quarta-feira, abril 15, 2009

“Flora e Fauna Terrestre Invasora na Macaronésia” em Livro

A ARENA – Agência Regional da Energia e Ambiente da Região Autónoma dos Açores promove, no próximo dia 18, com o apoio da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar e do Departamento de Biologia da Universidade dos Açores, a sessão de lançamento do Livro “Flora e Fauna Terrestre Invasora na Macaronésia – TOP 100 nos Açores, Madeira e Canárias”, que decorrerá no anfiteatro C do Campus de Ponta Delgada da Universidade dos Açores.
Trata-se de uma publicação desenvolvida no âmbito do projecto BIONATURA – Cooperação e Sinergias para o Desenvolvimento da Rede NATURA 2000 e a Preservação da Biodiversidade da Região Macaronésica, inserido no Programa de Iniciativa Comunitária INTERREG III B e implementado nos Açores pela ARENA com o apoio da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar.
As espécies invasoras são tidas como um dos principais factores de ameaça à Biodiversidade do Planeta.
A obra prova que os ambientes insulares são actualmente mais sensíveis e com menor capacidade de adaptação às mudanças verificadas pelas espécies invasoras tendo como consequência o aparecimento de novas pragas agrícolas e de novas doenças associadas à introdução de novas espécies, com prejuízos e ameaças crescentes agravados por outros factores como as alterações climáticas e a redução das áreas geográficas de distribuição dos habitats naturais.
Segundo a referida publicação científica, várias planta, “são actualmente consideradas como sérias ameaças à conservação da flora endémica dos Açores e das comunidades vegetais autóctones, mas também à conservação de espécies de aves, nomeadamente o priôlo e de artrópodes”.

(In Diário dos Açores)

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domingo, abril 05, 2009

“FOLHAS DIVULGATIVAS” RESULTA DO PROJECTO INTERFRUTA

“Folhas Divulgativas” é o terceiro livro que resulta da investigação dos projectos Interfruta. A obra foi apresentada, no campus de Angra do Heroísmo, da Universidade dos Açores. O livro aborda os diversos problemas fitossanitários que afectam e limitam a produção de fruteiras como bananeiras, pessegueiros, macieiras e laranjeiras, assim como a oliveira, a vinha e a produção de próteas. As conclusões apresentadas tiveram por base um trabalho de investigação das cultivações de 24 produtores, acompanhados quinzenalmente. De acordo com Horta Lopes, coordenador do projecto, as pragas que atacam os produtos estudados são apresentados com o nome comum, em português, castelhano e inglês, assim como fases do ciclo de vida, meses do ano em que a perigosidade é mais importante, zonas da ilha com maior incidência e meios de protecção biológicos, culturais e biotécnicos, para além dos químicos. O livro apresenta ainda fotografias ilustrativas. Características que contribuem para uma maior facilidade de identificação pelos produtores. O coordenador destacou que o trabalho realizado “excedeu as expectativas” do grupo. Para Joaquim Pires, Director Regional do Desenvolvimento Agrário, presente no lançamento, a obra é “a imagem do que o agricultor precisa, para ter mais resultados”. “Estes trabalhos devem continuar a assentar numa base pragmática de chegar ao agricultor”, defendeu. Já o reitor da Universidade dos Açores, Avelino Meneses, apelou à aposta na investigação. “É preciso que no futuro publicações como esta sejam um meio de projecção da Universidade dos Açores”, frisou. O Interfruta é um projecto de cooperação inter-regional entre Açores, Madeira e Canárias. Participaram na elaboração do livro cerca de 30 investigadores dos parceiros das ilhas da Macronésia. Para além dos colaboradores da Universidade dos Açores, da Fruter e dos Serviços de Desenvolvimento Agrário da Terceira, participaram ainda investigadores da Universidade de La Laguna (Canárias); Universidade, Secretaria Regional do Ambiente e Direcção Regional da Agricultura da Madeira; Escola Superior Agrária de Ponte de Lima; Instituto Nacional de Recursos Biológicos; Instituto Superior de Agronomia e Imperial College of London. A Universidade dos Açores tem já agendados mais dois projectos do género.
(In Diário Insular)

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quinta-feira, abril 02, 2009

Lançamento do livro “Folhas Divulgativas”

O livro “Folhas Divulgativas”, uma publicação elaborada no âmbito dos trabalhos de investigação dos projectos Interfruta e Interfruta II, é lançado hoje, quinta-feira, pelas 16H30, no Auditório do Complexo Pedagógico do Pico da Urze, com a presença do Representante da República para os Açores.
No livro, ao longo de cerca de 180 páginas, são abordados os problemas fitossanitários que afectam e limitam a produção de fruteiras, como as bananeiras, pessegueiros, macieiras, laranjeiras, a oliveira e a vinha, bem como a produção das próteas. Com fotos da sintomatologia destes problemas, de modo a facilitar o seu reconhecimento, o livro indica os meios de protecção que podem ser utilizados no seu combate.
A elaboração da publicação envolveu uma equipa de cerca de 30 investigadores dos Açores, Madeira e Canárias. Na Região, o trabalho foi realizado com a participação de técnicos da Fruter e dos Serviços de Desenvolvimento Agrário da Terceira e pela equipa de investigadores do Centro de Biotecnologia dos Açores, coordenadora do projecto Interfruta.
(In Diário Insular)

