sábado, outubro 24, 2009

Potencial científico dos Açores deve ser maximizado


O Governo dos Açores quer que a Região fique marcada pela afirmação de uma nova dimensão da economia baseada no conhecimento e na tecnologia.
Edição de 23 de Outubro de 2009 -->
Transformar o Arquipélago num cluster privilegiado para a investigação científica é um dos objectivos do Governo Regional dos Açores. “Os bolseiros financiados pelo Executivo constituem o capital humano deste cluster, pelo que a formação qualificada e avançada destes recursos humanos será decisiva para o sucesso do objectivo preconizado pelo Governo”, afirma José Contente, secretário regional da Ciência, Tecnologia e Comunicações.O governante espera, por isso, que a qualidade dos investigadores açorianos e dos trabalhos por eles desenvolvidos possam constituir-se como uma mais-valia em termos de captação de investimento externo. Apesar de “em investigação não existirem resultados imediatos, pretende-se que os investimentos que o Governo faz actualmente nesta área venham a ser muito profícuos a médio ou longo prazo, nomeadamente, a nível económico”, refere. “Poder-se-á efectivamente falar de atracção de investimento externo quando os Açores tiverem as condições de investigação de excelência que existem noutras partes do Mundo. Por diversas vezes, o potencial dos Açores como Laboratório Natural já foi referido, pelo que tem que ser devidamente aproveitado e divulgado, de modo a criar novas centralidades no meio do Oceano Atlântico.”A dinamização da investigação científica no Arquipélago não passa apenas pela atribuição de bolsas. “Todas as Medidas do Plano Integrado para a Ciência Tecnologia e Inovação (PICTI), associadas à construção dos Parques Tecnológicos de S. Miguel e da Terceira, preconizam não só a dinamização da Investigação Científica, mas também o seu desenvolvimento e a sua consolidação como factor de elevada importância para o futuro nos Açores.Estas novas infra-estruturas ligadas ao mundo empresarial e à Universidade dos Açores constituirão centros avançados de produção de conhecimento e tecnologia que acreditamos, nesta fase ainda 'pioneira', darão aos Açores, às empresas e às pessoas novos horizontes no centro do Atlântico”, sublinha José Contente. “Queremos, assim, uma nova Região marcada por elevados patamares de qualificação de recursos humanos que constituam novas empresas com maiores proveitos e a afirmação de uma nova dimensão da economia regional baseada no conhecimento e na tecnologia.”
Governo financia todos os bons projectos
Os projectos financiados no âmbito das Bolsas de Investigação Científica contemplam um leque muito diversificado de áreas ligadas a vários domínios da Ciência, como sejam a vulcanologia e sismologia, a oceanografia, a biotecnologia, as ciências agrárias, as ciências da saúde e as ciências sociais e humanas. “A política do Governo dos Açores nesta área tem sido a de financiar bons projectos, independentemente da área científica, uma vez que o contributo da investigação de excelência em todos os domínios científicos é de fundamental importância para o desenvolvimento sustentável que se pretende para a Região Autónoma dos Açores”, explica José Contente. “São exemplos, os projectos-âncora em que continuamos a investir como a Estação da ESA em Santa Maria, das novas estações de radioastronomia e geodesia a instalar nas Flores e Santa Maria e nas grandes potencialidades que resultarão do Instituto de Biotecnologia da Terceira, do Pólo de Excelência do Mar na Horta e do Parque Tecnológico da ilha de S. Miguel, a sediar na Lagoa.”
(in ISABEL ALVES COELHO-Expresso das Nove)

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domingo, outubro 04, 2009

Governo aposta no carregamento de veículos eléctricos em todas as ilhas

O director regional da Energia presidiu ontem, em representação do Presidente do Governo, à inauguração da “Expo 2 Rodas” na Praia das Milícias, onde esta iniciativa da Câmara do Comércio e Industria de Ponta Delgada, em conjunto com os empresários do sector, dedica uma feira a motos, motociclos e bicicletas, explorando as vantagens que a recente alteração legislativa, em relação à “Lei das 125cc”, pode proporcionar.
Cabral Vieira considera que “A Expo 2 rodas” é um contributo no sentido de divulgar junto da população as vantagens, mas também os perigos, de alternativas de mobilidade menos poluentes e que podem contribuir para a redução do congestionamento.O director regional aproveitou a ocasião para salientar as estratégias de sustentabilidade energética definidas a nível europeu e que o Governo Regional acolhe como política definidora para o sector.Com a aprovação do pacote “clima-energia” em Dezembro de 2008 pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho, a União Europeia comprometeu-se a reduzir, em média, em 20% as emissões dos gases com efeito de estufa até 2020. O transporte rodoviário, conjuntamente com a produção de electricidade, ainda largamente assentes em fontes de energia primária de origem fóssil, contribuem de forma significativa para as emissões de dióxido de carbono, um dos principais dos causadores das mudanças climáticas.Assim, segundo o director regional da Energia, “o aumento da eficiência energética e uma maior incorporação de fontes de energia renovável na produção de electricidade são apontados como os principais veículos na luta contra o aquecimento global”.Cabral Vieria garante que “o Governo Regional dos Açores continua a manter objectivos ambiciosos nesta matéria. Continuamos a acreditar que na produção de electricidade é possível atingir a quota de 75% a partir de fontes renováveis. Para isso, contamos com o apoio do sistema científico e técnico internacional, nacional e regional, assim como do tecido empresarial”.O Governo Regional aposta no papel do MIT-Portugal e do Programa Green Islands, estando para breve a assinatura de um protocolo de cooperação financeira que envolve cerca de 18 equipas de investigação da Universidade dos Açores e várias equipas do Programa MIT-Portugal, sob a coordenação do MIT.Segundo Cabral Viera, “o objectivo é termos, no futuro, uns Açores cada vez mais renováveis e mais eficientes do ponto de vista energético. Contudo, não partimos do nada. Já sabemos que na ausência de soluções de armazenamento de energia a incorporação de uma maior percentagem de energia a partir de fontes renováveis está limitada. O veículo eléctrico (onde se inclui as duas rodas) pode, neste contexto, desempenhar um papel fundamental”.O director regional da Energia aproveitou a ocasião para anunciar que o Governo Regional “está a trabalhar com vista à criação de um programa para a implementação de infra-estruturas de carregamento deste tipo de veiculo em todas a ilhas dos Açores e que beneficie das sinergias e do conhecimento desenvolvido no âmbito do Programa Nacional para a Mobilidade Eléctrica”.

