Projecto Green Islands vai para o 'terreno' em meados de 2010

Está pronto o protocolo entre a Universidade dos Açores, o Governo Regional e a Fundação para a Ciência e Tecnologia no âmbito do projecto Green Islands. Qual é a importância desse protocolo para o desenvolvimento do projecto? Este é o protocolo que vai integrar equipas da Universidade dos Açores nos estudos preliminares para a implementação do projecto Green Islands, a partir de meados de 2010. É um protocolo que tem inerente a transferência de verbas do Governo Regional dos Açores para a universidade, para que haja equipas a desenvolver os seus trabalhos, coordenadas cientificamente pelo MIT-Portugal. Mas recordo que este é um projecto que integra, não só a Universidade dos Açores como também todas as universidades que estão no MIT-Portugal. O Green Islands está dividido em muitas áreas. Quantos subprojectos o integram? São 18 subprojectos. Tudo isto foi montado para cumprir um objectivo ‘macro’ do Governo Regional dos Açores, que é o de ter 75 por cento da energia eléctrica produzida nas ilhas a partir de fontes renováveis em 2018. Mas o projecto Green Islands, para além da produção de energia, ‘agarrou’ também na questão dos consumos energéticos e dos comportamentos dos consumidores. Daí estarmos a falar agora dos carros eléctricos e da certificação energética dos edifícios da Região. Daí estarmos também a falar dos contadores e das redes inteligentes, que vão permitir às pessoas minorarem a sua facture energética no final do mês.
Etiquetas: energias alternativas, Green Islands
Um dos objectivos fulcrais deste projecto passa por encontrar novas metodologias de rentabilização dos recursos naturais da região, com vista a atingir a sua autonomia energética, sendo que uma das suas metas mais ambiciosas consiste no alcance de 75% de produção de energia eléctrica a partir de origem limpa.Para além de um novo paradigma energético o Green Islands Açores procura, também, promover o intercâmbio técnico-cientifico entre o MIT (Massachusetts Institute of Technology) e diversas Universidades nacionais.
O director regional da Energia, José Cabral Vieira, disse ontem, em Angra do Heroísmo, que as propostas de diploma que alteram as condições de produção de energia nos Açores estão já elaboradas e deverão ser enviadas, em breve, à Assembleia Legislativa. Cabral Vieira referiu as alterações estão inseridas nos grandes princípios da política do sector do Governo Regional que apontam para uma maior aposta nas energias renováveis e a adopção de medidas para uma maior eficiência energética. Falando durante a assinatura de um protocolo celebrado entre o Governo Regional e a Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo para a realização de um curso de formação de técnicos de certificação energética de edifícios, Cabral Vieira disse vão ser dadas “melhores condições” para que as empresas e particulares possam investir na produção de energias renováveis para consumo próprio ou para venda à rede pública.No que se refere ao Proenergia, Cabral Vieira reconheceu que os apoios previstos na legislação em vigor não são suficientes para incentivar os particulares a investirem na produção de energia. “Temos que apostar na micro-geração de energia nos Açores por isso vão ser alteradas algumas das regras previstas no Proenergia”, referiu.As pequenas empresas vão poder a fazer investimentos na micro-geração de energia a partir dos mil euros, quando o Proenergia estabelece como valor mínimo os 15 mil enquanto que os privados vão receber 25 por cento a fundo perdido dos investimentos até quatro mil euros. Por outro lado, os privados vão poder vender 90 por cento da sua produção energética quando agora estão limitados a 25 por cento.
O ponto de partido é um modelo do Massachussets Institute Technology sobre gestão sustentada dos recursos energéticos. Um plano onde os Açores podem ter uma palavra a dizer, quer pela sua experiência na geotermia, quer pelas condições excepcionais que oferecem como laboratório, assumiu Cabral Vieira, o Director Regional da Energia…“Os Açores são uma escala de teste reduzida, sistemas fechados, pequenos, ideais para testes e estudos, com resultados que podem depois ser transpostos para os sistemas abertos, típicos dos territórios continentais.” A energia perspectivada de forma integrada, dos vários sistemas de produção de energias, tradicionais e renováveis, passando por factores como a sua eficiência e sustentabilidade, até aos consumidores, às comunidades e aos seus quadros comportamentais enquanto utilizadores de energia. Este o quadro geral, em análise a partir de agora, explicou Nuno Ferreira Domingos, o coordenador na Direcção Regional de Energia, do projecto Green Islands.“A partir de agora, no quadro do protocolo celebrado entre a Universidade dos Açores e o MIT, protocolo patrocinado pelo governo dos Açores, diversos investigadores, locais, nacionais e de outros países, vão analisar os sistemas de produção de energia da região, visando a sua integração no modelo proposto pelo MIT, visando optimizar a sua eficiência.” A Universidade açoriana entra num grupo, o MIT Portugal, que integra já diversas universidades como a de Lisboa, Porto e Coimbra.