terça-feira, novembro 17, 2009

Duas centenas de lixeiras selvagens na Terceira

O número de depósitos ilegais de resíduos (lixeiras a céu aberto) na Terceira ascende às duas centenas. Os tipos de resíduos são variados, sendo que “é preciso ter em conta que vivemos num espaço pequeno, onde não existem grandes industrias e, por isso, também não temos problemas com resíduos químicos”, afirma Ulisses Rosa, autor do estudo que pretendeu quantificar e identificar os depósitos ilegais de resíduos em toda a ilha. Ulisses Rosa desconhece se as Câmaras Municipais têm conhecimento desta situação. Contudo, para o autor do estudo o problema prende-se com a “falta de educação ambiental”.“O que se denota é uma grande falta de civismo e um desrespeito pelo espaço comum”, continua.De facto, “as pessoas continuam a infringir a lei, sendo que a legislação prevê contra-ordenações gravíssimas neste sentido”.Apesar de reconhecer que os jovens começam a mostrar uma mudança de atitude quanto às questões do ambiente, Ulisses Rosa considera que esta situação não é fácil de contornar. “Um dos grandes problemas é o facto destes pontos de depósito funcionarem há dezenas de anos”, disse.“O meu objectivo foi tentar perceber a dinâmica de deposição de resíduos na ilha. Pretento criar um registo que permita uma monitorização e limpeza eficazes destes espaços”, aponta Ulisses Rosa.“Grande parte do interesse desta quantificação prende-se com a sua futura disponibilização para que seja possível limpar estas zonas”, continua.Para minimizar os impactos no ambiente, o guia da natureza pretende divulgar estes dados às Câmaras, à GNR e todas as entidades gestoras de resíduos.Para o autor do estudo, é necessária “uma maior interligação entre as entidades competentes e uma maior focalização na educação ambiental”. “Através de acções de sensibilização como Limpar Portugal, um estímulo à sociedade, através de uma competente gestão integrada de resíduos e do seu posterior encaminhamento, podemos tornar, certamente, a ilha mais limpa”, continua.A aposta na reciclagem é também uma das formas apontadas por Ulisses Rosa para minimizar o problema.O trabalho intitulado “Georeferenciação de depósitos ilegais de resíduos na Terceira” é pioneiro na Região e servirá de mapa da iniciativa “Limpar Portugal - Terceira”.

(in Diário Insular)

Etiquetas: , ,

quinta-feira, setembro 10, 2009

A Vinha, o Vinho dos Biscoitos e o Turismo - III

Quanto ao turismo, e a continuarmos como estamos, não será de todo a salvação desta magnifica freguesia. O turista que nos visita procura emoções, algo de diferente, não se contenta só de ouvir falar. Se quisermos ter mais turista e por mais tempo nos Biscoitos, temos de unir esforços, temos de trabalhar juntos e não cada um para o seu lado, particulares e organismos públicos tem de trabalhar em uníssono para criar infra-estruturas e pacotes de animação turística de qualidade que prendam o turista por muito mais tempo que os escassos trinta minutos que hoje se dá de paragem nesta freguesia.
Enquanto não tivermos um bom restaurante para que os autocarros possam aqui chegar de manhã, para que o turista possa usufruir das magnificas piscinas naturais, almoçar e depois poder visitar e participar das diversas actividades que se desenvolvem e desenvolviam na freguesia, meus senhores, lamento imenso, mas os turistas não se deterão mais que os trinta minutos já referidos.Não quero com isto dizer que por exemplo se vindime como se vindimava antigamente, que se vista como se vestia no passado, que passemos a utilizar o velhinho carro de bois em vez da rápido e cómoda camioneta. A etnografia é hoje um óptimo meio para divulgar a nossa cultura, os nossos usos e costumes. Um dos bons exemplos de animação turística que se faz, é esta festa da vinha e do vinho que é uma festa ainda muito familiar, mas que penso que poderá transformar-se num grande evento para esta freguesia, assim o queiram as gentes e entidades deste concelho, (sigamos o exemplo da Madeira com a sua festa da vindima, hoje forte cartaz turístico daquela ilha).

