quinta-feira, setembro 24, 2009

Vagas para enfermagem - Angra do Heroísmo 2ª Fase

7090Universidade dos Açores - Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo

9500 Enfermagem 33

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sexta-feira, julho 24, 2009

Provas de vinho


Na companhia do terceirense Luís Filipe Alves Barbosa, Técnico de Hotelaria, visitou o Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum Lda. a portimonense Ana Cecílio Estêvão Martins, estudante na Escola de Enfermagem no Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores.
Ao admirar o ambiente rural, a romântica jovem algarvia discorreu: “faz-me lembrar quando era criança, a Quinta de São Francisco, em Penina, que foi propriedade do Eng.º Celestino Alvo”. Era uma Quinta toda repleta de citrinos…”Ainda no território “Da Resistência” tiveram ocasião de degustarem o tranquilo “Donatário” e o generoso “Chico Maria”.

(in Bagos D'Uva)

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quarta-feira, julho 08, 2009

EM BUSCA DE OUTRAS OPORTUNIDADES - Novos enfermeiros optam por estrangeiro

Foi entre sorrisos e lágrimas de alegria que 55 novos enfermeiros receberam os diplomas do sétimo curso de licenciatura em Enfermagem da Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo – Universidade dos Açores (ESEnfAH-UAç), entregues, em cerimónia pública, no auditório desse estabelecimento de ensino.
Para trás ficaram quatro anos de trabalho, aprendizagens, experiências pessoais e profissionais, e muita folia no decorrer da formação académica, entre amigos, colegas, professores, e funcionários daquela instituição. Momentos especiais que, segundo os jovens recém-licenciados em Enfermagem, jamais serão esquecidos.

“É um dia que não queria que chegasse, pois já começo a sentir muita falta dos amigos que fiz aqui. Mas sinto-me feliz, uma vez que vou entrar numa nova etapa da minha vida”, confessa Helena Rute Almeida, natural de Fátima. A nova enfermeira pretende agora fixar residência em Lisboa, uma decisão tomada depois de cumprir três meses em estágio num hospital da capital. “Espero ter lá uma oportunidade de trabalho”, diz a jovem sobre as expectativas profissionais. “Os Açores ficam marcados no meu percurso como o local onde passei quatro anos fantásticos a estudar”, sublinha.
Diana Santos, da ilha Terceira, passou também por uma experiência profissional além-mar dos Açores. “O meu estágio foi cumprido na Holanda. E, por isso, decidi apostar no estrangeiro como início de carreira, sendo que ainda não escolhi o país”, revela. “Lá o sistema é melhor”, justifica a nova enfermeira, acrescentando, porém, que essa aposta seria “temporária”. “Depois de adquirir outros conhecimentos fora da região penso regressar à minha terra”.
Já o futuro de Hugo Bettencourt se perspectiva em território regional. O jovem, natural de Angra do Heroísmo, considerava seguir carreira nos Estados Unidos da América, no entanto a sua opção acabou por ser outra. “Aceitei uma proposta de trabalho em Angra”, afirma. “Mas se tivesse optado por trabalhar fora dos Açores não seria para sempre”, esclarece o novo enfermeiro, ao considerar-se “muito feliz” por ter concluído o curso superior. “Parece que não é verdade. Aos poucos é que vou tomando consciência que os estudos chegaram ao fim”.
À semelhança do colega, Emanuel Pires, também de Angra do Heroísmo, manifesta o seu contentamento por ter atingido mais uma meta na sua vida. “Sinto-me feliz por ter chegado até aqui, mas ao mesmo tempo estou realista face ao que poderei encontrar daqui para a frente”, considera, tendo em conta as eventuais dificuldades de emprego estável verificadas hoje em dia no nosso país. “Irei para onde existir boas possibilidades de trabalho”, diz o jovem, disposto a agarrar uma oportunidade noutro país da Europa ou da América.
Percurso diferente dos colegas teve Lesya Utechenko, da Ucrânia, casada e mãe de um filho. “Fiz equivalência de diploma em enfermagem”, revela a nova enfermeira, apesar de ter exercido a profissão no seu país durante mais de uma década. Actualmente, a emigrante ucraniana, a viver há cinco anos nos Açores com a sua família, domina a Língua Portuguesa, fruto do seu empenho em aprender o idioma. “Escrevo melhor do que falo, curiosamente”, confessa.
Sobre o amanhã não sabe onde poderá vir a trabalhar como enfermeira. Mas sabe, com certeza, que quer ficar em território nacional. “Estamos bem em Portugal. Espero ficar por aqui”.
Dos quatro anos a viver e reviver a vida académica, Lesya destaca a “boa relação com os colegas”. “Sinto em simultâneo alegria e tristeza. A primeira porque terminei os estudos, a segunda porque vou sentir falta de todos”, conclui.
Assim, na lista dos novos enfermeiros da ESEnfAH-UAç constam os nomes de: Adriana Azevedo, Alexandra Faria, Ana Júlia Silva, Andreia Carvalho, Bernardete Dinis, Carolina Messias, Catarina Saúde, Cláudia Gomes, Cláudia Baptista, Cláudia Nogueira, Cristina Couto, Débora Vieira, Diana Santos, Diana Melo, Diana Silva, Diana Pereira, Duarte Terra, Dúlia Alves, Elisabete Amorim, Elsa Rocha, Emanuel Pires, Esmeralda Oliveira, Fabiana Silva, Fábio Machado, Filipe Aguiar, Helena Almeida, Hugo Bettencourt, João Paulo Sousa, Lesya Utechenco, Lisete Jorge, Luís Oliveira, Maria da Conceição Rocha, Marília Machado, Marina Godinho, Marisa Vilas, Martha Esteves, Mónica Laureano, Nádia Rosa, Neuza Costa, Nuno Santos, Sara Linhares, Sara Silva, Simone Evangelho, Sofia Freitas, Sónia Fortes, Soraia Silveira, Sueli Freitas, Tânia Silva, Tânia Mendes, Telma Fernandes, Valéria Sousa, Valter Alves, Vera Guerreiro, Verónica Pereira, Wilson Medina.
Foram ainda distinguidas com bolsa de estudo por mérito: Mónica Laureano e Vera Rego.

(In A União)

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terça-feira, março 31, 2009

Novo imóvel no Pico da Urze -Enfermagem converte-se em Escola de Ciências da Saúde

A Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo (ESEnfAH) pretende instalar-se no Pólo universitário do Pico da Urze como Escola de Ciências da Saúde. O projecto preliminar para o novo imóvel foi entregue recentemente à Universidade dos Açores, aguardando agora pelo plano definitivo, bem como pelas garantias das verbas necessárias.