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segunda-feira, fevereiro 23, 2009

NOS AÇORES -Descobertas 82 novas variedades de macieira

Investigadores do Centro de Biotecnologia da Universidade dos Açores (CBUA) descobriram 82 novas variedades regionais de macieiras nos Açores, que vão ser apresentadas pela primeira vez na próxima semana em Angra do Heroísmo.
A informação foi avançada ontem à Agência Lusa por David Horta Lopes, investigador do CBUA do Departamento da Ciências Agrárias que disse “ter sido realizada uma caracterização morfológica da árvore e do fruto”.
Pela primeira vez, “é apresentado o grau de ploidia (número de cromossomas) das variedade e uma tabela com o perfil alélico (genoma da planta) resultante da sua caracterização molecular”.
David Horta Lopes realça a importância desta descoberta por “permitir passar a contar com um bom repositório de variedade da macieira”.
A segunda parte do trabalho será “o estudo agronómico das variedades” para determinar “se serão boas ou não para produção de frutos e consumo público”, explicou o investigador.
“Algumas daquelas variedades poderão vir a ser utilizadas como porta-enxertos” enquanto outras “poderão ou não manifestar um maior grau de resistências a diversos problemas fitossanitários”, acrescentou.
Segundo David Horta Lopes os estudos poderão também permitir determinar se estas novas variedades possuem características adequadas para aplicação em desenvolvimento agrário ou mesmo na área da saúde.
Os trabalhos inseridos no projecto Germobanco III, foram desenvolvidos ao longo de cinco anos por equipas da Universidade dos Açores, dos serviços de Desenvolvimento Agrário de diversas ilhas e da cooperativa de hortofrutifloricultores FRUTER.
O projecto Germobanco, que foi apoiado, até ao momento, com 3,5 milhões de euros pelo programa Europeu Interreg III B pelas Associações Agrícolas e envolve a participação das universidades arquipélagos dos Açores, Madeira e Canárias.
Já foram investigadas dezenas de variedades de milho, feijão, cebola, favas, macieiras, castanheiros, batata-doce e inhames.
O objectivo final do projecto é a constituição de um banco de variedades tradicionais dos três arquipélagos da Macaronésia.
(In A União)

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domingo, fevereiro 08, 2009

Biodiversidade dos Açores na Internet

Reúne vários milhares de documentos e de imagens que passam a estar ao alcance de todas as pessoas que se interessam por esta matéria.
Trata-se, segundo os seus promotores, da democratização de um conhecimento, de uma importante ferramenta de planeamento para o Governo regional dos Açores. Foi um trabalho imenso, este agora apresentado sobre a biodiversidade dos Açores: demorou quatro anos de elaboração, muitos milhares de documentos lidos e transcritos, outros tantos de fotogafias, conforme disse à Antena 1 / Açores Paulo Borges, investigador e líder açoriano deste projecto dos três arquipélagos atlânticos, Açores, Madeira e Canárias.Este portal encerra toda a informação sobre a biodiversidade existente nos Açores e sistematiza esse conhecimento, de forma a torná-lo acessível a todas as pessoas que se interessam pelo assunto, onde quer que se encontrem.O novo portal foi financiado pelos programas europeu para as Regiões, INTERREG, Bionatura, Governo açoriano e Agência Regional da Energia e Ambiente.

(In Luís Branco / Carlos Tavares RDP Açores)

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terça-feira, novembro 04, 2008