(in Bagos D'Uva)

Etiquetas: , , , , ,

quarta-feira, setembro 09, 2009

A Vinha, o Vinho dos Biscoitos e o Turismo - II

É com muito gosto que aqui me encontro a participar uma vez mais na XVIII Festa da Vinha e do Vinho dos Biscoitos, embora desta vez com uma responsabilidade acrescida que é a de falar para tão ilustre assembleia. Gostaria de aproveitar a oportunidade para agradecer a disponibilidade e empenho da Casa Agrícola Brum, sem a qual esta festa não seria possível. Apesar do tema deste colóquio ser a “Vinha, o Vinho dos Biscoitos e o Turismo”, não poderei como Guia deixar de abordar outros aspectos importantes desta freguesia. Quando falamos dos Biscoitos, as primeiras imagens que nos vêm ao pensamento são a vinha, o vinho e o mar, mas esta freguesia é muito mais que isto, porque neste lugar se pode contar toda a história da ilha Terceira desde o seu povoamento até aos dias de hoje, senão vejamos: Os Biscoitos são o local ideal para se falar do modelo de ocupação das terras em anel, também conhecida como “roda do capote”, ou seja, ocupação de áreas até aos 300m de altitude, claramente privilegiando as zonas litorais, onde se encontrava a melhor terra para cultivo, designadas de terras altas, deixando as terras situadas em altitudes mais elevadas para criação de gado e produção de madeira. As torrentes de lava que penetram escuras no mar, foram aproveitadas para plantação de vinhedos estreitamente murados para proteger dos ventos salgados. E quando falamos de terras não podemos deixar de falar nas “dadas”, nas sesmarias, e nos morgadios, pois Antão Martins Homem, capitão da Praia, logo em 1486 outorga uma carta de sesmaria a Pêro Álvares, primeiro povoador da actual área dos Biscoitos, mais tarde, ao tempo de Pêro Enes do Canto, os Biscoitos eram um morgado. Mas falar dos Biscoitos, é falar do mar, do arquipélago, dos descobrimentos, da emigração e da condição de ser ilhéu. Nos Biscoitos de Pêro Anes do Canto, podemos falar da Provedoria das Armadas e do seu provedor, Pêro Anes do Canto, da pirataria e do domínio Filipino. Dos Biscoitos, sentimos que somos ilhéus, pois em dias limpos vemos a ilha Graciosa. Dos Biscoitos partiam corajosos homens que ganhavam e perdiam a vida no mar, à pesca e à caça da baleia. Os Biscoitos são o testemunho vivo do vulcanismo desta ilha, da formação do arquipélago, da sismicidade, da lava que brotava dos vulcões e que correndo em direcção ao mar formou áreas de pedra escura que foram berço das cepas das videiras que deram o vinho que abastecia as naus. Nos Biscoitos podemos falar do clima da ilha e dos Açores. Dos ventos húmidos predominantes do sul, e que interceptados pela serra de Santa Bárbara, perdem humidade à passagem para a costa norte, e que são responsáveis pela criação do micro clima que aqui se desfruta.

(in Bagos D'Uva)

Etiquetas: , , , , ,

terça-feira, setembro 08, 2009

A Vinha, o Vinho dos Biscoitos e o Turismo

Já nos referimos à Dr.ª Margarida de Fátima Pessoa Pires, oradora convidada da XVIII Festa da Vinha e do Vinho dos Biscoitos aqui. A Dr.ª Margarida Pires é natural da Praia da Vitória, ilha Terceira, sendo Licenciada em Guias da Natureza pela Universidade dos Açores (Departamento de Ciência Agrárias de Angra do Heroísmo). Desde cedo se interessou pela cultura da nossa ilha, tendo ingressado como dançarina o Grupo de Baile da Canção Terceirense aos doze anos de idade, ocupando ao longo destes anos vários cargos sociais neste grupo.Também ao desporto, naquela que é a sua modalidade de eleição, o Voleibol, Margarida Pires esteve e está ligada ao longo de vários anos. Foi a primeira mulher dos Açores a ocupar o cargo de Presidente de uma Associação de modalidade, foi atleta, treinadora e árbitro, neste momento é vice-presidente da Associação de Voleibol da Ilha Terceira.Funcionária pública, desenvolve em acumulação a actividade de Guia Turística há vinte anos.
(In Bagos D'Uva)