A transferência da Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo (ESEnfAH) para o pólo universitário do Pico da Urze acaba de formalizar mais um passo com a entrega, na semana passada, do projecto preliminar para a construção do seu novo imóvel no campus de Angra do Heroísmo.
O processo da nova infra-estrutura, denominada de “Edifício das Ciências da Saúde” será entregue agora ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) e ao Governo Regional para cabimentação orçamental, sendo estimado o seu custo em cerca de cinco milhões de euros.
Em declarações em jornal “a União”, o pró-reitor da Universidade dos Açores (UA), Alfredo Borba, referiu que a integração da escola vai trazer uma “maior racionalização” ao espaço académico.
A construção de instalações específicas para as Ciências da Saúde no interior do campus, irá, refere o projecto preliminar, permitir potenciar os recursos disponíveis e as sinergias existentes na Universidade quer ao nível do ensino e investigação, quer ao nível dos serviços de acção social escolar, bem como dinamizar o intercâmbio sócio-cultural que a integração propicia.
“Este edifício vai ser extremamente importante para o campus, porque vai trazer uma biblioteca polivalente com uma dimensão considerável, além de um anfiteatro para 250/300 pessoas”.
Apesar de o imóvel não estar programado para o campus do Pico da Urze, Alfredo Borba considera que o processo está a decorrer com normalidade, não reconhecendo existir atrasos na sua elaboração.
O presidente da ESEnfAH refere que o estabelecimento escolar vai converter-se em Escola de Ciências da Saúde, tratando-se de “uma reivindicação” porque, segundo Miguel Gomes, “a escola tem capacidade para formar outros técnicos que não só os enfermeiros, congregando o ensino politécnico e universitário”, recordando que, nesta matéria, a realização da pós-graduação em Gestão em Unidades de Saúde, da autoria da escola com mais de 35 pessoas, entre médicos, advogados, professores, enfermeiros.
Assim, além da Enfermagem, a escola estará apta para receber os preparatórios de Farmácia e Nutrição.

Novo edifício pronto em três anos

Após dar entrada no MCTES, o projecto preliminar será apresentado aos projectistas concorrentes, contendo todos os elementos de base para a realização de ulteriores estudos para a concretização dos projectos arquitectónicos e de outros do edifício em causa.
Alfredo Borba refere que depois de lançado o concurso público para a criação do projecto, processo que demorará cerca de um ano a concluir e mais seis meses para lançar, a construção do imóvel demorar cerca de ano e meio.
Ao todo, adianta o pró-reitor, todo o processo deve demorar três anos e meio.
Desde 1 de Janeiro de 2006 que a UA integra como sua unidade orgânica a ESEnfAH, promovendo a formação inicial e contínua de profissionais de saúde, nomeadamente, enfermeiros.
O projecto do campus do Pico da Urze, que remonta a 1995, que tem vindo a ser edificado na última década com diversas alterações, entra agora na fase final de estruturação física.
“Posteriormente, dois novos desafios vieram confrontar o programa anteriormente aprovado com uma realidade diferente, e para a qual as infra-estruturas concebidas se mostram já incapazes de responder de modo funcional, e compatível com o nível de excelência que deve pautar o Ensino Superior”, refere o projecto preliminar, referindo-se não só à integração da Escola de Enfermagem, como “ao aumento generalizado do número de alunos que, só no caso daquela Escola, ascende já a 279, estando previstos mais cerca de 60 quando se iniciarem os Mestrados de Gerontologia Social e os Preparatórios de Fisioterapia, em fase de preparação, quer ainda ao incremento de 30 docentes, 40 docentes convidados e 25 funcionários, que a integração da Escola implicou”.

Pólo com mil alunos

O Plano de Desenvolvimento apresentado pela UA de 2003 previa um total de 650 alunos de formação inicial (510 de Ciências Agrárias + 140 nas Ciências da Educação) e 148 de Pós-Graduação.
O director da ESEnfAH refere que neste momento a escola possui cerca de 400 alunos, além de 50 funcionários, pelo que o somatório da população discente aproximar-se-á dos mil estudantes, além dos docentes e pessoal não docente.
Ao referir as vantagens do novo edifício das Ciências da Saúde, o próprio relatório preliminar reconhece que existem valências no campus “a funcionar em condições precárias – caso da Biblioteca alojada em duas salas de aula do Complexo Pedagógico, e o Bar, em fase de acabamentos e já sub dimensionado para o próximo universo estudantil”.

Novo edifício

Com uma área bruta total de 4074 metros quadrados (2910 metros quadrados de área útil), o novo edifício vai ser dotado com dois tipos de salas de aula, duas com capacidade para 100 e 80 alunos respectivamente estruturadas em anfiteatro e quatro com capacidade para 35 e 20 alunos. As salas de aula ocuparão uma área total de 805 metros quadrados.
Entre os serviços e equipamentos que serão criados pelo Edifício das Ciências da Saúde e utilizados pela comunidade universitária, e abertos à sociedade terceirense, são destacados dois: um novo anfiteatro e a biblioteca do campus.
A componente teórico-prática da formação em Enfermagem vai exigir a criação de existência de quatro laboratórios de práticas de diferentes tipos: unidade de cuidados de saúde hospitalares (enfermaria – tipo, espaço aberto dotado de espaço cama, preparação de medicação, duche e sanita, simuladores de deslocação de utentes e zona suja); consultório de unidade de saúde de Cuidados de Saúde Primários (com anfiteatro, para 30 estudantes, localizado num dos extremos); duas salas inter-comunicantes, mas com a possibilidade de total isolamento, para a prática de técnicas de comunicação, além de anexo aos laboratórios.
(In Humberta Augusto - A União)

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segunda-feira, março 16, 2009

Intervenção do secretário da Saúde na abertura de novos cursos na Escola de Enfermagem de Angra

Texto integral da intervenção do secretário Regional da Saúde, Miguel Correia, na cerimónia de abertura, hoje em Angra, dos cursos de licenciatura da Escola de Suprior de Enfermagem de Angra Angra do Heroísmo:
“Os cursos que hoje se iniciam decorrem, antes de mais, da vontade, aqui bem manifesta, dos alunos e também de um acordo de cooperação assinado entre a então Secretaria Regional da Saúde, a Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa e a Universidade dos Açores.
É, portanto, redundante sublinhar a importância da sua realização. O protocolo é já a afirmação desse interesse.