(in Canal de Notícias dos Açores)

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sexta-feira, setembro 18, 2009

Lançamento do livro “Açores - um retrato natural” - Uma visão fascinante das maravilhas naturais dos Açores

O biólogo e fotógrafo Pedro Cardoso, autor da exposição de fotografia “Açores: do FOGO à FLORESTA”, actualmente em exibição no EXPOLAB (Lagoa, São Miguel), convida-nos, neste livro, a conhecer a diversidade de vida terrestre nos Açores com fotografias em grande formato, de diferentes ângulos (panorâmicas e de detalhe), que nos transportam a lugares e personagens pouco conhecidos. Às fotografias juntam-se pequenos textos, da autoria de investigadores associados à Universidade dos Açores, destinados ao público em geral, que nos vão conduzindo na descoberta da variedade de forma e cor em diferentes paisagens dos Açores. Publicado pela VerAçor, este livro teve o apoio do Centro de Tecnologias Agrárias do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores (CITA-A), Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, Direcção Regional da Ciência, Tecnologia e Comunicações, Associação espeleológica “Os Montanheiros” e Direcção Regional do Turismo. O livro será lançado no próximo dia 20 de Setembro (Domingo) às 15h30, no átrio do Anfiteatro C da Universidade dos Açores em Ponta Delgada, integrado no simpósio “O ERRO DE DARWIN e o que estamos a fazer para o corrigir”. A entrada é livre. Terá a oportunidade de conversar com o fotógrafo, autores dos textos e representante da editora. O livro estará exposto no local para consulta e venda. Depois do lançamento estará à venda nas maiores livrarias no continente e ilhas e outros locais de divulgação do património dos Açores.
Ponta Delgada, Universidade dos Açores (Átrio do Anfiteatro C)20 de Setembro (Domingo) às 15h30Apresentação do livro pelo Prof. Virgílio Vieira.

(in Naturdata)

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sábado, agosto 22, 2009

Finalistas dos cursos profissionais são poucos para a crescente procura

O Director Regional do Trabalho, Qualificação Profissional e Defesa do Consumidor aconselha empresas a repensarem estratégias de recrutamento e adaptarem-se às leis do mercado.
Há empresas nos Açores que não foram a tempo de recrutar estagiários, embora os anúncios proliferem nos jornais e não existam dados oficiais que confirmem este fenómeno que começa a ganhar alguma dimensão na Região. “São cerca de 2000 aqueles que terminam, por ano, os cursos técnico- profissionais e apenas 200 estão a fazer Estagiar T, uma vez que os restantes já foram recrutados pelas empresas onde fizeram os estágios, ao longo do curso, através das Escolas Profissionais”, explica Rui Bettencourt, ao ser confrontado com esta realidade, adiantando que até ao final deste mês ainda estão a receber candidaturas, neste sentido. “O número de estagiários de cursos profissionais situa-se na casa dos 200, no entanto, tem-se vindo a verificar uma diminuição de candidatos, porque o recrutamento começa, mesmo antes de terem terminado o curso, pelo facto das empresas já conhecerem o seu trabalho, através de pequenos estágios que decorrem ao longo do curso”, acrescenta ainda o Director Regional, mostrando estar a par da situação. Rui Bettencourt refere ainda que, “só abrimos cursos, após sabermos quais são as verdadeiras necessidades do tipo de profissionais que as empresas mais necessitam”, deixando o conselho aos empresários, que agora se encontram sem resposta deste tipo de profissionais a “contratarem esses finalistas dos cursos técnico-profissionais, uma vez que uma grande parte já nem passa pelos estágios, sendo directamente contratada, pelas escolas profissionais, através das empresas.
Tradutores para congressos ainda vêm do Continente, lembra Director Regional
Quanto aos finalistas licenciados, que somam um total de 300 por ano, nos Açores, de acordo com o Rui Bettencourt, “50 por cento demonstra vontade em seguir para Mestrado de Bolonha”. Quisemos saber o que se passa com os estagiários após concluírem a seu estágio e constatamos que “após 6 meses, em média, 87 por cento está a trabalhar”, sem contudo ser possível precisar, se o fazem na sua área de formação, esclareceu. A este respeito, ficamos a saber que não existem dados que confirmem a situação dos licenciados no mercado de trabalho açoriano, uma vez que “as empresas nos seus quadros, não são obrigadas a colocar as áreas de formação profissional”, explica o Director, acrescentando que isto só seria possível se as universidades fizessem esse acompanhamento, por um lado, e ou por outro, os licenciados respondessem aos inquéritos que lhe são enviados via correio, através da Direcção Regional Trabalho, Qualificação Profissional e Defesa do Consumidor. Relativamente aos licenciados, adiantou ainda Rui Bettencourt que “35 por cento estão em áreas que não é a sua, como é o caso de Professores e Biólogos, que estão na área do turismo, a desempenhar funções de Guias ou em empresas de Whale Watching”, sublinhando a necessidade que existe de reconversão de certas licenciaturas e alertando para o facto de, ainda ser preciso mandar vir de fora tradutores para dar resposta à necessidades dos congressos que têm lugar, por exemplo, na Universidade dos Açores.

(in Diário dos Açores)

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quinta-feira, agosto 06, 2009

CAÇA SUBMARINA Praticantes pedem alteração da legislação

Os praticantes de caça submarina querem uma nova legislação da actividade nos Açores. João Pedro Barreiros, professor da Universidade dos Açores e adepto da modalidade critica a lei existente. Para o praticante de caça submarina a legislação actual foi feita “sem ter por base nenhum dado científico”. “Em vez de partir de fundamentação científica parte de uma ideia discriminatória da pesca submarina”, acusa. João Pedro Barreiros diz ter entregado ao Governo Regional em 2005 e 2007 documentação com justificações para a elaboração de um Decreto Legislativo Regional sobre caça submarina. No entanto, as recomendações do biólogo não foram tidas em consideração pelo executivo. O investigador optou então por entregar a mesma documentação aos partidos da oposição, que no mandato anterior era representada pelo PSD e pelo CDS-PP. Em Setembro, João Pedro Barreiros admite fazer chegar as suas considerações aos partidos que agora integram a oposição, CDU, PPM e BE. João Pedro Barreiros acusa os governantes de “autismo”, por insistirem em “manterem em vigor algo que é absurdo”. “Vou continuar a manifestar a minha opinião”, garante. O investigador da Universidade dos Açores assume ainda que está “à disposição do Governo Regional e dos partidos da oposição para discutir o assunto”. Uma das regras que João Pedro Barreiros coloca em causa é a proibição da caça de meros. Para o praticante de caça submarina não há qualquer justificação científica para a proibição de caça da espécie. João Pedro Barreiros garante que os meros não estão em vias de extinção. Para o investigador, a proibição de captação de meros é feita com base num “preconceito”.
LEI PERMANECE IGUAL
Contactado pelo DI, o Subsecretário Regional das Pescas diz que “não há razões objectivas” para que se permita a caça de meros nos Açores. “O facto de termos meros na Região deve-se à proibição da sua caça”, assegura. Para o subsecretário a alteração poderá trazer consequências para os Açores. “Corremos o risco de acabar com o cartaz turístico da nossa Região”, acrescenta. Marcelo Pamplona assegura que o diploma de pesca lúdica foi debatido e apresentado na Assembleia Legislativa Regional em 2007. Para o subsecretário, é preciso ter uma “atitude precaucionária” em relação à caça submarina, “porque se considera que as pessoas que praticam pesca submarina devem ter limites”. Segundo Marcelo Pamplona a actividade não pode ser realizada “só pelo prazer de matar”. Tendo por base as tradições históricas da Região, a pesca submarina é permitida apenas para consumo doméstico. O subsecretário das Pescas garante ainda que a lei tem o parecer favorável do Departamento de Oceonografia e Pescas da Universidade dos Açores, “a entidade competente na Região para dar pareceres sobre o assunto”.
Falta de organização justifica rejeição de torneios de caça submarina
João Pedro Barreiros critica também a proibição de um torneio de caça submarina nas Sanjoaninas. Segundo o Subsecretário Regional das Pescas as várias propostas de torneios da actividade a que teve acesso pecavam pela falta de organização. Para Marcelo Pamplona a realização de um torneio de pesca desportiva implica a definição das marcas desportivas que se pretende alcançar, uma medida que o responsável pelas pescas diz que está presente na lei. O subsecretário adianta ainda que quando se organiza um evento deste género, é obrigatório ter em atenção as questões de segurança. “É preciso definir a zona de resguardo”, salienta. Marcelo Pamplona acrescenta, por fim, que é importante definir com exactidão a a zona em que se vai fazer o torneio. O subsecretário das pescas garante que nenhuma destas medidas estava presente nos pedidos de realização de torneios de caça submarina que recebeu. Ainda assim, Marcelo Pamplona admite alterar a sua posição, caso as propostas tenham estes aspectos em atenção. “Se melhorarem os pedidos de torneios de caça submarina, podemos reavaliar o processo”, assegura.

