segunda-feira, setembro 07, 2009

BERTO CABRAL (PSD) QUER Mar como força estratégica para desenvolver a Praia

O candidato pelo PSD à Câmara municipal da Praia da Vitória destacou ontem ”a importância do mar como força estratégica para o desenvolvimento do concelho”, referindo-se “à nossa localização privilegiada, no meio do Atlântico e entre três continentes”, assim como à baia da cidade, “cujas características, beleza e dimensão, não têm igual na região nem no país”.
Em conferência de imprensa, no pontão da marina da cidade, Berto Cabral considerou que “tudo isto tem de ser potenciado a favor do concelho e da qualidade de vida dos praienses”, quer “em termos económicos, ao nível do turismo, na dimensão ambiental, na investigação científica, no desporto e no lazer em geral”.
Berto Cabral assumiu que “esta baia terá um tratamento prioritário em termos da sua divulgação, valorização e utilização”, recordando que “há cerca de 12 anos, quando a câmara municipal decidiu avançar com a requalificação do antigo porto de pescas, construindo a marina e a frente marítima da cidade, foi dado um passo essencial para a valorização da baia”, disse.
“Com a recente conclusão do passeio marginal, num processo importante e numa obra cujo único dono é a Praia da Vitória, a cidade está cada vez mais bonita”, considerou, acrescentando que “agora é necessário dar um passo em frente”, desde logo “acabando com os problemas em certas zonas da costa, uns devido a actividades do parque industrial e do parque de combustíveis”, mas também “combater a erosão que se faz sentir nalguns locais, designadamente criando um banco de areia ou de corais artificiais”, explicou.
“Vamos intervir com eficácia na gestão do areal da baia, na consolidação e valorização das várias praias que a compõem: Prainha, Praia Grande, Praia dos Sargentos, Praia dos Oficiais e Riviera. As nossas praias irão ser uma imagem de marca do concelho, da ilha e da região”, concretizou.

Dinamização do litoral

Num conjunto de medidas para a dinamização do litoral praiense, Berto Cabral quer “promover eventos desportivos de âmbito nacional e internacional no areal, com as versões de praia para modalidades como o futebol, o voleibol, o andebol e o râguebi”, mas também “apoiar e promover os desportos náuticos, de forma significativa, ao nível dos atletas e das instituições locais, como o Clube Naval”, para além de se criarem condições “para a vela em geral e o surf em particular, a canoagem, o escafandrismo, a pesca desportiva ou a fotografia subaquática”.
O candidato quer “promover uma grande regata internacional, com saída ou chegada à Praia da Vitória, no âmbito de um conjunto de actividades de apoio à náutica de recreio e de valorização da nossa marina”, pois “temos de estar nos primeiros lugares da prática desportiva ligada ao mar, inclusivamente promovendo actividades de saúde e bem-estar nas praias da cidade”.
Potenciar a valorização económica da baia ao nível das energias renováveis é outra ambição, “que terá a estreita colaboração do Laboratório de Ambiente Marinho e Tecnológico da Universidade dos Açores (LAMTEC), de modo a promover e a implementar uma valorização científica ao nosso mar“.
Também as restantes zonas balneares do concelho foram tidas em conta nas propostas do candidato, referindo que “não vamos ficar por aqui, mas antes levar esta visão a todo o concelho, e criando condições para que a Praia seja mesmo uma terra do mar”, avançou.
“Vamos criar o passeio marítimo dos Biscoitos e valorizar a respectiva zona balnear, acção que se estenderá à zona balnear das Quatro Ribeiras, aproveitando as características únicas do local”, revelou, propondo também “criar uma zona balnear na Alagoa da Fajãzinha (Agualva), esta com aproveitamento turístico, assim como melhorar a Zona Balnear das Escaleiras (Vila Nova), e toda a zona marítima da Caldeira das Lajes, através de um passeio e zona balnear adequados às características do local”
“Queremos ainda melhorar a zona balnear do Porto Martins, retirando pedras do fundo da piscina e salvaguardando, especialmente ali, os banhistas das águas vivas que assolam o local”, mas não vamos desvirtuar a beleza da nossa costa nem atirar betão para cima dela, apenas para quantificar gastos e promover pessoas ou instituições”, garantiu.
Berto Cabral adiantou, por último, que “vamos apenas intervir com o impacto mínimo e a qualidade máxima para valorizar a costa, de modo a garantir o desenvolvimento do concelho e qualidade de vida aos praienses e a todos aqueles que nos visitam”.