Espécies em perigo

“TOP 100 – As espécies ameaçadas e prioritárias em termos de gestão na região europeia biogeográfica da Macaronésia”, um estudo de investigadores dos Açores, Madeira e Canárias, revela que existem oito plantas, um feto, um musgo, um vertebrado e 12 artrópodes dos Açores em risco de extinção, sendo quase todas elas endémicas. De acordo com um estudo dos investigadores José Martin Esquivel, Manuel Hernández, Paulo Borges e Bernardo Faria, efectuado no âmbito da iniciativa comunitária INTERREG III B – Açores, Madeira e Canárias, as 100 espécies referenciadas embora estejam em perigo de desaparecer ainda existe a possibilidade de recuperação caso sejam tomadas medidas que para as proteger.“Essas espécies foram seleccionadas porque apesar de serem raras existem possibilidades de as recuperar com êxito se houver um investimento na sua preservação”, refere Paulo Borges, investigador da Universidade dos Açores e um dos coordenadores do estudo.Para além da versão em livro, o estudo encontra-se disponível para consulta no Portal da Biodiversidade dos Açores - http://www.azoresbioportal.angra.uac.pt/Entre as espécies que estão ameaçadas de extinção, algumas delas comuns a mais que uma das regiões da Macaronésia, estão a azorina (planta), corgulho (artrópode), carocho (artrópode), cigarrinha cavernícola (artrópode), camarinha (planta), trovisco macho (planta), escaravelho das rochas (artrópode), cedro do mato (planta), loureiro (planta), camarão terrestre (artrópode), trevo de quatro folhas (planta), craca (crustáceo), cabeceira (planta), ginja do mato (planta), pseudoscorpião cavernícola (artrópode), priôlo (ave), carocho cavernícola (artrópode), aranha carvenícola (artrópode), entre outros…Tendo em conta o perigo de algumas dessas espécies raras desaparecerem, Paulo Borges defende que é necessário tomar medidas urgentes para inverter a situação.“Para garantir uma estratégia de conservação, o mais eficiente e eficaz possível para cada espécie, são necessários diversos estudos. Desde estudos de base em biologia e ecologia das espécies, à monitorização dos efeitos das acções de conservação, apontamos como essencial a realização de estudos específicos para cada uma das espécies prioritárias. Será necessário também em alguns casos evitar a expansão de espécies exóticas invasoras, proteger habitats especiais como por exemplo as cavidades vulcânicas e expandir zonas de floresta natural”, afirma.O investigador da Universidade dos Açores considera que existem “bons e maus exemplos” no que se refere a medidas para proteger as espécies endémicas dos AçoresEntre as medidas que considera positivas destaca o projecto que pretende reverter o processo de extinção do priôlo, a única espécie de ave endémica dos Açores, “que tem sido muito bem estudada e protegida” na zona da Tronqueira (São Miguel) e, também, o Plano Sectorial das Cavidades Vulcânicas dos Açores promovido pela secretaria regional do Ambiente, que permitirá “uma gestão eficaz de algumas grutas dos Açores onde ocorrem 20 espécies endémicas do arquipélago adaptadas a esse ambiente especial”.
Bons e maus exemplos
Entre os maus exemplos, Paulo Borges realça a perturbação das zonas húmidas como consequência da exploração intensiva das pastagens e a falta de controlo de algumas espécies invasoras (conteira, hortênsia, faia-do-norte ou incenso).Com a extinção do INTERREG III B, os estudos efectuado pelos investigadores das universidades dos Açores, Madeira e Canárias correm o risco de não terem continuidade por não haver financiamento para esse efeito.Essa é uma situação que Paulo Borges considera que é preciso resolver com urgência para que algumas espécies endémicas da Maraconésia não sejam extintas a curto prazo.“Os governos das três regiões vão ter de estudar as formas de obter os recursos para esse fim. A partir deste momento não há desculpas de falta de conhecimento ou de estudos. Os investigadores vão ter igualmente de actuar como “grupo de pressão” para que a biodiversidade dos Açores, Madeira e Canárias seja eficazmente protegida e mantida para as próximas gerações”, refere.
(In DI-Revista)

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sexta-feira, setembro 12, 2008

Açores beneficiaram de 34 milhões de euros pelo INTERREG III B

Quem o disse foi o secretário regional adjunto do vice-presdidente, Carlos Corvelo, em Angra do Heroísmo.
A afirmação de Carlos Corvelo foi feita na abertura de um seminário destinado a fazer o balanço do programa, a proceder ao seu encerramento formal e a lançar a nova inicativa para a cooperação transnacional, o MAC.O programa de iniciativa comunitária INTERRREG III B – Açores, Madeira, Canárias - representou “um êxito” para os Açores e para o relacionamento entre os arquipélagos europeus da Macaronésia, afirmou hoje o secretário regional adjunto do vice-presidente. Carlos Corvelo indicou que os Açores beneficiaram, no âmbito do INTERREG III B, de apoios para a concretização de 158 projectos, no valor de 34 milhões de euros.“Este programa foi um êxito, em primeiro lugar, por envolver um grande número de beneficiários diversificados”, considerou, acrescentando que participaram no programa departamentos do Governo, câmaras de comércio e indústria, associações de produtores, câmaras municipais, associação de municípios, Universidade dos Açores, hospitais e instituições de investigação.Além disso, o INTERREG III B “foi um programa extremamente abrangente”, afirmou o governante, adiantando que cobriu áreas tão diversificadas como a economia solidária, a solidariedade social, a medicina e outras áreas da saúde, o ambiente e o mar, o turismo, as tecnologias da informação e comunicação e a cooperação institucional.Carlso Corvelo referiu, ainda, que houve muitos projectos que foram realizados em complementaridade com apoio do Governo Regional e de outros fundos comunitários, o que reforçou a eficácia do INTERREG na economia da Região e noutros campos, como a investigação.

