segunda-feira, agosto 31, 2009

Videiras selvagens podem ajudar castas domesticadas

A descoberta de que as castas que produzem vinho - ou uva de mesa - são de origem regional, a partir de videiras selvagens, é considerada da maior importância por Artur Machado. Segundo o líder do Centro de Biotecnologia dos Açores, abrem-se agora novas perspectivas genéticas e fitossanitárias para as castas em produção. Por exemplo, adiantou, o estudo das videiras selvagens que estão na origem das castas domesticadas pode dar informação genética muito antiga, capaz de ser trabalhada para melhorar as castas. Por outro lado, as videiras selvagens resistiram durante milénios, por vezes em condições muito adversas, o que significa que desenvolveram resistências e mecanismos de adaptação que podem ser estudados e utilizados para melhorar as videiras domesticadas que são originárias das anteriores. Outra vantagem, alertou Artur Machado, tem a ver com o próprio marketing do vinho e das uvas, uma vez que a partir de agora é possível estabelecer a origem de uma casta, o que significa que Portugal pode falar na sua casta X, Espanha na sua casta Y, Itália na sua casta Z, etc. “New insights on the genetic basis of Portuguese grapevine and on prapevine domestications” é o título do artigo publicado na revista Genome (http://pubs.nrc-cnrc.gc.ca/rp-ps/journalDetail.jsp?lang=eng&jcode=gen) e que resume a investigação do centro de Biotecnologia dos Açores.Assinam o artigo Lopes, Mendonça, dos Santos e Machado, do Centro de Biotecnologia dos Açores, e Eira-Dias na Estação Vitivinícola Nacional.
(in Diário Insular)

Etiquetas: , , , , ,

sábado, agosto 29, 2009

Universidade reescreve a História da Vinha

Uma investigação na área dos estudos de genética, liderada pelo Centro de Biotecnologia da Universidade dos Açores e que acaba de ser publicado na revista científica Genome, reescreve a História da Vinha, ao provar que a Mesopotâmia (Crescente Fértil) não foi o único centro de domesticação das videiras, como se pensava.O trabalho prova que as castas actualmente existentes em Portugal - inclusive as que são emblemáticas dos Açores, como o verdelho - resultam da domesticação de videiras selvagens europeias. A investigação sustenta que Portugal, Espanha e Itália constituíram importantes centros de domesticação de videiras selvagens depois do último glaciar.Neste estudo, os investigadores admitem que a casta verdelho, que predominou nos Açores até finais do século XIX, altura em que quase foi destruída pela filoxera, pode ter sido domesticada em Portugal Continental e não no Mediterrâneo, como dizem alguns historiadores. O debate está em aberto, lê-se no estudo, mas esta casta é diferente das italianas “Verdecchio” e “Verdeca” e da espanhola “Verdejo”.O verdelho, que voltou a ter alguma expressão em ilhas como o Pico, a Terceira e a Graciosa, gera um vinho de mesa frutado e um licoroso que deu fama aos Açores, chegando a ser servido na Corte da Rússia e à mesa do Papa.
Era óbvio…A possibilidade de a Mesopotâmia não ser o único centro de domesticação das videiras vinha sendo colocada há algum tempo, tempo por base as diferenças entre castas e de região para região. No entanto, faltava a prova científica.Os estudos do Centro de Biotecnologia dos Açores, liderado por Artur Machado, vêm agora provar, através da genética, que as semelhanças entre castas domesticadas e videiras silvestres autóctones, entretanto descobertas em algumas regiões, são evidentes, justificando a conclusão de que a domesticação foi regional e não centralizada.“Cada país tem as suas castas muito próprias e diferentes. Há especificidades por zonas geográficas”, confirmou Artur Machado ao DI. Fica, assim, provado que castas como alvarinho, alvarilhão, tinto-cão, touriga nacional, verdelho, arinto, entre muitas outras, são portuguesas, além de as castas emblemáticas açorianas serem nacionais.

