terça-feira, julho 21, 2009
sexta-feira, janeiro 23, 2009
Carlos César considera de grande alcance estratégico para os Açores o projecto de autonomização energética
O Governo Regional regista, com muita satisfação, a realização, nos Açores, da reunião do comité operacional do Programa Massachusetts Institute of Tecnology-Portugal, já que se trata de uma iniciativa de grande importância e alcance estratégico para a Região.
Quem o disse foi o presidente do Governo, após uma audiência que concedeu a Paulo Ferrão e Stephen Connors, directores do Programa MIT- Portugal, para uma reflexão sobre os contornos do projecto, o qual visa, numa das suas componentes – intitulada “Green Island” – implementar o recurso a energias sustentáveis nos Açores.
Como precisou Carlos César, o objectivo último é o de alcançar a total autonomia energética da ilha de S. Miguel, através do recurso a energias renováveis e a recursos endógenos da ilha, bem como o de aumentar, na ilha das Flores, a utilização dessas fontes energéticas.
Recordando que foram já dados passos significativos na garantia de financiamentos e na preparação de parcerias que confiram sustentabilidade à iniciativa, o presidente do Governo disse que “a nossa ambição é a de, no quadro deste projecto, termos um recurso pleno a essas fontes renováveis no sistema eléctrico da Região”.
Disse Carlos César que, representando o sistema eléctrico mais de 40 por cento das energias primárias consumidas nos Açores – a que se juntam cerca de 34 por cento utilizados no sistema rodoviário – “nós concentramos muito as nossas preocupações no âmbito da contribuição das energias renováveis no sector da energia eléctrica e temos assente que por essa via podemos ter uma contribuição maior”.
Por isso, acrescentou que o Governo acarinha, de forma especial, este projecto do MIT-Portugal, quer desenvolvendo esforços no sentido de ajudar as entidades envolvidas, quer ancorando a iniciativa, quer ainda, entre outras formas de cooperação, estimulando e atraindo investidores privados e núcleos científicos.
“Nós temos instituições na nossa região que estão directamente ligadas a projectos desta natureza, como a Empresa de Electricidade dos Açores e, obviamente, a Universidade dos Açores” (…) pelo que “em ambos os casos, podemos também ajudar aquela empresa e a instituição universitária a inserirem-se – como é indispensável – na realização plena deste projecto”, realçou o presidente do Governo.
Quem o disse foi o presidente do Governo, após uma audiência que concedeu a Paulo Ferrão e Stephen Connors, directores do Programa MIT- Portugal, para uma reflexão sobre os contornos do projecto, o qual visa, numa das suas componentes – intitulada “Green Island” – implementar o recurso a energias sustentáveis nos Açores.
Como precisou Carlos César, o objectivo último é o de alcançar a total autonomia energética da ilha de S. Miguel, através do recurso a energias renováveis e a recursos endógenos da ilha, bem como o de aumentar, na ilha das Flores, a utilização dessas fontes energéticas.
Recordando que foram já dados passos significativos na garantia de financiamentos e na preparação de parcerias que confiram sustentabilidade à iniciativa, o presidente do Governo disse que “a nossa ambição é a de, no quadro deste projecto, termos um recurso pleno a essas fontes renováveis no sistema eléctrico da Região”.Disse Carlos César que, representando o sistema eléctrico mais de 40 por cento das energias primárias consumidas nos Açores – a que se juntam cerca de 34 por cento utilizados no sistema rodoviário – “nós concentramos muito as nossas preocupações no âmbito da contribuição das energias renováveis no sector da energia eléctrica e temos assente que por essa via podemos ter uma contribuição maior”.
Por isso, acrescentou que o Governo acarinha, de forma especial, este projecto do MIT-Portugal, quer desenvolvendo esforços no sentido de ajudar as entidades envolvidas, quer ancorando a iniciativa, quer ainda, entre outras formas de cooperação, estimulando e atraindo investidores privados e núcleos científicos.