Etiquetas: , , , , ,

segunda-feira, setembro 07, 2009

A Vinha, o Vinho dos Biscoitos e o Turismo - I

Gaspar Frutuoso, o grande cronista do século XVI, descreve assim esta freguesia “ Este Biscoito de Pedreanes do Canto se chama de Biscoito Gordo, por ser por uma das partes terra alta e por outro nome se chama de Má Terramenta, porque foi um homem desta alcunha o primeiro possuidor dela e despois a vendeu a Pedreanes do Canto, uma légua de largo do mar à serra, tudo prantado de vinhas e grandes pomares, a mais fresca neste género que há em toda a ilha, onde se dá uma infinidade de vinhas e frutas”.
As castas introduzidas terão sido provenientes do continente português e da ilha da Madeira. O Verdelho aparece desde o início, Gaspar Frutuoso reportando-se à Terceira refere “parreiras e uvas de todo o vidonho, muscatel, verdelho, mourisco açarias e outras”.
No século XVI a cultura da vinha encontrava-se solidamente implantada nos Açores, mas, é a crise económica verificada em meados do século XVII que reanima a produção de vinho essencialmente nas ilhas do grupo central. Na era de setecentos, persiste o desenvolvimento da viticultura nos Açores, que transforma o vinho e a aguardente em produtos de inegável valor comercial. Em meados do século XIX, o oídio invade os vinhedos dos Açores e dos Biscoitos causando grande destruição e prejuízo. Pela necessidade de utilização de algumas castas resistentes à praga, foi introduzida a variedade americana “Isabela” que produz o vinho de cheiro, tão popular e hoje associado às touradas à corda e às festas do Espírito Santo, quem não se lembra dos carros de bois enfeitado com faias que vinha aos Biscoitos buscar o vinho do Bodo. Os anos setenta e oitenta trouxeram uma nova praga, desta vez a filoxera. Apesar da introdução da variedade “Isabela”, na ilha Terceira subsistiram retalhos de castas europeias (Verdelho). Hoje, na ilha e sobretudo nos Biscoitos, está por enquanto assegurada uma produção de boa qualidade. E digo por enquanto, porque se não se incentivar os jovens para a importância da vinha e se se continuar a assistir à construção desenfreada de casas na zona de produção, não só acabaremos com a vinha, como estaremos a contribuir para a descaracterização de uma freguesia que desde o início do povoamento sempre esteve ligada à vinha e ao vinho.

(in Bagos D'Uva)

