sexta-feira, setembro 18, 2009

Projecto Green Islands Açores poderá mudar a forma como os Açores utilizam os seus recursos energéticos

Esta reunião conta com a presença dos coordenadores do Projecto Green Islands Açores, dos líderes das equipas de trabalho da Universidade dos Açores envolvidas no Projecto e de representantes do Governo dos Açores. O Green Islands Açores é um projecto inovador de Energias Renováveis que poderá mudar a forma como os Açores utilizam os seus recursos energéticos, assumindo-se como um "projecto bandeira" da Região no que concerne o desenvolvimento energético sustentável. Um dos objectivos fulcrais deste projecto passa por encontrar novas metodologias de rentabilização dos recursos naturais da região, com vista a atingir a sua autonomia energética, sendo que uma das suas metas mais ambiciosas consiste no alcance de 75% de produção de energia eléctrica a partir de origem limpa.Para além de um novo paradigma energético o Green Islands Açores procura, também, promover o intercâmbio técnico-cientifico entre o MIT (Massachusetts Institute of Technology) e diversas Universidades nacionais.

(In Rádio Atlântida)

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domingo, setembro 13, 2009

Açores integrados em projecto energético europeu

Os Açores são um dos 12 parceiros do Projecto Europeu ISLE-PACT, uma iniciativa da União Europeia para unir as ilhas europeias, em torno do objectivo comum de construção de uma política para uma maior produção de energia de origem limpa e para um uso mais eficiente dessa mesma energia.A candidatura açoriana, realizada no final do mês de Maio, já está aprovada.As ilhas açorianas encontram-se entre as 12 regiões insulares participantes, juntamente com as Ilhas Ocidentais da Escócia, a Ilha Sueca de Gotland, a Ilha da Madeira, as Ilhas Canárias, as Baleares, as ilhas Gregas de Aegean, a Ilha Grega de Creta, a Ilha Sassari, a República de Malta, a Ilha de Chipre e a Ilha Dinamarquesa de SamsØ.O projecto, com um orçamento global de " 3.737.493,00, tem como principal objectivo a contribuição para o alcance das metas europeias no que toca à sustentabilidade energética e ao combate das alterações climáticas, através de um ambicioso compromisso de redução das emissões de CO2 e de melhoria da eficiência energética em 20%, ou mais, até 2020. Outro dos grandes objectivos é a a contribuição para a protecção dos ecossistemas insulares e o aumento da sua independência ao nível do abastecimento de energia e de água. Também o desenvolvimento económico local, a criação de emprego e a reversão do declínio da população local, fazem parte dos planos do projecto.A entidade açoriana responsável pela candidatura da região ao projecto ISLE-PACT foi a Agência Regional da Energia e Ambiente da Região Autónoma dos Açores (ARENA), que contou com o apoio da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, através da Direcção Regional da Energia e da sub-Secretaria dos Assuntos Europeus e Cooperação Externa.A candidatura agora aceite terá como resultado a divulgação à União Europeia de projectos na área das Energias Renováveis, projectos esses que serão os que os Açores irão implementar no Green Island.O Green Island é um projecto inovador na área das Energias Renováveis, que resulta da firme vontade do Governo Regional da Região Autónoma dos Açores em alcançar 75% de produção de energia eléctrica de origem limpa e de um esforço científico conjunto entre o MIT (Massachusetts Institute of Technology), as universidades do Continente que integram o MIT Portugal e a Universidade dos Açores, para chegarem a um plano energético para o Arquipélago.

(In União de Produtores de Bioenergia)

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domingo, agosto 30, 2009

Ponta Delgada mayor, delegation visit New Bedford

Though many of its people have immigrated here, the Azores and its culture still loom large in the hearts and minds of people in SouthCoast, said the mayor of the islands' capital city.
"We are always at Ponta Delgada looking out for the Azoreans living here. They are an important part of our culture," said Berta Cabral, the mayor of Ponta Delgada on the island of Sao Miguel.
Cabral and a delegation from Ponta Delgada arrived in New Bedford on Friday as part of a weeklong visit to SouthCoast. Cabral was invited to be an honored guest of the annual Great Feast of the Holy Ghost of New England this weekend.
On Thursday, Cabral and her delegation visited Bristol Community College and Charlton Memorial Hospital in Fall River.
On Friday, Cabral met with New Bedford Mayor Scott W. Lang and other local officials during a reception at City Hall. The delegation was also scheduled to visit the Casa de Saudade Library, whaling museum and UMass Dartmouth.
The mayors discussed the cultural bonds between the Whaling City and its Azorean counterpart. They shared their cities' experiences with economic development, health care, education and renewable energy projects.
Cabral told Lang about the strengths of Ponta Delgada's fishing, tourism and agriculture. Lang, in turn, showed Cabral two small, solar-power strips produced by Konarka, which operates out of the old Polaroid plant in New Bedford.
Cabral said she usually visits the region once a year to meet with the leaders of the Azorean community.
"We are always in contact with this community," said Cabral, who explained the reasons for her interest in maintaining contact with Azoreans and their descendants in SouthCoast.
"It's very important for children to come home and see the land of their fathers," Cabral said. "That's the tourism that we want."
Cabral invited Lang to visit the Azores. Lang said he expects a delegation from New Bedford to visit the islands soon for the purposes of cultivating stronger educational and cultural ties.
About 50 local delegates and college officials visited the Azores last year. UMass Dartmouth, which has a Portuguese-American archives center and a Center for Portuguese Studies and Culture, and BCC have cultural exchange programs with the University of the Azores in Ponta Delgada.
The University of the Azores and the Massachusetts Institute of Technology are also collaborating on renewable energy projects.
Fernando Garcia, a Fall River businessman who is helping to escort the delegation, touted the Azoreans' emerging technologies in the renewable energies field.
"We're still the same people that discovered half of the world," Garcia said.
(in Brian Fraga South Coast Today.com)

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terça-feira, julho 21, 2009

Green Island - Falar Global

Açores: O laboratório da energia do futuro

Em 2018 os açores vão produzir 75% da electricidade através de energias renováveis. Este é o grande objectivo do projecto Green Islands do programa do Massachusetts Institute of Technology-Portugal (MIT-Portugal), que quer transformar o arquipélago num sistema sustentável de energia. As ilhas açorianas são um autêntico laboratório vivo, controlável ao nível do número de consumidores e do uso de energia. Outra grande vantagem é o arquipélago ser rico em energia geotérmica, através da qual é aproveitado permanentemente o calor do interior da terra para se criar energia.