(in Diário Insular)

Etiquetas: , , , , ,

sexta-feira, agosto 28, 2009

Videiras não foram domesticadas na Mesopotâmia

A domesticação das videiras selvagens não aconteceu exclusivamente entre os rios Eufrates e Tigre, na Terra Fértil, garante um estudo da Universidade dos Açores agora publicado na revista Genome.
O trabalho do Centro de Biotecnologia da universidade açoriana prova que as castas actualmente existentes em Portugal - inclusivé as que são emblemáticas dos Açores, como o verdelho - resultam da domesticação de videiras selvagens europeias.O trabalho sustenta que Portugal, Espanha e Itália constituiram importantes centros de domesticação de videiras selvagens depois do último glaciar.Neste estudo, os investigadores admitem que a casta verdelho, que predominou nos Açores até finais do século XIX, altura em que quase foi destruída pela filoxera, pode ter sido domesticada em Portugal Continental e não no Mediterrâneo, como dizem alguns historiadores. O debate está em aberto, lê-se no estudo, mas esta casta é diferente das italianas "Verdecchio" e "Verdeca" e da espanhola "Verdejo".O verdelho, que voltou a ter alguma expressão em ilhas como o Pico, a Terceira e a Graciosa, gera um vinho de mesa frutado e um licoroso que deu fama aos Açores, chegando a ser servido na Corte da Rússia e à mesa do Papa.

(in Armando Mendes, Antena 1)

Etiquetas: , , ,

sexta-feira, abril 10, 2009

Terceira terá parque tecnológico ainda nesta legislatura

O Parque Tecnológico da Terceira e o Instituto de Biotecnologia e Biomedicina dos Açores, que serão instalados no Pico da Urze, reunirão tecnologia de ponta no campo científico.
O Parque Tecnológico da Terceira vai estar concluído no decorrer desta legislatura. A garantia foi dada pelo secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos, numa visita aos centros de investigação da Universidade dos Açores em Angra do Heroísmo.J osé Contente adiantou que ambas as valências estão já em fase de definição do projecto, considerando que a ciência e tecnologias de ponta constituem num dos pilares do desenvolvimento da Região. O governante reuniu-se com os responsáveis do Centro de Biotecnologia, Centro de Investigação e Tecnologias Agrárias e do Centro de Climatologia e Meteorologia da Universidade dos Açores, num encontro destinado a inteirar-se dos vários projectos de investigação aí desenvolvidos que classificou de “fundamentais para o desenvolvimento e projecção dos Açores”.

O projecto do Parque Tecnológico da ilha Terceira vai albergar todos estes centros de investigação científica de modo funcionar como um “cluster científico e tecnológico”, referiu, indicando que estas unidades vão dispor de um espaço adequado, devidamente equipado e com todas as condições para que as investigações tenham resultados positivos e promovam o desenvolvimento e o crescimento dos Açores, com respostas e soluções específicas para os problemas da Região, sem prejuízo para o carácter universal da investigação científica. O Parque Tecnológico da Terceira será construído no Pico da Urze, um dos locais mais viáveis para o projecto, adiantou José Contente, indicando que aí vão ser instalados os vários centros de investigação da Universidade dos Açores, juntamente com o Instituto de Biotecnologia e Biomedicina dos Açores (IBBA). O secretário regional sublinhou que para a investigação em áreas emergentes, como a biotecnologia e a saúde, são precisos equipamentos sofisticados e instalações adequadas, acrescentando que, entre os objectivos do o IBBA, figuram o exercício e a promoção de pesquisas científica e tecnológica com o intuito de contribuir para a produção de conhecimento e para o desenvolvimento económico da Região, potenciando as políticas regionais, incluindo a dinamização do sector privado empresarial e a prestação de serviços públicos.
Mais-valias para as empresas
Apenas a título de exemplo, o investigador Artur Machado enumera alguns resultados dos últimos anos de investigação do Centro de Biotecnologia dos Açores, que poderiam ser transferidos para as empresas: “diagnose molecular e/ou imunológica de algumas doenças virais em vegetais; diagnose molecular de algumas patologias do foro genético, quer em humanos quer em animais; propagação in vitro de plantas com interesse agronómico, tais como ananás, banana, batata-doce, ornamentais, fruteiras e espécies endémicas (com interesse florestal e em risco de extinção); genotipagem para os principais genes envolvidos, quer na quantidade quer na qualidade do leite; (ferramenta fundamental para o melhoramento do nosso gado leiteiro, mas enquanto a definição de melhoramento genético nos Açores for a importação de sémen, esta tecnologia não tem interesse); genotipagem dos principais genes envolvidos na pelagem de equinos; técnicas de reprodução assistida em equinos, congelamento de sémen, inseminação artificial; rastreio através de ADN em produtos animais e vegetais com denominação de origem protegida; identificação e diagnóstico de diferentes estirpes de diferentes microrganismos, não só como contaminantes, mas também envolvidos na cadeia de produção de diferentes produtos.Neste ultimo ano iniciamos o estudo de genes nas principais espécies florestais responsáveis por proteínas causadoras de alergias com o objectivo final de se produzir uma vacina”.Esta infra-estrutura, que se pretende centrar em torno das áreas cientificas da biotecnologia e da biomedicina, beneficiará de uma parceira entre o Governo dos Açores, a Universidade dos Açores e a Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo, integrando algumas valências técnicas e científicas do Centro de Investigação e Tecnologias Agrárias dos Açores (CITA-A), do Centro de Biotecnologia dos Açores (CBA), e do Serviço Especializado de Epidemiologia e Biologia Molecular (SEEBMO), entre outros.
(In TIBÉRIO CABRAL tiberio.cabral@sapo.pt - Expresso das Nove)