“Nós temos instituições na nossa região que estão directamente ligadas a projectos desta natureza, como a Empresa de Electricidade dos Açores e, obviamente, a Universidade dos Açores” (…) pelo que “em ambos os casos, podemos também ajudar aquela empresa e a instituição universitária a inserirem-se – como é indispensável – na realização plena deste projecto”, realçou o presidente do Governo.
(In GaCS/CT )
Etiquetas: Carlos César, energias alternativas, Governo Regional, Paulo Ferrão
Até 2018, 80% da energia dos Açores deve ser renovável
O diretor do MIT Portugal disse nesta terça-feira que até 2018 os Açores podem ter pelo menos de 75% a 80% da sua eletricidade fornecida por energias renováveis, fruto da aplicação do projeto "Green Island". "A convicção é que podemos rapidamente até 2018 tentar transformar os Açores numa região que tenha pelo menos 75% da sua eletricidade fornecida por recursos renováveis", afirmou Paulo Ferrão.Após uma audiência com o líder do Governo açoriano, em Ponta Delgada, o diretor do MIT Portugal destacou que o encontro permitiu "alinhar estratégias, que vêm sendo discutidas há um ano". Segundo Paulo Ferrão, o projeto deverá tornar os Açores "mais sustentáveis", esperando que seja consolidado um conjunto de modificações que tornem o arquipélago "alvo de atenção internacional".
"Os Açores dão cartas em termos de penetração das energias renováveis, mas queremos mais. Para isso temos que sair do setor eléctrico e passar para o setor dos transportes e para a casa das pessoas", frisou. De acordo com Paulo Ferrão, não se trata apenas de transformações tecnológicas, mas também sociais, referindo-se em concreto à introdução de carros elétricos e de novas soluções energéticas para edifícios."Não se muda de um dia para o outro parque automóvel de uma região como os Açores, mas gostávamos de contribuir para que a penetração das renováveis em termos de energia primária triplique até 2018", disse.Para o líder do Governo açoriano trata-se de uma iniciativa de "grande alcance estratégico" e de "grande prestígio" para o arquipélago. "O sucesso deste projeto e um envolvimento de uma instituição internacional prestigiada como o MIT também contribuem para a notoriedade da nossa região", afirmou Carlos César garantindo que o seu Executivo está empenhado no projeto e vai "estimular" parcerias.A Universidade dos Açores e a Elétrica açoriana (EDA) são duas das empresas regionais que poderão integrar o projecto.
(In OUL)
"Os Açores dão cartas em termos de penetração das energias renováveis, mas queremos mais. Para isso temos que sair do setor eléctrico e passar para o setor dos transportes e para a casa das pessoas", frisou. De acordo com Paulo Ferrão, não se trata apenas de transformações tecnológicas, mas também sociais, referindo-se em concreto à introdução de carros elétricos e de novas soluções energéticas para edifícios."Não se muda de um dia para o outro parque automóvel de uma região como os Açores, mas gostávamos de contribuir para que a penetração das renováveis em termos de energia primária triplique até 2018", disse.Para o líder do Governo açoriano trata-se de uma iniciativa de "grande alcance estratégico" e de "grande prestígio" para o arquipélago. "O sucesso deste projeto e um envolvimento de uma instituição internacional prestigiada como o MIT também contribuem para a notoriedade da nossa região", afirmou Carlos César garantindo que o seu Executivo está empenhado no projeto e vai "estimular" parcerias.A Universidade dos Açores e a Elétrica açoriana (EDA) são duas das empresas regionais que poderão integrar o projecto.(In OUL)
Etiquetas: energias renováveis, MIT, Paulo Ferrão
sábado, outubro 11, 2008
Energias renováveis são solução
Apenas 1,1 por cento do espaço da Terceira seria suficiente para a obtenção, por via das energias renováveis, da energia consumida na ilha. Quem o diz é o director nacional do Programa MIT-Portugal, Paulo Ferrão.Numa palestra sobre “Desenvolvimento Sustentável e Energias Renováveis”, no âmbito das comemorações do Dia do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, Paulo Ferrão considerou que “a energia renovável é eficiente e suficiente” para suprir as necessidades humanas.No entender do director do Programa MIT-Portugal, “não se pode, no entanto, continuar a olhar o problema do lado da oferta”, devido a ineficiências do ponto de vista das tecnologias da distribuição e ao facto de ser cara e, portanto, não ser inclusiva socialmente.“A solução para a sustentabilidade energética está nas renováveis, mas exige uma visão do sistema”, afirmou.
