ao outro operador histórico com forte posição no mercado. Hoje, o MEO já não é uma aposta, mas uma certeza, quer pela riqueza de conteúdos quer pela qualidade do serviço. Agora, vamos lançar nos Açores, com um preço bastante competitivo, o MEO IPTV, com cinco serviços - televisão, internet móvel e fixa, telefone voz e vídeo clube com mais de 1300 filmes. Na fase inicial o MEO está disponível nas ilhas São Miguel, Terceira e Faial, com cerca de vinte mil famílias.

Os Açores estão na agenda da Portugal Telecom para a Televisão Digital Terrestre?

Assim que o concurso ficar definido vamos lançar a TDT em simultâneo no Continente, Açores e Madeira. É um compromisso que fica aqui assumido.

Nesta visita aos Açores tem também uma reunião na Fundação Pauleta. Por que motivo?

Para além do aspecto meritório sob o ponto de vista social que a Fundação Pauleta nos merece, o Pedro representou as cores da nossa selecção e a TMN patrocinou a Equipa das Quinas e até lhe prestou a devida homenagem quando decidiu sair.Vamos patrocinar os equipamentos de treino e jogo dos jovens como forma de reconhecer e motivar o trabalho do Pauleta e de reforçar a nossa aposta nos mais novos, tal como acontece no Continente. A Portugal Telecom vai estar também com a Associação de Paralisia Cerebral de São Miguel.

É importante o apoio das grandes empresas a esse tipo de associações?

Quando aprovámos o Orçamento anual incluímos também o apoio institucional a estas causas. Nesse caso, vamos oferecer equipamentos, soluções especiais que a Portugal Telecom desenvolveu para pessoas com paralisia cerebral.

E em que consiste o protocolo a firmar com a Universidade dos Açores?

Este protocolo tem por objectivo assegurar a promoção de iniciativas e a realização de acções conjuntas entre a Portugal Telecom e a Universidade dos Açores relativas à formação e valorização de recursos humanos e ao incremento de intervenções de incidência empresarial. Nomeadamente, a cooperação privilegiará a formação e estágio de licenciados e alunos da Universidade dos Açores na delegação da Portugal Telecom na Região Autónoma e a participação de docentes, investigadores e pessoal técnico especializado da academia em iniciativas e projectos com incidência empresarial. Repare, a Portugal Telecom está nos Açores com um projecto de longa duração .
(In Paulo Simões / Pedro Lagarto - Açoriano Oriental)

Etiquetas: , , ,

sexta-feira, agosto 08, 2008

Mais 98 mil euros para o Empreende Jovem

Será em S. Miguel e no Faial que vão ser instaladas as duas novas empresas projectadas por jovens no quadro do Empreende Jovem.
O Empreende Jovem – Sistema de incentivos ao empreendedorismo juvenil – aprovou dois projectos empresariais que valem na totalidade 214 mil euros. As duas inciativas vão receber 64 mil euros em incentivos, dinheiro não reembolsável, e cerca de 34 mil euros na forma de pagamento de juros. O apoio é do Governo. O Empreende pretende apoiar a criação de empresas por jovens (sempre disponível a apresentação de candidauras) e estágios profissionais (com fases de candidaturas próprias). Os estágios profissionais têm a duração de um ano, financiados pelo Empreende Jovem em 56 mil euros, atribuídos às entidades promotoras (45,4 mil) e aos orientadores (10.9 mil – Universidade dos Açores e Câmara de Comércio e Indústria de Angra). Além disso, o Executivo aprovou também a realização de cinco acções de formação em empresas na Terceira e em S. Miguel. Este programa traz uma nova cultura de iniciativa jovem que, com projectos de qualidade, poderá permitir a renovação do tecido empresarial regional e a qualificação profissional em estágios na Região, no País ou no estrangeiro.

(In Jornal Diario)

Etiquetas: ,

segunda-feira, agosto 04, 2008

Mais postos de trabalho na área das tecnologias

O instituto de biotecnologia dos Açores foi assinado ontem pelos secretários regionais da Educação, Ciência e Assuntos Sociais, num acto que simbolizou o lançamento formal do Parque Tecnológico da Terceira.
O secretário da Educação e Ciência realçou que o novo instituto vai ser motivo de desenvolvimento para o referido parque, desde a sua gestão à ligação entre o trabalho de investigação. Este será feito pelas diversas entidades parceiras, nomeadamente, a Universidade dos Açores e os hospitais de Angra do Heroísmo e de Ponta Delgada, e as futuras empresas que pretendam associar-se ao projecto e que se venham a instalar naquele parque tecnológico. Ao instituto de biotecnologia e biomedicina dos Açores compete, entre outros objectivos, atrair novas iniciativas empresariais na área da investigação e da tecnologia, realizar novos investimentos e criar mais postos de trabalho qualificado em áreas de alta tecnologia. Para o governante, o Parque Tecnológico da Terceira, que se enquadra na estratégia do executivo de promover o sistema científico e tecnológico regional, vai assumir-se, assim, como uma plataforma de incorporação de diversas iniciativas naqueles domínios.