(in A União)

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sábado, julho 04, 2009

Praia da Vitória quer população sensibilizada para energias renováveis

A Câmara Municipal da Praia da Vitória vai organizar um debate e um seminário de formação para “aumentar a sensibilização” da população para as energias renováveis disse esta segunda-feira o presidente da autarquia.
Roberto Monteiro, que falava numa conferência de imprensa para apresentação da 1ª. Feira de Energias Renováveis da Praia da Vitória, considerou que “a grande maioria da população ainda questiona as vantagens económico financeiras das novas energias”.
Nesse sentido a iniciativa, que decorre entre 3 e 5 de Julho, visa, acrescentou o autarca, “esclarecer as dúvidas da comunidade sempre que se inicia um novo ciclo de comportamentos e permitir que as empresas do sector mostrem as vantagens dos seus produtos”.
Para Roberto Monteiro “não existem dúvidas quanto às vantagens das novas energias, quer do ponto de vista económico quer da preservação do ambiente”.
Por isso “o debate e a introdução de novas energias é um problema estruturante para o concelho e uma aposta na melhoria da eficiência energética”, sublinhou o autarca.
Na feira vão marcar presença 26 empresas locais ligadas ao sector das novas energias e das energias renováveis.
O debate, que vai abordar o tema da “microgeração” de energia nos Açores, decorre no primeiro dia da feira através de uma mesa redonda em que participam a Direcção Regional de Energia, Empresa de Electricidade dos Açores (EDA), empresas privadas e público em geral.
A autarquia disponibiliza também, no programa, visitas à Central de Biodisel, Laboratório de Ambiente Marinho e Tecnologia (LAMTEC), passeios de iate exclusivamente movidos pelo vento e parapente.
A ilha Terceira consumiu, no ano passado, 192,695 milhões de megawats dos quais apenas 8,7 por cento produzidos por energia eólica.
Actualmente a empresa Geoterceira está a efectuar perfurações, no interior da ilha, para montagem de uma central de energia geotérmica.
O concelho de Angra do Heroísmo foi responsável por 54,8 por cento daquele consumo e o da Praia da Vitória por 45,2 por cento.
O destacamento norte-americano estacionado na Base portuguesa das Lajes, passou, em 2008, a abastecer-se de energia eléctrica através da empresa açoriana EDA o que originou um aumento do consumo em 25 por cento na ilha Terceira.
(In Lusa)

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sábado, maio 30, 2009

Investigadores açorianos precisam de mais atenção

O candidato açoriano na lista do Bloco de Esquerda ao Parlamento Europeu reivindica um maior apoio à investigação que se faz no arquipélago, confirmou DI. Paulo Sousa Mendes manifestou este argumento ontem de manhã, no final de uma visita ao Laboratório de Ambiente Marinho e Tecnologia (LAMTec), instalado na Praia da Vitória. O candidato bloquista relevou o papel deste centro no estudo do mar e das energias, nomeadamente do hidrogénio, e apelou a uma maior consciência das instâncias comunitárias para as dificuldades financeiras que os investigadores sofrem.No seu manifesto eleitoral regional, Paulo Sousa Mendes reivindica a defesa do mar insular como recurso único da Região. “Ao retirar a gestão da ZEE a quem sempre a geriu e a quem sempre teve a preocupação de desenvolvê-la de forma sustentável, a União Europeia está a criar uma dinâmica perversa, que anula qualquer perspectiva de subsidiariedade e de proporcionalidade, única garantia de que as decisões sejam tomadas a um nível mais próximo dos cidadãos e das cidadãs. Dada a necessidade de se preservar um recurso tão valioso como é o nosso Mar, a negociação com a União Europeia - com vista à co-gestão da nossa ZEE -, não será tida como um comportamento eurocéptico, mas antes como uma preocupação legítima e europeísta, por parte de um Estado-membro que considera a sustentabilidade do Mar responsabilidade de todos”, defende.No documento, o bloquista reivindica também de Bruxelas o apoio concreto aos pequenos agricultores.

(in Diário Insular)

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segunda-feira, maio 25, 2009