Etiquetas: , , , , ,

sábado, agosto 22, 2009

Finalistas dos cursos profissionais são poucos para a crescente procura

O Director Regional do Trabalho, Qualificação Profissional e Defesa do Consumidor aconselha empresas a repensarem estratégias de recrutamento e adaptarem-se às leis do mercado.
Há empresas nos Açores que não foram a tempo de recrutar estagiários, embora os anúncios proliferem nos jornais e não existam dados oficiais que confirmem este fenómeno que começa a ganhar alguma dimensão na Região. “São cerca de 2000 aqueles que terminam, por ano, os cursos técnico- profissionais e apenas 200 estão a fazer Estagiar T, uma vez que os restantes já foram recrutados pelas empresas onde fizeram os estágios, ao longo do curso, através das Escolas Profissionais”, explica Rui Bettencourt, ao ser confrontado com esta realidade, adiantando que até ao final deste mês ainda estão a receber candidaturas, neste sentido. “O número de estagiários de cursos profissionais situa-se na casa dos 200, no entanto, tem-se vindo a verificar uma diminuição de candidatos, porque o recrutamento começa, mesmo antes de terem terminado o curso, pelo facto das empresas já conhecerem o seu trabalho, através de pequenos estágios que decorrem ao longo do curso”, acrescenta ainda o Director Regional, mostrando estar a par da situação. Rui Bettencourt refere ainda que, “só abrimos cursos, após sabermos quais são as verdadeiras necessidades do tipo de profissionais que as empresas mais necessitam”, deixando o conselho aos empresários, que agora se encontram sem resposta deste tipo de profissionais a “contratarem esses finalistas dos cursos técnico-profissionais, uma vez que uma grande parte já nem passa pelos estágios, sendo directamente contratada, pelas escolas profissionais, através das empresas.
Tradutores para congressos ainda vêm do Continente, lembra Director Regional
Quanto aos finalistas licenciados, que somam um total de 300 por ano, nos Açores, de acordo com o Rui Bettencourt, “50 por cento demonstra vontade em seguir para Mestrado de Bolonha”. Quisemos saber o que se passa com os estagiários após concluírem a seu estágio e constatamos que “após 6 meses, em média, 87 por cento está a trabalhar”, sem contudo ser possível precisar, se o fazem na sua área de formação, esclareceu. A este respeito, ficamos a saber que não existem dados que confirmem a situação dos licenciados no mercado de trabalho açoriano, uma vez que “as empresas nos seus quadros, não são obrigadas a colocar as áreas de formação profissional”, explica o Director, acrescentando que isto só seria possível se as universidades fizessem esse acompanhamento, por um lado, e ou por outro, os licenciados respondessem aos inquéritos que lhe são enviados via correio, através da Direcção Regional Trabalho, Qualificação Profissional e Defesa do Consumidor. Relativamente aos licenciados, adiantou ainda Rui Bettencourt que “35 por cento estão em áreas que não é a sua, como é o caso de Professores e Biólogos, que estão na área do turismo, a desempenhar funções de Guias ou em empresas de Whale Watching”, sublinhando a necessidade que existe de reconversão de certas licenciaturas e alertando para o facto de, ainda ser preciso mandar vir de fora tradutores para dar resposta à necessidades dos congressos que têm lugar, por exemplo, na Universidade dos Açores.

(in Diário dos Açores)

Etiquetas: , , ,

segunda-feira, julho 13, 2009

Rede divulga jardins de Angra do Heroísmo


Está criada a Rede de Jardins de Angra, que conta actualmente com 19 jardins. O projecto está, de acordo com a responsável, Margarida Pires, apenas a aguardar a conclusão dos últimos trâmites burocráticos. Na prática, a rede, que surge em consequência do trabalho realizado por Margarida Pires, no âmbito da disciplina de Projecto do curso de licenciatura em Guias da Natureza da Universidade dos Açores, pretende dar visibilidade aos jardins privados e de edifícios públicos existentes no centro histórico de Angra e nas freguesias mais próximas da cidade, bem como incentivar a manutenção destes espaços. A rede terá a parceria da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, Delegação de Turismo da Ilha Terceira e Associação Regional de Turismo. “Neste momento falta apenas reunir com a delegação de turismo, Câmara Municipal e ART e dizer os jardins que aderiram e que características têm. Com a câmara talvez seja possível agendar encontros e conferências. Trazer alguém que fale sobre jardins, que esclareça possíveis interessados em aderir, bem como as pessoas e entidades que já fazem parte da rede. Com a delegação de turismo, será feita a articulação com o sector turístico. É preciso também deixar uma base de contactos na delegação de turismo, câmara e ART para que a agências de viagens os usem”, esclarece. Além disso, a Câmara de Angra está disponível para apoiar a recuperação de alguns jardins, enviando um jardineiro ou um técnico para avaliar a situação em que o espaço se encontra e até cedendo plantas.

