terça-feira, fevereiro 24, 2009

Fitossanidade

Jorge Miguel Meneses Azevedo, natural da ilha Terceira, finalista (licenciatura) em Ciências Agrárias (agronomia), no Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores – encontra-se na freguesia vinhateira dos Biscoitos - Região (De)marcada - a estudar os problemas fitossanitários das castas da “Verdelho dos Açores” e da “Terrantez da Terceira".Depois de visitar a adega da Casa Agrícola Brum Lda. (Museu do Vinho dos Biscoitos) e da dos Serviços de Desenvolvimento Agrário da ilha Terceira este aluno, do Campus de Ciências Agrárias de Angra do Heroísmo, esteve em várias vinhas do litoral biscoitense, sempre acompanhado pelo experiente técnico António Fernando Godinho.

(In Bagos D'Uva)

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quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Produtores e Universidades unem-se para melhorar vinho

Governo aprovou criação de um cluster a partir do qual podem ser investidos seis milhões de euros em vários projectos de investigaçãoO Ministério da Economia e Inovação aprovou a candidatura da ADVID Associação para o Desenvolvimento da Viticultura Duriense ao reconhecimento de um cluster regional na área da vinha e do vinho. Com esta aprovação, condicionada à redefinição do plano de acção junto do gabinete coordenador do Programa Operacional de Factores de Competitividade (POFC), fica aberto o caminho ao desenvolvimento de um projecto de investigação e inovação sem precedentes no sector vitícola nacional e que, numa primeira estimativa, poderá envolver verbas da ordem dos seis milhões de euros.O reconhecimento do cluster é uma espécie de via verde para a candidatura de projectos ao novo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) dirigidos ao sector da vinha e do vinho no Douro. A ideia central da iniciativa é promover o investimento em actividades de investigação e inovação das empresas, elevar o nível de competência técnica e económica da fileira vitivinícola, incrementar a disseminação do conhecimento e tornar mais eficiente e sustentável a produção regional. Para isso, o plano de acção prevê a realização de uma série de estudos sobre, entre outras coisas, a adaptação da viticultura duriense às alterações climáticas, pragas e doenças da vinha, conservação da biodiversidade benigna para a cultura da vinha, preservação da variabilidade genética das castas de videira nacionais e a zonagem da região de acordo com métodos mais modernos para a classificação das vinhas.O cluster será desenvolvido a partir da actual estrutura orgânica da ADVID, uma associação centrada na investigação vitícola com 200 associados que respondem por cerca de 55 por cento do negócio do vinho do Porto. Participarão ainda o Instituto dos Vinhos do Douro e Porto, a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte, as principais associações do sector, várias firmas ligadas ao ramonda viticultura e da enologia e diversas universidades nacionais e internacionais como a Universidade do Porto, da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica, do Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa, da Universidade dos Açores ou o Southern Oregon University, nos EUA, e um instituto de pesquisa alemão.Quem ainda não aderiu ao cluster foi a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), apesar de possuir um curso de Enologia. A instituição coordenará a instalação de um Centro de Excelência da Vinha e do Vinho no futuro parque tecnológico em Vila Real, já em curso. Para os responsáveis desta universidade, a candidatura da ADVID visa os mesmos objectivos do referido centro de excelência, pelo que questionam a duplicação de projectos e investimentos. Mas a associação entende que as duas iniciativas podem ser complementares e espera que a UTAD acabe por se envolver no seu projecto.