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segunda-feira, agosto 25, 2008

A new web portal to access the database on Azorean biodiversity

The Azorean Biodiversity Portal (http://www.azoresbioportal.angra.uac.pt/) is available. For the first time it is possible to have access to the detailed distribution of all the Azorean terrestrial flora and fauna mapped in a 500x500 m grid based on literature records. For some species some images are also provided. For threatened species only their presence/absence in the islands is available. This portal was developed under the INTERREG III B Projects "Atlântico" (2003-2005) and "BIONATURA" (2007-2008), involving several Azorean and Canarian partners. This long-term project was developed by four different research groups of the University of the Azores, coordinated by Paulo A. V. Borges, including researchers from the Azorean Biodiversity Group—CITA-A and the Department of Biology—CIBIO.For more information or detailed maps of the spatial distribution of species richness please contact the coordinator of the project, Paulo A. V. Borges, at pborges(at)uac.pt.

(In International Biogeography Society Blog)

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sexta-feira, junho 20, 2008

Projecto permite prever deslocação de objectos no mar

Um projecto internacional liderado pelo Instituto Superior Técnico (IST) criou modelos capazes de prever as correntes marítimas na costa norte-atlântica com três dias de antecedência e visualizar a deslocação de objectos à deriva no mar.
O projecto EASY (acrónimo em inglês para Sistema Europeu de Previsão Atlântica), cujos resultados são hoje divulgados, juntou especialistas portugueses, espanhóis e franceses durante 18 meses com o objectivo de melhorar a segurança e mitigar situações de poluição marítima. Nessa reunião, participou a Professora Manuela Juliano do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores.
"Através do site www. http://www.project-easy.info é possível aceder diariamente e em permanência a previsões a três dias das correntes, dos ventos e da ondulação do mar", disse à agência Lusa a coordenadora do EASY, Carla Garcia.
Concretamente, "é possível seguir em qualquer ponto do Atlântico Norte o trajecto de mancha de óleo ou de objectos à deriva, que podem ser fardos ou contentores e até mesmo náufragos, podendo a ferramenta ser adaptada a objectivos específicos e em várias escalas", precisou.
O fim em vista é fornecer serviços, nomeadamente à navegação e, em caso de acidente, aos órgãos de decisão, bem como aos agentes da gestão costeira, sobre a protecção de infra-estruturas e a qualidade da água balnear.
E isso porque tanto é possível seguir um objecto à deriva em alto mar ou uma maré negra como uma descarga num rio ou numa ribeira que possa afectar uma zona balnear, acrescentou Carla Garcia, investigadora da Secção de Ambiente e Energia do Departamento de Engenharia Mecânica do IST.
O projecto, da responsabilidade do professor Ramiro Neves, teve como parceiros a Universidade dos Açores (Departamento de Ciências Agrárias), a MeteoGalicia, o Itecmar (ambos de Espanha) e a Mercator Océan (de França), sendo que os espanhóis se centraram nos modelos de previsão atmosférica e os franceses na modelação de correntes à escala mundial.
A função do IST foi converter numa malha mais pequena e precisa os dados mais gerais de modelos de circulação oceânica, meteorológicos e de ondas fornecidos pelos outros parceiros do consórcio.
A Universidade dos Açores fornece os dados das suas estações de meteorologia e de registo de ondas, que, a par dos modelos de circulação oceânica, atmosféricos e de ondas disponibilizados pelos outros três parceiros, permitem ao IST implementar o seu modelo de previsão do estado do mar, das correntes e do movimento de objectos ou substâncias poluentes em situações de emergência.
O EASY permite também aos utilizadores realizarem simulações online e em tempo real, bastando para isso colocar um objecto em determinada parte do oceano e observar pouco depois a previsão da sua deslocação nas horas seguintes.
As simulações para Portugal continental são efectuadas no Centro de Investigação MARETEC, no IST, e para os Açores no LamTec da Universidade dos Açores.
A equipa de modelação ambiental do MARETEC publica diariamente previsões de agitação ao longo da costa continental e comparações com dados do Instituto Hidrográfico e dos Puertos del Estado, de Espanha, no site www.maretec.mohid.com/ww3.
A fase seguinte do projecto, em que também participará o Instituto Marítimo da Irlanda e o CEFAS (Centro para as Ciências do Ambiente, Pescas e Aquacultura) do Reino Unido, e para a qual já foi pedido financiamento à União Europeia no quadro do programa INTERREG IV, consistirá no alargamento das áreas de previsão de pequena escala e abrangerá a biogeoquímica, que estuda o efeito das algas no volume e na qualidade da água e dos peixes.
(In A União)

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sábado, junho 14, 2008

Listagem de espécies da Macaronésia



Está concluída a primeira listagem de todas as espécies vegetais e animais da Macarronésia, tendo a base de dados resultado do Projecto Atlântico e Bionatura
O Projecto coloca à distância de um clique a biodiversidade dos Açores, Madeira, Canárias a Cabo Verde.
A listagem foi hoje apresentada nas Jornadas Técnicas do Bionatura, a decorrer no Campus da Universidade dos Açores, em Angra do Heroísmo, informação fundamental para preservar a Natureza insular.
Gestão do território, planos de preservação ambiental e estudos de impacto ambiental, são algumas das aplicações possíveis, com base nessa informação, informação que pode também servir para sensibilizar a sociedade para a importância da real preservação da Natureza, não havendo agora desculpa para nada se fazer pela defesa da biodiversidade insular.
Rui Messias / Carlos Tavares
Reportagem vídeo: Nuno Neves