E a presença do secretário da Saúde nesta sessão é a reafirmação do empenho do Governo dos Açores em prosseguir e alargar o âmbito formativo de todos os profissionais.
Poderá dizer-se que em particular na área da Saúde, já que é um sector que tem registado avanços significativos no campo científico e tecnológico.
Tais avanços têm uma influência directa no sucesso da prevenção e do combate às doenças e têm também uma influência directa na prestação do Vosso trabalho, daí que a actualização permanente do conhecimento seja para todos os alunos deste curso uma ambição mais do que legítima.
Para além de ganharem mais competências, que a nível pessoal resultarão necessariamente na Vossa valorização, também reunirão um conjunto de novos saberes, que aplicados à Vossa vida profissional, terão o efeito de melhorar a qualidade dos cuidados de saúde e assim potenciar o bem-estar de todos os Açorianos.
Quero por isso desejar-vos um bom trabalho, neste caso, um bom regresso ao ambiente académico.
Hoje é apenas mais uma etapa. Arranca aqui o 2º ciclo de sete cursos, num total de cerca de 80 alunos inscritos.É um orgulho para o Serviço Regional de Saúde ver os seus profissionais tão envolvidos no 2º ciclo de licenciaturas bietápicas, em tecnologias da saúde.
É por certo um orgulho também para a Universidade dos Açores ver a Escola de Enfermagem de Angra do Heroísmo com dinamismo, a tomar a dianteira nesta iniciativa.
O protagonismo que a Escola de Enfermagem aqui revela não passará ao lado dos Açorianos e contribuirá sem dúvida para que todos os profissionais do Serviço Regional de Saúde a reconheçam como academia de referência.
A formação na área da saúde é de resto uma preocupação do Governo Regional que reservou na proposta de plano 2009 a quantia de 1,15 milhões de euros para este fim.
Esta acção permitirá apoiar o conjunto dos bolseiros da Região, assim como a comparticipar financeiramente diversas iniciativas de formação com interesse para o Serviço Regional de Saúde, como é o caso deste 2º ciclo de licenciaturas bietápicas.
O investimento na livre formação dos profissionais de saúde é uma realidade no nosso território, apesar de disperso, e consubstancia-se também na equiparação a bolseiros aos profissionais pelas diversas entidades que compõem o Serviço Regional de Saúde.
Só em 2007 e 2008 foram atribuídas cerca de 30 bolsas, representando um investimento na ordem dos 450 mil euros.
Outra preocupação que hoje se coloca ao Serviço Regional de Saúde, e da qual gostaria de vos falar, tem a ver com a ética e com a humanização dos Serviços.
Todos nós sabemos construir uma casa, enquanto espaço espiritual. É importante que transportemos esse espaço para as urgências, para os internamentos, para os balcões de atendimento aos cidadãos.
A Ética é essencial para que a garantia e respeito pelos direitos fundamentais do cidadão, seja ele profissional ou utente do Serviço Regional de Saúde, se efectivem quando se prestam e quando se recebem cuidados de saúde.
A Humanização é basilar para que profissionais e utentes do Serviço Regional de Saúde sintam como seus os nossos hospitais e centros de saúde, e possam assim, quer uns quer outros, obter ganhos de motivação e bem-estar, essenciais ao sucesso da saúde perante a doença.
Numa altura em que crescem as exigências neste campo gostaria que este ponto viesse a ser reforçado na formação dos profissionais de saúde.
Desafio pois os que pretenderem enveredar por trabalhos de investigação, que se debrucem sobre esta área. Será certamente uma mais valia no conhecimento e consequentemente no desempenho do serviço Regional de Saúde moderno e actual que se pretende nos Açores.
A todos vós, Professores e Alunos, Bom Trabalho!”.
(In GACS)

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sábado, março 14, 2009

Erasmus

O estudante Branko Karnicnik da Universidade de Maribor na Eslovénia (Faculdade de Agricultura) que se encontra a frequentar, as mesmas disciplinas, no Campus de Ciências Agrárias de Angra do Heroísmo - Universidade dos Açores-visitou com a sua amiga Katja Vide aluna de enfermagem na Universidade de Maribor- Faculdade de Nursing ( Faculty of Health Sciece and Nursing) o Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum Lda.Estes simpáticos jovens demonstraram ter cumplicidade com a viticultura. Aliás, Branko já teve contacto directo com a agricultura na Faculdade (Slovenia) e Katja Vide, conhece bem a viticultura madeirense, quando frequentou a Universidade da Madeira, onde aprendeu o português.
(In Bagos D'Uva)

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quarta-feira, janeiro 21, 2009

PRECONIZA MIGUEL GOMES "Empreendorismo desenvolvido entre os estudantes de enfermagem"