Tomada de Posse da Assembleia da Universidade e Visita de Patrão Neves ao LamTec

domingo, maio 24, 2009

Açores são terreno fértil para as energias limpas

Candidata do PSD/Açores ao Parlamento Europeu defende uma aposta forte nas energias renováveis no arquipélago. Diz que a Região tem de estar na vanguarda da investigação.
A candidata açoriana ao Parlamento Europeu sublinha que os Açores reúnem todas as condições para se colocarem na vanguarda da produção energética a partir de fontes renováveis. Maria do Céu Patrão Neves, que falava aos jornalistas no final de uma visita ao Laboratório de Ambiente Marinho e Tecnologia (LAMTec), na Praia da Vitória, argumenta que o mar, a geotermia e o hidrogénio se apresentam como potencialidades para o arquipélago e que não podem ser descuradas.“A produção de energias limpas nos Açores é um terreno muito fértil. Daí apresentar-se como uma forte possibilidade para tomarmos a dianteira em termos de investigação e prospecção e alcançarmos dividendos económicos importantes”, alega.Patrão Neves sublinha que este objectivo deve originar sinergias entre a Universidade dos Açores e o Governo Regional. “A Universidade dos Açores tem um papel de produtora de conhecimento e líder na investigação e o Governo Regional tem o dever de potenciar o trabalho em rede, investindo fortemente nesta área. O fundamental é que cada parte saiba a sua função e que na cooperação com as restantes partes se alcancem os objectivos centrais: a produção de energia limpa e a sua rentabilização para as ilhas e para o exterior”, argumenta, recordando que a União Europeia tem incentivado esta vertente, tendo estabelecido como meta que, dentro de dez anos, 20 por cento da energia consumida tenha origem em fontes renováveis. A meta para Portugal é de 31 por cento.
Compromissos
Antes da visita ao LAMTec, Maria do Céu Patrão Neves participou num pequeno-almoço com jornalistas da Terceira, onde reafirmou os compromissos eleitorais que tinha apresentado na noite de quarta-feira, em Ponta Delgada. Depois de apelar ao voto (ver caixa), sublinhou que pretende sensibilizar os açorianos para a sua participação na construção da Europa e que esta não pode ver o arquipélago como um custo.“Exigimos a coesão política e a solidariedade social da Europa, mas oferecemos ao mesmo tempo a diversidade que nos caracteriza e a especificidade que sabemos desenvolver”, alega. Para Patrão Neves, o relacionamento das ilhas com a Europa deve desenvolver-se em quatro eixos: político (reforço do estatuto de ultraperiferia e, paralelamente, consolidação do papel do arquipélago como centro transatlântico), económico (agro-pecuária, pescas e transportes como sectores prioritários para a Região), social (emprego, saúde e educação como prioridades) e Ambiente (preocupação que se interliga com as anteriores).“Devemos promover as nossas tradições e, conhecendo-as, procurar a inovação. É este o desafio que apresento”, explicou. Na quarta-feira, Patrão Neves apresentou o seu compromisso. Antes dela, a líder do PSD/Açores, Berta Cabral, caracterizou-a como uma “candidata multisectorial”, e classificou o cabeça-de-lista do PS, Vital Moreira, como “inimigo dos Açores”, dizendo que isso não pode ser posto de lado na escolha dos açorianos nas eleições europeias.
Abstenção elevada não dignifica os Açores
A candidata do PSD/Açores ao Parlamento Europeu diz que a abstenção elevada nas eleições de 07 de Junho penaliza os Açores ao demonstrar o desinteresse dos açorianos nas questões europeias.Maria do Céu Patrão Neves diz que esse alheamento reduz a força da Região no espaço europeu e não dignifica os açorianos.“Por isso, o repto que lanço vai no sentido de cada açoriano votar como testemunho da sua vontade em construir uma sociedade melhor. Na vossa freguesia, na vossa ilha, na vossa região, no país e na Europa, somos todos necessários, mas temos que dar voz aquela que é a nossa vontade”, concluiu.Na quarta-feira, na apresentação do seu compromisso eleitoral, Patrão Neves já tinha sublinhado esta ideia, assumindo o compromisso de proximidade com os açorianos depois da sua eleição.“O projecto europeu, a integração plena dos Açores na Europa, precisa do contributo de todos os açorianos. Nenhum é dispensável e todos fazem falta, cada um contribuindo com a sua singularidade para o todo que somos. Contarei com as experiências dos seniores, com os conhecimentos dos adultos, com os sonhos dos jovens e com as justas aspirações de todos”, disse.

(In Diário Insular)

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terça-feira, março 24, 2009

Universitários nos Biscoitos

Na companhia da Dr.ª Liliana Averini, do Laboratório de Ambiente Marinho e Tecnologia da Universidade dos Açores, com sede na cidade da Praia da Vitória, visitou o litoral da freguesia dos Biscoitos e o Museu do Vinho da Casa Agrícola Brum Lda. a Dr.ª Elisabete Domingues, da Universidade Lusófona - Oceanografia Física.Ainda no território “Da Resistência” estas simpáticas jovens tiveram a oportunidade de conhecerem os sedutores “Donatário” e “Chico Maria”.

(in Bagos D'Uva)

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quinta-feira, novembro 13, 2008

Hidrogénio: os Açores preparam o futuro

Os Açores preparam-se para integrar o pelotão da frente no estudo do hidrogénio.
Trata-se de um programa europeu que pretende massificar a utilização desse gaz, como conbustível e, é por isso, que a Região, a par da União Europeia, estão na vanguarda do estudo para o aproveitamento do hidrogénio como energia alternativa. Ontem, Emanuel Barcelos, cientista e investigador da Universidade dos Açores, no LAMTec polo de Angra do Heroísmo da ilha Terceira, estava convencido da respectiva utilidade desse combustível, enquanto que, para Frederico Cardigos, cientista açoriano, a Região tem capacidades naturais para a sua produção. Por sua vez, Francisco Ferreira, da QUERCUS, aponta esse mesmo caminho, como energia limpa e que propõe para o futuro. A capacidade do hidrogénio, como alternativa ao petróleo, os avanços e os recuos, os perigos e as tragédias da utilização desse gaz, vão estar hoje, pelas 17H30, em destaque no programa de informação " Mónada ", da Antena 1 /Açores, da autoria do jornalista da Delegação da ilha do Faial, Luís Branco.