Etiquetas: ,

domingo, janeiro 06, 2008

Universidade e Desenvolvimento

O Reitor da Universidade dos Açores, Avelino Meneses defende uma diferente aproximação Universidade -Empresas para garantir o desenvolvimento do País.
No passado, a riqueza das nações dependia de capacidades de acesso a recursos naturais e de acréscimo de níveis de produção. Por isso, ao longo dos séculos, a construção dos impérios se baseou na conquista de fontes de matérias-primas, as mais das vezes pela força das armas, e na existência de mão-de-obra abundante e barata, muita dela de condição escrava.
Na actualidade, a situação é bem diversa. A chave do progresso é o conhecimento. Por isso se diz que estamos na sociedade do conhecimento, pois é nele que assenta a prosperidade dos povos neste advento do século XXI. A riqueza das nações deriva agora de capacidades humanas de inovação e de empreendimento. O relativo atraso de Portugal, e consequentemente dos Açores, em comparação com o Mundo mais evoluído das margens do Atlântico Norte, reside em défice de conhecimento, que importa superar. No entanto, convém dizê-lo, os últimos índices já são mais encorajadores. Nos derradeiros anos, particularmente na passada década, Portugal evidencia um acréscimo de financiamento e de produtividade em Ciência e em Tecnologia superior ao dos nossos parceiros europeus, facto que contribuirá para a atenuação do declínio estrutural. O relativo atraso de Portugal, e consequentemente dos Açores, ainda se deve ao défice de desenvolvimento científico e tecnológico, talvez fruto da interiorização de um sentimento muito antigo, que origina o desprezo pelas artes mecânicas, estimulantes do dinamismo da economia, e a valorização das ocupações políticas, académicas e guerreiras, propícias à letargia da sociedade. Assim, alastra a minimização do estatuto social do ensino técnico, que conduziu à sua dramática extinção no Portugal revolucionário dos anos 70. Assim, alastra a minimização do estatuto social do ensino politécnico, comparativamente ao universitário, cujo resultado se traduz na tendência perversa de conversão dos institutos politécnicos em universidades pequenas e inúteis, em prejuízo da difusão da cultura tecnológica. Por isso, a nossa legislação de trabalho e a nossa administração pública promovem, sobretudo, o endeusamento dos diplomas, que às vezes na prática significam tão pouco, por não corresponderem à posse de competências úteis. O atraso científico e tecnológico é também a consequência de uma atitude política. No século XX, por exemplo, de um regime anacrónico, que levantava dificuldades ao empreendedorismo, à abertura e à inovação. O atraso científico e tecnológico é também consequência da inacção dos agentes económicos, que quase sempre preferem o culto do negócio, isto é, a compra e a venda, em prejuízo da produtividade, que é o alicerce da criação da melhor riqueza. O atraso científico e tecnológico é também a consequência da falta de uma estratégia de desenvolvimento, insuficientemente procurada pelas universidades, nem sempre admitida como indispensável pelos governos, nem sequer requerida pela própria sociedade. O esboço de uma tal estratégia de desenvolvimento exige, entretanto, maior investimento. Com efeito, o desenvolvimento científico e tecnológico não será uma realidade, nem sequer um projecto, enquanto o financiamento médio por investigador em Portugal for de cerca de 1/3 da média da Europa, que por sua vez é de cerca de ½ da média dos Estados Unidos, e enquanto a percentagem de licenciados em Portugal for de apenas ½ da OCDE. A insuficiência de inovação, resultante da falta de formação científica e tecnológica, repercute-se numa produtividade muito baixa, de cerca de 60% da média da União Europeia. Daí a necessidade do acréscimo de horas de trabalho para se alcançarem resultados menos comprometedores. Porém, a inovação é um imperativo económico, mas igualmente um predicado político e social. É a inovação que acresce a produtividade do trabalho e a competitividade das empresas. É a inovação que pode libertar mais mão-de-obra, suscitando o alargamento dos benefícios sociais sustentáveis, próprios das sociedades mais desenvolvidas. O conhecimento e a inovação são, hoje, as molas do desenvolvimento. A Universidade é a casa do conhecimento. A Empresa é o albergue da inovação. No entanto a produção de conhecimento exige uma boa dose de inovação, enquanto que o estímulo da inovação deriva da utilização do conhecimento. Tudo isto quer significar que deve haver uma grande inter-relação entre a Universidade e as Empresas. De facto, só com grande cooperação entre a Universidade e as Empresas é possível que o conhecimento produzido pelo sistema nacional de inovação tenha impacto significativo na economia e que a divulgação de uma cultura inovadora contribua para o aumento, com sustentabilidade, da competitividade empresarial. A situação é ainda bem diversa. Por vezes, impera a separação e o conflito nas relações entre a Universidade e as Empresas. Não é verdade que os empresários atribuem, por vezes, a falta de inovação e a baixa competitividade às universidades e aos assalariados? Não é verdade que os empresários atribuem, por vezes, o atraso do desenvolvimento científico e tecnológico às universidades, que não fazem da utilidade do saber um objectivo crucial do ensino e da investigação? Até admitimos que os empresários possam ter razão! Não é verdade que os universitários consideram, por vezes, as empresas portuguesas aquelas que na Europa menos investem em investigação e tecnologia? Não é verdade que os universitários explicam, por vezes, o atraso pela deficiente formação técnica e cultural dos empresários, muitas vezes inferior às dos próprios trabalhadores? Até admitimos que os universitários possam ter razão! As divergências de pontos de vista entre a Universidade e a Sociedade aconselharam recentemente, e sobretudo no estrangeiro, à experimentação de novas modalidades de gestão universitária. Primeiro, verificou-se um relativo afastamento dos académicos, responsabilizados por um certo imobilismo das instituições. Depois, verificou-se um relativo falhanço dos gestores, mais propensos ao imediatismo das aplicações, mas que tolhem muito a criatividade, que é a base da inovação. Quer tudo isto significar que o futuro da relação entre a Universidade e a Sociedade, particularmente o universo das empresas, tem de assentar numa partilha de responsabilidades, o mesmo é dizer, na cooperação. Só assim ficarão as universidades melhor preparadas para responder às carências dos empresários. Só assim ficarão os empresários melhor preparados para responder às necessidades da sociedade.A relação entre a Universidade e a Empresa clama por uma inversão de procedimentos que se traduza no aprofundamento do diálogo e na concretização de medidas. Às empresas exige-se maior abertura, que facilite a transferência de tecnologia e a admissão de diplomados e de estudantes. Às universidades exige-se uma mudança de atitude, para que os diplomados sejam mais promotores de empreendimento do que mendigos de empregos. Se este encontro de posições efectivamente se verificar, ganha naturalmente a Universidade, que evidencia cada vez mais a sua inequívoca utilidade pública, mas ganha igualmente a Sociedade, por exemplo, as empresas, que ficarão mais capazes de enfrentar os desafios da sociedade do conhecimento. Este encontro de posições é, aliás, inadiável, porque depois de um largo período de predomínio, talvez que também de liderança, da administração pública, o sector privado assume-se agora como a força essencial da dinamização e da modernização das comunidades. A cooperação entre as universidades e as empresas já possui, entretanto, resultados encorajadores. Muitas empresas de sucesso, em diversos serviços e tecnologias, foram fundadas por licenciados, mestres e doutores, que já trazem da Universidade o fermento do empreendedorismo, uma prova da alteração das mentalidades.