(In Pedro Garcias NetConsumo)

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terça-feira, fevereiro 17, 2009

Douro quer ter 'cluster' para proteger 250 castas

Viticultura. Candidatura ao programa "pólos de competitividade"
A ADVID - Associação para o Desenvolvimento da Viticultura Duriense está apostada em obter o reconhecimento do cluster da viticultura duriense como estratégia de eficiência colectiva, o que permitirá, ainda, o acesso, de forma prioritária, à aprovação de candidaturas aos incentivos concedidos no âmbito do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) e do Programa de Desenvolvimento Rural (Proder). O programa "pólos de competividade" é uma iniciativa do Ministério da Economia e Inovação, em articulação com outros ministérios, e as candidaturas aprovadas deverão ser conhecidas dentro de dias.A ideia da criação de pólos de competitividade e eficiência estratégica tem por objectivo unir empresas, universidades, entidades financiadoras e do Estado para o desenvolvimento de um mesmo foco, que, neste caso, são os vinhos da Região Demarcada do Douro, potenciando a economia da região. Redução de custos no cultivo em encosta, optimização económica de tratamentos e fertilizações, formação profissional para o sector, avaliação anual das práticas e estratégias de produção e reconhecimento público das competências técnica e científica do sector e da região são alguns dos contributos que este pólo pretende dar. Além, naturalmente, da disseminação do conhecimento pela região.Os parceiros são muitos e variados, e não apenas nacionais. Para além do Instituto dos Vinhos do Porto e Douro, das várias associações exportadoras de vinhos - ANCEVE, ACIBEV e AEVP - e da Casa do Douro, integram ainda o projecto as adegas cooperativas de Favaios e Vale da Teja. Mas é a nível da investigação e desenvolvimento que os parceiros vêm de mais longe. Para além da Universidade do Porto, da Rede Portuguesa de Selecção da Videira, da Escola Superior de Biotecnologia da Católica, do Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa e do Centro de Biotecnologia da Universidade dos Açores, a equipa conta, ainda, com o departamento de estudos ambientais da Universidade do Oregon, EUA, e com o Instituto Weinbau und Rebenzüchtung, Alemanha. Estudar as alterações climáticas decorrentes do aquecimento global, as suas influências na produção vitícola e desenvolver um manual de adaptação aos impactos previstos é um dos grandes projectos mobilizadores da ADVID, a par das questões da biodiversidade, explicou ao DN o presidente da associação, José Manuel Sousa Soares. Para além da conservação da biodiversidade, identificando os insectos e outros micro-organismos que possam ser benéficos à cultura da vinha, a associação aposta, ainda, na monitorização de pragas e doenças, nos sistemas de condução e implantação da vinha de encosta e na preservação das castas e sua variabilidade. Não é para menos. "Portugal tem 250 castas e 50 estão já em risco de forte perda. Não podemos deixar perder esta riqueza", defende Sousa Soares. Até porque só há um país com uma variedade tão grande de castas, lembra: a Itália. Razão por que a ADVID se prepara para aderir à Associação de Preservação da Genética da Videira. Actualizar o método de pontuação das vinhas - zonagem vitícola -, que estabelece a sua qualidade de acordo com as competências mais modernas (o método em vigor, e que dita a autorização de produção de vinho do Porto de acordo com as letras de A a F, tem 60 anos), bem como avaliar melhor a aptidão enológica das uvas e os marcadores genéticos da sua maturação são alguns dos principais projectos do cluster . De qualquer forma, e porque nada melhor do que quem está no terreno para saber o que é mais urgente, a ADVID está a preparar um inquérito com a Faculdade de Engenharia que será apresentado aos associados para avaliar as suas prioridades. Uma coisa Sousa Soares garante: "Com ou sem aprovação da candidatura ao programa "pólos de competitividade", estes são projectos que irão avançar. Podem é demorar mais tempo."

