sexta-feira, dezembro 05, 2008

Responsabilidades pela falta de água em Angra

Os deputados do PSD eleitos pela ilha Terceira pediram hoje "responsabilidades" à secretaria regional do ambiente e do mar relativamente "aos graves constrangimentos da falta de água em Angra do Heroísmo", realçando "o incumprimento dos objectivos previstos no plano regional da água (PRA) – aprovado em 2003 -", nomeadamente "a falta de monitorização dos recursos hídricos e as medidas de protecção às origens da água na ilha".
Para os social-democratas é "urgente saber que comentários merece da tutela toda esta situação, inadmissível em pleno século XXI, e vivida em Angra do Heroísmo", considerando que a mesma "tem criado danos fatais à população e empresas do concelho", pelo que querem saber "o que vai a secretaria regional fazer a esse nível", refere um requerimento enviado esta manhã à assembleia legislativa.
Segundo os parlamentares, o executivo deve esclarecer "se houve algum contacto com o município de Angra, no sentido de pôr em prática o PRA" e se foi "enviada documentação para auxiliar na gestão e planeamento dos investimentos a realizar na área dos recursos hídricos", isto sabendo-se que ambos os concelhos da ilha Terceira "têm sido sujeitos a graves constrangimentos com problemas no abastecimento de água desde Junho".
Recordando que, "em Outubro de 2003 o governo adjudicou, por 170 mil euros, um estudo sobre a gestão e abastecimento da água na região", então para "dar orientações sobre a forma como de dirigir os investimentos no sector" - e cujo prazo de elaboração "era de seis meses" -, o PSD solicita "as conclusões desse estudo e a divulgação das medidas tomadas em sequência do mesmo", esclarecem.
No tocante a "apurar responsabilidades" a missiva laranja não se fica por aqui, já que "também a secretaria regional das obras públicas e equipamentos deve ter a noção dos danos causados pelas obras na via Vitorino Nemésio", estrutura onde "a falta de planeamento e coordenação com a autarquia angrense", nomeadamente "na identificação das condutas que atravessam o local", levou "a múltiplas rupturas que determinaram o desperdício de elevadas quantidades de água", explicam.
Clélio Meneses, Carla Bretão e António Ventura querem igualmente saber "que tipo de licença foi atribuída à pedreira em actividade na zona do Cabrito" e "se foram exigidos registos dos rebentamentos", pedindo ao governo "dados sobre a licença de exploração da pedreira em causa, com enfoque nas obrigações a cumprir", uma vez que a actividade daquela unidade "é aventada como causadora de danos no subsolo".
Os deputados também se referem ao "descrédito das supostas explicações" do estudo encomendado pela autarquia angrense para apurar as razões da falta de água, já que "dados do instituto de meteorologia e do Prof. Eduardo Brito – Universidade dos Açores - afastaram a falta de chuva como causa", pois "confirmam padrões de comportamento considerados normais ao nível da pluviosidade em 2007/2008", levantando a questão de "as interrupções verificadas nos meses de Junho e Julho terem sido causadas pelas obras na via rápida", concluem.

(In Canal de Notícias dos Açores)

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quarta-feira, dezembro 03, 2008

A dança da chuva

Na passada sexta-feira estive presente num debate/colóquio integrado na "Semana da Ciência" do C.I.T.A.- Centro de Investigação de Tecnologias Agrárias dos Açores, onde a temática abordada girou à volta das condições (ou não...) que terão originado a falta de água que os consumidores da Terceira vivem há cerca de três meses e meio (ou mais...).
Uma plateia não muito extensa, mas abrangente nas suas condições civis, ouviu ser dada voz ao conhecimento de três docentes do "campus" de Angra da Universidade dos Açores - Eduardo Brito, Félix Rodrigues e Cota Rodrigues -, qualquer um deles com outras funções públicas e políticas sobejamente conhecidas, uma especialista em geologia - Emília Novo -, e ainda dois colaboradores do grupo de trabalho de Eduardo Dias, este um especialista na vegetação regional. Um simples link à reportagem do evento - pela jornalista do "Diário Insular", Vanda Mendonça - dá bem para perceber a conclusão geral que os presentes puderam tirar das diferentes comunicações, pois foi clara a afirmação sustentada de considerar o ano climático de 2007/2008 como um período normal em termos da pluviosidade registada em Angra do Heroísmo, isto segundo dados do Instituto de Meteorologia que Eduardo Brito mostrou e explicou. Assim sendo, e ou muito me engano, esta provação faz cair por terra, ou correr ribeira abaixo, a primeira razão apontada pelo especialista Lopo Mendonça, contratado pela autarquia no sentido de apurar o que foi levando ao problema da falta de água no concelho. Sem grandes explicações, até porque este é um tema que tem passado ao lado da maioria dos terceirenses - ou até porque vivo próximo do Hospital de Angra e nunca as torneiras me falharam desde Agosto...- deixo apenas três breves notas sobre a conversa que acabou por juntar velhos colegas e conhecidos do corpo docente da Terra-Chã anterior à onda rosa de 1996.
a) A falta de registos de vária ordem no tocante à Pedreira que labora junto à nascente do Cabrito fazem-me pensar numa alusão do agora Secretário do Ambiente e do Mar - feita no final da sessão - às "erupções de 1761" e à sua importância na formação da enorme cobertura à lagoa subterrânea que terá originado o aquífero basal da ilha. Apenas porque não ouvi nenhuma alusão sua "às explosões e rebentamentos de 2008"...
b) A precipitação oculta parece ser uma grande bandeira relativamente às dúvidas que subsistem sobre a água da ilha lilás. Não haverá ainda tanta outra coisa oculta à volta destas andanças?...
c) Um fórum científico não será, de todo, o espaço ideal para explicações políticas sobre responsabilidades e partilha de conhecimentos entre a tutela - no caso, a autarquia de Angra - e um estabelecimento de ensino superior. Mas, no caso das comunicações levadas a cabo (e a peito...) pelos diferentes intervenientes, senti clara no ar a assumpção de que santos de casa bem teriam valido mais para apurar a fase inicial de um problema que, presumo, está bem longe do fim...