Sónia Bettencourt - sonia@auniao.com

A Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo – Universidade dos Açores (ESEnfAH – UAc), completou 32 anos de existência (10 de Janeiro), assinalados no passado fim-de-semana, em simultâneo com as III Jornadas da Associação de estudantes dessa Escola.
O nosso jornal conversou com o presidente do conselho directivo da ESEnfAH – UAc, Miguel Gomes, que falou dos cursos, dos modelos de estudo, do sucesso académico e profissional, e das ambições de um estabelecimento de ensino superior que conta, actualmente, com 400 alunos, 26 docentes, e duas tunas: TAESEAH e Neptuna. A União (a U)– O “Empreendorismo na Enfermagem” foi o tema do programa das comemorações do 32º aniversário da ESEnfAH - UAc. No seu entender, os nossos profissionais de saúde, sobretudo os mais jovens, terão “espírito de iniciativa” para colocar esse conceito em prática?
Miguel Gomes (MG) – A pertinência da escolha da temática do Empreendedorismo é de elogiar, uma vez que é uma temática emergente que necessita de ser conhecida e desenvolvida nomeadamente entre os estudantes de enfermagem. Tivemos oportunidade de ouvir conferências de especialistas e docentes dessa área, e constatámos que os portugueses são muitas vezes acomodados às práticas existentes e temem o risco de novas actividades de novos desafios.
Mais do que espírito de iniciativa para promover actividades empreendedoras, julgo que os novos profissionais possuem uma capacidade de reflexão sobre a realidade que os levará a tentar inovar como estratégia de empregabilidade e também de satisfação das necessidades dos novos públicos alvo dos cuidados de enfermagem.
a U – Considera, então, o empreendorismo uma das “alternativas” mais eficazes para a garantia de trabalho, tendo em conta que os recém-licenciados não encontram facilmente lugar nas unidades de saúde públicas?
MG – Certamente os jovens têm de ter a consciência que já não é possível fazer um licenciatura ou outros cursos de 2º e 3º ciclo e procurar emprego junto de casa uma vez que os quadros das instituições de saúde da região estão quase preenchidos por profissionais muito jovens, o que levará ainda muito tempo para a sua renovação. Temos incentivado os estudantes a participarem em programas de mobilidade para o continente e estrangeiro de forma a tomarem contacto com outras realidades e onde as iniciativas empreendedoras são resultados evidentes porque satisfazem as necessidades das populações e porque criam emprego, riqueza e melhores cuidados em rede.
a U - Para onde se dirigem, actualmente, a maior parte dos jovens enfermeiros açorianos quando não encontram emprego na Região?
MG – As escolas possuem um contingente de 50% de vagas de estudantes que vêm do continente e da Madeira. A grande maioria desses regressa à origem, outros optam por ficar nas ilhas. Nos últimos anos alguns dos nossos jovens enfermeiros têm recebido proposta de emprego bastante aliciantes na Espanha, nas Canárias, temos um caso na Irlanda, alguns em Inglaterra.
a U - A ESEnfAH – UAc tem, neste momento, 400 alunos. Este número é superior aos valores registados nos últimos três anos?
MG – Desde 2000 que o número de estudantes da Escola e a tipologia de estudantes modificou-se. Por um lado houve a necessidade de aumentar o número de vagas de ingresso para a licenciatura, depois regressaram à escola todos os enfermeiros bacharéis para completarem um ano de estudos e ficarem com a sua licenciatura em enfermagem. No último ano foram todos os fisioterapeutas da região e ainda este ano virão todos os profissionais (em seis grupos distintos) que possuem o bacharelato adquirido em Escolas de Tecnologias da Saúde e neste ano de transição para o modelo de Bolonha vão adquirir o grau de licenciado. Este é o último grupo de profissionais que acede a este modelo de formação apoiado num protocolo com a Secretaria Regional da Saúde e a Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Instituto Politécnico de Lisboa.
a União - A taxa de sucesso é significativa? No contexto nacional, que atribuições se pode dar a esta Escola que acabou de completar 32 anos de existência?
MG – O modelo de formação em enfermagem baseia-se num modelo de formação tutorial onde docente, estudante e tutor (enfermeiro da prática profissional) possuem uma relação pedagógica próxima e muito aberta. Efectivamente o sucesso escolar é elevado. Temos o prazer de receber os jovens enfermeiros que regressam à ilha Terceira e que nos visitam e referem sentirem-se bem preparados para trabalhar em outras instituições do país ou estrangeiro; o retorno da informação dos empregadores é oficioso, mas garantem-nos que o nosso produto é de qualidade, com uma forte formação relacional e uma capacidade de reflexão sobre as práticas e adaptação a novas situações.
Para além da formação científica existe uma forte relação de amizade entre os estudantes e aqueles com quem se relacionaram com maior intensidade. E isso é demonstrado pelas amizades que mantemos com os jovens enfermeiros que num momento são formandos e depois de um período de integração profissional são colegas tutores na formação de novos enfermeiros.
Um recente estudo de investigação demonstrou que é na dimensão relacional que os estudantes de enfermagem desta escola adquirem mais competências.
a U - Que cursos e especialidades estão disponíveis nesta instituição de ensino superior, e que instrumentos de trabalho os alunos têm ao seu alcance?
MG – Este ano lectivo a escola possui em exercício o ciclo de estudos conducente ao grau de licenciatura em enfermagem; o Curso de Pós-graduação em Gestão de Unidades de saúde; e o curso de mediação familiar e mediação de conflitos. No decorrer do 2º semestre estão disponíveis 6 cursos das áreas das tecnologias da saúde para os profissionais que vão adquirir o grau de licenciados na sua área científica de exercício profissional e os cursos livres de Inglês, Alemão e Espanhol. Aguardamos que o Ministério faça o registo do Mestrado em Gerontologia Social, grau associado com mais quatro universidades portuguesas e espanholas e o Curso de Preparatórios de Fisioterapia.
Os estudantes estão sujeitos a um novo paradigma de formação denominado Processo de Bolonha onde existem várias modificações em relação ao modelo anterior, embora no ensino superior politécnico sejam menos evidentes. Como recursos possuem em primeiro lugar o seu próprio modelo de estudo, os docentes, o grupo de estudantes, o centro de documentação bem equipado com as bases de dados adequadas, todos os cursos estão implementados sobre a plataforma de e-learning Moodle.
Uma das maiores qualidades da especificidade da formação em enfermagem encontra-se na componente de ensino clínico que corresponde no mínimo a 50% da carga lectiva, o que permite ao estudante uma aquisição de competências gradual e consciente com o perfil de enfermeiro proposto pela Ordem dos Enfermeiros.
a U - Falou em outras ocasiões da ESEnfAH - UAc transitar para Escola Superior de Saúde. Essa vontade é muito antiga, no entanto espera, sem dúvida, que o desejo se concretize?
MG – O projecto de evolução para Escola Superior de Saúde possui alguns anos e alicerça-se na necessidade de um diversificação da oferta formativa na área da saúde. Novos clientes dos serviços de saúde estão a emergir, os padrões de saúde doença estão a modificar-se e torna-se necessária uma antecipação das instituições formadoras para que não existam lacunas nos cuidados de saúde prestados ou amadorismo nas práticas profissionais.
Não queremos repetir os modelos de formação de 1º ciclo que abundam pelo país a partir do ano 2000, mas sim criar possibilidades de formação pós-graduada e de 2º ciclo de modo a especializar os profissionais já existentes e a criar maior conhecimento uma vez que se deve basear essa formação em estratégias de investigação e de conhecimento das realidades específicas para a partir da evidências modificar os cuidados de saúde prestados.
a U - Que benefícios traria para os Açores enquanto região insular?
MG – Primeiro aumentava a oferta formativa, logo poderia captar novos públicos, mesmo vindo do continente.
Trazia mais conhecimento, melhorava as qualificações profissionais e promovia o trabalho em rede com outras instituições formativas e de saúde o que só beneficia as instituições insulares.
Em termos pragmáticos e institucionais traria mais estudantes à Universidade e à Escola, o que por si só é um indicador de avaliação e financiamento por parte da tutela.
a U - Entretanto, os órgãos internos da Universidade dos Açores serão todos reestruturados em breve. Como responsável desta Escola, que vantagens vai trazer o novo modelo de gestão e organização?
MG - A elaboração dos novos estatutos da Universidade foi um momento de reflexão interna bastante importante. Como é normal não se conseguiu alcançar todas as potencialidades que a nova legislação permitia. Contudo acredito que é uma oportunidade para reestruturar uma Universidade onde todos têm um papel participativo em que são chamados a desenvolver eticamente. Novos elementos irão desempenhar novos cargos de gestão administrativa científica e pedagógica, pelo que por si só corresponde a novas iniciativas, novos projectos e possivelmente a um novo paradigma. Esta Universidade possui um sistema binário de ensino superior, é insular, tripolar em estrutura de campus universitário que pela sua implementação em diferentes ilhas constituem pólos de desenvolvimento económico e social, além do científico e cultural que constituem a sua missão.
a U - Depois de “a casa arrumada” o desafio será as novas instalações? É urgente a mudança da Escola para a Universidade dos Açores, no Pico da Urze?
MG – Em saúde existem dois conceitos muito semelhantes: o emergente e o urgente. O emergente é imediato e o urgente é crucial que seja prestada assistência mas não se corre perigo de vida nas 24 horas seguintes. Utilizando essa metáfora considera-se que para a quantidade de estudantes que já possuímos, para os projectos apresentados e devido ao estado degradado de alguns espaços, torna-se urgente a construção de um edifício no Campus do Pico da Urze. Já existe uma proposta entregue há dois anos que tem sido alvo de atenção de arquitectos e engenheiros e em breve será apresentado à tutela. Faz parte do plano de campus universitário em Angra do Heroísmo a construção de um edifício, e com o evoluir rápido da construção dos dois edifícios que correspondem aos serviços de acção Social e o edifício interdepartamental estou confiante que brevemente se iniciará o edifício em falta.
a U - Até ao final deste ano todos os agrupamentos de Centros de Saúde terão no mínimo uma equipa de apoio domiciliário, no âmbito da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, segundo anunciou há dias a ministra da Saúde. O que pensa desta medida do Governo?
MG – É uma medida sensata e necessária, que deverá ser implementada também na região, uma vez que como já referi novos clientes e novos padrões de saúde doença vão emergindo e é junto das suas áreas de residência junto dos seus espaços socioculturais de origem que os utentes devem ter acesso à satisfação das suas necessidades de saúde. Já se iniciam experiências deste âmbito com grande satisfação para profissionais e utentes e seus familiares melhorando a qualidade de vida e a satisfação dos clientes dos serviços de saúde.
a U - Que outros modelos ou outras estratégias poderiam ser postas em prática para auxiliar os mais vulneráveis da sociedade, nomeadamente os idosos?
MG – Julgo que possuímos já inúmeras iniciativas junto das populações que devem ser analisadas e melhoradas. Os centros de dias são uma realidade de grande importância para a promoção de um envelhecimento activo.
a U - Como enfermeiro como é lidar com a vida e com a morte em simultâneo?
MG – O enfermeiro é o profissional de saúde que vive 24 horas em presença junto do indivíduo família e comunidade. O ciclo de vida é belo, recheado de singularidade e cada pessoa é única, por isso é sempre um desafio para o enfermeiro o encontro com o outro uma vez que o outro por si só tem uma história de vida única e irrepetível. Tanto nascer como crescer e desenvolver-se e por fim morrer são etapas do ciclo de vida que podem e devem ser vividas em plenitude com uma consciência da realidade e da unicidade da pessoa. Os enfermeiros possuem formação adequada e o dever deontológico e ético de se prepararem para satisfazer as necessidades de saúde e doença da pessoa em cada etapa, inseridos numa equipa interdisciplinar.