Prego a fundo nas renováveis
Na prática, em termos futuros, poderemos conduzir o nosso carro eléctrico, que esteve a carregar de noite com base em energias renováveis, vamos para o trabalho e deixamos o carro ligado a um posto, com uma vantagem adicional: sendo as baterias uma forma de armazenamento de energia, se todos os consumidores deixarem o carro ligado à rede durante o dia, pode usar-se a energia dos automóveis como uma forma indirecta de produção de electricidade. Ou seja, o carro pode estar a comprar ou a vender energia à rede. Rede inteligente para gerir consumo
A ideia é criar uma rede inteligente responsável pela gestão energética do consumidor. As redes inteligentes não visam apenas a gestão doméstica da energia e pretendem também abranger todas as áreas de consumo. É aqui que entra o conhecimento do MIT.
Como refere Carlos Silva, do programa MIT-Portugal, o programa defende um novo sistema de ensino em Portugal, "um ensino de sistema de engenharia, que seja visto como um sistema de energia macro, ou seja, sabendo que a energia tem consequências nos transportes é preciso alterar os transportes; por sua vez, para isso é necessário intervir no planeamento urbano e por aí fora. Para mexer nas energias renováveis é preciso alterar as redes e conhecer com exactidão os recursos naturais. É desta forma macro, global e com efeito dominó, por antecipação e controlado, que o MIT quer observar os sistemas".
Mercado receptivo
Assim, a estratégia passa obrigatoriamente por incluir as pessoas, perceber até que ponto estão dispostas a colaborar nesta gestão energética, ao mesmo tempo que se percebe quais as vertentes economicamente viáveis e exequíveis à luz da tecnologia de ponta. Da parte da indústria, que quer mostrar que é possível introduzir uma grande quantidade de energias renováveis na produção global de energia, a abertura é total.

(in Expresso)

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domingo, maio 31, 2009

Produção de energia com novas regras

A legislação regional que regulamenta o sector energético vai ser revista com o objectivo de estimular a produção por parte das empresas e particulares.O director regional da Energia, José Cabral Vieira, disse ontem, em Angra do Heroísmo, que as propostas de diploma que alteram as condições de produção de energia nos Açores estão já elaboradas e deverão ser enviadas, em breve, à Assembleia Legislativa. Cabral Vieira referiu as alterações estão inseridas nos grandes princípios da política do sector do Governo Regional que apontam para uma maior aposta nas energias renováveis e a adopção de medidas para uma maior eficiência energética. Falando durante a assinatura de um protocolo celebrado entre o Governo Regional e a Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo para a realização de um curso de formação de técnicos de certificação energética de edifícios, Cabral Vieira disse vão ser dadas “melhores condições” para que as empresas e particulares possam investir na produção de energias renováveis para consumo próprio ou para venda à rede pública.No que se refere ao Proenergia, Cabral Vieira reconheceu que os apoios previstos na legislação em vigor não são suficientes para incentivar os particulares a investirem na produção de energia. “Temos que apostar na micro-geração de energia nos Açores por isso vão ser alteradas algumas das regras previstas no Proenergia”, referiu.As pequenas empresas vão poder a fazer investimentos na micro-geração de energia a partir dos mil euros, quando o Proenergia estabelece como valor mínimo os 15 mil enquanto que os privados vão receber 25 por cento a fundo perdido dos investimentos até quatro mil euros. Por outro lado, os privados vão poder vender 90 por cento da sua produção energética quando agora estão limitados a 25 por cento.
APOSTA NA ENERGIA
Segundo o director regional da Energia, é necessário que a Universidade dos Açores assuma “um papel mais relevante” da produção de conhecimento da área das energias renováveis. Nesse âmbito, anunciou que o Governo Regional vai criar cinco bolsas de estudo para doutoramentos na área das energias renováveis e que serão contratados quatro académicos da mesma área para trabalharem nos Açores.Cabral Vieira destacou ainda o facto de estar já em curso o programa “Green Islands” cuja orientação está a cargo do MIT Portugal.

(In Diário Insular)

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sexta-feira, maio 29, 2009

A caminho da Europa!

O CDS-PP escolheu a ilha das Flores, a parte mais ocidental da Europa, para iniciar a sua caminhada até Bruxelas. Em conferência de imprensa na Ponta da Fajã Grande, Emiliana Silva referiu “a Europa começa aqui na Fajã Grande das Flores, nos Açores e não no Cabo da Roca. Queremos com esta visita simbolizar que a ilha das Flores está no mapa Europeu”.
Emiliana Silva frisou que “queremos ainda, que as Flores e os Açores tenham quem os represente efectivamente no Parlamento Europeu”.
Na longa viagem ao coração da Europa a candidata do CDS-PP conta com a ajuda de todos os açorianos, “pois os açorianos sabem que podem contar comigo”.
A candidata do CDS-PP elegeu como temas principais da sua campanha a coesão territorial, os transportes, a diversidade agrícola e ambiental, e ainda as comunicações “que são tão necessárias a esta ilha e aos Açores”.
A professora universitária sendo eleita pretende “defender veementemente os açorianos e os produtos tradicionais açorianos (leite, queijo, carne, pescado, chá, ananás, mel, maracujá, vinhos, entre tantos outros)”.
Fazendo um balanço dos dias da pré-campanha eleitoral, Emiliana Silva referiu a visita ao Pólo da Terra-chã da Universidade dos Açores, “porque o CDS-PP atribui alta importância ao ensino e investigação de excelência da Universidade e que é reconhecida não só a nível Europeu mas mundial”, exemplificando que “há excelência nas áreas de nutrição, reprodução animal, ambiente - alterações climáticas, biotecnologia, biodiversidade entre outras”. Visitou ainda a Escola Profissional da Praia da Vitória, “um exemplo regional, nacional e europeu a ser seguido, porque o CDS-PP valoriza o ensino aplicado à sociedade como fundamental para o seu desenvolvimento. Constatámos que esta escola tira partido dos projectos europeus, que permitem a troca de experiências e mobilidade dos alunos”.
Emiliana Silva compromete-se a “defender na Europa, a criação de uma rede de ensino e investigação de Universidades de Periferia da União Europeia, suportados com fundos europeus”.
Ainda na pré-campanha a candidata do CDS-PP visitou uma fábrica de chá, “mostra que o CDS PP apoia também as pequenas empresas e valoriza o que é nosso, defendendo o que é genuíno e único no mundo. Defenderemos a mais valia dos produtos açorianos, promovendo a valorização pela sua identidade. A valorização dos produtos açorianos começa em casa, e as Instituições Regionais e Nacionais têm por obrigação a promoção deste produtos”. Emiliana Silva lançou o desafio “Porque não servir chá Gorreana ou Porto Formoso, a bordo da SATA?”. Para a professora “a identidade dos produtos regionais, leva-nos à defesa da intergovernamentalidade dos países da Europa, contra o modelo federal, pois ao fazê-lo estamos a defender a Autonomia dos Açores, pela qual temos lutado tanto”, concluindo “queremos ser europeus, sem deixar de ser açorianos!”.

Declarações dia 26 de Maio de 2009.