(in Diário Insular)

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quarta-feira, agosto 05, 2009

Para criar emprego: Governo quer ensinar Universidade dos Açores

As empresas açorianas têm grande dificuldade em descolar de uma situação de funcionários com baixo nível de qualificação para outra em que tem de ter ao seu serviço jovens licenciados. Mas também a Universidade dos Açores não é suficientemente flexível ao nível dados mestrados e pós-graduações para posicionar os jovens para o mundo do trabalho na Região. O resultado é o crescimento do número de licenciados no desemprego e, ao descrédito ao nível das licenciaturas. A educação nos Açores vive uma nova encruzilhada, agora ano nível do ensino superior. A densidade de licenciados na Região é a mais baixa do país e, apesar disso, o desemprego entre os licenciados está a aumentar. No arquipélago existem já 99 licenciados que não têm emprego e, face à crise económica que afecta o tecido empresarial regional, a tendência é para que este número cresça. Rui Bettencourt, director regional do Emprego e Formação Profissional, faz uma leitura favorável das estatísticas. Em Portugal, com uma população de 10 milhões de pessoas, tem 50 mil licenciados no desemprego. Os Açores, com 240 mil pessoas, representam 2,5% dos portugueses. Ora, 2,5% dos 50 mil licenciados portugueses no desemprego corresponderia a 1.250 licenciados desempregados “e temos 99”. Ou seja, prossegue, “a incidência do desemprego nos licenciados é muito menor nos Açores do que no Continente”. Dos 99 licenciados que, na Região, estão no desemprego, “apenas” 44 têm menos de 30 anos e estão, portanto, à procura do primeiro emprego. Isso significa que 54 licenciados têm “num ou outro momento do seu percurso profissional, um problema de desemprego”, explica Rui Bettencourt. Flexibilizar mestrados e pós-graduações O director regional não esconde que existe, actualmente, nos Açores, uma falta de adaptação das licenciaturas da Universidade às exigências do mercado regional. “Temos de aumentar o número de licenciados de uma forma pertinente” afirma, para depois realçar que, se não for assim, “poderá instalar-se, durante alguns anos, incompreensão em relação à necessidade de termos mais licenciados”. “Se nós não dermos resposta, em termos de pertinência no ensino superior, para as necessidades das empresas, arriscamos a que os jovens deixem de acreditar na Universidade”, alertou. “Alias”, sublinha, a sociedade açoriana e as empresas “necessitam de perceber que são necessários mais licenciados. Agora, na verdade, temos de ter cursos mais pertinentes”. Reconhecendo que a Universidade dos Açores não pode estar a mudar todos os anos de quadro docente para ter num ano, por exemplo, engenharia civil, e, no outro, engenharia mecânica; o estabelecimento de ensino superior pode criar aquilo que designa como cursos “de banda larga”. Ou seja, cursos de conhecimentos gerais como “trampolim” para uma especialização dos jovens em áreas que vão ao encontro das necessidades do mercado. Para se conseguir este objectivo, os mestrados e pós graduações “devem ser mais flexíveis” na Universidade açoriana. “Sou muito apologista da flexibilidade dos mestrados e doutoramentos e uma forte ligação com o tecido empresarial”, acentua o director regional. “Pode haver, à dimensão da nossa universidade, várias licenciaturas de base e vários mestrados evolutivos e flexíveis”, sugere, a propósito. “É por isso que entendo”, adianta, que o governo açoriano e a universidade “devem caminhar, em parceria, para promover mestrados e pós graduações de conversão de jovens licenciados, tendo como meta o alargamento do número de licenciados no quadro das empresas dos Açores”, defende. Esta aproximação é inevitável como forma de se vencer esta “encruzilhada” que, de harmonia com o próprio Rui Bettencourt, é “muito complicada”. Nos próximos anos, afirma, os Açores “têm de imaginar outras estratégias de aproximação da universidade às empresas, outras estratégias de adequação dos cursos universitários às necessidades da economia e da sociedade, através da flexibilização de pós graduações e mestrados”. “E temos de imaginar outras estratégias para convencer as empresas” de que os jovens licenciados “são uma mais-valia forte para o tecido empresarial mesmo que, à partida, não tenham uma formação imediatamente utilizável”. Rui Bettencourt dá o exemplo de um jovem licenciado em estudos europeus que entrou para uma empresa de exportação de pescado de São Miguel através do programa ‘Estagiar L’ e que, através do seu conhecimento, consegue exportar peixe para a Croácia, Itália e Espanha. “Portanto, há conhecimentos que os jovens têm e que podem ser potenciados”, afirma, a propósito. “Estamos aqui numa situação muito complicada que exige uma nova visão do futuro”, sublinha Rui Bettencourt. “Dar o salto para outro patamar” “É necessário modificar a abordagem dos recursos humanos, nomeadamente do ensino superior nos Açores. Temos de ter um momento de viragem. Já o fizemos no ensino profissional. É necessário fazê-lo no ensino superior”, palavras do director regional. Em seu entender, quando se vencer “este momento difícil” de tornar a formação superior do jovem pertinente para o mercado de trabalho e o jovem licenciado reconhecido nas empresas, “damos um salto para um outro patamar”. A par disso, há empresas que têm necessidade de licenciados em determinadas áreas. O mercado continua a ter falta de agronomistas. “Porque não fazer um mestrado nesta área?”. Há falta de técnicos em higiene e segurança no trabalho (os 28 que saíram agora da Universidade estão empregados). E “temos uma dificuldade enorme em tradução. Temos falta de profissionais intérpretes”. E em toda esta encruzilhada”, afirma o director regional do Emprego e Formação Profissional, “leva-nos a repensar o projecto profissional do jovem de modo a que haja um momento de entrada no mundo do trabalho e outro em que, continuamente, o jovem aprenda a reconverter-se, Temos vindo a trabalhar muito na formação de activos e na formação inicial de nível profissional (níveis 2 e 3). E isso faz-nos pensar no sistema de ensino superior de formação contínua. É necessário trabalhar muito a nível superior”, defende. E Rui Bettencourt aponta uma outra questão que considera “interessante”. “Os açorianos têm de estar preparados para mudar de profissão”. Em sua opinião, o contexto profissional “vai fazer-nos evoluir para outras direcções que não era aquela que tínhamos pensado à partida. Não podemos imaginar fazer como há 40 anos atrás em que alguém entrava na profissão de contabilista e permanecia na mesma ao longo de três a quatro dezenas de anos”. “É necessário ter uma crescente capacidade de adaptação. E é necessário que quem ensina (no ensino superior e não superior) dote os jovens de capacidade de adaptação porque eles vão precisar