Turismo

Margarida Pires acredita que os jardins de Angra do Heroísmo podem funcionar como uma atracção turística para nichos de mercado.Os jardins que aderiram à rede serão divulgados na brochura anual da ART. “O ideal seria apostar numa brochura com fotografia cuidada e estou a pensar pedir a alguém como o professor Eduardo Dias, que foi meu mentor neste projecto, que ajude na parte da caracterização dos jardins, a nível das espécies existentes. Alguém como o professor Maduro Dias poderia ajudar com a parte histórica…”, exemplifica.Margarida Pires acredita que existe interesse do mercado turístico: “Sei que no ano passado nos visitaram grupos de franceses que faziam os ‘Jardins do Atlântico’. Na altura visitavam apenas o jardim Duque da Terceira. Agora, existem mais jardins que podem ser visitados”.

Cidade ajardinada

A relação entre Angra do Heroísmo e os jardins é histórica. Desde o século XVI que existem relatos das casas com grandes espaços ajardinados. Muitos, com o passar do tempo, foram-se perdendo.“A impressão com que fiquei é que, depois do sismo de 80, os jardins foram desaparecendo e diminuindo. Na Rua Direita há poucos, existem alguns na zona da Miragaia, inclusive um dos Baldaia, em muito bom estado, muito bonito. Já em São Pedro há uma série de jardins lindíssimos, com dragoeiros com centenas de anos. Em São Carlos também existem jardins de grande dimensão”, adianta.Mesmo assim, a ilha é um jardim. “Muitas das pessoas que não têm espaço em casa usam as varandas floridas. Era tradição, quando apareceram os primeiros povoadores, que uma faixa da casa se destinasse a ser uma zona ajardinada. Essa tradição continua a existir. As pessoas continuam a construir, mesmo fora de Angra, e a ter uma faixazinha destinada ao jardim”, diz.Entre os jardins que aderiram à rede estão a Quinta da Nasce Água e o da casa de Francisco Ernesto, em São Pedro. “O interessante é que temos jardins de todos os tipos, muitos deles com elementos construídos, como fontanários muito antigos… Podem ser espaços com lajes de pedra e canteiros de flores… Muitos dos jardins tem paisagens de excepção ou edifícios históricos associados”.

Dia do Jardim
Além de ter idealizado a Rede de Jardins de Angra, Margarida Pires conseguiu que fosse criado o Dia dos Jardins de Angra, que, este ano, se comemorará a 21 de Setembro.“A Delegação de Turismo assumiu a organização deste dia. O objectivo é que os vários jardins estejam disponíveis para que os turistas os visitem”, adianta Margarida Pires.“Uma outra proposta que tenho para fazer à delegação de Turismo é que, em vez de darmos uma flor aos turistas, se dê um dragoeiro, que é vegetação endémica da Macaronésia. Podíamos ter uma parceria com os serviços agrícolas, que certificariam a planta”, lança.Na opinião de Margarida Pires, “um dragoeiro pequeno pode ir num vaso colorido, com um folheto que explique a sua história, que é a árvore da vida e que dura centenas de anos. É uma prenda duradoura”.

(in Diário Insular)

Etiquetas: , ,

segunda-feira, julho 06, 2009

Aulas de História da Arte

domingo, julho 05, 2009

Aula nos Mistérios Negros

sábado, julho 04, 2009

Guias da Natureza - Escaladas


(in Guias da Natureza)

Etiquetas: ,

sexta-feira, julho 03, 2009

Baptismo de Mergulho do Curso de Guias da Natureza

quinta-feira, julho 02, 2009

Guias à descoberta do Monte Brasil

segunda-feira, junho 22, 2009

Ecoturismo ainda pouco explorado nos Açores

“A Natureza é o produto central dos Açores e constitui uma área que o arquipélago deveria apostar mais no turismo” , considera Regina Cardoso, finalista do curso de Guias da Natureza da Universidade dos Açores, que irá organizar hoje e amanhã, em Angra do Heroísmo, uma conferência sobre ecoturismo.
No canso concreto da Terceira, Regina Cardoso sustenta que a aposta na promoção turística da ilha deveria passar por um maior enfoque na sua beleza natural e por explorar as áreas protegidas.