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segunda-feira, junho 09, 2008

Jornadas do projecto BIONATURA reúnem 120 especialistas e estudantes em Angra

Cerca de 120 técnicos, especialistas e estudantes reúnem-se a 13 e 14 de Junho, em Angra do Heroísmo, no Campus Universitário da Universidade dos Açores, nas Jornadas Técnicas do Projecto BIONATURA, uma iniciativa que prentende melhorar o estado do conhecimento dos elementos específicos da biodiversidade da Macaronésia para estabelecer critérios de avaliação da fauna e flora dos Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde.
Integrado na iniciativa comunitária INTERREG III B, o BIONATURA é implementado na Região pela Universidade dos Açores, Agência Regional da Energia e Ambiente dos Açores (ARENA), com o apoio da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar.
A sua execução visa, também, o estabelecimento das bases metodológicas de planeamento e gestão da Rede Natura 2000 da Região da Macaronésia, permitindo a troca de conhecimentos e experiências neste campo entre as administrações competentes e a promoção e e divulgação do conjunto de áreas protegidas junto da população.
As jornadas desta semana, que decorrem no Campus de Angra da Universidade dos Açores, são promovidas pela ARENA, com o apoio do Centro de Investigação de Tecnologias Agrárias da academia açoriana.
Os interessados nas áreas da Educação Ambiental, Biodiversidade e Conservação da Natureza constituem o público alvo da iniciativa.

(In Página do Governo dos Açores)

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segunda-feira, junho 02, 2008

Jornadas – “BIONATURA – Gestão e Conservação da Biodiversidade da Macaronésia”

Decorrem entre 13 e 14 de Junho de 2008, no Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, as Jornadas "BIONATURA - Gestão e Conservação da Biodiversidade da Macaronésia. Segue o programa das Jornadas.


Dia 13 Junho 2008.

9h30 Abertura oficial

TEMA 1
BIODIVERSIDADE DA MACARONÉSIA

10h00. A biodiversidade do arquipélago dos Açores. Padrões biogeográficos e macroecológicos: Paulo A. V. Borges

10h45 Intervalo para Café

11h00. Apresentação da Página Web http://www.azoresbioportal.angra.uac.pt/
- Funcionamento e públicos alvo: Paulo A. V. Borges
- Briófitos e Líquenes: Sandra Câmara; Berta Martins & Rosalina Gabriel
- Plantas Vasculares: Mónica Martins, Rudolfo Corvelo & Luís Silva
- Moluscos: Pedro Rodrigues, Regina Cunha & A. Frias Martins
- Invertebrados Costeiros: Ana Costa
-Artrópodes: Enésima Mendonça & Paulo A. V. Borges
- Vertebrados: Pedro Rodrigues, Regina Cunha & A. Frias Martins


Distribuição da Brochura “Estatísticas da Biodiversidade da Macaronésia” e do CD – “Listagens da Biodiversidade dos arquipélagos dos Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde”


12h00. Debate – Comunicação em Ciência
Moderadores: Ana Arroz & Rosalina Gabriel

12h45. Almoço volante (Oferta Organização)

14h00 – 14h45. A biodiversidade do arquipélago das Canárias. Análise e discussão da listagem de espécies das Canárias: José Luis Martín Esquivel

14h45 – 15h30. A biodiversidade do arquipélago da Madeira. Análise e discussão da Listagem da Madeira (Parte 1)
Os Fungos da Madeira: Ireneia Melo & José Cardoso
Os Briófitos da Madeira: Cecília Sérgio, Manuela Sim-Sim, Susana Fontinha & Rui Figueira
As Plantas Vasculares da Madeira: Roberto Jardim & Miguel Menezes de Sequeira


15h30 – 16h00 Intervalo para Café

16h00 – 17h00 A biodiversidade do arquipélago da Madeira. Análise e discussão da Listagem da Madeira (Parte 2)

Os Moluscos da Madeira: Cristina Abreu & Dinarte Teixeira
Fauna de Artrópodes: Paulo. A.V. Borges, António M. Franquinho Aguiar, Mário Boieiro, Miguel Carles-Tolrá & Artur R. M. Serrano
Os Vertebrados da Madeira: Paulo Oliveira
Modelação Distribuição de espécies e Padrões gerais: Paulo A. V. Borges

17h00. Sessão de questões

17h30. Visita ao Algar do Carvão


Dia 14 Junho 2008.