O primeiro dia de campanha foi dedicado às energias renováveis. Em declarações à imprensa Emiliana Silva referiu “um dos pontos da agenda europeia, e nossa preocupação, são as alterações climáticas, dado que as regiões insulares são mais sensíveis a estas. Sabemos que as alterações climáticas são provocadas pelas emissões de dióxido de carbono e de metano, entre outras, e que contribuem para o aquecimento do Planeta”.
Para a candidata do CDS-PP “temos de mitigar os efeitos existentes na Europa e só podemos contribuir para uma Europa menos poluente, utilizando energias mais limpas, menos poluidoras. Temos que fazer os trabalhos de casa, temos de nos antecipar com medidas que defendam os Açores, como será o caso das emissões de metano, que nos Açores são originadas pelos bovinos”.
Para este efeito, Emiliana Silva defenderá, na Europa, o uso de energias renováveis (eólica, hídrica das marés, geotérmica, solar e também o uso de hidrogénio), “diminuindo não só as emissões de dióxido de carbono e consequente aquecimento do Planeta, mas também diminuindo a nossa dependência externa do petróleo”.
Emiliana Silva referiu que “sabemos, hoje, que é possível produzir electricidade apenas com energias renováveis. Há que explorar esta nova forma de produção energética e contribuir para um ambiente mais limpo, de modo a preservar a beleza, equilíbrio e biodiversidade natural da ilha das Flores e de todos os Açores”.
A candidata do CDS-PP concluiu dizendo “podemos e devemos utilizar a ilha das Flores (porque não o grupo Ocidental?), região ultra-periférica, como um exemplo para toda a Europa, ao optarmos e investirmos em energias renováveis (eólica e hídrica) e diminuirmos a nossa dependência energética do exterior, sobretudo do petróleo”.
(in RDP Açores)

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segunda-feira, maio 18, 2009

MIT reuniu com a Universidade dos Açores sob o signo da eficiência energética sustentável

Decorreu ma reunião, entre o MIT e a Universidade dos Açores, visando a entrada da universidade no grupo de trabalho do MIT e no projecto Green islands. Um projecto apontado à sustentabilidade dos sistemas energéticos. A Universidade açoriana entra num grupo, o MIT Portugal, que integra já diversas universidades como a de Lisboa, Porto e Coimbra.O ponto de partido é um modelo do Massachussets Institute Technology sobre gestão sustentada dos recursos energéticos. Um plano onde os Açores podem ter uma palavra a dizer, quer pela sua experiência na geotermia, quer pelas condições excepcionais que oferecem como laboratório, assumiu Cabral Vieira, o Director Regional da Energia…“Os Açores são uma escala de teste reduzida, sistemas fechados, pequenos, ideais para testes e estudos, com resultados que podem depois ser transpostos para os sistemas abertos, típicos dos territórios continentais.” A energia perspectivada de forma integrada, dos vários sistemas de produção de energias, tradicionais e renováveis, passando por factores como a sua eficiência e sustentabilidade, até aos consumidores, às comunidades e aos seus quadros comportamentais enquanto utilizadores de energia. Este o quadro geral, em análise a partir de agora, explicou Nuno Ferreira Domingos, o coordenador na Direcção Regional de Energia, do projecto Green Islands.“A partir de agora, no quadro do protocolo celebrado entre a Universidade dos Açores e o MIT, protocolo patrocinado pelo governo dos Açores, diversos investigadores, locais, nacionais e de outros países, vão analisar os sistemas de produção de energia da região, visando a sua integração no modelo proposto pelo MIT, visando optimizar a sua eficiência.” A Universidade açoriana entra num grupo, o MIT Portugal, que integra já diversas universidades como a de Lisboa, Porto e Coimbra.
(In António Gil Antena 1)

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segunda-feira, abril 27, 2009

MIT Portugal Signs Agreements with SGC Energia, EdA and the University of the Azores

At Second Transatlantic Energy Conference in Terceira, Azores, Government and Industry Show Support for ‘Green Islands’.
Two MIT Portugal Students Share Best Poster Award.
The MIT Portugal Program and SGC Energia SGPS, S.A. (SGC), a renewable energy company based in Alhandra, Portugal, signed a five-year, €1 million affiliation agreement at the 2nd Transatlantic Conference on Renewable Energies on April 3, 2009, on the Azorean island of Terceira.
With its €1 million contribution over five years, SGC—an energy company whose wide-ranging activities range from electricity production to the development of biofuels from algae—becomes a Research Affiliate of the MIT Portugal Program. Of the total contribution, €400,000 will support a professorship, the SGC Energia Invited Research Chair in Sustainable Energy Systems, as well as help several MIT Portugal Ph.D. students to pursue leading-edge research in areas of interest to the company. The remaining €600,000 is earmarked for MIT Portugal research; SGC will propose research projects in cooperation with a new SGC Invited Research Chair and MIT Portugal.
José Mariano Gago, Portugal’s Minister of Science, Technology and Higher Education, announced the agreement.
The MIT Portugal Program also signed agreements with the Azores’ electric utility, Electricidade dos Açores, S.A. (EdA), and the University of the Azores. EdA becomes an Industrial Affiliate, and its annual contribution of €10,000 will support the program’s general goals and objectives.
The agreement with the University of the Azores is part of an agreementon advanced studies, research and development, and demonstration projects in Sustainable Energy Systems in the Azores. It provides further human resource funding from the Azores Regional Government to the MIT Portugal Program and its collaboration with the University of the Azores in the ‘Green Islands’ project—a partnership with government, academia and industry in the Azores to make several of the islands substantially energy self-sufficient, and to develop technologies that could serve as models for energy sustainability in Portugal and in the wider world.
A Showcase for ‘Green Islands’ Research and Partnerships
The April 2–4 conference in Terceira provided an opportunity for MIT Portugal to discuss with government and industry participants an action plan for the Green Islands initiative. A panel discussion about the project included Prof. Paulo Ferrão, Director of the MIT Portugal Program in Portugal and a lead of MIT Portugal’s Sustainable Energy Systems focus area; and MIT Portugal faculty members Carlos Silva (IST), José Viegas (IST), João Peças Lopes (FEUP) and Manuel Mota (University of Minho).
At the same time, executives from SGC and EdA—Vianney Valles and Mário Mendes—had the opportunity to join colleagues from companies and utilities that are already affiliates of MIT Portugal to express support for Green Islands; also, to discuss the opportunities and challenges the project presents going forward. Participants from industry included António Vidigal from EDP, João Nuno Mendes from GALP Energy, Pedro Borges Fernandes from Martifer, S.A., and Nuno Delgado from EFACEC, S.A.
“The conference really helped to flesh out the regional renewables work of the MIT Portugal Program, with strong presentations by all the Portuguese focus area leads as well as several strong presentations from industry in support of the Green Islands program,” said Prof. David Marks, MIT lead for the Sustainable Energy Systems (SES) focus area, the area of MIT Portugal that is spearheading the Green Islands research.
A Strong Expression of Government Support
Another important development at the Transatlantic conference was the strong support for the Green Islands initiative expressed by Carlos César, President of the Regional Government of the Azores in his speech opening the event, as well as by Minister Gago in his closing speech, and by Prof. João Sentieiro, President of the Fundação para a Ciencia ea Tecnologia (FCT), who signed the agreements with SGC, EdA and the University of the Azores.
Also contributing to the event and supporting the discussions were Álamo Meneses, Azores Regional Secretary for the Environment and Sea, and José Cabral Vieira, Azores Regional Director for Energy.
In addition, the Terceira conference provided a venue for dialogue among officials from the European Union, the United States, Portugal and the Azores. One discussion focused on international alliances and how they can promote sustainable energy systems. Led by moderator Paulo Casaca, a Member of the European Parliament, participants included José Manuel Silva-Rodíguez, European Commission Director-General for Research; Massachusetts State Senator Marc Pacheco; and Phyllis Yoshida of the U.S. Department of Energy. (In her comments, Ms. Yoshida outlined the debate in the United States between establishing a carbon emissions cap-and-trade system vs. imposing an outright carbon emissions limit.)
Two Students Share ‘Best Poster’ Award
Prior to the Terceira conference, MIT Portugal Program SES Ph.D. students submitted posters detailing Azores-related renewable-energy research projects. Eighteen posters were selected for a competition held at the Transatlantic Energy Conference, and a number of students were provided expenses to travel to the event to present them.
The poster competition was judged by representatives from the MIT Portugal affiliate companies attending the conference. The result was a tie for Best Poster between André Alves Pina (IST), for his presentation on “ Maximizing Renewable Electricity on São Miguel" and Miguel Moreira da Silva (FEUP and INESC Porto) for his poster on“Smart Charging Strategies for EVs: Defining Pathways for the GreenIslands Case Study.” The students will receive funds that will enable them to attend another conference of their choice held in a European Union country. (Moreirada Silva’s poster was a team effort; his partners were Joel Soares and Pedro Almeida, also from FEUP.)
Other MIT Portugal students presenting posters were Filipa Amorim (IST), Cristina Camus (IST), Petr Kadurek (IST), Maria Kapsalaki (FEUP), Rui Martins (IST), Ana Neves (FEUP), Filipe Carvalho Sim-Sim (IST), Rui Bernardo (IST), Gonçalo Mendes (IST), Gustavo Souza (FEUP), Kiti Soumalainen (IST), Patrícia Baptista (IST), Rhonda Jordan (MIT), Bryan Palmintier (MIT), Joana Abreu (IST), and Nuno Clímaco Pereira (IST).
The Chamber of Commerce of Angra do Herosimo, the host city for the event on Terceira, coordinated the event.
(In MIT Portugal)