desta adaptação ao longo da sua vida profissional”, completa. Sem ‘mata-borrão’ A tendência para o aumento de desempregados entre os licenciados nos Açores, apesar de agravada pela crise, não é só circunstancial. Deriva de um factor estruturante que resulta da forma como o mercado de trabalho está estruturado. É um mercado que continua a solicitar, em grande escala, qualificações muito baixas. Apesar desta realidade, tem aumentado o número de licenciados inseridos no mundo do trabalho nos Açores. Desde logo, porque em Portugal, no geral, e nos Açores em particular, o grande empregador de licenciados é o Estado. E especificamente num sector do Estado, a educação. “Professor era o destino onde iam parar muitos licenciados. Funcionava como um verdadeiro mata-borrão”, afirma Fernando Diogo. Com a queda demográfica, com efeitos ao nível do primeiro ciclo do ensino básico, houve escolas que encerraram. Eram escolas onde os alunos “estavam mais disponíveis e havia maior insucesso escolar”, refere o sociólogo. O facto é que, nesta altura, o mercado de trabalho para os licenciados na educação “está em pleno esgotamento” e “já se fala em desemprego docente que corresponde aos professores que não conseguiram colocação”. “Há, digamos, uma saturação do mercado do trabalho por duas vias: porque há muitos licenciados e porque o número de crianças e jovens tem vindo a diminuir nos Açores apesar de a Região, sobretudo devido a São Miguel, ser a mais jovem do país”. Fernando Diogo dá outro exemplo que conhece de perto, o do instituto de Acção Social que emprega mais de 100 licenciados. Durante muito tempo não havia licenciados em serviço social nos Açores em número suficiente para preencher as vagas. Concorriam muitos licenciados do continente e alguns ficaram. A partir do momento em que o número de licenciados, sobretudo açorianos, e especialmente micaelenses, aumentou, as pessoas foram ocupando as vagas e, agora, “não há muitos lugares a abrir para novos para licenciados…”. Elevar a qualificação nas empresas Toda esta questão da qualificação “é fundamental para os Açores e para cada açoriano”, afirma Rui Bettencourt, director regional do Emprego e Formação Profissional. “Não podemos imaginar a economia dos Açores com pessoas não qualificáveis”, sustenta. Mas o facto é que dois terços da população açoriana não tem o nono ano, o que para sociólogo Fernando Diogo, “é uma situação terrível” do ponto de vista das qualificações mas que “se justifica também porque é esta qualificação que o mercado exige”. Só que, numa dimensão global, esta realidade “é mau sob o ponto de vista do desenvolvimento da Região”, completa o sociólogo. Na construção civil é reduzido o número de engenheiros e outro pessoal qualificado. A Agricultura, como é feita nos Açores, não exige grande qualificação e, nas pescas são muito poucos os licenciados. A maior parte da população activa nos Açores enquadra-se no quadro de activos altamente desqualificados. Outro sector de actividade em crescendo nos Açores é o turismo mas, salienta Fernando Diogo, “o nosso turismo (cama e mesa), enquanto gerador de muito emprego sazonal, ainda não chegou a um ponto tão sofisticado que seja um tipo de actividade que exija licenciaturas”. “Isto não quer dizer que não haja necessidade de uma qualificação crescente dentro da actividade turística”, completou. Em todo este contexto, é compreensível que três quartos dos desempregados nos Açores não tenham o sexto ano da escolaridade; que mais de metade não tenha a quarta-classe. E Rui Bettencourt, director regional do Emprego, não esconde que, de facto, “o grande drama” no desemprego nos Açores “dá-se em público que não tem nenhuma escolaridade”. “O paradoxo que existe nos Açores”, acentua o director regional, é que “ainda se tem a formatação de que para estes trabalhos não é preciso ter uma qualificação e temos de convencer os empresários de que não é assim”. E Rui Bettencourt dá um exemplo: “A decisão de um turista regressar ou não aos Açores pode depender de termos ou não um recepcionista com qualidade. A nossa recepcionista que, em alemão, inglês ou francês, receba bem e seja simpática, pode levar o turista a regressar. E para isso tem de ser reconhecida e tem que ter uma boa remuneração”. O mesmo sucede em termos de higiene alimentar. “Não se consegue pôr de pé uma certificação de qualidade se não se tiver um técnico especialista nesta área”, alerta Rui Bettencourt. “E um licenciado em comunicação social. Uma empresa que não comunica interna e externamente vai ter dificuldade”. Ou seja, prossegue o director regional, “há uma exigência de idoneidade nos Açores que as empresas têm de perceber que passa pelo nível de qualificação dos seus trabalhadores. Se não for assim, dentro de dez anos estamos com o patamar de desenvolvimento de há 20 anos atrás…”. “Tudo isso”, completa, “deve levar a um discurso de convicção e de influência para que as empresas sigam este caminho. É que não está em questão só o futuro desta ou daquela empresa. Está em causa o futuro do tecido empresarial açoriano e dos Açores”.
(in João Paz - Correio dos Açores)

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terça-feira, agosto 04, 2009

President of the Regional Government Speaks at Opening Ceremony for Mobile Facility in the Azores

On June 30, officials from the Regional Government of the Azores recognized the deployment of the ARM Mobile Facility on Graciosa Island during an official opening ceremony held at the site. Notable among the participants was Carlos César, President of the Regional Government of the Azores, and several other government officials. Media outlets for print, television, and radio covered the ceremony, which was part of a two-day visit by the Regional Government to the island of Graciosa. In all, about 50 people attended the event.
Jeanette Rébert, U.S. Consul to the Azores, and President César gave brief opening remarks recognizing the various people and organizations that partnered to make the campaign possible. They also highlighted the importance of the project and how it fits into the shared goal of increased cooperation between the United States and Portugal, especially the Azores. Science and operations personnel then described the mobile facility and showed visitors around the instrument field.
In preparation for the ceremony, collaborators from the University of the Azores prepared a sign to identify all the organizations involved that made the deployment possible. They also presented the gift of a brass plaque for the mobile facility indicating the partnership between the Department of Energy and the Regional Government of the Azores. The mobile facility is located at the airport on Graciosa Island for the Clouds, Aerosol and Precipitation in the Marine Boundary Layer field campaign. Operations began in May and continue through December 2010.