Segundo a futura guia da natureza, “ as pessoas tem ideia que as áreas protegidas não devem ser tocadas mas não é bem assim, deixá-las ao abandono não é maneira de as conservar e desenvolver, temos que dinamizar esses locais”.
A aluna dá como exemplo a zona da Serra de Santa Bárbara, que entende “ deveria ser feito um esforço para dar a conhecer os trilhos pedestres daquela zona”, avançando que a Terceira tem “muitos trilhos que poderiam ser explorados e muitos outros que nem foram descobertos ainda, isto sem falar das grutas, com mais meios e apoios poderiam ser criadas condições para termos mais abertas ao público”.
Natureza e turismo em discussão
O projecto de final de curso de Regina Cardoso centra-se no ecoturismo. A combinação de turismo e natureza é, para a aluna, uma aposta que os Açores deveriam abraçar, explorando mais aquela que apelida como o seu produto central - a Natureza.
Mesmo considerando que o ecoturismo tem vindo a ter um papel cada vez maior na oferta turística da região, Regina Cardoso defende que o potencial de crescimento é ainda muito grande, ideia central da conferência que começa hoje na Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo.
A finalista do curso da Universidade dos Açores convidou para esta conferência na representantes da Quercus, do Instituto da Conservação da Natureza – “ especialistas em ecoturismo do Continente onde este está mais desenvolvido”, explica – da Universidade dos Açores e ainda o director do ecomuseu de S. Jorge “ uma pessoa que já conhecia de palestras e gostei muito do seu projecto que tem dinamizado muito s. Jorge a nível do ecoturismo”.
Nesta conferência serão ainda apresentados mais quatros projectos de finalista do curso de Guias da Natureza sobre “Segurança nos trilhos pedestres”, “ Depósito ilegal de resíduos”, “ Criação de uma rede de jardins em Angra do Heroísmo” e “Avaliação do wale watching”.
Do programa da conferência consta ainda um passeio pela ilha em jipe e uma actividade de observação de cetáceos.
Regina Cardoso é uma dos 23 finalistas do curso de Guias da Natureza da Universidade dos Açores. Ao longo de três anos, a formação englobou áreas como a espeleologia, montanhismo, trilhos pedestres, wale watching e mergulho, para além de formação em História e da componente teórica.
A agora finalista diz-se muito satisfeita com a aposta que fez de continuação de estudos na área do turismo, já em relação ao futuro nada está definido mas a meta será o de poder exercer a função de guia da natureza na Terceira.
(In Renato Gonçalves em A União)

Etiquetas: , , ,

sábado, junho 20, 2009

PRECONIZA ANDREIA CARDOSO - Património natural a explorar na Terceira

A presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo considerou ontem que "aumentar o tempo de permanência dos turistas no concelho e na ilha implica necessariamente explorar a vertente do património natural"
A afirmação foi feita por Andreia Cardoso no momento de apresentação da conferência sobre ecoturismo, a decorrer nos dias 18 e 19 de Junho e organizada por uma finalista da licenciatura em Guias da Natureza da Universidade dos Açores.
Andreia Cardoso salientou o interesse da autarquia em apoiar esta conferência uma vez que Angra do Heroísmo “é uma cidade muito conhecida pela sua componente histórica, mas não tanto pelo seu património natural”.
A autarca angrense salientou a importância do ecoturismo porque “ao promover o património natural, preserva-o e potencia-o enquanto produto turístico”.
A conferência sobre ecoturismo tem lugar no auditório da Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo, constituindo o projecto final da licenciatura em Guias da Natureza da aluna Regina Cardoso.
Este curso da Universidade dos Açores tem por finalidade apresentar projectos de relação com a sociedade e com o desenvolvimento na área do Turismo.
Para o director do curso, Eduardo Dias, a conferência é “oportuna” porque surge num “momento de revisão das áreas protegidas dos Açores, de discussão do desenvolvimento sustentado e de franca expansão do turismo”.
Para o especialista da Universidade dos Açores, “ também é um momento oportuno para a cidade de Angra se envolver nesta discussão”.
Eduardo Dias destacou, a propósito, o apoio concedido pela Câmara de Angra na medida em que “permite uma estreita relação entre a Universidade e a sociedade”.
A temática do ecoturismo vai ser discutida em Angra do Heroísmo por diversos especialistas designadamente do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, da Quercus e da Universidade dos Açores.
Vão ser também apresentados projectos de outros alunos da licenciatura de Guias da Natureza que estão directa ou indirectamente relacionados com o ecoturismo.