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terça-feira, abril 07, 2009

Base das Lajes "é vantagem comparativa para desenvolvimento tecnológico e científico"

O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, disse hoje em Angra do Heroísmo que a Base das Lajes “é uma vantagem comparativa para o desenvolvimento tecnológico e científico” dos Açores.
Mariano Gago, que falava no encerramento da 2ª Conferência Transatlântica sobre Energias Renováveis, explicou que tal deriva “do facto de ser uma região central física e geograficamente, mas também pela sua capacidade de acolhimento”.
O ministro sublinhou que as Lajes, “por vezes olhadas como uma maldição”, tiveram importância geoestratégica “decisiva” no desfecho da II Guerra Mundial bem como foram importantes nas décadas seguintes.
“As Lajes são o termómetro da paz no mundo e nas relações entre todos os continentes”, considerou Mariano Gago.
Para o Ministro “é a aliança estratégica e política entre Portugal e os EUA que suporta situações particularmente protegidas de investimentos públicos dos governos nacional e regional nos Açores”.
O investimento, acrescentou o ministro, “é difícil porque as empresas procuram grandes mercados”. No entanto, preconizou “um investimento inicial no arquipélago para o desenvolvimento de soluções que poderão ser utilizadas no mercado mundial global”.
Podem ainda “ser utilizadas em arquipélagos de todo o mundo, designadamente na Ásia”, disse.
Por outro lado apontou a universidade dos Açores como “potencialmente central e especializada, e já não periférica como o foi inicialmente, se for capaz de se abrir e dar as melhores condições às pessoas”.
Para isso “tem de ter alguma coisa para oferecer, nomeadamente, uma agenda de investigação e formação com futuro o que atrai talentos”.
Para além “da vulcanologia e das ciências marinhas, onde é (re)conhecida internacionalmente, é possível criar outros centro de excelência na Universidade dos Açores”, sustentou Mariano Gago.
Para o ministro, os Açores possuem ainda vantagens comparativas por “a sociedade açoriana ter um carácter aberto e uma relação privilegiada com a comunidade de luso-descendentes proeminentes no Massachusetts (EUA) onde é a sede do Massachusetts Institute of Technology (MIT).
Mariano Gago elogiou as iniciativas que promovem o diálogo transatlântico que pode gerar diversos projectos como o Green-Islands, o projecto bandeira do programa MIT-Portugal que visa um plano estratégico, bem como parte da sua implementação, para transformar algumas ilhas dos Açores em sistemas energeticamente autónomos.
A concretização desse diálogo pode acentuar-se caso a caso através de modelos concretos de trabalho como por exemplo a transferência de energia eléctrica de ilha para ilha em zonas de mar profundo o que “nos obriga a saber alguma coisa sobre o mar e a geologia”.
Como também, disse, “a relação entre o mar e os biocombustíveis ligados ao mar exige que as ciências e tecnologias do mar nas ilhas estejam associadas à agenda de investigação energética”.
Mariano Gago frisou que “esses são futuros projectos” cujas ideias apenas mostram que “a agenda está aberta”.
(In Lusa)

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A América quer os Açores como ilhas piloto nas energias renováveis