(In Porto das Pipas)

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terça-feira, dezembro 02, 2008

Biodiversidade terrestre dos Açores - O efeito Hippo

Integrada na Semana da Ciência e Tecnologia 2008, do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, decorreu na Escola Francisco Ornelas da Câmara, na Praia da Vitória, duas palestras sobre a "Crise da Biodiversidade dos Açores" proferidas pelo Professor Paulo Borges. Assistiram a essa palestras, coordenadas pela Mestre Ana Vilela, 230 alunos dos 7º, 8º e 9º anos de escolaridade dessa Escola.
As ilhas oceânicas constituem ecossistemas de grande importância para o estudo da evolução e ecologia dos organismos terrestres e marinhos. O elevado número de espécies endémicas torna as ilhas Macaronésicas (especialmente dos Açores, Madeira e Canárias), conjuntamente com a zona Mediterrânica, parte de um dos 26 “Hotspots” de Biodiversidade do planeta. A diversidade de espécies dos Açores é muito inferior à dos arquipélagos vizinhos da Madeira e Canárias, mas nem por isso deixa de incluir um conjunto de endemismos e um património genético únicos, de elevado valor patrimonial. A biodiversidade constitui o alicerce para a existência de solos férteis, uma agricultura sustentável, florestas de produção equilibradas e disponibilidade de alimentos (e.g. pesca). A diversidade de organismos terrestres do arquipélago dos Açores é de cerca de 4498 espécies e subespécies. Um total de 420 taxa terrestres são endemismos do arquipélago Açoriano (ou seja, apenas ocorrem nestas ilhas).
Após a colonização pelo Homem à cerca de 550 anos atrás, deu-se início a um processo gradual de ocupação do território que teve como consequência uma alteração substancial da ocupação do solo original do arquipélago então dominada por florestas e por zonas húmidas. Assim a área actual de floresta nativa dos Açores corresponde a uma fracção muito reduzida da área de cada ilha estando mesmo ausente nas ilhas Graciosa e Corvo e muito fragmentada nas ilhas de S. Jorge, Faial e São Miguel. Estudos recentes do Grupo da Biodiversidade dos Açores (ver http://www.angra.uac.pt/gba/main.html e ainda publicações disponíveis no Portal da Biodiversidade dos Açores - http://www.azoresbioportal.angra.uac.pt/) apontam para que a área actual disponível não seja o suficiente para resistir à invasão por espécies exóticas, colocando assim em causa a sobrevivência das populações de espécies endémicas.
O efeito HIPPO constitui o conjunto dos factores que mais contribuem para a crise na Biodiversidade:
• H – Perca de Habitats
• I – Espécies Invasoras
• P – Poluição
• P – População Humana em crescimento
• O – Exploração dos Recursos exagerada (Overharvesting)
Para os Açores consideramos como critico o controle de espécies invasoras com particular ênfase para a conteira Hedychium gardneranum em várias ilhas dos Açores e a hortênsia Hydrangea macrophylla na ilha das Flores. Em particular a conteira ou roca-de-velha constitui neste momento a ameaça mais séria para a biodiversidade terrestre dos Açores. Há que investir a todo o custo na sua erradicação em zonas em que está gradualmente a penetrar na Floresta Nativa e em que ainda é possível o seu controle.
Uma forma de promover a biodiversidade dos Açores será através do Portal da Biodiversidade dos Açores - http://www.azoresbioportal.angra.uac.pt/).
Uma política sustentável em termos de Conservação da Natureza para os Açores implica a implementação de uma estratégia de “Mosaico Adaptativo”. Neste cenário os ecossistemas à escala regional são o cerne da actividade política e económica. Com base neste cenário é incrementado o papel das economias de cada uma das ilhas. Um bom exemplo pela positiva é a dinamização económica nas ilhas mais pequenas (Flores, Graciosa e Corvo). O “Mosaico Adaptativo” implicará uma política para as ilhas pequenas direccionada para a diminuição dos impactos provocados pelas actividades associadas à monocultura da vaca e criação de mecanismos promotores de um turismo ecológico. Nas ilhas de S. Miguel (Pico da Vara; Graminhais; Lagoas), Santa Maria (Pico Alto), São Jorge (Topo) e Faial (Caldeira) deveremos considerar a implementação de planos de gestão rigorosos de forma a diminuir os impactos das actividades humanas em zonas críticas para a preservação de uma fracção muito importante da Biodiversidade dos Açores.

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segunda-feira, dezembro 01, 2008

Ainda a Água

"O ano climático de 2007/2008 foi um ano normal em termos da pluviosidade registada em Angra do Heroísmo, revelam dados do Instituto de Meteorologia (IM) apresentados ontem por Eduardo Brito de Azevedo, do Centro de Clima, Meteorologia e Mudanças Globais da Universidade dos Açores, num colóquio sobre o problema da falta de água no concelho angrense promovido pelo estabelecimento de ensino superior açoriano.Recorde-se que a falta de chuva foi uma das causas apontadas pelo hidrogeólogo Lopo Mendonça para a falta de água no concelho de Angra, num estudo encomendado pela autarquia angrense e realizado no mês de Setembro." in Diário Insular. Ninguém se entende sobre as causas da seca na Terceira, a CMAH encomenda estudos que dizem uma coisa, a UAÇ diz outra. Por questões de independência da UAÇ sou levado a confiar mais nos seus estudos, também porque a instituição desde sempre registou grande conhecimento e atenção pelo problema da água.
Entretanto, quem fica atónico é o cidadão angrense que a cada estudo e a cada opinião fica mais difícil perceber de quem é a responsabilidade e continuam sem água nas torneiras. Continuo sem perceber a passividade da opinião pública e dos órgãos de comunicação social, se a situação acontece-se numa qualquer vila do continente o problema abria telejornais e havia cabeças a rolar... Pior, é saber que a sociedade civil angrense não se mobiliza, falta água não se mexem, pergunto, o que é necessário acontecer para os angrenses e em geral os terceirenses abrirem os olhos?
(In -In Concreto)

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Chuvas intensas, via-rápida, furos geotérmicos e arroteias

O aumento das chuvas intensas, as obras na via-rápida, a realização de furos geotérmicos e as arroteias (transformação de zonas florestais em pastos) foram algumas das causas apontadas para a falta de água no concelho de Angra, no colóquio promovido ontem pela Universidade dos Açores no Campus de Angra do Heroísmo, na Semana da Ciência e Tecnologia.
Segundo Francisco Cota Rodrigues, especialista em recursos hídricos, “há uma relação directa entre a precipitação e o caudal dos aquíferos suspensos, que têm uma capacidade de armazenamento muito baixa, da ordem de dias”. “Em períodos muito longos de precipitação, esses caudais desaparecem”, explicou. O especialista referiu, por outro lado, que os problemas verificados num dos furos do aquífero dos Cinco Picos deveu-se à entrada em funcionamentos dos três furos situados a sul “muito mais cedo”, como consequência de perdas provocadas pelas obras da via-rápida. Acrescentou ainda que “todos os furos geotérmicos realizados na Caldeira do Guilherme Moniz, na zona do Cabrito, intersectaram lençóis de água subterrânea, uma vez que são compatíveis com a sua quota”. A diminuição da precipitação oculta provocada pelas arroteias em zonas florestais e turfeiras foi outra das questões abordadas no colóquio.
(In Diário Insular)