Paulo Ferrão defendeu, assim, “um novo paradigma, baseado no consumo”. Segundo disse, esse novo paradigma “vê a energia como um serviço, evita desperdícios, é ambientalmente responsável, promove a eficiência energética, implica a liberalização do mercado e apela à cidadania e à participação do indivíduo”.Coloca, no entanto, um problema: “A procura é difícil de satisfazer e acompanhar, porque a energia renovável não é algo que está sempre lá e que ligamos, como um interruptor, quando precisamos”, referiu.“Neste contexto, o MIT pretende desenvolver modelos para projectos de sistemas energéticos sustentáveis”, acrescentou, sublinhando que é nesse sentido que surge o projecto “Green Islands”, em parceria com o Governo Regional, que visa transformar os Açores numa região auto-suficiente em termos energéticos.Paulo Ferrão defendeu, por outro lado, a necessidade de um novo modelo de desenvolvimento, baseado na “desmaterialização da economia, ou seja, no aumento da riqueza, diminuindo o consumo de materiais”.“O desenvolvimento pelo consumismo é insustentável”, afirmou, destacando a “necessidade de alterar os valores individuais” e de se adoptarem novos indicadores de desenvolvimento, baseados no acesso à cultura ou à saúde.“As economias não podem crescer infinitamente num planeta finito”, acrescentou, defendendo que “Portugal, depois da fase do betão, deve apostar numa economia da inovação, baseada no conhecimento”.
Paulo Ferrão defendeu, assim, “um novo paradigma, baseado no consumo”. Segundo disse, esse novo paradigma “vê a energia como um serviço, evita desperdícios, é ambientalmente responsável, promove a eficiência energética, implica a liberalização do mercado e apela à cidadania e à participação do indivíduo”.Coloca, no entanto, um problema: “A procura é difícil de satisfazer e acompanhar, porque a energia renovável não é algo que está sempre lá e que ligamos, como um interruptor, quando precisamos”, referiu.“Neste contexto, o MIT pretende desenvolver modelos para projectos de sistemas energéticos sustentáveis”, acrescentou, sublinhando que é nesse sentido que surge o projecto “Green Islands”, em parceria com o Governo Regional, que visa transformar os Açores numa região auto-suficiente em termos energéticos.Paulo Ferrão defendeu, por outro lado, a necessidade de um novo modelo de desenvolvimento, baseado na “desmaterialização da economia, ou seja, no aumento da riqueza, diminuindo o consumo de materiais”.“O desenvolvimento pelo consumismo é insustentável”, afirmou, destacando a “necessidade de alterar os valores individuais” e de se adoptarem novos indicadores de desenvolvimento, baseados no acesso à cultura ou à saúde.“As economias não podem crescer infinitamente num planeta finito”, acrescentou, defendendo que “Portugal, depois da fase do betão, deve apostar numa economia da inovação, baseada no conhecimento”.(In Diário Insular)
Etiquetas: comemorações, Conferência, energias renováveis, Paulo Ferrão
quinta-feira, outubro 09, 2008
Energias renováveis - Conferência do Professor Paulo Ferrão em Angra do Heroísmo
Decorreu, no dia 7 de Outubro, no auditório do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, integrada no aniversário do Campus, uma conferência intitulada "Energias Renováveis" proferida pelo Professor Paulo Ferrão do Instituto Superior Técnico e coordenador da equipa do MIT-Portugal.