Etiquetas: , , , ,

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

NOS AÇORES -Descobertas 82 novas variedades de macieira

Investigadores do Centro de Biotecnologia da Universidade dos Açores (CBUA) descobriram 82 novas variedades regionais de macieiras nos Açores, que vão ser apresentadas pela primeira vez na próxima semana em Angra do Heroísmo.
A informação foi avançada ontem à Agência Lusa por David Horta Lopes, investigador do CBUA do Departamento da Ciências Agrárias que disse “ter sido realizada uma caracterização morfológica da árvore e do fruto”.
Pela primeira vez, “é apresentado o grau de ploidia (número de cromossomas) das variedade e uma tabela com o perfil alélico (genoma da planta) resultante da sua caracterização molecular”.
David Horta Lopes realça a importância desta descoberta por “permitir passar a contar com um bom repositório de variedade da macieira”.
A segunda parte do trabalho será “o estudo agronómico das variedades” para determinar “se serão boas ou não para produção de frutos e consumo público”, explicou o investigador.
“Algumas daquelas variedades poderão vir a ser utilizadas como porta-enxertos” enquanto outras “poderão ou não manifestar um maior grau de resistências a diversos problemas fitossanitários”, acrescentou.
Segundo David Horta Lopes os estudos poderão também permitir determinar se estas novas variedades possuem características adequadas para aplicação em desenvolvimento agrário ou mesmo na área da saúde.
Os trabalhos inseridos no projecto Germobanco III, foram desenvolvidos ao longo de cinco anos por equipas da Universidade dos Açores, dos serviços de Desenvolvimento Agrário de diversas ilhas e da cooperativa de hortofrutifloricultores FRUTER.
O projecto Germobanco, que foi apoiado, até ao momento, com 3,5 milhões de euros pelo programa Europeu Interreg III B pelas Associações Agrícolas e envolve a participação das universidades arquipélagos dos Açores, Madeira e Canárias.
Já foram investigadas dezenas de variedades de milho, feijão, cebola, favas, macieiras, castanheiros, batata-doce e inhames.
O objectivo final do projecto é a constituição de um banco de variedades tradicionais dos três arquipélagos da Macaronésia.
(In A União)

Etiquetas: , , , , , , ,

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Produtores e Universidades unem-se para melhorar vinho