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domingo, novembro 30, 2008

Apresentações e debates sobre a falta de água no Concelho de Angra do Heroísmo

Realizou-se, na passada Sexta-feira, integrada nas Comemorações do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores da Semana da Ciência e Tecnologia 2008, uma sessão de apresentação de dados e possíveis interpretações para a falta de água verificada neste Verão passado, no Concelho de Angra do Heroísmo, a que se seguiu um debate.
Esta actividade contou com o apoio do Centro de Investigação em Tecnologias Agrárias dos Açores, Centro do Clima, Meteorologia e Alterações Climáticas e Núcleo Regional da Associação Portuguesa de Recursos Hídricos.
A sessão, coordenada pelo Professor João Madruga, contou com a presença do Professor Álamo de Meneses, naquela que é a primeira participação pública do novel Secretário Regional do Ambiente e do Mar.
Estiveram presentes ainda a Presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, Drª Andreia Cardoso, a responsável pelos Serviços Municipalizados da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, Drª Sofia Couto, autarcas, deputados, alunos e público em geral.
O Professor Eduardo Brito de Azevedo, primeiro interveniente, após uma apresentação dos dados da precipitação dos últimos 120 anos, classificou os diferentes anos em secos, normais e húmidos. De acordo com este especialista, 2008, cai na categoria dos anos normais, com valores de precipitação acumuladas muito próximas da média. A temperatura mais elevada, poderia ter contribuído para uma aumento da evapotranspiração, todavia, o cálculo da evapotranspiração real, demonstra que essa perda é pouco significativa. Assim sendo, justificar a falta de água no Concelho de Angra do Heroísmo por este dois factores, revela-se pouco adequado.
O Professor Félix Rodrigues, apresentou de forma pictórica as anomalias da precipitação e da temperatura, relativamente às normais climatológicas, para 2008. Este investigador concorda com a análise anteriormente apresentada, referindo que até Junho de 2008, a sua interpretação coincide, no entanto, há desvios mais acentuados em Junho, Julho e Agosto que levam a colocar a hipótese de influência climática nos caudais das nascentes. No que se refere à temperatura, os valores médios mensais estiveram todo o ano acima das normais climatológicos, e apesar desse aumento das temperaturas mínima, média e máxima, não contribuir grandemente para a evapotranspiração real, contribuíu certamente para uma diminuição da precipitação oculta.
"Os nevoeiros na ilha, tem uma importância não desprezável na recarga dos aquíferos". Estes formam-se normalmente quando a diferença de temperatura do ar e do ponto de orvalho é inferior a 2,8ºC. As temperaturas elevadas nos meses de Abril, Maio, Junho e Julho, no interior da ilha, reduziram a quantidade de precipitação interceptada pela vegetação. Entendeu também que a escassez de água em Angra do Heroísmo, tem uma explicação multifactorial, relacionada com aspectos climáticos que precisam ser investigados, como por exemplo a forma como choveu, se intensamente ou chuva fraca e sua distribuição ao longo do dia, com os consumos, que apesar do consumo doméstico em 2008 ter sido ligeiramente inferior relativamente aos anos anteriores, não se sabe os gastos de água associados às grandes obras da via rápida da ilha, nem se sabe as perdas relacionadas com os sucessivos acidentes de ruptura das grandes condutas de água, que ocorreram também nas obras da via rápida. Uma análise dos sismos de 2008, tanto da sua intensidade como dos seus epicentros, não indiciam possibilidade de fractura do impermen dos aquíferos.
O Professor Francisco Cota Rodrigues, apresentou em resenha o estado actual do conhecimento hidrogeológico da ilha Terceira, nomeadamente os comportamentos da água nos estratos geológicos da ilha, os vários tipos de aquíferos existentes, suspensos e basal, os diferentes tipos de captação realizados ao longo dos séculos, como poços, poços de maré, captação de nascentes e furos de captação tanto de aquíferos suspensos como do aquífero basal.
Este investigador apresentou as áreas mais prováveis para a recarga de nascente na ilha, dando ênfase às nascentes do cabrito e do nasce-água.
Para Cota Rodrigues, a maioria das nascentes da ilha Terceira tem caudais muito baixos, tornando-se difícil a sua captação, sendo muito poucas aquelas que tem caudais elevados e que faz com que seja efectivamente eficaz, em termos económicos a sua captação.
Referiu ainda que a precipitação oculta tem grande importância na recarga de aquíferos, especialmente no Cabrito e Nasce-Água.
Os furos de captação de aquíferos suspensos deverão ser bem estudados, entendendo ser necessário que alguns captem o aquífero basal.
A Doutora Emília Novo, do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, levantou um vasto conjunto de questões que teriam que ser estudadas para dar uma resposta cabal a esse problema. Acentuou que os aquíferos pequenos, como o caso do Cabrito, são muito vulneráveis à estiagem, possuindo comportamentos imprevisíveis. Considerou que aí a precipitação oculta poderá desempenhar um papel importante na recarga e a forma como choveu tem efectivamente importância na recarga desse mesmo aquífero.
Os dados da precipitação dos últimos anos não apresentam uma tendência clara de modo a se poderem relacionar com alterações climáticas, mas, apesar disso, devem ser devidamente acompanhados porque podem indiciar tendências futuras.
A evapotranspiração real, de facto não foi incrementada até porque as plantas optimizam a "gestão das águas" abrindo e fechando os estomas para regular a perda de água. Referiu que o estudo desse fenómeno é importante no contexto das alterações climáticas.
De acordo com esta investigadora, se o Cabrito é vulneravel à estiagem, o aquífero basal é vulneravel à salinização. Tanto um tipo de exploração como outro necessita de ser monitorizado.
No que se refere à recarga artificial de aquíferos, defendeu que não se deverá avançar para essa solução porque, tal como referido por Cota Rodrigues, o tempo de permanência da água nesses aquíferos é reduzido, o que corresponde a não armazenamento eficaz. Haverá que conhecer muito bem a estrutura dos aquíferos e o seu volume para que tal solução seja eficaz.
O Engº Dinis Pereira, do Gabinete de Ecologia Vegetal do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, apresentou os principais resultados do estudo da distribuição das turfeiras de Sphagnum na ilha Terceira referindo a importância dessas turfeiras na retenção de água na ilha e na regulação de caudais de nascentes. Referiu ainda os impactos que estão associados a arroteias de zonas húmidas na disponibilidade de água na ilha.
Apresentou as principais áreas da ilha sensíveis em termos de arroteias e apresentou estimativas para a avaliação da precipitação oculta nessas zonas.
A Engª Cândida Mendes, explicou a formas como o Sphagnum, acumula água, classificou os vários tipos de turfeiras existentes na ilha e quantificou a quantidade de água que foi perdida numa arroteia realizada nas proximidades das Furnas do Enxofre. Afirmou ser possível a recuperação de zonas húmidas na Terceira e deste modo regular a disponibilidade hídrica. A água armazenada na turfeira arroteada, que exemplificou, era superior à capacidade da Lagoa artificial do Cabrito.

