quarta-feira, novembro 26, 2008

A Escola Inclusiva nos Açores

Na primeira parte do telejornal da RTP-Açores, faz-se uma análise da Escola inclusiva nos Açores, com depoimento de pais, docentes e da Investigadora do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, Professora Letícia Leitão.


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segunda-feira, setembro 22, 2008

Ciclo de conferências sobre a União Europeia

Um ciclo de conferências sobre a União Europeia decorre, a partir da próxima semana, em onze escolas secundárias dos Açores.


Promovidas pelo Governo Regional, em conjunto com a Universidade dos Açores, estas conferências/debate, que decorrem entre a próxima segunda-feira e o dia 07 de Outubro, em oito ilhas, seguem-se a um miniciclo de encontros que decorreu, nos meses de Maio e Junho, nas ilhas de São Miguel e Terceira. O relacionamento da Região com as instituições europeias, o estatuto de uma região autónoma e ultraperiférica da União Europeia e as políticas e exemplos concretos da acção da União Europeia na Região são alguns dos temas a abordar nestes encontros. Nestas conferências vai estar igualmente em debate a actuação das entidades regionais junto das instituições europeias e em organismos de cooperação inter-regional, bem como as parcerias com as outras regiões ultraperiféricas. No âmbito desta campanha, são também fornecidas a todos os jovens do ensino secundário informações sobre programas específicos na área dos estudos universitários e da mobilidade profissional relacionados com a União Europeia. Com estas iniciativas, o Governo Regional pretende promover a divulgação do trabalho das instituições e das políticas da União Europeia e transmitir o contributo que os Açores dão quer para o seu fortalecimento, quer para que a União Europeia cumpra os objectivos a que se propõe. A primeira conferência tem lugar na Escola Básica e Secundária da Madalena do Pico, na segunda-feira. Segue-se a Escola Básica e Secundária de São Roque, também naquela ilha, na terça-feira, dia 23. Na próxima semana são ainda realizadas conferências nas Escolas Básicas e Secundárias da Calheta e das Velas, na ilha de São Jorge (24), assim como na da Graciosa (25).Na próxima semana decorrem sessões na Escola Secundária Manuel de Arriaga (Faial), Escola Básica e Secundária das Flores, Escola Básica Integrada Mouzinho da Silveira (Corvo) e Escola Básica e Secundária de Santa Maria.O ciclo de conferências sobre a União Europeia termina a 07 do próximo mês, dia em que são realizadas duas sessões na Escola Secundária Antero de Quental, em Ponta Delgada.

(In Diário Insular)

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sábado, junho 14, 2008

Angra quer ter Escola Superior de Saúde

A Escola Superior de Enfermagem de Angra quer transformar-se em Escola de Superior de Saúde.É uma forma de alargar o leque de cursos a ministrar.
Com o novo estatuto, a escola deixará de poder formar apenas enfermeiros.Ficam abertas as portas a cursos de Radiologia, Análises Clínicas e Farmácia, esclarece o director Luís Miguel Gomes.

(In RDP/RTP Açores)

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quarta-feira, dezembro 26, 2007

Escola Inclusiva nos Açores

Os educadores de infância e professores do 1.º Ciclo do ensino básico regular açorianos continuam a manifestar grande cepticismo em relação ao modelo da “Escola Inclusiva”. Esta é uma das principais conclusões de uma tese de doutoramento em Educação, especialidade de Necessidades Educativas Especiais, defendida recentemente por Maria Letícia Henriques Leitão, no pólo de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores. Intitulado “Inclusão de alunos com necessidades educativas especiais - atitudes dos educadores de infância e dos professores do 1.º ciclo do ensino básico da Região Autónoma dos Açores”, o estudo teve como base um inquérito realizado a 804 educadores de infância e professores do 1.º ciclo do ensino básico, regular, especial e de apoio educativo, que representam 47 por cento dos docentes do arquipélago. O trabalho resulta de um investigação num contexto de mudança dos sistemas educativos nacional e regional, em que o modelo da “Escola Inclusiva” surge como um movimento inovador, subjacente a uma nova concepção de escola, que impõe o reconhecimento geral da educabilidade de todas as crianças. Neste contexto, Maria Letícia Henriques Leitão pretendeu inquirir as atitudes dos educadores de infância e dos professores do 1º ciclo do ensino básico das nove ilhas do arquipélago face à prática da inclusão dos alunos com necessidades educativas especiais. Complementarmente, procurou saber se os educadores de infância e os professores do 1.º Ciclo do ensino básico apoiam a inclusão enquanto princípio filosófico e estão dispostos a implementar práticas educativas inclusivas, se existem diferenças entre as atitudes dos docentes do ensino regular, de educação especial e de apoio educativo, se a formação académica destes agentes educativos condiciona a implementação da educação inclusiva e ainda se a sua experiência docente surge associada a atitudes distintas face à inclusão. Os resultados sugerem, na linha de pesquisas anteriores, que os docentes de ensino regular continuam a apresentar maiores resistências do que os docentes de educação especial face à inclusão. De acordo com o trabalho, somente os docentes de educação especial apresentam atitudes clara e marcadamente pró-inclusivas; os restantes mostram-se cépticos em relação à sua implementação no contexto actual. A precariedade dos recursos, dos apoios educativos, a escassez de equipas multidisciplinares, a falta de formação na área e o tamanho da classe foram os principais condicionantes da implementação de uma escola inclusiva apontados pelos inquiridos.