(In Luís Branco / Carlos Tavares RTP-RDP Açores)

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domingo, setembro 07, 2008

Laboratório investiga fontes de energia alternativas

O LAMTec possui um espaço onde promove a divulgação das energias renováveis. Neste estão ao alcance da população equipamentos de demonstração.
O LAMTec da Universidade dos Açores centra a sua investigação nas áreas das energias renováveis, da oceanografia operacional e das tecnologias ambientais.
O Laboratório de Ambiente Marinho e Tecnologia (LAMTec), do Departamento de Ciências Agrárias do Campus de Angra do Heroísmo conta, numa das suas maiores valências, com um Parque Tecnológico Interactivo em Energias Renováveis e Hidrogénio Renovável nos Açores. O projecto destina-se à criação e instalação, na Praia da Vitória, ilha Terceira, de um parque tecnológico interactivo na área das energias e dos combustíveis renováveis. Trata-se de um espaço aberto ao público onde se podem criar interacções com experiências, dispositivos tecnológicos específicos e aplicações de demonstração das áreas mencionadas. Os visitantes têm a oportunidade de interagir com equipamentos domésticos que funcionam com hidrogénio. Este projecto pretende vir a favorecer estudantes e professores das escolas açorianas, desde o nível básico ao secundário; os estudantes e professores da Universidade dos Açores; os cidadãos e público em geral; e as pequenas e médias empresas com interesses no sector energético, ambiente e desenvolvimento sustentável. No que diz respeito aos biocombustíveis, o LAMTec possui apenas instalações destinadas à produção do biodiesel. Estas compreendem duas áreas, uma destinada ao armazenamento dos óleos alimentares usados e outra à valorização dos mesmos em biodiesel. O LAMTec possui um espaço onde promove a divulgação das energias renováveis. Neste estão ao alcance da população equipamentos de demonstração, tendo sido dada especial atenção aos de produção e utilização do hidrogénio como combustível. Destes equipamentos destacam-se os eletrolisadores e as pilhas de combustível. Também existe em exposição um grelhador a hidrogénio e um motor que pode funcionar a hidrogénio em vez de gasolina, exemplificando algumas das potencialidades deste "combustível limpo". Na área da exposição também se fornece informação sobre a produção de biodiesel, existindo um expositor exclusivamente dedicado a este biocombustível. Aí podemos observar as diferentes diluições possíveis entre o biodiesel e o diesel mineral. Outras energias renováveis estão contempladas no LAMTec. É o caso da solar e da eólica. A exposição contempla um painel solar e uma aeroturbina e ainda se pode ter contacto com uma demonstração de produção de energia eléctrica pela aeroturbina exterior, de 1kW de potência. O Parque Tecnológico também promove experiências didácticas com o intuito de criar alguns momentos de interacção entre o visitante e o material exposto. No site da internet do LAMTec pode ler-se que este parque tecnológico "tem como principal finalidade a divulgação das energias renováveis, promovendo a educação e a formação dos visitantes no âmbito dessa temática. Além disso, pretende estimular o gosto pela investigação na procura de soluções tecnológicas que conduzam a um desenvolvimento sustentado".
Aquecimento global do planeta em destaque


O Laboratório de Ambiente Marinho e Tecnologia da Universidade dos Açores (LAMTec) tem como um dos seus mais importantes objectivos dar a conhecer as energias renováveis e as suas possíveis aplicações aos açorianos, além de tentar sensibilizar a população para os problemas ambientais, nomeadamente o aquecimento global. A estrutura, embora com uma missão que inclui todas as nove ilhas açorianas, está sediada na cidade da Praia da Vitória e conta com um grupo de 12 investigadores em diversos domínios académicos.
Mais informação em http://www.lamtec-id.com/


(In Expresso das Nove)

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quinta-feira, julho 24, 2008