A II Conferência Transatlântica de Energias Renováveis que se realizou nos últimos dois dias em Angra do Heroísmo sentou, à mesma mesa, representantes das administrações ao mais alto nível, a indústria e muitos académicos, com o propósito de debater uma agenda de investigação para o desenvolvimento e implementação de sistemas energéticos sustentáveis, incluindo ainda a integração de tecnologias consideradas chave que viabilizem a harmonização entre a oferta de energias renováveis com a procura da energia e a definição de políticas relacionadas com uma maior penetração das energias renováveis. Portugueses e americanos falaram, de forma consensual, quanto à direcção a seguir e os Açores, pelas potencialidades que apresentam e podem vir a desenvolver natural e tecnologicamente, reúnem, no entender do Director do MIT- Massachusetts Institute of Technology – Portugal, Paulo Ferrão, todas as condições para ser o estandarte desta pegada ecológica que é necessário que fique vincada no mundo, no caminho do corte na dependência do petróleo como fonte geradora de energia. Paulo Ferrão acredita mesmo que, se formos no caminho certo, a nossa região poderá ser auto-suficiente energeticamente em 90%. Qual a intervenção do Programa MIT, do qual é director, nesta II Conferência Transatlântica das Energias Renováveis que decorreu até ontem em Angra do Heroísmo e qual a sua importância para este mesmo instituto? O MIT Portugal tem nesta conferência o papel de coordenar, com o Governo Regional e com os restantes parceiros, o projecto “Green Islands”, apresentando a agenda de investigação e a de implementação. Esse é, para mim, o grande objectivo desta realização. Estamos a falar de um projecto que se reveste de uma enorme importância quer para o MIT Portugal quer para todos os envolvidos, pois, pela primeira vez faz-se algo que é extremamente importante em qualquer parte do mundo: em suma, trata-se de unir, num propósito comum e com uma enorme relevância económica e social, a universidade, a indústria e o governo, que estão todos representados ao mais alto nível. Nesta conferência são feitos compromissos para o sucesso desta iniciativa, no caminho de tornar os Açores numa zona de referência para a implementação das energias renováveis num sistema regional. Por quem passa a responsabilidade deste projecto a implementar nos Açores, de forma pioneira? Neste momento, a responsabilidade passa a ser tripartida por todos os seus intervenientes. Neste contexto e, para além de contarmos com a participação do Governo Regional dos Açores e das universidades associadas ao programa MIT Portugal, realizámos um protocolo de colaboração com a Universidade dos Açores, no sentido de que ela também fique envolvida neste projecto. No campo empresarial, estão representadas as filiadas, que demonstraram quais os interesses que possuem nesta matéria, bem como quais os contributos que podem dar a este projecto. Estamos a falar da EDP, EDA, Galp Energia, Martifer, Efasec e a SGC Energia. Qual é a visão do MIT Portugal para que os Açores possam ser, ecologicamente falando, no seu todo, “ilhas verdes”? A visão que temos, passa pelo desenvolvimento de um sistema integrado. O nosso grande objectivo é, acima de tudo, a redução da dependência do petróleo, substituindo-o por energias renováveis. Para além desta redução, queremos resolver um dos grandes problemas que existe na utilização das renováveis: o do seu não armazenamento. Há que desenvolver um sistema que seja capaz de ajustar as necessidades da procura à oferta, em cada instante. Assim, poderemos passar a gerir esta dinâmica de uma forma inteligente, armazenando esta energia. Quais são as hipóteses em estudo para encontrar esta solução? Para que tais ideias possam passar a ser uma realidade, estão em estudo e debate várias hipóteses: uma passa pela bombagem de água – seja esta feita entre lagoas existentes a níveis diferentes quer, até – em teses – a bombagem da água do mar para uma lagoa de um topo de uma colina, durante o período nocturno. Isto poderia ser viável, se aumentássemos, significativamente a produção de energia geotérmica, em que o seu consumo seria feito de forma a rentabilizarmos todos os períodos da sua utilização; outra das opções passa pela utilização de carros eléctricos, sendo que ao serem carregados durante a noite, ou os utilizaríamos durante o dia ou venderíamos a energia arrecadada neste período à rede eléctrica quando os mesmos não fossem usados Para que tenhamos uma ideia aproximada, a nossa intenção passa por um incremento na produção de energia eléctrica através das renováveis na ordem do dobro do que hoje acontece. Se, em São Miguel, esta produção (através essencialmente da geotermia) já representa hoje, uma percentagem na ordem dos 50%, gostaríamos que, com a implementação do “Green Islands” esta passe a ser de 90%. Quanto à ilha das Flores – tendo por base que os modelos ainda estão em estudo e em fase de consolidação apenas para a ilha de São Miguel – pensamos que a aposta terá de ser feita, pelas potencialidades apresentadas, na área das energias eólica e hídrica. Para São Miguel a aposta vai claramente para a energia geotérmica, mas pretendemos igualmente promover o aproveitamento de alguma biomassa e resíduos sólidos urbanos. Para que tal acontece, teremos de ter um sistema de rede eléctrica muito mais sofisticada que passe a permitir, a cada utilizador, comprar e vender energia, fazendo com que haja variações nos preços da mesma. Estamos a falar, portanto, de realizar uma implementação piloto, num local a seleccionar, para testar estas redes inteligentes. Este projecto é inovador ao nível internacional, pois não há uma focagem do mesmo, apenas, na resolução do problema da oferta da energia, mas, acima de tudo, olha para a energia como um serviço que é prestado para várias facetas do nosso dia-a-dia, de uma forma integrada, para que sejam criadas as tais soluções inteligentes, que passam, de facto, pelas redes nos transportes, nos edifícios e nas habitações. Então, estarão, de facto reunidas todas as condições para que seja feita, tal como referiu o presidente da Câmara de Comércio de Angra, Sandro Paim, “a mudança para um novo paradigma energético nos Açores”? Certamente que sim. Esta mudança de paradigma pode explicar-se pelo facto de, hoje em dia, em todo o mundo, o paradigma do sistema energético definir-se através da existência de quem consome e das indústrias que vendem. Nós o que queremos com o “Green Islands” é que, se há um aumento de consumo, haja igualmente um acréscimo de produção, tanto quanto o pico do gasto. O estabilizar dos pratos da balança passa por saber quais os serviços que a energia está a providenciar e tentar olhar para a procura de forma a encontrar as opções mais interessantes do ponto de vista energético e económico que a poderão satisfazer. Isto pode passar por uma gestão da procura, através da criação de um sistema de tarifários mais adequado ao ritmo quer das habitações quer dos edifícios, dos transportes (públicos ou particulares). Trata-se de um passo que vai além da educação de quem consome e de quem produz. Considero que se trata, acima de tudo, de proporcionar as tecnologias, para que as pessoas possam fazer as opções que consideram mais correctas. Claro que se trata de uma mudança de atitudes, mas considero que tem ainda mais a ver com a capacitação tecnológica do sistema energético dos Açores, inicialmente feita apenas em zonas piloto. O mais importante é que haja estas opções, daí tratar-se de um projecto, também, tecnológico. Fundamental então, é criar estas mesmas opções? Sim. É isto mesmo. Queremos criar esta tecnologia e demonstrá-la, para que isso possa ser uma opção para as populações e não apenas uma figura de retórica. É nisto que consiste a mais-valia de um projecto que, é importante se refira, tem um elevado valor económico. Assim, desde logo, pretendemos que estes desenvolvimentos sejam feitos pelas nossas universidades – naturalmente com a colaboração do MIT Portugal – mas, acima de tudo, pelas empresas portuguesas. Criaremos valor que pode ser depois vendido a outros países, fazendo avançar as empresas nacionais. Localmente, que seja criado emprego e capacidade de desenvolvimento de algumas empresas em nichos de mercado específicos. Uma coisa é sempre certa: podemos desenvolver tecnologias, mas, depois, é necessário saber implementá-la através da experiência de quem já tem contacto e trabalha com a mesma. Se conseguirmos formar pessoas nos Açores que o façam bem, estamos a criar nichos que contribuirão para o mercado do trabalho com mais valor acrescentado. Os parceiros envolvidos, falam, então todos, uma linguagem universal…. Esta é a grande virtude desta conferência. Pela primeira vez estiveram todos juntos num acto público, a dizer que possuem estas capacidades. Neste momento, estamos em que fase do projecto? Estivemos, até aqui, a desenvolver a agenda de investigação, através de alguns estudos preliminares e agora estamos na fase de casar o trabalho até agora desenvolvido, as empresas e o governo. É isto que celebrámos nesta conferência: um marco de partida. A partida é agora e como tal já queremos começar a desenhar soluções, imediatamente. Durante o próximo ano queremos propor já soluções concretas e implementáveis com as empresas e, depois, daí advenham opções de investimento. Em termos de montante de investimento, já é possível avançar com alguns números? Existem, para o projecto três agendas: a de investigação – cuja responsabilidade cabe ao MIT Portugal; a de investimento – inteiramente a cargo das empresas; e a de implementação – na qual o Governo também tem uma palavra a dizer. Logo, e face a esta dimensão, não há números, neste momento, que possam ser avançados. Ao nível da Universidade dos Açores, que tipo de intervenção tem ou terá a mesma no “Green Islands”? Neste âmbito, foi agora celebrado um protocolo que envolve a universidade açoriana, procurando sedimentar o conhecimento na Região. A ideia passa por criar aqui um centro de investigação capaz de tratar estas questões e conservar no arquipélago o conhecimento que for sendo criado. O Governo Regional apoia esta iniciativa através da contratação de especialistas internacionais destinados à implementação desta iniciativa. Esta convergência do conhecimento, até hoje, não estava a acontecer e o que passará a existir passa por criar as condições para que, tanto quanto possível, o conhecimento esteja todo à disposição da Região, de forma conservada. Já há prazos ou datas para a implementação, na prática do projecto? Não existem, ainda, quaisquer certezas. Entretanto, gostaria o MIT Portugal que todas as decisões ficassem definidas no concreto. Agora estamos numa fase de montagem de possíveis cenários, procuramos saber quais as tecnologias pelas quais iremos avançar – resultado da investigação desenvolvida até aqui. O que vamos fazer neste momento, com as empresas e com o governo, vamos tentar, de facto, definir alguns projectos concretos que possam ser implementados. As expectativas do MIT Portugal são elevadas… São muito, pois esta conferência revestiu-se de uma elevada importância pelo facto de, tal como já havia referido anteriormente, haver uma conjugação de esforços e contributos tão elevada e harmoniosa como a que aqui se registou. Governos – nacional e regional -, universidades e empresas de tão elevada preponderância estiveram reunidas e empenhadas com um único objectivo comum. Conseguimos assim celebrar os compromissos que assumimos no ano passado, na primeira edição desta conferência. Qual é, em suma, o maior desafio deste projecto? O maior desafio é o de conservar todas estas vontades alinhadas. Os desafios, externos, são grandes e como tal é importante manter aqui os interesses conjugados, garantindo que continuamos a ter condições sobre as perspectivas do diálogo, da cooperação para o projecto tenha sucesso. Temos que saber tirar partido dos recursos naturais que estão disponíveis e da vontade que existe de todas as partes envolvidas para promover o desenvolvimento económica e a valorização dos recursos humanos através do conhecimento. Ou seja, estamos a falar de um projecto encabeçado pelos Açores mas que pretende ser um marco nacional? Os Açores têm feito muito e podem fazer ainda mais, reforçando a sua posição e subindo a um patamar diferente ao nível das energias renováveis. Poderemos passar de uma região compradora de tecnologia para uma que poderá ajudar a produzi-la. Mas não estamos, realmente, a falar dos Açores de forma isolada. Portugal está, no seu todo, envolvido no “Green Islands” e este é, sem dúvida, um projecto-piloto nacional. Os Açores surgem como forma de tirar partido de um conjunto de oportunidades que têm vindo a surgir nesta área, demonstrando que são suficientemente ágeis para conseguir dinamizar um projecto destes. Finalizando, acrescentava o mote do facto de se ter tratado de uma conferência de características transatlânticas… Ontem mesmo foi celebrada uma iniciativa de estabelecimento de acordo entre a Europa e os Estados Unidos da América. Tratou-se, sem dúvida, também, de um momento muito importante e simbólico para ambas as partes, com a presença de figuras que encabeçam instituições internacionais de suma importância, como José Manuel Silva-Rodriguez (Director-Geral da Investigação da Comissão Europeia) e Phyllis Yoshida (representante do Departamento de Energia dos Estados Unidos). Assim sendo, procurou-se tirar partido desta aproximação que a nova administração americana permite e que potencia entre os EUA e a Europa, tentando colocar os Açores no mapa dessa colaboração, em particular, ao nível da sustentabilidade e das energias renováveis. Uma aposta que, a um nível talvez mais político, também me parece importante.
(In Ana Coelho - Correio dos Açores)