Governo aprovou criação de um cluster a partir do qual podem ser investidos seis milhões de euros em vários projectos de investigaçãoO Ministério da Economia e Inovação aprovou a candidatura da ADVID Associação para o Desenvolvimento da Viticultura Duriense ao reconhecimento de um cluster regional na área da vinha e do vinho. Com esta aprovação, condicionada à redefinição do plano de acção junto do gabinete coordenador do Programa Operacional de Factores de Competitividade (POFC), fica aberto o caminho ao desenvolvimento de um projecto de investigação e inovação sem precedentes no sector vitícola nacional e que, numa primeira estimativa, poderá envolver verbas da ordem dos seis milhões de euros.O reconhecimento do cluster é uma espécie de via verde para a candidatura de projectos ao novo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) dirigidos ao sector da vinha e do vinho no Douro. A ideia central da iniciativa é promover o investimento em actividades de investigação e inovação das empresas, elevar o nível de competência técnica e económica da fileira vitivinícola, incrementar a disseminação do conhecimento e tornar mais eficiente e sustentável a produção regional. Para isso, o plano de acção prevê a realização de uma série de estudos sobre, entre outras coisas, a adaptação da viticultura duriense às alterações climáticas, pragas e doenças da vinha, conservação da biodiversidade benigna para a cultura da vinha, preservação da variabilidade genética das castas de videira nacionais e a zonagem da região de acordo com métodos mais modernos para a classificação das vinhas.O cluster será desenvolvido a partir da actual estrutura orgânica da ADVID, uma associação centrada na investigação vitícola com 200 associados que respondem por cerca de 55 por cento do negócio do vinho do Porto. Participarão ainda o Instituto dos Vinhos do Douro e Porto, a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte, as principais associações do sector, várias firmas ligadas ao ramonda viticultura e da enologia e diversas universidades nacionais e internacionais como a Universidade do Porto, da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica, do Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa, da Universidade dos Açores ou o Southern Oregon University, nos EUA, e um instituto de pesquisa alemão.Quem ainda não aderiu ao cluster foi a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), apesar de possuir um curso de Enologia. A instituição coordenará a instalação de um Centro de Excelência da Vinha e do Vinho no futuro parque tecnológico em Vila Real, já em curso. Para os responsáveis desta universidade, a candidatura da ADVID visa os mesmos objectivos do referido centro de excelência, pelo que questionam a duplicação de projectos e investimentos. Mas a associação entende que as duas iniciativas podem ser complementares e espera que a UTAD acabe por se envolver no seu projecto.

(In Pedro Garcias NetConsumo)