Produção de Hidrogénio nos Açores

Os Açores poderão estar, dentro de quatro ou cinco anos, a produzir cem toneladas diárias de hidrogénio para consumo regional e exportação, admitiu hoje o investigador da universidade do arquipélago. O responsável pelo Laboratório de Ambiente Marinho e Tecnologia (LAMTec), localizado na Praia da Vitória (Ilha Terceira), disse que "os estudos apontam para uma produção de cem toneladas por dia, quantidade que pode rentabilizar o projecto". "A primeira produção destina-se à substituição das centrais termoeléctricas (que funcionam a fuelóleo) que passam a funcionar a hidrogénio, alargando-se posteriormente aos transportes e à indústria", adiantou o investigador. Mário Alves garantiu que "os Açores possuem recursos renováveis abundantes, nomeadamente o vento, o que permite perspectivar um aumento de produção, incluindo a exportação, de acordo com a procura do mercado". "A exportação de hidrogénio será feita por via marítima, com recurso a navios também eles movidos a hidrogénio", explicou. Este investigador da Universidade dos Açores calcula que, dentro de duas décadas, "os Açores poderão ser auto-suficientes na produção de energia, bem como exportadores". "Na nossa estimativa, o arquipélago, dentro de 10 a 15 anos, será auto-suficiente ao produzir, para as suas necessidades, 30 por cento de energia geotérmica, 15-20 por cento de eólica, 5 por cento de hídrica e 50 por cento de hidrogénio", adiantou. Preconizou, ainda, a possibilidade de possuir diesel produzido a partir do hidrogénio e do carbono retirado dos resíduos (hidrogénio renovável). De acordo com Mário Alves, "a produção de hidrogénio deverá ser a indústria de maior dimensão da região" e, segundo os seus cálculos, "se quiser, houver visão e vontade política de longo prazo, será mesmo a maior do país". Revelou, também, que "os Açores consumiram, no ano passado, cerca de 250 mil toneladas de equivalentes de petróleo, que poderá ser substituído por 100 mil toneladas de hidrogénio/ano". "Vai sobrar mais dinheiro, é uma nova era porque a região o que não tem falta é de vento", assegurou o investigador. O responsável do LAMTec adiantou que, "enquanto na energia eólica já temos capacidade de resposta, para a procura no hidrogénio não conseguimos ainda trabalhar ao ritmo das subidas e descidas dos preços do petróleo". "Está a investir-se bem na investigação que, dentro de um a dois anos, apresenta a primeira produção experimental, mas vai levar algum tempo a mudar a indústria e a adaptar as infra-estruturas", sublinhou. Porém, adverte que "os investimentos (cujos valores até ao momento se escusou a revelar) no futuro ficarão condicionados à capacidade de produzir hidrogénio mais barato que o petróleo". Mário Alves aponta como condicionante "a carga fiscal que os governos impõem que, neste caso, para ser rentável, é de bom senso que seja mais reduzida na produção do hidrogénio". Os estudos nos Açores destinados à produção de hidrogénio foram iniciados pelo LAMTec em 2001. O laboratório foi criado em 24 de Outubro de 2001, através de um protocolo assinado entre a Universidade dos Açores e a Câmara Municipal da Praia da Vitória. Actualmente tem a trabalhar oito pessoas nas áreas da formação em licenciaturas, mestrados e doutoramentos, e na divulgação junto das escolas, associações e colectividades.
(In Público)

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quinta-feira, junho 05, 2008

DIA MUNDIAL DO AMBIENTE - Escola Profissional vai plantar árvores

A plantação de árvores, exposições, jogos, ateliers e actividades lúdicas baseadas nos diversos problemas ambientais são algumas das acções promovidas pela Escola Profissional da Praia da Vitória (EPPV), nos próximos dias 5 (Dia Mundial do Ambiente) e 6 de Junho.
Trata-se de uma iniciativa cujo objectivo é promover a educação ambiental e o respeito pelos espaços verdes junto de mais de meia centena de alunos, entre 16 e 40 anos de idade, de cinco cursos do programa “Reactivar”. “Esta actividade surge na sequência do nosso plano de actividades, inserida no programa Eco-Escola, e vai proporcionar aos alunos o contacto com as temáticas ambientais, a aprendizagem de comportamentos correctos, para além de permitir o convívio e o trabalho de equipa entre estudantes dos diferentes cursos”, sustenta Domingos Borges, director da EPPV. Já Soraia Aguiar, professora responsável pelo projecto, adianta que “um dos objectivos passa também por chamar atenção da comunidade escolar; alertar alunos, professores, auxiliares, para os problemas ambientais e preservação do ambiente, e mostrar aos estudantes como eles poderão ligar essas mesmas aprendizagens à sua vertente profissional”. E acrescenta: “Dali vão sair futuros profissionais e portanto têm de ter atenção que o mercado de trabalho está bastante desperto para a realidade ambiental”. Na prática, na manhã de quinta-feira, 5 de Junho, os alunos irão plantar cinco árvores, simbolicamente, uma por cada curso, no próprio espaço escolar, seguindo demonstrações das disciplinas tecnológicas, mediante stands orientados pelos professores daquelas disciplinas.“Assim os alunos ficam com uma ideia do que é que os colegas estão a fazer em termos de práticas de curso, bem como tomam conhecimento de outros espaços de trabalho existentes na escola”, explica a docente. Durante a tarde estarão vigentes as áreas sócio-culturais e científicas com a realização de actividades que vão “propor soluções eficazes na redução dos impactos dos problemas ambientais como é o caso da reciclagem”, e uma palestra sobre a reutilização de óleos, proferida por Emanuel Barcelos, Mestrando em Engenharia do Ambiente da Universidade dos Açores. Quanto ao dia 6 de Junho, as actividades programadas serão realizadas no exterior, com um passeio pelo trilho pedestre “Mistérios Negros”, no sentido de promover o contacto com a Natureza. No mesmo dia haverá ainda um almoço-convívio na reserva florestal dos Viveiros. O projecto, que envolve mais de uma dezena de professores do programa “Reactivar” da EPPV, englobando os cursos de Acção Educativa; Produção Agrícola; Serviço de Andares em Hotelaria; Cozinha; e Refrigeração, Ar condicionado e Climatização, conta com o apoio da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, Ecoteca da Terceira e Laboratório de Ambiente Marinho e Tecnologia da Universidade dos Açores. É de referir que o programa “Reactivar” são cursos orientados para adultos desempregados, alguns em risco de exclusão social, com dupla certificação, isto é, ao mesmo tempo que dão equivalência a um nível de escolaridade (sexto ou nono ano) permitem a certificação profissional.