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Precipitação em Angra do Heroísmo com Níveis Normais

O ano climático de 2007/2008 foi um ano normal em termos da pluviosidade registada em Angra do Heroísmo, revelam dados do Instituto de Meteorologia (IM) apresentados ontem por Eduardo Brito de Azevedo, do Centro de Clima, Meteorologia e Mudanças Globais da Universidade dos Açores, num colóquio sobre o problema da falta de água no concelho angrense promovido pelo estabelecimento de ensino superior açoriano. Recorde-se que a falta de chuva foi uma das causas apontadas pelo hidrogeólogo Lopo Mendonça para a falta de água no concelho de Angra, num estudo encomendado pela autarquia angrense e realizado no mês de Setembro.Tendo por base estatísticas do IM sobre a precipitação verificada nos últimos 113 anos em Angra do Heroísmo, Eduardo Brito de Azevedo adiantou que “o ano climático de 2007/2008 (Janeiro de 2007 a Agosto de 2008) insere-se nos anos normais em termos de precipitação, com 1.024 mililitros por metro quadrado, ou seja, 91 por cento da precipitação normal em termos médios”.Segundo disse, “apesar de, no mesmo período, se terem registado menos dias de precipitação (172 contra 185 de média), as chuvas intensas foram superiores ao normal, com mais 10 mililitros por metro quadrado”. Eduardo Brito de Azevedo sublinhou ainda que “o ano de 2007/2008 está próximo dos valores normais em termos de precipitação, sobretudo quando comparado com 1992, 1992 e 1998, que foram anos considerados secos”.Em relação à evapotranspiração - cujo eventual aumento era outra das hipóteses apontadas para a descida do nível dos caudais das nascentes -, Eduardo Brito de Azevedo sublinhou que “apesar de, na primeira metade de 2008, a temperatura ter estado ligeiramente acima da média, a evapotranspiração real caiu logo a seguir ao início do défice hídrico”.
No que diz respeito à zona do Cabrito em particular - onde se situa o principal aquífero da ilha Terceira -, dados referentes aos últimos oito anos permitem concluir que “2008 (Janeiro a Agosto) apesar de não estar numa posição muito favorável está dentro da normalidade expectável”, referiu.J á no que concerne à precipitação registada nos últimos dez anos, Eduardo Brito de Azevedo adiantou que foi “superior ao normal”. Também na última década, “o ano de 2007/2008 não é um ano que fuja à normalidade”, acrescentou. Por último, relativamente à nascente da Nasce Água, salientou que “o ano de 2008 não foi aquele que apresentou caudais mais baixos”.
Por seu lado, Félix Rodrigues, docente da Universidade dos Açores, defendeu a necessidade de estudos aprofundados sobre o eventual impacto do aumento da temperatura na forma como chove e na precipitação oculta e, por conseguinte, na recarga das nascentes. Considerou igualmente importante apurar a quantidade de água gasta na construção de infra-estruturas como a Via-rápida Vitorino Nemésio, assim como eventuais fracturas no aquífero do Cabrito, provocadas não por sismos, mas por “outras movimentações” eventualmente registadas naquela zona.
(In Diário Insular)

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quinta-feira, novembro 27, 2008

Crise Hídrica nos Açores

"A crise hídrica nos Açores", pelo professor Cota Rodrigues, é o título da palestra que vai decorrer sexta-feira, dia 28 de Novembro, na Escola Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade, em Angra do Heroísmo.
A palestra insere-se na Semana da Ciência e da Tecnologia 2008 do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores.

Na quinta-feira, dia 27 de Novembro, organizado pelo Departamento de Ciências Exactas, da Escola Francisco Ornelas da Câmara na Praia da Vitória, e coordenada pela Mestre Ana Vilela, decorrerá a conferência intitulada "A crise da Biodiversidade", proferida pelo professor Paulo Borges. Entretanto, realizou-se no dia 24 de Novembro, Dia Nacional da Cultura Científica, na Escola Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade, uma pequena palestra sobre "Crise ambiental e alterações climáticas globais" proferida pelo professor Félix Rodrigues.Nessa palestra, organizada pela professora Clarina Rodrigues, foi dada ênfase às emissões de gases com efeito de estufa, que desestabilizam o clima. Nos Açores, em média, cada casa açoriana emite cerca de 1,34 toneladas de dióxido de carbono por ano. Se associarmos as emissões de metano e óxido nitroso produzidos pela agro-pecuária e pelo menos uma viagem familiar de férias por ano fora da região, cada família açoriana emitirá em média 15 toneladas de dióxido de carbono equivalente por ano. Nesse contexto, o papel de cada um de nós no aquecimento global é próximo do verificado nos países industrializados.

No dia 25, realizou-se na mesma Escola, uma palestra proferida pelo Professor Miguel Ferreira e orgnizada pela Professora Helena Correia, sobre o Prémio Nobel da Física de 2008.

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quarta-feira, novembro 26, 2008

Prémio Nobel da Física de 2008 explicado na Semana da Ciência e Tecnologia

Decorreu, na Escola Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade, uma palestra do Professor Miguel Ferreira, sobre o Prémio Nobel da Física de 2008, integrada nas comemorações do Campus de Angra do Heroísmo da Semana Nacional da Ciência e Tecnologia de 2008.
O Prémio Nobel da Física de 2008 foi concedido a M. Kobayashi dos Estados Unidos da América e a T. Maskawa eY. Nambu do Japão pelas suas contribuições para a compreensão da constituição da matéria.

Apesar de muitos considerarem que o corpo de conhecimentos da Física é substancial, conhece-se por exemplo, apenas 4% do Universo e sobre os restantes domínios do conhecimento sabemos ainda muito pouco. Para percebermos o Universo necessitamos de conhecer o "muito pequeno" para podermos extrapolar comportamentos para o "muito grande". Em termos de conhecimento científico esperam-nos ainda grandes descobertas e surpresas.
No modelo "standard" desenvolvido nos anos 70 considerou-se existirem 3 famílias de leptões e 3 famílias de quarks. A necessidade da existência de 3 famílias foi prevista teoricamente pelos laureados. O top quark só foi descoberto apenas em 1995.
Existe na natureza um número relativamente elevado de partículas fundamentais como o protão, neutrão ou electrão. Bariões e mesões não são partículas fundamentais mas constituídos por quarks. A cada quark corresponde um antiquark. Os mesões são formados por um quark e um antiquark. Os bariões são formados por três quarks. Existem quarks de vários tipos (sabores) up, down, etc... e muitas outras combinações provavelmente existirão. No mundo da física ainda há partículas por descobrir. Pode-se brincar um pouco com isso afirmando-se que "se um físico soubesse o nome de todas as partículas não seria físico mas botânico".
Na física a simetria existe, pois toda a partícula tem uma antipartícula.
Em Física as partículas e as suas propriedades são descobertas por detectores em grandes aceleradores de partículas, como o do CERN onde os protões serão acelerados até 99.99999999 % da velocidade da luz.
Na Quinta-feira, dia 27 de Novembro, organizado pelo Departamento de Ciências Exactas, da Escola Francisco Ornelas da Câmara na Praia da Vitória, e coordenada pela Mestre Ana Vilela, decorrerá a conferência intitulada "A crise da Biodiversidade", proferida pelo Professor Paulo Borges.
No dia 28 de Novembro, decorrerá, na Escola Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade, uma palestra proferida pelo Professor Cota Rodrigues, com o tema "A crise hídrica nos Açores".
Nessa tarde também se realizará, no auditório do Pico da Urze da Universidade dos Açores, um fórum debate sobre a escassez de água na ilha Terceira.
No dia 30, pelas 21:00H, organizada pelos "Os Montanheiros" decorrerá, na sede desta associação, uma palestra proferida pela Profª Maria de Lurdes Enes, intitulada "Tesouros Subterrâneos: Potencialidades da Biodiversidade microbiana dos tubos de lava dos Açores". Esta palestra integra-se nas comemorações dos 45 anos da Associação anteriormente referida.