Etiquetas: , , , , ,

terça-feira, fevereiro 17, 2009

Douro quer ter 'cluster' para proteger 250 castas

Viticultura. Candidatura ao programa "pólos de competitividade"
A ADVID - Associação para o Desenvolvimento da Viticultura Duriense está apostada em obter o reconhecimento do cluster da viticultura duriense como estratégia de eficiência colectiva, o que permitirá, ainda, o acesso, de forma prioritária, à aprovação de candidaturas aos incentivos concedidos no âmbito do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) e do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder). O programa "pólos de competividade" é uma iniciativa do Ministério da Economia e Inovação, em articulação com outros ministérios, e as candidaturas aprovadas deverão ser conhecidas dentro de dias.A ideia da criação de pólos de competitividade e eficiência estratégica tem por objectivo unir empresas, universidades, entidades financiadoras e do Estado para o desenvolvimento de um mesmo foco, que, neste caso, são os vinhos da Região Demarcada do Douro, potenciando a economia da região. Redução de custos no cultivo em encosta, optimização económica de tratamentos e fertilizações, formação profissional para o sector, avaliação anual das práticas e estratégias de produção e reconhecimento público das competências técnica e científica do sector e da região são alguns dos contributos que este pólo pretende dar. Além, naturalmente, da disseminação do conhecimento pela região.Os parceiros são muitos e variados, e não apenas nacionais. Para além do Instituto dos Vinhos do Porto e Douro, das várias associações exportadoras de vinhos - ANCEVE, ACIBEV e AEVP - e da Casa do Douro, integram ainda o projecto as adegas cooperativas de Favaios e Vale da Teja. Mas é a nível da investigação e desenvolvimento que os parceiros vêm de mais longe. Para além da Universidade do Porto, da Rede Portuguesa de Selecção da Videira, da Escola Superior de Biotecnologia da Católica, do Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa e do Centro de Biotecnologia da Universidade dos Açores, a equipa conta, ainda, com o departamento de estudos ambientais da Universidade do Oregon, EUA, e com o Instituto Weinbau und Rebenzüchtung, Alemanha. Estudar as alterações climáticas decorrentes do aquecimento global, as suas influências na produção vitícola e desenvolver um manual de adaptação aos impactos previstos é um dos grandes projectos mobilizadores da ADVID, a par das questões da biodiversidade, explicou ao DN o presidente da associação, José Manuel Sousa Soares. Para além da conservação da biodiversidade, identificando os insectos e outros micro-organismos que possam ser benéficos à cultura da vinha, a associação aposta, ainda, na monitorização de pragas e doenças, nos sistemas de condução e implantação da vinha de encosta e na preservação das castas e sua variabilidade. Não é para menos. "Portugal tem 250 castas e 50 estão já em risco de forte perda. Não podemos deixar perder esta riqueza", defende Sousa Soares. Até porque só há um país com uma variedade tão grande de castas, lembra: a Itália. Razão por que a ADVID se prepara para aderir à Associação de Preservação da Genética da Videira. Actualizar o método de pontuação das vinhas - zonagem vitícola -, que estabelece a sua qualidade de acordo com as competências mais modernas (o método em vigor, e que dita a autorização de produção de vinho do Porto de acordo com as letras de A a F, tem 60 anos), bem como avaliar melhor a aptidão enológica das uvas e os marcadores genéticos da sua maturação são alguns dos principais projectos do cluster . De qualquer forma, e porque nada melhor do que quem está no terreno para saber o que é mais urgente, a ADVID está a preparar um inquérito com a Faculdade de Engenharia que será apresentado aos associados para avaliar as suas prioridades. Uma coisa Sousa Soares garante: "Com ou sem aprovação da candidatura ao programa "pólos de competitividade", estes são projectos que irão avançar. Podem é demorar mais tempo."

(In Ilídia Pinto - Diário de Notícias)

Etiquetas: , , , , , ,

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Parque tecnológico na Terceira vai avançar

A garantia foi dada pelo secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos, José Contente. No âmbito de uma visita do secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos, José Contente, aos centros de investigação da Universidade dos Açores em Angra do Heroísmo, foi dada a garantia de que os projectos do Parque Tecnológico e do Instituto de Biotecnologia e Biomedicina dos Açores (IBBA), na Terceira, vão avançar. José Contente reuniu-se com os responsáveis do Centro de Biotecnologia, Centro de Investigação e Tecnologias Agrárias e do Centro de Climatologia e Meteorologia da Universidade dos Açores, num encontro destinado a inteirar-se dos vários projectos de investigação aí desenvolvidos, os quais classificou de “fundamentais para o desenvolvimento e projecção dos Açores”. O projecto do Parque Tecnológico da ilha Terceira vai albergar todos estes centros de investigação científica de modo a funcionar como um “cluster científico e tecnológico”, referiu, indicando que estas unidades vão dispor de um espaço adequado, devidamente equipado e com todas as condições para que as investigações tenham resultados positivos e promovam o desenvolvimento e o crescimento dos Açores, com respostas e soluções específicas para os problemas da Região, sem prejuízo para o carácter universal da investigação científica. O Parque Tecnológico da Terceira será construído no Pico da Urze, um dos locais mais viáveis para o projecto, adiantou o secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos. José Contente sublinhou que para a investigação em áreas emergentes, como a biotecnologia e a saúde, são precisos equipamentos sofisticados e instalações adequadas, acrescentando que, entre os objectivos do IBBA, figuram o exercício e a promoção de pesquisas científica e tecnológica, com o intuito de contribuir para a produção de conhecimento e para o desenvolvimento económico da Região, potenciando as políticas regionais, incluindo a dinamização do sector privado empresarial e a prestação de serviços públicos.