Governo vai distribuir puzzles e jogos de memória

O Governo dos Açores vai distribuir, por diversas entidades regionais, seis mil exemplares de puzzles e jogos de memória, para comemorar o Dia Mundial do Ambiente que se celebra quinta-feira. A iniciativa tem por objectivo sensibilizar os açorianos, especialmente os mais jovens, para o conhecimento e para a protecção de espécies protegidas. O puzzle, que destaca as espécies marinhas dos Açores, tem 88 peças e faz referência a quatro espécies protegidas pela directiva Habitats, nomeadamente, o Garajau-rosado (Sterna dougallii), o Cagarro (Calonectris diomedea borealis), o Roaz (Tursiops truncatus) e a Tartaruga-careta (Caretta caretta), com uma pequena descrição das espécies, assim como, do seu estatuto de protecção. Quanto ao jogo de memória, sobre as espécies endémicas dos Açores, tem 59 cartas, das quais 50 com fotografias das diferentes espécies da flora endémica da Região, enquanto que as restantes apresentam instruções do jogo e uma pequena descrição das espécies, bem como, da sua localização geográfica.
Sónia Bettencourt

(In A União)

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sábado, abril 19, 2008

Next Energy aposta em turbina eólica em ambiente urbano para crescer

Com quatro anos de existência, a Next Energy conta dar este ano um novo impulso à sua actividade. A empresa açoriana espera iniciar a comercialização de uma turbina eólica para ambiente urbano, a qual resultou de um desafio lançado por João Santos, responsável pela Next Energy, ao LamTec do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, no final de 2004. «O nosso objectivo é o de comercializar 100 turbinas por ano», avança o empresário ao AmbienteOnline. Com uma potência que pode variar entre 1 e 4 kW, o equipamento pode ser aplicado, por exemplo, em unidades industriais, escolas ou residências. O seu custo deverá situar-se entre os 6 e os 7 mil euros, mas, segundo o empresário, é possível ter o retorno do investimento em apenas 3 ou 4 anos. De resto, desenvolver um projecto com «um preço acessível e um retorno atractivo» foi uma das principais preocupações que estiveram subjacentes a este projecto.Como representante da Ropatec, a empresa já oferecia soluções para fornecimento de energia eólica, nomeadamente, para potências de 1kW, 6kW e 20kW. Do seu porta-fólio fazem também parte produtos na área da climatização, iluminação ou hidrogénio. Estes são algumas das actividades que contribuíram para a empresa ter alcançando, em 2007, um volume de negócios de 500 mil euros. Como o negócio está a crescer, a Next Energy está já à procura de parceiros para se instalar também em Portugal continental.«O nosso objectivo é ganhar mercado a nível nacional, adquirindo know-how, para, mais tarde, evoluir para outros mercados», acrescenta João Santos.
(In Portal Ambiente)

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domingo, fevereiro 17, 2008

Visita de Estudo ao Laboratório de Ambiente Marinho e Tecnologia

Partimos de Angra pelas 13:30 num mini bus cedido pela Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, requisitado pela professora, Tânia Fonseca da Escola Básica e Secundária Padre Jerónimo Emiliano de Andrade, com o objectivo de nos levar até à cidade da Praia da Vitória para uma visita de estudo planeada pelo meu grupo, ao Lamtec - Laboratório de Ambiente Marinho e Tecnologia do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores.
Esta visita teve por objectivo adquirir conhecimentos e esclarecer algumas questões relacionadas com o projecto que temos entre mãos e que assenta na produção de energia a partir do hidrogénio.
Ao chegarmos ao Lamtec, o responsável esperava-nos com uma apresentação em power point muito útil e esclarecedora sobre esta energia renovável:
Vantagens / desvantagens, produção/custos, etc….
Forneceu-nos informações quer sobre a molécula de hidrogénio, em si, quer sobre o modo como esta pode ser utilizada - desde a sua existência no ar até á sua forma energética;
Informou-nos também sobre o funcionamento de uma célula fotoeléctrica e ainda proporcionou-nos a visualização dos vários modos de obter energia a partir do hidrogénio, e de outros recursos renováveis.
Assim, com esta apresentação em power point, foi possível solidificar alguns conhecimentos e adquirir muitos outros.
Foi-nos facultado ainda a visualização de um trabalho de um grupo de estudantes da Praia da Vitória, trabalho esse que, tal como o que pensamos elaborar, permite produzir energia a partir de fontes renováveis.
Este trabalho contribuiu, de certo modo para aumentar o nosso entusiasmo na elaboração da maqueta - produto final da disciplina de Área de Projecto.
Resumindo não estávamos à espera de uma exposição tão longa e enriquecedora, acabando mesmo por faltar tempo para a finalização da visita de estudo.
Por falta de tempo, não foi possível ver tudo o que o responsável tinha planeado mostrar, nem efectuamos uma entrevista que estava planeada. Contudo o responsável, foi super simpático, eficaz e colaborador, ficando com as perguntas na sua posse e, num curto espaço de tempo, mandou-nos as respostas.
Penso que esta visita foi da maior importância para a elaboração do nosso trabalho não só pelos motivos acima referidos, mas também pela tranquilidade que o responsável nos transmitiu ao oferecer a sua disponibilidade para o caso de surgirem mais dúvidas ao longo da elaboração do nosso projecto. O nosso Muito Obrigado!!!