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domingo, abril 05, 2009

II CONFERÊNCIA TRANSATLÂNTICA SOBRE ENERGIAS RENOVÁVEIS

Carlos César prevê 75% de participação DE ENERGIAS RENOVÁVEIS EM 2018 .
A ilha Terceira é palco da II Conferência Transatlântica sobre energias renováveis, a decorrer no Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo. O evento promove a discussão sobre a implementação de energias renováveis nos Açores. Esta é a segunda edição do evento, que começou ontem e termina hoje, Durante a cerimónia de abertura, o presidente do Governo Regional anunciou algumas metas do executivo.

Segundo Carlos César o Plano Estratégico para a Energia nos Açores tem como objectivos o aumento a participação no sector eléctrico no consumo de energia primária de 40 para 50 por cento, em 2018; o aumento da participação das energias renováveis passando de 28 por cento, em 2007, para 75 por cento, em 2018; e o aumento da participação das energias renováveis no consumo total de energia dos actuais 12 por cento para 40 por cento, em 2018.O presidente do Governo Regional lembrou ainda que os Açores registaram melhorias significativas de eficiência. Segundo Carlos César a produção de energia eléctrica de origem renovável na região passou de 19,4% para 26,4%. O presidente do executivo valorizou ainda “o empenho máximo da Empresa de Electricidade dos Açores, bem como importante a criação de parcerias estratégicas com o tecido empresarial e o sistema científico regionais”. “Acreditamos seriamente e estamos dispostos a promover, no âmbito de tais parcerias, a criação de um cluster tecnológico associado à geotermia, a qual corresponde ao nosso maior recurso energético, abrangendo várias ilhas dos Açores”, defendeu.
MIT APRESENTA PROJECTO “GREEN ISLANDS”
Angra de olhos postos nas energias renováveis

O primeiro dia da II Conferência Transatlântica sobre Energias Renováveis foi dedicado às condições específicas que os Açores oferecem para implementar energias alternativas e à apresentação do projecto “Green Islands”, liderado pelo MIT e financiado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. A primeira conferência desta segunda edição incidiu sobre a elevada penetração de energias renováveis como contribuição para o desenvolvimento regional sustentável. A conferência contou com Stephen Connors, do MIT, e Daniel Lavrat, da Escola Politécnica Federal de Lausanne (Suíça). De acordo com os especialistas é necessário estudar a dinâmica do local, de forma a conhecer a melhor solução a aplicar e escolher estratégias que melhor optimizem os recursos existentes. A segunda conferência focou-se no programa “Green Islands”. João Peças Lopes, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, deu a conhecer as várias soluções para melhor aproveitamento da energia renovável, tendo em conta os períodos de vazio e de ponta. Já José Viegas, do Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa, optou por dar mais ênfase à aos transportes. O investigador alertou para o facto da inovação tecnológica não ser suficiente para reduzir o consumo de combustíveis, apelando à mudança de hábitos na sociedade. De acordo com José Viegas é necessário conjugar os meios de transporte actuais com um novo conceito de meios de transporte. Manuel Mota da Universidade do Minho, focou-se na bioenergia, com especial destaque para as potencialidades das algas. Sandro Paim, presidente da Câmara de Comércio de Angra do Heroísmo, organizadora da conferência, faz um balanço “muito positivo” do evento. “Desde 2006, com a primeira conferência, lançamos a discussão da questão energética e do futuro da sustentabilidade nos Açores”, frisa. Em termos de adesão, a conferência registou um número “relevante”. De acordo com o presidente da Câmara de Comércio, contaram-se mais de 360 inscrições, incluindo pessoas de todas as ilhas, estudantes da Universidade dos Açores e doutorandos do MIT. Segundo Sandro Paim, enquanto o objectivo da conferência, em 2006, era essencialmente “sensibilizar” a sociedade, nesta edição a conferência centrou-se na “implementação”.