(In A União)

Etiquetas: , , , , ,

quinta-feira, junho 18, 2009

Licenciatura de Guias da Natureza ganha projecção fora dos Açores

A licenciatura de Guias da Natureza, do pólo de Angra do Heroísmo, da Universidade dos Açores, tem vindo a ganhar projecção fora do arquipélago açoriano. De acordo com o director do curso, Eduardo Dias, “no último ano temos registado um crescente interesse de alunos do continente e Madeira”, o que na opinião do professor, “é uma vantagem e ao mesmo tempo um problema”, já que “é um curso muito direccionado para os Açores”, por isso a licenciatura “pode vir a ser repensada, em termos programáticos”, de forma a proporcionar uma “formação mais ampla”. Eduardo Dias refere que “foi contactado por um politécnico do continente que sugeriu que o curso abrisse no mesmo”. Esta licenciatura existe há três anos, sendo os licenciados deste ano os primeiros. De acordo com o director este curso “tem uma vocação ampla” e “50 por cento da sua componente é prática e leccionada no exterior”. “Durante os três anos da licenciatura, os alunos têm contacto com as várias áreas, relacionadas com a natureza, já que temos parcerias com entidades privadas que proporcionam este contacto”, explica. Eduardo Dias sublinha que “cerca de metade dos nossos alunos já exerce uma actividade profissional”, tendo por isso “um leque de idades muito variado”.“Os alunos saem com conhecimento e respeito pelo meio natural, para actuarem nestas áreas”, conclui.
(in Diário Insular)

Etiquetas: ,

Projecto de ecoturismo lança debate em Angra

O debate sobre ecoturismo foi lançado e discutido ontem em Angra, no âmbito da apresentação de um projecto de final de curso. Regina Cardoso, finalista deste curso, do pólo de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, escolheu o tema por “este reunir as duas componentes mais importantes do curso: a natureza e o turismo”. De acordo com o director do curso, Eduardo Dias, “este projecto é o primeiro passo para que Angra se integre nesta discussão de extrema importância”.“A propósito, serão apresentados e discutidos outros projectos, que se relacionam directamente com o ecoturismo, desde segurança de trilhos a jardins, passando pela baleação e muitos outros”, refere Eduardo Dias. A presidente da Câmara de Angra do Heroísmo, Andreia Cardoso, sublinhou que “mais do que uma colaboração institucional e financeira no projecto desta aluna”, a autarquia angrense “tentou ter um papel mais activo”.Andreia Cardoso falou ainda da importância “dos jovens ganharem uma diâmica, depois de terminarem a licenciatura, e promoverem iniciativas na sua terra”, o que, para a autarca, é “um bom começo para a promoção, num futuro, do seu próprio emprego”. O facto de “Angra ser muito conhecida pela seu património arquitectónico e histórico, mas não tanto pela componente natural”, implica a “necessidade de explorar outras vertentes”, através do ecoturismo, que considera ser “uma vertente muito importante do turismo”, de forma a “preservar e potenciar este património enquanto produto turístico”. A este respeito, o director do curso de Guias da Natureza explica que “a Terceira não é conhecida por ter zonas naturais, por não existirem estradas nessas mesmas zonas”, facto que, na opinião do mesmo, se deve “à história e ao processo de ocupação da ilha, que manteve o interior relativamente intacto”. “A ausência de estradas no interior da ilha motivou a existência de zonas intocáveis”, avança, acrescentando que “a Terceira tem um património natural gigantesco que, felizmente, a maioria não conhece, se não este se calhar já não existia”, conclui. Hoje, dia 18 e na sexta-feira, dia 19 de Junho, a Escola de Enfermagem de Angra do Heroísmo será palco da conferência sobre ecoturismo, que inclui intervenções de especialistas convidados e actividades como “Whale Watching” e Passeio de Jipe.
(in Diário Insular)