(In A União)

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quinta-feira, janeiro 15, 2009

III Jornadas da Associação de Estudantes da ESEnfAH – UAc “Empreendedorismo em Enfermagem”

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Recrutamento de profissionais de enfermagem

Suíça: recrutamento de profissionais de EnfermagemEmpresa de recursos humanos suíça, especializada no recrutamento de profissionais de Saúde, pretende recrutar diversos perfis na área da Enfermagem para diversos hospitais na Suíça francófona.Mais informação
Itália: recrutamento de Enfermeiro(a)s para hospitais públicos e privadosA GI Group, empresa de recursos humanos italiana, pretende, com o apoio da rede EURES, recrutar Enfermeiro(a)s para diversos hospitais (públicos e privados) em Itália.Candidatura: envio de Carta de Motivação + CV, em Italiano ou Inglês, e Cópia do Diploma / Certificado de Habilitações, para c/c teresa.evora@iefp.pt
Espanha: recrutamento de Enfermeiro(a)s para as CanáriasO grupo hospitalar espanhol Hospiten pretende recrutar enfermeiro(a)s para as suas 5 unidades hospitalares em Tenerife e Lanzarote.Candidatura: envio de Carta de Motivação, CV em Espanhol (com foto recente) e Cópia do Diploma para mailto:emargarida.rodrigues@iefp.ptMais informação:sobre esta oferta de empregosobre o grupo Hospitensobre o reconhecimento profissional de enfermeiro(a) em Espanha .

(In Oncare)

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segunda-feira, dezembro 22, 2008