(In Diário Insular)

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domingo, janeiro 25, 2009

Carlos César considers project of energy-autonomy of great strategic importance for the Azores

The Regional Government wishes to convey its satisfaction for the fact that the meeting of the operational committee of the Programme Massachusetts Institute of Technology – Portugal took place in the Azores, given that, in strategic terms, this is a very important initiative for the Region.
The President himself said it after meeting with Paulo Ferrão and Stephen Connors, directors of the Programme MIT-Portugal. He and his guests talked about the nuances of future cooperation, especially matters pertaining to the “Green Island” project, the aim of which is to develop the use of sustainable energies in the Azores.
Carlos César indicated that the final objective is that of securing total energy autonomy for the island of São Miguel through the use of renewable energies and other endogenous energy resources as well as fomenting, on Flores Island, the utilisation of these sources of energy.
The President reminded that significant steps had already been taken to assure the financing and preparation of partnerships that confer sustainability to this project of cooperation. He said that “our ambition is to provide our regional electrical system with full access to these renewable energies.”
Carlos César said that given the fact that the electrical system is responsible for more than 40% of energy consumption in the Azores - to which we can add 34% used by the transport system - “we should concentrate our attention on the contributions of renewable energy sources to the overall supply and know that such contributions will increase.” Therefore, the Regional Government values the MIT-Portugal project of cooperation. It provides support to intervening institutions and seeks to stimulate and attract the participation of private investors and scientific research centres.
The President of the Regional Government of the Azores said that “we have institutions in our region that are directly involved in such renewable energy projects, such as the Empresa de Electricidade dos Açores (Azores Electricity Company or EDA) and the Universidade dos Açores (University of the Azores) (…) He added that “we can help the electricity company and the university be indispensable actors in the realisation of this project.”
(In GaCS/CT )

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sexta-feira, janeiro 23, 2009

Até 2018, 80% da energia dos Açores deve ser renovável

O diretor do MIT Portugal disse nesta terça-feira que até 2018 os Açores podem ter pelo menos de 75% a 80% da sua eletricidade fornecida por energias renováveis, fruto da aplicação do projeto "Green Island". "A convicção é que podemos rapidamente até 2018 tentar transformar os Açores numa região que tenha pelo menos 75% da sua eletricidade fornecida por recursos renováveis", afirmou Paulo Ferrão.Após uma audiência com o líder do Governo açoriano, em Ponta Delgada, o diretor do MIT Portugal destacou que o encontro permitiu "alinhar estratégias, que vêm sendo discutidas há um ano". Segundo Paulo Ferrão, o projeto deverá tornar os Açores "mais sustentáveis", esperando que seja consolidado um conjunto de modificações que tornem o arquipélago "alvo de atenção internacional"."Os Açores dão cartas em termos de penetração das energias renováveis, mas queremos mais. Para isso temos que sair do setor eléctrico e passar para o setor dos transportes e para a casa das pessoas", frisou. De acordo com Paulo Ferrão, não se trata apenas de transformações tecnológicas, mas também sociais, referindo-se em concreto à introdução de carros elétricos e de novas soluções energéticas para edifícios."Não se muda de um dia para o outro parque automóvel de uma região como os Açores, mas gostávamos de contribuir para que a penetração das renováveis em termos de energia primária triplique até 2018", disse.Para o líder do Governo açoriano trata-se de uma iniciativa de "grande alcance estratégico" e de "grande prestígio" para o arquipélago. "O sucesso deste projeto e um envolvimento de uma instituição internacional prestigiada como o MIT também contribuem para a notoriedade da nossa região", afirmou Carlos César garantindo que o seu Executivo está empenhado no projeto e vai "estimular" parcerias.A Universidade dos Açores e a Elétrica açoriana (EDA) são duas das empresas regionais que poderão integrar o projecto.
(In OUL)

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quinta-feira, dezembro 25, 2008

SGC Energia investe 10 milhões no hidrogénio

A SGC Energia está, neste momento, a desenvolver um projecto de investigação e desenvolvimento na área do hidrogénio, num investimento de 10 milhões de euros, apenas para a sua primeira fase. De acordo com Mário Alves, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores no Campus de Angra do Heroísmo, responsável pelo projecto, este é «um dos maiores projectos de investigação sobre o hidrogénio na Europa».
O hidrogénio será produzido através de fontes renováveis como o vento, e poderá ser aplicado em várias situações, tais como processos industriais ou produção eléctrica através de ciclos combinados. «É igualmente considerado um dos vectores principais para o futuro da mobilidade», diz o responsável.
Neste momento o projecto está em fase de investigação, pelo que o objectivo da empresa, a curto prazo, é provar a competitividade das suas soluções. Para o efeito, a SGC Energia tem já uma empresa criada, desde Março de 2007, localizada na Região Autónoma dos Açores. Com a designação CID - Centro de Inovação e Desenvolvimento, este é um centro especializado na investigação e desenvolvimento de hidrogénio.
Mário Alves, também investigador do Laboratório de Ambiente Marinho e Tecnologia (LAMTec) da Universidade dos Açores, sedeado na Praia da Vitória, iniciou a investigação em hidrogénio nos Açores em 2001. Agora assume o cargo de director de inovação e desenvolvimento da empresa, tendo passado o projecto do laboratório para a alçada da empresa. O investigador estima que os Açores tenham um potencial de produção de hidrogénio de 100 toneladas por dia, principalmente através da energia eólica, o que poderia contribuir para a auto-suficiência do arquipélago entre 10 a 15 anos.

(In Portal Ambiente)

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segunda-feira, novembro 24, 2008

Açores vão exportar hidrogénio dentro de 5 anos

Os Açores poderão, em quatro ou cinco anos, produzir 100 toneladas diárias de hidrogênio para consumo regional e exportação, afirmou nesta segunda-feira o pesquisador Mário Alves, responsável pelo Laboratório de Ambiente Marinho e Tecnologia (LAMTec) do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, localizado na Praia da Vitória. Segundo o pesquisador, essa quantidade "pode rentabilizar o projeto"."A primeira produção se destinará à substituição das centrais termoelétricas [a diesel] que passarão a funcionar a hidrogênio, alargando-se posteriormente aos transportes e à indústria", prevê o especialista. Mário Alves afirmou que "os Açores possuem recursos renováveis abundantes, como o vento, o que permite perspectivar um aumento da produção [de energia], incluindo [para] a exportação, de acordo com a procura do mercado"."A exportação de hidrogênio será feita por via marítima, com recurso a navios também eles movidos a hidrogênio", explicou. O pesquisador da Universidade dos Açores calcula que, em menos de duas décadas, os Açores poderão ser auto-suficientes na produção de energia.
"Na nossa estimativa, o arquipélago, dentro de 10 ou 15 anos, será auto-suficiente", consumindo "30% de energia geotérmica, de 15% a 20% de eólica, 5% de hídrica e 50% de hidrogênio", adiantou. De acordo com Mário Alves, a produção de hidrogênio tem potencial para ser tornar a indústria de maior dimensão da região e, segundo seus cálculos, caso haja "visão e vontade política de longo prazo", pode vir a ser a maior do país. O responsável do LAMTec explicou que, enquanto na energia eólica o arquipélago já possui capacidade de resposta, em relação ao hidrogênio, ainda não se consegue trabalhar ao ritmo das subidas e descidas dos preços do petróleo. A primeira produção experimental nos Açores deve ser apresentada em um ou dos anos e, apesar de se estar "investindo bem em pesquisa", ainda "vai levar algum tempo para mudar a indústria e adaptar as infra-estruturas", destacou. O especialista adverte que os investimentos, cujos valores não quis estimar, serão condicionados à capacidade do arquipélago de produzir hidrogênio mais barato do que o petróleo. "A carga fiscal que os governos impõem" é condicionante e, neste caso, para o projeto ser rentável, "é de bom senso que seja mais reduzida na produção do hidrogênio", defende. Os estudos nos Açores destinados à produção de hidrogênio foram iniciados pelo LAMTec em 2001. O laboratório foi criado em 24 de outubro do mesmo ano por meio de um protocolo assinado entre a Universidade dos Açores e a Prefeitura de Praia da Vitória.
(In uol - Brasil)