Etiquetas: , , , ,

terça-feira, junho 16, 2009

Conferência sobre ECOTURISMO


Dia I
- Moderador: Félix Rodrigues – Professor da Universidade dos Açores
10h30 Sessão de abertura: Professor Doutor Alfredo Borba – Pró-Reitor da Universidade dos Açores, Campus de Angra do Heroísmo
10h50 Comunicação do Professor Doutor Eduardo Dias
11h20 Comunicação de Mestre Maria João Burnay – Directora do Departamento de Gestão de Áreas Classificadas – Zonas Húmidas do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade
11h50 Debate
Almoço (livre)
- Moderadora: Verónica Bettencourt – Delegada de Turismo da ilha Terceira
14h00 Comunicação de Gilberto Vieira: Director e Proprietário da Quinta do Martelo – «A experiência de um projecto – Turismo Rural, turismo da Natureza».
14h30 Debate
14h45 Comunicações dos Guias da Natureza:
- Rita Costa – «Segurança nos trilhos pedestres»
- Filipe Lourenço – «Da baleação ao Whale-watching na ilha Terceira»
15h30 Whale-Watching (Marina de Angra do Heroísmo) – Actividade sujeita a inscrição

Dia II
- Moderador: José Eduardo Toste – Director da Associação Regional de Turismo
10h00 Comunicação do Professor Eduardo Guimarães – Ecomuseu da Ilha de São Jorge – «O Ecoturismo e a valorização do património natural e cultural»
10h30 Professora Maria de Lurdes Cravo – Presidente da Assembleia Geral da Associação Quercus Direcção Nacional da Quercus – «Ecoturismo – a importância de manter uma paisagem humanizada».
11h00 Debate
Intervalo
11h35 Comunicações dos Guias da Natureza:
- Filomena Ferreira – «Observação de aves»
- Margarida Pires – «Os Jardins de Angra do Heroísmo»
- Ulisses Rosa – «Resíduos ilegais na ilha Terceira»
Encerramento
Almoço (livre)
14h30 Passeio de Jipe – Actividade sujeita a inscrição

Etiquetas: , , , ,

sábado, maio 16, 2009

Célia Machado nos Biscoitos

A jornalista Célia Machado e Luís Filipe Correia, aluno finalista em Guias da Natureza no Departamento de Ciências Agrárias de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, visitaram o Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum Lda.

A picoense Dr.ª Célia Soares Machado, conhecida jornalista da Rádio Cais e do Jornal do Pico, na prova dos tranquilos “Donatário” e “Da Resistência”,vinhos produzidos e engarrafados pelos Brum dos Biscoitos.
(In Bagos D'Uva)

Etiquetas: ,

terça-feira, maio 12, 2009

Família Moura na Terceira

Nelson Braga Moura, “Guia da Natureza”, do Departamento de Ciências Agrárias de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, tem mostrado o que de belo a ilha terceira têm, aos seus pais Adelina Moura e José Moura e ao irmão Nuno Moura. Esta família natural de Almagreira, ilha de Santa Maria, esteve no Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum Lda.

(in Bagos D'Uva)

Etiquetas: ,

quarta-feira, abril 01, 2009

Conservacion y Gestión de Espacios Naturales Protegidos

Saída de campo realizada no dia 20 de Março de 2009, ao Parque Natural Bahía de Cadiz.
Aula sem duvida muito produtiva, embora bem diferente daquilo a que estavamos habituados!

Etiquetas: , ,