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domingo, janeiro 20, 2008

Açores com 20% de energias alternativas em 2020

É possível atingir na Região o objectivo já traçado pela União Europeia: vinte por cento de energias renováveis no total de consumo energético até 2020. A garantia é dada pelo director regional do Comércio, Indústria e Energia, José Luís Amaral, e reforçada pelo parecer do professor do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores e director do LAMtec (Laboratório de Ambiente Marinho e Tecnologia), Mário Alves. De acordo com José Luís Amaral, é preciso ter em conta que a principal aposta a nível dos Açores tem sido feita na área da geotermia, com este sector a crescer 147 por cento em São Miguel, representando actualmente 42 por cento do consumo total de energia da ilha. O próximo passo é desenvolver a geotermia na Terceira, garante o governante, “o que permitiria cobrir muito mais a nível dos Açores”. Outras energias renováveis a desenvolver a médio prazo no arquipélago são a eólica e a hídrica. O director regional salienta ainda que existem, no âmbito do programa Proenergia, perto de 140 projectos aprovados, essencialmente ligados à colocação de painéis solares. Quanto a acções de sensibilização da população açoriana em geral, em relação à importância das energias renováveis, José Luís Amaral adianta que serão realizadas diversas actividades no mês de Maio. Também o professor da Universidade dos Açores, Mário Alves, considera o objectivo de 20 por cento atingível e aponta as melhores áreas a investir como sendo a energia eólica e os combustíveis renováveis. “A Comunidade Europeia tem dado sinais fortes a todos os estados membros de que devem apostar nas energias renováveis e estes têm seguido esses sinais, incluindo Portugal, que triplicou o peso da energia eólica. Creio que, também a nível do Governo Regional, existe essa vontade”, adianta. Quanto à possibilidade de ser feita uma aposta no hidrogénio, Mário Alves considera que, “seguramente, este estará no pacote dos combustíveis renováveis a desenvolver”. O objectivo de elevar a percentagem de energia renovável no total do consumo da União Europeia de 8,5 por cento em 2005, para 20 por cento em 2020, é avançado num vídeo colocado na Internet, no espaço da UE no Youtube, o “EUTUBE”. O vídeo pode ser consultado no endereço “http://youtube.com/watch?v=1cysaOnlv_E”.
(In Diário Insular)

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terça-feira, janeiro 08, 2008

Açores em vantagem face a aumento do preço do petróle

Os Açores estão em vantagem em relação ao resto do país face a um eventual aumento do preço do petróleo, que segundo alguns analistas internacionais poderá atingir, em breve, os 300 dólares por barril. A opinião é de Mário Alves, director do LAMTec-Laboratório de Ambiente Marinho e Tecnologia do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores. “Não vejo actualmente nenhum drama relativamente a isto, uma vez que existem já soluções alternativas ao petróleo disponíveis, nomeadamente ao nível das energias renováveis”, sublinha o investigador. “Algumas dessas soluções não são ainda muito interessantes em termos económicos, mas bastará uma subida do preço do barril do petróleo para os 150 dólares para que deixem de ser consideradas caras e se tornem viáveis”, acrescenta, referindo que, “deste modo, o preço do petróleo nunca chegaria a atingir os 300 dólares por barril”. Neste contexto, Mário Alves destaca que “os Açores têm um enorme potencial ao nível dos combustíveis renováveis”. “Estamos numa das melhores Regiões nacionais para a produção de energias renováveis, o que para nós constitui uma vantagem”, salienta. O director do LAMTec adianta ainda que, “dentro de dois anos, estarão já disponíveis na Região soluções totalmente renováveis, mesmo que o preço do petróleo não aumente”. Recorde-se que o preço do petróleo se situa, actualmente, nos 100 dólares por barril. Alguns analistas internacionais prevêem, no entanto, que os aumentos sucessivos poderão atingir, em breve, os 300 dólares por barril.