(in ARM)

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sábado, junho 20, 2009

Intervenção do presidente do Governo no lançamento da 1ª pedra das obras de remodelação e ampliação da Creche e Jardim-de-Infância "Girassol"

“Uma breve intervenção começando por vos dizer que presido, com muita satisfação, a este acto simbólico em que se assinala o início da obra de remodelação e ampliação da creche e jardim-de-infância “Girassol”. Trata-se de um compromisso que assumi em devido tempo e que entra hoje numa nova fase de cumprimento, depois da elaboração do respectivo projecto de arquitectura que acaba de ser apresentado. Num investimento de cerca de 780 mil euros, estas obras permitirão uma completa remodelação do actual edifício, que se encontra desactivado devido às suas más condições de conservação, redefinindo, simultâneamente, as suas áreas funcionais e adaptando a estrutura às exigências do trabalho a desenvolver na comunidade. Ficarão aqui instalados uma creche para 58 crianças, com idades até aos 3 anos, e uma sala de jardim-de-infância com capacidade para 25 crianças entre os 3 e os 5anos. Com este empreendimento, conseguimos, também, alcançar a cobertura da rede de equipamentos na área da infância que prevíamos para a ilha Terceira. A rede de equipamentos e serviços sociais na área das creches e pré-escolar, nas suas componentes educativas e de apoio à família, funciona como um factor de igualdade de acesso e como garantia de uma educação de qualidade para todos. É, por essas razões, que o Governo tem empreendido a criação de muitos equipamentos que ficam à guarda e gestão de instituições creditadas que se dedicam à prestação de serviços sociais e à solidariedade social.Por vezes não apreendemos bem a dimensão dos progressos que conseguimos realizar nestes últimos anos. Todavia, não foram poucos os avanços adquiridos: na área da infância e juventude estão criadas 56 creches a nível regional, apoiando perto de duas mil crianças, ou seja, sensivelmente o dobro do que acontecia há uma década; o mesmo aconteceu com as estruturas de ATL, que agora são cento e vinte, abrangendo cinco mil crianças. Na generalidade das valências da área da infância e juventude a Região dispõe, actualmente, de trezentos e onze equipamentos – o triplo de há dez anos. Estamos, pois, muito melhor nesta como, aliás, em muitas outras áreas.Aproveito esta ocasião para realçar o dinamismo e a capacidade de mobilização e proximidade evidenciada pela Casa do Povo da Terra Chã. Esta freguesia é um espaço do perímetro urbano da cidade de Angra do Heroísmo, que tem retratado ao longo dos tempos os ciclos de vivências e mudanças sociais que se fazem sentir nos Açores. Foi, e ainda é, um marco de referência no ciclo da produção hortícola, agrícola e na fruticultura. O Pólo da Terra Chã da Universidade dos Açores trouxe cientistas, intelectuais, muita juventude e uma dinâmica cultural de relevo para a comunidade. Aqui se implementaram os cursos ligados à terra, as ciências agrárias, mas também as ciências humanas ligadas aos cursos de educação de infância e ensino básico. A freguesia mudou, assim, o seu tecido social e também a sua imagem quando acolheu, na sequência do terramoto de 1980, os desalojados vítimas daquela calamidade e também os trabalhadores que garantiram a reconstrução da cidade património mundial. Tornou-se, por excelência, uma área multicultural onde ainda hoje convivem e coabitam homens e mulheres de etnias diferentes, com tradições e modos de vida diferenciados.Justificam-se, por isso, outros investimentos na freguesia, entre os quais saliento a construção, muito em breve, de 46 novas habitações na zona ampliada do Bairro da Terra Chã, cujo concurso público de empreitada está a decorrer, com um preço base de dois milhões e oitocentos e cinquenta mil euros, visando o realojamento de agregados familiares locais carenciados. É com o propósito de continuarmos a promover e a garantir o desenvolvimento social das crianças e das famílias desta freguesia, do Concelho de Angra, e dos Açores em geral, que aqui estamos a trabalhar e a investir. Isto é que é fazer política.Os novos desafios que se colocam às famílias – que decorrem, entre outros factores, da dificuldade de conciliar a vida profissional dos pais com a prestação de cuidados aos filhos e, também, das exigências de uma parentalidade mais responsável e comprometida – obrigam os serviços públicos a uma resposta cada vez mais eficaz, elevando a qualidade da intervenção técnica e a especialidade da aplicação de métodos e de estratégias de gestão e de práticas pedagógicas inovadoras, que queremos com consequências positivas no crescimento das nossas crianças e no desenvolvimento das suas competências e aptidões. Vamos, pois, continuar este esforço que temos vindo a fazer com sucesso. Dirijo uma palavra final a todos os que prestam serviço em valências como as que estão em causa neste equipamento: a sua competência, o seu profissionalismo e a sua sensibilidade são determinantes na preparação de gerações e o seu empenhamento substitui todas as insuficiências que uma Região como a nossa ainda tem na prestação deste tipo de serviços e de cuidados às nossas crianças. Confiamos muito na sua proficiência, tal como na disponibilidade dos que emprestam a sua colaboração a esta Casa do Povo e que também são parte imprescindível desta iniciativa do Governo. A todos, muito obrigado.”
(in Canal de Notícias dos Açores)

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sábado, junho 13, 2009

Pro-convergência e Pro-emprego já introduziram 114 milhões de euros nos Açores

Os programas operacionais Pro-convergência e Pro-emprego introduziram, nos últimos meses, 114 milhões de euros de financiamento na economia dos Açores.
A informação foi dada, em Angra do Heroísmo, pelo Vice-Presidente do Governo, na sessão de abertura dos trabalhos da 3.ª Reunião da Comissão de Acompanhamento dos referidos programas, onde participou o docente Félix Rodrigues em representação da Universidade dos Açores.