TEMA 2
CONSERVAÇÃO da NATUREZA NA MACARONÉSIA


9h00 – 9h20. A Lista Top 100: José Luis Martín Esquivel, Manuel Arechavaleta & Paulo A. V. Borges

9h20 – 9h40. A perspectiva dos arquipélagos – Açores: Pedro Cardoso, Paulo A. V. Borges, Ana Costa, Regina Tristão da Cunha, Rosalina Gabriel, António M. de Frias Martins, Luís Silva, Nídia Homem, Mónica Martins, Pedro Rodrigues, Berta Martins & Enésima Mendonça

9h40 – 10h00 A perspectiva dos arquipélagos- Madeira: Bernardo Faria, Cristina Abreu, António Franquinho Aguiar, José Augusto, Carlos Lobo, Dinarte Teixeira & Roberto Jardim & Paulo Oliveira

10h00 – 10h20 A perspectiva dos arquipélagos: Canárias: Manuel Arechavaleta & José Luis Martín Esquivel

10h20 – 10h45 Intervalo para Café


10h45 – 12h30. DEBATE sobre a Gestão e Conservação das espécies e seus habitats na Macaronésia sob a coordenação de um Painel de especialistas convidados
Paulo A.V. Borges (moderador)
Frederico Cardigos (Director Regional do Ambiente e do Mar)
Rosalina Gabriel (Representante do Mestrado Educação Ambiental)
Eduardo Dias (Representante da Licenciatura em Guias da Natureza)
Félix Rodrigues (Representante do Mestrado em Engenharia do Ambiente)
Tomaz P. Dentinho (Representante do Mestrado Gestão e Conservação da Natureza)
António Frias Martins (Representante dos Mestrados na área de Ambiente do dep. Biologia da Univ. Açores)
José Luis Martin (Representante da Direcção Regional Ambiente Canárias)
Bernardo Faria (Representante da Direcção Regional Ambiente Madeira)

12h30 – 14h00. Almoço volante (Oferta Organização)

TEMA 3
REDE NATURA 2000 - MACARONÉSIA


14h00 - 14h30. Monitorização da Rede Natura 2000 (Açores) – Áreas terrestres: Eduardo Dias

14h30 – 15h00. Monitorização da Rede Natura 2000 (Açores) – Áreas marinhas: Mónica Silva

15h00 – 15h30. Monitorização da Rede Natura 2000 – Canárias: António Machado

15h30 – 16h00. Candidaturas a Reserva da Biosfera Ilhas Graciosa e Corvo: Rui Prieto

16h00 – 16h15. Intervalo para Café

16h15 – 17h00. DEBATE – Rede Natura 2000

Paulo A.V. Borges (moderador)
Frederico Cardigos (Director Regional do Ambiente e do Mar)
Eduardo Dias (Rede Natura 2000- Açores)
António Machado (Rede Natura 2000- Canárias)
Bernardo Faria (Rede Natura 2000- Madeira)

TEMA 4
ESPÉCIES INVASORAS

17h00 – 17h30 - Estudo dos Organismo Invasores no Monte da Guia: Jaen N. Amat

17h30 – 18h00 - O Livro Negro da Macaronésia: Luís Silva

18h00 Lançamento oficial dos Livros

Borges, P.A.V., Abreu, C., Aguiar, A.M.F., Carvalho, P., Jardim, R., Melo, I., Oliveira, P., Sérgio, C., Serrano, A.R.M. & Vieira, P. (eds.) (2008). A list of the terrestrial fungi, flora and fauna of Madeira and Selvagens archipelagos. Direcção Regional do Ambiente da Madeira and Universidade dos Açores, Funchal and Angra do Heroísmo.

Martín, J.L, Arechavaleta, M., Borges, P.A.V.& Faria, B. (eds.) (2008) TOP 100 - As espécies ameaçadas da Macaronésia mais prioritárias em termos de Gestão. Consejería de Política Territorial y Medio Ambiente, Gobierno de Canarias, Santa Cruz de Tenerife.

18h30. Sessão de encerramento

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domingo, junho 01, 2008

Investigação Científica em Enfermagem : Mais cooperação entre Açores e Cabo Verde

O secretário regional Adjunto do Vice-Presidente considerou que o II Congresso Internacional de Investigação Científica em Enfermagem (ICE), realizado no último fim-de-semana em Cabo Verde, constituiu um “exemplo bem sucedido de cooperação” entre os Açores e o arquipélago cabo-verdiano. Na cerimónia de encerramento do encontro, que reuniu mais de 200 congressistas, Carlos Corvelo felicitou os parceiros participantes no projecto por terem sido alcançados todos os objectivos propostos. O secretário regional realçou o facto de o próximo Programa Transnacional 2007-2013 prever um eixo específico para a cooperação com terceiros países. Destacando a importância dos protocolos assinados entre a Região e a República de Cabo Verde, o governante salientou o facto de a União Europeia ter instituído uma parceria especial com aquela república africana, o que permitirá disponibilizar apoios financeiros para futuros projectos de cooperação. O ICE, projecto do INTERREG III-B, Açores, Madeira, Canárias de que a Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo é chefe de fila, englobou uma parceria com a Escola de Enfermagem Manuel Olímpio de Santiago (Cabo Verde) um e recebeu um financiamento de cerca de 350 mil euros do FEDER.