(In Ilídia Pinto - Diário de Notícias)

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quinta-feira, novembro 22, 2007

Prémio ADVID entregue hoje (22 de Novembro de 2007) ao Centro de Biotecnologia dos Açores

Uma equipa de investigadores do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, liderada pelo Professor Artur Machado, recebe hoje, em Gaia, o prémio ADVID 2007 pela investigação das similariedades genéticas de 46 castas nacionais, anunciou fonte da Associação de Desenvolvimento da Viticultura Duriense. O Prémio ADVID - Álvaro Baltazar Moreira da Fonseca é um incentivo criado por esta associação para atrair investigadores de diversas áreas científicas para as especificidades técnicas, culturais e sociais da vitivinicultura da Região Demarcada do Douro.
O prémio vai ser entregue no final do colóquio sobre Zonagem Vitícola, que decorre hoje em Vila Nova de Gaia, no âmbito das comemorações dos 25 anos da ADVID.
Os investigadores premiados estudaram castas brancas como a Malvasia Fina, Cercial, Gouveio e Verdelho, existentes em várias regiões demarcadas, utilizando técnicas de análise do ADN para detectar se a sinonímia de castas, derivada da observação visual de folhas, cachos e varas e consagrada nos diplomas legais que regulam as denominações de origem, correspondia de facto a variedades de videira iguais.
O estudo verificou que, por exemplo, a casta Cercial, uma das utilizadas nos vinhos de Pinhel, corresponde à assinatura de ADN do Jampal e da Pinheira Branca, apesar de a legislação não as considerar como sinónimos.
A aplicação desta metodologia nas castas tintas permitiu mostrar uma possível relação de parentesco «pai/filho» entre a casta Touriga Nacional (originária do Douro e do Dão) e as castas Touriga Brasileira e Touriga Franca.
A fonte referiu que este trabalho, ao esclarecer questões de sinonímia e de proximidade genética entre as castas portuguesas, representa «um forte contributo para aumentar o conhecimento sobre as mesmas, permitindo aos viticultores portugueses decisões mais esclarecidas no momento de plantar as suas vinhas».
«Este é um conhecimento estratégico para a indústria vitivinícola nacional, uma vez que a grande diversidade de castas nativas (quase 300) é um dos principais pilares da competitividade comercial dos nossos vinhos a nível global, tanto pela originalidade criativa permitida como pela capacidade de adaptação às oscilações do gosto do consumidor», salientou.
O Prémio ADVID é atribuído anualmente a um investigador profissional, aluno de licenciatura, mestrando ou doutorando que tenha publicado um trabalho inédito em qualquer área científica, com relevante importância para a vitivinicultura da Região Demarcada do Douro.
Em cada ano o prémio é dedicado a uma personalidade com uma obra destacada em prol do desenvolvimento vitivinícola da região.
Em 2007 o prémio homenageia o engenheiro agrónomo Álvaro Baltazar Moreira da Fonseca, que foi presidente da Casa do Douro e autor de diversos trabalhos científicos, entre os quais o «Método de Classificação das Parcelas de Vinha da Região Demarcada do Douro».
Trata-se de um trabalho pioneiro que introduziu conceitos de zonagem vitícola aplicados à promoção da qualidade na produção do Vinho do Porto e é, ainda hoje, na altura em que se comemoram os 60 anos da sua publicação, a base da portaria (413/2001) que rege a classificação qualitativa das vinhas durienses e consequente atribuição do benefício.
A ADVID é uma associação privada, sem fins lucrativos, criada pelas principais empresas de Vinho do Porto com o objectivo de contribuir para a modernização da viticultura do Douro e melhoria da qualidade dos vinhos.
Conta actualmente com mais de 200 associados, entre os quais importantes empresas de comércio e exportação de Vinho do Porto, sociedades de exploração vitícola e viticultores individuais, representando no seu conjunto uma área vitícola de mais de 10% do total da Região Demarcada.