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terça-feira, novembro 25, 2008

Tesouros naturais subterrâneos dos Açores

Realiza-se no dia 30 de Novembro, pelas 21:00H, uma palestra proferida pela Profª Maria de Lurdes Enes, na Associação os Montanheiros, à Rua da Rocha, em Angra do Heroísmo, intitulada "Tesouros Subterrâneos: Potencialidades da Biodiversidade microbiana dos tubos de lava dos Açores".
Esta palestra integra-se na comemoraçõa dos 45 anos da Associação "Os Montanheiros" e é ministrada no último dia da Semana da Ciência e Tecnologia.
A Organização da palestra esteve a cargo da Associação anteriormente referida.
(In Os Montanheiros)

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Crise ambiental e alterações climáticas globais

Realizou-se ontem, 24 de Novembro, Dia Nacional da Cultura Científica, na Escola Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade, uma pequena palestra sobre "Crise ambiental e Alterações Climáticas Globais" proferida pelo Professor Félix Rodrigues na turma do 9ºH.
Nessa palestra, organizada pela Professora Clarina Rodrigues, foi dada ênfase às emissões de gases com efeito de estufa, que destabilizam o clima.
Nos Açores, em média, cada casa açoriana emite cerca de 1,34 toneladas de dióxido de carbono por ano. Se associarmos as emissões de metano e óxido nitroso produzidos pela agro-pecuária e pelo menos uma viagem familiar de férias por ano fora da região, cada família açoriana emitirá em média 15 toneladas de dióxido de carbono equivalente por ano. Nesse contexto, o papel de cada um de nós no aquecimento global é próximo do verificado nos países industrializados.

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sábado, novembro 22, 2008

Universidade dos Açores promove palestras nas escolas

Na semana da Ciência e Tecnologia, que se realiza de 24 a 30 de Novembro, o Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores vai discutir as múltiplas faces da “crise”, incluindo a falta de água no concelho de Angra do Heroísmo.
A Universidade vai oferecer às Escolas Secundárias da Terceira e à população em geral uma dezena de palestras sobre as várias faces da crise, em domínios científicos distintos.
Em simultâneo, segundo nota do Departamento de Ciências Agrárias, será organizado um debate, aberto ao público, com a participação de especialistas locais e nacionais, políticos e profissionais da área dos recursos hídricos sobre a crise da falta de água no concelho de Angra do Heroísmo. Este debate é, no entender da Universidade, um “contributo para a resolução de um problema local”.
A crise, segundo os investigadores universitários, pode ser definida como “uma fase de perda, ou uma fase de substituições rápidas. Esta pode ser teorizada tanto na economia, como na agricultura, física, ambiente ou outras tantas áreas do saber”.
A crise da agricultura está relacionada com uma “agricultura ineficiente”, da falta de competitividade ou de impactos ambientais negativos.
Por seu turno, a crise ambiental pode ser associada às alterações climáticas globais sendo importante estabelecer medidas quer de mitigação quer de adaptação às consequências dessa crise numa lógica de "ciência da sobrevivência". Contudo, uma crise de recursos naturais “será pior do que uma crise económica”, pois “os impactos que lhe estão associados são muito mais nefastos ao homem e à sua sobrevivência”.

Crise da água nas palestras

A realização das palestras, está dependente do número de interessados, que deverão solicitá-las previamente pelo email solegelo@gmail.com, ou pelo telefone da Universidade. Segundo a informação do Departamento, as palestras tanto poderão ser realizadas nas escolas (a seu pedido) ou no Anfiteatro universitário do Pico da Urze.
A palestra “crise ambiental – Alterações Climáticas Globais” será proferida pelo professor Félix Rodrigues e realizar-se-á no dia 24 de Novembro, pelas 10h15 na Escola Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade.
Cota Rodrigues abordará a crise hídrica nos Açores e a crise da biodiversidade será abordada pelo investigador Paulo Borges.
A “Sobrepesca: um misto de crise e de políticas erradas” ficará a cargo de João Pedro Barreiros, a crise económica e financeira será o tema da palestra de Tomáz Dentinho e a “crise da mecânica clássica: Prémio Nobel da Física 2008 – o Mecanismo da quebra espontânea de simetria na Física subatómica”, pelo professor Miguel Ferreira.
Serão ainda proferidas palestras sobre a crise na restauração (Maria da Graça Silveira); a “Ética e Biotecnologia” (Moreira da Silva); a gripe das aves e a crise na avicultura (José Estevam de Matos) e a crise de produção de ovinos nos Açores (Henrique Rosa).
Paralelamente será realizado, no dia 28 de Novembro, entre as 14 e 17 horas, um fórum-debate sobre a problemática da falta de água na ilha Terceira, sob a Coordenação de João Madruga e com a participação dos professores Eduardo Brito de Azevedo, Félix Rodrigues, Cota Rodrigues e Eduardo Dias. Esta iniciativa conta ainda com a presença do secretário Regional do Ambiente e do Mar, Álamo de Meneses. Neste debate participarão ainda vários membros do Governo açoriano, um membro da Associação Portuguesa de Recursos Hídricos, um investigador de outra Universidade Portuguesa e autarcas de Angra do Heroísmo e Praia da Vitória.
Este fórum debate conta com o apoio do Centro de Investigação em Tecnologias Agrárias dos Açores, do Centro do Clima, Meteorologia e Mudanças Globais, Secção Regional da Associação Portuguesa de Recursos Hídricos e Fórum Açoriano.
O fórum-debate está aberto ao público em geral, será realizado no Anfiteatro do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores (não necessita de inscrição prévia).
(In A União)

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sexta-feira, novembro 21, 2008