(In Jornal Diário)

Etiquetas: , , , ,

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Governo promete instituto de biotecnologia

O Governo garante que o Instituto de Biotecnologia e Biomedicina dos Açores será uma realidade nesta legislatura.
O edifício será construído no novo parque tecnológico da ilha Terceira, ainda sem localização prevista.De acordo com José Contente, Secretário Regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos, é preciso aproximar a investigação da sociedade civil."Ao Governo, o que interessa é que a investigação dê solução aos problemas específicos dos Açores", explicou o governante.O actual Centro de Biotecnologia, que ainda recentemente foi elogiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, funciona em instalações precárias no polo da Terra Chã da Universidade dos Açores.

Etiquetas: , , ,

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Instituto de Biotecnologia a funcionar antes de 2012

O Instituto de Biotecnologia e Biomedicina dos Açores será uma realidade até 2012. Para funcionar no parque tecnológico da Terceira, assume o Governo Regional.
O Instituto de Biotecnologia e Biomedicina dos Açores (IBBA), a instalar na ilha Terceira, sairá do papel até 2012. A garantia foi dada, ontem de manhã, pelo secretário regional da Ciência, Tecnologia e Equipamentos.
José Contente, que falava aos jornalistas após uma visita ao pólo universitário do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, na Terra-Chã, garantiu que a entidade – com estatutos já criados – irá alojar-se no parque tecnológico da ilha Terceira, em fase de projecto. “Até ao final desta legislatura, queremos ter o parque tecnológico construído. Aí serão instalados os actuais centros de investigação do pólo da Terceira da Universidade dos Açores, incluindo o Centro de Biotecnologia, que, assim, vão dispor de melhor condições e infra-estruturas. Começamos a elaborar o projecto desse parque tecnológico. Queremos desenvolve-lo nesta legislatura, para que estes conteúdos funcionais possam ser neles integrados”, adiantou José Contente, sem pormenorizar os prazos de concretização. Por outro lado, confirmou o reforço do apoio financeiro do executivo aos projectos de investigação em curso na Universidade dos Açores. Segundo o responsável, a localização do parque tecnológico ainda não está definida. Mas José Contente admite que possa ser construído nas imediações do pólo universitário da Angra do Heroísmo no Pico da Urze.
Manter identificação
Para o director do Centro de Biotecnologia da Universidade dos Açores, a concretização do IBBA e do parque tecnológico da Terceira são boas notícias. “Tratando-se de áreas de investigação tão importantes actualmente, faz todo o sentido que se criem infra-estruturas e condições para desenvolvermos vários projectos”, adianta Artur Machado. Contudo, o investigador alerta para a necessidade dos parceiros do IBBA manterem a sua identidade. “Este instituto vai garantir uma maior eficiência de técnicas e espaços e uma maior cooperação entre quem investiga nesta área. Mas acho fundamental que os centros de investigação integrados no IBBA mantenham o seu carácter e a sua vocação. Pelo menos o Centro de Biotecnologia o fará”, sublinha Artur Machado. O IBBA tem como sócios fundadores a Região Autónoma dos Açores, o Fundo Regional da Ciência e Tecnologia, o Hospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada, o Hospital do Santo Espírito de Angra do Heroísmo e a Universidade dos Açores.

(In Diário Insular)

Etiquetas: , , , ,

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Insularidade não pode limitar os horizontes

ARTUR MACHADO: “Hoje em dia, com a facilidade de comunicação que existe, a vida de um investigador está muito mais facilitada”