Os resultados revelam, por outro lado, que se verificam efeitos nas atitudes dos docentes perante este modelo em função da formação inicial e, particularmente, da formação complementar em necessidades educativas especiais. Também de acordo com pesquisas anteriores, as conclusões sugerem ainda que a experiência lectiva reforça as atitudes positivas face à inclusão. A pesquisa vem, assim, sinalizar a necessidade de concepção e implementação de dispositivos formativos, no sentido de promover, junto de toda a comunidade educativa, atitudes e práticas mais positivas face à inclusão.

O MODELO

A “Escola Inclusiva” prevê a inclusão dos alunos com necessidades educativas especiais no sistema comum de ensino, em todos os seus graus. Na opinião de Maria Letícia Henriques Leitão, este era “um tema que se impunha”. “A ‘Escola Inclusiva’ é um movimento internacional que se tem alargado a todo o mundo e ao qual Portugal e os Açores, no caso concreto, também já aderiram”, refere, sublinhando, no entanto, que “havia algumas dúvidas de que o sistema estivesse a ser implementado na prática”. A psicóloga não tem, no entanto, dúvidas de que este seja o melhor modelo de ensino. “Todas as crianças têm direito a estar na escola”, refere, sublinhando que “uma criança com surdez ou paralisia cerebral poderá ter necessidades educativas especiais, tal como as poderão ter alunos provenientes de um bairro social carenciado ou filhos de imigrantes do Leste da Europa, por exemplo”. “Está provado que este é o melhor método de ensino, mas são precisas estratégias específicas para a sua implementação e, nesse sentido, a formação dos professores”, defende. Quanto às vantagens para as crianças ditas normais da inclusão na sala de aula de alunos portadores de deficiências ou com dificuldades de aprendizagem, Maria Letícia Henriques Leitão destaca a aprendizagem de “valores como a solidariedade e a diferença”. Realça, no entanto, que “é preciso cuidado para que os alunos com necessidades educativas especiais não perturbem o ritmo escolar dos restantes”. “Para isso, são necessárias equipas multidisciplinares, pois a principal lacuna sente-se não ao nível material, mas humano, assim como professores e educadores especializados em Necessidades Educativas Especiais”, conclui.

(In DI Revista)

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segunda-feira, novembro 26, 2007

Interessar os jovens de hoje é mais dificil do que outrora

O Dr. Aurélio Fonseca, antigo Secretário Regional da Educação e professor na Escola Básica e Secundária Padre Jerónimo Emiliano de Andrade afirma, no âmbito das actividades levadas a cabo pelo Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores na Semana Nacional da Ciência e Tecnologia, que é mais difícil agora do que outrora, interessar os jovens de hoje pelas questões da ciência e tecnologia.
Diário Insular (DI)- A Universidade dos Açores promoveu até ao domingo passado, a Semana da Ciência e Tecnologia que previa a realização de dezenas de conferências que tiveram que ser canceladas por falta de interesse das escolas e do público em geral. Como se explica que em plena sociedade do conhecimento seja cada vez maior o desinteresse por este tipo de iniciativas?

Aurélio Fonseca (AF)-Não creio, pela diversidade de iniciativas que, ao longo do ano lectivo, são levadas a cabo numa escola secundária como a Jerónimo Emiliano, que estabelece, com êxito, parcerias com as mais diversas entidades e especialistas, que haja desinteresse por esse tipo de iniciativas, especialmente no âmbito da Ciência e da Tecnologia. São, pelo contrário, bem-vindas e acolhidas com empenho e agrado generalizado pela comunidade educativa.

DI-Considera que da parte da comunidade educativa a que está ligado deveria haver maior motivação para participar nesse tipo de iniciativas, que estão alicerçadas na experiência educativa e científica da Universidade dos Açores?

AF-Temos mantido com o Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores um óptimo e profícuo relacionamento, procurando tirar o maior partido da enorme mais-valia que representa a sua existência e conceituada actuação entre nós. Pela parte que nos diz respeito, termos dado oportunidade de, no espaço de tempo em questão, se realizarem as conferências que cá tiveram lugar, demonstra que a Escola está atenta à oferta e, pelos vistos ao arrepio de outras escolas e do público em geral, até tem correspondido minimamente às solicitações que lhe são presentes.

DI-Nas conferências que se realizaram no âmbito da Semana da Ciência e Tecnologia foi notório o desinteresse de grande parte dos alunos em relação aos conteúdos apresentados pelos docentes da Universidade dos Açores. A que se deve esse desinteresse dos mais novos pelos temas relacionados com a ciência?

AF-De entre os 2600 alunos que a Jerónimo Emiliano alberga, cerca de 1400 são alunos do ensino básico, distribuídos por 47 turmas. O maior ou menor interesse, atenção e comportamento dessa enorme heterogeneidade de discentes leva a que, por vezes, existam grupos de 4 ou 5 turmas, que são chamadas a participar nessas iniciativas, que sejam mais ou menos aplicadas e interventivas. Não se deve é generalizar que os mais novos não se motivam por estas temáticas, pois temos muitos casos que atestam o contrário, nomeadamente o ganhar o galardão e a bandeira do Eco-Escolas ou o participar activamente nos programas Eurolifenet ou Escola, Ambiente e Vida.

DI-Qual a estratégia que as escolas devem adoptar para motivar os alunos para esse tipo de temáticas?

AF-A motivação passa nomeadamente pela actualidade dos temas, pela linguagem utilizada, adequada ao nível etário, de competências e de conhecimentos dos alunos, pelo recurso às tecnologias da informação e da comunicação e, sobretudo, pela necessidade dos docentes terem sempre presente que os jovens de hoje têm um acesso imediato, global e multifacetado a todo o tipo de saber e de saber-fazer, razão pela qual, às vezes, não estão tão atentos como se verificava com as gerações anteriores, para quem os professores e os livros constituíam a principal fonte de informação e de transmissão de conhecimentos.

(In Diário Insular)

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