(In Açoriano Oriental)

Etiquetas: , , , , ,

domingo, dezembro 30, 2007

Nextenergy - Energias Renováveis

A sensibilidade para a redução dos custos energéticos domésticos é cada vez maior por parte das populações. As energias renováveis geram um novo mercado de negócio e de oportunidades um pouco por todo o mundo.
A “nextenergy” é uma empresa com sede na Praia da Vitória, na ilha Terceira-Açores que encontrou neste novo mundo o seu habitat natural e tem aos poucos, e com as dificuldades de uma empresa insular, imposto a sua qualidade de trabalho a nível nacional e internacional.
João Santos, meteorologista de profissão, natural de Setúbal e a residir há vinte anos na ilha Terceira, é o rosto principal desta jovem empresa que trabalha há quatro anos na cidade da Praia da Vitória.
“O desafio é implementar um conjunto de soluções que sejam uma mais valia para os consumidores, para isso tenho uma equipa de trabalho jovem e dinâmica, que funciona em bloco, embora eu seja o responsável financeiro da empresa, ela é o resultado de um esforço global de todos que nela participam”, diz o empresário.
A preocupação primordial da empresa é proporcionar aos seus clientes a possibilidade de rentabilizar a produção das energias alternativas de uma forma viável e económica, para isso, a “nextenergy” dispõe de serviços de investigação e consultadoria.
A nível de investigação, a empresa, em cooperação com o LAMTec (Laboratório de Ambiente Marinho e Tecnologia) do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, desenvolve projectos em determinadas áreas de estudo, nomeadamente, no âmbito do hidrogénio e da energia eólica. Estes estudos abordam várias áreas inclusivamente na procura de novas, melhores e únicas soluções em termos de equipamentos.
Relativamente a serviços de consultadoria, a empresa presta assistência aos seus clientes, procedendo à observação do local de montagem dos equipamentos e ao aconselhamento das soluções mais eficientes para responder às necessidades apresentadas.
As instalações e as assistências técnicas dos sistemas são inteiramente asseguradas pela “nextenergy”.