Quatro anos depois da criação do Centro de Biotecnologia da Universidade dos Açores, que lidera, um júri internacional do Ministério da Ciência atribui-lhe a classificação de Muito Bom. Como é possível atingir esse estatuto em tão pouco tempo?
Embora a avaliação seja referente aos três primeiros anos de actividade do CBA –UAc, é também certo que esta contempla a experiência e a dinâmica que levou à sua própria criação, daí que neste momento a avaliação reflecte a vontade, capacidade e reportório tecnológico dos seus membros. Não nos podemos esquecer também das condições criadas na última legislatura e que o centro soube aproveitar.
O poeta Emanuel Félix - um poeta, note-se - costumava dizer que a insularidade não pode ser desculpa para a mediocridade. Na vida real pode ser mesmo assim?
Penso que a insularidade como factor negativo depende muito do ponto de vista de cada um. É claro que a distância pode trazer inconvenientes no nosso quotidiano, mas se trabalhar num outro país Europeu terei outro tipo de problemas para resolver. Por isso vai dar tudo ao mesmo! Hoje em dia, com a facilidade de comunicação que existe, a vida de um investigador está muito mais facilitada. Podemos de manhã trocar impressões com um colega na China e à tarde com outro nos Estados Unidos. Como a Investigação Científica baseia-se principalmente no conhecimento do actual, para depois se desenvolver algo de novo, o factor comunicação é muito importante, até porque é muito caro descobrir a América duas vezes. No entanto é muito importante que a insularidade não limite a visão e os horizontes, visto que a investigação Cientifica que realizamos, para além de servir a região, tem de se afirmar e de concorrer a nível global.
Que vantagens o centro que lidera vai ter com a classificação que agora obteve?
É obvio que é sempre muito agradável ver o nosso trabalho reconhecido, a motivação para todos os membros do Centro que daí advêm é muito importante, hoje em dia é impensável fazer-se investigação nesta área sem ser integrado numa equipa coesa e dinâmica, daí esta avaliação ser muito importante e dinamizadora. Do ponto de vista financeiro, traz também alguma compensação visto que a dotação para um doutorado membro de num centro de investigação com uma classificação superior é ligeiramente mais elevada.
Atingir o grau máximo, a excelência, pode ser um objectivo credível da vossa parte?
Sem dúvida alguma, tenho a certeza que este é o objectivo de todos os membros do Centro. No entanto nem sempre é suficiente querer, é necessário ter as condições necessárias para tal. Bem! Isto é um outro debate.

(In Diário Insular)

Etiquetas: , ,

terça-feira, janeiro 20, 2009

Centro de Biotecnologia dos Açores CBA

O Centro de Biotecnologia Alimentar do Departamento de Ciências Agrárias foi avaliado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia com a classificação de Muito Bom.
De acordo com o jornal diário A União de Angra do Heroísmo, os especialistas estrangeiros que fizeram a avaliação no Verão reconheceram o elevado nível científico do centro no domínio da biotecnologia vegetal e animal e na biotecnologia alimentar.
Fundado em 2004, o Centro de Biotecnologia Alimentar, da Universidade dos Açores, gere actualmente um orçamento de 3,2 milhões de euros.
(In Armando Mendes - RDP Açores)