(in Correio dos Açores)

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quarta-feira, maio 21, 2008

Governo Regional vai monitorizar águas madeirenses

O Governo Regional tem um projecto, denominado “CLIMARCOST”, em parceria com Açores e Canárias, que vai ajudar a analisar a segurança no mar e ainda várias questões relacionadas com actividades e obras marítimas e costeiras.
O Governo Regional vai promover, através da Administração Portuária da RAM, o estudo da agitação marítima. Um projecto que vai permitir analisar fenómenos de erosão e questões relacionadas com a segurança no mar, com obras portuárias e costeiras e com actividades de navegação e de pesca, entre outras.O projecto “CLIMARCOST” está integrado no âmbito do programa comunitário INTERREG IIIB, envolvendo vários países, sendo parceiros do mesmo a Administração dos Portos da Região Autónoma da Madeira e o Fundo Regional de Coesão (na qualidade de chefe de fila), ambos da Madeira, a Universidade dos Açores, o Instituto Canário de Ciências Marinhas e a Universidade de Las Palmas. O objectivo principal do projecto “CLIMARCOST” (Clima Marítimo e Costeiro) é o de, segundo a administradora da APRAM, Lígia Correia, «contribuir para um aumento da segurança e eficácia das actividades marítima e portuárias das regiões insulares bem como para a defesa das suas zonas costeiras, para além de potenciar uma melhor rentabilidade das actividades económicas relacionadas com o mar e com o litoral».Este projecto, recorde-se, deu continuidade aos projectos “CLIMAAT” e “CLIMAAT-II”, ambos igualmente financiados no âmbito do INTERREG IIIB, «estes somente vocacionados para o estudo da climatologia e meteorologia insulares». O “CLIMARCOST”, destaca a governante, «introduziu uma nova componente, a da agitação marítima, proporcionando de forma consistente a monitorização, o estudo e a divulgação em tempo oportuno de informação necessária aos vários sectores de actividade, designadamente aos relacionados com a segurança no mar, com as actividades de navegação e das pescas, com as obras portuárias e costeiras, com estudos de dinâmica de sedimentação, fenómenos de erosão, acumulação de materiais, etc». O projecto tem três componentes estratégicas, sendo a monitorização, mediante o estabelecimento e manutenção de uma rede de bóias meteo-oceanográficas e estações automáticas de aquisição de informação meteorológica, uma delas. Há ainda a contar com o processamento dos dados, que é efectuada a partir de centros operacionais criados fundamentalmente para a recepção, análise e armazenamento da informação e a valorização científica e a divulgação da informação on-line.Para serem cumpridas, adianta a nossa interlocutora, estas três componentes estratégicas, têm sido proporcionados cursos de formação ao pessoal técnico a trabalhar no projecto com vista a adquirir competências profissionais, nomeadamente no âmbito das tecnologias da informação e tratamento de dados, nas operações de fundamento e manutenção de bóias oceanográficas, na instalação e manutenção de estações meteorológicas, bem como no processamento científico e estatístico de toda a informação produzida».
(In Jornal da Madeira)

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sexta-feira, maio 16, 2008

Projecto CLIMARCOST beneficia turismo náutico, pescas e navegação nos Açores

O secretário regional adjunto do vice-presidente destacou, sexta-feira, a transversalidade do projecto CLIMARCOST – Clima Marítimo e Costeiro de Monitorização de Dados Meteo-Oceanográficos, no desenvolvimento estratégico da economia açoriana. Falando na sessão de encerramento de apresentação da iniciativa enquadrada no INTERREG III B – Açores, Madeira e Canárias que decorreu no Campus da Universidade dos Açores (UAç), em Angra do Heroísmo, Carlos Corvelo reafirmou a importância do projecto ao nível do turismo náutico, das pescas e da navegação nas ilhas. “O CLIMARCOST foi, entre os 152 projectos do INTERREG associados ao arquipélago, um dos mais bem conseguidos em termos do sucesso das parcerias que apresentou, seja entre os sócios dos Açores, Madeira e Canárias e do Instituto Hidrográfico, seja entre as parcerias entre os operadores portuários, as autoridades marítimas e os próprios pescadores”, disse.Carlos Corvelo enalteceu a “validade prática” e o “fácil acesso” que o projecto de estudo das condições climatológicas fornece às populações, tendo criado, para o efeito, uma plataforma electrónica que pode ser acedida em: http://www.climaat.angra.uac.pt/. Dados sobre agitação marítima, temperatura do mar, orientação e intensidade de ventos, webcams com transmissão em tempo real dos principais portos açorianos, são apenas algumas das informações e indicadores que suportam a investigação do CLIMARCOST que trabalha em rede com outras instituições madeirenses e canarinas. Estiveram presentes na divulgação do CLIMARCOST, que representa a terceira etapa dos projectos CLIMAAT – Clima e Meteorologia dos Arquipélagos Atlânticos, especialistas e representantes dos parceiros das três regiões envolvidas. O CLIMARCOST é promovido pela Secretaria Regional da Economia, através do Fundo Regional de Coesão, em parceria técnico-científica com a UAç, o Observatório do Ambiente dos Açores, a Administração dos Portos da Madeira, a Universidade de Las Palmas de Gran Canária e o Instituto Canário de Ciências Marinhas.
(In Jornal da Rádio Graciosa)