Semana da Ciência e Tecnologia


A crise pode ser definida como uma fase de perda, ou uma fase de substituições rápidas. Esta pode ser teorizada tanto na economia, como na agricultura, física, ambiente ou outras tantas áreas do saber.
A crise da agricultura está relacionada com una agricultura ineficiente, da falta de competitividade ou de impactos ambientais negativos.
A crise ambiental pode ser associada às alterações climáticas globais sendo importante estabelecer medidas quer de mitigação quer de adaptação às consequências dessa crise numa lógica de “ciência da sobrevivência”.
Uma crise de recursos naturais será pior do que uma crise económica, pois os impactos que lhe estão associados são muito mais nefastos ao homem e à sua sobrevivência.
Nesta semana da Ciência e Tecnologia, o Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores pretende discutir as múltiplas faces da crise oferecendo às Escolas Secundárias da ilha Terceira e à população em geral, um conjunto de 11 palestras sobre as várias faces da crise, em domínios científicos distintos. Paralelamente será organizado um debate aberto ao público, com a participação de especialistas locais e nacionais, políticos e profissionais da área dos recursos hídricos sobre a crise da falta de água no Concelho de Angra do Heroísmo, como contributo para a resolução de um problema local.
A Realização dessas palestras, está dependente do número de interessados, que deverão solicitá-las previamente pelo email: solegelo@gmail.com, ou então pelo telefone 295204540. As palestras tanto poderão ser realizadas nas Escolas, a seu pedido, como no Anfiteatro do Pico da Urze da Universidade dos Açores.
As palestras disponibilizadas são:

A crise ambiental – Alterações Climáticas Globais pelo Prof. Félix Rodrigues. Esta palestra realizar-se-á no dia 24 de Novembro pelas 10:15 na Escola Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade.
A crise Hídrica nos Açores, pelo Prof. Francisco Cota Rodrigues.
A crise da biodiversidade, pelo Prof. Paulo Borges.
Sobrepesca: um misto de crise e de políticas erradas, pelo Prof. João Pedro Barreiros.
A crise económica e financeira, pelo Prof. Tomaz Dentinho.
A crise da mecânica Clássica: Prémio Nobel da Física 2008 – o Mecanismo da quebra espontânea de simetria na Física subatómica, pelo Prof. Miguel Ferreira.
HPCC e a crise na restauração, pela Profª.Maria da Graça Silveira.
Ética e Biotecnologia, pelo Prof. Fernando Moreira da Silva
A gripe das aves e a Crise na avicultura, pelo Prof. José Estevam de Matos.
A crise de produção de ovinos nos Açores, pelo Prof. Henrique Rosa.
Da crise energética à crise alimentar, pelo Prof. Alfredo Borba.

Paralelamente será realizado, no dia 28 de Novembro, entre as 14 e 17 horas, um fórum-debate sobre a problemática da falta de água na ilha Terceira, sob a Coordenação do Prof. João da Silva Madruga, com a participação dos Professores Eduardo Brito de Azevedo, Félix Rodrigues, Cota Rodrigues e Eduardo Dias da Universidade dos Açores, contando ainda com a presença do Senhor Secretário Regional do Ambiente e do Mar, Prof. José Gabriel Álamo de Meneses, outros membros do Governo Açoriano, um membro da Associação Portuguesa de Recursos Hídricos, um Professor Investigador de outra Universidade Portuguesa e autarcas de Angra do Heroísmo e Praia da Vitória. Esse fórum debate conta com o apoio do Centro de Investigação em Tecnologias Agrárias dos Açores, do Centro do Clima, Meteorologia e Mudanças Globais, Secção Regional da Associação Portuguesa de Recursos Hídricos e Fórum Açoriano.
O fórum-debate está aberto ao público em geral, será realizado no Anfiteatro do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores e não necessita de inscrição prévia.

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segunda-feira, novembro 26, 2007

Interessar os jovens de hoje é mais dificil do que outrora

O Dr. Aurélio Fonseca, antigo Secretário Regional da Educação e professor na Escola Básica e Secundária Padre Jerónimo Emiliano de Andrade afirma, no âmbito das actividades levadas a cabo pelo Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores na Semana Nacional da Ciência e Tecnologia, que é mais difícil agora do que outrora, interessar os jovens de hoje pelas questões da ciência e tecnologia.
Diário Insular (DI)- A Universidade dos Açores promoveu até ao domingo passado, a Semana da Ciência e Tecnologia que previa a realização de dezenas de conferências que tiveram que ser canceladas por falta de interesse das escolas e do público em geral. Como se explica que em plena sociedade do conhecimento seja cada vez maior o desinteresse por este tipo de iniciativas?

Aurélio Fonseca (AF)-Não creio, pela diversidade de iniciativas que, ao longo do ano lectivo, são levadas a cabo numa escola secundária como a Jerónimo Emiliano, que estabelece, com êxito, parcerias com as mais diversas entidades e especialistas, que haja desinteresse por esse tipo de iniciativas, especialmente no âmbito da Ciência e da Tecnologia. São, pelo contrário, bem-vindas e acolhidas com empenho e agrado generalizado pela comunidade educativa.

DI-Considera que da parte da comunidade educativa a que está ligado deveria haver maior motivação para participar nesse tipo de iniciativas, que estão alicerçadas na experiência educativa e científica da Universidade dos Açores?

AF-Temos mantido com o Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores um óptimo e profícuo relacionamento, procurando tirar o maior partido da enorme mais-valia que representa a sua existência e conceituada actuação entre nós. Pela parte que nos diz respeito, termos dado oportunidade de, no espaço de tempo em questão, se realizarem as conferências que cá tiveram lugar, demonstra que a Escola está atenta à oferta e, pelos vistos ao arrepio de outras escolas e do público em geral, até tem correspondido minimamente às solicitações que lhe são presentes.

DI-Nas conferências que se realizaram no âmbito da Semana da Ciência e Tecnologia foi notório o desinteresse de grande parte dos alunos em relação aos conteúdos apresentados pelos docentes da Universidade dos Açores. A que se deve esse desinteresse dos mais novos pelos temas relacionados com a ciência?

AF-De entre os 2600 alunos que a Jerónimo Emiliano alberga, cerca de 1400 são alunos do ensino básico, distribuídos por 47 turmas. O maior ou menor interesse, atenção e comportamento dessa enorme heterogeneidade de discentes leva a que, por vezes, existam grupos de 4 ou 5 turmas, que são chamadas a participar nessas iniciativas, que sejam mais ou menos aplicadas e interventivas. Não se deve é generalizar que os mais novos não se motivam por estas temáticas, pois temos muitos casos que atestam o contrário, nomeadamente o ganhar o galardão e a bandeira do Eco-Escolas ou o participar activamente nos programas Eurolifenet ou Escola, Ambiente e Vida.

DI-Qual a estratégia que as escolas devem adoptar para motivar os alunos para esse tipo de temáticas?