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sábado, outubro 11, 2008

Energias renováveis são solução

Apenas 1,1 por cento do espaço da Terceira seria suficiente para a obtenção, por via das energias renováveis, da energia consumida na ilha. Quem o diz é o director nacional do Programa MIT-Portugal, Paulo Ferrão.Numa palestra sobre “Desenvolvimento Sustentável e Energias Renováveis”, no âmbito das comemorações do Dia do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, Paulo Ferrão considerou que “a energia renovável é eficiente e suficiente” para suprir as necessidades humanas.No entender do director do Programa MIT-Portugal, “não se pode, no entanto, continuar a olhar o problema do lado da oferta”, devido a ineficiências do ponto de vista das tecnologias da distribuição e ao facto de ser cara e, portanto, não ser inclusiva socialmente.“A solução para a sustentabilidade energética está nas renováveis, mas exige uma visão do sistema”, afirmou.Paulo Ferrão defendeu, assim, “um novo paradigma, baseado no consumo”. Segundo disse, esse novo paradigma “vê a energia como um serviço, evita desperdícios, é ambientalmente responsável, promove a eficiência energética, implica a liberalização do mercado e apela à cidadania e à participação do indivíduo”.Coloca, no entanto, um problema: “A procura é difícil de satisfazer e acompanhar, porque a energia renovável não é algo que está sempre lá e que ligamos, como um interruptor, quando precisamos”, referiu.“Neste contexto, o MIT pretende desenvolver modelos para projectos de sistemas energéticos sustentáveis”, acrescentou, sublinhando que é nesse sentido que surge o projecto “Green Islands”, em parceria com o Governo Regional, que visa transformar os Açores numa região auto-suficiente em termos energéticos.Paulo Ferrão defendeu, por outro lado, a necessidade de um novo modelo de desenvolvimento, baseado na “desmaterialização da economia, ou seja, no aumento da riqueza, diminuindo o consumo de materiais”.“O desenvolvimento pelo consumismo é insustentável”, afirmou, destacando a “necessidade de alterar os valores individuais” e de se adoptarem novos indicadores de desenvolvimento, baseados no acesso à cultura ou à saúde.“As economias não podem crescer infinitamente num planeta finito”, acrescentou, defendendo que “Portugal, depois da fase do betão, deve apostar numa economia da inovação, baseada no conhecimento”.

(In Diário Insular)

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quinta-feira, outubro 09, 2008

Energias renováveis - Conferência do Professor Paulo Ferrão em Angra do Heroísmo

Decorreu, no dia 7 de Outubro, no auditório do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, integrada no aniversário do Campus, uma conferência intitulada "Energias Renováveis" proferida pelo Professor Paulo Ferrão do Instituto Superior Técnico e coordenador da equipa do MIT-Portugal.
O modo como as empresas e as sociedades encaram as questões ambientais tem evoluído ao longo das últimas décadas. As empresas posicionavam-se inicialmente perante as questões ambientais como mais um factor de custo, geralmente determinado por imposições legais, mas têm vindo a evoluir para uma estratégia mais proactiva, em que o ambiente é parte integrante da estratégia de negócio. Esta evolução não é alheia ao facto de as políticas públicas terem deixado de estar tão fortemente focadas nos processos de fabrico ou na oferta de energia para se centrarem mais no ciclo de vida dos produtos ou na procura de tipos de energia através de conceitos como a politica integrada do produto ou o conceito de produtor/consumidor de energia.
Deste modo, assiste-se actualmente ao surgimento de um novo paradigma ambiental baseado numa nova abordagem da interacção entre ambiente, economia e sociedade, que é transversal aos sistemas económicos e integra as simbioses existentes entre ciclos de vida de diferentes produtos e mudanças de paradigmas económicos.
No Projecto Green Islands, do MIT-Portugal, centrado no Arquipélago dos Açores, pretende-se desenvolver um plano estratégico, bem como parte da sua implementação, para transformar algumas ilhas dos Açores em sistemas energicamente autónomos, actuando nomeadamente nos sistemas de transporte, através da introdução de frotas de veículos movidos a electricidade, tendo impacto ao nível do sistema eléctrico, maximizando a produção de electricidade a partir de recursos renováveis e aumentando a eficiência energética da procura na utilização de vários recursos.
Green Islands é assim o nome de um projecto inovador que poderá mudar a forma como os Açores utilizam os seus recursos energéticos. O objectivo passa por encontrar novas metodologias de rentabilização dos recursos naturais da região, com vista a atingir uma autonomia energética. As ilhas das Flores e São Miguel foram as escolhidas para a fase experimental da iniciativa.
As ilhas são excelentes laboratórios reais, nos quais se podem organizar e demonstrar novas metodologias para uma transformação económica e ambientalmente sustentável de soluções inovadoras no domínio energético.

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segunda-feira, outubro 06, 2008

Conferência comemorativa do Dia do Campus de Angra do Heroísmo

No âmbito das comemorações do Dia do Campus de Angra do Heroísmo, realizar-se-á uma palestra que terá lugar amanhã, dia 07 de Outubro, pelas 14h30, no Auditório do Complexo Pedagógico, ao Pico da Urze, sob o tema “Desenvolvimento Sustentável e Energias Renováveis”, proferida pelo Prof. Doutor Paulo Ferrão, Director Nacional do Programa MIT-Portugal.
(In Gabinete do Reitor)

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quinta-feira, setembro 18, 2008

Universidade dos Açores abre curso de energias renováveis

Arrancou este ano com dez alunos o curso de energias renováveis no pólo de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores.
Tinham sido pedidas vinte vagas, mas o Ministério do Ensino Superior decidiu reduzir para metade o número de alunos do novo curso.
A ideia de criar este curso surgiu há dois anos a quando da realização em Angra do Congresso Internacional de Energias Renováveis.
No global, a universidade açoriana conseguiu este ano captar mais alunos do que no ano passado, o que pode ser explicado pelo facto de ter sido uma das duas universidades portuguesas que não aumentou as propinas.
Entretanto, a Universidade dos Açores terá em 2009 um orçamento superior a catorze milhões de euros, o que representa um aumento de 11%.
Mesmo assim, o reitor, Avelino Meneses, diz que é insuficiente.
Reportagem vídeo: Nuno Neves, Telejornal RTP Açores.

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