O modo como as empresas e as sociedades encaram as questões ambientais tem evoluído ao longo das últimas décadas. As empresas posicionavam-se inicialmente perante as questões ambientais como mais um factor de custo, geralmente determinado por imposições legais, mas têm vindo a evoluir para uma estratégia mais proactiva, em que o ambiente é parte integrante da estratégia de negócio. Esta evolução não é alheia ao facto de as políticas públicas terem deixado de estar tão fortemente focadas nos processos de fabrico ou na oferta de energia para se centrarem mais no ciclo de vida dos produtos ou na procura de tipos de energia através de conceitos como a politica integrada do produto ou o conceito de produtor/consumidor de energia.
Deste modo, assiste-se actualmente ao surgimento de um novo paradigma ambiental baseado numa nova abordagem da interacção entre ambiente, economia e sociedade, que é transversal aos sistemas económicos e integra as simbioses existentes entre ciclos de vida de diferentes produtos e mudanças de paradigmas económicos.
No Projecto Green Islands, do MIT-Portugal, centrado no Arquipélago dos Açores, pretende-se desenvolver um plano estratégico, bem como parte da sua implementação, para transformar algumas ilhas dos Açores em sistemas energicamente autónomos, actuando nomeadamente nos sistemas de transporte, através da introdução de frotas de veículos movidos a electricidade, tendo impacto ao nível do sistema eléctrico, maximizando a produção de electricidade a partir de recursos renováveis e aumentando a eficiência energética da procura na utilização de vários recursos.
Green Islands é assim o nome de um projecto inovador que poderá mudar a forma como os Açores utilizam os seus recursos energéticos. O objectivo passa por encontrar novas metodologias de rentabilização dos recursos naturais da região, com vista a atingir uma autonomia energética. As ilhas das Flores e São Miguel foram as escolhidas para a fase experimental da iniciativa.
As ilhas são excelentes laboratórios reais, nos quais se podem organizar e demonstrar novas metodologias para uma transformação económica e ambientalmente sustentável de soluções inovadoras no domínio energético.
Deste modo, assiste-se actualmente ao surgimento de um novo paradigma ambiental baseado numa nova abordagem da interacção entre ambiente, economia e sociedade, que é transversal aos sistemas económicos e integra as simbioses existentes entre ciclos de vida de diferentes produtos e mudanças de paradigmas económicos.
No Projecto Green Islands, do MIT-Portugal, centrado no Arquipélago dos Açores, pretende-se desenvolver um plano estratégico, bem como parte da sua implementação, para transformar algumas ilhas dos Açores em sistemas energicamente autónomos, actuando nomeadamente nos sistemas de transporte, através da introdução de frotas de veículos movidos a electricidade, tendo impacto ao nível do sistema eléctrico, maximizando a produção de electricidade a partir de recursos renováveis e aumentando a eficiência energética da procura na utilização de vários recursos.
Green Islands é assim o nome de um projecto inovador que poderá mudar a forma como os Açores utilizam os seus recursos energéticos. O objectivo passa por encontrar novas metodologias de rentabilização dos recursos naturais da região, com vista a atingir uma autonomia energética. As ilhas das Flores e São Miguel foram as escolhidas para a fase experimental da iniciativa.
As ilhas são excelentes laboratórios reais, nos quais se podem organizar e demonstrar novas metodologias para uma transformação económica e ambientalmente sustentável de soluções inovadoras no domínio energético.
Etiquetas: Desenvolvimento sustentavel, energias renováveis, Paulo Ferrão
segunda-feira, outubro 06, 2008
Conferência comemorativa do Dia do Campus de Angra do Heroísmo
No âmbito das comemorações do Dia do Campus de Angra do Heroísmo, realizar-se-á uma palestra que terá lugar amanhã, dia 07 de Outubro, pelas 14h30, no Auditório do Complexo Pedagógico, ao Pico da Urze, sob o tema “Desenvolvimento Sustentável e Energias Renováveis”, proferida pelo Prof. Doutor Paulo Ferrão, Director Nacional do Programa MIT-Portugal.(In Gabinete do Reitor)
Etiquetas: Conferência, Desenvolvimento sustentavel, energias alternativas, energias renováveis, Paulo Ferrão