Proposta do Ministério da Saúde para a Carreira de Enfermagem‏

A Lei nº 12-A/2008, de 27 de Fevereiro procedeu a uma alteração do enquadramento do trabalho subordinado na Administração Pública, estabelecendo um novo modelo de regimes de vinculação, de carreiras e de remunerações. A modalidade de relação jurídica de emprego público da generalidade dos actuais funcionários públicos passa a ser o contrato de trabalho em funções públicas, para a qual devem transitar todos os actuais funcionários e agentes. As diferenças mais significativas entre as duas situações – funcionário e contratado – resultam da importância atribuída ao contrato, enquanto acordo de vontades, como forma de constituição da relação jurídica de trabalho e à possibilidade de a regulamentaç&a tilde;o da situação jurídica ser feita através de acordo colectivo de trabalho. Esta situação implica ainda que as funções correspondentes às categorias da carreira sejam definidas com grande amplitude, com vista a permitir a adequação do trabalho a um posto de trabalho definido numa organização da Administração Pública. Estes princípios têm consequências ao nível dos diplomas das carreiras especiais. Em primeiro, a impossibilidade de serem regulamentadas em diploma legal todas as matérias, em virtude de existirem muitas matérias que devem ser remetidas para o acordo colectivo de carreira. Por outro lado, a definição ampla das categorias implica necessariamente um número menor de categorias, que só devem existir enquanto for possível encontrar deveres funcionais diferenciados. No caso concreto da carreira de enfermagem a questão coloca-se com muita pertinência, em especial para determinar em que medida existem funções diferentes que justifiquem a existência de uma carreira pluricategorial. Afigura-se que a existência de um nível de cuidados de enfermagem especializados, a que podem estar associados postos de trabalho que exigem capacidades de coordenação, implica a existência de, pelo menos, duas categorias, bem como cargos não inseridos em carreira para funções de gestão e assessoria mais complexas. Por outro lado, existem muitas matérias que devem ser reguladas pelo acordo colectivo de trabalho, entre elas, a questão do tempo de trabalho e dos suplementos e prémios de desempenho. Tanto quanto possível, na ausência de acordo colectivo de carreira, prevê-se a aplicação da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de Fevereiro e do Regime do Contrato de Trabalho em Funções Públicas. Assim: Nos termos do regime jurídico estabelecido pela Lei n.º12-A/2008, de 27 de Fevereiro, e nos termos da alínea c) do n.º 1 do artigo 198º da Constituição, o Governo decreta o seguinte:
Artigo 1.ºObjecto
O presente diploma define o regime legal da carreira especial de enfermagem, nos termos do artigo 41º da Lei 12-A/2008, de 27 de Fevereiro.
Artigo 2.ºÂmbito
1. O presente diploma aplica-se aos trabalhadores integrados na carreira especial de enfermagem cuja relação jurídica de emprego públicos seja constituída por contrato de trabalho em funções públicas no âmbito previsto no artigo 3º da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de Fevereiro.
2. O presente decreto-lei é também aplicável aos trabalhadores integrados na carreira de enfermagem cuja relação jurídica de emprego seja constituída por contrato individual de trabalho com as entidades públicas empresariais, nos termos do Acordo Colectivo de Trabalho a celebrar no prazo de 90 dias, a contar da data de publicação.3. O presente decreto-lei aplica-se nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, sem prejuízo das competências dos órgãos de governo próprios.
Artigo 3ºGrau de Complexidade Funcional
Nos termos da alínea c) do n.º 1 do Art. 44 da Lei 12-A/2008 de 27 de Fevereiro, a carreira especial de enfermagem é classificada como de grau 3 de complexidade funcional.
Artigo 4.ºCategorias
1. A carreira especial de enfermagem é pluricategorial e estrutura-se nas seguintes categorias:a) Enfermeiro;b) Enfermeiro sénior;
Artigo 5.ºDireitos e deveres profissionais gerais dos enfermeiros
1. Sem prejuízo dos deveres específicos decorrentes da respectiva categoria e do artigo 60.º da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de Fevereiro, os enfermeiros com contrato de trabalho em funções públicas devem respeitar, no exercício da sua actividade, os seguintes deveres:a) Adequar a sua actuação às necessidades de saúde das pessoas, tendo em conta os conhecimentos científicos e os níveis e qualidade legalmente exigidos ao exercício da actividade de enfermagem;
b) Respeita os direitos de personalidade dos utentes dos estabelecimentos de saúde, em particular, a sua dignidade e intimidade;
c) Prestar informação aos utentes, na medida dos seus conhecimentos e competências, com vista à obtenção do consentimento informado sobre os cuidados prestados;
d) Fazer um uso racional dos meios de tratamento e diagnóstico ao seu dispor, evitando a inadequada utilização dos mesmos;
e) Colaborar na organização de trabalho em equipa;
f) Assegurar, na medida em que lhe seja exigido, a necessária actuação interdisciplinar;
2. Os enfermeiros com contrato de trabalho em funções públicas têm autonomia técnica no âmbito do exercício das suas funções e das suas competências, sem prejuízo do especial de dever colaboração interdisciplinar e obediência às ordens e instruções dos superiores em matéria de organização de serviços.
Artigo 6.ºConteúdo funcional da categoria de enfermeiro
O conteúdo funcional da categoria de enfermeiro compreende as seguintes funções:a) Prestar cuidados de enfermagem;
b) Identificar, planear e avaliar os cuidados de enfermagem e efectuar os respectivos registos;
c) Participar nas acções que visem a articulação entre os diferentes níveis de cuidados de saúde; d) Realizar ou colaborar em estudos sobre problemas e práticas de enfermagem, visando a melhoria dos cuidados de enfermagem e utilizando os respectivos resultados;
e) Colaborar na formação realizada nas unidades de cuidados.
Artigo 7.ºConteúdo funcional da categoria de enfermeiro sénior
Para além das funções inerentes à categoria de enfermeiro, o conteúdo funcional da categoria de enfermeiro sénior compreende:a) Prestar os cuidados de enfermagem especializados no âmbito da especialidade que possui; b) Identificar, planear e avaliar os cuidados de enfermagem especializados que presta e efectuar os respectivos registos;
c) Estabelecer prioridades de intervenção no atendimento do doente em situação de urgência; d) Definir e utilizar indicadores que lhe permitam, assim como à equipa de enfermagem, avaliar, de uma forma sistemática, as mudanças verificadas na situação de saúde do utente (indivíduo, família, grupos e comunidade) e introduzir as medidas correctivas julgadas necessárias; e) Responsabilizar-se pela área de enfermagem, nas equipas multiprofissionais, no que diz respeito ao diagnóstico de saúde da comunidade e à consecução das intervenções de enfermagem dele decorrentes;
f) Promover, realizar e colaborar na formação do estabelecimento ou serviço;
g) Realizar ou colaborar em trabalhos de investigação em enfermagem, visando a melhoria dos cuidados de enfermagem;
h) Coordenar a prestação de cuidados de enfermagem, os respectivos recursos humanos de enfermagem e materiais numa determinada unidade organizacional, com o âmbito determinado pelo posto de trabalho atribuído.
Artigo 8.ºNível Habilitacional
1. O exercício de funções no âmbito da carreira especial de enfermagem depende da inscrição na Ordem dos Enfermeiros.
2. Os enfermeiros seniores devem estar reconhecidos pela Ordem dos Enfermeiros como especialistas.
Artigo 9.ºRecrutamento e transição de categoria
1. O recrutamento para as categorias da carreira especial de enfermagem é feito mediante concurso cujos trâmites são aprovados por portaria conjunta dos membros Governo responsáveis pelas áreas da Administração Pública e da Saúde.
2. No concurso são utilizados, isolada ou conjuntamente, os seguintes métodos de selecção:a) Avaliação curricular;
b) Entrevista de avaliação das competências exigíveis para o exercício da função;
Artigo 10.ºRemuneração base
A remuneração base dos enfermeiros da carreira especial de enfermagem corresponde ao valor atribuído às posições remuneratórias que constam do anexo I ao presente diploma, que dele faz parte integrante.
Artigo 11.ºPosições remuneratórias
1 - A categoria de enfermeiro tem ___ posições remuneratórias, constantes do anexo I ao presente decreto-lei, do qual faz parte integrante.
2 - A categoria de enfermeiro sénior tem ___ posições remuneratórias, constantes do anexo I.3 - A mudança de posições remuneratórias faz-se nos termos dos artigos 46º e 47º da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de Fevereiro, tendo em conta o sistema de avaliação de desempenho dos enfermeiros, previsto no artigo seguinte.
Artigo 12.ºDuração do trabalho
1. O período normal de trabalho dos enfermeiros é de 35 horas semanais.
2. Os enfermeiros podem trabalhar a tempo parcial com um período normal de trabalho de 24 horas semanais.
3. Por acordo entre o órgão máximo de gestão do estabelecimento ou serviço e o enfermeiro pode ser estabelecido um período normal de trabalho até 42 horas de trabalho semanais.
4. O acordo a que se refere o número anterior pode ser denunciado, por qualquer das partes, com um aviso prévio de sessenta dias.
5. Nos casos de trabalho a tempo parcial ou de acordo para a prestação de um período normal de trabalho até 42 horas a remuneração é fixada proporcionalmente, de acordo com o valor hora calculado nos termos do Regime do Contrato de Trabalho em Funções Públicas.
Artigo 13.ºCargos específicos de gestão
1. Apenas os enfermeiros seniores podem exercer cargos específicos de gestão ou assessoria especializada previstos na organização interna dos estabelecimentos e serviços de saúde.
2. O exercício das funções previstas no número anterior é cumprido em regime de comissão de serviço, com duração não superior a três anos, renováveis por iguais períodos, e dá lugar a um suplemento remuneratório a fixar em diploma próprio.
Artigo 14.ºPeríodo experimental
O período experimental para os contratos de trabalho em funções públicas dos enfermeiros cuja actividade contratada corresponda à prática de cuidados de enfermagem é de 180 dias.
Artigo 15.ºSistema de Avaliação de Desempenho Adaptado
Na ausência de acordo colectivo de carreira, a adaptação do Sistema de Avaliação do Desempenho da Administração Pública para a carreira de enfermagem consta de portaria conjunta dos ministros responsável áreas das finanças e da Administração Pública e da Saúde.
Artigo 16.ºAcordos colectivos de trabalho
As normas legais, gerais e especiais, reguladoras da carreira de enfermagem podem ser afastadas por instrumento de regulamentação colectiva de trabalho, salvo quando delas resultar o contrário, quanto às seguintes matérias:a) Actividade sindical e serviços mínimos;
b) Duração e organização do tempo de trabalho;
c) Suplementos remuneratórios e prémios de desempenho;
d) Adaptação do sistema de avaliação de desempenho;
e) Formação contínua e em serviço.
Artigo 17ºTransições para as categorias
Os actuais enfermeiros nomeados definitivamente em categoria da carreira de enfermagem aprovada pelo Decreto-Lei nº 437/91, de 8 de Novembro, integram, sem mais formalidades, a carreira prevista no presente diploma nos seguintes termos:a) Enfermeiros e enfermeiros graduados, passam a deter a categoria de enfermeiros;
b) Enfermeiros especialistas, enfermeiros chefes e enfermeiro supervisor, passam a deter a categoria de enfermeiro sénior.
Artigo 18.ºDisposição final
O disposto no presente diploma não prejudica a aplicação do regime previsto no Decreto-Lei n.º 298/2007, de 22 de Agosto.
Artigo 19.ºNorma revogatória
É revogado o Decreto-Lei n.º 437/91, de 8 de Novembro.
Artigo 20.ºEntrada em vigor
O presente diploma entra em vigor no dia 1 de Janeiro de 2009.
(In Oncare)