Segundo Sérgio Ávila, no novo período de programação, que se iniciou recentemente, deram já entrada candidaturas que correspondem a 40% das verbas que estão à disposição dos Açores no âmbito do Feder. Neste momento, disse o vice-presidente do Governo, “os Açores lideram, a nível nacional, a execução deste novo período de programação dos fundos comunitários sendo a Região que tem mais projectos candidatados, mais projectos aprovados, mais projectos executados e mais pagamentos efectuados”.
Segundo Sérgio Ávila, num período onde a conjuntura internacional é adversa “é fundamental ter rapidez na análise dos processos e ter procedimentos céleres nos respectivos pagamentos”
O encontro realizado em Angra serviu, de igual modo, para fazer o balanço do anterior Quadro Comunitário de Apoio tendo-se confirmado que os Açores aproveitaram a totalidade dos fundos colocados à sua disposição, representando um investimento público superior a mil e cem milhões de euros.
Segundo Sérgio Ávila, as verbas comunitárias entradas na Região, no quadro que vigorou entre 2003 e 2007 e que está agora a finalizar, permitiram um processo de convergência real com as médias de rendimento da União Europeia. “Quando se iniciou o período de programação os Açores tinham 64% do nível de produção da Europa e no final da execução estavam já a 68%, ou seja a economia açoriana cresceu nesse período mais quatro pontos percentuais do que a média da União Europeia”, disse Sérgio Ávila.
De igual modo, segundo os números apresentados, “os Açores criaram, neste período, mais de quinze mil postos de trabalho.
Em síntese, segundo o Vice-presidente do Governo, os Açores “para além de terem aplicado na íntegra os fundos que estavam à sua disposição, conseguiram também gerar mais riqueza e mais emprego do que a média da União Europeia”.

(in GACS)

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segunda-feira, abril 13, 2009

New rules in the application of funds to make scientific and technological research more dynamic

Grants from the Regional Government of the Azores destined for making technological and scientific research more dynamic, as outlined in the Integrated Plan for Science, Technology and Innovation (PICITT) will, starting Tuesday, be subject to new rules.
These new rules relate to governmental support granted to researchers that attend scientific meetings in Portugal and abroad and for advances scientific training.
These governmental grants that are regulated by legal decrees of the Regional Secretary for Science, Technology and Equipment are meant for universities, departments, research centres, laboratories, scientific foundations and researchers. These grants are intended to promote scientific research and assure that the Region remains in tune with the latest scientific developments.
(In GACS)

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terça-feira, março 31, 2009

U.S. and Portugal Sign Agreement for Climate Research Collaboration

WASHINGTON, DC – The United States signed an agreement with Portugal today to launch the installation of a portable climate observatory on Graciosa Island in the Azores.
The mobile observatory will obtain measurements of cloud and aerosol properties from the island’s marine environment for 20 months, beginning in May. The measurements are expected to greatly enhance scientific understanding of the microscopic processes that occur in low-level marine clouds, and will be used to test and improve climate models.
The portable observatory, or Atmospheric Radiation Measurement (ARM) Mobile Facility, is part of U.S. Department of Energy (DOE) ARM Climate Research Facility, a collection of climate data collection instruments located strategically at various locations around the globe and supported by DOE’s Office of Science.


David Ballard, deputy chief of mission for the U.S. Embassy in Lisbon, and Carlos Cesar, president of the regional government authority for the Azores, signed the agreement in a ceremony today at the Presidential Palace in Ponta Delgada, the Azores.
Low-level or boundary-layer marine clouds are found in coastal environments around the world, and they play a major role in the global climate system. However, computer model simulations have repeatedly shown differing reactions by low-level clouds to increasing sea surface temperature, seasonal cycles, greenhouse gases and aerosol properties. For accurate predictions of future climate, scientists need a better understanding of the dynamic elements that control the lifecycle of these cloud types.
“The scientific community needs more comprehensive data about these cloud types for computer models to continue to improve simulations of future climate,” said Anna Palmisano, associate director for DOE’s Office of Biological and Environmental Research. “The mobile facility’s sophisticated instruments, combined with the length of the deployment, provide an unparalleled opportunity to help fill this gap.”
The agreement formalizes scientific collaboration between DOE and the University of the Azores, starting with the upcoming study called the Clouds, Aerosol and Precipitation in the Marine Boundary Layer. Led by Robert Wood from the University of Washington, the science team includes additional researchers from the United States, Chile and the United Kingdom.
“This study will result in the first climatology of the high resolution vertical structure of cloud and precipitation properties of low clouds at a remote subtropical marine site,” said Wood. “This will be a highly significant contribution to the international climate research community,” he added.
Graciosa Island is one of many small islands in the Azores, a Portuguese archipelago located about 3,900 km from the east coast of North America and about 1500 km west of Lisbon. Because the Azores typically experience relatively clean atmospheric conditions with passing episodes of polluted airmasses from nearby continents, the location on Graciosa is ideal for capturing a wide range of conditions.
The mobile facility was developed to obtain continuous atmospheric measurements from under-sampled climate regimes. Its international deployments thus far include Germany, Africa and most recently, China. The ARM Climate Research Facility also operates permanent observational sites in Alaska, Oklahoma and the tropical western Pacific region around northern Australia.
All data collected by the mobile facility are freely available.
DOE’s Office of Science created the ARM Program in 1989 within the Office of Biological and Environmental Research to investigate scientific uncertainties about the interactions of clouds and energy in the atmosphere, with the goal of improving climate models. The infrastructure and data archive established through the ARM Program were designated a scientific user facility, the ARM Climate Research Facility, in 2003. Learn more about the ARM program and the facility.
Media contact(s):Jeff Sherwood, (202) 586-5806

(In US Departmento of Energy)

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segunda-feira, março 30, 2009

Graciosa integra rede mundial de estações de monitorização climática

O secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos assinou hoje, em Ponta Delgada, um protocolo para a colocação de uma estação meteorológica na Graciosa, no âmbito do Acordo de Cooperação e Defesa entre Portugal e os Estados Unidos da América. O contrato subscrito por José Contente visa a instalação, pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos, de uma infra-estrutura móvel de Investigação para Mediação da Radiação Atmosférica e Mudanças Climáticas.Preparado para acolher e interpretar todos os dados da área da climatologia, o equipamento vai garantir uma importante contribuição para a comunidade de investigação internacional e para a pesquisa em mudanças climáticas, afirmou o governante, adiantando que, por essa via, a Graciosa passa a integrar a rede mundial de locais móveis de monitorização, uma das cinco a nível mundial. Segundo o secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos, a estação vem, também, reforçar os conhecimentos práticos do Instituto de Meteorologia, da Universidade dos Açores (UAç) e permitir “que os Açores usufruam dos conhecimentos mais avançados que há nesta área, que por exemplo, são importantes para a Protecção Civil”, sublinhou José Contente.Este projecto de cooperação bilateral, através da Embaixada americana em Lisboa, constitui uma alavanca no desígnio de modernidade em que o Governo Regional está apostado, no âmbito da tecnologia e da sociedade da informação, comunicação e inovação, considerou. Segundo José Contente, a estação da Graciosa contribuirá para a melhoria dos modelos climáticos globais através do desenvolvimento e teste de representações melhoradas de processos de radiação e de formação de nuvens. A sua localização privilegiada ao aeródromo da ilha, escolhida por ser a mais plana do arquipélago, oferece uma oportunidade única para o estudo do sistema estratiforme de nuvens de baixa altitude sobre os oceanos subtropicais, que são pobremente representados nos modelos climáticos e causam grandes incertezas nas previsões de alterações climáticas, explicou.Com a assinatura do acordo para a instalação do equipamento cumpre-se mais uma etapa na concretização do cluster científico e tecnológico na Região Autónoma dos Açores, sendo que “não basta falar apenas da Sociedade de Informação e do Conhecimento, das vantagens das tecnologias e da modernidade, é preciso avançar com projectos concretos que assinalam e materializam esta nova fundamentação teórica e que servem, efectivamente os Açores”, nomeadamente em matéria de Ciência e emprego qualificado na Região, referiu.Para José Contente, através deste projecto os Açores avançam no sentido de aceitar outros desafios que a Região quer ganhar “com parceiros credíveis, fortes” e que ajudem a lançar um novo quadro de referência que tenha em conta a cultura científica e tecnológica.
(In Azores Digital)