Etiquetas: , ,

segunda-feira, janeiro 19, 2009

BIOTECNOLOGIA Avaliação de "Muito Bom" traz exigências de maior investimento

Humberta Augusto
Este é um reconhecimento de grande importância que, para o director da CBA, Artur Machado, acarreta novas exigências de investimento científico e, sobretudo, financeiro.
O Centro de Biotecnologia dos Açores (CBA), do Departamento de Ciências Agrárias (DCA) da Universidade dos Açores (UA) acaba de receber uma classificação de “Muito Bom” atribuída pela Fundação de Ciência e Tecnologia (FCT) pelo trabalho desenvolvido ao longo dos últimos três anos.
Segundo o director do CBA, Artur Machado, este reconhecimento reveste-se de grande importância, sobretudo numa altura em que 57 centros de investigação e desenvolvimento (I&D) no país, um dos quais nos Açores, perderam o financiamento da FCT por não obterem avaliação positiva.
O painel de especialistas estrangeiros convidados pela FCT para analisar, in loco, o CBA, numa visita realizada no último Verão, considerou que o Centro “já obtém um elevado nível de reconhecimento científico no domínio da biotecnologia vegetal e animal, possuindo também algumas iniciativas promissoras na biotecnologia alimentar”.
Criado em 2004, o CBA, segundo as observações do relatório da FCT, “tornou-se um fócus nacional em várias áreas da biotecnologia agrícola”, tendo a unidade publicado artigos científicas em co-autoria com grupos e investigação estrangeiros “podendo já reclamar um certo grau de reconhecimento internacional no domínio da sua actividade”.
Ciência açoriana de âmbito internacional
Para o investigador, a atribuição traduz-se no “reconhecimento do bom trabalho que cá se faz” e, adianta, “do objectivo que é ter um centro de investigação não à dimensão da ilha ou da região, mas trabalhar para a região ter uma dimensão internacional no campo da investigação científica.”
Mas, mais importante, refere Artur Machado, é o facto de a classificação de “Muito Bom” impor que “se mantenha e melhore a qualidade da investigação”, facto que não depende só dos investigadores “com provas dadas”, ressalva, mas da “política de investimento que se faça” no sector e no reconhecimento do papel que a ciência pode desempenhar no desenvolvimento do arquipélago.
Segundo Artur Machado, houve um “bom início” na criação de condições para esse desenvolvimento, relembrando a criação, por parte do Executivo, do IBBA, Instituto de Biotecnologia e Biomedicina dos Açores (IBBA) um consórcio de I&D açorianas ( Serviço Especializado de Epidemiologia e Biologia Molecular do Hospital de Angra; Unidade de Genética e Patologia Moleculares, do Hospital de Ponta Delgada; o CBA; o Centro Imar; o Centro de Investigação e Recursos Naturais e o Centro de Investigação e Tecnologias Agrárias da UA).
Porém, os apoios continuam escassos: “um projecto científico nos Açores pode ter um orçamento de 50 a 100 mil euros e na Europa, o mesmo projecto, com os mesmos objectivos é orçado em 400 a 800 mil euros”, exemplifica,
Com um orçamento global de 3,2 milhões de euros, para três anos, o CBA, – “e a investigação nos Açores” acresce – continua com investimentos “precários”, referindo que, para já, o CBA necessita de 750 mil euros para a aquisição de um equipamento tido como “fundamental” para a investigação que desenvolve, para além da melhoria das infra-estruturas do seu espaço, no DCA, na Terra Chã.
“Tem de haver uma aposta séria para confirmar as expectativas criadas”, conclui.

(in A União)

Etiquetas: , , , ,

quarta-feira, dezembro 31, 2008

Projectos aprovados pela Direcção Regional da Ciência e Tecnologia

A Direcção Regional da Ciência e Tecnologia aprovou, em 2008, os projectos seguintes do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores:

M2.1.2/F/028/2008 - Valorização dos produtos lácteos dos Açores – Bioactividade, sob a responsabilidade do Professor Oldemiro Aguiar do Rego do Centro de Investigação e Tecnologias Agrárias dos Açores (CITA-A).

M2.1.2/I/027/2008- Identificação Molecular de Microrganismos com interesse biotecnológico de Produtos Açorianos sob a responsabilidade dp Professor José Estevam da Silveira Matos do Centro de Biotecnologia dos Açores (CBA).

M2.1.2/F/022/2008 -Variação do perfil dos ácidos gordos de embriões bovinos produzidos in vitro/in vivo e seu efeito na sua qualidade e na actividade metabólica após criopreservação, sob a responsabilidade do Professor Joaquim Moreira da Silva do Centro de Investigação e Tecnologias Agrárias dos Açores (CITA-A).

M2.1.2/F/021/2008 - Valorização dos produtos lácteos dos Açores – Bioactividade sob a responsabilidade do Professor Oldemiro Rego, do Centro de Investigação e Tecnologias Agrárias dos Açores (CITA-A).

M2.1.2/I/003/2008 - Consequências das alterações de uso de solo na fauna de artrópodes dos Açores - Objectivo 2010, sob a responsabilidade do Doutor Pedro Miguel Bondoso Cardoso do Centro de Investigação e Tecnologias Agrárias dos Açores (CITA-A).

M2.1.2/I/007/2008 - Perspectivas sobre o mar e a vida marinha: Cetáceos e turismo nos Açores, Portugal e Newfoundland, Canadá sob a responsabilidade da Doutora Alison Neilson do Centro de Investigação e Tecnologias Agrárias dos Açores (CITA-A).

M2.1.2/I/012/2008 - Isolamento de sequencias analogas a genes de resistência em Olea europea sob a responsabilidade da Doutora Iris Foroni do Centro de Biotecnologia dos Açores (CBA).

Etiquetas: , , , , , , ,