AF-A motivação passa nomeadamente pela actualidade dos temas, pela linguagem utilizada, adequada ao nível etário, de competências e de conhecimentos dos alunos, pelo recurso às tecnologias da informação e da comunicação e, sobretudo, pela necessidade dos docentes terem sempre presente que os jovens de hoje têm um acesso imediato, global e multifacetado a todo o tipo de saber e de saber-fazer, razão pela qual, às vezes, não estão tão atentos como se verificava com as gerações anteriores, para quem os professores e os livros constituíam a principal fonte de informação e de transmissão de conhecimentos.

(In Diário Insular)

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sábado, novembro 24, 2007

Alterações do Clima

A humanidade tem que tomar medidas urgentes para inverter a situação de degradação das condições climáticas na Terra. Essa foi a mensagem transmitida aos alunos da Escola Básica e Secundária Padre Jerónimo Emiliano de Andrade pelo investigador do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, Eduardo Brito de Azevedo, durante uma conferência sobre o tema “O clima em mudança”, realizada no âmbito da Semana Nacional da Ciência e Tecnologia. De acordo com Eduardo Brito de Azevedo, as alterações climáticas ocorrem na Terra desde pelo menos há 250 milhões de anos, ou seja, muito antes de a humanidade existir no planeta, mas desde meados do século XVIII que o problema começou a ter outra expressão com a utilização dos combustíveis fósseis com a revolução industrial. O docente da Universidade dos Açores referiu que a Terra está a ser aquecida devido ao “efeito de estufa” e que se esse fenómeno se não for controlado num futuro próximo as consequências para a vida na terra poderão ser muito graves. Nesse sentido, o investigador da Universidade dos Açores adiantou que, entre 2070 e 2100, as temperaturas na Terra poderão sofrer “um aumento preocupante” que irá provocar o degelo, situação que terá implicações nos recursos hídricos que são utilizados por grande parte da humanidade. No entanto, o conferencista adiantou que os dados disponíveis indicam que a humanidade “ainda está a tempo de recuperar o mal que tem feito” se foram tomadas medidas para reduzir a emissão de gases para a atmosfera. “Em pouco tempo o homem provocou danos demasiados que estão a provocar alterações climáticas. Será a vossa geração que terá que resolver esse problema que é responsabilidade da minha e das anteriores”, disse.

CASO DOS AÇORES

No decorrer do período destinado a perguntas, Eduardo Brito de Azevedo abordou a situação dos Açores no âmbito das alterações climáticas provocadas pelo aquecimento global. Segundo o investigador responsável pelo projecto CLIMAAT e CLIMARCOST, a localização dos Açores no meio do oceano Atlântico faz com que as ilhas estejam mais resguardas no que se refere às mudanças climáticas devido à acção do mar na absorção de dióxido de carbono. Mas frisou que os efeitos das mudanças climáticas já estão, também, a verificar-se no Arquipélago, havendo cada vez mais irregularidade no que se refere aos períodos de precipitação.

(In Diário Insular)

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terça-feira, novembro 20, 2007

Campus de Angra do Heroísmo aberto à comunidade durante a Semana da Ciência e Tecnologia 2007

“A sustentabilidade regida pelo Sol e pelo Gelo” é o tema da Semanas da Ciência e Tecnologia, que teve início ontem, nas instalações do Pico da Urze do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores. Félix Rodrigues, coordenador da Semana da Ciência e Tecnologia, disse ontem ao Diário Insular que a iniciativa destina-se a sensibilizar os alunos do ensino básico e secundário, sectores profissionais e público em geral para as temáticas relacionadas com a sustentabilidade socioeconómica. No âmbito da iniciativa que se realiza em todo território nacional para assinalar a Semana da Ciência e Tecnologia, o Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores decidiu debruçar-se também sobre as temáticas do Ano Heliofísico Internacional e do Ano Polar Internacional, estando previstas diversas conferências até ao próximo domingo, mas a sua realização está dependente da existência de um número mínimo de inscrições. Entre os temas a abordar nas conferências de docentes da Universidade dos Açores estão a educação ambiental, o mercado mundial do leite, a sustentabilidade da produção de queijo nos Açores, água potável, ensino e aprendizagem no futuro, desenvolvimento pessoal e cidadania activa, alterações climáticas globais, biologia insular, energias alternativas, vulnerabilidade dos ecossistemas marinhos açorianos, vulnerabilidade dos solos açorianos e produção animal sustentável nos Açores. As inscrições para a participação nas conferências podem ser efectuadas por escolas, associações sectoriais ou grupos de cidadãos para o enderço felix@notes.angra.uac.pt

SESSÃO DE ABERTURA

A abertura da Semana da Ciência e Tecnologia teve lugar ontem com a participação de cerca oito dezenas de alunos do 9º ano da Escola Básica e Integrada Jerónimo Emiliano de Andrade, que assistiram às conferências “Impactos científicos e socioeconómicos do trabalho de Gerhard Ert, Prémio Nobel da Química 2007” pela Professora Maria Adelaide Lobo e "Impactos Científicos e socioeconómicos dos trabalhos de Albert Fert e Peter Grünberg, Prémio Nobel da Física 2007”, apresentada pelo Professor Félix Rodrigues. Após a realização da sessão de abertura, que contou com a participação do director do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, Professor Alfredo Borba, os alunos puderam esclarecer dúvidas sobre algumas das áreas de investigação e cursos daquele estabelecimento de ensino superior como a biotecnologia, tecnologia agro-alimentar, engenharia do ambiente, gestão e conservação da natureza, farmácia, veterinária, enfermagem, ciências da nutrição, ciências agrárias e guias da natureza.

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domingo, novembro 18, 2007

Semana da Ciência e Tecnologia 2007 no Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores