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sábado, dezembro 20, 2008

Enfermagem e Autoconceito

Realizam-se no dia 3 de Janeiro, pelas 14 horas, no pólo de Angra do Heroísmo, as provas de Mestrado em Educação requeridas pelo licenciado Rogério Miranda Vieira.
As provas serão avaliadas por um Júri presidido (por designação do Reitor) pela Doutora Maria Manuela Dias Silva Raposo, professora coordenadora da Escola Superior de Enfermagem da Universidade dos Açores, sendo vogais os Doutores Maria Lisete Borges de Meneses Parreira de Bruges, professora coordenadora da Escola Superior de Enfermagem da Universidade dos Açores, Pedro Francisco González, Francisco José Rodrigues de Sousa e Ana Margarida Moura de Oliveira Arroz, todos professores auxiliares da Universidade dos Açores.
As provas constarão da discussão pública, com crítica e defesa, de uma dissertação intitulada Enfermagem e Autoconceito.

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quarta-feira, setembro 24, 2008

Bolonha põe em causa cursos de enfermagem

Devido ao Tratado de Bolonha, os alunos que estão a tirar Enfermagem correm o risco de não verem o ser curso reconhecido pela Ordem, o que os vai impedir de exercer a profissão.
A partir do corrente ano, a licenciatura em Enfermagem é adaptada ao modelo europeu do ensino superior.Os alunos vão ter a mesma formação, mas as competências com que saem para o mercado de trabalho, vão ser diferentes.A inserção de Enfermagem no Tratado, está a levantar dúvidas. O curso é o único que, com o modelo europeu de ensino superior permanece com 4 anos lectivos.A Universidade dos Açores garante que a formação vai ser a mesma, mas, segundo o quadro legal, as competências vão ser diferentes: o recém-licenciado em Enfermagem está impedido de ser autónomo.A Presidente do Conselho Científico da Escola Superior de Enfermagem de Ponta Delgada, Maria Leonor Raposo, afirma que apenas os cursos de segundo ciclo dotam os alunos para serem autónomos, como é, por exemplo, o caso de Medicina. A Enfermagem pertence ao lote de cursos de primeiro ciclo o que não confere a autonomia exigida pela Ordem dos Enfermeiros.

E, a Ordem dos Enfermeiros é clara: não reconhece o curso de Enfermagem das Escolas de Angra e de Ponta Delgada e caso o curso continue da mesma forma, não há título de enfermeiro para ninguém.Por sua vez, o Sindicato reage com um lamento à nova legislação.O sindicalista Francisco Branco afirma que os novos enfermeiros vão ser meros executantes.Se o curso não fôr colocado no rol dos cursos de segundo ciclo, a solução é cumprir um mestrado que, não sendo integrado no ensino oficial, tem um custo superior ao de uma licenciatura - acrescenta Francisco Branco, do Sindicato de Enfermeiros dos Açores.