(In Diário Insular)

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domingo, dezembro 30, 2007

Nextenergy - Energias Renováveis

A sensibilidade para a redução dos custos energéticos domésticos é cada vez maior por parte das populações. As energias renováveis geram um novo mercado de negócio e de oportunidades um pouco por todo o mundo.
A “nextenergy” é uma empresa com sede na Praia da Vitória, na ilha Terceira-Açores que encontrou neste novo mundo o seu habitat natural e tem aos poucos, e com as dificuldades de uma empresa insular, imposto a sua qualidade de trabalho a nível nacional e internacional.
João Santos, meteorologista de profissão, natural de Setúbal e a residir há vinte anos na ilha Terceira, é o rosto principal desta jovem empresa que trabalha há quatro anos na cidade da Praia da Vitória.
“O desafio é implementar um conjunto de soluções que sejam uma mais valia para os consumidores, para isso tenho uma equipa de trabalho jovem e dinâmica, que funciona em bloco, embora eu seja o responsável financeiro da empresa, ela é o resultado de um esforço global de todos que nela participam”, diz o empresário.
A preocupação primordial da empresa é proporcionar aos seus clientes a possibilidade de rentabilizar a produção das energias alternativas de uma forma viável e económica, para isso, a “nextenergy” dispõe de serviços de investigação e consultadoria.
A nível de investigação, a empresa, em cooperação com o LAMTec (Laboratório de Ambiente Marinho e Tecnologia) do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, desenvolve projectos em determinadas áreas de estudo, nomeadamente, no âmbito do hidrogénio e da energia eólica. Estes estudos abordam várias áreas inclusivamente na procura de novas, melhores e únicas soluções em termos de equipamentos.
Relativamente a serviços de consultadoria, a empresa presta assistência aos seus clientes, procedendo à observação do local de montagem dos equipamentos e ao aconselhamento das soluções mais eficientes para responder às necessidades apresentadas.
As instalações e as assistências técnicas dos sistemas são inteiramente asseguradas pela “nextenergy”.

As áreas de negócio que esta empresa da Terceira aborda são vastas e estão sempre em constante desenvolvimento. No entanto existem algumas bandeiras que tornam a empresa como uma das mais reconhecidas no país, sendo por diversas vezes mencionada nos órgãos de comunicação social nacional e internacional.
A venda de equipamentos para aproveitar as energias renováveis é uma das vertentes comerciais da “nextenergy”. Estes equipamentos possibilitam soluções para melhor rentabilizar os recursos naturais, quer para uso doméstico, quer para fim indústrias.
A energia eólica é umas das principais apostas do momento, como explica João Santos: -“as pessoas já começam a perceber que instalando turbinas podem poupar muito dinheiro ao fim do ano. Hoje é possível ter uma casa auto sustentada com estas turbinas, e os custos de instalação é relativamente baixo”.
Na prática as pessoas vão injectar energia na rede e depois acertam contas com a entidade fornecedora, sendo que na maioria das vezes pode acontecer o caso de nunca pagar facturas, chegando, se for caso disso, ao ponto de receber 20% da energia excedentária criada pela turbina pessoal do cliente.
A “nextenergy” apresenta ainda soluções para iluminação e para aquecimento de águas sanitárias, que por si só são mais valias para os consumidores.
Esta última vertente de extrema importância para a empresa é sem duvida o aquecimento de águas sanitárias.
“Por imposição de lei as novas construções são obrigadas a ter um sistema de aquecimento de águas sanitárias com recurso renovável. Sistemas tipo termodinâmicos, colectores solares e outros são aplicações que se usa para aquecer águas.
Actualmente é o mercado continental e espanhol que absorve a maior fatia dos interesses da empresa. As legislações em vigor permitem que assim seja e que o crescimento em termos de cota de mercado venha a acelerar nos próximos anos. “As legislações no continente e em Espanha são mais adequadas e fomentam o investimento nestes produtos. Para além dos consumidores gerarem energia para as suas propriedades, eles podem vender a preços interessantes para outras pessoas, rentabilizando assim os investimentos”, refere João Santos.
As parcerias com centros de investigação e universidades têm sido uma das grandes fontes de rendimento da “nextenergy”. A Universidade dos Açores tem sido um importante cliente, no entanto continua a ser a vizinha Espanha a procurar os serviços da empresa.
Uma das mais recentes novidades centra-se nos oceanos, “temos a representação de um software alemão, ‘oceanwaves’, que estamos a implementar no mercado. A Universidade dos Açores e alguns portos estão já a usar esta nova tecnologia voltada para a oceanografia”, menciona João Santos.
Outra das próximas apostas, esta centrada na concepção de uma nova turbina eólica com capacidade de gerar 1 a 3 quilowatts. “Este foi um desafio que lançamos à Universidade dos Açores, criar um equipamento que fosse mais acessível à população e, consequentemente, de mais fácil comercialização. Neste momento está nos últimos retoques, e contamos em breve testar o modelo protótipo desta turbina”, refere o responsável da “nextenergy” que continua lamentando: -“vai ser no continente que esta tecnologia terá uma maior aplicação e aceitação, em parte pela legislação em vigor que torna mais atractiva a aquisição destes equipamentos”.

(In A União)

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