A sustentabilidade regida pelo Sol e pelo Gelo

Em 2007, comemora-se, tanto o Ano Heliofísico Internacional como o Ano Polar Internacional. Integradas nessas comemorações e fazendo parte da Semana da Ciência Tecnologia do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, levada a cabo entre 19 e 25 de Novembro de 2007, realizar-se-ão palestras sobre as temáticas da sustentabilidade sócio - económica e ambiental. Nas palestras proferidas pelos docentes do Departamento de Ciências Agrárias e Docentes da Delegação do Departamento de Ciências da Educação em Angra do Heroísmo, nessa semana da Ciência e Tecnologia, tentar-se-á apresentar perspectivas transdisciplinares, tanto dos fenómenos como das problemáticas, dada a formação multidisciplinar do seu corpo docente: desde a astrofísica à agricultura ecológica, passando pela engenharia do ambiente, gestão e conservação da natureza, educação ambiental, veterinária, tecnologia alimentar e economia, entre outras.
Todas as actividades e palestras serão abertas ao público, todavia, algumas delas, necessitam de inscrição para se proceder à marcação do dia e da hora em que ocorrerão, uma vez que interessam a grupos profissionais específicos ou com interesses concretos.
O programa é o seguinte:
19 de Novembro de 2007. Edifício do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, Pico da Urze, Angra do Heroísmo, Terceira, Açores.
15:00H- Recepção aos alunos do 9º Ano de Escolaridade da Escola Básica e Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade, a cargo do Director do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, Professor Alfredo Borba.
15:10H- “Impactos científicos e sócio económicos do trabalho de Gerhard Ertl, Prémio Nobel da Química de 2007”. Apresentação a cargo da Professora Doutora Maria Adelaide Lobo.
15:25H- “Impactos científicos e sócio económicos dos trabalhos de Albert Fert e Peter Grünberg, Prémio Nobel da Física de 2007”. Apresentação a cargo do Professor Doutor Félix Rodrigues.
15:45H- Divisão dos alunos por grupos de interesse e esclarecimentos nas áreas da Biotecnologia, Tecnologia Agro-alimentar, Engenharia do Ambiente, Gestão e Conservação da Natureza, Farmácia, Veterinária, Enfermagem, Ciências da Nutrição, Ciências Agrárias e Guias da Natureza.
Neste mesmo dia e dependendo do número de inscrições (mínimo 5) são propostas as seguintes palestras:
“Globalização, desenvolvimento e sustentabilidade. O casoda globalização do mercado do leite e o desenvolvimento sustentável dosAçores", pelo Prof. Tomaz Dentinho (em horário a acordar com os interessados, entre16:00h e as 18:00H) .
“AZONET - AZores Observation NETwork. Porquê apostar num supersite em Portugal?" pelo Prof. Paulo Fialho (Em horário a acordar com os interessados, entre16:00h e as 18:00H) .
20 de Novembro de 2007. Edifício do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, Pico da Urze, Angra do Heroísmo, Terceira, Açores.
“A importância do curriculum oculto na educação para a sustentabilidade”. Palestra proferida pelo Prof. Francisco Sousa e a Mestre Ana Isabel Godinho: (Em horário a acordar com os interessados, entre11:00h e as 18:00H) .
“Desenvolvimento Pessoal e a Cidadania Activa.” Pela Mestre Josélia Fonseca: (Em horário a acordar com os interessados, entre11:00h e as 18:00H) .
"Perspectivas de investigação-intervenção em educação ambiental: experiências na Ilha Terceira".Pelos Profs. Pedro Gonzalez e Félix Rodrigues (Em horário a acordar com os interessados, entre11:00h e as 18:00H) .
21 de Novembro de 2007. Edifício do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, Pico da Urze, Angra do Heroísmo, Terceira, Açores.
“Sustentabilidade da produção de queijo nos Açores - que desafios tecnológicos e científicos?" pelo Prof. José Estevam de Matos (A conferência só se realizará neste dia, se houver mais do que cinco inscrições e a ocorrer será às 17:00H ).
“Ensino e aprendizagem no futuro: o desafio da complexidade, da incerteza e da sustentabilidade”. Pelo Prof. João Batista (Em horário a acordar com os interessados, entre16:00h e as 18:00H) .
“Água potável e sustentabilidade”. Pela Profª Maria Adelaide Lobo (Em horário a acordar com os interessados, entre16:00h e as 18:00H .
22 de Novembro de 2007. Edifício do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, Pico da Urze, Angra do Heroísmo, Terceira, Açores.
14:00H- Recepção aos alunos do 9º Ano de Escolaridade da Escola Básica e Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade, a cargo do Director do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, Professor Alfredo Borba.
14:10H- Ano Heliofísico Internacional. O Sol, Beleza e Mistério. Apresentação a cargo do Prof. Miguel Ferreira.
14:25H- Impactos científicos e sócio económicos dos trabalhos de Albert Fert e Peter Grünberg, Prémio Nobel da Física de 2007. Apresentação a cargo do Prof. Félix Rodrigues.
14:45H- Divisão dos alunos por grupos de interesse e esclarecimentos nas áreas da Biotecnologia, Tecnologia Agro-alimentar, Engenharia do Ambiente, Gestão e Conservação da Natureza, Farmácia, Veterinária, Enfermagem, Ciências da Nutrição, Ciências Agrárias e Guias da Natureza.
“Alterações climáticas Globais-Impactos sócio-económicos e ambientais”. Pelo Prof. Félix Rodrigues: (Em horário a acordar com os interessados, entre16:00h e as 18:00H).
23, 24 e 25 de Novembro de 2007. Edifício do Campus de Angra do Heroísmo da Universidade dos Açores, Pico da Urze, Angra do Heroísmo, Terceira, Açores.
(As conferências que se seguem realizar-se-ão em qualquer um destes dias, se houver mais do que cinco inscrições e ocorrerá, em horário a acordar com os interessados, entre11:00h e as 18:00H de cada dia).
Prof. Paulo Borges “Biologia Insular e Extinção”.
Profª Maria Manuela Juliano: “Ano Polar Internacional - O Degelo das calotes Polares e sua influência nas correntes marinhas do Atlântico Norte”.
Prof. Alfredo Borba: "Plantas do passado com potencialidades no futuro da alimentação animal.”
Prof. Mário Alves: "Energias alternativas nos Açores"
Profª. Emiliana Silva: "Valores ambientais dos agricultores açorianos"
Prof. Jorge Pinheiro: “"Produção agrícola e eutrofização"
Prof. João Pedro Barreiros: “Vulnerabilidade dos ecossistemas marinhos açorianos”
Prof. João Barcelos: “Resíduos na era da Globalização. Harmonização de Atitudes e Comportamentos”
Prof. Francisco Cota Rodrigues: "Intrusão salina e alterações climáticas globais"
Prof. João Madruga: "Vulnerabilidade dos solos açorianos"
Prof. Luís Souto: "Perdas de calor no organismo animal"
Prof. Fernando Pires: "Produção animal sustentável nos Açores"
Profª. Célia Silva: Impactos científicos e sócio-económicos dos trabalhos de Mario R. Capecchi, Sir Martin J. Evans e Oliver Smithies, Prémio Nobel da Medicina de 2007.
Profª Regina Oberschelp de Meneses: Impacto cultural e social do trabalho de Doris Lessing, Prémio Nobel da Literatura de 2007.
Prof. Eduardo Brito de Azevedo: Impactos científicos e sócio-económicos dos trabalhos do Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) e Albert Arnold (Al) Gore Jr., Prémio Nobel da Paz de 2007.
Prof. Tomaz Dentinho: Impactos científicos e sócio-económicos dos trabalhos de Leonid Hurwicz, Eric S. Maskin e Roger B. Myerson, Prémio Nobel da Economia de 2007.
A inscrição nas conferências mencionadas poderá ser feita, com a antecedência mínima de um 24 horas, por email: felix@notes.angra.uac.pt ou pelo telefone 351295402200 entre as 10:00 e as 17:00H.

(In Diário Insular)

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