(In Bárbara Almeida / Carlos Tavares RTP-RDP Açores)

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segunda-feira, julho 14, 2008

Erasmus - Alunas da Suécia em Enfermagem

Através do Programa Erasmus frequentaram a Escola Superior de Enfermagem, Universidade dos Açores, quatro jovens suecas. Aproveitando uma folga visitaram vários pontos de interesse da ilha Terceira, nomeadamente a Paisagem não Classificada da Cultura da Vinha nos Biscoitos e o Museu do Vinho da Casa Agrícola Brum Lda.
(In Bagos D'Uva)

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quinta-feira, julho 10, 2008

Enfermagem - Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo

Enfermagem
Universidade dos Açores - Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo


Endereço e Contactos do Estabelecimento
Canada dos Melancólicos 9701-878 Angra do Heroísmo
Tel: 295204400
Fax: 295217627
ESEnfAH@ESEnfAH.pt
Características do Estabelecimento/Curso
Código: 7090/9500
Grau: Licenciatura - 1º ciclo
Duração: 8 Semestres
ECTS: 240
Concurso: Nacional
Vagas para 2008/2009: 55
Tipo de Ensino: Ensino Superior Público Politécnico
Provas de Ingresso
Um dos seguintes conjuntos:
02 Biologia e Geologia (B)
18 Português ou 07 Física e Química (F)
18 Português ou 07 Física e Química
Classificações Mínimas
Nota de Candidatura: 95 pontos
Provas de Ingresso: 95 pontos
Fórmula de Cálculo
Média do secundário: 65%
Provas de ingresso: 35%
Preferência Regional
Percentagem de vagas: 50
Área de Influência: R. A. Açores
Outros Acessos Preferenciais
Percentagem de vagas: 20
Cursos com acesso preferencial:
P309 Animador social /técnico de desenvolvimento
P389 Animador sociocultural
P392 Animador sociocultural/desporto
P393 Técnico adjunto de saúde
P396 Técnico auxiliar de infância
P456 Animador sociocultural/organização e planeamento
P458 Animador sociocultural/assistente de geriatria
P459 Animador sociocultural/assistente familiar
P461 Animador sociocultural/técnico psicossocial
P462 Técnico de animação sociocultural
P558 Animador social
P559 Animador social/assistente de geriatria
P560 Animador social /organização e planeamento
P570 Animador social /técnico psicossocial
P588 Técnico de animação social e desportiva
P634 Animador social/assistente familiar

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domingo, julho 06, 2008

Pós-graduação em Controlo de Infecção e Saúde

A elevada prevalência de infecções no contexto actual dos cuidados de saúde e o seu impacto na qualidade de vida dos indivíduos, tornam este tema uma questão relevante em saúde pública, cuja gestão e tratamento se revestem de elevada complexidade onde a necessidade da intervenção em equipa multidisciplinar se alia à necessidade da realização de investigação e de melhorar as práticas para as adequar ao conhecimento existente.
As doenças infecciosas estão dispersas mundialmente e são a maior causa da morbilidade infantil contribuindo decisivamente para a mortalidade. A maior mobilidade das populações permite uma maior dispersão de vectores e veículos de transmissão de doenças infecciosas de forma significativa. Também a elevada taxa de mutações, quer entre bactérias quer entre vírus contribuiu para um aumento na variedade de doenças infecciosas que atingem diferentes populações.


A melhoria dos cuidados de saúde promoveu o acesso de um maior número de indivíduos às unidades hospitalares o que propicia o contacto entre os profissionais de saúde e os diferentes utentes com um grande número de hospedeiros infectados. Isto justifica o aumento das infecções nosocomiais, que tanto preocupa as entidades internacionais de saúde, existindo actualmente guidelines para o procedimento em contexto hospitalar com vista à diminuição destas infecções adquiridas nas instituições de saúde.
Por outro lado, o aumento das resistências aos antibióticos dificulta o controlo das infecções bacterianas, as mais frequentes, evidenciando mais uma vez a importância da prevenção quando
se pretende controlar a disseminação de infecções.

(In Ordem dos Enfermeiros)

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sexta-feira, julho 04, 2008

Entrega de diplomas do 6º CLE da Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo

O Conselho Directivo da Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo-UAÇ, realiza hoje, dia 4 de Julho/08, pelas 14:00 horas no Auditório da ESEnfAH, uma cerimónia de Entrega de Diplomas do 6º Curso de Licenciatura em Enfermagem. A cerimónia é aberta ao público.

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quarta-feira, junho 25, 2008

Bárbara Moniz : Enfermeira e fadista

Bárbara Moniz de 25 anos é natural Água de Pau, S. Miguel, Açores.
Canta fado desde os 13 anos, incentivada pala família por serem todos músicos e por haver em casa videos de fado. Desde cedo se notou nela uma veia fadista.
Viveu em Angra do Heroísmo quatro anos, onde "tirou" o curso de enfermagem, na Escola Superior de Enfermagem(Universidade dos Açores).
Tem actuado em diversas ilhas do Arquipélago açoriano e na Ilha da Madeira.


(In Bagos D'Uva)

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sábado, junho 14, 2008

Angra quer ter Escola Superior de Saúde

A Escola Superior de Enfermagem de Angra quer transformar-se em Escola de Superior de Saúde.É uma forma de alargar o leque de cursos a ministrar.
Com o novo estatuto, a escola deixará de poder formar apenas enfermeiros.Ficam abertas as portas a cursos de Radiologia, Análises Clínicas e Farmácia, esclarece o director Luís Miguel Gomes.

(In RDP/RTP Açores)

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sábado, junho 07, 2008

Açores ajudam Cabo Verde a criar licenciatura em enfermagem

Os Açores vão ajudar Cabo Verde a por em prática uma licenciatura em enfermagem. O projecto será liderado pela Escola de Enfermagem de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores.
Não é a primeira vez que esta escola desenvolve projectos com Cabo Verde. Um desses projectos foi um estudo desenvolvido no Serviço de Pediatria do Hospital Agostinho Neto sobre crianças internadas em consequencia de quedas na construção civil. Essa investigação concluiu que o tratamento dessas crianças custou 1,4 milhões de euros em 2008.
(In Rafael Cota, RDP-Açores)

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domingo, junho 01, 2008

Investigação Científica em Enfermagem : Mais cooperação entre Açores e Cabo Verde

O secretário regional Adjunto do Vice-Presidente considerou que o II Congresso Internacional de Investigação Científica em Enfermagem (ICE), realizado no último fim-de-semana em Cabo Verde, constituiu um “exemplo bem sucedido de cooperação” entre os Açores e o arquipélago cabo-verdiano. Na cerimónia de encerramento do encontro, que reuniu mais de 200 congressistas, Carlos Corvelo felicitou os parceiros participantes no projecto por terem sido alcançados todos os objectivos propostos. O secretário regional realçou o facto de o próximo Programa Transnacional 2007-2013 prever um eixo específico para a cooperação com terceiros países. Destacando a importância dos protocolos assinados entre a Região e a República de Cabo Verde, o governante salientou o facto de a União Europeia ter instituído uma parceria especial com aquela república africana, o que permitirá disponibilizar apoios financeiros para futuros projectos de cooperação. O ICE, projecto do INTERREG III-B, Açores, Madeira, Canárias de que a Escola Superior de Enfermagem de Angra do Heroísmo é chefe de fila, englobou uma parceria com a Escola de Enfermagem Manuel Olímpio de Santiago (Cabo Verde) um e recebeu um financiamento de cerca de 350 mil euros do FEDER.

(in Correio dos Açores)

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