(In Jornal Diário)

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sábado, novembro 10, 2007

Saber nos Açores é igual ao que se faz de melhor

A Associação para o Desenvolvimento da Viticultura do Douro decidiu premiar o Centro de Biotecnologia dos Açores.
Diário Insular (DI)-Tem algum significado especial esse prémio?
Artur Machado (AM)-Sem dúvida que tem um significado muito especial, pois é o reconhecimento do nosso trabalho por uma Associação que tem como objectivo o desenvolvimento da viticultura na Região do Douro.
DI-Melhor do que ninguém, sabem das necessidades do sector e, por consequência, sabem avaliar a utilidade do trabalho realizado por nós. O que tem feito o Centro pela vitivinicultura açoriana?
AM-Considero o nosso reportório tecnológico capaz de oferecer variadíssimas soluções para alguns problemas específicos da viticultura. Há já algum tempo, apresentámos à Direcção Regional de Agricultura alguns projectos nesta área. Infelizmente não foram concretizados, porque, provavelmente, não foram considerados oportunos. Penso, no entanto, que há muito por fazer na área da viticultura nos Açores.
DI-Há a impressão de que Centros como o vosso pouco interesse têm para a vida dos açorianos…
AM-Esta é uma impressão da qual eu discordo em absoluto. É óbvio que, por vezes, a investigação, principalmente se nos referirmos à investigação fundamental, não chega de uma forma “espectacular” ao público. A Universidade dos Açores e os seus Centros são instituições que estão de igual para igual com quaisquer outras universidades, sejam elas americanas, europeias ou asiáticas. Daí que a qualidade da nossa investigação seja avaliada por parâmetros internacionais, dos quais depende o nosso próprio financiamento e a angariação de novos projectos. Agora, o que é facto é que não existe uma tradição científica nos Açores. A investigação é um fenómeno recente que apareceu com a própria Universidade, pelo que talvez a sociedade açoriana ainda não aprendeu a lidar com esta nova realidade de conhecimento.
DI-A Universidade não sabe chegar ao grande público?
AM-É provável que tenhamos falhas. A nossa especialidade não é marketing, daí que com certeza que não fazemos passar a nossa mensagem da melhor forma. Mas, dou-lhe um exemplo, que contraria, de certa forma, as possíveis falhas cometidas por nós. Há aproximadamente dois anos, o Centro de Biotecnologia organizou um Ciclo de Conferências, intituladas “Biotecnologia e Sociedade”. Foi nossa preocupação organizar temas de grande relevo social e, ao mesmo tempo, trazer até nós oradores que fossem conhecidos publicamente pela sua capacidade de comunicação. Assim, trouxemos pessoas como Professor Doutor Sobrinho Simões, Professor Doutor Herman Katinger, o antigo Comissário Europeu para a Agricultura, Franz Fischler e, muitas outras personalidades de destaque. É evidente que os temas eram de grande relevância e foram discutidos de uma forma informal e clara. Infelizmente, a assiduidade do público foi reduzida e tenho a certeza que cada uma destas individualidades tinha imenso para nos transmitir. Se me ajudar a perceber porque é que a sociedade em geral não participou neste evento, fico-lhe muito grato, fazendo-me compreender os fenómenos acima descritos.
(In Diário Insular)

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quarta-feira, novembro 07, 2007

Publicação premiada na área da viticultura

O Centro de Biotecnologia dos Açores (CBA), foi distinguido com o prémio da ADVID.

A ADVID (Associação para o Desenvolvimento da Viticultura Duriense) é uma Associação para o Desenvolvimento da Viticultura do Douro que, ao comemorar os seus 25 anos de existência, decidiu atribuir um Prémio monetário à publicação de maior interesse na área da viticultura.
A publicação premiada intitula-se "Discrimination of Portuguese grapevines based on microsatellite markers" da autoria de Susana Lopes, M. Rodrigues dos Santos, Eiras- J.E Dias e Artur da Câmara Machado, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores.

O trabalho premiado foi publicado em 2006 no Journal of Biotechnology.

Os autores afirmam que os dados obtidos "...allowed understanding the origin of some Portuguese cultivars. The integration of the obtained data with ampelographic data would be very important for the accurate identification of the Portuguese cultivars and can become a significant tool for the certification of quality wines produced in specific regions."

O estudo agora premiado recebeu referência especial na News Letter "Genomics & Genetics Weekly" como tendo produzido nova informação na área da biotecnologia.

(In Azores Digital)

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