As áreas de negócio que esta empresa da Terceira aborda são vastas e estão sempre em constante desenvolvimento. No entanto existem algumas bandeiras que tornam a empresa como uma das mais reconhecidas no país, sendo por diversas vezes mencionada nos órgãos de comunicação social nacional e internacional.
A venda de equipamentos para aproveitar as energias renováveis é uma das vertentes comerciais da “nextenergy”. Estes equipamentos possibilitam soluções para melhor rentabilizar os recursos naturais, quer para uso doméstico, quer para fim indústrias.
A energia eólica é umas das principais apostas do momento, como explica João Santos: -“as pessoas já começam a perceber que instalando turbinas podem poupar muito dinheiro ao fim do ano. Hoje é possível ter uma casa auto sustentada com estas turbinas, e os custos de instalação é relativamente baixo”.
Na prática as pessoas vão injectar energia na rede e depois acertam contas com a entidade fornecedora, sendo que na maioria das vezes pode acontecer o caso de nunca pagar facturas, chegando, se for caso disso, ao ponto de receber 20% da energia excedentária criada pela turbina pessoal do cliente.
A “nextenergy” apresenta ainda soluções para iluminação e para aquecimento de águas sanitárias, que por si só são mais valias para os consumidores.
Esta última vertente de extrema importância para a empresa é sem duvida o aquecimento de águas sanitárias.
“Por imposição de lei as novas construções são obrigadas a ter um sistema de aquecimento de águas sanitárias com recurso renovável. Sistemas tipo termodinâmicos, colectores solares e outros são aplicações que se usa para aquecer águas.
Actualmente é o mercado continental e espanhol que absorve a maior fatia dos interesses da empresa. As legislações em vigor permitem que assim seja e que o crescimento em termos de cota de mercado venha a acelerar nos próximos anos. “As legislações no continente e em Espanha são mais adequadas e fomentam o investimento nestes produtos. Para além dos consumidores gerarem energia para as suas propriedades, eles podem vender a preços interessantes para outras pessoas, rentabilizando assim os investimentos”, refere João Santos.
As parcerias com centros de investigação e universidades têm sido uma das grandes fontes de rendimento da “nextenergy”. A Universidade dos Açores tem sido um importante cliente, no entanto continua a ser a vizinha Espanha a procurar os serviços da empresa.
Uma das mais recentes novidades centra-se nos oceanos, “temos a representação de um software alemão, ‘oceanwaves’, que estamos a implementar no mercado. A Universidade dos Açores e alguns portos estão já a usar esta nova tecnologia voltada para a oceanografia”, menciona João Santos.
Outra das próximas apostas, esta centrada na concepção de uma nova turbina eólica com capacidade de gerar 1 a 3 quilowatts. “Este foi um desafio que lançamos à Universidade dos Açores, criar um equipamento que fosse mais acessível à população e, consequentemente, de mais fácil comercialização. Neste momento está nos últimos retoques, e contamos em breve testar o modelo protótipo desta turbina”, refere o responsável da “nextenergy” que continua lamentando: -“vai ser no continente que esta tecnologia terá uma maior aplicação e aceitação, em parte pela legislação em vigor que torna mais atractiva a aquisição destes equipamentos”.

(In A União)

Etiquetas: , , , , , ,

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Feira Virtual de Emprego

A primeira feira virtual de emprego vai estar disponível até ao dia 14 de Dezembro, no site http://www.universia.pt/. A Universidade dos Açores é uma das instituições que se associou ao projecto de bolsa de emprego virtual do Portal Universia. Baseada nas últimas tecnologias de criação de espaços web, esta iniciativa, que decorre até 14 de Dezembro deste ano, é a primeira do género em Portugal. Dividida por sectores de actividade económica, que vão estar em destaque em cada um dos pisos do edifício, a bolsa virtual oferece soluções inovadoras na administração de currículos e nos processos de selecção de candidatos, permitindo, por exemplo, seleccionar os melhores com uma grande redução de tempo e de custos. Recorrer a expositores das entidades empregadoras e universidades parceiras do Portal Universia, assistir a chats/colóquios sobre temas relacionados com o emprego e apresentações institucionais virtuais, conhecer a oferta laboral das melhores empresas do País, deixar o currículo e realizar provas de selecção on-line são alguns dos pressupostos associados à primeira feira virtual de emprego. A Bolsa Virtual Universia dirige-se maioritariamente a estudantes universitários que estão a terminar a sua formação, recém-licenciados e jovens profissionais que tenham iniciado recentemente a sua carreira no mundo do trabalho.
(In Universia)

Etiquetas: , ,