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sábado, março 28, 2009

Radiação atmosférica medida na Graciosa

O ministro Conselheiro da embaixada americana em Lisboa, David Ballard, está esta semana nos Açores para a assinatura de um acordo destinado à instalação na Graciosa, pelo Departamento de energia dos EUA, de uma estação móvel para medição da radiação atmosférica e mudanças climáticas. O acordo entre os EUA e o Governo regional é assinado numa cerimónia que decorreu ontem, sexta-feira, dia 27. Segundo a embaixada americana em Lisboa, o projecto envolve um investimento directo de mais de quatro milhões de dólares, ao abrigo do acordo de Cooperação e Defesa entre Portugal e os EUA. "O objectivo é melhorar os modelos climáticos globais através do desenvolvimento e teste de representações melhoradas de processos de radiação e de formação de nuvens", adianta, referindo que a localização da Graciosa "representa uma oportunidade única para estudar o sistema estratiforme de nuvens de baixa altitude sobre os oceanos subtropicais, que são pobremente representados nos modelos climáticos e causam grandes incertezas nas previsões de alterações climáticas". David Ballard proferiu também uma palestra sobre "as relações entre Portugal e os Estados Unidos da América".

(In Diário Insular)

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terça-feira, fevereiro 24, 2009

Notification of the Secretariat for the Environment and the Sea about environmental protection in the Azores

The Places of the region of Macaronesia (Azores, Madeira and Canary islands) were recognised as Sites of Conservation Importance (SCI) in December of 2001. These were the first sites in Europe to be officially designated as such under the EU Habitats Directive. From the time a Site has been recognised as an SCI, the Member-State must designate it as a Special Conservation Zone (SCZ), as soon as it has the means that are necessary for its protection or, when applicable, rehabilitation. In 2006, the Autonomous Region of the Azores published in the Jornal Oficial its Sectorial Plan for the 2000 Natura Network. This legal document summarises the measures of environmental protection and conservation applicable to SCI sites in the Azores that resulted from a study conducted over the past several years and which culminated in a policy proposal submitted by two departments of the University of the Azores.
Even though the criterion for the transformation of SCI sites into SCZ sites has been met, the Autonomous Region of the Azores shall only advance with their official designation only when the the Land-Management Plans of the diverse Natural Parks of the Azores is published. This approach results from the application of the highest standards of environmental protection that the Region has adopted and pursued in its classified zones. In this regard, the Azores is a the forefront of European Environmental Conservation.
The posture of the Autonomous Region of the Azores in this domain has been exemplary. Besides belonging to the first group that presented sites to be classified in accordance with the Habitats Directive (Macaronésia) , the Azores were the first European Region to propose the classification of an area outside of the Territorial Sea (D. João de Castro) and also the first to present sites located in the deep sea. Indeed, it was under the initiative of the Autonomous Region that Portugal presented, to the EU Commission, a SCI application for the two deep sea hydrothermal springs of Menez Gwen and Lucky Strike on the 15th October, 2008.
However, it should be noted that the meritorious posture of the Azores in this domain extends beyond its adherence to the 2000 Natura Network. Under the auspices of the Oslo-Paris Convention (OSPAR), which identified a network of maritime areas of environmental importance, the Autonomous Region of the Azores proposed the classification of seven sites, one of which, the Rainbow site, is located outside the Exclusive Economic Zone. At the present time, the Azores awaits the recognition of a zone known as Sedlo, a deep sea ridge. In addition to the aforementioned, there are two areas in the Azores that are classified as Biosphere Reserves, the islands of Corvo and Graciosa. A third area is about to be classified, Flores island. Comparatively speaking, it should be noted that in the rest of the country there is only one area with enjoys such a statute. In the Azores there are 12 areas that were classified under the auspices of the Ramsar Convention. The Government of the Azores is also preparing an application for the classification of a Geopark. If accepted, this application will mean the recognition and classification of more than a hundred Geo-Sites.
It is also for these reasons that the Region was considered, by the National Geographic Traveller, the second best archipelago in the world in terms of sustainable development and the island of Pico one of the best islands to live in the world, by Revista Islands.

(In GACS/AP/SRAM )

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sexta-feira, janeiro 30, 2009

Conselho Regional de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável

O secretário regional do Ambiente e do Mar assegurou, na Horta, que o problema dos resíduos na ilha das Flores, apesar de ser “um processo complexo, ficará resolvido durante a actual legislatura”.


Falando à margem da reunião do Conselho Regional de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CRADS), que decorreu hoje à tarde no Faial, Álamo Meneses prometeu “para breve” a adjudicação da empreitada de construção da central de transferência e tratamento de resíduos da ilha das Flores.
Segundo explicou, o problema da gestão de resíduos “é transversal à generalidade das ilhas” açorianas dadas as características dos seus aterros.
No caso das Flores, os danos resultantes da inexistência de um aterro controlado não são felizmente tão grandes como poderiam ser, dada o facto da ilha ter uma população reduzida, acrescentou ainda o secretário regional.
Álamo Meneses classificou também com “extremamente frutuoso” o debate ocorrido nesta reunião do CRADS (Conselho Regional de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável), no qual participa Félix Rodrigues como representante da Universidade dos Açores, adiantando que o encontro permite ao Governo “conhecer quais as áreas de interesse das associações ambientalistas e dos outros parceiros, por um lado, e, por outro, “explicar objectivos e traçar metas”.
Além da apresentação do Programa de Governo e orientações na área do ambiente, da ordem de trabalhos deste conselho regional constava a discussão da criação de uma Entidade Reguladora de Águas e Resíduos.
Reserva Ecológica Regional e pontos de situação do Plano Regional da Água e do Plano Estratégico de Gestão de Resíduos Sólidos dos Açores foram os outros temas agendados para a reunião.
Este orgão consultivo da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, visa assegurar o diálogo e cooperação com entidades e organizações, de âmbito regional, na procura de consensos alargados relativamente à política ambiental.
(In GACS)

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Governo promete instituto de biotecnologia

O Governo garante que o Instituto de Biotecnologia e Biomedicina dos Açores será uma realidade nesta legislatura.
O edifício será construído no novo parque tecnológico da ilha Terceira, ainda sem localização prevista.De acordo com José Contente, Secretário Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos, é preciso aproximar a investigação da sociedade civil."Ao Governo, o que interessa é que a investigação dê solução aos problemas específicos dos Açores", explicou o governante.O actual Centro de Biotecnologia, que ainda recentemente foi elogiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, funciona em instalações precárias no polo da Terra Chã da Universidade dos Açores.