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domingo, março 09, 2008

Germobanco recebe certificação de qualidade

Os produtos agrícolas que resultam do projecto de investigação científica GERMOBANCO III foram certificados pela sua qualidade e por cumprirem as normais ambientais.

A cerimónia de entrega dos certificados decorreu ontem nas instalações da Fruter, em Angra do Heroísmo. Para além do reconhecimento da qualidade em que são conservadas as sementes de maçãs, castanhas, batata-doce, inhames e feijão, o instituto alemão DNV certificou também as condições de investigação do Centro de Biotecnologia do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores. Financiado pelo programa de iniciativa comunitária INTERREG III B - Açores, Madeira e Canárias, o projecto GERMOPBANCO tem como objectivo preservar algumas das culturas das regiões da macaronésia que dispõem de características genéticas próprias.Tendo em vista esse objectivo, foi constituído um banco de germoplasma de espécies vegetais agrícolas dos Açores, Madeira e Canárias.O projecto GERMOBANCO conta já com mais de 700 entradas nos Açores, no que diz respeito à recolha de material biológico de espécies vegetais tradicionais dos Açores. Entre as espécies mais representadas no banco de germoplasma estão várias sementes de milho.

(In Diário Insular)

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domingo, outubro 21, 2007

CLIMARCOST

Decorreu no porto do Caniçal a terceira reunião do projecto CLIMARCOST - Sistema de Monitorização de Dados Meteo-Oceanográficos, desenvolvido no âmbito do programa INTERREG III B, o qual reúne parceiros da Madeira, Açores e Canárias. Nas instalações da Administração dos Portos da Região Autónoma da Madeira (APRAM) estiveram reunidos os representantes dos parceiros do projecto CLIMARCOST, iniciado em Janeiro de 2006, os quais são o Fundo de Coesão dos Açores (Chefe de Fila), a Universidade dos Açores, a APRAM, S.A., o Instituto Canário de Ciências Mariñas e a Universidade de Las Palmas de Gran Canária. Segundo Lígia Correia, da Administração da APRAM, “o grande objectivo do projecto CLIMARCOST é a recolha de dados sobre toda a área marítima que rodeia as três regiões envolvidas no projecto”. No que se refere à Madeira, salienta que a Região já disponha de duas bóias (Porto da Cruz e Caniçal) para a recolha de dados sobre a direcção e ondulação marítima, que permitia dar o apoio às infra-estruturas marítimas. Lígia Correia realça que o envolvimento da Região no projecto CLIMARCOST vai permitir “ganhar outras valências”, nomeadamente “ter bóias para cobrir toda a Região, uma para colocar no Porto Santo e outra para cobrir o Norte da Madeira (Porto Moniz), além de termos já uma estação meteo-oceanográfica no Funchal e uma outra para recolha de dados sobre os hidrocarbonetes”. “Assim, ficamos com esta questão da segurança marítima, nomeadamente ondulação e qualidade do mar, perfeitamente identificada com dados recolhidos, sendo a leitura feita com o apoio das Universidades e do Instituto Hidrográfico”, sublinha. Por outro lado, o Prof. Eduardo Brito de Azevedo, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, acentuou que o projecto CLIMARCOST “pretende colamatar uma falha, sobretudos nas regiões da Madeira e dos Açores, no que diz respeito à caracterização do clima marinho”. Assim, adianta que todo o projecto “é dirigido para uma caracterização do clima marinho que envolve os arquipélagos, baseado na mais recente tecnologia desenvolvida pelo parceiro das Canárias, que já tem equipado inclusivamente a Madeira com bóias meteo-oceanográficas”. Deste modo, o Prof. Eduardo Brito realça que a tecnologia empregue “permite avaliar uma série de parâmetros sobre a agitação marítima e outros, informação que é depois trabalhada pelas universidades e institutos de maneira a melhorar o conhecimento científico sobre as condições do clima marinho”, acrescentando que “esse conhecimento é depois aplicado nos diferentes sectores que dependem do mar, nomeadamente segurança marítima, navegabilidade, construções portuárias, erosão costeira, navegação de recreio, etc.”. O projecto CLIMARCOST decorre até Junho de 2008, tendo um valor global de cerca de 1,5 milhões de euros, sendo que a comparticipação da RAM é de 349 mil euros, dos quais 85% são componente INTERREG e 15% da APRAM.
(In Jornal da Madeira)

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