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quinta-feira, janeiro 29, 2009

Instituto de Biotecnologia a funcionar antes de 2012

O Instituto de Biotecnologia e Biomedicina dos Açores será uma realidade até 2012. Para funcionar no parque tecnológico da Terceira, assume o Governo Regional.
O Instituto de Biotecnologia e Biomedicina dos Açores (IBBA), a instalar na ilha Terceira, sairá do papel até 2012. A garantia foi dada, ontem de manhã, pelo secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos.
José Contente, que falava aos jornalistas após uma visita ao pólo universitário do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, na Terra-Chã, garantiu que a entidade – com estatutos já criados – irá alojar-se no parque tecnológico da ilha Terceira, em fase de projecto. “Até ao final desta legislatura, queremos ter o parque tecnológico construído. Aí serão instalados os actuais centros de investigação do pólo da Terceira da Universidade dos Açores, incluindo o Centro de Biotecnologia, que, assim, vão dispor de melhor condições e infra-estruturas. Começamos a elaborar o projecto desse parque tecnológico. Queremos desenvolve-lo nesta legislatura, para que estes conteúdos funcionais possam ser neles integrados”, adiantou José Contente, sem pormenorizar os prazos de concretização. Por outro lado, confirmou o reforço do apoio financeiro do executivo aos projectos de investigação em curso na Universidade dos Açores. Segundo o responsável, a localização do parque tecnológico ainda não está definida. Mas José Contente admite que possa ser construído nas imediações do pólo universitário da Angra do Heroísmo no Pico da Urze.
Manter identificação
Para o director do Centro de Biotecnologia da Universidade dos Açores, a concretização do IBBA e do parque tecnológico da Terceira são boas notícias. “Tratando-se de áreas de investigação tão importantes actualmente, faz todo o sentido que se criem infra-estruturas e condições para desenvolvermos vários projectos”, adianta Artur Machado. Contudo, o investigador alerta para a necessidade dos parceiros do IBBA manterem a sua identidade. “Este instituto vai garantir uma maior eficiência de técnicas e espaços e uma maior cooperação entre quem investiga nesta área. Mas acho fundamental que os centros de investigação integrados no IBBA mantenham o seu carácter e a sua vocação. Pelo menos o Centro de Biotecnologia o fará”, sublinha Artur Machado. O IBBA tem como sócios fundadores a Região Autónoma dos Açores, o Fundo Regional da Ciência e Tecnologia, o Hospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada, o Hospital do Santo Espírito de Angra do Heroísmo e a Universidade dos Açores.

(In Diário Insular)

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segunda-feira, janeiro 26, 2009

Governo combate falta de água na Terceira

A médio prazo, recuperar as turfeiras que foram transformadas em pastagens.São as medidas do Governo para acabar com a falta de água na ilha Terceira.

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domingo, janeiro 25, 2009

Regional Government of the Azores supports cooperation with the United States of America on matters regarding climatic changes

On Tuesday, the Secretary for the Presidency assured the support of the Regional Government of the Azores for a cooperative project on climate change between US and European institutions. The Azores, situated in the mid-Atlantic, should be an ideal communicative platform for debating the problematic of climate change.
The Secretary for the Presidency, André Bradford, at the end of a meeting with Massachusetts state representative Michael Rodrigues, which took place in Ponta Delgada, expressed the support of the Regional Government of the Azores.
This meeting took place in the context of the ongoing protocol of cooperation between the Azores and the state of Massachusetts, formalised by Carlos César, President of the Regional Government of the Azores, and the Governor of Massachusetts, Mr. Deval Patrick.
André Bradford made known that “still in the current year, the first meeting between interested scientists and representatives of educational institutions from Europe and the United States will take place.” In addition, he said that from Tuesday’s meeting emerged “a programme of concrete initiatives that embody the willingness of various European research institutions to promote scientific cooperation, including, of course, the University of the Azores. “
The Regional Secretary for the Presidency underlined that this project of cooperation “has aroused great interest on the American side, not only by the State of Massachusetts but also by other partner institutions such as the University of New Jersey and of a federal agency whose research activities address the problematic of climate change.”
He said that “we have, therefore, the necessary conditions to implement this project and, at this very moment; we are making arrangements to pass from words into action.”

(In GaCS/AP/LFC )

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Carlos César considers project of energy-autonomy of great strategic importance for the Azores

The Regional Government wishes to convey its satisfaction for the fact that the meeting of the operational committee of the Programme Massachusetts Institute of Technology – Portugal took place in the Azores, given that, in strategic terms, this is a very important initiative for the Region.
The President himself said it after meeting with Paulo Ferrão and Stephen Connors, directors of the Programme MIT-Portugal. He and his guests talked about the nuances of future cooperation, especially matters pertaining to the “Green Island” project, the aim of which is to develop the use of sustainable energies in the Azores.
Carlos César indicated that the final objective is that of securing total energy autonomy for the island of São Miguel through the use of renewable energies and other endogenous energy resources as well as fomenting, on Flores Island, the utilisation of these sources of energy.
The President reminded that significant steps had already been taken to assure the financing and preparation of partnerships that confer sustainability to this project of cooperation. He said that “our ambition is to provide our regional electrical system with full access to these renewable energies.”
Carlos César said that given the fact that the electrical system is responsible for more than 40% of energy consumption in the Azores - to which we can add 34% used by the transport system - “we should concentrate our attention on the contributions of renewable energy sources to the overall supply and know that such contributions will increase.” Therefore, the Regional Government values the MIT-Portugal project of cooperation. It provides support to intervening institutions and seeks to stimulate and attract the participation of private investors and scientific research centres.
The President of the Regional Government of the Azores said that “we have institutions in our region that are directly involved in such renewable energy projects, such as the Empresa de Electricidade dos Açores (Azores Electricity Company or EDA) and the Universidade dos Açores (University of the Azores) (…) He added that “we can help the electricity company and the university be indispensable actors in the realisation of this project.”
(In GaCS/CT )

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